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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 31 de janeiro de 2016

CASAMENTO

           Casamento, para Kardec, não era um ato formal, uma solenidade religiosa, nem uma bênção sacerdotal. Depreende-se da sua pergunta que ele entendia que casamento é um compromisso livremente assumido por dois espíritos, perante o altar de suas consciências.
A alguns pode parecer estranha a presença de adjetivo permanente no contexto, o que parece contrariar o exercício do livre-arbítrio. Mas a dúvida se desfaz quando se atenta para o diálogo mantido entre Kardec e os Espíritos, registrado no item 697: Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? Ao que os Espíritos responderam: “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis”.
Pelo visto, depreende-se que a expressão permanente, nesse contexto, significa com perspectivas de permanência, isto é, que não se trata de uma união fortuita, baseada apenas num impulso passageiro, mas no amor e quando há realmente amor, o casamento não acaba. Se acaba, pelo menos um dos dois não experimentou realmente o amor, pois o verbo amar só tem pretérito na gramática.
À medida que o tempo passa, mais se evidencia o avanço do pensamento do Codificador em relação aos seus contemporâneos, pois o casamento tem perdido, ao longo dos anos, o caráter de ato sócia, religioso, passando a ser conceituado e respeitado como ato pessoal, íntimo. Atualmente, um casal se impõe perante a sociedade como legitimamente constituído, não mais por ter o seu compromisso matrimonial sido levado a efeito num templo, mas sim pelo ambiente de respeito e seriedade em que vivenciam a união.
Conforme se vê, casamento, na conceituação do Codificador e dos Espíritos que lhe responderam as perguntas, está muito acima de qualquer bênção de um clérigo ou de qualquer ato de um Juiz de Paz. Trata-se do estabelecimento de uma sociedade conjugal, levado a efeito pelo próprio casal, num plano eminentemente moral, ético. É compromisso sagrado, que leva um a ver no outro o próximo mais próximo.
Conforme se pode entender, o casamento não depende de nada exterior, de nenhuma ação alheia aos dois. As duas criaturas se casam, pois ninguém tem o poder de realizar o casamento de outrem. Na gramática, aprende-se que o verbo casar pode, entre outros regimes, ser transitivo, mas filosoficamente essa classificação é falsa. Poder-se-ia dizer que o verbo é recíproco, pelo fato de as pessoas se casarem, sem a interveniência de ninguém.
Nem Juiz de Paz promove o casamento. Essa autoridade apenas registra nos anais da sociedade, para os efeitos legais, o casamento que é diante dela declarado.
Se o Juiz de Paz não casa ninguém, muito menos o representante de uma religião pode fazê-lo, embora existam aqueles que se arrogam o direito de agir em nome de Deus, selando um compromisso matrimonial.
Com esse entendimento, conclui-se que o casal espírita apresenta-se diante da autoridade civil apenas para declarar o seu casamento, solicitando seja ele registrado, e não para receber qualquer tipo de legitimação. A legitimidade do casamento é dada pelo grau de responsabilidade e de amor que presidiu a formação do casal.
Quanto mais espiritualizado o casal, mais o ato transcende os limites da vida material, revestindo-se de características espirituais, o que leva naturalmente ao desejo de uma comunhão com o Alto, que poderá ser levada a efeito através de uma prece, proferida por um ou por ambos os nubentes, ou por alguém afetivamente ligado a eles, pois só o amor pode legitimar a condição de alguém na condição de suplicante de bênçãos sobre uma união matrimonial.

José Passini


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
imagem: google

sábado, 30 de janeiro de 2016

SE VOCÊ FIZER FORÇA

Cap. XXVII – Item 8
Diz você que não pode respirar o clima de luta na experiência doméstica; entretanto, se fizer força no cultivo da renúncia santificante, fará da própria casa um refúgio de amor.
Diz você que não mais suporta o amigo desajustado, mas se fizer força, no exercício da tolerância, é possível consiga convertê-lo amanhã em colaborador ideal.
Diz você experimentar imenso cansaço, diante do chefe atrabiliário e inconseqüente; contudo, se fizer força, sustentando a paciência, obterá nele, ainda hoje, um amigo fiel.
Diz você que não adianta ensinar o bem; no entanto, se fizer força para exemplificar o que ensina, atingirá realizações de valor inimaginável.
Diz você que se nota assaltado por enorme desânimo na pregação construtiva; entretanto, se fizer força, na sementeira da educação, transfigurará o seu verbo em facho de luz.
Diz você estar desistindo da caridade, ante os golpes da ingratidão, mas se fizer força para prosseguir, ajudando sem exigência, surpreenderá na caridade a perfeita alegria.
Diz você que está doente e nada consegue de nobre e útil; no entanto, se fizer força para superar as próprias deficiências, vencerá a enfermidade, avançando em serviço e merecimento.
Diz você que conversação já lhe esgotou a reserva nervosa e dispõe-se à retirada para o repouso justo; contudo, se fizer força para continuar atendendo aos ouvintes, olvidando a própria fadiga, ninguém pode prever a extensão da colheita de bênçãos que virá da
sua plantação de gentileza e bondade.
O grande bem de todos é feito nos pequenos sacrifícios de cada um.
E se fizermos força para viver, segundo os bons conselhos que articulamos para uso dos outros, em breve tempo transformaremos a Terra em luminoso caminho para a glória real.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MENINOS ESPIRITUAIS

“Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, pois é menino.” — Paulo. (HEBREUS 5:13)

Na apreciação dos companheiros de luta, que nos integram o quadro de trabalho diário, é útil não haja choques, quando, inesperadamente, surgirem falhas e fraquezas. Antes da emissão de qualquer juízo, é conveniente conhecer o quilate dos valores espirituais em exame.
Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho reto. A estrada percorrida pelo homem experiente está cheia de crianças dessa natureza. Deus cerca os passos do sábio, com as expressões da ignorância, a fim de que a sombra receba luz e para que essa mesma luz seja glorificada. Nesse intercâmbio substancialmente divino, o ignorante aprende e o sábio cresce.
Os discípulos de boa-vontade necessitam da sincera atitude de observação
e tolerância. É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que lhes é dado nutrir a alma; no entanto, não desprezem outros irmãos, cujo organismo espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.
Toda criança é frágil e ninguém deve condená-la por isso.
Se tua mente pode librar no vôo mais alto, não te esqueças dos que ficaram no ninho onde nasceste e onde estiveste longo tempo, completando a plumagem. Diante dos teus olhos deslumbrados, alonga-se o infinito. Eles estarão contigo, um dia, e, porque a união integral esteja tardando, não os abandones ao acaso, nem lhes recuses o leite que amam e de que ainda necessitam.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

LIBERDADE DE ESCOLHA II

    Podes e deves ser feliz. Esta é a tua liberdade de escolha.
                Se te encontras atrelado ao carro das aflições, porfia construindo o bem e te libertarás.
                A dificuldade de agora é o efeito da insensatez do passado.
                A vida renova-se a cada momento.
                Situações funestas alteram-se para melhor, à semelhança de paisagens ensombradas que rapidamente vestem-se de Sol.
                Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes.
                És o senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito.
                Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda.
                É necessário que te envolvas com o programam divino. Todo aquele que se não envolve positivamente, nunca se desenvolve.
                Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar.
                Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e ocorrências corriqueiras, em tragédias.
                Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa.
                Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo, empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google         

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

LIBERDADE DE ESCOLHA I

                És livre para imprimir na tua existência o padrão de felicidade ou de aflição com o qual desejes conviver. A liberdade é lei da vida, que faz parte do concerto da harmonia universal.
                Os imperativos inamovíveis e deterministas são vida e morte, no que diz respeito aos equipamentos orgânicos, mesmo assim, sob o fatalismo de incessantes transformações.
                Submetido à ordem da ação, que desencadeia reações correspondentes, és o que de ti próprio faças, movimentando-te no rumo que eleges.
                Há pessoas que preferem a queixa e a lamentação, armazenando o pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com as altas quotas de padecimentos que criam psiquicamente.
                Ao lado de outras, que chantageiam os afetos, mediante a adoção de sofrimentos irreais, estabelecem como metas a conquista de atenções e carícias que lhes são sempre insuficientes, não se dando conta de que, dessa  forma, farão secar a fonte generosa que as oferece.
                Ninguém se sente bem ao lado de criaturas que elegem o infortúnio como falsa solução para os seus conflitos existenciais.
                Essa coação emocional termina por produzir amizades falsas, situações constrangedoras, mais insegurança.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA                                              
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        
imagem: google

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

COM FÉ E PERSEVERANÇA III

                Cumpre, porém, não te permitires colheita de azedume nem rescaldo de pessimismo.
                A nau humana não se encontra no oceano do progresso, à matroca, rumando para o soçobro...
                Jesus comanda o destino da Terra e as soberanas Leis de Deus velam pela destinação gloriosa da Criação.
                Sai da colocação negativa e segue a marcha do amor.
                Há emoções de santificação em renúncias e sacrifícios conjugados para a felicidade geral.
                Contribui com a tua quota de bondade e de otimismo, acendendo luzes antes que deblaterando nas sombras ajudando, ao invés de reivindicares auxílio; esclarecendo, em vez de reclamares contra a ignorância; desculpando, sem excogitares de receber compreensão; edificando o amor nas almas, ao invés de demolires com os camartelos do mal-estar e da revolta...
                Tem em mente que, inobstante a noite escura, o Sol prossegue brilhando, sustentando a vida e mantendo o equilíbrio gravitacional do Sistema, apesar de não ser visto.
                Prossegue, portanto, com fé e perseverança.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

domingo, 24 de janeiro de 2016

COM FÉ E PERSEVERANÇA II

                Surgem momentos em que supões não mais poder suportar a situação desesperadora.
                Todos se te parecem adversários ou se te afiguram ingratos.
                Fazes rápida avaliação das tuas atividades e a colheita se te apresenta de pequena monta ao que consideras um grande investimento de tua parte.
                A mente descontrolada nega-se a fixar os ensinos edificantes e a afetividade recusa-te alargar o campo das relações, receando ápodos, rejeições, abandonos...
                Tens estado a considerar, apenas, o que é prejudicial sem te dares conta de que, insensivelmente, sintonizas com aqueles cujo comportamento lamentas, merecendo desconsideração.
                Em todo processo de crescimento surgem situações não esperadas, por melhor se programem os desdobramentos dos fatores propiciatórios a tal fatalidade.
                                                                                                               

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 23 de janeiro de 2016

COM FÉ E PERSEVERANÇA I

                Que estes são dias de transição moral e de crescimento espiritual do planeta, não tenhas dúvidas.
                Face à circunstância não te surpreendas com a paisagem emocional aflitiva que se apresenta ente os homens em toda parte.
                Angústia e insatisfação gerando situações lamentáveis, enquanto a violência e a agressividade produzindo loucura e crime.
                Não apenas isto. Estados dalma inquietantes dominam larga faixa da humanidade, como decorrência de fatores sócio-econômicos e psicológicos, que atestam a precariedade dos valores sobre os quais foi erguido o aparente sucesso da inteligência, ora aplicada nas conquistas externas sem o apoio do sentimento voltado para o bem.
                Outrossim, neste momento, é mais ostensivo o intercâmbio, inconsciente, embora, com os espíritos desencarnados e em aturdimento.
                As complexas cargas de informações negativas, deprimentes, açulam os desajustes de varia espécie, e o apressar das horas conclama ao prazer excessivo, em deprimente da paz lavrada em base do dever retamente cumprido e do amor superiormente vivido.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

RECADOS DO CAMINHO

Não te lastimes. Age.
Tens o tempo ao dispor.
Não reproves. Destaca.
O melhor do que vejas.
Não grites. Baixa a voz,
Se queres que te escutem.
Não desprezes. Socorre,
Caso intentes ser útil.
Não te irrites. Aguarda
                                                        O alheio entendimento.
                                                       Não desanimes. Ama,
                                                     Se pretendes vencer.


                                                                                       Emmanuel

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Dizem que é bom ter animal em casa porque quando ele adoece é que alguma coisa de ruim iria acontecer a alguém da família, mas “caiu nele”. Isso é verdade?
Resposta - Deus não faria isso com os animais, isto é, não deixaria que os animais fossem colocados ao nosso lado somente para servirem de meio para evitar que soframos. Se nós, que somos humanos e, portanto, falhos e imperfeitos, não quereríamos que um filho fosse submetido a algum sofrimento para proteger outro filho, que dirá da bondade infinita do Criador do Universo, que vê todos os Seu filhos com o mesmo Amor e confere a cada um a mesma importância. Os animais que se enfermam em contato com essas energias deletérias do ambiente doméstico em desequilíbrio são vítimas de nossas imprudências. Deveríamos ter animais em casa como companheiros e irmãos que precisam de nosso carinho e não de nossas energias mais densas.
            Quando, por serem mais sensíveis, adoecem antes, não significa que ela, a energia, deixou de estar no ambiente, ameaçando os presentes. É preciso tentar modifica-la antes que prejudique os familiares do mesmo modo como agiu sobre a pobre vítima animal.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

RESPEITO PELOS OUTROS

(J. Herculano Pires)
Todos somos naturalmente egocêntricos, pois o egocentrismo é a base da individualidade e consequentemente da personalidade. A pessoa humana é um ego conscientemente definido. E é necessário que seja assim, pois do contrário não seriamos um ser, uma consciência estruturada e capaz de agir.
Mas o egoísmo é uma deformação do egocentrismo, uma doença do ego. Essa doença se manifesta por vários sintomas bem conhecidos: a arrogância, a avareza, o comodismo, a ganância e sobretudo a falta de respeito pelos outros.
A facilidade com que interferimos na vida alheia, com que xingamos, insultamos, caluniamos, julgamos os outros, é o maior flagelo que assola o mundo. Essa falta de respeito pelos outros é o fruto espinhento do egoísmo que gera os conflitos no lar, na sociedade, nas nações e na vida internacional.
Os espíritas, incumbidos da missão de restabelecer o Cristianismo na Terra, são os que mais necessitam de compreender esse problema. O primeiro dever dos espíritas, no tocante ao respeito pelo próximo, refere-se a própria doutrina que nos foi dada pelos Espíritos Superiores através do trabalho missionário de Allan Kardec. No entanto, a todo momento vemos espíritas que pretendem, sem o mínimo de conhecimento doutrinário exigível, reformar a doutrina e superar Kardec.
No item 4 do capitulo XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Erasto nos adverte: “Cuidado, que entre os chamados para o Espiritismo muitos se desviaram da senda! Atentai, pois, no vosso caminho e buscai a verdade!”
Amor e respeito não querem dizer anulação do discernimento e da personalidade, querem dizer compreensão. Precisamos amar, compreender e respeitar os outros, mas sempre nos lembrando do respeito que devemos ao Espírito da Verdade e a doutrina que ele nos legou. O primeiro sinal de obsessão num espírita, num adepto da doutrina, é a sua leviandade na aceitação das fábulas que desfiguram o ensino dos Espíritos do Senhor, a falta de respeito para com o Espírito da Verdade.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA III

                Travar disputas por espaços emocionais que não lhes pertencem gera lutas acerbas, com prejuízo para as famílias de origem e para a recém construída, resultando em constantes ameaças à integridade da ecologia familiar.
                Transformar o filho em campo de disputas significa esquartejá-lo, de vez que a mãe o puxa de um lado e a nora/genro, do outro.
                O filho não precisa escolher entre mãe e esposa, pois são papéis diferenciados e não excludentes, e saber distinguir o dever de filho dos de esposo, é de indispensável bom senso.
                Cuidar de respeitar os papéis que representam os lugares apropriados de mãe/filho, esposo/esposa e sogra/genro ou nora é de bom tom, tendo em mente que são papéis sociais distintos, não colidindo suas respectivas funções se forem respeitadas as fronteiras psicoemocionais.
                Buscar conquistar a sogra, desfazendo a imagem de nora ou genro raptor de filho ou filha, e, se possível, conquistar-lhe o papel de segunda mãe, quando necessário, é um dos desafios àqueles que se aproximam de uma conjugalidade objetivando a formação de uma nova família.
                Envidar esforços para acolher a nora ou genro, assegurando a privacidade do novo casal sem invadir o campo de experiências que lhe são próprias ao aprendizado, apenas apoiando quando solicitada, e de forma parcimoniosa, é medida razoável.
                Quando há coabitação entre a nora ou genro e os sogros, é de relevância saber de quem é a casa, quem está recebendo quem, pois cabe ao visitante respeitar as regras já estabelecidas no lar que o recepciona.
                Portanto, quando, depois de casado, o filho/filha for morar um tempo na casa dos pais, os visitantes devem observar as regras que regulam aquele lar, procurando se adaptar ao cotidiano ali existente, inclusive controlando seus rebentos, caso existam.
                Se, ao contrário, os pais foram morar na casa do filho/filha, cabe aos sogros respeitarem as normas que lá vão encontrar estabelecidas. Nada de querer mudar a decoração da casa, ditar o cardápio, alterar a educação dos netos, modificar os horários da casa ao seu talante. Antes, devem buscar se ajustar à rotina daquele lar, valendo-se do diálogo para construir uma sintonia fina.
                                                                                                                                       

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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domingo, 17 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA II

Tomando como exemplo a relação mãe/filho, cujas dificuldades são muito freqüentes.
A mãe, com muita frequência, acha que só ela sabe o que é melhor para o filho; que a “outra” não sabe do que o seu filho precisa, mesmo tendo-lhe passado a guarda, ou que a esposa não saberá cuidar dele como ela o faz.
                Experimentando uma regressão psicológica, a mãe trata o filho como se fosse uma criança, e não como um adulto que já conquistou independência.
                Há certo sentimento de onipotência e onisciência maternais.
                Não se pode negar, aqui, o amor incomensurável da mãe, sua histórica capacidade protetora, sua incondicional dedicação. Todavia, apenas se questiona aquilo que vem junto, contaminando esses mananciais de luminosidade, e que requer um olhar atencioso, a fim de não respingar para a conjugalidade em vista.
                Curiosamente, o filho reforça a conduta maternal, revelando os receios ante a nova etapa de vida.
                Às vezes, denunciando uma atitude psicológica também regressiva, ele exagera os medos no enfrentamento da vida conjugal e da família atual, que se iniciam com todas as responsabilidades que lhes são inerentes.
                Agravam-se esses medos, após o casamento, quando o filho transfere para a esposa os anseios filiais que ele traz, suspirando ainda pela presença da mãe. Às vezes, até na verbalização no trato doméstico vêem-se as expressões mãezinha e mãe comparecerem indevidamente. Efetivamente, se a esposa pode circunstancialmente desenvolver este papel – o de mãe -, fica claro, porém, que o exagero, tendendo a engolir o papel de esposa, poderá representar problemas à vista para a vida esponsalícia. O papel principal da mulher casada, junto ao esposo, é o de esposa e não de mãe. Aliás, o lugar de mãe jamais deve ser negado para a sogra; existe a figura da ex-esposa, mas não a da ex-mãe.
                Por outro lado, a nora às vezes quer encontrar, na sogra, a presença da mãe que não teve, ou não foi suficiente, e passa a nutrir expectativas de ser adotada. Passa, então, mais do que esperar, a exigir da sogra aquilo que muitas vezes esta não pode lhe dar, fazendo com que surjam os conflitos.
                Tudo isso contribui, juntamente com outros conteúdos, para transformar a presença da sogra na vida conjugal dos filhos em um terreno movediço e delicado, pelas múltiplas facetas que essas interações revelam, exigindo muitas competências de todas as partes; e não é comum encontrá-las.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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sábado, 16 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA I

                Compreensível o anseio dos filhos pela emancipação doméstica por meio do casamento, deixando a família de origem para a construção de um novo lar. Como deveria ser, igualmente, a expectativa dos pais, pois já percorreram, outrora, esse mesmo caminho. É a lei natural.
                Contudo, de mãos atadas, quantas dificuldades sentem aqueles que vivem essa transição, especialmente por envolver uma relação habitualmente muito mais estreita e profunda, ainda que nem sempre saudável, de mãe/filho.
                Muito embora haja exceções, comumente a interação mãe/filho é uma das vinculações         mais intensas, duradouras e bem configuradas na cicatriz umbilical, que remete sempre à lembrança histórica de uma relação de entranhas, ou seja, uterina.
                O desvelo maternal alcança tal rigor, que é costumeiro tomá-lo como medida de comparação quando se quer fazer menção ao amor divino.
                Assim, o filho guarda esta sinalização da vida impressa no seu abdome como lembrete para a eterna gratidão.
                É preciso ressaltar, também, que se trata de uma relação duplamente importante, pois embute uma dimensão quantitativa e outra qualitativa.
                A quantitativa se refere ao tempo de convivência íntima, que se estende continuamente por vinte, trinta ou mais anos; a qualitativa fala do período em que cabe à mãe, especialmente, lhe dar os primeiros sinais de vida, ou seja, é quando se estabelecem as bases para a formação do novo eu humano – o ego – e justamente por se reportar aos primeiros anos de vida, torna-se fundamental para a definição da personalidade.
                Por estas e outras razões que se revelam quando levamos em conta a reencarnação, surgem as dificuldades para a emancipação do filho da família de origem, em um claro exercício de amor e desapego para os membros envolvidos na triangulação que se forma: mai, filho/filha e nora/genro.
O sentimento de posse, da mãe, de dependência, do filho, e o apego de ambos conspiram conta o novo relacionamento, ao lado de outros conteúdos que se agregam, variando de acordo com cada caso.
               


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

SUGESTÕES NO CAMINHO

Lamentar‐se por quê?... Aprender sempre, sim.

Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz.

Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.

Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.

A humildade é um anjo mudo.

Tanto menos você necessite, mais terá.

Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.

Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.

O tempo é ouro, mas o serviço é luz.

Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.

Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.

A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SE NÃO TIVER

                Desde tempos memoriais, de quando o homem aprendeu a expressar seus sentimentos, através de múltiplas linguagens (visual e textual), muito tem se falado sobre o amor. Sobretudo, nos últimos dois mil anos, após o advento do Mestre Jesus, expectativas várias são criadas em torno desse sentimento. Nos dicionários, define-se a palavra latina amor pelos significados de afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. o conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação e é tido por muitos como a maior de todas as conquistas do homem. Pois bem, bonito no papel, mas o problema é que em nome deste sentimento, que o homem tem se hostilizado, dando origem a tragédias, gerado grandes dificuldades e muitos encargos espirituais.
                Emmanuel, através de psicografia de Chico Xavier, já nos falou em Perfeito e Imperfeito Amor, identificando-o em dois tipos: o do sentido evangélico, que nos foi exemplificado por Jesus, e o humano, como o do dicionário e das tragédias. Entre ambos, uma grande diferença, visto que o amor humano, está mais para algo nocivo e perigoso, já que se alicerça no egoísmo e no ciúme, no ter para si. É desastroso, acabando por das origens a vários males, que vão desde o assassinato até o suicídio. Como se percebe, bem distante do amor no conceito de Jesus, que se fundamenta na abnegação, na dedicação, na humildade, no ser para os outros.
                O amor humano, nas suas diversas tipologias: conjugal, materno, filial, civismo, étnico, dentre tantos, são apenas reflexos do verdadeiro amor do Cristo que abrange e penetra todos os seres e desabrocha sob formas variadas. O amor evangélico é o princípio da vida universal, que engrandece o ser, que enobrece a alma e nos leva de volta ao seio do Pai, no reino que não é deste mundo, aquele da felicidade inexprimível. Na nossa imperfeição, conhecemos profundamente o amor humano e o vivemos com intensidade, porém, como estamos distantes ainda do amor evangélico, perfeitamente desenvolvido. Como identificar um e outro? Amor humano é por determinada pessoa ou coisa, enquanto o Amor com “a” maiúsculo é um sentimento que se manifesta em todas as atitudes do ser e que tem como principal característica o real interesse pelas necessidades do outro, sejam elas quais forem. No divino, trata-se daquele em que o sentimento pelo próximo supera tudo o mais, e no humano, prevalecem apenas as necessidades doentias ou pessoais do ser.
                Emmanuel, ao tratar deste assunto, descreve que o imperfeito amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros é quase sempre o egoísmo em disfarce, buscando a si mesmo nas almas a fim para tormenta-las sob múltiplas formas de temor: a exigência e o crime, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e frustração. O verdadeiro amor, faz o bem e sacrifica-se sem esperar retribuição porque compreende que o Pai traçou caminhos para a evolução aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender, ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações no degrau de luta em que lhes é próprio. Desta maneira, para que nossa alma se expanda sem receio através das realizações que o Senhor nos confia é necessário saber amar com abnegação e ternura entre esperança incansável e o serviço incessante do bem.
                O verdadeiro amor, conforme ensina Jesus e nos relembra João, o perfeito amor lança fora o temor (João, 4:18), é o sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer ser humano, a sentir em todos irmãos, a orientar no sentido da solidariedade e da cooperação. O amor humano pouco tem a ver com o preceito do Cristo, expresso no novo mandamento que Ele nos deu (Que vos amei uns aos outros como eu vos amei). O amor humano sonha com beijos, carinhos, abraços, paixão, enquanto Paulo nos adverte que o amor tudo sofre (I Coríntios 13:7). Ou seja, evidencia-se num modo de viver pessoal mais elevado; com a presença do trabalho, da renovação interior, da ajuda sem esperar retribuição; promovendo, enriquecendo, construindo o homem novo. O amor tudo sofre, assertiva apostólica que soa como um convite à aquisição do amor legítimo, conforme ensinou Jesus. Do sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer outro ser humano; que orienta na direção da solidariedade, da cooperação, e do interesse social.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A DESCOBERTO


Cap. XXIV – Item 13

“... nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.” – Jesus.
(Mateus, 10: 26)

Na atualidade, é deveras significativa a extensão do progresso humano nos variados campos da inteligência.

Pormenores da vida microscópica são vislumbrados por olhos pesquisadores e argutos.

Ninhos do Cosmo Infinito são tateados por delicada instrumentação astronômica.

Aparelhagem múltipla ausculta o corpo físico, desvelando-lhe a intimidade.

Experimentos inúmeros atestam a grandeza de tudo o que existe no seio da própria Terra.

Avançando em todas as direções, o homem alcança eloquente patrimônio intelectual, senhoreando leis e princípios que agrupam os seres e as coisas, mantendo o equilíbrio e a ordem do Universo.

Entretanto, na razão direta do conhecimento que vai conquistando, o espírito divisa horizontes mais vastos e fascinantes, aguçando o esforço do raciocínio.

Quanto mais conhece, mais se lhe amplia aos olhos a imensidão do desconhecido.

Quanto mais lógica no estudo, mais se lhe patenteia a exigüidade do próprio discernimento, em face da excelsitude do Todo-Divino.

Alma alguma pode encobrir, para si mesma, as próprias manifestações no quadro da vida e, de igual modo, perante a Lei, ninguém consegue disfarçar o menor pensamento.

Tudo pode ser descortinado, sopesado, medido...

Assim, não só a realidade ainda ignorada por nós, como também as mentalizações e os atos de nosso próprio caminho, serão revisados e conhecidos, sempre que semelhante medida se fizer necessária, no local exato e na época oportuna.

“Nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se”, esclarece o Senhor.

Recordemos, assim, o ensinamento vivo em nosso próprio passo, agindo na esfera particular, como quem vive à frente da multidão, porquanto os nossos mínimos movimentos, na soledade ou na sombra, podem ser também trazidos ao campo da plena luz.

Emmanuel

 

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

CONTA DE SI

“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” — Paulo. (ROMANOS 14:12.)

É razoável que o homem se consagre à solução de todos os problemas
alusivos à esfera que o rodeia no mundo; entretanto, é necessário saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.
Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas
de si mesmas. Homens existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas instituições.
Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo?
A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da
economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita.
O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem o homem a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina?
Cumpre-nos, então, esclarecer que os companheiros da intimidade doméstica,
a posse do lar, as finalidades do agrupamento em que se trabalha, pertencem ao Supremo Senhor, mas o homem, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a fonte de suas atividades comuns. Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada espírito, em relacionando o esforço que lhe compete, será compelido a esclarecer a sua qualidade de ação nos menores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

DECISÃO DE SER FELIZ

                Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
                É importante que tudo quanto faças apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.
                Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.
                És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, dede o berço até o túmulo, e depois dele, como resultado dos teus atos.
                Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.
                É relevante que o eu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.
                Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.
                Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.
                Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.
                A vida é bênção e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
                Tornado tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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