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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CONSTRUINDO AFEIÇÕES

              
                Comum algumas pessoas, ao conhecerem alguém como que instantaneamente surge afinidade, imaginar que essa ligação é antiga e remonta a outras existências.
                Já vi várias vezes isso acontecer. Há uma espécie de entusiasmo, uma ligação que se faz com o seguinte cálculo: conversa agradável + idéias semelhantes = amigo de existência pretérita.
                Parece que isso de certa forma as deixa mais próximas. É um amigo de outras épocas, dizem empolgadas com a semelhança das idéias. E colocam-se a imaginar quais as situações que já vivenciaram junto àquela alma recém apresentada pela vida.
                Quando o assunto vai para o lado do relacionamento romântico as coisas tendem a tomar uma proporção ainda maior: Encontrei minha alma gêmea, ou a “tampa da panela”, exclamam os mais entusiasmados.
                Porém, vamos verificar se isso é uma regra, ou seja, se toda afinidade provém de ligação anterior, em fonte segura: a Doutrina Espírita.
                O que diz o espiritismo?
                É possível reencontrar almas que já conhecemos de outras existências?
                Obviamente que sim. Podemos, claro, reencontrar espíritos que já estiveram junto a nós. Todavia, tanto podem ser almas simpáticas como almas antipáticas. No entanto, vale considerar ponto importante: não é porque surgiu a afinidade automática e as idéias se encontraram que, necessariamente, já conhecemos de outras existências determinadas pessoas. Não é bem assim que funciona e os espíritos, quando indagados por Kardec, na questão 387 de O Livro dos Espíritos, sobre se a simpatia vem sempre de uma existência anterior, responderam: “Não, dois espíritos que se compreendem procuram-se naturalmente, sem que necessariamente se tenham conhecido em encarnações passadas”.
                Pois bem. A resposta é bem clara e auxilia-nos a desmistificar essa questão de que se há afinidade é porque havia o conhecimento de outra existência. Nada disso. As almas afins, que vibram em sintonia semelhante, procuram-se e encontram-se sem necessitarem ter-se conhecido antes.
                Não há passaporte para a construção de novas amizades!
                O mais interessante disso tudo é a possibilidade de estarmos ampliando nossa família espiritual ao estabelecermos contatos com os mais diversos espíritos que habitam o universo.
                Novas amizades, pessoas diferentes a nos estimular o desenvolvimento e o progresso.
                Prova da bondade de Deus que não nos deixa presos a determinado círculo de conhecimento anterior. Há sempre a oportunidade de, a partir de um momento de nossa existência, construirmos novas afeições, o que, diga-se de passagem, é enriquecedor.
                Compreendemos, então, que a nossa família é a universal. A partir do momento em que formos evoluindo iremos gradativamente construindo amizade com todas as criaturas que a vida nos apresentar, sem, claro, a preocupação demasiada de ser ou não nosso amigo de existência anterior.
                Quanto maior nossa família espiritual, mais à vontade nos sentiremos em nosso lar: O universo!

Wellinton Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2013


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PLENIFICAÇÃO PELA FELICIDADE


      Todo cometimento decorre da planificação men­tal, o que é fator de triunfo ou não, de acordo com o investimento da razão. Para a plenificação do ser, me­diante a felicidade, o treinamento mental e emocional torna-se preponderante, a fim de facultar o nível de consciência compatível.
       Não há vitória sem esforço. Com a mente e a emoção tranqüilas, experimenta-se o prazer transpessoal plenificador, gerando o campo para a capacitação intuitiva. Com ela, mediante o silêncio da mente e a calma dos anseios do corpo, o self é penetrado em profundidade, e a sua percepção da realidade aumenta, facultando-lhe a conquista do co­nhecimento — a sabedoria que decorre da informação e da ação do amor — que o projeta em outras di­mensões do Espírito.
Agigantando-se a consciência, o ser alcança a paranormalidade superior e inter-relaciona-se com os seres de faixas espirituais mais elevadas, vivendo no corpo e fora dele em plenitude.
Assim alcança a iluminação, a bem-aventurança, que são as expressões máximas da felicidade.
O encontro com a vida espiritual pujante se torna uma perene fonte de alegria, refletindo-se em todas as coisas e pessoas.
A consciência, portanto, iluminada, é a responsá­vel final pela felicidade. No começo é apenas vislum­brada, intuída, até tornar-se realidade, sem a necessi­dade de alienação do mundo.
Todos os seres humanos têm direito à felicidade e devem fruí-la, desde as suas mínimas expressões às mais grandiosas, em todo o painel da existência.
Com a visão transpessoal da felicidade, tudo e todos devem ser vistos, sentidos e amados como são. A consciência os absorve com a sua estrutura.
Não seja a felicidade, no entanto, o resultado da indução externa ou de uma auto-sugestão, pois que se tornaria um engodo proposto e conseguido pelo inconsciente.
A intimidade, a identificação com a unidade, de forma persistente e natural, propiciam o manifestar da felicidade, permitindo uma entrega consciente ao self plenificador.
A felicidade é, portanto, uma forma de viver e, para que se torne permanente, é necessário que seja adquirido o nível de consciência do Espírito, e isto co­meça quando se descobre e se atenta para o que realmente se deseja da vida além dos níveis imediatos do gozo e do prazer.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 29 de outubro de 2013

PELOS FRUTOS

“Por seus frutos os conhecereis..”
Jesus (Mateus, 7:16)

Nem pelo tamanho.
Nem pela configuração.
Nem pelas ramagens.
Nem pela imponência da copa.
Nem pelos rebentos verdes.
Nem pelas pontas ressequidas.
Nem pelo aspecto brilhante.
Nem pela apresentação desagradável.
Nem pela antiguidade do tronco.
Nem pela fragilidade das folhas.
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada...
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral.
— "Pelos frutos os conhecereis" — disse o Mestre.
— "Pelas nossas ações seremos conhecidos" — repetiremos nós.


Fonte: Fonte Viva – Chico Xavier/Emmanuel


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

TEORIA E PRÁTICA

       
           Não seja de estranhar-se, portanto, que a sociedade do terceiro milênio, cansada de prazer e de sofrimento, de poder e de frustração, de glórias transitórias e de lutas exaustivas de grandeza mentirosa, pare na desabalada corrida a que se entrega em alucinação, para voltar às suas origens espirituais, para encontrar o repouso na prece, a alegria na caridade, a saúde no estímulo de viver, a fraternidade e a esperança no amor.
            Estes são dias especiais e revolucionários, nos quais as multidões, cansadas de frivolidade e de gozos vãos, farão a sua viagem na experiência do autoencontro, da autoiluminação, do bem fazer, transformando essas veneráveis teorias em práticas existenciais ditosas.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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domingo, 27 de outubro de 2013

PERANTE O MUNDO

Emmanuel
Aqueles que fogem do convívio social e abominam o mundo, a pretexto de conquistarem a santidade, certamente não ponderaram o exemplo do próprio Cristo, em nome de Quem endossam isolamento e orgulho, egoísmo e deserção.
Descendo gloriosamente do Céu à Terra não recusa o Senhor o contacto da estrebaria que lhe serve de berço.
Na infância em Nazaré, não despreza a oficina singela em que se prepara à frente na luta.
Sua primeira manifestação messiânica surge, comovedora, numa festa de casamento, quando consagra em Caná a pureza serena da alegria familiar.
Para companheiros de apostolado não hesita aceitar homens rudes do campo e da pesca, sem qualquer preconceito religioso, humanamente considerado.
Desejando exalçar a missão da mulher, não vacila em estender mãos amigas à Madalena, reconhecidamente dominada por sete gênios sombrios.
Intentando esclarecer quanto à correta administração da fortuna terrestre, não se furta à companhia de Zaqueu, homem situado à margem da fé.
Por ser puro, não se subtrai à presença dos cegos e dos leprosos, dos paralíticos e dos alienados mentais, cujas chagas e dores toca e alivia.
Porque Judas fosse inclinado a conchavos políticos, não o expulsa da assembléia dos discípulos mais queridos e suporta com paciência a ilusão de que é vítima o apóstolo desditoso.
E, por último, como se quisesse ensinar-nos que a virtude do bem é sanar o mal e que a glória de luz é extinguir as trevas, aceita a morte de ignomínia entre dois malfeitores.
Observando tudo isso, com a desculpa de comunhão com o Senhor, não te ausentes do mundo, abençoado por sua Presença Divina, porque a Terra multimilenária é a nossa sublime escola, santuário de trabalho e fonte viva de amor, a fornecer-nos teto e consolo, esperança e alimento, flor e perfume, experiência e lição, habilitando-nos, generosa, para a ascensão divina ao seio augusto de Deus.

Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos


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sábado, 26 de outubro de 2013

APROVEITAMENTO

"Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos." - Paulo. (I TIMÓTEO, 4:15.)

Geralmente, o primeiro impulso dos que ingressam na fé constitui a preocupação de transformar compulsoriamente os outros.
Semelhante propósito, às vezes, raia pela imprudência, pela obsessão. O novo crente flagela a quantos lhe ouvem os argumentos calorosos, azorragando costumes, condenando idéias alheias e violentando situações, esquecido de que a experiência da alma é laboriosa e longa e de que há muitas esferas de serviço na casa de Nosso Pai.
Aceitar a boa doutrina, decorar-lhe as fórmulas verbais e estender-lhe os preceitos são tarefas importantes, mas aproveitá-la é essencial.
Muitos companheiros apregoam ensinamentos valiosos, todavia, no fundo, estão sempre inclinados a rudes conflitos, em face da menor alfinetada no caminho da crença.
Não toleram pequeninos aborrecimentos domésticos e mantêm verdadeiro jogo de máscara em todas as posições.
A palavra de Paulo, no entanto, é muito clara.
A questão fundamental é de aproveitamento.
Indubitável que a cultura doutrinária representa conquista imprescindível ao seguro ministério do bem; contudo, é imperioso reconhecer que se o coração do crente ambiciona a santificação de si mesmo, a caminho das zonas superiores da vida, é indispensável se ocupe nas coisas sagradas do espírito, não por vaidade, mas para que o seu justo aproveitamento sejamanifesto a todos.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CONFORTO

“Se alguém me serve, siga-me.” — Jesus. (JOÃO 12:26.)

Freqüentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.
De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.
No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar-se, sem se dar ao trabalho necessário...
Muitos pedem amparo aos mensageiros do plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar-se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?
Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.
Os discípulos de Jesus podem referir-se às suas necessidades de conforto. Isso é natural. Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o. O Cristo nunca faltou às suas promessas.
Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

EUTANÁSIA DE ANIMAIS

No ano passado tive que mandar fazer eutanásia em uma cachorrinha vira-lata, que estava com câncer de mama. Ela pode ser um dos meu cachorros atuais?
            Quando os animais desencarnam, eles têm uma tendência a retornar rapidamente ao mundo físico; espíritos superiores se encarregam disso por isso encontramos em O Livro dos Espíritos, que os animais não têm tempo para uma vida de relação, portanto não vivem como seres errantes. Ao chegarem ao mundo espiritual são rapidamente colocados em contato com as colônias que os preparam para reencarnar. Em pouco tempo retornam ao mundo físico encarnados como embriões que se desenvolvem, passando por todas as fases de crescimento até o momento do nascimento. Talvez um desses animais que você tem em casa seja um deles, se nasceram depois de, no mínimo, dois meses e meio após ela deixar o corpo físico. Se já existiam antes disso, então não. Talvez, então, volte por intermédio de uma ninhada que esteja a caminho. Ou não retorne mais a esse mesmo lar, se seu aprendizado ali já tenha terminado.


Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

VÍCIO II

           
                A obesidade nasce da falta de coragem para enfrentar novas experiências; é a compensação que a criança carente, existente no adulto, encontra para sentir-se protegida.
                A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.
                Paralelamente, encontramos também na dependência da comida um vício alicerçado no medo de viver. O temor das provas e dos perigos naturais da caminhada terrena pode nos levar a uma suposta fuga.
                Os dependentes negam seu medo e se escondem à beira do caminho. Interrompem a procura existencial, dificultando, assim, o fluxo do desenvolvimento espiritual que acontece através da busca do novo. A evolução tudo melhora, sempre esteve e sempre estará desenvolvendo, desde os menores reinos da natureza até as mais complexas estruturas da consciência humana.
                O vício aparece constantemente onde há uma inadaptação à vida social. Por incrível que pareça, o viciado é um conservador, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.
                Os vícios ou hábitos destrutivos são, em síntese, métodos defensivos que as pessoas assumiram nesta existência, ou mesmo os trazem de outras encarnações, como uma forma inadequada de promover segurança e proteção.
                Assim considerando e a fim de nos aprofundar no assunto, para saber lidar melhor com as chamadas viciações humanas, devemos perguntar a nós mesmos:
                Como organizamos nossa personalidade? Como eram as crenças dos adultos com os quais convivemos na infância? Que tipo de atos permitimos ou proibimos entrar nesse processo? Quais as linhas de conduta que nos foram fechadas, ou quais os modelos de vida que priorizamos em nossa organização mental?
                Somente aí, avaliando demoradamente os antecedentes de nossa vida, é que estaremos promovendo uma auto-análise proveitosa, para identificarmos nossos padrões de pensamentos deficitários, diferenciando aqueles que nos são úteis daqueles que não nos servem mais. Dessa forma, libertamo-nos das compulsões desgastantes e dos hábitos infelizes.
                Não nos esqueçamos, contudo, de que, conforme as afirmações dos Nobres Espíritos da Codificação, o homem tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização, considerando, obviamente, que todo excesso é produto de uma viciação em andamento.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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terça-feira, 22 de outubro de 2013

VÍCIO I

           
               O vício pode ser um erro de cálculo na procura e paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém, conscientemente, busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade.
                Nosso modo de ser no mundo está sendo moldado por nossas atitudes interiores; aliás, estamos, diariamente, aprendendo como desenvolver atitudes cada vez mais adequadas e coerentes em favor de nós mesmos.
                Hábitos preferidos se formam através do tempo e se sedimentam com repetidas manobras mentais. O que funcionou muito bem em situações importantes de nossa vida, mantendo nossa ansiedade controlada e sob domínio, provavelmente será reproduzido em outras ocasiões. Por exemplo: se na fase infantil descobrimos que, quando chorávamos, logo em seguida mamávamos, essa atitude mental poderá ser perpetuada através de um hábito inconsciente que julgamos irresistível.
                A estratégia psíquica passa a ser: quando tenho um problema, preciso comer algo para resolvê-lo. O que a princípio foi uma descoberta compensadora a benéfica mais tarde pode ser um mecanismo desnecessário, tornando-se um impulso neurótico e desagradável em nossos dia a dia.
                Existem diversos casos de obesidade que surgiram no clima de lares onde a mãe é superexigente, perfeccionista e dominadora, forçando constantemente a criança a se alimentar, não levando em conta suas necessidades naturais. Pela insistência materna, ela desenvolve o hábito de comer exageradamente, prejudicando o desenvolvimento do senso interior, que lhe dá a medida de quando começar e de quando parar de comer.
                A bulimia cria para seus dependentes uma barreira que os separa da realidade e funciona como uma falsa proteção e segurança, pois eles constroem seu mundo de explicações falsas por não perceberem os fatos verdadeiros.
                Por outro lado, alguns podem argumentar sobre a ação dos distúrbios glandulares ou genéticos, mas, mesmo assim, a causa fundamental dos problemas se encontra no psiquismo humano que, em realidade, é quem comanda todo o cosmo orgânico.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A QUEIXA FAZ DE VOCÊ UM CHATO

           
               De geração em geração ouvimos as pessoas esbravejarem contra a situação do país. A velha cartilha é adotada por nossos avós que cultivaram o mesmo cântico das avaliações negativas. Nossos pais correspondem com louvor ao DNA da queixa.
                E nós fazemos nossa parte para preservar a herança familiar. E um dia, para nossa surpresa, encontramos nossos herdeiros na mesma situação. Por isso, a reclamação é perigosa, afinal torna-se uma herança comportamental transmitida pela má educação geralmente oferecida pelo exemplo.
                Portanto, sabemos muito bem que reclamar faz parte da vida de todos nós. Uma queixa, de vez em quando, talvez até ajude a movimentar o organismo e a dar mais liberdade ao espírito. Mas, daí a nos transformarmos num viciado comportamental e passar a existência anunciando desgraças, desventuras e tristezas, vai uma longa distância.
                Quando a reclamação vira mania, escapa do controle, deixa de se restringir aos limites estreitos da aceitação, ultrapassa fronteiras e se transforma num tipo de praga que vais se alastrando por onde passa.
                A doença é contagiosa. Quem der ouvidos a este hábito, dia mais cedo, dia mais tarde, começa a fazer parte do time. Sem perceber, se transforma em arauto das misérias da vida.
                Devemos ficar atentos, afinal, este vício se instala sem que sintamos e, quando menos percebemos, adotamos esta personalidade automaticamente.
                A vida nunca foi e jamais será feita só de flores perfumadas e notícias boas mas, se quisermos, poderemos colocar um pouco mais de luz na escuridão e enxergar um futuro melhor, independente das dificuldades enfrentadas, baseados no fato de que nada ocorre por acaso.
                Quando sofremos e não modificamos nossa postura diante da vida é que na verdade ainda não sofremos o bastante, não chegamos em nosso limite, não ficamos saturados da situação atual. E daí, para que a consciência da necessidade da mudança se instale é questão de tempo e, neste caso, cada um tem o seu.
                Quanto mais rápido amadurecemos, mais cedo despertamos.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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domingo, 20 de outubro de 2013

A TRAGÉDIA DO COTIDIANO II


A tragédia do cotidiano se apresenta nas mil faces da ­violência que se mescla ao comportamento geral, muitas vezes disfarçando-se até em formas de submissão rebelde e humildade-humilhante, que descarregam suas frustrações adquiri­das ao lado dos mais fortes, no dorso desprotegido dos mais fracos.
Os conteúdos psicológicos, mantenedores do equilíbrio, fragmentam-se ao choque do cotidiano agitado e desestrutu­ram o homem que se asselvaja, ou foge para a furna sombria da alienação, considerando-se incapaz de enfrentar a convi­vência difícil do grupo social, igualmente superficial, inte­resseiro, despreparado para a conjuntura vigente.
Graças a isso, os indivíduos fracassam ou enfermam, atri­tam ou debandam enquanto os crédulos ressuscitam os mitos das velhas crendices de males feitos, de perseguições da in­veja, do ciúme e do despeito, ou arregimentam argumentos destituídos de lógica para explicarem as ocorrências malsu­cedidas, danosas...
Certamente, sucedem tais perseguições; busca-se o mal­fazer; campeiam as paixões inferiores que são pertinentes ao homem, ainda em estágio infantil da sua evolução, sem que seja mau.
A sua aparente maldade resulta dos instintos agressivos ainda não superados, que lhe predominam em a natureza ani­mal, em detrimento da sua natureza espiritual.
Em toda e qualquer tragédia do cotidiano, ressaltam os componentes psicológicos encarregados da desestruturação do homem, nesse processo de individuação para adquirir uma consciência equilibrada, capaz de proporcionar-lhe paz, saú­de, realização interior, gerando, no grupo social, o equilíbrio entre os contrários e a satisfação real da convivência não com­petitiva, no entanto cooperativa.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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sábado, 19 de outubro de 2013

A TRAGÉDIA DO COTIDIANO I


  Os conteúdos psicológicos do homem hodierno são de aturdimento, instabilidade emocional, insegurança pessoal, levando-o à perda do senso trágico.
Desestruturados pelos choques comportamentais e esmagados pelo volume das informações impossíveis de serem digeridas, as massas eliminam arquétipos ou os transferem para indivíduos imaturos portadores de fragilidade psicoló­gica, aterrando-os, soterrando-os, na avalanche das necessi­dades mescladas com os conflitos existenciais.
Simultaneamente, desaparecem os mitos ancestrais indi­viduais e a cultura devoradora investe contra os outros, os coletivos, deixando as criaturas desprotegidas das suas cren­ças, dos seus apoios psicológicos.
A fé cega substituída pela ditadura da razão, destruiu ou substituiu os mitos nos quais se sustentavam os homens, apre­sentando outros, igualmente frágeis, que novamente sofrem a agressão dos valores contemporâneos.
A consciência coletiva, herdeira do choque dos opostos, do ser e do não ser, da coragem e do medo, do homem e da mulher, não sobrevive sem a segurança mítica.
Ao lado da violência que se espraia dominadora, vicejam religiões apressadas, salvadoras, na sua ingenuidade mítica, arrastando multidões desprevenidas e sem esclareci­mento que, fracassadas, no contubérnio social, ali se refugi­am, cultuando o paraíso eterno que lhes está reservado como prêmio ao sofrimento e ao desprezo de que se sentem objeto pela cultura consumista e desalmada.
A auto-realização pelo fanatismo mantém os bolsões da miséria sócioeconômica, por não trabalhar o idealismo laten­te no homem, a fim de que transforme os processos gerado­res da desgraça atual em realização pessoal e felicidade, na Terra, mesmo.
De certa maneira, o arrebanhar das multidões para as cren­ças salvadoras diminui, de alguma forma, o volume da vio­lência, que irrompe, paralelamente, porqüanto, sem o mito da salvação pela fé, toda essa potencialidade seria canaliza­da na direção da agressividade destruidora.
A agressividade salvacionista a que dá lugar, embora os prejuízos éticos e sociais que engendra, acalma os conteúdos psicológicos desviando os sujeitos dos crimes que poderiam cometer.
O mito da violência, por sua vez, nascido nos porões do submundo da miséria sócioeconômico-moral e graças à eclo­são das drogas em uso abusivo, engendra o símbolo da força, do poder, do estrelismo, no campeonato da aventura e da bra­vata, exibindo as heranças atávicas da animalidade primitiva ainda predominante no homem.
Toma-se pela força o que deveria ser dado pela fraterni­dade, através do equilíbrio da justiça social e dos deveres humanos, em solidário empenho pela promoção dos indiví­duos, dignos de todos os direitos à vida que apenas alguns desfrutam.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A VIBRAÇÃO ENERGÉTICA DO ESPÍRITO

             
               Temos aprendido com os espíritos superiores que tudo vibra no universo. Aliás, alguns estudos científicos tem-nos demonstrado essa realidade.
                O espírito, desde o início de seu processo evolutivo, quando se vincula ao átomo, já apresenta essa força magnética oriunda da lei de atração. Lembremo-nos do conceito constante em “O Livro dos Espíritos”: do átomo ao arcanjo tudo se encadeia na natureza.
                À medida que o psiquismo evolui, transitando nos reinos inferiores da criação, essa energia que ele possui, que dele se origina e o envolve, vai-se tornando mais complexa.
                Mais especificamente no reino hominal, o da razão, é que essa vibração energética alcança níveis mais intensos e funções mais precisas.
                Essa vibração revela nossa condição evolutiva, nosso estado íntimo. Equilíbrio ou desajuste, paz ou violência, calma ou irritação, e outros sentimentos exteriorizam-se através das ondas mentais, energéticas, que cada ser emite.
                Anote-se que essa psicosfera individual gera inúmeras situações incompreendidas por alguns nas relações sociais. Quantas pessoas, por trazerem o odor psíquico de antipatia, animosidade, beligerância, são excluídas dos grupos sociais, dos círculos de amizade que se formam numa classe escolar ou no ambiente profissional. Essas pessoas passam a ser evitadas sem que os demais tenham uma explicação pontual ou racional para essa ocorrência.
                Por outro lado, quantos não despertam a simpatia de muitos ainda no primeiro contato. São espíritos que trazem o rastro vibratório de amizade, de compreensão e ternura, o que acaba por gerar aceitação junto aos demais, os quase, inconscientemente, sentem-se bem diante da presença daqueles.
                Obviamente que a questão das antipatias ou simpatias ao primeiro contato também apresentam outras causas, tais como, questões reencarnatórias ou divergências e afinidades de idéias.
                Outrossim, convém destacar que o campo vibratório do espírito tem intensa atuação no momento da reencarnação, uma vez que o futuro corpo que estará sendo moldado durante a gestação sofrerá a ação desse magnetismo do ser espiritual.
                Por essa razão, temos o corpo mais apropriado para a nossa evolução.
                Antes da fecundação, o espírito reencarnante já se encontra no ambiente familiar e, consciente ou inconscientemente, sua vibração magnética, que reflete seus débitos e acertos, ativará os gametas que tenham a bagagem genética mais condizente com seu estado evolutivo e com sua necessidade de expiação ou prova.
                O espermatozóide vencedor só logrou essa conquista porque recebeu a insuflação psíquica do espírito reencarnante.
                Dessa forma, em função da freqüência com que vibre a alma é que o corpo apresentará saúde ou doenças, plenitude das faculdades orgânicas ou linitações.
                A mente desarranjada pelo remorso, pelos complexos de culpa, gerará certas deficiências ou fragilidades sobre o corpo, enquanto que mentes assinaladas pela alegria, pela consciência tranqüila, interferirão positivamente na formação do corpo e no seu desenvolvimento durante a vida física.
                Assim sendo, os chamados defeitos congênitos nunca serão produtos do acaso ou do azar, mas decorrem da ação energética da alma, que, através do perispírito, moldará o corpo que merecemos e mais apropriado à nossa evolução.
                Consigne-se que no campo das mortes violentas ou da incidência da criminalidade também encontraremos explicações nas emissões energéticas da alma, que revelam os débitos morais que estas trazem para a atual reencarnação, o que nos demonstra a justiça divina, porque foi Jesus quem nos ensinou que cada um receberia conforme suas obras.
                Nesse diapasão, quantas almas não trazem o odor psíquico da sensualidade, resultante de ações desalinhadas na área da libido, e acabam sofrendo assédio ou agressões sexuais. São as vivências malsinadas do pretérito, ressurgindo no agora com suas drásticas conseqüências.
                Muitos criminosos narram que eles tinham em mente assaltar determinada pessoa ou residência, mas no trajeto acabaram desistindo da idéia inicial e identificaram-se com outras vítimas. Alguns chegam a dizer que estiveram na frente da casa que iriam assaltar ou perto das vítimas, mas sentiram algo estranho e desistiram ou buscaram outras vítimas.
                Esse sentir algo estranho representa que a vítima emitia um odor energético que não continha a necessidade de vivenciar uma situação dessa natureza, e quando os criminosos alegam que se sentiram atraídos por outras vítimas, significa que essas traziam o rastro psíquico que denunciava o débito moral de outrora.
                É óbvio que os criminosos vinculam-se inconscientemente às vítimas.
                As vítimas trazem compromissos expiatórios, que podem ser aliviados ou diluídos pelo bem que se faça nesta existência, mas o malfeitor não faz um planejamento prévio na espiritualidade de matar, roubar ou agredir determinada pessoa; isso decorrerá do mau uso de sue livre-arbítrio, já que trará tendências morais para esse tipo de ação, que poderão ser vencidas, contidas, de forma que haverá a possibilidade de deixar de agir no mal.
                Enfatize-se, ainda, que muitas pessoas são vítimas da criminalidade não por questões reencarnatórias, mas por imprudência ou negligência. Por exemplo, o indivíduo vai a um local sabidamente perigoso, onde ocorrem muitos furtos, e deixa a chave do carro no contato porque vai entrar rapidamente numa farmácia e ocorre a subtração de seu veículo, ou fica exibindo uma grande quantia em dinheiro  e sofre um assalto que não resultou em risco para sua vida.
                Quantos querem saber para que tipo de regiões espirituais irão após a morte do corpo. Será um local de alegria ou de sofrimento? Naturalmente será a nossa vibração energética que responderá essa questão. Se tivermos uma vibração de alta freqüência, mais espiritualizada, decorrente do bem que vivenciamos, certamente nos vincularemos a colônias espirituais mais felizes. Em contrapartida, se nosso odor psíquico revela desvios morais, portanto de baixa freqüência, seremos atraídos para regiões espirituais mais infelizes.
                Assim sendo, começamos a entender como funciona a questão vibratória da alma nas mais variadas situações da vida, cabendo-nos o desafio e o empenho de educar nossos sentimentos.

Alessandro Viana Vieira de Paula

Extraído do jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2012


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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE III


Nos períodos de formação da personalidade — in­fância e juventude — é comum orientar-se o educando para as conquistas externas a qualquer preço, iden­tificando os valores sociais e econômicos, não raro em detrimento da realização interior. Somente quando são estabelecidas metas de triunfo íntimo, é que se alcança a correta identificação do ser com os lídimos objetivos da reencarnação.
Nessa fase de indefinição, muitos indivíduos são induzidos a satisfazer as ambições malogradas ou vi­toriosas dos seus pais, educadores e chefes, que pro­jetam sua sombra nos filhos, alunos e subordinados, sem pensarem na realização pessoal dos seus depen­dentes.
Essa conduta é responsável por muitos conflitos, que impedem um discernimento claro do que seja re­almente a felicidade. Diante disso, a idade da razão pode apresentar-se atemorizante e perturbada por contínuas crises existenciais.
Constatar que as conquistas feitas não são pleni­ficadoras, defrauda as aspirações e tira o sentido da vida, O triunfo e o fracasso externo também produ­zem a mesma frustração e incompletude.
Nesse período, a constatação do tudo efêmero impulsiona o ser na direção da felicidade, e é nesse nível de consciência que a busca alcança os patama­res elevados do amor desinteressado, da paz íntima e da realização espiritual, que são as condições es­senciais para culminar no encontro.
A partir daí, a reflexão se torna freqüente, a ora­ção faz-se natural e a meditação é um reconforto nor­mal. Amadurecendo, o indivíduo irradia do mundo in­terior o bem-estar e passa a fruir de felicidade.
Isto não o impede de ter problemas, que passa a administrar com equilíbrio, não se perturbando, nem se deprimindo com eles.
São os problemas, solucionados, que proporcio­nam maturidade e harmonia íntima. Sem eles, como exercícios, torna-se improvável o êxito.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE II


A felicidade se estabelece quando os dois níveis — físico e mental — harmonizam-se, ensejando o prazer emocional e transpessoal.
Nesse passo alcança-se, mediante a criativida­de, o prazer mental, o bom direcionamento da men­te, que consegue alterar para melhor a compreensão do mundo.
Esse sentido da vida, essa finalidade induz a sa­crifícios de bens, riquezas, relacionamentos, para a entrega à inspiração, do significado à busca da felici­dade. Tal prazer não se restringe apenas à arte em si mesma, ou à cultura, porém, à vida e aos seus valores, às realizações no campo pessoal, com vistas ao bem da humanidade, à superação do ego.
Um dos pontos-chave da desdita, como dos con­flitos, reside na evocação dos acontecimentos infantis menos felizes, que ressumam freqüentemente em res­sentimentos e torturas.
A crença indevida de que a infância tranqüila, descuidada, sem preocupações, seria um período sem traumas, nem sempre cor­responde à realidade. Sem dúvida, uma infância rósea é fator positivo, porém, não essencial à felici­dade.
Certas constrições e castrações, o relacionamen­to com a mãe, as inibições e pavores infantis geram inegavelmente tormentos que surgem e ressurgem em todos os demais períodos da existência. Apesar dis­so, em uma visão transpessoal da vida e do ser, cada um traz consigo as predisposições comportamentais e cármicas para a atual experiência, convivendo com os fatores que merece, graças aos quais deve amadu­recer emocionalmente e dispor-se para a auto-realização.
Qualquer tipo de crescimento, especialmente psi­cológico, redunda em sofrimento emocional.
A liber­tação de uma fase — infantil, adolescência, idade da razão — ocorre como se fora um parto com dor, culmi­nando, biologicamente, com a terceira idade, quan­do se dá a morte do invólucro carnal.
Os períodos infantil e adolescente são decisivos na existência, e todas as pessoas passam por dificul­dades e crises durante a formação da personalida­de, favorecendo conflitos compreensíveis, que levam à independência pessoal. Nem todos logram vencer as tensões internas e externas que se estabelecem a partir de então. É, no entanto, nessa fase que se defi­nem os rumos futuros do comportamento, necessi­tando-se de psicoterapias emocionais e espirituais, próprias para a libertação. Mesmo essa ocorrência, feliz ou desventurada, e sua aceitação, com o conse­quente crescimento, têm a ver com a estrutura pro­funda do self, a realidade do Espírito.
Naturalmente, as recordações infantis positivas ficam submersas, sob aquelas negativas, em razão da valorização do desagradável marcar mais o ser, do que os outros, que deveriam ser mais considerados. Tra­ta-se de um atavismo masoquista inconsciente, que predomina em a natureza humana. Assim, os proble­mas existenciais podem perturbar a identidade, quando o ser é frágil, psicologicamente, e sem expe­riências desafiadoras, espiritualmente. Mesmo nas infâncias assinaladas por dificuldades, há muita be­leza a recordar e momentos inesquecíveis, que são inerentes a essa fase, exceção feita às personalidades psicopatas e arredias, que cultivam, no seu mu­tismo ou exacerbação, os conflitos de que padecem.
Seja, porém, qual for a herança infantil que se car­regue, a busca da felicidade não deve sofrer solução de continuidade, especialmente se as vivências são conflitivas, merecendo, nesse caso, mais intensidade de reidentificação com o self.
Avançando-se terapeuticamente para a libertação dos traumas, com a fixação dos propósitos e logros de saúde emocional, consegue-se dar o passo primeiro para a conquista da felicidade que logo virá.

(continua)


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 15 de outubro de 2013

CONDIÇÕES DE FELICIDADE I

  
     Como decorrência de uma visão caótica e pessi­mista da vida, estabeleceu-se que a felicidade resulta do triunfo em qualquer área e dos prazeres de rápido deleite, o que deu origem aos de natureza material, portanto sensuais, como o orgasmo, o dinheiro, o êxi­to com todo refinamento de sucedâneos, desde a alimentação aos relaxantes banhos, massagens, varia­ções de moda, frivolidades... Apesar do bem-estar que proporcionam, cedem lugar a outros anseios, convertendo-se em tormentos — conscientes ou não — ge­radores de conflitos por competitividade, como di­ante do inevitável desgaste corporal face à idade e à doença, às fugas espetaculosas para os alcoólicos, drogas aditivas, tabaco ou depressões profundas...
Além desses, surgem, como metas felizes, os pra­zeres emocionais, que induzem aos relacionamentos humanos, promocionais, de lideranças e representa­ções sociais, políticas, econômicas, religiosas, porta­doras de grande valorização para o ego.
Essas metas, que são gratificantes, também têm o sentido do efêmero, tão rápidos são os relaciona­mentos, e perturbadores os status humanos, que não preenchem os vazios interiores.
Somente quando há uma reciprocidade honesta nesses relacionamentos, quando o intercâmbio se expressa leal e afetivo, é que a felicidade se estabelece, visto que, do ponto de vis­ta psicológico transpessoal, ela é o amar, possuir a capacidade de amar plenamente, sem imposições nem paixões egóicas.
Esse amor não pede e sempre doa; não tenta mo­dificar os outros e sempre se aprimora; não se rebela nem se decepciona, porquanto nada espera em retri­buição; não se magoa nem se impacienta — irradia-se, qual mirífica luz que, em se expandindo, mais se potencializa.
Porque esse amor não tem apego, nunca é pos­sessivo, portanto faz-se libertador, infinito, não se con­fundindo com a busca do relacionamento sexual, que pode estar embutido nele, sem lhe ser causalidade. O prazer que gera na comunhão dos sentidos não éfundamental, embora seja contributivo.
A saúde, nos seus vários aspectos, depende mui­to do amor, especialmente a de natureza psicológica, emocional, resultante, quase sempre dos relaciona­mentos íntimos, conjugais, como mecanismo comple­tador da harmonia pessoal. Esse contributo do amor preserva também o equilíbrio mental, sem o qual a felicidade se torna uma utopia paranóica. Nesse caso, o relacionamento proporciona um bem-estar igualmen­te físico e espiritual, já que não se pode dissociá-los, enquanto na conjuntura carnal.
Para esse amor de plenitude torna-se indispensá­vel uma entrega autêntica, sem subterfúgios, sem aparências, fazendo-se que sejam retiradas as más­caras e as sujeições.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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domingo, 13 de outubro de 2013

ACEITA A CORREÇÃO

“E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela..”
Paulo (Hebreus, 12:11)

A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
                A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.


Fonte: Fonte Viva – Chico Xavier/Emmanuel
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sábado, 12 de outubro de 2013

LIBERTAÇÃO GLORIOSA

  
            Pelo fato de não conseguires sucesso com um ou com outro indivíduo, não descoroçoes no formoso labor de iluminar consciências.
            Evita, naturalmente, impor aos outros os teus pensamentos, todavia, quando solicitado ou quando as circunstâncias assim o permitirem, semeia luz e confia no futuro.
            Recorda-te da parábola do semeador, não lamentando algumas sementes que se irão perder, porque aquelas que forem bem acolhidas darão frutos em abundância, compensando largamente o aparente prejuízo.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

PAZ E AMOR

Emmanuel
Referimo-nos, com freqüência, às dificuldades para que a paz se estabeleça, no relacionamento entre os homens.
Sabemos que o amor ao próximo, traduzindo ação na caridade é o caminho para semelhante conquista.
Ser-nos-á preciso, porém, impregnar a própria alma no bálsamo da compreensão, a fim de alcançá-la.
Recordemos que nenhum de nós – os espíritos ainda vinculados à evolução da Terra – estará sem alguma necessidade por atender.
Quando estendas as mãos no socorro aos companheiros em penúria material, não olvides doar entendimento àqueles outros que parecem desvairados na ambição destrutiva, esquecidos de que a fortuna é um dom de Deus para que a bênção do progresso geral alcance a vida comunitária.
Amparando aos doentes do corpo, com os recursos possíveis, não sonegues simpatia para com aqueles que deliram nas idéias da posse absoluta, desfrutando levianamente as bênçãos de Deus, como se Deus não existisse.
Ensina o caminho do bem aos corações ainda incultos, entretanto, não condenes os companheiros que trazem o cérebro iluminado pelo conhecimento superior, sem coragem de trilhá-lo.
Auxilia aos irmãos que se mostram avançados na quilometragem da idade física, às vezes, amargurados pela marginalização ou pelo abandono dos entes que mais amam, entretanto, ajuda como puderes àqueles outros que se encontram, ainda, no verde da juventude, sob o risco de queda em perigosos enganos.
Ampara os fortes, para que não esmoreçam nas boas obras e escora os fracos que perderam a confiança em Deus e em si mesmos.
Ajuda aos bons para que se façam melhores e inclui no teu pronto-socorro de oração aqueles que, por enquanto, se deixam marcar pela moléstia da crueldade.
Todos somos credores do auxílio uns dos outros. O ódio, em suas múltiplas variações, é a sombra que escraviza às algemas da expiação e do sofrimento milhões de criaturas terrestres.
Imaginemos a liberação como sendo o templo do amor ao próximo.
A porta de acesso a semelhante santuário tem o nome de serviço, mas não podemos esquecer que a compreensão é a chave.
Não comentes o mal para que o mal não se estenda, não te refiras à sombra para que a sombra não envolva o caminho.

Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos


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