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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

FÉRIAS


Queridos amigos e seguidores, aquela paradinha anual é necessária. E dela estarei fazendo uso a partir de amanhã. Estou feliz por essa oportunidade. Deixo um grande beijo a todos. Estarei de volta dia 01/12.


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

SENTIMENTOS E AFETIVIDADE II


Os sentimentos são conquistas valiosas do curso evolutivo, que se vão aprimorando pelas vivências, pelas longas reencarnações.
            Viajando do instinto, aprimora-se e pode apresentar-se de formas variadas: a atração, que pode ser física, social, econômica, na qual o aspecto externo do outro exerce papel preponderante; a mental, que se expressa como de natureza intelectual, em razão da lucidez e da vivacidade que são detectadas noutrem; e, por fim, aquela de natureza espiritual, que transcende aos interesses imediatos, facultando bem-estar, alegria na convivência, sentimento de companheirismo.
            As emoções, no entanto, estão sempre variando, não raro de acordo com as circunstâncias, as reações fisiológicas, transformando o sentimento de afeto em antipatia, após certo período de descobrimento da outra pessoa.
            Essa ocorrência é  comum quando o amor se manifesta numa das duas primeiras expressões a que nos referimos.
            No sentimento profundo, mesmo havendo variação de emoções, o amor torna-se mais significativo, capaz de resistir e superar as alterações que venham a ocorrer.
            Quando se manifestam as expressões do amor, quase sempre aqueles que não têm maturidade para a vivência expressiva do sentimento enobrecido logo pensam em adaptar-se àquele por quem se sentem atraídos, alterando a programação existencial.
            O amor não necessita que ocorram mudanças de compromissos, antes, pelo contrário, é um dínamo de forças e dispensador de energias para que se levem adiante as tarefas abraçadas, impulsionando ao crescimento interior e ao desenvolvimento da sabedoria.
            É compreensível que esse sentimento não atrele uma a outra pessoa, gerando dependência de qualquer matiz. Inversamente, liberta os que se envolvem, dando-lhes um encantamento especial que na esfera física se traduz como contínuas descargas de adrenalina invadindo a corrente sanguínea e proporcionando estímulos renovados.
            Por outro lado, estimula a produção equilibrada da dopamina, a denominada substância responsável pela alegria, dentre outras finalidades especiais, facultando júbilo, mesmo quando sem a presença física do ser amado.
            É comum dizer-se que a distância esfria o amor, apaga-o. essa ocorrência tem lugar quando é fruto do entusiasmo, da paixão, e arde como labareda que rapidamente consome.
            O amor a outrem, desse modo, é também resultado do autoamor, quando o indivíduo se pode relacionar bem consigo, sustentando-se e possuindo as valiosas energias da saúde que pode esparzir.
            Normalmente, quando se fala em amor e se o confunde com sexo, o pensamento reveste-se do interesse de fruir-se, de utilizar-se do outro, de receber benefícios. E como o fenômeno é recíproco, a aparente união mantém dois solitários sob o mesmo sentimento, distantes dos benefícios que devem resultar quando a afeição é verdadeira.
            Indispensável, portanto, nas tentativas de aprimorar-se os sentimentos e a afetividade, investir-se no autoaprimoramento, no esforço de tornar-se melhor, dessa maneira podendo ser feliz com aquele a quem se elege para companhia.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SENTIMENTOS E AFETIVIDADE I


A expressiva maioria da sociedade encontra-se desassisada, especialmente pela falta de amor.
            Assevera-se que o amor não conseguiu sobreviver à época da ciência de pesquisas frias e da tecnologia, tornando-se uma vaga sensação de prazer, que se experimenta nos encontros momentâneos.
            Informa-se, ainda, que a convivência consegue destruí-lo, produzindo a rotina, o desinteresse, sendo ideal, portanto, que os relacionamentos da afetividade ocorram sem a contínua convivência.
            Como efeito, as pessoas que se dizem amar, residem em locais diferentes, encontrando-se, sem maiores responsabilidades para os prazeres do repasto, das festas, do teatro e do cinema, dos períodos de férias, sobretudo para a união sexual.
            A experiência vivida por Jean Paul Sartre e Mme. Beauvoir, no século passado, amando-se e vivendo em residências separadas, influenciou toda uma geração e ressurge com características especiais, ensejando relacionamentos sem maiores compromissos, nos quais os parceiros têm a sua própria vida, sua liberdade inalterada, mantendo fidelidade ao eleito.
            Essa conduta leviana proporciona uma falsa existência de gozo, na qual a amizade enriquecedora, os diálogos recheados de experiências e de permutas de bondade desaparecem, dando lugar a encontros fortuitos somente para a preservação do egoísmo. Em conseqüência, o isolamento das criaturas faz-se cada dia mais volumoso, e as distâncias tornam-se mais difíceis de ser vencidas. A desconfiança substitui o prazer da companhia, a insensibilidade domina os sentimentos, e quando surgem os desafios, em forma de enfermidades, de conflitos, de econômicos, o outro imediatamente desaparece, deixando ao abandono o ser com o qual se vinculava.
            Dir-se-á que o mesmo ocorre nos relacionamentos convencionais, no matrimônio, na parceria no mesmo lar, o que não deixa de ser verdade, ,orem em número de vezes muito menor.
            O prazer sensual, como é compreensível, desaparece logo depois de um período de experiências, dando lugar á busca erótica de novas sensações, especialmente para as pessoas sem formação moral equilibrada.
            Isto porque, nessas relações, o amor verdadeiro é dispensável, não se tornando essencial para a perfeita identificação dos sentimentos.
            O amor é  uma emoção profunda que merece considerações especiais, caracterizando-se por valores significativos.
            Ele inspira a amizade sem mácula, o apoio incondicional, o respeito contínuo, a dedicação integral, porque é fator de imensurável significado para a existência humana. Mesmo entre os animais, o instinto que se transforma em afetividade no processo da evolução é responsável pela preservação da prole e sua preparação para os enfrentamentos da sobrevivência.
            Pessoas imaturas, sonhadoras e fantasistas mantêm o sentimento de amor dentro do padrão lúdico, vivendo em busca da sua alma gêmea, a fim de completar-se, como se os indivíduos fossem metades aguardando a outra parte.
            As almas nascem gêmeas nos sentimentos universais, nos ideais de engrandecimento, na grande família, na qual se destacam os espíritos mais evoluídos, capazes dos gestos nobres da renúncia e da abnegação em favor daqueles a quem amam e, por extensão, por todas as criaturas.
            Desejando-se a alma gêmea, intimamente anela-se por encontrar alguém disposto a servir e estando sempre presente nas necessidades, sem pensar-se na retribuição e nos cuidados que devem ser mantidos por sua vez.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 13 de novembro de 2011

O DEVER II

     
A pratica constante do dever leva-nos ao aperfeiçoamento. Para apressá-lo, convém que estudemos primeiramente a nós mesmos, com atenção, e submetamos os nossos atos a um exame escrupuloso, porque ninguém pode remediar o mal sem antes o conhecer.
                Podemos estudar-nos em outros homens. Se algum vício, algum defeito terrível em outrem nos impressiona, procuremos ver com cuidado se existe um nós germe idêntico; e, se o descobrirmos empenhemo-nos pelo arrancar.
                Consideremos nossa alma pela sua realidade, isto é, como obra admirável, porém imperfeita e que, por isso mesmo, temos o dever de embelezar e ornar incessantemente. Esse sentimento da nossa imperfeição tornar-nos-á mais modestos, afastará de nós a presunção, a tola vaidade.
                Submetamo-nos a uma disciplina rigorosa. O hábito do bem facilita a sua prática. Só os primeiros esforços são penosos; por isso, e antes de tudo, aprendamos a dominar-nos. As primeiras impressões são fugitivas e volúveis; a vontade é o fundo sólido da alma. Saibamos governar a nossa vontade, assenhorear-nos dessas impressões, e jamais nos deixemos dominar por elas.
                O homem não deve isolar-se de seus semelhantes. Convém, entretanto, escolher suas relações, seus amigos, empenhar-se por viver num meio honesto e puro, onde só reinem boas influências.
                Evitemos as conversas frívolas, os assuntos ociosos, que conduzem á maledicência. Digamos sempre a verdade, quaisquer possam ser os resultados. Retemperemo-nos frequentemente no estudo e no recolhimento, porque assim a alma encontra novas forças e novas luzes. Possamos dizer, ao fim de cada dia: fiz hoje obra útil, alcancei alguma vantagem sobre mim mesmo, assisti, consolei desgraçados, esclareci meus irmãos, trabalhei por torná-los melhores; tenho cumprido o meu dever.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sábado, 12 de novembro de 2011

O DEVER I

                 
O dever é o conjunto das prescrições da lei moral, a regra pela qual o homem deve conduzir-se nas relações com seus semelhantes e com o universo inteiro. Figura nobre e santa, o dever paira acima da humanidade, inspira os grandes sacrifícios, os puros devotamentos, os grande entusiasmos. Risonho para uns, temível para outros, inflexível sempre, ergue-se perante nós, apontando a escadaria do progresso, cujos degraus se perdem em alturas incomensuráveis.
                O dever não é idêntico para todo; varia segundo nossa condição e saber. Não depende de nós desviar os acontecimentos, porque o nosso destino deve seguir os seus trâmites rigorosos; mas sempre podemos, mesmo através de tempestades, firmar essa paz de consciência, esse contentamento íntimo que o cumprimento do dever acarreta.
                Todos os espíritos superiores têm profundamente enraizado em si o sentimento do dever; é sem esforços que seguem a própria rota. É por uma tendência natural, resultante dos progressos adquiridos, que se afastam das coisas vis e orientam os impulsos do ser para o bem. O dever torna-se, entalo, uma obrigação de todos os momentos, a condição imprescindível da existência, um poder ao qual nos sentimos indissoluvelmente ligados para a vida e para a morte.
                O dever oferece múltiplas formas:
·         há o dever para conosco, que consiste em nos respeitarmos, em nos governarmos com sabedoria, em não querermos, em não realizarmos senão o que for útil, digno e belo;
·         há o dever profissional, que exige o cumprimento consciencioso das obrigações de nossos encargos;
·         há o dever social, que nos convida a amar os homens, a trabalhar por eles, a servir fielmente ao nosso país e à humanidade;
·         há o dever para com Deus...
O dever não tem limites. Sempre podemos melhorar. É, aliás, na imolação de si própria que a criatura encontra o mais seguro meio de se engrandecer e de se depurar.
A honestidade é a essência do homem moral; é desgraçado aquele que daí se afastar. O homem honesto faz o bem pelo bem, sem procurar aprovação nem recompensa. Desconhecendo o ódio, a vingança, esquece as ofensas e perdoa aos inimigos. É benévolo para com todos, protetor para com os humildes. Em cada ser humano vê um irmão, seja qual for seu país, seja qual for sua fé. Tolerante, ele Sab e respeitar as crenças sinceras, desculpa as faltas dos outros, sabe realçar-lhes as qualidades; jamais é maledicente. Usa com moderação dos bens que a vida lhe concede, consagra-os ao melhoramento social e, quando na pobreza, de ninguém tem inveja ou ciúme.
A honestidade perante o mundo nem sempre é honestidade de acordo com as leis divinas. A opinião pública, é certo, tem seu valor; torna mais suave a prática do bem, mas não devemos considerá-la infalível. Sem dúvida que o sábio não a desdenha; mas, quando é injusta ou insuficiente, ele também sabe caminhar avante e calcula o seu dever por uma medida mais exata. O mérito e a virtude são algumas vezes desconhecidos na Terra; as apreciações da sociedade quase sempre são influenciadas por paixões e interesses materiais. Antes de tudo, o homem honesto busca o julgamento e o aplauso da sua próprias consciência.
Aquele que soube compreender todo o alcance moral do ensino dos espíritos tem do dever uma concepção ainda mais elevada. Está ciente de que a responsabilidade é correlativa ao saber, que a posse dos segredos de além-túmulo impõe-lhe a obrigação de trabalhar com energia para o seu próprio melhoramento e para o de seus irmãos.

(continua)

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO V

            Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
            Quarto atributo:
            Felicidade – a busca da felicidade é o que proporciona sentido para a vida humana. Todos a desejamos, mas são poucos que a conseguem, porque a maioria das pessoas a deseja ganhar e não obtê-la, com os próprios méritos. Querem ser felizes, permanecendo numa atitude inercial, de acomodação ás próprias limitações.
            É claro que isso nunca será possível dessa forma. Felicidade é algo que se obtém pela ação da vontade. Este atributo é um desdobramento do anterior, pois quem se auto-ama, busca naturalmente ser feliz e fazer a felicidade dos outros, num processo de alo-amor.
            Deus não nos dá a felicidade pronta, Ele nos oferece todos os meios para conquistá-la, por nós mesmos. Mas como Deus sabe aguardar, e todos nós fomos criados para a felicidade, todos, sem exceção, subiremos a montanha, mais cedo ou mais tarde.
            A felicidade é o estado de plenitude que podemos almejar, portanto quando uma pessoa busca se esforçar para melhorar um pensamento, um sentimento ou um comportamento negativo, está, em realidade, trabalhando para obter a felicidade que almeja. A busca da felicidade é o objetivo máximo da vida e que estará norteando a força e a competência da vontade, para que o indivíduo se esforce para conseguir. Por isso, nessa busca, é fundamental usar poder, inteligência e auto-amor para exercitar o aperfeiçoamento constante e conseguir a felicidade relativa, até que cheguemos à perfeição e conquistemos a felicidade plena.
            Na Pirâmide de Vontade, a base é a força, exercício do poder, e a competência, exercício da inteligência cognitiva e emocional, mas que só existe e faz sentido por causa do topo, que é o auto-amor e a busca da felicidade, que ao mesmo tempo em que é sustentada pela base, a reforça e também sustenta, pois lhe dá um sentido.
Sem a destinação que todos temos de desenvolver a felicidade plena, não haveria sentido em se esforçar para superar as nossas limitações. Por isso, o auto-amor e a busca da felicidade nos alimentam a força de vontade e nos fazem desenvolver a inteligência, para conquistarmos a plenitude que almejamos.
            Envolvendo tudo está o amor, não apenas o auto-amor, mas o amor à vida, ao próximo, a Deus, ao Cosmos, dando um sentido à vida e auxiliando no esforço de auto-aprimoramento do Ser que ruma em direção à plenitude e à luz maior.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho                                          

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO IV

                             
            Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
            Terceiro atributo:
            Auto-Amor – o amor a si mesmo é necessário para fortalecer a vontade ainda mais, pois, somente ele é que lhe dá a direção adequada. O auto-amor proporciona ao indivíduo, a condição de escolher o melhor para si mesmo. É o exercício da melhor escolha.
            Se a pessoa se auto-ama, com certeza não ficará numa condição ruim, devido à inércia. Aqueles que se acomodam em suas vidas, certamente não se amam o suficiente para se esforçarem – utilizando a força de vontade e a sua inteligência -, adquirindo competência para superarem as dificuldades pelas quais passam. Quem se auto-ama, quer o melhor para si mesmo e se esforça para conseguí-lo.
            Portanto, o auto-amor é a condição imprescindível para se exercer os dois primeiros atributos da vontade. Sem o auto-amor, a pessoa pode até começar um processo de mudança, mas não consegue perseverar no caminho. Para persistir no rumo que se deseja, tendo vontade firme, somente com o auto-amor, que é a condição para escolher e permanecer no caminho traçado. O auto-amor estará reforçando, em nós, a paciência, a perseverança e a necessidade do esforço continuado, nos auxiliando a desenvolver o poder amoroso que transforma a nossa vida para melhor.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho                                          

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO III

                               
            Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
            Segundo atributo:
            Competência – vimos que a força é a base da vontade, mas somente força não basta. É preciso que a pessoa tenha competência para mudar, isto é, que ela saiba como mudar. Muitas pessoas são sinceras em seu processo de mudança, querem verdadeiramente mudar, mas não a realizam de forma competente. Acabam, em virtude disso, forçando-a, resultando em bloqueios das emoções, muita exigência consigo mesmos, fatos que as tornam muito rígidas e, mais cedo ou mais tarde, acabam tendo problemas resultantes dessa postura, pois forçam a sua natureza.
            Essas pessoas usam apenas a força de vontade e, por isso, acabem se tornando prepotentes consigo mesmas. Utilizam o poder sem direcionamento inteligente e amoroso e acabem por emperrar o próprio processo de mudança.
            Para que possamos mudar de uma forma tranqüila e suave, é necessário agregar a força de vontade, a competência para que o esforço seja o menor possível.
            Toda mudança necessita da força, mas é preciso que essa força seja utilizada de forma inteligente, transformando-a em esforço competente.
            O segundo tributo da vontade, a competência ou habilidade é o exercício da inteligência, tanto a cognitiva, quanto a emocional, adquirindo-se sabedoria para bem direcionar a força.
            Para vencer a inércia da acomodação em nossas dificuldades egóicas, muitas vezes precisamos de uma força inicial grande para começar o movimento de mudança, mas depois que iniciamos, a força exigida deverá ser cada vez menor, poupando-se energia no processo todo. Por isso, é indispensável a competência, o exercício da inteligência para direcionar a força de vontade.
            O uso adequado de energia é fundamental para se exercer a vontade, com objetivo de mantê-la sempre viva. Ao observarmos a natureza, percebemos que tudo nela realiza um esforço para exercer a sua função, mas esse esforço deve ser o menor possível para não se gastar energia desnecessariamente. É a lei do mínimo esforço. É necessário cultivar em nossa intimidade, o esforço continuado, paciente e perseverante.
            Para isso é fundamental o desenvolvimento das inteligências cognitiva e emocional, da sabedoria, de modo a utilizar, de forma hábil, a força de vontade. O uso adequado da inteligência estará munindo a pessoa de instrumentos para exercer a vontade, gerando o esforço necessário para a mudança.
            Para desenvolver essa competência, é fundamental o emprego de técnicas como: a meditação, a reflexão, a oração, etc, com o objetivo de se conseguir suavizar a força necessária para a mudança.
            Meditação, reflexão, oração são instrumentos fundamentais para facilitar o processo de mudança, não para realizá-la em si mesmo. Portanto, como toda e qualquer ferramenta, necessita ser utilizada frequentemente e na hora certa, senão enferrujará e se tornará inútil.
            O tipo de inteligência que deve ser mais desenvolvido é a emocional, que é resultado do exercício do auto-amor, próximo atributo da vontade. O auto-amor estará direcionando a força e a inteligência, criando o poder inteligente e amoroso.
            Hoje em dia encontramos muitos recursos como livros, curso, seminários, psicoterapia, para ajudar as pessoas em seu processo de mudança, mas, muita pessoas que têm acesso a esses recursos, justificam-se em não usá-los porque dá muito trabalho. Novamente, o que as impede é a inércia. Dizem que querem mudar, mas quando se lhes mostra como fazê-lo, desistem, alegando que é muito difícil e trabalhoso. Com tal atitude, deixam os recursos de lado e continuam se queixando da sua triste sina.

(continua)
                                                                                                
Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO II


            Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
            Primeiro atributo:
            Força – a chamada força de vontade é a base da própria vontade. Somente através da força é que poderemos vencer a inércia e o estado de acomodação em uma determinada posição prejudicial, que mesmo incômodo, gera em nós um estado de passividade.
            Todo processo de mudança requer um movimento da direção daquilo que se deseja. Se desejamos algo melhor para a nossa vida, é necessário superar a acomodação e ir em busca daquilo que queremos conquistar.
            A força da vontade é o exercício do poder que todo ser humano possui de mudar a própria vida para melhor. Todos o possuímos, pois ele é um atributo de nossa própria Essência Divina, mas poucos de nós o utilizamos, pois temos grandes dificuldades de vencer a inércia e transformamos essa dificuldade em impossibilidade.
            A força da vontade é o exercício do poder que todo ser humano possui de mudar a própria vida para melhor. Todos o possuímos, pois ele é um atributo de nossa própria Essência Divina, mas poucos de nós o utilizamos, pois temos grandes dificuldades de vencer a inércia e transformamos essa dificuldade em impossibilidade.
            Essas pessoas estão abdicando do poder que possuem em mudar a própria vida. Acreditam que não conseguem, ou não são capazes de mudar o que desejam, mas na realidade, estão apenas presas á inércia, pois é muito mais cômodo permanecer na mesma situação a queixar-se, do que exercer a força de vontade, o poder de mudar aquilo que dizem querer, mas que, em verdade, querem obter e que desejam, sem esforço algum.
            É realmente impossível realizar algo bom para nós mesmos, sem esforço, mas, se nos esforçamos, poderemos conseguir aquilo que desejamos.
            Para desenvolver a força de vontade e exercitarmos o poder de mudar a nossa vida, é necessário desenvolver a fé, a confiança em nós mesmos, em Deus, na vida, que passemos a acreditar em nossa capacidade de mudar para melhor.
            Para desenvolvermos o “Reino dos Céus” em nós mesmos, através do cultivo das questões essenciais da vida, é necessário ter a fé do tamanho de um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, para podermos superar as montanhas de dificuldades criadas por nós mesmo, pelo cultivo das negatividades egóicas.
            Aos iniciarmos o processo de mudança e com a continuidade do esforço, a pequena semente vai, lenta e gradativamente, se transformando numa grande árvore a produzir os frutos da alegria de viver, da felicidade.
            Um único cuidado é importante no uso da força: que ela não seja utilizada de forma bruta, gerando prepotência consigo mesmo e com os outros, mas sim, inteligente e amorosamente. O poder necessita ser bem direcionado pela inteligência e amor.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho

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domingo, 6 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO I


            Existem milhões de pessoas, sobre a face da Terra, querendo ter posturas diferentes, abnegadas, honestas, amorosas, caridosas, mas que não se dispõem a pagar o preço da mudança. Há outras milhões que estão doentes do corpo, em enfermidades autodegenerativas, que não estão dispostas a pagar o preço da saúde.
            Há tantos outros viciados que não estão dispostos a pagar o preço de uma vida saudável. Só o desejo da possibilidade de sermos quem não somos, não dá o ensejo de ser o que desejamos ser: é preciso um preço. Não há nenhum esforço que não envolva o pensamento, a vontade de realização e a realização.
            Jesus sempre nos conclamou a uma vida proativa, na qual devemos buscar, pelo nosso próprio esforço, aquilo que nos compete.
            Ao fazer isso, o universo se abre para nos ajudar. No entanto, são poucos os que buscam esse caminho, pois são poucos os que querem pagar o preço para se modificar.
            Para que possamos conquistar os valores essenciais, é necessário o desenvolvimento da vontade.
            O universo abre-se em favor da criatura, a partir de uma efetiva decisão interna, e não o contrário. Somos nós os detentores das nossas vidas. Precisamos de vontade para realizar toda e qualquer ação de mudança para melhor.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho                                           

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sábado, 5 de novembro de 2011

PURITANISMO DO ESPÍRITA


                O puritanismo do espírita é a vivência exterior do espiritismo. É aquele que tem códigos de identificação exterior, verdadeiros ritos e chavões doutrinários que esquecem tão logo se afastem dos locais de pregação.
                O puritanismo nem sempre é hipócrita, pode estar apenas vivendo um estágio de elaboração íntima na sua melhoria pessoal e necessita de escoras e imitações para, pouco a pouco, internalizar o que ainda permanece somente na órbita de seus pensamentos sem atingir seu modo de sentir. O problema surge quando há uma preferência por fazer amostragens de conduta espírita, teatralizando comportamentos e discursos com a única intenção de impressionar ou convencer, permanecendo nessa atitude anos após nãos sem autenticidade e sinceridade.
                Ser puro é uma questão íntima. Ser puro é a aspiração evolutiva mais elevada que se pode conceber em nosso estágio evolutivo.
                O puritanismo é algo exterior, uma fachada de atitudes que não corresponde a valores autênticos. O rigorismo, o ascetismo, o moralismo são algumas de suas manifestações. No excesso de rigor aplicado ao comportamento próprio e das demais pessoas, é o radicalismo; na recriminação sistemática às questões mundanas é o ascetismo; na adoção constante de procedimentos artificiais aceitos como linhas comportamentais de um determinado grupo, é o moralismo.
                O princípio das boas relações com o outro é estar bem consigo e o puritanismo é indício de uma má relação com a vida interior. Quase sempre as atitudes puritanas escondem imperfeições com as quais não se deseja fazer o auto-encontro. Como esse enfrentamento é difícil, através de mecanismos de defesa faz-se uma transferência para o outro, nascendo a postura que denota moralismo ou desajuste com o mundo externo.
                Esse moralismo e desajuste podem ser percebidos em ações de recriminação, preconceito e reclusão.
                Os grandes homens puros da humanidade viveram no mundo sem ser do mundo.
                O puritanismo é exterminado com coerência, adequação interior, assumindo o intransferível compromisso de enfrentar nossas mazelas.
                O orgulho é o grande patrocinador das atitudes puritanas, levando a criatura a imaginar ser alguém que, de fato, ela ainda não é. Essa imaginação especula encima de uma auto-imagem super elevada.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS II

                                                                                                                        
Considerando-se o transtorno psíquico como de procedência do ser profundo, deve-se examinar o comportamento das pessoas que lhe foram vítimas, que se lhe fizeram corifeus ou participaram das veleidades nefastas, e teremos um quadro obsessivo, derivado daquelas mentes em desalinho, interagindo sobre a consciência culpada do reencarnado.
                As descargas mentais odientas penetram nas correntes nervosas dos neurotransmissores e estimulam a eliminação de substâncias excessivas ou provocam alterações escassas, significativas nos processos psicopatológicos.
                Além disso, nos momentos de parcial desprendimento pelo sono, o enfermo, subentendo-se, o devedor, reencontra suas vítimas, seus comparsas, e foge para o corpo, transformando as lembranças infelizes em expressões de pavor, que transfere para os estados de agorafobia, de compulsão obsessiva e outros.
                Reminiscências do sepultamento em vida – por estado cataléptico não diagnosticado – geram mecanismos claustrofóbicos aterrorizantes, alterando profundamente o comportamento do ser.
                Ademais, face ao nível de culpa, abrem-se as comportas da percepção e o paciente experimenta a captação de mensagens telepáticas dos adversários espirituais, aumentando-lhe o pânico íntimo, o distúrbio mental em relação ao equilíbrio, á realidade objetiva. Perde o direcionamento da conduta, o discernimento claro, as medidas do racional, e derrapa na alienação, que o afasta do processo mantenedor da experiência evolutiva.
                 Sem desconsiderar as causas geradoras dos transtornos comportamentais, tradicionalmente adotadas pelas ciências psíquicas, não se podem descartar as de natureza espiritual, que existem no paciente por imposição do fenômeno da reencarnação, como dos espíritos desencarnados, que se lhe vinculam através da sintonia vibratória que decorre dos processos de desvario cometidos entre eles.
                Em qualquer manifestação alienadora, quando causas endógenas ou exógenas são convocadas para a sua gênese, o ser espiritual é o responsável pela problemática, encontrando-se em processo de evolução moral, carecendo, porém, de ajuda afetuosa e dos contributos da ciência e do espiritismo para a conveniente erradicação do mal, através das terapias próprias e da renovação interior, passo decisivo para a sua recuperação.

Do livro: Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                            

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS I


                Na gênese profunda dos transtornos de comportamento da criatura humana, forçoso é reconhecer a ação poderosa da hereditariedade, destacando-se como causa endógena de gravidade. Além dela, anotamos as que se derivam do quimismo cerebral em desconserto, ao lado de outros fatores que se apresentam como sendo inter-relacionamento pessoal, de traumatismos cranianos, etc.
                Certamente, todos eles encontram campo propício na fragilidade da personalidade que se desarmoniza, cedendo espaço mental a fixações negativas, obsessivo-compulsivas, fóbicas, depressivas, que se manifestam em formas neuróticas ou psiconeuróticas.
                Aprofundando, porém, a sonda da pesquisa no ser, vê-lo-emos enfraquecido pelos efeitos da conduta ancestral reprochável, quando das experiências evolutivas em reencarnações passadas. O trânsito pelas vias do progresso, onde ele evolui passando do instinto à razão e desta à intuição, é largo, decorrendo, cada etapa, dos logros da anterior, em que armazena conhecimentos e sentimentos, os quais contribuem para a marcha ascencional, ao mesmo tempo desenvolvendo-lhe as aptidões que dormem latentes no mundo íntimo. Fadado à perfeição, na consciência ultrajada impõem-lhe ressarcimento do que esbanjou, recuperação do patrimônio moral malbaratado, recomeço da atividade que necessita de reeducação.
                É natural que o processo da reencarnação encontre nos genes e cromossomos as matrizes fixadoras das necessidades de reparação da criatura, renascendo em clãs que lhe propiciarão, pelo mapa genético, os recursos orgânicos para o desiderato.
                O perispírito modela o organismo de que o espírito tem necessidade, equipando-o com os neurotransmissores cerebrais capazes de refletir os fenômenos – resgate indispensáveis para o equilíbrio.
                Dessa forma, cada ser em desenvolvimento na Terra possui o corpo que lhe é necessário para a evolução.
                A maneira como se conduza – exceção feita nos processos psiconeuróticos graves, quais o autismo, a esquisofrenia e outros equivalentes – responderá pela recuperação da saúde mental, ou permanência na alienação, ou agravamento da mazela.
                Nunca se deve esquecer que, qualquer indivíduo incurso em transtornos psíquicos de comportamento, como ocorre em outras problemáticas geradoras de sofrimentos, é o devedor em processo de resgate, é consciência culpada que busca tranqüilidade.
                Para serem bem sucedidos, os mecanismos terapêuticos deverão alcançar o ser real, espiritual propondo-lhe mudança de atitude interior e conduta de uma existência útil. Caso contrário, as recidivas contínuas levarão o paciente à deterioração psicológica com a irreversibilidade patológica.

(continua)
               
Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                             

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TUAS DORES


                Não vejas a dor como castigo divino, mas como lição a ser aprendida.
                Deus sabe da infância espiritual das criaturas humanas. Ele é Misericórdia Infinita, não castiga ninguém e perdoa incondicionalmente a tudo e a todos.
                Tuas dores são manifestações de tuas atitudes e pensamentos negativos.
                As leis divinas não são de reprimenda e condenação; ao contrário, agem de forma amorosa e instrutiva.
                Quem te pune é tu mesmo; quem te constrange são os modos de pensar e de proceder diante da vida.
                Renova tuas idéias, ligando-te à Divina Sabedoria do Universo, e terás tuas dores amenizadas cada vez mais.
                 Reeduca-te na cartilha dos valores universais e entrarás no fluxo da paz e da bonança.

Do livro: UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                    

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

PROVIDÊNCIA DIVINA


Um homem sonhou certa vez com um anjo, que lhe dizia: “amanhã vai começar a chover, sua aldeia será inundada, mas você será salvo.”
Efetivamente, no dia seguinte começou a chover. Uma equipe de socorro visitou casa por casa, evacuando os habitantes, já que havia risco de inundação. Todos  saíram, menos aquele homem, que dizia à defesa civil: “Eu sonhei com um anjo, e ele disse que seria salvo.”
Um dia depois, a água já cobria o primeiro andar das casas. Uma segunda equipe de socorro foi tentar resgatar o homem, que de novo se recusou a sair, alegando que tinha recebido o sinal de um anjo, e precisava mostrar sua fé ao mundo.
No terceiro dia, a situação já era crítica, e o homem estava sozinho, encarrapitado no telhado da casa – enquanto a água subia sem parar. Num esforço desesperado, uma equipe de resgate tentou mais uma vez retirá-lo dali, mas de novo ele se negou, chamando-os de demônios, gritando que queriam obrigá-lo a negar o sinal do anjo.
Pouco tempo depois, a água cobriu o telhado, e o homem morreu afogado. Como era um ótimo cristão, foi para o céu, e encontrou São Pedro, que o convidou para entrar. O homem recusou-se, dizendo que Deus o havia enganado; tinha enviado um anjo dizendo que ele seria salvo, quando na verdade fora o único habitante da aldeia que havia morrido.
São Pedro disse que Deus não mentia, e prometeu voltar com explicações. Entrou no paraíso e retornou meia hora depois, dizendo:
“Realmente Deus mandou um anjo para avisar-lhe que seria salvo. Mas disse que o senhor recusou, por três vezes, o socorro que Ele lhe enviou sob a forma de equipes de resgate!”

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