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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

FOBIAS I

Psicogênese das Fobias
            Os transtornos fóbicos ou medos exagerados, constituem sintomas neuróticos compulsivos, nos quais surgem esses pavores destituídos de motivos reais, em relação a determinados objetos ou situações, encarregando-se de restringir ou perturbar o comportamento do indivíduo.
            Agem como fatores causais ou desdobramentos das fixações em vivências reais já experimentadas, quais a que diz respeito à angústia do peito.
            Do ponto de vista psicanalítico, decorre de um perigo interno pulsional ou medo da explosão da pulsão e sua plenificação no objeto que se fixa. Trata-se de uma atitude de deslocamento da pulsão do objeto originário para um outro ou de qualquer situação que o substitua.
            Como decorrência da teoria da aprendizagem, qualquer forma, objeto ou situação, pode transformar-se em fator de medo, dando lugar a inumeráveis estados fóbicos, cujos nomes correspondem àqueles mecanismos pulsionais que os geram.
            Aprofundando-se a sonda investigativa em torno da psicogênese dos transtornos fóbicos, encontrar-se-ão, no espírito, os fatores causais, quando houve comprometimentos morais e emocionais, decorrentes de situações lamentáveis e atos deploráveis contra o próximo ou a sociedade, mediante atos criminosos ou odientos experienciados.      
            As circunstâncias e ocorrências do momento insculpiram-se nos painéis delicados do inconsciente profundo do revel, porque rechaçados pela consciência que desejava bloquear as reminiscências dolorosas, apagando as imagens infelizes e perturbadoras.
            As ações hediondas praticadas  sempre ressumam dos depósitos da memória inconsciente, graças ao perispírito, convidando o calceta à reparação.
            Essa recuperação apresenta-se sob vários aspectos. Inicialmente, é o arrependimento que se impõe, fazendo que as lembranças sejam evocadas e revivenciadas, de forma que os sentimentos morais dêem-se conta da gravidade do ato ignóbil, tomando consciência do deslate e predispondo-se à mudança de atitude em relação à vítima e à vida. Logo depois, de maneira inevitável, a mesma consciência estabelece o sofrimento defluente dos resultados malsãos que foram impostos a outrem e do despertamento para os valores dignificantes que nunca podem ficar olvidados pelo ser em processo de evolução. Essa expiação do erro é indispensável ao reequilíbrio da emoção. Apesar desses fatores, impõe-se ainda a necessidade urgente de reparação dos males produzidos, e logo despertam os sentimentos dignificantes do amor, da caridade, da compaixão e da solidariedade, facultando o anular dos efeitos danosos que ainda perduram.
            Nem sempre o processo apresenta-se fácil, em razão dos sentimentos daquele que foi ofendido, e que não desejando desculpar, e menos perdoar, desencadeia a ação obsessiva, gerando angústia no antagonista que, despreparado para a renovação moral, tomba nas malhas do sofrimento ultriz.
            A simples visão de qualquer fator que esteve presente na ação nefasta do passado, desencadeia as lembranças inconscientes que se transformam em medo, logo depois em pavor sob a ação da mente vingadora.
            As angústias defluentes do medo de situações, animais e insetos, absolutamente destituídos de perigo, são efeito da consciência de culpa dos gravames praticados e não resolvidos pelo self, que desperta para a necessária recuperação.
            Evitando as situações afligentes, o enfermo parece negar-se ao enfrentamento com a consciência, procurando manter obnubilada a razão, dessa maneira evadindo-se da reabilitação.
            Os fatores que desencadeiam os transtornos fóbicos, são resultantes dos impositivos divinos que geram circunstâncias, nas quais o infrator das leis é convidado ao refazimento da ordem e do equilíbrio que foram perturbados pela sua inépcia ou perversidade nos trânsitos evolutivos pretéritos.
            Como ninguém alcança as  cumeadas sem que se lhe faça necessário passar pelas baixadas e sofrê-las, é natural que no desafio da ascensão moral e espiritual, muitos tormentos sejam desencadeados em razão de condutas impróprias, que serviram de recurso para a vivência individual.
            Cometido o abuso, nova oportunidade surge com a carga das suas conseqüências, exigindo reparação.

Do livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

2 comentários:

Élys disse...

Estudar através de Joanna de Angelis é garantia de adquirir um bom conhecimento. Esta situação de medo é muito comum, pois é a consciência exteriorizando elementos acontecidos e gravados no passado.
Um abraço fraterno

*Mi§§ §impatia* disse...

Oi, tudo bem?
Vim te agradecer pelas palavras carinhosas que me enviou no meu niver. Seu carinho alegrou-me demais. Obrigada viu? Beijos no coração.