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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 31 de agosto de 2014

COISAS MÍNIMAS


“Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?” — Jesus. (LUCAS 12:26.)

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura. Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.
Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.
A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite um verso.
Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos. Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: msgdeluz.blogspot.com

sábado, 30 de agosto de 2014

JESUS E REPOUSO II

Toda mudança de atividade faculta renovação de energias e dá novas motivações.
Um bom balanço de labores define quais as opções de que se dispõe como alternativas para o bem-estar.
O homem necessita, sem dúvida, de férias, de repouso, de espairecimento, que lhe proporcionam alegrias e refazimento para prosseguir trabalhando.
Expedientes excitantes, planos extravagantes, movimentação contínua e horários preestabelecidos constituem esforços desnecessários, com desperdício de energias.
A preocupação com trajes, a aparência, o tormento das compras de novidades e lembranças, exaurem o sistema nervoso, que se desgoverna, gerando irritação e mau humor.
Jesus comentou que “o Pai até hoje trabalha” e Ele “também trabalha”.
O trabalho é lei da vida, tanto quanto o é o repouso. Este, porém, não é paralisação, ociosidade, nem corrida da busca de coisa-nenhuma.
Como repouso entenda-se tranqüilidade interior, recuperação de forças, conquista de otimismo, estar de bem com a vida.
Proporcionar-se relaxação, leitura agradável esporte sadio, convivência com pessoas experientes, joviais, alegres, sem ruídos, viajar em calma para tomar contato com outros lugares, costumes, indivíduos, sem pressa, constituem método eficaz para um bem utilizado repouso.
Igualmente, meditar, no próprio lar; orar, buscando sintonia com as nascentes do pensamento superior; confraternizar com os sofredores, confortando-os e ajudando-os; asserenar-se, escutando melodias de profundo conteúdo emocional, são recursos valiosos e técnicas de repouso que podem ser aplicados em qualquer lugar, nas horas possíveis.
Basta entrar no quarto, fechar a porta e conversar com Deus, conforme ensinou Jesus ao referir-se à técnica da oração. O quarto é o mundo íntimo e a porta é o acesso ao exterior. Nesse lugar silencioso ouvirás Deus.
No teu programa de saúde física e mental inclui o repouso como necessidade prioritária.
Cuida, porém, do que farás como recurso repousante.
Aproveita a ocasião para descobrires-te, conheceres-te melhor e identificar o que, em verdade, te é indispensável, selecionando com rigor aquilo que necessitas para uma vida saudável, abandonando ou dando menos valor aos demais.
Repouso, sim, com ação edificante.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: alinhamentoprofissional.blogspot.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

JESUS E REPOUSO I

Há, no homem, sempre presente, um imenso desejo de repousar, espairecer, sair do trabalho, refazer energias.
Programas de férias se sucedem em todas as quadras do ano, com excursões, esportes, divertimentos.
Quem reside nos campos deseja viajar às cidades; quem trabalha nas montanhas busca as praias; quem vive nos trópicos anela pelo frio e as recíprocas são verdadeiras.
A febre das viagens toma conta das criaturas.
Aquele que as não realiza, sente-se diminuído, marginalizado, sem status social.
Por extensão, todos desejam realizar o seu plano alternativo de espairecimento e descanso.
Um grande número se entrega a trabalhos esfalfantes durante o ano para economizar e realizar o seu sonho nas férias.
Labora até a exaustão, assume compromissos para pagar depois, a expensas de juros escorchantes no resgate penoso, a fim de gozar hoje.
Comenta-se sobre as facilidades para viajar, as vantagens, e tudo são apenas palavras.
Trata-se de um modismo.
Com raras exceções, as viagens são penosas e as excursões exaustivas.
Pouco repouso e muito incômodo. As alegrias e entusiasmos do começo emurchessem à medida que passam os dias, substituídos pelo sono irregular, pelas indisposições, pelas horas intérminas de espera em hotéis abarrotados, com serviços deficientes e outros percalços.
A propaganda bem apresentada fala da excelência de tudo, que a realidade demonstra não ser verdade.
Na ocasião do retorno, quando não acontecem problemas muito comuns em tais ocasiões, recompõem-se as aparências a fim de impressionar aqueles que ficaram, e os comentários exagerados afloram aos lábios sorridentes dos felizardos, que agora partem para a faina de regularizar ou recuperar os gastos, cansando-se muito mais.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              

DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: agorasoumae.com.br

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS III

                Quem perdoa ofensas adquire paz e propicia paz.
                Quem esquece o mal de que foi vítima, vitaliza o bem de que necessita.
                Nunca te faças inimigo de ninguém, nem aceites o desafio dos que se te fazem inimigos, sintonizando na faixa deles.
                Se não conseguires superar a injunção penosa, que os teus inimigos criam, ora por eles e pensa neles com paz no coração.
                O inimigo é alguém que enfermou...
                Recorda de Jesus que, mesmo vítima indébita, perdoando, rogou ao Pai que a todos perdoasse, porque “eles não sabiam o que estavam a fazer”.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: asj.org.br

terça-feira, 26 de agosto de 2014

DELICADEZAS DE DEUS


O blog da amiga virtual Rosélia completa hoje 5 anos, http://www.idade-espiritual.com.br/
Ela lançou o desafio que falássemos sobre as Delicadezas de Deus.
Nada como imagens para expressar a minha ideia sobre as Delicadezas de Deus.


flores - orquídeas são minhas preferidas


as matas


cachoeira


Sol


estrelas

Estas são apenas algumas das Delicadezas de Deus, essas que fazem parte dos nossos dias e que não nos damos conta do quanto Deus é bondoso e amoroso conosco. 
Rosélia, que seu blog seja sempre cheio de Delicadezas com as pessoas que o visitam. Parabéns, amiga!

domingo, 24 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS II

                Não sabes como se encontra aquele que se ergue para ferir-te, acusar-te.
                Ignoras como vive intimamente quem se fez inimigo revel.
                Desconheces a trama em que tombou o companheiro, a ponto de voltar-se contra ti.
                Ainda não experimentaste a dolorosa aflição que padece o outro – o que está contrário a ti e te flecha com petardos venenosos, amargurando-te as horas...
                É certo que nada justifica a atitude inimiga, a posição agressiva, a situação adversária.
                No entanto, se fosses ele, talvez agisses da mesma forma ou pior.
                Para evitar que isso te aconteça, exercita o perdão, preparando-te para não tombares na rampa por onde outros escorregaram...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: fabricadepoesia.blogspot.com

sábado, 23 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS I

                O teu agressor, talvez, noutra circunstancia, levantará a voz em tua defesa.
                O teu adversário, possivelmente, em situação diferente, será o amigo que te distenderá a mão em socorro.
                O teu caluniador, quiçá, em posição diversa, virá em teu auxílio.
                O teu inimigo, certamente, passada a injunção de agora, ser-te-á devotado benfeitor.
                O teu acusador, superado o transe que o amargura, far-se-á o companheiro gentil da tua jornada.
                Perdoa-os, portanto, hoje que se voltaram contra tua pessoa, levantando dificuldades no caminho pelo qual avanças.
                Perdoa as suas ofensas sem impores quaisquer condições, sequer aclarando incompreensões e dirimindo equívocos.
                O perdão deve assentar-se no esquecimento da ofensa, no repúdio total ao mal, sem exigências.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: manancialvivo.blogspot.com

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A OBRA MAIOR

            A escola é um foco solar, despertando mentes e corações para a grandeza da vida.
            O lar é um santuário de trabalho e consolo em que as almas se reencontram.
            A casa de reajuste é um templo de amor fraterno, estendendo a paz que afasta o desequilíbrio.
            A obra maior do Evangelho, porém, é o aperfeiçoamento da criatura, quando a criatura lhe assimila os princípios de reforma e elevação.

Fonte: Nascer e Renascer – Chico Xavier/André Luiz
imagem: vozqclamabr.blogspot.com


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA III

                Vale a pena viver porque estamos longe de compreender a vida, mas temos que convir que é ao menos fascinante imaginar o que nos aguarda depois de tanto empenho em vencer nossas más tendências. Provavelmente não exista no vocabulário do homem, palavra ou expressão suficientemente capaz para definir a felicidade dos espíritos puros, aqueles que conquistaram a si mesmos e, observando as viciações vencidas, sentem a grata brisa da realização pessoal.
                A vida é o grande objetivo de tudo o que existe e a petulância dos que querem contrariá-la é sempre vencida pela paciência que ela trabalha, afinal, por mais que nos revoltemos, no final, a vida tem sempre razão.
                Não podemos, é claro, criar a idéia equivocada de que uma vida feliz seja aquela mergulhada nos excessos de dinheiro, saúde, sucesso ou fama. Felicidade é subproduto de uma vida reta, pautada em valores fixados e enraizados em nós. Sem dúvidas de que oscilações são constantes para a manutenção da vida.
                A felicidade é para os que possuem a coragem de ousar romper os limites da maioria, que tem consigo mesmo um acordo de ética e respeito, que são insistentemente otimistas e sempre tentam um pouco mais, mesmo nos momentos de dificuldades, afinal, só vale a pena demonstrar nossa opção pela vida quando ela não está nos presenteando com facilidades, senão, fica fácil demais.
                O espiritismo está no mundo não para resolver os problemas do homem, mas, para nos ensinar a viver e nos capacitar para resolvermos nossos próprios problemas. Ou achamos graça nisso ou a vida fica sem graça, como uma comida em que foi esquecido o sal ou um rio que perdeu contato com sua fonte.
                Abracemos a vida como proposta pessoal sem questionar seus recursos educativos, apenas procurando entender sua finalidade para estabelecermos em nós uma crença raciocinada, baseada na razão e que, inevitavelmente, atenderá o coração.
Geralmente, os infelizes são brigados com a vida e isto faz parte de sua infelicidade. Mesmo que a felicidade seja pouca, será suficiente se for vivida intensamente.
                Não reclame de nada, vença isso, afinal, temos tanto a crescer, e ficar fixado no que não é edificante, nunca vale a pena.
                Afinal, ser feliz é estar cheio de vida!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: casamento.culturamix.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA II

                O homem sem problemas coloca-se fora do jogo da vida, nem perde mas nem ganha, não experimenta dores pás para sempre vai ignorar a felicidade daquele que venceu as próprias limitações.
                Realizando uma contabilidade própria, veremos com relativa facilidade que os períodos de maior ganho em nossa vida coincidem com as fases de maiores adversidades. São os transtornos que fortalecem o caráter do homem e moldam uma índole de honestidade e confiança nos desígnios do Criador.
                O ao sempre identifica seu dono mas o homem, diante das lamentações, parece ignorar a Deus que, sabiamente justo, qualifica a vida da criatura humana com os elementos necessários a favorecer seu desenvolvimento.
                A felicidade tão almejada, não poderá habitar a vida dos que se encontram nas condições primárias da existência, sejam nas relações pessoais, profissionais e de convivência.
                Lembre-se que razões para queixar-se todos temos e sempre teremos enquanto habitarmos mundos desta natureza. Bom mesmo é nos colocarmos acima da natureza atual, afinal, se não é uma condição definitiva, deve estar em constante transformação.
                A vida desafiante é uma constate terapia operando na intimidade da consciência humana um ajuste com as leis que regem o universo, sempre inalteráveis pela soberania que apresentam. Nossa opção é sempre a da reação imortal, constante. Enquanto houver problemas, deve existir resistência comportamental.
                Reclamar, jamais. Trabalhemos no rumo reto que conduz ao objetivo a ser atingido. Enquanto lamentamos, as labaredas do problema são alimentadas. Sem a lamentação, o retorno à normalidade é favorecido e, desta forma, o controle da situação também. Lembrando sempre – você está em tratamento!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: espiritualidade-nocaminhodaluz.blogspot.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

VIVER VALE A PENA I


                          Viver vale a pena e muitas vezes existe dificuldade de entender isso porque, mesmo a vida sendo uma escola, ela obedece regras próprias. Enquanto que na escola aprendemos a lição e depois temos a prova, na vida ocorre algo paradoxal. Primeiro fazemos a prova e depois aprendemos a lição.
                Desta forma, devemos manter a calma diante dos acontecimentos que, vividos hoje, ficam justificados somente amanhã. Dentro desta proposta, é ideal mantermos uma postura digna diante de qualquer acontecimento, sem entregar-se aos gritos ou desespero. É sempre a postura mais adequada a ser adotada.
                Possuir a característica da não queixa diante das adversidades vividas, expressa amadurecimento moral em plena fase de desenvolvimento. Esta postura apresenta a seu possuidor uma visão dilatada da vida, o que favorece a compreensão do que passamos tornando-nos, assim, melhores.
                Não queixar-se é a evidência da bondade de um homem, afinal, é bom a não rebeldia diante dos acontecimentos. Qualquer comportamento fora disso, gera dor e abatimento moral, comprometendo a vida posta a nossa frente.
                Abandonemos tudo o que nos diminui, esquecendo dores do passado pela proposta do futuro. Quando mantemos algo que nos serve de lamentação é por que, no futuro, não idealizamos nada de grande e que valha a pena conquistar.
                Ficamos sempre ressentidos fixados em situações infelizes que nos escravizam em nós mesmo. Porém, analisando a palavra ressentimento, teremos  “re-sentimento” ou seja, sentir de novo, renovar algo que nos faz mal e quem está comprometido com a vida, não pode permanecer paralisado negligenciando com o futuro.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: hospitalhacos.blogspot.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

INSEGURANÇA II

                Parte do desenvolvimento da personalidade humana é construída na infância e a esta soma-se a milenar bagagem espiritual adquirida em outras encarnações. As bases de muitas indecisões diante da vida se devem à educação autoritária dada pelos pais, que escolhem sistematicamente pelos filhos desde roupas, alimentos, esportes, brinquedos, férias, até amigos, profissão e afetos. Crianças crescem deixando parentes, companheiros ou professores decidirem por elas sem levar em conta seus gostos e preferências. Essas crianças se tornarão, mais tarde, homens sem segurança, firmeza e coragem de tomar atitudes perante a vida. O direito de decidir deve ser estimulado sempre desde a infância, pois se trata de apoio vital na formação de um sólido sentimento de determinação e firmeza, que refletirá no adulto de amanhã.
                O constrangimento que se faz à nossa liberdade de consciência prejudica a busca de nós mesmos, a nossa afirmação perante a vida, bem como nos dificulta encontrar a peculiar forma de amar.
                Em razão disso tudo, indivíduos passam a usar uma máscara de bonzinho como meio de seduzir, conquistar ou conseguir disfarçar a enorme incerteza que carregam, mas periodicamente, mostram de modo claro sua insatisfação interior: explodem em raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. As relações ficam sensivelmente limitadas, pois nunca se sabe quanto a sua bondade extremada vai suportar uma opinião contrária ou algo que lhes desagrade.
                Essas estranhas bondades são peculiares das pessoas que não desenvolveram a confiança em suas idéias, intuições e vocações íntimas e nunca se afirmam em si mesmas. Não admitem sua insegurança e, por isso, a agressividade acaba quase sempre controlando suas reações. Vivem comportamentos irreais e simulados, tenteando agradar a todos e fazendo da mentira uma necessidade para viver. Pagam, porém, um preço fisiológico, ou seja, a somatização das raivas e fragilidades que mantêm fantasiadas em candura e amabilidade.
Um comportamento exagerado de um indivíduo geralmente significa o oposto do que ele demonstra e confessa.
Os inseguros não escolhem as leis que regem sua conduta. Distanciados cada vez mais de uma vida autônoma, submetem-se a princípios e a pessoas diferentes de seu modo de pensar.
Usar a nossa própria intimidade para nos guiar, lançar mão de nossas sensações, emoções e sentimentos é a chave essencial que nos dará segurança.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: www.motivo.me

domingo, 17 de agosto de 2014

INSEGURANÇA I

                Necessitar de amor, desejar consideração ou procurar segurança são desejos naturais e válidos. Uma certa quantidade de dependência emocional está presente em muitos relacionamentos, incluindo os saudáveis; efetivamente, juntos ou sozinhos, estamos sempre caminhando pelas estradas da evolução.
                Para avançarmos pela vida de forma harmônica com as pessoas, devemos desenvolver a auto-estima, a capacidade de admitir erros, a responsabilidade de assumir nossos atos e, acima de tudo, a aceitação incondicional dos outros.
                A insegurança faz de nossos relacionamentos íntimos um misto de irreflexão e precipitação, levando-nos a um excesso de confiança e, ao mesmo tempo, fazendo-nos perder o senso de nossas fronteiras individuais. Quase sempre, fazemos um verdadeiro emaranhado de nossos objetivos, desejos e conflitos com os de outras criaturas – pais, filhos, irmãos, amigos, cônjuges. Quando essas nossas afeições mudam, seja porque estabeleceram uma outra ligação íntima, seja porque, simplesmente, elegeram para si novos rumos existenciais, ficamos fatalmente desestabilizados e desesperados.
                Carências ilimitadas nascem da insegurança, sufocando e afastando relacionamentos salutares. Muitas vezes, chegamos ao extremo de abdicar de nossos objetivos e vocações mais íntimas, colocando-nos em situações vexatórias, por termos deixado que nossa porção fragilizada falasse mais alto.
                Inicialmente, fazemos um esforço hercúleo para nos entregar nas mãos da pessoa eleita. Com o passar do tempo, vamos ficando incomodados e desestimulado com esse relacionamento, até que, finalmente, chegamos ao ápice do desgaste, ficando raivosos e ressentidos com a pessoa de quem dependemos. Isso é compreensível, porque não há ninguém que goste, conscientemente, de ceder seu poder pessoal ou de renunciar a seus direitos de liberdade a quem quer que seja.
                A intensa motivação que invade os indivíduos para serem amados e queridos a qualquer preço nasce das dúvidas íntimas sobre si mesmos, pois são pessoas que, raramente, podem se realizar na vida sem se pendurar no que chamam de grande amor.
                A insegurança transborda de tal modo que transforma a natural necessidade de amar em uma necessidade patológica de satisfação, somente alcançada através da possessividade do amor.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: www.imobex.com.br

sábado, 16 de agosto de 2014

VER E OUVIR

A visão e a audição devem ser educadas, tanto quanto as palavras e as maneiras.

Em visita ao lar de alguém, aprendamos a agradecer o carinho do acolhimento sem nos determos em possíveis desarranjos do ambiente.

Se ouvimos alguma frase imperfeitamente burilada na voz de pessoa amiga, apreciemos a intenção e o sentimento, na elevação em que se articula, sem anotar‐lhe o desalinho gramatical.

Veja com bondade e ouça com lógica.

Saibamos ver os quadros que nos cercam, sejam eles quais forem, sem sombra de malícia a tisnar‐nos o pensamento.

Registrando anedotas inconvenientes, em torno de acontecimentos e pessoas, tenhamos suficiente coragem de acomodá‐las no arquivo do silêncio.

Toda impressão negativa ou maldosa que se transmite aos amigos, em forma de confidência, é o mesmo que propinar‐lhes veneno através dos ouvidos.

Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: sandersonmoura.blogspot.com

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

JESUS E OS APÓSTOLOS TAMBÉM TRABALHAVAM

                Trabalho! Um dever moral de toda criatura humana! Ele colhe os frutos do plantio, aproveita a matéria bruta das entranhas da terra, convertendo-as em bem-estar e beleza, ativando e desenvolvendo a marcha da vida. A alavanca, a cunha, a acha, a roda, a serra, o motor e a turbina são obras da mente humana, marcas de sua autossuperação através dos tempos.
                Tudo o que há no mundo é fruto do trabalho. Ao empregar a força e suas faculdades inteligentes, o homem logrou determinados fins: da pedra de cantaria, esculpiu a estátua de feitio simétrico; da cor, deu forma, perspectiva, luz e sombra a belíssimas e impressionantes imagens; da fagulha, produziu o fogo; da palavra, criou obras literárias didáticas, científicas e artísticas; do barro, das rochas, dos alcalinos terrosos fundou as megalópoles, os lares... O trabalho fez do homem senhor de si mesmo no Reino da Natureza, promoveu a glória das nações e a formação da família.
                E por falar em família... em singelo grupo consanguíneo de um pequeno burgo da Palestina, um nazareno projetou-se como a maior luz descida à Terra. A grande maioria ignora as qualidades de Jesus como modelo de trabalhador responsável e devotado, ao pensar que Ele só pregava, fazia milagres e predições. Sim, Jesus Cristo também trabalhou para sobreviver e manter a família, pois cônscio de o trabalho ser uma lei, colocou-a em prática. Ao contrário dos que vivem da fé, das coisas sagradas, Jesus e os apóstolos nunca fizeram de sua crença um ofício e jamais motivo de lobby para fins políticos, almejando o poder temporal ou algum tipo de prerrogativa.
                Os primeiros e genuínos seguidores de Cristo de maneira nenhuma consideravam seu ministério de amor um comércio, e a fé, um balcão de negócios. Os discípulos, depois apóstolos, direta ou indiretamente, não estipulavam preço ao bem que faziam ao próximo nem garantiam vida fácil, tampouco felicidade mediante dizimo e outras formas de recompensa por saberem que bem-aventurança só se constrói à custa de muito esforço e dignidade, sobretudo, porque estamos em um mundo para educar os sentimentos e espiritualizar a inteligência.
                Os legítimos representantes de Cristo fazem do trabalho expressão de dignificação, tornam-se escravos do senhor e servos de todos, oferecendo o labor das próprias mãos para subsistência orgânica enquanto se afadigam na sementeira da luz, conforme o espírito Joanna de Ângelis.
                Quanto ao espiritismo, as casas espíritas não estipulam preço pelos serviços que prestam aos necessitados do corpo e da alma. Os espíritas sinceros trabalham com alegria para Jesus sem esperar nenhum tipo de retribuição; dirigentes, cooperadores e médiuns nunca se preocupam com pagamentos e lauréis; prezam mais o louvor de Deus que o dos homens, e têm mais fé nAquele que nestes, dando mais valor à vida futura que à presente.

Davilson Silva
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2014
imagem: www.portalvalongo.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

AÇÃO DA PRECE

Cap. XXV – Item 7
Você é o lavrador.
O outro é o campo.
Você planta.
O outro produz.
Você é o celeiro.
O outro é o cliente.
Você fornece.
O outro adquire.
Você é o ator.
O outro é o público.
Você representa.
O outro observa.
Você é a palavra.
O outro é o microfone.
Você fala.
O outro transmite.
Você é o artista.
O outro é o instrumento.
Você toca.
O outro responde.
Você é a paisagem,
O outro é a objetiva.
Você surge.
O outro fotografa.
Você é o acontecimento.
O outro é a notícia.
Você age.
O outro conta.
Auxilie quanto puder.
Faça o bem sem olhar a quem.
Você é o desejo de seguir para Deus.
Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.
O criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: larmensageirosdemaria.blogspot.com

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O MUNDO E O MAL

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” - Jesus. (JOÃO 17:15.)

Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a ideia da morte. Muitos companheiros não creem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra. A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de conta o esforço próprio.
O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.
Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.
O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram exterminados convenientemente. Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos aos portadores humanos das chamadas moléstias incuráveis. Podemos trocar de residência; todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos acompanham. Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: gleilsonalves.blogspot.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

JESUS E TORMENTOS III

No inolvidável encontro de Jesus com a mulher de vida libertina, que Lhe lavou os pés com unguento de lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, temos a psicoterapia para todos os tormentos.
Disse Ele ao anfitrião que o censurava mentalmente por aceitar a atitude da pobre atormentada:
“Ela muito amou, e, por isso, os seus pecados lhe serão perdoados.”
Fitando-a com ternura e afeição, recomendou-lhe: “Vai-te em paz, a tua fé te salvou.”
O amor que se converte em reparação de erros é a eficiente medicação moral para todas as chagas do corpo, da mente e da alma.
Ama e tranquiliza-te, deixando os teus tormentos no passado, e, ressuscitando dos escombros, ressurge, feliz, para a reconstrução sadia da tua vida.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: maisseriedade.blogspot.com


domingo, 10 de agosto de 2014

JESUS E TORMENTOS II

Os tormentos humanos procedem da consciência de culpa de cada criatura.
Originário de outras existências corporais, o Espírito herda as suas ações, que ressurgem em forma de efeitos.
Quando aquelas foram saudáveis, estes se lhe fazem benfazejos. O inverso é, igualmente, verdadeiro.
Dos profundos arcanos da individualidade surgem as matrizes das aflições que se lhe estabelecerão no ser como processos depuradores, facilitando a instalação das enfermidades, dos tormentos, das insatisfações.
Da mesma forma, criam-se-lhe as condições favoráveis para a existência, fácil ou árdua, no lar caracterizado por problemas sócio-econômico-morais, ou enriquecido de amor e recursos que lhe favorecem a jornada.
No ser profundo, imortal, encontram-se as raízes dos fenômenos que agora lhe repontam sobre o solo da organização carnal.
Os teus tormentos atuais são tormentos que engendraste em vidas passadas.
Atormentaste com impiedade e agora sofres sem conforto.
Afligiste sem misericórdia e ora padeces sem afeição.
Inquietaste com perversidade e hoje te perturbas sem consolo.
O teu íntimo é um caldeirão fervente.
Os conflitos se sucedem e sais de um para outro desespero.
Tens dificuldade em exteriorizá-los, verbalizá-los, aliviando-te.
Fobias, complexos, recalques dominam-te a paisagem mental e te sentes um fracassado.
Retempera o ânimo, porém, e sai do refúgio dos teus tormentos para a luz clara da razão.
Ninguém está, na Terra, fadado ao sofrimento. aos conflitos destruidores.
Todos retornam ao mundo para aprender, recuperar-se, reconstruir.
Na ausência do amor-ação, aparece-lhes a dor-renovação.
Assim, dispõe-te à paz, à libertação dos tormentos e lograrás alcançá-las.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: seguindoocoração.blogspot.com

sábado, 9 de agosto de 2014

JESUS E TORMENTOS I

Genericamente, o homem tem sido considerado como a massa física e mental, ainda incompleta, que demanda o túmulo e ali se consome.
As religiões reportam-se à alma com um destino adrede fixado para o futuro, repousando na ociosidade ou padecendo na punição intérmina.
O mundo é, para os primeiros, um lugar de prazeres imediatos com a inevitável presença do sofrimento, que faz parte da sua imperfeição; para os segundos, é “vale de lágrimas” ou “lugar de degredo”.
De um lado, a simplista informação do nada após a morte; do outro, a fatalidade preestabelecida, violando os códigos do querer, do lutar, do vencer.
Uma e outra corrente de pensamento conduz, inevitavelmente, aos tormentos.
Aqui, o gozo até a lassidão dos sentidos, e ali, a amargura frustrante, a castração da alegria em mecanismos de evasão da realidade.
Fundamentados nessas propostas, surgem aqueles que vivem para fruir e os que se recusam à satisfação.
Jesus foi o protótipo da felicidade.                                                                                
Amava a Natureza, os homens, os labores simples com os quais teceu as Suas maravilhosas parábolas.
Não condenava as condições terrenas, não as exaltava.
Na posição de Mestre ensinava como se devia utilizá-las, respeitando-as, com elas gerando alegria entre todos, abençoando-as.
Como Médico das almas propunha vivê-las sem pertencer-lhes, assinalando metas mais elevadas, que deveriam ser conquistadas com esforço pessoal.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              

DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: estilojesus.blogspot.com

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A REENCARNAÇÃO II

             Não há como negar-se a influência genética na evolução do ser, os impositivos do meio, dos costumes e dos hábitos, entretanto, observa-se que o corpo reproduz o corpo, não a mente, a consciência, que só o Espírito exterioriza.
A introdução do conceito reencarnacionista na Psicolo­gia dá-lhe dimensão invulgar, esclarecimento das dificulda­des na argumentação em torno do Inconsciente, dos arquéti­pos, individual e coletivo, estudando o homem em toda a sua complexidade profunda e, mediante a identificação do seu passado, facultando-lhe o descobrimento e utilização das suas possibilidades, do seu vir-a-ser.
Nos alicerces do Inconsciente profundo encontram-se os extratos das memórias pretéritas, ditando comportamentos atuais, que somente uma análise regressiva consegue detec­tar, eliminando os conteúdos perturbadores, que respondem por várias alienações mentais.
No capítulo dos impulsos e compulsões psicológicas, o passado espiritual exerce uma predominância irrefreável, que leva aos grandes rasgos do devotamento e da abnegação, quan­to à delinqüência, à agressividade, à multiplicidade de perso­nificações parasitárias, mesmo excluindo-se a hipótese das obsessões.
Na imensa panorâmica dos distúrbios mentais, especial­mente nas esquizofrenias, destacam-se as interferências cons­tritoras dos desencarnados que se estribam nas leis da co­brança pessoal, certamente injustificáveis, para desforçar-se dos sofrimentos que lhes foram anteriormente infligidos, em outras existências, pelas vítimas atuais.
Diante das ocorrências do déjà-vu, os remanescentes re­encarnacionistas estabelecem parâmetros sutis de lembran­ças que retornam à consciência atual como lampejos e cli­chês de evocações, ressumando dos conteúdos da inconsci­ência — ou da memória extracerebral, do perispírito — ofere­cendo possibilidades de identificação de pessoas, aconteci­mentos, lugares e narrativas já vividos, já conhecidos, antes experimentados... Desfilam, então, os fenômenos psicológi­cos das simpatias e das antipatias, dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos da me­mória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de idéias — a atual revelando a passada — uma dis­sensão ou um diálogo; qualquer elemento que constitua pon­te de ligação entre o hoje e o ontem.
Excetuando-se os conflitos que têm sua psicogênese na vida atual, a expressiva maioria deles procede das jornadas infelizes do ser eterno, herdeiro de si mesmo, que transfere as fobias, insatisfações, consciência de culpa, complexos, dramas pessoais, de uma para outra reencarnação através de automatismos psicológicos, responsáveis pelo equilíbrio das Leis que governam a Vida.
A morte é fenômeno biológico a trans­ferir o ser de uma para outra realidade, sem consumpção da vida.
Neste admirável amálgama da integração dos mais im­portantes Insights das Doutrinas psicológicas do Ocidente com as Tradições Esotéricas do Oriente, agiganta-se o Espiritis­mo, pioneiro de uma Psicologia Espiritualista dedicada ao conhecimento do homem integral, na sua valiosa complexi­dade — Espírito, perispírito e matéria — ampliando os hori­zontes da vida orgânica, a se desdobrarem além do túmulo e antes do corpo, com infinitas possibilidades de progresso, no rumo da perfeição.

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: nasbrumasdamente.blogspot.com


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A REENCARNAÇÃO I

Embora as disjunções moleculares e as mo­dificações na forma, tudo se apresenta em contínuo vir-a-ser, num intérmino desintegrar-se — reintegrando-se —, que ofere­ce, à Vida, um sentido de eternidade, além e antes do tempo, conforme as limitadas dimensões que lhe conferimos.
Nesse sentido, especificamente, o complexo humano apre­senta-se através de faixas de movimentação instável, qual ocorre com o corpo; em mecanismos de sutilização, o peris­pírito; e de aprimoramento, quando se trata do Espírito, este último, aliás, inquestionavelmente imortal.
A aquisição da consciência é o resultado de um processo incessante, através do qual o psiquismo se agiganta desde o sono, na força aglutinadora das moléculas, no mineral; à sensibilidade, no vegetal; ao instinto, no animal; e à inteligên­cia, à razão, no homem. Nesta jornada automática, funcio­nam as inapeláveis Leis da Evolução, em a Natureza, deflu­entes da Criação.
Chegando ao patamar humano, esse psiquismo, de início rudimentarmente pensante, atravessa inúmeras experiências pessoais, que o tornam herdeiro de si mesmo, em um encade­amento de aprendizagens pelo mergulho no corpo e abando­no dele, toda vez que se rompam os liames que retêm a indi­vidualidade.
Este processo de renascimentos, constitui um avançado sistema de crescimento intelecto-moral, fomentador da felicidade.
       Graças a ele, a existência humana se reveste de dignidade e de relevantes objetivos que não podem ser interrompidos. Toda vez que surge um impedimento, que se opera um trans­torno ou sucede uma aparente cessação, a oportunidade res­surge e o recomeço se estabelece, facultando ao aprendiz o crescimento que parecia terminado.
Face a este mecanismo, os fenômenos psicológicos apre­sentam-se em encadeamentos naturais, e elucidam-se inume­ráveis patologias psíquicas e físicas, distúrbios de comporta­mento, diferenças emocionais, intelectuais e variados acon­tecimentos, nas áreas sociológica, econômica, antropológi­ca, ética, etc.
O processamento da aquisição intelectual faz-se ao largo das experiências de aprendizagem, mediante as quais o Eu consciente adiciona conteúdos culturais, ao mesmo tempo que desenvolve as aptidões jacentes, para as diversas categorias da técnica, da arte, da ética, num incessante aprimoramento de valores.
A anterioridade do Espírito ao corpo, brinda-lhe maior soma de conhecimentos do que os apresentados pelos princi­piantes no desiderato físico.
A genialidade de que uns indivíduos são portadores, em detrimento dos limites que se fazem presentes em outros se­res do mesmo gene, demonstra que os psiquismos aí expres­sos diferem em capacidade e lucidez.
Embora herdeiro dos caracteres da raça — aparência, mor­fologia, cabelos, olhos, etc. —, os valores psicológicos, inte­lecto-morais não são transmissíveis pelos genes e cromosso­mos, antes, são atributos da individualidade eterna, que trans­fere de uma para outra existência corporal o somatório das suas conquistas salutares ou perturbadoras.

Fonte - O HOMEM INTEGRAL
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS
imagem: www.forumespirita.net

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

AFLITOS BEM...AVENTURADOS

            Em aventurados os aflitos – disse Jesus.
            Os aflitos bem-aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.



Fonte: Nascer e Renascer – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: dadivasdaespiritualidade.blogspot.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS IV

                Adotar uma terapia antiqueixa significa, acima de tudo, estabelecer um acordo consigo mesmo, íntimo e desafiador. Não precisamos propagar ou dividir com ninguém e, pela dedicação, atingiremos este estado de espírito identificado como paz!
                Em verdade, toda felicidade é espiritual, afinal, como espíritos. Aquilo que é transitório nunca fará feliz aquele que é imortal. É no espírito que se encontra a gênese de tudo o que ocorre.
                 Trabalho da terapia própria apenas pode ser entendido com a insistência motivada pela vontade real de ser livre. Você merece ser dono de si e, desta forma, sentir-se integrado ao universo no grande plano que conduz tudo e todos ao progresso.
                Mesmo fora do campo da filosofia espírita, os apontamentos são os mesmos. Albert Einstein nos oferece o mesmo pensamento, com a propriedade de quem mergulhou profundamente na ciência: “Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem as coisas.”
                Neste caso, a meta é a determinação de substituir a fragilidade da queixa pela fortaleza da aceitação do que nos ocorre, se não nos for possível entender.
                Somente pode decidir ser feliz aquele que tem domínio da própria vontade, que conduz a própria vida, no lugar de ser conduzido pelos acontecimentos e situações.
                Por fim, relembramos Allan Kardec, na Revista Espírita que afirmou: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se acha.”
                Abandonemos definitivamente a queixa, afinal, se somos filhos de Deus temos que, em nossas atitudes, mostrar traços de caráter que comprove esta paternidade.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: valdnan.blogspot.com

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

FELIZES, SOMENTE OS BONS III

                Lamentar é contrário à condição feliz, então, naturalmente a repele. Quando estamos nos aproximando da felicidade, passamos a desejar outras coisas nos desviando da rota quase finalizada. Quando não, observamos a vida dos outros e já não queremos mais simplesmente sermos felizes, o que já seria um grande desafio, mas o problema fica maior quando queremos ser mais felizes que os outros.
                E a dificuldade se dilata porque sempre achamos que os outros são mais felizes do eu realmente são. É sempre assim, queremos sempre mostrar às pessoas o que não somos, porque somos, isso dificilmente mostramos.
                Aí está outra forma de se perceber a influência de queixa em nós, pois, por mais que tentemos esconder nossa condição espiritual e moral, ao queixarmos dos acontecimentos acabamos por nos entregar.
                Poderíamos até definir como engraçado, pois em toda a nossa busca pela felicidade nos norteamos por bons valores, objetivos positivados mas, quando conseguimos a verdadeira felicidade, aprendemos que não precisa de nada. Quando questionamos os verdadeiros felizes para entender por que eles são, geralmente respondem: “Nem sei. Simplesmente sou feliz.”
                Felicidade real somente pode ser aquela que não depende de nada, afinal, quando somos felizes por causa de alguma coisa, se perdemos essa coisa, perdemos da mesma forma a felicidade.
                Um dia entenderemos que ninguém pede a felicidade quando se é feliz a troco de nada. Simplesmente é!
                Portanto, se esperarmos sermos felizes para depois pararmos de reclamar das adversidades da vida, estaremos na contramão de todo o processo. Parar de reclamar contribui, significativamente, para a felicidade e é um indicador de que estamos no caminho certo.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: sentidoinsensato.blogspot.com