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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 30 de setembro de 2012

AS LEIS NATURAIS - A LEI DO TRABALHO II


Pelo fato de ser uma lei natural, o trabalho deve ser assegurado a todos os homens válidos que o solicitem, para que, em contrapartida, lhes seja exigido que provejam às necessidades próprias e da família, sem precisarem pedir nem aceitar esmolas.
                O desempregado, e consequentemente a fome, a nudez, o desabrigo, a enfermidade, a prostituição, o crime, etc, constituem provas de que a sociedade se acha mal organizada, carecendo de reformas radicais que melhor atendam à Justiça Social.
                Constitui dolorosa anomalia deixar-se o ser humano em situação de não poder defender-se da miséria, até delinqüir ou morrer. O desempregado tem direito à vida. Por conseguinte, o Estado só pode castigá-lo pelo roubo se lhe proporciona meios para assegurar a subsistência através do trabalho.
                Sujeitar, portanto, irmãos nossos à condição de párias, enquanto incontáveis hectares de terra permanecem inexplorados, nas mãos do Estado ou de uns poucos ambiciosos que os foram acumulando, como se fossem títulos negociáveis, é um crime de lesa-humanidade.
                Os que supõe seja o trabalho apenas um ganha pão, sem outra finalidade que não a de facultar os meios necessários à existência, laboram em erro. Se o fosse, então todos aqueles que possuíssem tais meios, em abundância, poderiam julgar-se desobrigados de trabalhar.
                Em verdade, porém, a lei de trabalho não isenta ninguém da obrigação de ser útil. Ao contrário. Quando Deus nos favorece, de maneira que possamos alimentar-nos sem verter o suor do próprio rosto, evidentemente não é para que nos entreguemos ao hedonismo, mas para que movimentemos, na prática do bem, os talentos que nos haja confiado.
                Isso constitui uma forma de trabalho que engrandece e enobrece nossa alma, tornando-a rica daqueles tesouros que a ferrugem e a traça não corroem, nem os ladrões podem roubar.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris
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sábado, 29 de setembro de 2012

AS LEIS NATURAIS - A Lei do Trabalho I


    O trabalho é uma lei da natureza a que ninguém se pode esquivar, sem prejudicar-se, pois é por meio dele que o homem desenvolve sua inteligência e aperfeiçoa suas faculdades.
                O trabalho honesto fortalece-lhe o sentimento de dignidade pessoal, fá-lo respeitado pela comunidade em que vive, e, quando bem realizado, contribui para dar-lhe a sensação de segurança, três coisas fundamentais que todos buscamos.
                Para que o homem tenha êxito no trabalho, e como tal deve entender-se não necessariamente o ganho de muito dinheiro, mas uma constante satisfação íntima, faz-se mister que cada qual se dedique a um tipo de atividade de acordo com suas aptidões e preferências, sem se deixar influenciar pela vitória de outrem nesta ou naquela carreira, porquanto cada arte, ofício ou profissão exige determinadas qualidades que nem todos possuem.
                Quem não consiga uma ocupação condizente com o que desejaria, deve, para não ser infeliz, adaptar-se ao trabalho que lhe tenha sido dado, esforçando-se por fazê-lo cada vez melhor, mesmo que seja extremamente fácil. Isso ajudará a gostar dele. Quando se trate de algo automatizado que não permita qualquer mudança, como acontece em muitas fábricas modernas, o remédio é compenetrar-se de que sua função na empresa também é importante, assumindo a atitude daquele modesto operário cujo serviço era quebrar pedras e que, interrogado sobre o que fazia, respondeu com entusiasmo: “Estou ajudando a construir uma catedral”.
                Importa, igualmente, se adquira a convicção de que embora apenas alguns poucos possam ser professores, médicos, engenheiros, advogados ou administradores, todos, indistintamente, desde que desenvolvam um trabalho prestativo, estão dando o melhor de si, concorrendo, assim, para o progresso e o bem-estar social, como lhes compete.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - ELES VIVEM


Ante os que partiram, precedendo-se na grande mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
                Eles não morreram. Estão vivos.
                Compartilham-te as aflições quando te lastimas sem consolo.
                Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.
                Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
                Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder às interpelações que articulaste no auge da amargura.
                Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
                Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles, e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando por quê.
                Pensa neles com a saudade convertida em oração.
                As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
                Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
                Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.
                Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no mais além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material.
                Contemplas os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim, ao encontro de novo despertar.

Do livro: Retornaram Contando – Chico Xavier/espíritos diversos

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - APOIO NO LAR


                Com relação ao suicídio indireto, conhecemos de perto os companheiros que enveredam no excesso de drogas psicoativas.
                Não se acham eles circunscritos aos resultados do abuso de substâncias químicas psicoalteradoras que os marginalizam em sofrimentos desnecessários.
                Se atravessam as barreiras da desencarnação em semelhante desequilíbrio, conservam no corpo espiritual os estigmas da prática indébita que os levou à degeneração dos seus próprios centros de força.
                E podemos afirmar que não atingem o mais além na condição de trabalhadores quealcançaram o fim do dia, agradecendo a pausa de descanso, e sim na posição dos trânsfugas de sanatórios em que lhes cabia assistência mais longa.
                Alucinados e dependentes das drogas, demoram-se em regimes de reajuste e, quando recobram a própria harmonia, reconhecem-se dilapidados por si mesmos nos mecanismos e estruturas do veículo espiritual, preparando-se para reencarnações difíceis em que o berço terrestre lhes servirá de cela hospitalar.
                Este é o quadro que se nos oferece hoje, na Terra, quase como sendo catástrofe mundial nos dois lados da vida humana.
                Todos sabemos disso e todos estamos procurando os melhores meios de erradicar a calamidade.
  • Preceitos de justiça que controlem com segurança o fornecimento de psicotrópicos;
  • Apelos à medicina para que se lhes dificulte a indicação;
  • Combate às plantações de vegetais determinados, quando essas plantações lhes facultam a origem;
  • Ou restrições legais ao fabrico de semelhantes agentes, para que se lhes reduzam as facilidades de acesso.

Entretanto, lembramos ainda um ingrediente que pode e deve ser chamado à defesa geral contra a expansão do hábito pernicioso que se vai transformando atualmente em pandemia:

O apoio no lar aos corações fatigados ante as provas e desafios do cotidiano.

A vivência da compreensão fraterna, que assegura o socorro incansável da tolerância construtiva, é o antídoto da solidão e da fuga através das quais milhares de criaturas estão encontrando o processo obsessivo e o desequilíbrio, a enfermidade e a morte.
Através da abnegação e da renúncia, usa o entendimento e a bondade, garantindo, quanto possível, a tranqüilidade e a segurança dos seres que te forem confiados e estarás vacinando o teu próprio ambiente contra as manifestações de quaisquer forças negativas.
Não precisamos conceituar aqui os estragos e arrasamentos de natureza psicológica decorrentes da inconformação e da violência nos grupos sociais ou domésticos a que nos vinculamos.
Serve e perdoa, socorre e ajuda sempre entre as paredes do lar, sustentando o equilíbrio dos corações que se te associam à existência, e, se te interessas realmente no combate ao suicídio e à deserção, reconhecerás os prodígios que se obtêm dos pequenos sacrifícios em casa por bases da terapêutica do amor.

Do livro: Caminhos de Volta – Chico Xavier/Espíritos Diversos

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - COMO CONQUISTAR A CURA DA DEPENDÊNCIA


A cura das enfermidades, quando possível, necessita, antes de tudo, do interesse do doente. Ninguém pode se curar no lugar dele. Embora seja óbvia essa ponderação, há pessoas que, apesar de doentes, não demonstram interesse em recuperar a saúde, não aceitando o tratamento indicado.
                A vontade de se curar ganha relevância quando o paciente a ser tratado é o dependente químico. Não se pode esquecer que a descoberta do problema poderá se deparar com um obstáculo a ser vencido? “Não sou viciado, paro quando quero”, é o que dizem. Mas, caso se insista, poderá dizer um enérgico: “Não me aborreça!”.
                Nesse caso, será exigida dos familiares compreensão e paciência, com reaproximação afetiva e discreta do jovem sob tormenta, sob o cuidado de não assumir de um momento para o outro o controle de sua vida. Isso irá afastá-lo mais.
                O importante é estabelecer um clima de confiança, com um diálogo amigo e respeitoso, capaz de levar ao entendimento. A partir daí, haverá menos dificuldades em aceitar o tratamento. É evidente que, se desde logo houver o reconhecimento da dependência, as possibilidades de reabilitação se ampliam.
                Todavia, é preciso ficar claro que o tratamento da dependência de drogas não significa a internação do paciente. São as constatações acerca da freqüência e espécie de droga consumida que ajudarão a definir a espécie de tratamento a ser buscado, como visto.
                Quando se tratar da dependência do álcool, com o consumo diário, haverá necessidade de internação hospitalar para se atenuar os sintomas da ceise de abstinência, provocados pela falta da bebida no organismo, que reagirá intensamente durante o período de desintoxicação.
                Essa internação é apenas preparatória para o ingresso em programa de reabilitação de longa duração, que poderá ser em regime de internato ou n ao, dependendo das condições físicas, psicológicas e sociais do paciente. Em todo caso, será importante integrá-lo em grupos de autoajuda. Porém, o maior desafio no tratamento do alcoolismo, sem a internação, está na mistura que o paciente costuma fazer ao tomar os remédios recomendados e beber escondido.
                Se o consumo for somente de maconha, ainda que diário, é importante que se tente inicialmente o tratamento com psicólogos, grupos de autoajuda, e por fim avaliação psiquiátrica, sem internação.
                No entanto, se a dependência instalada for de cocaína ou crack, associadas ou não a outras drogas, somente com a internação será possível tratar o paciente, pelas graves conseqüências que essas drogas produzem no corpo e na mente. Só não se justifica a internação se o consumo dessas drogas for esporádico.
                Deve-se levar em conta ainda o histórico de vida do paciente que, apesar da dependência, tem conseguido trabalhar e cumprir os horários. Sendo importante, nesse caso, tentar o tratamento sem internação, a fim de que não se rompa seu vínculo com a disciplina imposta por atividades estudantis ou profissionais, caso não representem perigos para o paciente nem para os outros.
                Em qualquer caso, não se pode desconsiderar que, internado ou não, a adoção de atividades que despertem a espiritualidade e permitam a ocupação útil do paciente contribui significativamente para elevar a sua autoestima, que, por sua vez, enseja a motivação para se abancar no tratamento.
                Quando o paciente solicita a internação com insistência, é muito provável que esteja sob grave ameaça a sua integridade física, em virtude de dívidas contraídas com a compra de drogas, pressionada e com medo, a pessoa ameaçada tende a esconder esse fato de seus familiares, o que poderá resultar e agressões físicas ou morte.
                No curso das avaliações, o paciente sob ameaça tem prioridade no ingresso para ser colocado o quanto antes sob proteção especial. Os pais costumam omitir tais ameaças, porque sofrem a coação das cobranças à porta de casa, exercidas diretamente pelos traficantes, mas não têm a coragem de denunciá-los à polícia, porque temem pela represália desses criminosos. Não são pouco os jovens que, em decorrência do sofrimento, buscam com determinação a terapia.
                As experiências indicam que o tratamento da dependência é procurado pela maioria somente quando a família não suporta a situação, inclusive por acreditar nas promessas difíceis de serem cumpridas pelo dependente. Quando não de uma grande confusão, como a prisão em flagrante, porque o dependente foi surpreendido furtando bens para conseguir a droga, ou um acidente de trânsito so o efeito de bebidas ou drogas ilícitas.
                Todavia, nem sempre o toxicômano tem o tempo a seu favor, para realizar o caminho de volta. Algo muito trágico pode surpreendê-lo de maneira irremediável, seja quando assassinado pelas mãos ávidas de vingança dos narcotraficantes, ou pela morte em acidentes com veículos, ou, ainda, quando vítima de overdose. Alguns jovens foram, lamentavelmente, assassinados, poucos dias antes da data marcada para a internação.
                Crescem os casos de adolescentes drogaditos que são apresentados para o tratamento pelos avós, porque os pais são igualmente dependentes. As avós nos surgem como verdadeiros anjos de ternura, cujos semblantes, apesar de vincados pela angústia e pelas marcas do tempo, seguem saturados de bondade e paciência, enquanto relatam, resignadas, os seus padecimentos, demonstrando que sublimaram a dor. Não se rebelam ante o problema, parecem preparadas para suportar tudo, ante a força do amor incondicional que nutrem pelos netos. Corajosas, não escondem o que sentem, deixam que as lágrimas corram dos olhos para o coração.
                Certo dia, uma avó nos disse:
                “Preciso salvar o meu neto, porque os pais á não têm mais jeito. Estão perdidos no crack e, sem rumo, saíram pelo mundo afora. Agora somente eu e ele moramos juntos. Necessito tirar o meu neto das drogas. Mas eu sou pobre, vivo de minha pequena aposentadoria. Às vezes, nos faltam dos remédios à comida porque meu neto leva o pouco dinheiro que tenho.”
                A idosa senhora, embora de pouca instrução escolar, havia adquirido a sabedoria na universidade da vida. Resoluta, preocupava-se com a saúde e a educação do neto. Mas reclamava que, com as drogas, o neto deixara de lhe obedecer. Sentia que o perdia, dia após dia, porque passara a chegar em casa às altas horas da madrugada. Estava viciado em cocaína.
                A seguir, falamos com Theo, 16 anos, que demonstrando tristeza e emoção disse:
                “Meu pai deixou minha mãe quando eu tinha 12 anos. Pouco depois, ela passou a beber e a consumir crack. Ela se fechava no quarto e consumia drogas em casa mesmo. Muitas vezes, a vi deitada no chão de bruços. Se eu tentasse ajudá-la, ela gritava para eu não me aproximar. Um dia arrumou as malas e disse que iria atrás de meu pai, e nunca voltou. Por isso, estou morando com a minha avó há dois anos. Minha mãe nunca mais nos procurou. Farei o tratamento, não por mim, mas pela minha avó. Já não suporto mais vê-la chorar e rezar de joelhos, em frente à imagem de Nossa Senhora.”
                Em razão das emoções que foi levado a sentir ao recordar do sofrimento de sua avó, Theo não conseguiu prosseguir. Repentinamente, as lágrimas inundaram seus olhos, momento em que cuidamos de reanimá-lo, relacionando suas reais possibilidades de vencer as drogas. Menos fragilizado, perguntou: “Então, quando posso começar?”
                Assim, chamamos a avó para integrar o momento final do encontro, informando-lhe quais providências teriam de ser adotadas para o breve ingresso.
                No entanto, cinco dias depois, a avó telefonou aflita, informando que o seu neto havia desaparecido, mas que estava providenciando os exames solicitados, porque aquela não era a primeira vez que ele se ausentava de casa.
                No dia seguinte, o jornal noticiava que o corpo de Theo havia sido encontrado em um canavial, alvejado por muitos disparos de arma de fogo.
                A notícia trouxe enorme frustração à nossa equipe, porque não dói possível alcançar a tempo a vida de Theo, seqüestrado que fora por mãos homicidas. Não foi possível saber se, quando da entrevista, Theo á estava sob ameaça. Se eventualmente soubesse, não a revelou por medo ou porque não e importância ao fato.
                O crime abriu profunda ferida no coração de sua avó, enquanto ampliava o número de homicídios de adolescentes, decorrentes da dependência química.
                A melhor prevenção da dependência, ou a sua cura, começa pela ação da família, ao se equipar de conhecimentos a respeito do assunto, freqüentar os grupos de autoajuda e adotar práticas que despertem os sentimentos de espiritualidade.
                Introduzir no lar o estudo do evangelho do Cristo, apertar ou reatar os laços com a religião da família são providências que não passarão desprotegidas pelo filho envolvido com as drogas. Pouco a pouco ele aceitará o tratamento, ao ver a mobilização dos familiares em torno da oração e da fé. Essas demonstrações de amor o sensibilizarão com certeza, e produzirão em tempo os resultados desejados, especialmente pela eficácia da atuação das forças do invisível.
                Ainda que o dependente olhe com desdém, a movimentação dos familiares, esse cerco afetivo o ajudará a aceitar ajuda. O desejo de se curar, embora seja extremamente subjetivo, é percebido através  de alguns indícios.
                Nas entrevistas avaliativas, busca-se realizar uma leitura emocional do dependente, avaliando suas reações durante a conversa, com o intuito de se examinar o grau de complexidade de cada situação.
                Esse desejo, quando inexistente, há de ser conquistado pelo grupo familiar, porque o quanto antes se iniciar a terapia, melhor. Ninguém ignora os permanentes riscos a que o dependente estará exposto, enquanto não se liberar do vício.
                Há um momento em que o somatório de padecimentos físicos e morais lhe pesam tanto que levam o dependente à intensa saturação do problema, surgindo, senão o desejo, a necessidade imperiosa de abandonar os becos do tráfico, para a retomada dos caminhos que o lêem a uma vida saudável.
                Por distração ou espírito de aventura, ou mesmo para completar seus vazias emocionais ou, ainda, para calar suas angústias, derivadas de conflitos psicológicos, transtornos neurológicos ou por processo obsessivo, ninguém consegue deixar os tóxicos para continuar sendo o mesmo.
                Abandonar as drogas e se curar exige uma ampla transformação pessoa. Significa romper com o modelo de vida que não deu certo. Se houve coragem para se lançar às drogas, o agora reclama igualmente ousadia, esforço e perseverança para a adoção de um novo paradigma, a se constituir em um Projeto de Vida.
                Se após a terapia a pessoa retoma os velhos hábitos e volta aos mesmos ambientes no convívio com as mesmas companhias, em pouco tempo poderá se contaminar de novo com as fragilidades, com as circunstâncias e a convivência que cuidarão de atraí-lo de volta às drogas.
                Isso não significa que, após a terapia, a família deva mudar de endereço, porque as drogas lamentavelmente estão presentes em quase todos os bairros e cidades.
                A mudança há de ser pessoal e intransferível. A cura real será o resultado da transformação interior, uma vez que o ser humano é o que pensa e realiza, não o que ele diz e deseja.
                A verdadeira saúde não se restringe apenas à harmonia e ao funcionamento dos órgãos, possuindo maior extensão, que abrange a serenidade íntima, o equilíbrio emocional e as aspirações estéticas, artísticas, culturais, religiosas.

Filhos da dor – prevenção e tratamento da dependência de drogas
Relatos e casos reais – Vilson Disposti

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Auxílio nas Instituições Espíritas



O tratamento começa pelo esclarecimento. Toda instituição religiosa, sejam as casas espíritas, sejam as igrejas católicas, evangélicas, os templos budistas, inde quer que a criatura vá buscar o apoio divino, deve começar por orientar seus seguidores, seus profitentes, seu rebanho, pelo esclarecimento.
                Depois no caso específico do espiritismo, dado que não sabemos como as outras crenças agem, temos o trabalho de diálogo fraterno, temos o trabalho dos passes, fluidoterapia através da imposição das mãos, da emissão dos fluidos de energias biopsíquicas, temos os trabalhos de atendimento aos desencarnados sofredores, que chamamos de reunião de desobsessão ou de atendimento aos sofredores, exatamente para que se socorram os dois lados: desencarnados que estão aflitos pelos vícios que portam; e encarnados, vivos, que estão desesperados pelos vícios que portam, muitas vezes induzidos pelos mortos, pelos desencarnados de má índole, ou que estão enfermos igualmente. O centro espírita pode orientá-los nesse sentido, desde o esclarecimento, a informação, até o tratamento: terapia fluídica, terapia mediúnica.
                Vale a pena nos prevenirmos, nada de querermos experimentar, argumentando que na hora que a gente quiser sair sai. É importante que antes de expormos nossa vontade, analisemos nossas capacidades. Ainda aí, o autoconhecimento é fundamental, é a chave do progresso individual, conhecermo-nos. Se eu não sei qual é a minha resistência, au não devo me expor aos perigos cotidianos.

Entrevista de Raul Teixeira – realizada por Del Mar Franco no programa de TV Transição, número 100.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Obsessão


Acreditamos piamente que toda criatura que desencarnou, que morreu carregando determinado vício, como o cicio não era do corpo, era da mente, essa mente desencarnada continua viciosa, continua viciada. Por não ter mais o seu corpo para satisfazer o vício, a tendência é procurar alguém de cujo corpo dele possa tirar proveito. Então induz esse alguém, muitas vezes conhecendo suas tendências, suas inclinações ao vício, induz ao vício que ele deseja, e esse indivíduo começa a usar a droga que o desencarnado deseja. E a entidade liga-se a essa criatura incauta para tirar proveito via terceiros daquilo que ela gosta. É como se fosse uma ventosa psíquica que se gruda, que se agarra sobre o outro encarnado e tira proveito, absorve através do ouro aquilo que o desencarnado deseja.
                Sabemos, por exemplo, que o álcool não é digerido, vai diretamente para a corrente sanguínea. A gente toma uma dose de alcoólico e já se sente alterado no momento seguinte. Logo isso está no sangue e as entidades espirituais vampirizadoras, obsessoras, vinculam-se ao nosso centro de força para absorver essas substâncias que estão no nosso organismo. Vemos muita gente em certos cultos mediúnicos que bebem bastante quando incorporados por algum espírito. Quando esse espírito desliga-se, elas estão sóbrias porque ele absorveu o álcool, o teor alcoólico que estava na bebida. Ficou no estômago do médium o líquido da bebida, mas a essência etílica foi absorvida pelo espírito para sentir-se por algum tempo humanizado, como qualquer usuário de drogas que as usa para sentir-se mais forte, mais macho, mais corajoso, enquanto durar o efeito do estupefaciente, enquanto durar o efeito da droga. Muitos espíritos se valem dessa possibilidade perispiritual de absorver, o corpo espiritual tem esse poder de absorver, então eles se utilizam de pessoas que ingerem drogas e absorvem através do corpo delas aquilo que lhes interessa, aí criamos um vínculo de difícil erradicação.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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domingo, 23 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Álcool


Quando falamos em drogas, costumeiramente estamos pensando no crack, na cocaína, na marijuana, na maconha, mas não nos lembramos do álcool que temos em casa, nos barezinhos enfeitados, adornados das donas de casa. Quantas vezes nossos filhos aprendem a beber produtos alcoólicos dentro de sua própria casa, dentro de seu lar. Estamos falando de drogas consentidas legalmente, no tabagismo do pai de família que está ensinando seu pequeno a fumar, que está fumando no ambiente em que sua mulher está grávida, está gestando. Estamos falando desta droga que a mulher grávida toma em forma de bebida alcoólica e converte o feto em um bebê alcoólico, que quando nasce está cheio de cólicas, cheio de dores. É a síndrome de abstinência. Então ela dá para ele um elixir, um remédio que tem álcool e passa a cólica, a dor da criança, satisfeita na sua necessidade alcoólica. Quantas tragédias que vão desenrolar-se mais tarde e que têm começo agora, dentro do lar.
                Nunca pensamos na droga que temos dentro de casa. O parente que fuma na frente das nossas crianças. O pai e a mãe que fumam junto a seus filhos, que têm bebidas alcoólicas em casa, que se embriagam em casa. Quantas são as mães e esposas que dizem: “Eu prefiro que ele beba em casa”. Como se o álcool tivesse o poder diferente de quando bebido em casa do que quando bebido no boteco.
                Aprendamos a usar nosso discernimento. O álcool não presta jamais. Não podemos imaginar que o tabaco tenha alguma validade em algum momento para a criatura. Não podemos supor isso. Temos que admitir que quando enchemos os pulmões de nicotina, de alcatrão, estamos infelicitando-nos. Quando enchemos nosso sistema nervoso de álcool, estamos infelicitando-nos. Daí para outros tipos e níveis de drogadição, estamos a um passo muito curto. Desse modo, vale a pena que tenhamos cuidado com o uso para nós e o exemplo que damos para os outros. Eu não posso ser um show room de tragédias para que os outros aprendam, eu não posso converter minha casa em um show room de viciações.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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sábado, 22 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Conseqüências em Existências Futuras


Obviamente, se o nosso corpo físico é desenvolvido na intimidade da mãe a partir das linhas de força do corpo energético, do corpo perispirítico, a partir do momento que entendemos que o corpinho do bebê é formado por essa maquete energética que o espírito carrega em si, a desarmonia que foi impressa sobre esse corpo energético será desarmonia repassada ao corpo celular. Não foi á toa que Jesus Cristo disse assim, conforme o Evangelho de Mateus: Se o teu olho é motivo de escândalo, arranca-o. É melhor que entres na vida sem ele, do que, tendo-o, percas a alma. Se tua mão é motivo de escândalo, corta-a, põe-na fora. Quando lemos o Evangelho dizendo essas coisas, ficamos pensando por que Jesus disse isso. É uma questão de causa e efeito, aquilo que não usamos bem, volta no futuro com má qualidade, com mau funcionamento ou inexistente.
                Desse modo, quando vemos muitas crianças, e eu me incluo no meio delas, que nascem com asma, bronquite, de onde é que essa criatura trouxe essa asma, essa bronquite?
Ali estamos tendo quase sempre um tabagista do passado, temos ali um fumante inveterado do passado. Isso determina sofrimento para o seu futuro. Quando encontramos crianças carregando problemas gastrointestinais, problemas neurológicos, temos ali o alcoólico do passado, alguém que fez uso indevido de substâncias químicas, que desestruturaram sua estrutura física ontem, e essa desestruturação repassada ao campo energético hoje chega so novo corpo.
                Atentemos que a cada um é dado conforme suas obras, como alegou Jesus, e desse modo nossas obras determinam nosso futuro, conforme as conseqüências que elas trazem. Se eu trato bem do meu corpo, naturalmente terei no futuro um corpo mais saudável do que eu tenho hoje. Se eu trato mal o meu corpo, fatalmente terei no futuro um corpo com anomalias, com dificuldades.
                Avaliemos as crianças, os bebezinhos que nascem com enfermidades. Por mais que a gente queira dizer, não é porque nasceu em uma sociedade tal, porque a mãe passava fome, não é somente por isso. Então perguntamos: por que é que este espírito nasceu filho desta mãe que passa fome? Por que este espírito reencarnou nesta sociedade comprometida, complicada? Por causa das suas necessidades expiatórias. Suas necessidades provacionais. Por que reencarnou numa família que  tem câncer aos 40 anos de idade? Por que reencarnou numa família que tem problema de cegueira genética? Exatamente porque esse ser espiritual está incurso nessa faixa de precisar perder a mão, perder o olho, conforme o Evangelho prescreve. E, quando perde, perde desta maneira. O órgão nasce lesionado, o órgão nasce sem funcionar, o órgão nasce com mal funcionamento ou sem existir, com os anencéfalos, crianças que nascem descerebradas.
                Somos responsáveis por aquilo que carregamos em nós. Nossas lesões e as benfetorias do nosso corpo, nossa felicidade orgânica. Aqueles indivíduos que não se resfriam, não se gripam nunca; passam uma vida sem saber o que é uma dor de cabeça, uma cefaléia. Isto é mérito. É produto do bom uso que fizeram da saúde de seu corpo. Mas há outras pessoas que basta que a nuvem passe que elas se resfriam. Bastou que a temperatura caia um grau, elas estão doentes com pneumonia. Quer dizer, elas estão fragilizadas no seu campo energético. Dessa maneira, esse campo energético fragilizado é uma construção dessa criatura do passado. Por isso é que pensamos no quanto seria importante se aprendêssemos que droga se chama droga porque é uma coisa que não presta.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Efeitos Depois da Morte



                Primeiro é importante lembrar-nos que qualquer usuário de qualquer droga já é um suicida potencial. Ele não está querendo matar-se, mas está fazendo uso de produtos que estão diminuindo-lhe a vitalidade, queimando o seu fluido vital, se assim pode-se dizer, estão diminuindo a sai vitalidade, estão diminuindo o tempo de vida. Obviamente, se eu faço uso de qualquer coisa que diminua o meu tempo de vida na Terra, eu sou um suicida, ainda que eu não tenha consciência disso. Essa desencarnação já será complicada por conta disso e no mundo dos espíritos, na pátria espiritual, estarei sob as junções desse produto químico que encharca o meu perispírito, que encharca o meu corpo espiritual.
                Esse corpo astral deve ser vem cuidado, porque tudo vai acabar por alcançá-lo, por atingi-lo. Quando desencarnamos, sofremos as conseqüências dos nossos excessos, dos nossos descuidos sobre o corpo, sobre todos os efeitos. Verifiquemos que é preciso usar o nosso discernimento, a razão de que fomos dotados pela vida, a capacidade de raciocinar, de refletir para fazer um uso mais decente do nosso organismo biológico.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO - Efeitos no espírito


É muito interessante acompanharmos o que se sabe muito dos efeitos somáticos em pequenos grupos. A massa não sabe, a massa ouve dizer e não presta atenção, porque é impossível, é inconcebível acreditar-se que uma pessoa que saiba da tragédia que a dependência química produz sobre o organismo continue a usá-la ou passe a usá-la. Então, muitas vezes a criatura não acredita que seja tanto assim: “Eu sou forte, comigo não vai acontecer, eu saio na hora em que eu quiser.” Essa é uma fragilidade do autojulgamento, da autoavaliação. Muita gente não sabe de fato dos malefícios que certas substâncias químicas, principalmente de tropismo neurológico, neuropsíquico, podem provocar sobre o corpo.
                Contudo, sobre o elemento espiritual, sobre a alma, os efeitos são mais devastadores porque há certas drogas que têm uma penetração direta na nossa estrutura energética. Nós somos seres energéticos, o nosso corpo espiritual é estruturado em linhas de força, em linhas elétricas, eletromagnéticas. É sobre essa malha eletromagnética que se situam as células físicas. Qualquer produto que alcance essas células físicas tem acesso à nossa trama eletromagnética. Se jogarmos um pano molhado sobre uma rede de alta tensão, fecha-se um circuito e essa rede estoura porque passam elementos de um fio para o outro. Aquilo que alcançar o corpo vai causar repercussão sobre a alma em linhas gerais. Toda pessoa que se embriaga com qualquer tipo de droga promove um desajuste na sua freqüência vibratória, nos seus centros energéticos, nas suas linhas de força. Em síntese, no seu circuito eletroeletrônico, e é esse circuito eletroeletrônico que dá sustentabilidade ao corpo físico.
                Qualquer desarranjo nessa malha eletroeletrônica desestrutura o corpo físico. É muito grave que muitas vezes as pessoas usam drogas com essas características encharcam a mente, o sistema energético, e depois elas passam a apresentar patologias fisiológicas, doenças orgânicas. Às vezes, elas dizem: “Mas eu já deixei o cigarro há tanto tempo!”, “Mas eu deixei de usar maconha há tanto tempo!”, “Já não cheiro cocaína!”, entretanto, a mazela ficou no campo vibratório e continua passando gradativamente para o corpo físico.
                Então é mito importante que se tenha cuidado com o corpo e com o espírito, como propõe O Evangelho Segundo o Espiritismo, cuidar do corpo e do espírito, porque uma coisa depende da outra. Enquanto estamos na Terra, somos dependentes do nosso corpo físico. Como dizia Francisco de Assis, ele é o nosso jumentinho que nos leva para onde a gente quiser ir. Se eu mutilá-lo, eu não poderei ir para onde eu quiser, porque ele não me poderá levar. Tratar esse corpo físico como o animal amigo de São Francisco significa darlhe um bompasto, alimentação saudável, saber o que estamos ingerindo, para manter-lhe a saúde; que tipo e repouso a gete dá, se o nosso repouso já não se converteu em preguiça; que tipo de trabalho a gente dá, se esse trabalho já não nos fez pessoas que trabalham loucamente sem dar descanso ao corpo? Portanto, cabe destacarmos que há drogas de variados níveis que impomos ao corpo e que acabamos por enfermá-lo.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DROGADIÇÃO

Estarei iniciando um estudo a respeito das drogas e seus efeitos na família e no espírito.
Compõem-se de textos encontrados no livro: AS MÃES DE CHICO XAVIER, coletânea de textos organizados por Saulo Gomes.
Tema atual e que aflige muitas famílias. Esperamos com isso colaborar no enfrentamento do problema.



DROGADIÇÃO
A droga tem várias fases para sua instalação. Em princípio, é uma fragilidade, um anseio, uma busca seja do que for. Qualquer pessoa que procure usar um produto que o tire da sua lucidez é alguém que deseja fugir de si mesmo por qualquer motivo, quase sempre fruto de seus conflitos interiores. No entanto, há indivíduos que acabam tornando-se dependentes químicos não porque tenham vivido conflitos interiores que desejam deles fugir, mas porque se acostumaram desde criança no meio social em que viviam e acabaram por se tornar usuários de produtos que eram usados em sua casa, na sua vizinhança, no seu meio social, de modo que a droga tem vários elementos que lhe dão sustentação. Doentes que começaram a tomar drogas como remédio e acostumaram-se com elas, passando a se tornar dependentes químicos dessas drogas. Há muitos matizes para a questão da droga.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

FATORES DE DESEQUILÍBRIO - O Ódio

        Etapa terminal do desarranjo comportamental, o ódio é tóxico fulminante no oxigênio da saúde men­tal e física.
Desenvolve-se, na sua área, mediante a análise injusta do comportamento dos outros em relação a si, e nunca ao inverso. Fazendo-se vítima, porque passou a um conceito equivocado sobre a realidade, deixa-se consumir pelo complexo de inferioridade, procedente da infância castrada, e descarrega, inconscientemen­te, a sua falta de afetividade, a sua insegurança, o seu medo de perda, a sua frustração de desejo, em arre­messos de ondas mentais de ódio, até o momento da agressividade física, da violência em qualquer forma de manifestação.
O ódio é estágio primitivo da evolução, atavicamen­te mantido no psiquismo e no emocional da criatura, que necessita ser transformado em amor, mediante terapias saudáveis de bondade, de exercícios frater­nais, de disciplinas da vontade.
Agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digesti­vo, circulatório. Responsáveis por cânceres físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que aba­lam a vida e o mundo.
A saúde da criatura humana procede do ser eter­no, vem das experiências em vidas anteriores, confor­me ocorre com as enfermidades cármicas, no entanto, dependendo da consciência, do comportamento, da personalidade e da identificação do ser com o que lhe agrada e com aquilo a que se apega na atualidade.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FATORES DE DESEQUILÍBRIO - O Rancor


       Fenômeno natural decorrente da insegurança emo­cional, o rancor produz ácidos destruidores de alta potencialidade, que consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a ins­talação das doenças.
Entulho psíquico, o rancor acarreta danos emoci­onais variados, que levam a psicoses profundas e a episódios esquizofrênicos de difícil reparação.
A criatura humana tem a destinação da plenitu­de. O seu passo existencial deve ser caracterizado pela confiança, e os acontecimentos desagradáveis fazem-­se acidentes de percurso, que não interrompem o pla­no geral da viagem, nunca impeditivos da chegada à meta.
Por isso, os acontecimentos impõem, quando ne­gativos, a necessidade de uma catarse libertadora, a fim de não se transformarem em resíduos de má­goas e rancores que, de contínuo, assumem mais danoso contingente de ocorrência destrutiva.
A psicoterapia do perdão, com os mecanismos da renúncia dinâmica, consegue eliminar as seqüelas do insucesso, retirando o rancor das paisagens mentais e emocionais da criatura, sem o que se desarticulam os processos de harmonia e equilíbrio psíquico, emo­cional e físico.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 16 de setembro de 2012

FATORES DE DESEQUILÍBRIO - A Angústia



        A insegurança pessoal, decorrente de vários fa­tores psicológicos, gera instabilidade de comporta­mento, facultando altas cargas de ansiedade e de medo.
Sentindo-se incapaz de alcançar as metas a que se propõe, o indivíduo transita entre emoções em desconserto, refugiando-se em fenômenos de angús­tia, como efeito da impossibilidade de controlar os acontecimentos da sua vida.
Enquanto transite nos primeiros níveis de cons­ciência, a carência de lucidez dos objetivos essenci­ais da vida levá-lo-á a incertezas, porquanto, as suas, serão as buscas dos prazeres, das aspirações egoís­tas, das promoções da personalidade, sentindo-se fra­cassado quando não alcança esses patamares transi­tórios, equivocados, em relação à felicidade.
Aprisionando-se em errôneos conceitos sobre a plenificação do eu, que confunde com as ambições do ego, pensa que ter é de relevante importância, dei­xando de ser iluminado, portanto, superior aos condi­cionamentos e pressões perturbadoras.
A angústia, como efeito de frustração, é seme­lhante a densa carga tóxica que se aspira lentamen­te, envenenando-se de tristeza injustificável, que ter­mina, às vezes, como fuga espetacular pelo mecanis­mo da morte anelada, ou simplesmente ocorrida por efeito do desejo de desaparecer, para acabar com o sofrimento.
Normalmente, nos casos de angústia cultivada, estão em jogo os mecanismos masoquistas que, fa­cultando o prazer pela dor, intentam inverter a ordem dos fenômenos psicológicos, mantendo o estado per­turbador que, no paciente, assume características de normalidade.
O recurso para a superação dos estados de an­gústia, quando não têm um fator psicótico, é a con­quista da autoconfiança, delineamento de valores re­ais e esforço por adquiri-los ou recorrendo ao auxílio de um profissional competente.
As ocorrências de insucesso devem ser avaliadas como treinamento para outras experiências, recurso-desafio para o crescimento intelectual, aprendizagem de novos métodos de realizações humanas.
Exercícios de autocontrole, de reflexões otimistas, de ações enobrecedoras, funcionam como terapia li­bertadora da angústia, que deve ser banida dos sen­timentos e do pensamento.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sábado, 15 de setembro de 2012

FATORES DE DESEQUILÍBRIO - O Amor

        Confundidas as sensações imediatas do prazer com as emoções emuladoras do progresso moral, o amor constitui o grande demolidor das estruturas ce­lulares, pela força dos desejos de que se faz portador.
Certamente, referimo-nos ao amor bruto, asselva­jado, possessivo, que situa no desejo a sua maior car­ga de aspiração.
Ocultando frustrações pertinazes e gerando me­canismos de transferência neurótica, as personalida­des atormentadas aferram-se ao amor-desejo, ao amor-sexo, ao amor-posse, ao amor-ambição, deixando-se consumir pelos vapores da perturbação, que a insis­tência mental e insensata do gozo desenvolve em for­ma de incêndio voraz.
O atormentado fixa a sua identidade na necessida­de do que denomina amor e projeta-se, inconsciente­mente, sobre quem ele diz amar, impondo-se com sofreguidão irrefreável, ou acalentando intimamente a re­alização do que anela, em terrível desarmonia interior. A quanto mais aspira e frui, mais exige e sofre; se não logra a realização, mais se decompõe, perdendo ou matando, com os raios venenosos da mente em desali­nho, as defesas imunológicas e a vibração de harmonia mental, logo tombando nos estados enfermiços.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

FATORES DE DESEQUILÍBRIO


A saúde da criatura humana resulta de fatores essenciais que lhe compõem o quadro de bem-estar: equilíbrio mental, harmonia orgânica e ajustamento sócio-econômico. Quando um desses elementos dei­xa de existir, pode-se considerar que a saúde cede lugar à perturbação, que afeta qualquer área do con­junto psicofísico.
Sendo, a criatura humana, constituída pela ener­gia que o Espírito envia a todos os departamentos materiais e equipamentos nervosos, qualquer distonia que a perturbe abre campo para a irrupção de do­enças, a manifestação de distúrbios, que levam aos vários desconsertos patológicos, conhecidos como enfermidades.
Por isso, é possível que uma criatura, em proces­so degenerativo, possa aparentar saúde, face à ausên­cia momentânea dos sintomas que lhe permitem o re­gistro, a percepção do insucesso.
Da mesma forma, podemos considerar que, escra­va da mente, a criatura transita do cárcere dos sofri­mentos aos portões da liberdade — das doenças à saú­de ou vice-versa — através da energia direcionada ao bem, à harmonia, ou sob distonias, conflitos e traumas.
De relevantes significados são os conteúdos ne­gativos do comportamento emocional, geradores das disritmias energéticas, que passam a desvitalizar os campos nos quais se movimentam, enfraquecendo-os e abrindo-os à sintonia com os microorganismos de­generativos.
Entre os muitos fatores de destruição do equilí­brio, anotemos o amor, a angústia, o rancor, o ódio, que se convertem em gigantes da vida psicológica, com poderes destrutivos, insuspeitáveis.
A mente desordenada, que cultiva paixões dissol­ventes, perde o rumo, passando a fixações neuróti­cas e somatizadoras, infelizes, que respondem pelos estados inarmônicos da psique, da emoção e do corpo.
Os conteúdos do equilíbrio expressam-se no com­portamento, propiciando modelos de criaturas desidentificadas com as manifestações deletérias do meio social, das constrições de vária ordem, das do­minações bacterianas.
A auto-análise, trabalhada pela insistência de preservação dos ideais superiores da vida, é o recur­so preventivo para a manutenção do bem-estar e da saúde nas suas várias expressões.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

HISTÓRIA - Troca de Plantão


                Jesus Cristo resolveu voltar a Terra e decidiu vir vestido de médico!
                Procurou um lugar para descer e escolheu, no Brasil, um Posto de Saúde do SUS.
                Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço.
                Jesus entrou, de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
                Os pacientes viram e falaram: - “Olha aí, vai trocar o plantão”!
                Jesus Cristo entrou na sala e falou para o colega que este poderia ir embora pois ele iria continuar o seu trabalho.
                E, todo resoluto, gritou: - “O próximo!”
                Entrou no consultório, um homem paraplégico em sua cadeira de rodas.
                Jesus Cristo levantou-se, olhou para o aleijado e, com a palma da mão direita sobre sua cabeça, disse:
                - “Levanta-te e anda!”
                O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
                Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou: -“E aí, como é esse doutor novo?”
                Ele respondeu: “Igualzinho aos outros... Nem examina a gente!”
                Moral a história: Tem gente que já recebeu todo tipo de ajuda, mas nem se toca, pois só vive pra reclamar ou botar defeito em tudo nesta vida!

Extraído do Jornal Espiritismo Estudado – março/2010


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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

NÃO ESTRAGUE O SEU DIA


A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As usas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

PORQUE OS ANIMAIS SENTEM DOR II


Tendo em mente que o objetivo da dor é aprendizado, podemos daí depreender que, ao sentir dor ou ao ter uma parte do corpo inabilitada, o animal está desenvolvendo suas emoções, aprendendo a lidar com limitações, preparando-se para seu porvir no reino hominal. Uma comparação que nos ocorre é com a vida profissional como a conhecemos. Seria justo que o CRM (Conselho Regional de Medicina), por exemplo, cobrasse responsabilidade profissional ao estudante do primeiro ou segundo ano do curso de Medicina ou que o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo) o fizesse ao estudante do primeiro ou segundo ano de Engenharia? É certo que não. Com base nessa comparação, é fácil ver que não é justo que as Leis de Deus cobrem responsabilidade aos animais, que estão apenas aprendendo a lidar com suas emoções. Por melhores e mais adiantados que sejam, ainda são alunos e, como tal devem ser tratados.
Levando adiante nossa comparação, veremos que, ao estudante de Medicina ou Engenharia é dada a oportunidade de estágio onde, sem responsabilidade profissional pelo que faz, lhe é dado exercer algumas funções dos profissionais formados, sob a supervisão destes, a fim de se preparar para o exercício pleno e responsável que se espera dele após a formatura. Assim como nenhum profissional liberal se forma sem ter feito estágio, não é de se esperar que uma alma entre no reino hominal sem ter antes estagiado em experiências similares às que viverá mais tarde, desenvolvendo habilidades básicas de como se comportar durante elas.
O amigo leitor pode perguntar, nesse ponto, porque um animal específico pode ser submetido à dor mais que um outro da mesma espécie e da mesma raça, às vezes mesmo da mesma família nuclear. A resposta é simples: porque as espécies animais mais evoluídas já estão individualizadas. Cada cão, gato ou cavalo é um indivíduo, em estágio específico de evolução, necessitando, portanto, de experiências próprias, não necessariamente iguais às de que necessitam seus pares.
Por ora, cremos ser o que se pode afirmar sobre o assunto. Esperemos os avanços da ciência em seus estudos sobre o comportamento animal para que novas informações nos permitam melhor entendimento sobre a questão em pauta. Até lá, estejamos certos de que nada, absolutamente nada, na natureza ocorre sem um propósito. Desse modo, onde quer que vejamos uma ocorrência cuja razão de ser nos escape, saibamos que isso se deve apenas à nossa ignorância.

Renato Costa

Artigo publicado originalmente em Aurora – Revista de Cultura Espírita, Ano XXVI, N° 102 – 2006

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PORQUE OS ANIMAIS SENTEM DOR I


Há uma questão que deixa vários irmãos e irmãs espíritas intrigados, por mais que sejam estudiosos dedicados da Codificação. É o porquê de animais, particularmente os domésticos que convivem com o homem, passarem às vezes por tanto sofrimento.
Nem os estudiosos espíritas nem os cientistas que estudam os animais viram até hoje qualquer evidência apontando para a existência neles de consciência moral. Os animais superiores, aqueles que estão mais adiantados na senda evolutiva, já possuem uma forma de consciência do ‘eu’, segundo as experiências feitas com algumas espécies de primatas, cetáceos e aves têm demonstrado. Mesmo essa consciência do eu, no entanto, talvez não seja tão complexa quanto a do homem, que possui a chamada “teoria da mente”, que, em poucas palavras, é essa habilidade que temos de reconhecer nos outros a mesma consciência que sabemos existir em nós, permitindo que nos comportemos de modo compatível com aquilo que nossa mente informa sobre a mente alheia. Os estudiosos não dizem que os animais superiores por eles estudados não possuam tal estágio de consciência do eu, mas reconhecem ainda não ter idéia de como fazer tal avaliação.
Um terceiro estágio da evolução da consciência é a consciência moral, a capacidade de julgar se determinada ação é certa ou errada de acordo com as leis de Deus, também entendidas como as leis da natureza. Segundo se depreende da Codificação e de obras subsidiárias, a conquista da consciência moral ocorre quando a alma entra no reino hominal, o que está de acordo com o estágio de conhecimento da ciência, apesar do uso de linguagens diferentes usadas para descrever o fato. Na Bíblia, a conquista da consciência moral é descrita no mito de Adão e Eva, quando o casal primevo come do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Ora, consciência moral é justamente a ciência do bem e do mal. A alegoria bíblica pode ser entendida, portanto, como um relato de como as almas que habitavam o Éden da ingenuidade alcançaram a consciência moral, ingressando no reino hominal e, assim, se sujeitaram à Lei da Causalidade.
Ora, partindo-se da premissa de que os animais não têm consciência moral, isto é, o conhecimento do bem e do mal, é forçoso concluir que eles não são responsáveis pelos seus atos. Sendo assim, eles não estão sujeitos à Lei da Causalidade (Causa e Efeito) e, por conseguinte, um deles não pode estar, ao sofrer, resgatando, por exemplo, a morte que causou em outros animais para se alimentar.
Antes de nos aprofundarmos na questão, gostaríamos de deixar claro uma diferença que passa despercebida por muita gente. Que os animais na natureza sintam dor, no sentido restrito do termo, disso não há a menor dúvida. Dor, em seu sentido restrito, é um efeito físico que serve para alertar o animal de que algo está errado em alguma parte do seu corpo, exigindo dele cuidados especiais com essa parte que é a fonte da dor. A dor incomoda e todo animal faz o possível para se livrar dela. Sofrimento, por sua vez, é um efeito emocional. Por outro lado, quando falamos de dor em um ser humano, sempre associamos à dor a idéia de sofrimento, dando ao termo dor um sentido mais amplo. Na verdade, porém, o único “animal” que conhecemos um pouco melhor é o ser humano e, por isso, temos a tendência de interpretar o comportamento das espécies animais com base naquilo que conhecemos de nós mesmos. Quando sentimos dor, nosso rosto se contrai, nosso corpo se contorce, nossa testa se enruga, os olhos se entristecem. Esses mesmos sintomas sendo por nós percebidos em um animal, imediatamente nos fazem concluir que o mesmo está sofrendo. Mas será que ele sofre do mesmo modo que nós? Saber se um animal sofre ou não é uma questão complexa e que os profissionais que estudam as diversas espécies animais pesquisam com interesse, sem terem, até hoje chegado a qualquer conclusão definitiva.
Mesmo sem estarmos certos quanto ao que sente o animal com a dor, ainda nos resta entender a razão da dor sofrida por um animal. A única resposta que nos vem à mente é aprendizado, a eterna resposta para as dificuldades da vida.

(continua)

Renato Costa

Artigo publicado originalmente em Aurora – Revista de Cultura Espírita, Ano XXVI, N° 102 – 2006

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