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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 31 de maio de 2014

AMIZADE

                Não há pior solidão do que a do homem sem amigos. A falta de amizade faz com que seu mundo de afetividade se transforme em um enorme deserto interior.
                Entre amigos não existe nenhum limite às confidências, pois a virtude principal que os une é a sinceridade. Para que tenhamos maior compreensão sobre a amizade, é necessário analisarmos as profundezas da intimidade humana.
                A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem.
                Portanto, a criatura não deve endurecer o coração e fechá-lo à sensibilidade, se receber ingratidão de seus amigos. Isso seria um erro, porquanto o homem de coração se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra.
                De certo modo, temos por crença que amigos leais são somente os que compartilham os mesmos gostos, tendências, entusiasmos e ideais; que devem estar sempre à nossa disposição, concordar com tudo o que pensamos e de que precisamos e que jamais devem ter sentimentos contraditórios.
                Se realmente alimentarmos essa crença de que os amigos verdadeiros são aqueles que se modelam ao nosso perfeito idealismo mítico, isto é, relacionamentos estruturados em castelos no ar, poderemos estar vivendo, fundamentalmente, sob uma consistência irreal a respeito de amizade.
                O crescimento de nossas relações com os semelhantes depende da nossa habilidade em não ultrapassar as possibilidades limitativas de cada um e de obtermos uma compreensão das restrições da liberdade e disponibilidade dos amigos, ficando quase sempre atentos às conexões que fazemos com nossos devaneios emocionais.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: verlaineprado.blogspot.com

sexta-feira, 30 de maio de 2014

NA VIA PÚBLICA

A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender.

Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso.

Caminhe em seu passo natural dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.

Se você está num coletivo, acomode‐se de maneira a não incomodar os vizinhos.

Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis de lhe amargurarem por longo tempo.

Recebendo as saudações de alguém, responda com espontaneidade e cortesia.

Não detenha companheiros na vida pública, absorvendo‐lhes tempo e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno.

Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade e a gentileza, conquanto a pressa, frequentemente, esteja em suas cogitações.

Em meio às maiores exigências de serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto.

Rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assobios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com o acatamento que reclamamos para nós.

Você não precisa dedicar‐se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável é possível escutar com tolerância e bondade, sem ferir o interlocutor.

Pessoa alguma, em sã consciência, tem a obrigação de compartilhar perturbações ou conflitos de rua.

Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemo‐nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providenciemos o socorro possível.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.mobilize.org.br

quinta-feira, 29 de maio de 2014

CAUSA DANO PSICOLÓGICO À CRIANÇA UM CASAL HOMOSSEXUAL ADOTÁ-LA?

Há alguns meses na cidade de São Paulo participei de seminário sobre homossexualidade com renomado psicólogo.
Uma das perguntas endereçadas a ele foi a seguinte: - Qual o dano psicológico para uma criança se for adotada por um casal homossexual?
Sua resposta foi: - Nenhum dano psicológico, portanto o fundamental não é a opção sexual dos pais, mas, sim, as referências de pai e mãe que a criança deve ter em sua educação. E continuou o aluno a perguntar: - Mas esta criança não poderá ser homossexual como seus pais? – Bem, disse ele, lembre-se, meu caro amigo, que todo homossexual é filo de um casal heterossexual.
Pode ser considerada família esta composição: papai, papai e filhinhos? Ou : Mamãe, mamãe e filhinhos?
Pesquisa realizada pela USP, uma das mais renomadas universidades de nosso pais, e coordenada por Ricardo Vieira de Souza, corrobora e que não há danos psicológicos para a criança adotada por canais homossexuais, porquanto, como já dissemos, o relevante é a referência de pai e mãe, ou seja, os papéis desempenhados pelo casal.
Portanto, pode ser considerada uma família a que é formada por casal homossexual que adota crianças, sem qualquer problema.
Você poderá me indagar: - Mas, então, você é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo?
Não sou a favor e nem contra. Também não estou em cima do muro. Sou a favor da felicidade, do amor e de crianças bem cuidadas, que recebam carinho e afeto, enfim, uma boa educação.
Sabe o que causa dano psicológico a uma criança? Violência, seja física ou psicológica. O que causa danos são os pais espancando-se, agredindo-se com palavras de baixo calão ou fazendo chantagens emocionais... Amar alguém não causa dano algum, jamais causará dano quando se quer bem a um ser humano.
Jesus, em sua infinita sabedoria afirmou que o importante desta vida é amar, fazendo ao próximo tudo aquilo que queremos nos seja feito.
Ora, como cristãos e espíritas, cabe-nos exercitar o amor, não julgando situações que nos escapam ao alcance. Desconhecemos o histórico espiritual das pessoas envolvidas, dos homossexuais e também dos heterossexuais, logo, é complicadíssimo qualquer julgamento sobre alguém que está simplesmente utilizando o seu direito de amar.
Já nos disse Kardec que a natureza deu ao homem a necessidade de amar e ser amado. Maravilha de mensagem!
Portanto, papai, papai e filhinho e mamãe, mamãe e filhinho só causarão dano à criança se não tiverem amor um pelo outro...
Nunca se perde por amor... Nunca se perde... seja de mesmo sexo ou sexo oposto, quando se tem amor tudo se resolve.

Wellington Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2014
imagem: pequenasepifaniasegrandedevaneios.blogspot.com

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A RIGOR

Cap. I – Item 7
Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual.
Reino de Deus – estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes.
Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade.
Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura.
Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano.
Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito.
Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.
Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.
Dia de juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta.
Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevando-se a passos mais altos de evolução.

O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas”.
A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.
Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: www.autoresespiritasclassicos.com


terça-feira, 27 de maio de 2014

TENDE CALMA

“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (JOÃO 6:10.)

Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas. Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães de cevada e dois peixes.
Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia. E distribuí o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam nEle, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem, todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais desorientados, porquanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: querosabersobredeus.wordpress.com

domingo, 25 de maio de 2014

JESUS E CORAGEM II

Apóia-te nEle.
Sob tribulação ou fora dela, busca-O.
Em dúvida atroz ou perseguido, pensa em como Ele agiria nessa situação, e faze conforme te inspire a consciência reta.
Reflexiona com tranqüilidade em torno da coragem de Jesus e busca-Lhe o exemplo.
Tem coragem de viver!
Não te escondas, nem escamoteies a tua situação sob desculpas e mentiras.
Auto-analisa-te, banhado pela claridade dos ensinamentos dEle e rompe os grilhões que te jugulam ao medo, à insegurança, à instabilidade, ao sofrimento moral e físico.
Enfrenta com naturalidade os teus limites e angústias, confiante na vitória, não te evadindo dos deveres que te compete realizar.
Em cada insucesso aprende como não repetir a façanha, sem depressão ou arrependimento.
A experiência é a súmula das tentativas que deram resultados positivos e negativos.
Nunca temas a ninguém, atribuindo-lhe uma superioridade e valor que
certamente não possui.
Respeita, sim, as conquistas de cada pessoa, considera-a e toma-a como
estímulo para ti, a fim de que também alcances essas realizações superiores.
Concede-te o direito de ser humano e o dever de cresceres sempre, sem que te detenhas no degrau ou patamar onde te encontras.
Age sempre ajudado pelo otimismo.
O medo é inimigo atroz, que dizima vidas aos milhões.
A coragem nasce nos valores morais do homem que elege a conduta correta para uma vida feliz.
A coragem de viver deve ser treinada continuamente, vencendo as pequenas barreiras da timidez, dos receios de fracassos, dos complexos de inferioridade, das doenças reais ou imaginárias, fortalecendo o ânimo em cada triunfo e reconsiderando a ação em cada insucesso.
Coragem é conquista que difere muito da temeridade.
O homem de coragem espera, confia e age no momento próprio, enquanto que o temerário faz-se precipitado, impiedoso e irresponsável.
Toma como exemplo para tua vida a coragem de Jesus e segue tranqüilo.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

sexta-feira, 23 de maio de 2014

JESUS E CORAGEM I

A coragem de Jesus!
A Sua foi uma vida de constantes desafios.
Em luta contínua em favor do Bem, jamais deixou de agir corretamente, com desassombro.
A mensagem de que se tornara portador, objetivando libertar as consciências humanas para a Verdade, dEle fez o paladino da coragem.
Nunca anuiu com o crime disfarçado de legalidade; com a arrogância mascarada de humildade; com a injustiça apoiada pelos poderosos; com a hipocrisia travestida de honestidade; com a discriminação de qualquer natureza sob justificativas sociais, econômicas, raciais ou religiosas.
Elegeu um samaritano como exemplo de solidariedade, em detrimento de um sacerdote presunçoso e de um levita astuto, que desfrutavam de algum prestígio na comunidade dominadora, embora aquele fosse detestado e desconsiderado.
Apoiou a mulher, que se tornara objeto de prazeres e era acusada publicamente de haver induzido o homem ao pecado, ao crime, com naturalidade e ternura, escolhendo uma equivocada, de conduta pública irregular, para torná-la mensageira da boa nova da Sua ressurreição.
Fez-se a voz dos humildes e esquecidos, os sem direitos nem apoio, a fim de que os seus justos reclamos se fizessem ouvidos.
Conviveu com as pessoas ditas de “má vida”, sem receio de contaminação, com total desprezo dos que possuíam privilégios em uma vida má, à qual se entregavam ocultamente.
Sua palavra, suave ante os sofredores, tornava-se contundente e viril diante dos perversos, dos bajuladores e dos pusilânimes, os quais nunca temeu.
Em momento algum receou perder a vida, pois que para isso viera.
Não negociou favores ou submeteu-se às conveniências humanas.
Humilde, não se fez subserviente; afável, não se tornou piegas; amigo, não se qualificou subalterno.
Sempre estóico, mantinha a linguagem e a conduta próprias para cada ocasião, pessoa e circunstância, sem afastar-se do roteiro que estabelecera.
Viveu e agiu com firmeza, fora de subterfúgios, mantendo um só comportamento; o de fidelidade a Deus.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

quinta-feira, 22 de maio de 2014

RECURSOS PARA A LIBERAÇÃO DOS SOFRIMENTOS II

b)   Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio.
Não há solo, por mais sáfaro, que, tratado, não permita o vicejar de plantas. Em todo sentimento existem terras férteis para a bondade, mesmo quando cobertas por caliça e pedregulhos. Um trabalho, breve que seja, afastando o impedimen­to, e logo esplendem os recursos próprios para a sementeira da esperança.
Os indivíduos que se notabilizavam pela maldade na vida privada e no seu círculo social, revelavam-se bondosos e gentis tornando-se amados pela família e pelo grupo, mesmo co­nhecendo-lhes as atrocidades em que eram exímios.
A maldade sistemática, a impiedade, o temperamento hostil revelam as personalidades psicopatas que, antes, ne­cessitam de ajuda, ao invés de reproche. A bondade, neles latente, aguarda o momento de manifestar-se e predominar, mudando-lhes o comportamento.
Com tal atitude, a de identificar a bondade, torna-se pos­sível a superação do sofrimento, como quer que se apresente, especialmente o que tem procedência moral.
c) Aplicar a compaixão quando agredido.
Uma reação de pesar, ante o ato infeliz, produz um efeito positivo no agressor. Proporciona o equilíbrio à vítima, que não desce à faixa vibratória violenta em que o outro se demo­ra. Impede a sintonia com a cólera e seus famanazes, impos­sibilitando a instalação de enfermidades nervosas e distúrbi­os gastrointestinais e outros, face à não absorção de energias deletérias.
A compaixão dinâmica, aquela que vai além da piedade buscando ajudar o infrator, expressa bondade e se enriquece de paixão participativa, que levanta o caído, embora seja ele o perturbador.
Essa conduta impede que se instale o sofrimento na cria­tura.
d) O amor deve ser uma constante na existência do homem.
Há em tudo e em todos os seres a presença do Amor. Em um lugar revela-se como ordem, noutro beleza e, sucessivamente, harmonia, renovação, progresso, vida, convocando à reflexão.
O amor é o antídoto mais eficaz contra quaisquer males. Age nas causas e altera as manifestações, mudando a estrutu­ra dos conteúdos negativos quando estes se exteriorizam.
Revela-se no instinto e predomina durante o período da razão, responsabilizando-se pela plenificação da criatura.
O amor instaura a paz e irradia a confiança, promove a não-violência e estabelece a fraternidade que une e solidariza os homens, uns com os outros, anulando as distância e as suspeitas. É o mais poderoso vínculo com a Causa Geradora da Vida. É o motor que conduz à ação bondosa, desdobrando o sentimento de generosidade, ao mesmo tempo estimulando à paciência.
Graças à sua ação, a pessoa doa, realizando o gesto de generosa oferta de coisas, até o momento em que é levado à autodoação, ao sacrifício com naturalidade.
O amor é o rio onde se afogam os sofrimentos, pela im­possibilidade de sobrenadarem nas fortes correntezas dos seus impulsos benéficos. Sem ele a vida perderia o sentido, a sig­nificação. Puro, expressa, ao lado da sabedoria, a mais rele­vante conquista humana.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: dharmadhannyael.blogspot.com

quarta-feira, 21 de maio de 2014

RECURSOS PARA A LIBERAÇÃO DOS SOFRIMENTOS I

       O sofrimento, em si mesmo, é fonte motivadora para as lutas de crescimento emocional e amadurecimento da perso­nalidade, que passa a compreender a existência de maneira menos sonhadora e mais condizente com a sua realidade. Os jogos e ilusões da idade infantil, superados, dão ensejo a uma integração consciente do indivíduo no grupo social no qual se encontra, fomentando o esforço pelo bem dos demais, por saber-se membro valioso e entender, por experiência pesso­al, os gravames que a dor proporciona. Inobstante esta ex­periência lúcida, sabe que o esforço a envidar para liberar-se dos sofrimentos é, por sua vez, conquista da inteligência e do sentimento postos a serviço da sua realização pessoal e co­munitária.
Na maior parte dos métodos, a vontade do paciente pre­valece como fator de alta importância.
Excetuando-se os re­feridos sofrimentos, e mesmo em grande parte deles, a reflexão bem direcionada gera uma psicosfera de paz, renovadora, que o envolve e alimenta, levando à liberação deles.
Relacionemos algumas fases da terapia liberativa:
a)  Considerar todos os indivíduos como dignos de ser amados e tomar por modelo alguém que o ama e se lhe dedica, por isto mesmo, credor de receber todo o afeto.
Este sentimento, sem apego nem interesse gerador de emoções perturbadoras, desarma o indivíduo de suspeitas, de ansiedades e medos, ao mesmo tempo dirimindo as incom­preensões de outrem e desarticulando quaisquer planos infe­lizes.
Uma visão favorável sobre alguém dilui as nuvens den­sas que lhe obscurecem a personalidade, facultando um rela­cionamento positivo. A não-reação à agressividade do outro desmantela-lhe a couraça de prepotência, na qual se oculta. Se a resposta é otimista e sem azedume, conquista-o para um intercâmbio útil, ampliando-lhe o círculo de expressões afe­tivas. Logo, este sentimento contribui para anular os efeitos do sofrimento moral e dissipar algumas, senão todas as suas causas perturbadoras.
O ato de ver bem as demais pessoas, torna-se um hábito terapêutico preventivo, em relação às agressões do meio am­biente, dos companheiros, constituindo um encorajamento para a luta libertadora.
O cultivo, a expansão de idéias e conceitos edificantes apagam o incêndio ateado pelo pessimismo da maledicência, da inveja, da calúnia, tornando respirável a atmosfera social do grupo onde o homem se localiza.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: coracaonapalavra.wordpress.com

terça-feira, 20 de maio de 2014

QUANDO A PUREZA ESTIVER CONOSCO

            Quando a pureza estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo a desventura respeitável do nosso irmão. Quando a pureza morar em nossos ouvidos, receberemos a calúnia e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam sem o exato conhecimento de nossas intenções. Quando a pureza se demorar em nossa boca, a maledicência surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável do amigo que nos procura, veiculando-lhe o veneno, e saberemos fazer o silêncio bendito com que possamos impedir a extensão do mal. Quando a pureza se associar ao nosso raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz de nossa fé para a justa resistência. Quando a pureza respirar em nosso coração, o endurecimento espiritual jamais encontrará guarida em nossa alma, porque o calor de nosso carinho se irradiará em todas as direções, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos nossos irmãos que ainda se confiam à ignorância. Quando a pureza brilhar em nossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para o abençoado serviço do amor que o Mestre nos legou. “Bem-aventurados os puros de coração” – proclamou o Divino Amigo. Sim, bem-aventurados os que esposam o bem ara sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando, invariavelmente, o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a miséria e a crueldade inflamem a Terra para tormento da Vida.


Do livro: Deus Conosco – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: sidonemeditandonapalavra.blogspot.com

segunda-feira, 19 de maio de 2014

MÁS TENDÊNCIAS

                Muitas vezes justificamos nossas limitações alegando nossas tendências naturais, ou seja, somos vítimas de nós mesmos, afinal, nascemos assim. Porém, na verdade, nossas tendências são o resultado do que fizemos de nós próprios na sequência natural das existências sucessivas.
                Afirmando que nossas  tendências não podem determinar nosso caráter nem justificar nossas inclinações, afinal, se temos a liberdade de pensar, temos a de agir.
                Romper o vício da lamentação é sempre possível, nunca fácil. Mas, todo aquele que quer progredir, sempre pode ou não haveria a lei do progresso que rege todo o adiantamento da vida cooperando para o bem.
                Geralmente costumamos dizer que somos assim, nascemos assim e quem quiser tem que gostar de nós como somos. Existe aí uma verdade distorcida pois somos obras inacabadas e, por causa disso, mudando o tempo todo.
                Em verdade, nascemos para mudar constantemente e não entender essa proposta é andar na contramão da vida onde, inevitavelmente, sofremos.
                Para deixar o hábito da queixa, assim como qualquer outro, é necessário empenho e uma forte decisão. Lembremos que muitas vezes estamos parando com um comportamento que realizamos há várias existências e, por esta razão, entende-se a natural dificuldade de tal proposta.
                Contudo, uma vez vencida a difícil transformação de comportamento, temos este benefício para sempre, pois a liberdade que toma posse daquele que se educa para não mais queixar-se é fascinante.
                O problema é que muitas vezes acabamos a nos afeiçoar com o hábito da queixa até pela falta de assunto. Algumas vezes, faz com que acabemos por falar de nossa vida e daí nos apegamos ao seu lado menos feliz – já é uma questão de cultura.
                Por isso, aquele que quer verdadeiramente deixar este vício deve fazer um acordo consigo mesmo. Esta transformação trata-se de uma proposta íntima. Muitas vezes, acabamos falando de nossas intenções de parar com a queixa para as outras pessoas mas sem compromisso pessoal.
                Já que estamos iniciando nossa terapia, é importante admirar a figura do não queixoso, querer verdadeiramente ser assim, se orgulhar por passar por dificuldades sem questionar, afinal, este é o caminho.
                Diante de qualquer situação em que estejamos, sempre Jesus é o modelo a ser seguido e, desta forma, é fundamental para que tenhamos êxito em nossa terapia antiqueixa nutrirmos sempre a figura de Jesus a nos conduzir.
                A resignação na cruz é o primeiro passo para vencermos em nós a manifestação inferior da lamentação.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: paroquiaimaculadaconceicao.com.br

domingo, 18 de maio de 2014

ANSIEDADE

                De nada adiantará teu desespero e aflição, pois a Vida Maior não te dera ouvidos dessa forma.
                Vive com plenitude o presente e verás o futuro relatar as consequências dos teus atos do ontem, que contam tua própria história de vida.
                Tudo aquilo que precisares aprender, discernir e compreender chegará em tua existência repetidas vezes até dares a devida atenção, efetuando assim a aprendizagem necessária.
                A vida te escutará, auscultando tua intimidade, ou seja, tuas reais necessidades da alma.
                A tua ansiedade não mudará o curso da natureza. Tudo acontece naturalmente, visto que as Leis Naturais ou Divinas não promovem saltos nem extrapolam os ditames estabelecidos por Deus, inseridos nelas mesmas.
                Não tentes mudar a sequência dos fatos. Existem etapas regidas por ciclos evolutivos que são, em verdade, o processo espiritual de desenvolvimento de cada um. Cada fase antecede a outra; portanto, tudo está equilibrado harmonicamente pelas normas do Poder Divino.
                Experiência é a soma dos teus desacertos e desenganos. O sábio conhece o limite do necessário porque nele reside uma capacidade extraída das diversas experiências vividas ao longo das existências. Em relação ao limite do necessário, assim declaram os representantes do Espírito da Verdade: Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à tua própria custa.
                Não queiras burlar as barreiras naturais do universo, acalma-te, procura caminhar passo após passo, porque somente assim chegarás à serenidade que tanto procuras.
                Não tentes fazer de tua vida um caminho meticuloso, calculando tua existência minuciosamente, pois estarás prejudicando o ritmo natural dos acontecimentos.
                Deus fala contigo pela voz silenciosa de teu coração. Centraliza-te em ti mesmo e do âmago de tua alma perceberás amorosamente que, na natureza, tudo cresce em harmonia.
                Não tenhas pressa – a paciência te ajudará a atravessar o momento de crise e os frutos do amanhã serão proporcionais à tua paciência de agora.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: medicinatc.blogspot.com

sábado, 17 de maio de 2014

APRESENTAÇÕES

Em se vendo objeto de apresentação, não deve enunciar seus títulos e lances autobiográficos, mas se você apresenta alguém, é justo lhe decline o valor sem afetação.

Diante de algum apontamento desairoso para com os ausentes, recorde o impositivo do respeito e da generosidade para com eles.

Nunca é impossível descobrir algo de bom em alguém ou em alguma situação para o comentário construtivo.

Qualquer criatura que se mostre necessitada de pedir‐lhe um favor, é um teste para a sua capacidade de entendimento e para os seus dotes de educação.

Um mendigo é um companheiro no caminho a quem talvez amanhã tenhamos de solicitar apoio fraterno.

A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.

Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz.

Toda vez que você destaque o mal, mesmo inconscientemente, está procurando arrasar o bem.

Não critique, auxilie.

Para qualquer espécie de sofrimento é possível dar migalha de alívio e amparo, ainda quando semelhante migalha não passe de um sorriso de simpatia e compreensão.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.blogdodiego.net.br

sexta-feira, 16 de maio de 2014

OS EVANGELHOS NA MIRA DOS CRÍTICOS

                Desde que o espiritismo provou, de forma irrefutável e inequívoca, a imortalidade da alma, mão se pode mais ajuizar os fatos ditos sobrenaturais a partir de teorias infantis, idiotas, materialistas.
                Na verdade, a grandeza da doutrina trazida por Jesus não consiste no fato de o Evangelho ser de Mateus, Marcos, Lucas ou João, mas na beleza imortal que se irradia de suas lições, atravessando as idades, irradiando os corações.
                Na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, vemos Allan Kardec dando a devida credibilidade às matérias contidas nos Evangelhos. Observa o Codificador que se pode dividi-las em cinco parte: os atos ordinários da vida do Cristo, os milagres, as predições, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral.
                Observa Kardec:
                Se as quatro primeiras partes tem sido objeto de discussões, a última permanece inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno onde todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Porque ela nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda parte provocadas pelos dogmas. Se o discutissem, as seitas teriam, aliás, encontrado a sua própria condenação, porque a maioria delas se apegara mais à parte mística do que à parte moral, que exige a reforma de cada um.
                A existência de Jesus é tão mais firmada na História do que qualquer oura. Os fatos comprovados e investigados atualmente nas pesquisas universitárias, não apenas nas pesquisas dos religiosos, mostram que realmente Jesus existiu, foi um homem, agiu intensamente na Palestina, criou uma nova concepção do mundo, que foi registrada pelos seus discípulos, aparecendo mais tarde nas formulações dos Evangelhos.
 Altamirando Carneiro
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2014
imagem: trilhosdesperanca.blogspot.com

quinta-feira, 15 de maio de 2014

OS OUTROS

Cap. XIII – Item 13
Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros.
Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio...
Pára um pouco e perceberá a presença nas sombras da retaguarda.
Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos.
Volta-te e vê.
Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da ramagem nas trevas...
Pára e compadece-te.
Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito.
Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou?
A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira.
Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
– ”Deus de Bondade, que farei, sozinha, neste abismo estarrecedor?”
O Pai não lhe respondeu, mas, tempos depois, a gota singela era retirada do mar, convertida numa pérola para adornar a coroa de um rei.
Dá também algo de ti aos que bracejam no torvelinho do sofrimento, e, mesmo que possas ofertar apenas um pingo de amor aos que padecem, tua dádiva será filtrada pelas correntes da angústia humana e subirá, cristalina e luminescente, na direção dos céus, para enfeitar a glória de Deus.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: tiraamaodai.blogspot.com

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O TESOURO ENFERRUJADO

“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” — (TIAGO, capítulo 5, versículo 3.)

Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém, desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos, com respeito à redenção das criaturas.
De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a humildade pede a admiração dos outros.
Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados.
Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.
Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: caoquefuma.com.br

terça-feira, 13 de maio de 2014

ESTRÉIA DO FILME "CAUSA E EFEITO"


NOVO FILME ESPÍRITA ESTRÉIA EM JULHO

"Causa e Efeito" do renomado diretor André Marouço ( O Filme dos Espíritos) tem estréia nos cinemas programada para dia 3 de julho com distribuição das principais distribuidoras de cinema independente brasileiras, a Paris Filmes e a Downtown Filmes de Marcio Fraccarolli e Bruno Wainer responsáveis por filmes como Chico Xavier - o Filme, o Filme dos Espíritos e E A Vida Continua... Veja agora o trailer e vá ao cinema assistir o filme.


SINOPSE

Inspirada na Lei de Causa e Efeito, codificada por Allan Kardec, a trama conta a história de Paulo, um policial que vive uma vida tranquila e estável com sua família. Num momento de lazer, Paulo perde a esposa e o filho em um acidente de carro causado por um motorista alcoolizado. Revoltado pelo homem não ter sido preso, ele resolve tornar-se um justiceiro e acertar contas a mando de seu chefe.

Quando recebe a proposta para matar uma garota de programa, ele encontra em seu caminho um trio de velhinhos religiosos - um padre, um pastor e um espírita - o que causa importantes mudanças em sua vida. Ao longo da trama, os personagens tomam ciência de que o drama que os envolve é o efeito cuja causa remonta a uma encarnação passada. 

TRAILLER




Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/events/event/show?id=2920723:Event:1409949&xgs=1&xg_source=msg_share_event

domingo, 11 de maio de 2014

JESUS E ALEGRIA III

Jesus, apenas uma vez, deixou-se vestir de tristeza, de amargura. No Getsêmani, quando só Ele velava e os amigos, ali próximos, dormiam, embora aquela fosse a hora decisiva, o pré-final. E o permitiu por piedade para com os companheiros invigilantes, que se não davam conta da gravidade do momento.
Sempre Ele cultivou a alegria da esperança, a bênção da saúde, a dádiva da paz.
O Seu, foi o ministério do júbilo, da transformação do homem e do mundo velhos em uma criatura e sociedade inteiramente novas.
Renascimento é vitória sobre a morte. É alegria que procede da libertação.
Rasga, portanto, essa mortalha de sombras sob a qual ocultas todas as tuas possibilidades de triunfo, e sai a semear fraternidade na grande vinha que te aguarda.
Realiza um novo, um atual encontro contigo mesmo e examina-te melhor, sem deplorares a situação em que te encontras, e vai na direção do êxito. Isto é fundamental, não como um pagamento, porém como um dever que te falta cumprir, a fim de te recuperares. Deus te concede esse direito e tens que corresponder-Lhe, usando-o em teu benefício.
Provavelmente sofres pressões, que são uma falta de humanidade, mas tua é a submissão a essa força constritora que aceitas.
Se, em verdade, queres sair da tristeza, podes. Em caso contrário, és responsável por ela, assim te comprazendo, o que é séria enfermidade.
“Alegrai-vos”, propôs Jesus, “é chegado até vós o reino de Deus.”
Este reino está dentro de nós, esperando ser descoberto e habitado.
Aguarda-te, desafiador. Chegou até onde estás. Dá o teu passo em sua direção, penetra-o, deixa-te por ele preencher e alegra-te para sempre, como herói que concluirá a luta.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

sábado, 10 de maio de 2014

JESUS E ALEGRIA II

Essa tristeza pode resultar de dois fatores, entre outros: reminiscências do teu passado espiritual e perturbação com repercussão obsessiva.
No primeiro caso, as impressões pessimistas devem ser eliminadas, alijando-as do inconsciente, sob pressão de idéias novas, agradáveis, positivas, que te cumpre cultivar, insistindo em fixá-las nos painéis mentais.
Se te acostumas a pensar bem, superarás as lembranças más.
Os hábitos se enraízam, porque se repetem, dominando os automatismos da mente e do corpo.
Na segunda hipótese, a hospedagem mental e emocional de Entidades desencarnadas, malévolas, ocorre porque encontram sintonia nas tuas faixas psíquicas, estabelecendo contato hipnótico que se agrava com o tempo.
Em ambos os casos te encontras incurso em débitos para com as soberanas Leis da Vida.
Não te reencarnaste, porém, apenas para pagar, antes, sim, para ressarcir com amor, liberando-te dos compromissos negativos mediante as ações relevantes.
És candidato às cumeadas da montanha, e não um condenado às galés nas sombras do remorso inútil ou no charco das lágrimas perdidas.
Se permaneces na situação infeliz, tornas-te vítima de ti mesmo. Todavia, se te resolves por sair do caos, transformas-te em teu próprio psicoterapeuta.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: www.pisa.tur.br

sexta-feira, 9 de maio de 2014

JESUS E ALEGRIA I

Essa tristeza que te domina, amargurando as tuas horas, é grave enfermidade que deves combater a partir de agora.
Nenhuma complacência para com ela, nem justificativa enganosa para aceitá-la. Os argumentos de infelicidade quanto de insatisfação não passam de sofismas e mecanismos de evasão da realidade.
Problemas todos os têm, com um imenso universo de apresentação. A falta deles geraria, por enquanto, desmotivação para a luta, para o progresso.
Essa nostalgia deprimente que te aliena e consome é adversária cruel, a que te entregas livremente sem reação, ampliando-lhe o campo de domínio, à medida que lhe cedes espaço.
Seja qual for a razão, fundamentada em acontecimentos atuais, deves transformar em bênção que te convida à reflexão e não ao desalento.
A tristeza é morbo prejudicial ao organismo, peste que consome a vida.
Tudo, em tua volta, é um hino de louvor, de alegria, de gratidão a Deus.
Observa-o bem.
Somente o homem, porque pensa, se permite empolgar pela tristeza, descambando para os surdos conflitos da rebeldia.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

quinta-feira, 8 de maio de 2014

OS SOFRIMENTOS HUMANOS II

Encontrado o sofrimento, o homem tem o dever de iden­tificar as suas causas, que procedem dos atos degenerativos próximos ou remotos, referentes às suas reencarnações. Ao lado daqueles que ressumam das dívidas cármicas, estão os decorrentes das suas emoções desequilibradas, que têm nas­centes no egoísmo, no apego, na imaturidade psicológica. Dentre outros, apresentam-se em plano de destaque, o medo, o ciúme, a ira, que explodem facilmente engendrando sofri­mento.
Chega o momento de buscar-se a cessação deles, qual ocorre com as enfermidades que devem ser tratadas com ca­rinho, porém com disciplina. De um lado, é imprescindível ir-se às causas, a fim de fazê-las parar, ao mesmo tempo evi­tar novos fatores desencadeantes. Conhecidas as origens, mais fáceis se tornam as terapias que, aplicadas convenientemen­te, resultam favoráveis ao clima de saúde e de bem-estar.
O esforço empreendido para o término do sofrimento, apresenta-se em etapas que se vão incorporando ao dia-a-dia do indivíduo cioso da sua necessidade de paz.
Impõe-se-lhe o trabalho de condicionar a mente à neces­sidade da harmonia, recorrendo à meditação em torno das finalidades altruísticas da vida, disciplinando a vontade, exer­citando a tranqüilidade diante dos acontecimentos que não podem ser evitados, das ocorrências denominadas tragédias, das quais pode retirar excelentes resultados para o comporta­mento e a auto-realização. O processo da cessação do sofri­mento dá-se, ainda, através do sofrimento que propicia satis­fação pela certeza que advém de se estar liberando da sua áspera constrição.
Enfrentar, portanto, o sofrimento, sem válvulas psicoló­gicas escapistas, é uma atitude saudável, muito distante da distonia masoquista habitual. Também resulta de uma dispo­sição consciente para o homem enfrentar-se desnudado, com uma visão otimista em torno do futuro por conquistar.
Realmente, o sofrimento faz parte do mecanismo da evo­lução na Terra. Nos reinos vegetal e animal ele se encontra na embrionária percepção das plantas, que sofrem as agressões e hostilidades do meio, as contaminações e processos dege­nerativos. Entre os animais, desde os menos expressivos até os mais avançados biologicamente, o sofrimento se manifes­ta na sensibilidade nervosa, como forma de produzir novos e mais perfeitos biótipos, em constante adaptação e harmonia das formas do psiquismo neles latente.
A superação do sofrimento é, sem dúvida, o grave desa­fio da existência humana, que a todos cumpre conseguir.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: maldadedestilada.wordpress.com