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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CONSEGUES IR?

" Vinde a mim..."
Jesus (Mateus, 11 :28)

O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o "vinde a mim" do Senhor, quão difícil é ir para Ele!.
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos.
Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal...
Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia. Em suma, é muito doce escutar o .vinde a mim....
Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?


Fonte: Fonte Viva – Chico Xavier/Emmanuel


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domingo, 29 de setembro de 2013

TEMOR DA MORTE

        
            Pensa com freqüência e tranqüilidade na tua desencarnação.
            Considera que o momento, por mais distante se te apresente, chegará fatalmente.
            Recorda os teus desencarnados com carinho, envolvendo-os em ternura e orações.
            Fala-lhes mentalmente a respeito da realidade na qual se encontram e de como se devem comportar, procurando o apoio dos seus guias e a proteção do Senhor da Vida.
            Morrendo e retornando logo depois, Jesus cantou o hino da imortalidade gloriosa que culmina a sua trajetória na Terra de maneira insuperável.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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sábado, 28 de setembro de 2013

PALAVRA EM PALAVRA

Emmanuel
Seja nos momentos de agitação ou naqueles outros em que a tranqüilidade prevalece, cultivemos aquela forma de beneficência de que raros amigos na Terra, por agora, reconhecem a importância: - a caridade de ouvir com paciência e tolerância.
Reflete naquilo que te falam, antes de te entregares psicologicamente ao que se te diga.
Se alguém te transmite alguma referência pejorativa a teu respeito, feita por outrem, ouve os informes com discrição, sem agravá-los com alegações do mesmo teor e, sobretudo, não passes adiante aquilo que ouviste.
Quando alguém te agrida no relacionamento comum, não forneças recibo de pesar ou ressentimento e sim recolhe-te ao silêncio, procurando o ponto justo para a restauração da harmonia.
Muitas pessoas existem que não ponderam quanto aos recursos verbais que enunciam e temos outras tantas que se expressam sob a hipnose de inteligências desencarnadas em desespero ou desfiguradas pela ignorância.
Habitua-te à calma nas trilhas em que necessitas transitar espiritualmente, todos os dias.
Fala com bondade para que o azedume ou a delinqüência prováveis não te encontrem.
Recorda: de centímetro a centímetro de espaço é que se constroem as estradas para as comunicações humanas; e, de palavra em palavra, é que se fazem os caminhos para o entendimento, de coração para coração.


Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PADRÃO

"Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor." - (ATOS, 11:24.)

Alcançar o título de sacerdote, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Bastará a ilustração da inteligência na ordenação convencional.
Ser teólogo ou exegeta não relaciona obstáculos de vulto. Requere-se apenas a cultura intelectual com o estudo acurado dos números e das letras.
Pregar a doutrina não apresenta óbices de relevo. Pede-se tão-só a ênfase ligada à correta expressão verbalista.
Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem pode ser a cópia do serviço postal do mundo.
Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.
Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da curiosidade humana.
Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do apóstolo.
Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas fundamentais do padrão justo.
Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.
Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus Cristo é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na fé viva.
Barnabé iluminou a muitos companheiros "porque era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé".
Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. Trata-se de padrão que não poderemos esquecer.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

REUNIÕES CRISTÃS

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.” (JOÃO, capítulo 20, versículo 19.)

Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi considerada digna das relações com a espiritualidade.
O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.
Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna. Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível e o invisível. A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos
cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembléias é sempre a mesma, seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.
O objetivo é um só: procurar a influenciação dos planos superiores, com a diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais abundância, em vôos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do dogmatismo e do sacerdócio organizado.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EUTANÁSIA DE ANIMAIS

Um cão sacrificado sofre muito com esse procedimento e como é a vida espiritual dos animais?
            Quando um animal sofre muito em função de alguma enfermidade degenerativa que não poderá ser curada co os meios terapêuticos disponíveis e o sofrimento já se configurou como algo insuportável, o melhor é a eutanásia, que é uma conduta terapêutica que visa aliviar o sofrimento. Por meio dela são feitas aplicações de substâncias que provoquem uma parada respiratória e cardíaca. No entanto, isso somente é feito após a aplicação de um sedativo potente que desconecte a consciência do animal da realidade, para que não sofra no momento em que a substância letal esteja agindo. Esse procedimento apenas pode ser feito por um médico veterinário, da maneira mais adequada e para que não haja sofrimento ao animal. O animal e o médico que age nesse sentido nunca estão sozinhos. Sempre há uma equipe espiritual acompanhando os procedimentos de eutanásia visando a um retorno tranqüilo dos animais ao mundo espiritual, onde serão preparados para a nova experiência que se seguirá, em outra reencarnação que lhe será oferecida.
            Uma vez entrando na dimensão espiritual, são assistidos de perto e acompanhados com toda a atenção possível, e seu retorno poderá ocorrer rapidamente ou não.
            O espírito não sente dor nem sofre como sofria quando encarcerado no corpo físico. Estando livre do físico, a recuperação da saúde é imediata.


Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PREOCUPAÇÃO III

             
                É incontestável que a preocupação jamais nos preservará das angústias do amanhã, apenas colocará obstáculos às nossas realizações do presente.
                Não devemos nem podemos forçar mudanças de atitudes nas pessoas. Em realidade, só podemos modificar a nós mesmos. Nosso livre-arbítrio nos confere possibilidades de uso particular com o fim específico de retificarmo-nos, porém não nos dá o direito de querer modificar os outros.
                Acreditamos, ainda assim, que temos o poder de exigir que os outros pensem como nós e que podemos interferir nas manifestações dos adultos que nos cercam. Por mais queridos que nos sejam, não nos é lícito dissuadi-los de suas decisões e posturas de vida.
                Cada um se expressa perante a existência como pode. Assim, suas criações, desejos, metas e objetivos são coerentes com seu grau evolutivo. Qualquer tipo de coação em um modo de ser é profundo desrespeito.
                Confiemos na Paternidade Universal que rege a todos, visto que preocupação, em síntese, é desconfiança nas Leis da Vida. Não nos compete determinar ou dirigir as decisões aléias, nem mesmo temos o direito de convencer ninguém ou censurar as opções de vida de quem quer que seja.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed

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domingo, 22 de setembro de 2013

PREOCUPAÇÃO II

           
                As almas estão vivenciando o útil e o necessário para o desenvolvimento e suas potencialidades naturais e divinas. Podemos orientar, amar, apoiar, ajudar, mas jamais achar que sabemos melhor como as coisas devem ser e como as criaturas devem se comportar.
                No entanto, é importante não confundirmos preocupação com prudência ou cautela. A previdência e o planejamento, para que possamos atingir um futuro promissor, são desejos naturais dos homens de bom senso.
                Na realidade, preocupação que dizer aflição e imobilização do presente por causa de um suposto fato que poderá acontecer, ou ainda uma suspeita de que uma decisão poderá causar ruína ou perda.
                A preocupação excessiva com fatos em geral e com o bem estar das pessoas está alicerçada, em muitas ocasiões, em um mecanismo psicológico chamado autodistração.
                Os preocupados tem dificuldade e concentração no momento presente e, por isso, fazem com que a consciência se desvie do foco da experiência para a periferia, isto é, vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã.
                Esse desvio da atenção é uma busca deliberada de distração do indivíduo; é uma forma de impedir a si próprio de ver o que precisa perceber em seu mundo interior.
                Quando dizemos que nos preocupamos com os outros, quase sempre estamos nos abstraindo:
                - as atitudes que não temos coragem de tomar;
                - das responsabilidades que não queremos assumir;
                - das carências afetivas que negamos a nós mesmos;
                - dos atos incoerentes que praticamos e não admitimos;
                - dos bloqueios mentais que possuímos e não aceitamos.
                Deslocamos todos os nossos esforços, atenção e potencialidades para socorrer, proteger, salvar, convencer e aconselhar nossos companheiros de viagem, olvidando muitas vezes, propositadamente ou não, nossa primeira e mais importante tarefa na Terra: a nossa transformação interior.

(continua)


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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sábado, 21 de setembro de 2013

PREOCUPAÇÃO I

          
              As tarefas evolutivas executadas por nós na Terra fazem parte de um processo dinâmico que levará nossas almas ainda por inúmeras encarnações. A Vida não tem outro objetivo senão o de doação, de proteção e de recursos, para que possamos atingir uma estabilidade íntima que nos assegure a clareza e a serenidade mental, elementos imprescindíveis que nos facilitarão o progresso espiritual.
                Se acreditarmos, porém, que nossa felicidade ou infelicidade venha de coisas externas, do acaso ou das mãos de outras pessoas, estaremos dificultando nossos crescimento e amadurecimento interior.
                A criatura que atingiu a lucidez espiritual já adquiriu a capacidade de compreender a eficiência com que a natureza age em todos nós. Ela se conduz no cotidiano pacificada e serena, pois percebeu que está constantemente ganhando recursos da Vida Excelsa, mesmo quando atravessa o que consideramos transtornos existenciais. Ao mesmo tempo, aprendeu que, por mais que se preocupe, a reunião de todas essas preocupações não poderá mudar coisa alguma em sua vida.
                O espírito na escolha das provas que queira sofrer escolhe de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem á expiação destas e a progredir mais depressa.
                A Providência Divina agindo em nós faz com que saibamos exatamente o que precisamos escolher para nosso aprimoramento interior. Para que a consciência da criatura tenha uma boa absorção ou uma sensível abertura para o aprendizado é preciso que adquira senso e raciocínio, noção e atributos, todos extraídos das suas provas e expiações, ou seja, das diversas experiências vivenciais.
                Ainda encontramos nesta questão: “uns impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder mjuitos, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contacto com o vício”.

(continua)


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

LEI DA UTILIDADE

         
              Afastar-se das queixas assenta-se em uma base singular, a de contrariar a lei da utilidade. Com ou sem razão, certos ou errados, queixar-se é sempre inútil e não devemos gastar nosso tempo ou depositar nossa atenção em nada que não seja edificante.
                Não queremos com estas afirmações diminuir os problemas que são as causas aparentes das queixas de qualquer pessoa. Realmente, em algumas fases de nossa existência, somos visitados por problemas de relativa gravidade nos mais variados setores da vida humana, entretanto, lamentar-se, além de não trazer benefício algum, rouba inúmeras possibilidades de encontrarmos soluções ou minam nossa visão diante dos melhores caminhos a seguir.
                Lamentar-se é sempre gerar, dentro de nós, um mal conselheiro para a orientação de qualquer problema. E podemos entender como esse mal conselheiro tanto a escravidão habitual que passa a dirigir nossas ações, como a atração espiritual que proporciona a aproximação de espíritos que cintilam na mesma vibração de insatisfação do queixoso.
                Muitos ainda atestam que reclamam para desabafar a pressão dos problemas, entretanto, ao terminar a reclamação, se observarmos nosso estado emocional, veremos que não solucionamos nada, muito menos melhoramos. O que ocorreu é que, ao falar, exteriorizamos o que estava em nosso íntimo, influenciamos os que estão á volta e ao ambiente, mas benefício mesmo, nenhum.
                Ao perceber-se reclamando de alguma coisa, faça a si mesmo a seguinte pergunta:
                - É útil minha queixa? Alguém ou alguma coisa irá melhorar com ela? Haverá benefício para a solução do meu problema?
                E se a resposta for negativa, esqueça, afinal você está perdendo um tempo precioso onde poderia dedicar-se a encontrar soluções pelos caminhos da inteligência e do trabalho. Reclamar é sempre cair em uma armadilha feita por nós mesmos.
                Reclamar consome nossas energias e nossas possibilidades de melhora e de solução. Antes que qualquer reclamação, pergunte a você mesmo:
                É útil falar ou manifestar o meu problema?
                Se não for... esqueça!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OS COMPORTAMENTOS NEURÓTICOS II


O comportamento neurótico, assustador e predominante na sociedade consumista, procura esconder o desajuste e as fobias do homem contemporâneo, que se afunda em meca­nismos patológicos.
Receando ser ele mesmo, torna-se pessoa-espelho a re­fletir as conveniências dos outros, ou homem-parede a reagir contra todas as vibrações que lhe são dirigidas, antes de as examinar.
“Agredir antes, evitando ser agredido” é a filosotia dos fracos, fechando-se no círculo apertado dos receios e da não aceitação dos outros, forma neurótica de ocultar a não aceita­ção de si mesmo.
São raros aqueles que preferem ser homens-pontes, colo­cados entre extremos para ajudarem, facilitarem o trânsito, socorrerem nos abismos existenciais...
O espírito de competição neurotizante vigente e estabele­cido como fomentador das riquezas, deve ceder lugar ao de cooperação, responsável pela solidariedade e pela paz, hu­manizando a sociedade e tornando a pessoa bem identifica­da.
Competir não é negativo, desde que tenha por meta pro­gredir, e não vencer os outros; porém, superar-se cada vez mais, desenvolvendo capacidades latentes e novas na indivi­dualidade.
Da mesma forma, deixar-se viver sem aventurar-se, no bom sentido do termo, como se transitasse em um sonho cu­jos acontecimentos inevitáveis se dão sem qualquer ingerên­cia da pessoa, é uma atitude patológica, irracional, em se con­siderando a capacidade de discernimento e a de realização que caracteriza a criatura humana.
O homem-ação de equilíbrio gera os fatores do próprio desenvolvimento, abandonando o conformismo neurótico, a fim de comandar o destino sempre maleável a injunções no­vas e motivadoras.
Os comportamentos neuróticos são desgastantes, extra­polando os limites das resistências orgânicas, que passam a somatizá-los, abrindo campo para várias enfermidades que poderiam ser evitadas.

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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terça-feira, 17 de setembro de 2013

OS COMPORTAMENTOS NEURÓTICOS


Produtos do inconsciente profundo, a se manifestarem como comportamentos neuróticos, os fatores psicogênicos têm suas raízes na conduta do próprio paciente em reencarnações passadas, nas quais se desarmonizou interiormente. Fosse mediante conflitos de consciência ou resultados de ações ig­nóbeis, os mecanismos propiciadores de reabilitação íntima imprimem no inconsciente atual as matrizes que se exteriori­zam como dissociações e fragmentações da personalidade, alucinações, neuroses e psicoses.
Ínsitas no indivíduo, essas causas endógenas se associam às outras, de natureza exógena, tornando-se desagregadoras da individualidade vitimada pelas pressões que experimenta.
As pressões de qualquer natureza são decisivas para esta­belecer o clima comportamental da criatura.
Por formação antropológica, em luta renhida contra os fatores compressivos e adversários, o homem aspira pela liberdade. Todos os seus esforços convergem para uma atitu­de, uma atuação, um movimento, livres de empeços, de de­tenções, de aprisionamento.
As pressões que lhe limitam os espaços emocionais e fí­sicos aturdem-no, dando margem a evasões, agressividade, disfarces e violências, através dos quais tenta escamotear o seu estado real. Isto, quando não tomba na depressão, no pes­simismo.
Quando estes estímulos são emuladores à felicidade, eis o homem atuante e encorajado, trabalhando pelo progresso próprio e geral, mediante um comportamento otimista. No sentido oposto, quase nunca se motiva à reação, para ascen­der aos sentimentos ideais que promovem a vida, libertando-se das constrições naturalmente transitórias.
Equivocado quanto aos referenciais da existência, deixa-se imbuir pelas sensações da posse, do prazer fugidio, caindo em depressões, seja pela constituição psicológica fragmentá­ria ou porque estabelece como condição de triunfo a aquisi­ção das coisas que se podem amealhar e perdem o valor, quan­do se não possui o essencial, que é a capacidade de adminis­trá-las, não se lhes submetendo ao jugo enganoso.
Assim, apresentam-se os que se crêem infelizes porque não têm e os que se fazem desditosos porque tendo, não se contentam face à ausência da plenitude interior.
A experiência, no entanto, fazendo a pessoa aprofundar-se na consciência dos valores, altera-lhe o campo de compre­ensão, favorecendo o entesouramento do equilíbrio. Todavia, tal ocorrência é resultado da luta que deve ser travada sem cessar.
Assim, a saúde psicológica decorre da autoconsciência, da libertação íntima e da visão correta que se deve manter a respeito da vida, das suas necessidades éticas, emocionais e humanas.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO

            
                A reencarnação à volta do espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, novamente constituído, e que nada tem a ver com o antigo. É o mesmo espírito tendo outra existência, porém em um novo corpo, e com novas possibilidades.
                Uma vez que fomos criados simples e ignorantes, Deus que é soberanamente justo e bom, concede a todos o mesmo ponto de partida, as mesmas obrigações e direitos, dentro da liberdade de ação.
                Se obtivermos êxito diante de alguma prova, é por mérito do nosso esforço e da convicção em trabalhar para progredir. Mas, se fracassarmos ou sucumbirmos, adiamos a conquista da felicidade.
                O livre arbítrio oferece a oportunidade de seguirmos escolhendo o caminho, que muitas vezes é penoso, sendo decisão nossa deliberar sobre a melhor maneira de trilhá-lo, não protelando as provas que nos são traçadas, cuidando para evitarmos às paixões, preguiça e vícios terrenos. O chamamento da vida material é muito sedutor, porém perigoso.
                Deus, nosso Pai, que é soberanamente justo e bom, oferece possibilidades idênticas a todos, pois se assim não fosse, seus princípios seriam um contrassenso. “Todo privilégio seria uma preferência e toda preferência uma injustiça”.
                A reencarnação é um estado transitório para o espírito, é a primeira prova que Deus apresenta no princípio de nossa existência, onde faremos uso do nosso livre arbítrio.
                E a cada reencarnação enfrentamos muitos percalços, principalmente nas relações familiares e no convívio social. Mas, saibamos, estes que estão unidos em nosso grupo familiar há muito lutam conosco rumo ao progresso comum.
                A vivência de relacionamento com algum familiar difícil, antipático e estranho, ocorre por vezes, com a finalidade de provas para uns e meio de progresso para outros.
                Estes laços de família são fortalecidos, pois os espíritos formam grupos ou famílias unidos pela afeição, simpatia e semelhantes inclinações. A união e afeição entre parentes, essa verdadeira afetividade espiritual, que sobrevive ao corpo, indica simpatia anterior que os aproximou.
                É através da base espiritual que os laços de família se alicerçam e se aprimoram apoiados nos princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade comum, sempre rumo à senda do progresso.

Julian Caldeira Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012


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sábado, 14 de setembro de 2013

PRAZER E GOZO III


Na busca da felicidade são inevitáveis os estági­os de sofrimento e de prazer, por constituírem fenô­menos da experiência humana, da realização do self desidentificando-se do ego. O lamentável, nessa ocor­rência, tem lugar com o surgimento e instalação do tormentoso sentimento de culpa, que nega inconsci­entemente ao indivíduo o direito de fruir a felicidade, ou mesmo o prazer, sem o estigma do sofrimento. Para fugir-lhe à imposição, busca-se o oceano do gozo, afo­gando ali os ideais mais altos na denominada opção realista, que entretanto consome os sentimentos e perturba as emoções, saturando-os ou desbordando-­os, rebaixando-os ao nível das sensações.
Há um mecanismo castrador impeditivo da ex­periência do prazer, que podemos considerar como sendo inibição. Além dele, a consciência de culpa conspira contra a realização da felicidade.
Tão arrai­gada se encontra no ser humano, que toda vez que as circunstâncias propiciam a presença do prazer — a pes­soa crê não merecer desfrutá-lo — ou da felicidade — o indivíduo receia vivê-la, não se permitindo experien­ciá-la — surge o temor de que algo mau sucederá.
Para desarticular esse mecanismo conflitador, torna-se necessária uma tomada de consciência de si mesmo, procurando descobrir a fonte geradora da inibição, para a psicoterapia libertadora convenien­te, que pode ter origem na conduta infantil — educa­ção coercitiva, meio social asfixiante, família domina­dora — ou proceder de reencarnações passadas — uso incorreto do livre-arbítrio, conduta irregular, exagero de paixões. Tal inibição, associada ao sentimento de culpa, castiga o ser, impedindo-o de fruir momentos de recreação, de ócio, levando-o a tormentos quando não se encontra produzindo algo concreto, o que se lhe torna uma necessidade compulsiva, portanto patológica.
Certamente não se deve viver para a ociosidade dourada, tampouco, exclusivamente, para a atividade estressante. Há todo um rico arsenal desportivo, um infinito painel de belezas naturais convidativas, um sem-número de estesias mediante a leitura, a arte, a conversação, um abençoado campo de idealismo atra­vés da prece, da meditação, do controle da mente, que se constituem tônicos revigorantes para as ações ge­radoras da felicidade e dos quais todos podem e de­vem dispor quanto aprouver. Esses interregnos nas atividades, enriquecidos de prazeres mais amplos, são estímulos para a criatividade, a libertação de car­gas psicológicas compressivas, a auto-realização.
Essa busca, do self profundo, deve superar e mes­mo arrebentar as resistências inibidoras, o sentimen­to de culpa, cujas energias serão canalizadas para a conquista da felicidade.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

PRAZER E GOZO II


Na fase dos sentidos, o gozo se transforma de­pois de fruido em insatisfação, ansiedade ou depres­são; no período dos sentimentos, o prazer derrapa em paixões possessivas, que dão margem a tragédias e angústias logo estejam saciados; no ciclo idealista, religioso, transcendental, a busca transpessoal fo­menta a autodescoberta, a auto-realização, a auto-doação, em serviços desinteressados de libertação do ego e participação na vida, individual como coleti­va, dos seres, da vida, da Terra.
Essa busca é diferente da ambição de ser virtuo­so, na qual mascara o ego e apresenta-o, entregando-se a macerações que ocultam gozos patológicos ou a narcisismos, em mecanismos de evasão da realidade para planos egóicos, masoquistas-exibicionistas, com aparência de humildade e renúncia. Quando reais, essas expressões de virtude são ignoradas pelo pró­prio candidato em quem são naturais, sem os condi­mentos do prazer embutidos na fuga psicológica que as falseiam.
Para que a identificação do indivíduo com a sua busca de serviço seja legítima, há uma perfeita união com o self, de tal forma que não haverá diferença entre dar e receber, amar e ser amado, viver e morrer... Apressadamente, há quem afirme que a felicida­de tem a ver com o princípio freudiano do prazer, e que através desse comportamento se poderiam satisfazer as necessidades e evitar a dor. Não obstante, a dor não pode ser evitada. Considerá-la como um fenômeno natural do processo de evolução, encarando-a como instrumento de promoção do ser em relação à vida, eis uma forma eficaz de lograr a alegria, superando os seus mecanismos desgastantes e as ocorrências de­generativas, que não compreendidos e aceitos com equilíbrio conduzem à infelicidade.
Da mesma maneira, a felicidade não se radica na satisfação de qualquer desejo do ego, porquanto, após satisfazê-lo, manifesta-se com veemência, gerando ansiedade e desconforto.
Surge então a compreensão transpessoal da existência, e o desejo egóico cede lu­gar à aspiração espiritual, a uma busca mais profun­da, desidentificada com os condicionamentos passados com pessoas e coisas. Provavelmente, nessa bus­ca surgirão o sofrimento, o desconforto, que irão ce­dendo lugar à harmonia e ao bem-estar, a medida que se alcancem as bases objetivadas da realização pleni­ficadora. Lentamente desaparece a frustração da vida cotidiana, alargando-se o campo do idealismo e da identificação com a deidade, mediante afirmação reli­giosa ou, com o eu profundo, em manifestação psico­lógica. A princípio, o caminho da busca se afigura es­curo qual um túnel, cuja claridade está distante, mas que se torna maior quanto mais se lhe acerca da saí­da. Essa busca, qual ocorre com qualquer outra, é rea­lizada com a mente, que deve solucionar as dificuldades, à proporção que se apresentem, eliminando o sofrimento perturbador, tratando-se de um contínuo e lúcido trabalho interno.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

PRAZER E GOZO


O sentido, o significado da vida centra-se na bus­ca e no encontro da felicidade. Constitui o mais fre­quente desafio existencial responsável pelas contínu­as realizações humanas. A felicidade, por isso, torna-se difícil de ser lograda e, não raro, muito complexa, diferindo de conteúdo entre as pessoas em si mes­mas e os grupos sociais. Confundida com o prazer, descaracteriza-se, fazendo-se frustrante e atormen­tadora.
A visão da felicidade é sempre distorcida, levan­do o indivíduo a considerar que, quando não se en­contra feliz, algo não está bem, o que é uma conclusão incorreta.
O sonho humano da felicidade é róseo, assinala­do pelo conforto, o ócio e o poder, graças aos quais se desfrutaria de bem-estar e gozo, inadvertidamente considerados o seu logro.
Certamente as pessoas ri­cas dispõem, em quantidade, de horas assim vividas, sem que se hajam considerado felizes, mas antes se encontrado tediosas, e o tédio é, sem dúvida, um dos seus grandes opostos, em cujo bojo fermentam mui­tas desgraças.
A felicidade se expressa mediante vários requisi­tos, entre outros, os de natureza cultural, atavismo que lega ao indivíduo o meio social de onde se origina e no qual se encontra, de nível de consciência e de maturi­dade psicológica.
Esses fatores estabelecem as diferenças de qua­lidade do que é ser feliz, face às variações que im­põem nos grupos e nos seres humanos, demonstran­do que as aspirações de uns nem sempre correspon­dem às de outros.
O nível de consciência e o amadurecimento psi­cológico estabelecem os graus nos quais se expres­sa, as realizações plenificadoras, os estados de feli­cidade.
Perseguindo-se o gozo, o prazer, experimenta-se alegria toda vez que são alcançados, assinalando-se esses momentos como de felicidade que, no entanto, não correspondem ao sentido profundo, de magnitu­de que ela reveste.
A interpretação equivocada conduz a buscas ir­reais, que perdem o significado quando se alteram os fatores que a constituem. A sua visão, em deter­minada época da existência, muda completamente em outro período.
A imaturidade psicológica de uma fase, a juvenil, por exemplo, predispõe a uma aspiração de felicida­de que, conseguida, logo desaparece, e observada mais tarde apresenta-se desagradável, perturbado­ra. Por essa razão, é necessário que se entenda que a felicidade tem a ver com o que o indivíduo é e com o que ele pensa ser. A diferença, entre o que supõe ser e a sua realidade, dimensiona o seu quadro de dese­jos, de prazeres e gozos que interpreta como a bus­ca plenificadora da felicidade.
Assim, a felicidade tem a ver com a identificação do indivíduo com os seus sentidos e sensações, os seus sentimentos e emoções, ou as suas mais elevadas as­pirações idealistas, culturais, artísticas, religiosas, com a verdade.

(continua)


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CADA QUAL

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo..”
Paulo (I Coríntios, 12:4)

Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a Vontade Divina te aproveitará.

Fonte: Fonte Viva – Chico Xavier/Emmanuel


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terça-feira, 10 de setembro de 2013

SENTIMENTOS E AFETIVIDADE

      
            É necessário que o amor eleve aquele que se lhe entrega, e não constitua uma base para segurança pessoal para fruição, porquanto sempre se recebe conforme se doa.
            Se alguém espera receber, é frágil ou fragiliza-se, tornando o outro seu protetor, que também tem necessidade de beneficiar-se, e não encontrando esse concurso na pessoa com quem se relaciona, consciente ou inconscientemente parte em busca de outrem.
            No enfraquecimento, as emoções inferiores aparecem e transtornam a afetividade.
            Ama, portanto, deixando que os teus sentimentos nobres governem a tua existência, e poderás fruir os benefícios que defluem dessa conduta.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

INFLUÊNCIAS OCULTAS

Emmanuel
Dos nossos sentimentos ocultos nascem os atos que praticamos à luz meridiana e dos atos que praticamos à luz meridiana surge a inspiração que nos orienta os sentimentos ocultos.
Não nos esqueçamos de que nossas inclinações superficialmente sem importância alimentam o curso de longas atividades da nossa vida.
O manancial aparentemente humilde nutre o ribeiro que atravessa dezenas de quilômetros alterando a qualidade do solo.
A fagulha simples determina o incêndio de vastas proporções.
A semente minúscula pode ser o início de grande floresta.
Assim também nossa ligeira disposição para a crítica pode atrair os gênios sombrios que geram a crueldade, impelindo-nos ao turbilhão do desespero e da delinqüência e a leve irritação pessoal pode situar-nos em conexão com as forças da cólera, induzindo-nos à posição calamitosa dos que se despenham no abismo da loucura, requisitando, por vezes, o concurso dos séculos para o retorno à luz.
Saibamos guardar o coração na fé e na bondade, conservando a palavra e as mãos no serviço infatigável do bem, de vez que plantando no tempo os valores do progresso para os irmãos que nos rodeiam, penetraremos a faixa da verdadeira fraternidade em que operam os emissários do Cristo, na construção do Reino de Deus, entre as criaturas.
Afastemo-nos das questões comezinhas em que o egoísmo e a ociosidade nos identificam com a sombra, e transformemos nossos minutos vazios em amparo incessante aos que caminham na retaguarda e reconheceremos que a esperança e a gratidão, a fortaleza e o entendimento dos outros acumularão, em nosso favor, as bênçãos da simpatia, através das quais conquistaremos a influência dos poderes celestes que nos converterá o coração em fonte perene de perene felicidade.


Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos


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