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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

2013 ESTÁ CHEGANDO!




A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que, no ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus.
FELIZ 2013!


Esta será minha última postagem de 2012. Estou sentindo necessidade de parar para refletir. Volto após as festas. Desejo a todos os amigos muitas conquistas em 2013, principalmente as espirituais, que não nos serão tiradas, nunca.

imagens: http://www.tonygifsjavas.com.br/enfeites_natal_ano/ano_novo/index.htm


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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

VIAGEM DE IDA E VOLTA


Só temos chance de evoluir e mudar verdadeiramente atitudes na vida se conseguirmos olhar para dentro de nós mesmos. E a garantia de nos tornarmos seres humanos melhores – um dos objetivos da vida, afinal – é o que faz com que a viagem interior seja o melhor roteiro que possamos escolher.
                É percebendo constantemente nosso interior, examinando e transcendendo os padrões e os paradigmas herdados da família, de nossa própria criação e da cultura e sociedade onde vivemos que poderemos reflexivamente encontrar um sentido em nossas vidas e descobrir a nossa missão no mundo. Daí a importância de termos consciência da necessidade do autoconhecimento. O autoconhecimento nos conduz a uma profunda viagem interior, propiciando a compreensão do motivo de reagirmos de uma forma ou de outra diante de uma determinada situação e, por conseqüência, intensifica a capacidade de fazer escolhas mais conscientes e adequadas, que tragam maior satisfação pessoal.
                A maior aventura de um ser humano é viajar. E a maior viagem que alguém pode empreender é para dentro de si mesmo.
                Ao elevarmos o conhecimento sobre quem somos, ficamos muito mais conscientes do que queremos para nós e paramos de correr atrás daquilo que nos ensinaram que deveríamos querer e, assim, voltamos o foco para onde ele nunca deveria ter saído: dentro de nós mesmos. Não vivemos mais a mercê de outras pessoas, mendigando atenção, reconhecimento, amor, aprovação, carinho, pois aprendemos a nos nutrir com nossos próprios recursos, e estes são infinitos.
                Busque as respostas dentro de você, isso fará com que se conheça um pouco mais. O respeito que temos por tudo que somos e sentimos b em dentro de nosso mais profundo ser é que irá delimitar até onde o outro pode ou não chegar. Essa viagem para dentro de nós mesmos permite aprendermos a dar valor ao ser humano que somos. Precisamos ter senso do nosso valor individual e não nos sentirmos diminuídos diante do mundo. Conforme nos conhecemos, não ficamos mais vulneráveis às opiniões alheias e muito menos nos deixamos ser manipulados.
                Mas essa viagem interior que leva ao autoconhecimento requer muito diálogo interno, seja para identificar nossas crenças ou as máscaras que foram criadas para nos proteger, para depois, sim, conseguirmos encontrar o verdadeiro eu, aquilo que somos em essência, e que sempre é muito melhor do que aquela pessoa que nos fizeram acreditar que somos. Mas para atingirmos este estágio é preciso comprometimento em querer realmente se conhecer, sem medos, resistências, boicotes, para que possamos atingir um estágio de paz e harmonia interna que todos ansiamos. Enfim, o autoconhecimento é a base primordial para alcançarmos a verdadeira sabedoria.
                Essa viagem para dentro de nós mesmos nem sempre é fácil, uma vez que o ser humano é bastante dispersivo. Por isso, nem todos conseguem. Assim, como nas viagens de lazer, os grupos com um orientador podem facilitar a jornada. Mas in dependente da forma que será utilizada, o resultado será surpreendente. Essa viagem interior permitirá a você perceber melhor o que o motiva, os instrumentos que você pode contar para alavancar sua vida. Muitas vezes, não percebemos as possibilidades e oportunidades que temos e, quando fechamos os olhos  para o externo e nos interiorizamos,   descobrimos coisas que não estavam muito claras a nosso respeito. Procure estar em silêncio, uma das grandes dificuldades da sociedade contemporânea. Se você consegue fazer isso, você voltará dessa interiorização muito mais tranqüilo, fortalecido e se conhecendo muito melhor.

Gisele Bortoleto
Extraído da revista Bem Estar 11/03/2012
Encarte do jornal Diário da Região – São José do Rio Preto

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sábado, 22 de dezembro de 2012

ANTE O NATAL



Considerando a alta significação do Natal em tua vida, há muitos corações junto aos quais deverias celebrar, firmando novos propósitos em homenagem a Jesus.
- Companheiros que te dilaceraram a honra e se afastaram;
- Amigos que se voltaram contra a tua afeição e se fizeram adversários;
- Conhecidos caprichosos que exigiram alto tributo de amizade e avinagraram tuas alegrias;
- Irmãos na fé que mudaram o conceito a teu respeito e atiraram espinhos por onde segues;
- Colaboradores do teu ideal, que sem motivo se levantaram contra teu devotamento.
Todos eles são oportunidades para a celebração do Natal pelo teu sentimento cristão e espírita.
Esquece os males que te fizeram.
Pede-lhes perdão pelas dificuldades que certamente também lhes impuseste.
Dirige-lhes um cartão colorido para esmaecer o negrume da aversão que os manteve em silêncio.
Provavelmente alguns até gostariam de reatar liames.
Dá-lhes esta oportunidade por amor a Jesus.

Fonte: Espírito e Vida – Divaldo P. Franco/Joanna De Ângelis
Imagem: http://www.tonygifsjavas.com.br/

Amigos, esta será a última postagem antes do Natal. Nesse momento onde a sensibilidade está mais aflorada, devemos aproveitar para estar mais tempo com nossa família.
Quero deixar um forte abraço para todos os amigos e que não esqueçam do motivo maior de nossas comemorações: JESUS.
Que possamos a cada dia compreender mais os seus ensinamentos e nos esforçarmos mais para aplicá-los em nossa vida. Um ótimo Natal a todos e que Jesus possa estar ao lado de vocês e suas famílias.


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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

COMPORTAMENTOS EXÓTICOS II


Atavicamente herdeiro dos hábitos pretéritos, con­duz, de reencarnações infelizes, excentricidades mul­tiformes, como arquétipos do inconsciente coletivo que, no entanto, são gerados por ele próprio.
Nessa área, surgem os distúrbios do sexo, predo­minando a psicologia à morfologia, caracterizando bi­ótipos extravagantes, que chamam a atenção pelo desvio de conduta, por fenômeno psicológico de não aceitação de sua realidade, compondo uma personifi­cação que agride aos outros, e a si mesmo se realiza em fenômeno de autodestruição.
A exibição não é apenas uma forma de assumir o estado interior, psicológico, mas, também, de chocar, em evidente revolta contra o equilíbrio mente-corpo, emoção-função fisiológica...
Por extensão, a compulsão psicótica leva-o à ex­troversão exagerada, em todas as formas da sua co­municação com o mundo exterior, pondo para fora os conflitos, mascarados em expressões que lhe parecem afirmar-se perante si mesmo e as demais pessoas.
Outrossim, algumas dessas personalidades exó­ticas fazem-se isoladas onde quer que se encontrem, evitando o relacionamento com o grupo, em postura excêntrica, de natureza egoísta.
Exigem consideração, que não dispensam a nin­guém; auxílio, que jamais retribuem; gentilezas, que nunca oferecem, sendo rudes, mal-humorados, insen­síveis e presunçosos.
Essa é uma fase adiantada do comportamento exótico, que exige mais acentuada terapia de profun­didade.
Nesse estágio da conduta, os sonhos são-lhes ca­racterizados pela necessidade tormentosa de conse­guirem a realização plenificadora, que não atingem.
Devaneios íntimos povoam-lhes o campo onírico, referto de transtornos e pesadelos, que mais os in­quietam quando no estado de consciência lúcida.
Os fatos da infância ressurgem-lhes fantasmagó­ricos, e a imagem da mãe, excessivamente domina­dora ou tragicamente benévola, que transferiu para o rebento suas frustrações e nele passou a realizar­-se, anelando para a felicidade do ser querido tudo aquilo quanto não fruiu, neurótica, portanto, na sua estrutura maternal.
A psicoterapia deve apoiar-se na busca da cons­cientização do paciente, para que assimile novos há­bitos, empenhando-se em harmonizar a sua natureza interior com a sua realidade exterior, exercitando-se no convívio social sem a tentação de destacar-se, sen­do pessoa comum, identificada com os objetivos nor­mais da vida, que escolherá conforme as próprias ap­tidões, trabalhando com esforço a modelagem da nova personalidade.
O desenvolvimento da criatividade contribui para o ajustamento da personalidade ao equilíbrio, geran­do o enriquecimento interior, que anulará os condicio­namentos viciosos.
Sem dúvida, o acompanhamento do psicólogo as­sim como do analista atentos lhe propiciará o encon­tro com o eu profundo e seus conteúdos psíquicos, liberando-se das heranças neuróticas e dos condicio­namentos psicóticos.
O homem e a mulher saudáveis têm comporta­mento ético, sem pressão, e tornam-se comuns, sem vulgarizarem-se.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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SELINHO DE NATAL


Selinho de Natal que ganhei da amiga Maria Alice do blog: http://www.mariaalicecerqueira.com/
Quem gostar e quiser levar, sintam-se a vontade.


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COMPORTAMENTOS EXÓTICOS I


         A dependência psicológica do morbo da queixa, traduzindo insegurança e instabilidade emocional, leva a estados perturbadores que se podem evitar, mediante o cuidado na elaboração das idéias e do otimismo na observação das ocorrências.
O queixoso perdeu o endereço de si mesmo, trans­ferindo-se para os departamentos da fiscalização da conduta alheia.
Síndrome compulsiva para aparecer, o paciente oculta-se na mentirosa postura de vítima ou na condi­ção de portador de conduta inatacável, escorregando pela viciação acusadora, que mais lhe agrava o dis­túrbio no qual estertora.
Da simples fixação do erro e apenas dele — confor­me afirma o brocardo popular, enxerga uma agulha num palheiro — modifica o comportamento perdendo a linha convencional do que é correto e saudável para viver de maneira alienada, cultivando exotismos, dan­do largas ao inconsciente, responsável pelas repres­sões que se transformaram em mecanismos de afir­mação da personalidade.
Saúde, em realidade, é estado de bom humor, com inalterável tolerância pelas excentricidades dos outros e seus correspondentes erros.
O homem saudável sobressai pela harmonia e oti­mismo em todas as situações, mantendo-se equilibra­do, sem os azedumes perturbadores, os ademanes chamativos, nem as agravantes manifestações anô­malas.
A doença caracteriza-se pela inarmonia em qual­quer área da pessoa humana, gerando os distúrbios catalogados nos diferentes departamentos do corpo, da mente, da emoção.
A insegurança, a frustração, os complexos de in­ferioridade, perturbando o equilíbrio psicológico, transferem-se para as reações nervosas, manifestan­do-se em contrações musculares, fixações, repetições de gestos, palavras e conduta alienadoras, que dege­neram nas psicoses compulsivas, específicas, cada vez mais constritoras, em curso para o desajuste total...
O excêntrico é ser atormentado, ególatra; frágil, que se faz indiferente; temeroso, que se apresenta com reações imprevisíveis; insensível, que se recusa en­frentar-se. Ignora os outros e vive comportamentos especiais, como única maneira de liberar os conflitos em que se aturde.
A psicoterapia própria, reajustadora, apresenta-se propondo-lhe uma revisão de valores culturais e sociais, envolvendo-o no grupo familiar e nos proble­mas da comunidade, a fim de que rompa a carapaça da dissimulação e assuma as responsabilidades que interessam a todos, tornando-se célula harmônica, ativa, ao invés de manter-se em processo degenerati­vo, ameaçador...

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HISTÓRIA - Trocar de Vida


                Conta-se que um rei foi certa manhã ao seu jardim e encontrou as plantas murchando e morrendo. Perguntou ao carvalho que ficava junto ao portão o que significava aquilo.
                Descobriu que a árvore estava cansada de viver porque não era alta e elegante como o pinheiro. O pinheiro, por sua vez, estava desconsolado porque não produzia uvas como a videira.
                A videira, ia desistir da vida porque não podia ficar ereta e nem produzir frutos delicados como o pessegueiro. O gerânio, estava agastado porque não era alto e cheiroso como o lírio. O mesmo acontecia com todo o jardim. Chegando-se ao amor-perfeito, encontrou sua corola brilhante e erguida alegremente como sempre.
                - Muito bem meu amor-perfeito, alegro-me de encontrar no meio de tanto desânimo uma florzinha corajosa e feliz. Você não parece nem um pouco desanimado.
                - Não, não estou! Eu não sou de muita importância. Não sou grande nem forte, não tenho beleza ou perfume, mas apenas achei que se no meu lugar nosso Deus quisesse um enorme carvalho, um pinheiro, um pessegueiro ou um lírio, Ele teria plantado um deles; mas sabendo que Deus queria um amor-perfeito, estou resolvido a ser o melhor amor-perfeito que posso.”

Do livro: Mananciais do Deserto – Lettie Cowman

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

VOCÊ MESMO


Lembre-se de que você mesmo é:

o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais,
a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça
e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.

Não se esqueça, igualmente, de que:

o maior inimigo de suas realizações mia nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar,
o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação – é você mesmo.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz


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domingo, 16 de dezembro de 2012

A REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS


P: É possível um animalzinho reencarnar no mesmo lar?
R: Sim, é possível e ocorre com frequência, pois o aprendizado não se interrompe com a desencarnação do animal. Como retornam na primeira oportunidade, continuam praticamente do ponto onde pararam. A vida não é interrompida com a morte do corpo físico, pois do mesmo modo como nosso Espírito evolui pela reencarnação, os animais também reencarnam para reiniciar sua jornada interrompida temporariamente. No Mundo Espiritual os Espíritos encarregados da evolução deles os encaminham às famílias ou aos locais onde deverão prosseguir com seu aprendizado, que, em geral, se repete várias vezes, podendo ser, também, por um curto período, dependendo da necessidade.

Marcel Benedeti – Site Comunidade Espírita


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sábado, 15 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO III


                                           
Felizmente, hoje, a visão religiosa impõe que a conduta conformista deve ceder lugar ao comportamento espiritual combativo, mediante o qual o fiel se resolve por assumir atitudes coerentes diante das ocorrências, ao invés de as aceitar sem discussão, o que sempre gerou conflito na personalidade.
Nesse sentido, o Espiritismo, explicando a anterioridade do Espírito ao corpo, a sua sobrevivência à morte física, o mecanismo das reencarnações, demonstra que a luta é o clima ideal da vida e ninguém cresce sem a enfrentar.
A resignação não significa aceitar o insucesso, o desar de maneira passiva, porém compreendê-los, investindo valores para superá-los na próxima oportunidade. A realização, não conseguida neste momento, logo mais será realizada, desde que não se demore na aceitação mórbida da ocorrência infeliz.
Estimulando os potenciais internos do ser, conduz às possibilidades que podem ser aplicadas com coragem, programando e reprogramando atividades que lhe ensejem a felicidade, que é a meta da existência terrena.
A sua proposta de salvação não se restringe à vida após a vida, mas à liberação dos conflitos atuais, deixando de lado o caráter redentorista de muitas doutrinas do passado, para despertar no jovem e em todas as pessoas o interesse pela auto-superação dos atavismos e das paixões que os mantêm encarcerados nos desajustes da emoção.
A religião espírita dinamiza o interesse humano pelo seu autoaprimoramento, trabalhando-lhe o mundo íntimo, para que, consciente de si, eleve-se aos patamares superiores da existência, sem abandonar o mundo no qual se encontra em processo de renovação.
Os grandes quesitos que aturdem o pensamento são equacionados de maneira simples, através da sua filosofia otimista, impulsionando o adepto para a frente, sem saudades do passado, sem tormentos pelo futuro.
Adentrando-se pelos postulados da religião espírita, o adolescente dispõe de um arsenal valioso de informações para uma crença racional, que enfrenta o materialismo na sua estrutura, usando os mesmos argumentos que a ciência pode oferecer, ciência que, por sua vez, é, também, a Doutrina Espírita.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                               
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO II


A proposta religiosa esclarece que o ser é portador de uma destinação superior, que lhe cumpre enfrentar, movimentando os recursos que lhe jazem latentes e convocando-o para o auto-aprimoramento.
Quando o adolescente não encontra os paradigmas da religião, torna-se amargo e inapto para enfrentar desafios, fugindo com facilidade para a rebeldia ou o sarcasmo, portas de acesso à delinquência e ao desespero.
Não descartamos os males produzidos pela intolerância religiosa, pelo fanatismo de alguns dos seus membros, sacerdotes e pastores, mas essas são falhas humanas e não da doutrina em si mesma. A interpretação dos conteúdos religiosos sofre os conflitos e dramas pessoais daqueles que os expõem, mas, no seu âmago, todos preconizam o amor, a solidariedade, o perdão, a humildade, a transformação moral para melhor, a caridade, que ficam à margem quando as paixões humanas tomam posse das situações de relevo e comando, fazendo desses indivíduos condutores espirituais, que pensam pelos fiéis, conduzindo-os com a dureza dos seus estados neuróticos e frustrações Lamentáveis, tornando a religião uma caricatura perniciosa dela mesma ou um instrumento de controle da conduta e da personalidade dos seus membros.
A religião objetiva, essencialmente, conduzir ou reencaminhar a criatura ao Criador, auxiliando-a a reconhecer a sua procedência divina, que ficou separada pela rebeldia da própria conduta, graças ao livre-arbítrio, à opção de ser feliz conforme o seu padrão imediatista, vinculado ao instinto, em detrimento da sublimação dos desejos, que permitiriam alcançar a paz de consciência.
Direcionada ao adolescente, a religião marcha com ele pelos labirintos das perquirições e deve estar aberta a discutir todas as colocações que o perturbam ou o despertam, de tal forma que se lhe torne auxiliar valiosa para as decisões livres que deve assumir, de maneira a estar em paz interior.
Nas frustrações naturais, que ocorrem durante o desenvolvimento adolescente, a religião assume papel relevante, explicando a necessidade do enfrentamento com os desafios, que nem sempre ocorrem com sucesso, ao mesmo tempo explicando que a dificuldade de hoje se torna vitória de amanhã.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO I


A religião desempenha um papel importante na formação moral e cultural do adolescente, por propiciar-lhe a visão da imortalidade, dilatando-lhe a compreensão em torno da realidade da vida e dos seus objetivos essenciais.
A religião é portadora de significativa contribuição ética e espiritual no desenvolvimento do caráter e na afirmação da  personalidade do jovem em desenvolvimento.
Através dos seus postulados básicos, o educando nela haure a consciência de si e o começo do amadurecimento dos valores significativos, que se lhe incorporarão em definitivo, estabelecendo-lhe paradigmas de comportamento para toda a existência. Mesmo quando, na fase adulta, por esta ou aquela razão, a religião é contestada, ou colocada em plano secundário, ou mesmo combatida, nos alicerces do inconsciente permanecem os seus paradigmas que, de uma ou outra forma, conduzem o indivíduo nos momentos de decisão significativa ou quando necessita mudar de rumo, ressurgindo informações arquivadas que contribuirão para a decisão mais feliz.
O adolescente traz em si o arquétipo religioso, que remanesce das experiências de outras reencarnações, o que o leva à busca de Deus e da imortalidade do Espírito, de forma que, reencontrando a proposta da fé, assimila-a com facilidade, no início, graças aos seus símbolos, mitos e lendas, do agrado da vida infantil, depois, através das transformações dos mesmos, que passam pelo crivo da razão e se vão incorporar ao seu cotidiano, auxiliando na distinção do que deve realizar, assim como daquilo que não lhe é lícito fazer, por ferir os direitos do seu próximo, da vida e a Paternidade de Deus.
É relevante o papel da religião na individuação do ser, que não permite a dissociação de valores morais, culturais e espirituais, reunindo-os em um todo harmônico que lhe proporciona a plenitude.
Na adolescência, os ideais estão em desabrochamento, abrindo campo para os postulados religiosos que, bem direcionados, norteiam com segurança os passos juvenis, poupando o iniciante nas experiências humanas a muitos dissabores e insucessos nas diferentes áreas do comportamento, incluindo aquele de natureza sexual.
Não será por intermédio da castração psicológica, da proibição, mas do esclarecimento quanto aos valores reais e aos aparentes, aos significados do prazer imediato e à felicidade legítima, futura, predispondo-o à disciplina dos desejos, ao equilíbrio da conduta, que resultarão no bem-estar, na alegria espontânea sem condimentos de sensualidade e de servidão aos vícios.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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SELINHO GANHO



Selinho que ganhei dos amigos do blog: http://sensibilidadedeamor.blogspot.com.br/2012/12/leio-sigo-e-recomendo.html. Obrigada, amigos!


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS


Um homem tinha dois filhos. Ambos viviam com seu pai numa vinha que pertencia à família.
Um dia, pela manhã, o pai chamou o menino mais velho e disse-lhe:
—  Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila. Já fiz todas as compras necessárias. Vai trabalhar na vinha.
O   jovenzinho, que era tido como um modelo de menino educado, pelas atenções que dispensava a todos, respondeu com toda a delicadeza a seu pai:
—  Sim, meu pai, já vou.
A verdade, porém, é que prometeu, mas não foi. Desejaria ir ao mercado, mas não trabalhar na vi­nha, colhendo cachos e mais cachos de uvas. Ficou intimamente aborrecido com a ordem do pai, mas, não quis desrespeitá-lo com palavras. E pensou con­sigo mesmo: “Desejaria tanto ir ao mercado hoje... Lá me encontraria com Joel e Davi... E meu pai me mandou catar bagos na vinha... Não, não irei. Disse que iria, mas não vou... Não, não vou mes­mo...
E não foi.
Na mesma hora, também, o pai chamou o filho caçula, que era o desobediente da casa. Muito re­belde, era considerado pelos vizinhos “uma peste­zinha”, o oposto do irmão mais velho.
O   pai chamou-o, também, e disse-lhe:
—  Meu filho, não terás que acompanhar teu irmão ao mercado hoje. Já chegaram as compras que fiz. Vai trabalhar na vinha.
O   menino, que era muito impulsivo, respondeu com muita aspereza ao pai:
        - Eu, não... Não quero trabalhar na vinha...
        E correu. Entrando, instante depois, em seu quarto, arrependeu-se das palavras brutas que disse ao paizinho tão amigo e voltou a sala para pedir-lhe perdão. E foi, com a consciência tranqüila, colher os cachos de uva nas lindas videiras de seu pai.
(Mateus, capítulo 21º, versículos 28 a 32)



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O   filho mais velho era um menino de bons mo­dos, muito educado, atencioso, de finas maneiras. Era considerado por todos um modelo de perfeita educação. Respondia e falava sempre com muita cor­tesia e não magoava a ninguém com palavras. E assim procedeu para com seu pai. intimamente, po­rém, era um rebelde, que só fazia o que desejava, só gostava de atender à própria vontade e aos próprios caprichos. Respondeu com delicadeza ao pai, mas, não obedeceu a ele. Era um rebelde “invisível”.
O  segundo, o caçula, não tinha as maneiras po­lidas do irmão. Era, muitas vezes, áspero de lingua­gem, mas, no fundo, não era mau nem revoltado. Sabia reconhecer seus erros, pedia perdão de suas faltas e acabava fazendo a vontade de seu pai.
No caminho de nossa perfeição espiritual deve­mos proceder como o segundo menino da história. De nada nos valerá conseguir a aparência de pessoa educada, caridosa e cristã, se interiormente não dese­jarmos fazer a vontade de Deus.
O menino mais velho é o símbolo das pessoas que aparentam muita decência, delicadeza e fé, mas, praticamente são desobedientes à moral e à lei de Deus.
O menino caçula é o símbolo da alma que é habituada ao erro e aos maus costumes, à desobe­diência e à indelicadeza, mas, que reconhece seus erros, arrepende-se sinceramente, pede perdão de suas faltas e depois faz o que devia fazer, obede­cendo à vontade de Deus e não aos seus caprichos.
Busque acima de todas as coisas da vida, em todas as situações e em todas as horas, fazer a von­tade do Pai do Céu, sem discussões e sem rebeldia. A Vontade de Deus é Sempre o Bem, a Paz e a Verdade.

Do livro: HISTÓRIAS QUE JESUS CONTOU
CLÓVIS TAVARES                                           


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A LEI DE IGUALDADE


Perante Deus, todos os homens são iguais, pois tiveram o mesmo princípio e destinam-se, sem exceção, ao mesmo fim: a glória e a felicidade.
                As dissemelhanças que apresentam entre si, quer em inteligência, quer em moralidade, não derivam da natureza íntima deles; resultam apenas de haverem sido criados há mais ou há menos tempo e do maior ou menor aproveitamento desse tempo, no desenvolvimento das aptidões e virtudes que lhes são intrínsecas, consoante o bom ou o mau uso do livre arbítrio por parte de cada um.
                A igualdade absoluta dos homens perante Deus não é válida em sociologia, a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.
                A ambição e a inveja de uns, somadas ao idealismo irrefletido de outros, fazem que muitos sonhem com uma quimérica igualdade das riquezas, que, se chegasse a concretizar-se, seria desfeita a curto prazo pela força das coisas.
                Não infira daí que as falhas de nossa estrutura sócio-econômica, responsáveis por tantos sofrimentos, não devam ser sanadas. Pelo contrário, todos devemos lutar para que as instituições terrenas se aperfeiçoem, permitindo alcancemos uma situação tal em que caiam os privilégios de casta ou de nascimento; extingam-se os preconceitos de cor, de raça e de crença; haja oportunidades educacionais para quantos as desejem, indistintamente; as sanções penais não recaiam tão somente sobre os fracos; a mão-de-obra seja associada e não escrava do capital, etc.
                O melhor meio de atingirmos esse objetivo, todavia, não é a subversão da sociedade, o que retardaria o progresso e o bem-estar coletivos, mas sim a cristianização do homem, levando-o ao cumprimento exato de seus deveres para consigo mesmo, para com o próximo e para com Deus, incutindo-lhe, outrossim, serena e inabalável confiança nos desígnios da Providência, que não desampara ninguém e, malgrado certas aparências enganadoras, a todos retribui de conformidade com seus méritos, através do mecanismo das vidas sucessivas.
                Urge compreendamos que, qualquer que seja a posição em que se achem situados, todos os homens são proletários da evolução e que a diversidade de funções no complexo social é tão indispensável à sua harmonia quanto as variadas finalidades dos órgãos o são ao equilíbrio de nosso organismo.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

OS MALES DA ANSIEDADE

A ansiedade vem se transformando em um dos maiores inimigos do homem contemporâneo.
Como se a vida não lhe favorecesse com a bênção do tempo, e ignorado a lição de que tudo acontece no momento certo, invigilante, o homem tenta viver hoje o que só pode ser vivido amanhã. Nessa inquietação angustiosa ele não vive o hoje nem o amanhã.
                Jesus, psicólogo inigualável, conhecedor dos efeitos nocivos da ansiedade, advertia: “não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.
                Não quis Jesus ensinar que devêssemos ser negligentes com relação ao futuro; no entanto, convidou-nos a vencer a inquietação, a preocupação exagerada, ou seja, a ansiedade.
                Não esqueçamos que os momentos de cada dia são valiosos; a natureza nos ensina a não pular etapas, sem que soframos a penalidade através de resultados indesejáveis.
                O homem ansioso no desejo de antecipar o que imagina ser importante, embora na maioria das vezes seja apenas ingênuo capricho, atrai também dores e contrariedades sobre si.
                Todo fruto colhido antes do tempo apresenta sabor desagradável. O lavrador ao lançar a semente ao solo tem que se submeter ao sacrifício da espera; somente assim, será beneficiado com o sucesso da colheita.
                O benfeitor espiritual Emmanuel afirma que as ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra, e que precede sempre a ação de cair.
                Não são poucos os que, não sabendo esperar dias melhores que poderiam muito be ser conquistados com mudança de atitude e trabalho, ansiosos, precipitam-se pela porta ilusória do suicídio.
                É verdade que a ansiedade é natural e necessária, no entanto, quando exorbita torna-se causa de muitas enfermidades e decisões impulsivas, requerendo muitas vezes séculos para a devida reparação.
                Em qualquer circunstância devemos trabalhar a mente para que mantenhamos a serenidade. Dessa forma, não sofreremos antecipadamente por algo que poderá nem acontecer.
                Mesmo que a vida nos acene com acontecimentos desagradáveis, na área da saúde, da afetividade, das relações familiares e profissionais, mantenhamos acesa a chama da esperança, entregando a Deus as nossas aflições, recordando a advertência do Mestre inesquecível: “tenho-vos dito isto para que tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.
                Somente Deus, que tem o poder de mudar o tempo, permitindo a tempestade, também tem o poder de agir no tempo certo, permitindo que o sol surja com todo o esplendor.

F. Altamir da Cunha

Extraído do Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2011

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domingo, 9 de dezembro de 2012

QUEIXAS


        Permanecendo na infância psicológica, aquele que de tudo se queixa tem a personalidade desestrutura­da, permanecendo sob constantes bombardeios do pessimismo, do azedume e dos raios destruidores da mente rebelde.
A queixa de que se faz portador é reação mental e emocional patológica, refletindo-lhe a insegurança e a perturbação, responsáveis pelas ocorrências nega­tivas que procura ignorar ou escamotear.
Ocultando os conflitos perturbadores, transfere para as demais pessoas as causas dos seus insuces­sos, sem conseguir enunciá-las, porque destituídas de lógica, passando as acusações para os tempos nos quais vive, às autoridades governamentais, à má sorte, aos fados perversos, assim acalmando-se e tor­nando-se vítima, no que se compraz.
Os mitos trágicos, que remanescem no inconsci­ente, assomam-lhe, e personificam-se nas criaturas, que passa a detestar ou nas circunstâncias, que são denominadas como aziagas.
Certamente, há fatores humanos e ocasionais que respondem pelas dificuldades e problemas humanos. São, no entanto, a fragilidade e a insegurança do paci­ente que ocasionam o insucesso, que poderia ser transformado em êxito, caso, no qual, abandonando a queixa, perseverasse na ação bem direcionada.
Não consideramos sucesso apenas o triunfo eco­nômico, social, político, religioso, artístico, quase sem­pre responsável por expressões de profundo desequi­líbrio no comportamento, gerador de estados neuróti­cos e de perturbações lastimáveis, que se agravam com as queixas.
Referimo-nos a sucesso, quando o indivíduo, em qualquer circunstância, mantém a administração dos seus problemas com serenidade, conserva-se em har­monia no êxito social ou na dificuldade, sem nenhuma perturbação ou desagregação da personalidade, atra­vés dos bem aceitos recursos de evasão da responsa­bilidade.
Por isso, o conhe­ce-te a ti mesmo como psicoterapia relevante, e medi­ante esta contribuição o ser amadureceria, crescen­do interiormente, assegurando-se da sua fatalidade histórica, a plenitude.
A queixa, como ferrugem na engrenagem do psi­quismo, é cruel verdugo de quem a cultiva.
Substitui-la pela compreensão, perante os fenô­menos da vida, constitui mecanismo valioso de saúde psicológica.
Diante de quaisquer injunções perturbadoras, o enfrentamento tranqüilo com as ocorrências deve ser a primeira atitude a ser tomada, qual se se buscasse o discernimento, deixando-se conduzir pela razão lúcida e descobrisse a real finalidade de todos os fatos existenciais.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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sábado, 8 de dezembro de 2012

HISTÓRIA - O Lápis


                O menino olhava a avó escrevendo uma carta. À certa altura, perguntou:
                - Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
                A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
                - Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
                O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
                - Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
                - Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
                Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve  esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
                Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor.
                Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente lago mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.        Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não e a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
                Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.


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