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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

HISTÓRIAS PARA REFLETIR

Coleção de Porcelana

Narra antigo koan que um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa. Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita. A notícia tomou conta do Império, e, às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu devolver a ordem à coleção. Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de alvinitente linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel. Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as todas. Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse: - Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos, nada valem.

Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o ancião e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida em si mesma, particularmente a humana.

Um comentário:

blog da Paraguassu disse...

Querida Denise,
Em primeiro lugar, agradeço a visita ao meu blog. Volte sempre que quiseres. A "Coleção de Porcelana" nos diz muito do valor que se deve dar às coisas espirituais ao invés de ficar cultuando pequenas coisas que não valorizam a vida, por serem coisas da matéria. Adorei o texto. Voltarei sempre ao seu blog.
Bjs. fraternos, Maria.