- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

LIBERAÇÃO I

                As cargas mentais negativas possuem a nefasta força de desorganizar as engrenagens psicológicas e físicas do ser. Acostumando-se-lhes, será necessário ingente esforço para destrinçá-las, nos sutis emaranhados dos campos de energia geradora da vida.
                Recordações desagradáveis, pensamentos perturbadores, ideias viciosas, frases deprimentes do ontem ressumam como necessidades de queixas, ressentimentos guardados, iras conservadas, depreciação de si mesmo, desamor, num conjunto de ingredientes destrutivos, que terminam por desorganizar o ser que se lhes permite vitimar.
                Não se pode evitar o haver nascido em um lar agressivo, entre pessoas hostis, sob injunções morais e socioeconômicas penosas. Tal acontecimento faz parte do passado e a lamentação somente o complica, em vez de eliminá-lo.
                Submeter-se às reminiscências deploráveis torna-se uma forma de infeliz masoquismo, que vitaliza o que não se tem como eliminar, embora os recursos de que se dispõe para sobrepô-las e esquecê-las.
                Toda vez que alguém se apoia à autocompaixão diante do insucesso da existência planetária, acomoda-se ao sucedido e preserva-o por conformismo. Faz-se, então, inadiável, a decisão para ser feliz, revertendo o ocorrido.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

domingo, 28 de fevereiro de 2016

BRILHE TUA LUZ I

                A movimentação contínua da massa humana causa-te preocupação, se consideras a problemática espiritual, que a todos diz respeito.
                Grande parte se te apresenta carrancuda, sob o extenuar das dores para as quais não se preparou, convenientemente, derrapando em violências contra os outros e contra si mesma.
                Outra expressiva quantidade de criaturas transita distraída, sem dar-se conta das responsabilidades que lhe dizem respeito.
                A desinformação em torno dos valores do espírito – aqueles que são de duração imperecível -, é alarmante, somando aos conceitos errôneos que muitos esposam, em chocante desconsideração quanto às realidades da Vida.
                Tendo em vista tais situações, reflete em torno dos movimentos religiosos que conduzem as massas, esvaziadas de sentimento legítimo de fé, sem claridades interiores, ficando aturdido.
                Sem dúvida, toda emulação edificante, intentando incorporar Jesus ao dia-a-dia dos homens, é de alta significação. No entanto, a claridade da fé deve estar sustentada pelo combustível dos feitos, sob pena de apagar-se de um para outro momento.
                Para lograr-se tal desiderato é imprescindível que haja um suporte da razão que se apoia nos fatos, de que se não pode evadir a mente, quando ocorrências desagradáveis ameaçam o equilíbrio.
                Desacostumados ao raciocínio em matéria de fé, os homens submetem-se aos códigos do amor agora, para abandoná-los mais tarde, crendo, por conveniências passageiras, antes por acomodação de interesses, do que pela necessidade de crescimento e renovação.
                                                                                                                                    

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MIGALHA E CARIDADE

Qualquer dádiva é grande
Nas mãos da caridade.
Um gesto de bondade
É chave de socorro.
Há florestas que nascem
De uma semente humilde.
Gotas de sedativo
Suprimem grandes dores.
Quem serve reconhece
O poder da migalha.
A simples vela acesa
Rechaça a escuridão.


Fonte: O Essencial – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Por que uma pessoa que fica doente pode provocar sintomas idênticos nos animais que convivem com ela?
Resposta - Quando ficamos enfermos, significa que nosso corpo espiritual ficou enfermo antes, indicando que o espírito já estava em desequilíbrio. Ao surgir a enfermidade no corpo físico, ela á tinha sido criada mentalmente. Muitas vezes a imagem prévia da enfermidade está formada em nossa mente como se fosse um protótipo da doença que surge como um pensamento consolidado. A partir desse pensamento podemos transmitir as vibrações aos circunstantes, incluindo pessoas e animais. As pessoas podem absorver essas energias e desenvolverem algum desequilíbrio também e o mesmo ocorre com os animais que podem reproduzir as formas-pensamentos em si. Como dissemos, os animais são como esponjas secas que absorvem energias do ambiente facilmente e podem adoecer se essas energias forem determinantes de enfermidades.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MEDIUNIDADE E SERVIÇO

(J. Herculano Pires)
Agora, que as clausuras religiosas começam a se abrir e o isolamento sacerdotal se converte em vivencia social, seria curioso se os espíritas instituíssem um sistema de segregação para os médiuns; tanto mais que o Espiritismo é uma doutrina aberta, só comparável ao Cristianismo primitivo dos tempos em que Jesus e os seus discípulos viviam no meio do povo, servindo
à Deus no serviço aos homens.             
A mediunidade não e privilégio, não é concessão especial, mas faculdade humana natural. Todos a possuímos, em maior ou menor grau, conforme as nossas necessidades. Assim como devemos empregar a nossa inteligência e as nossas habilidades ao serviço do próximo, assim também devemos utilizar a nossa mediunidade na boa orientação das relações sociais. O médium isolado seria um contra senso, como a lâmpada sob o alqueire de que nos fala o Evangelho. Sua função não é esconder a luz que possui, mas irradia-la em benefício de todos.
A missão mediúnica é semelhante a todas as demais missões que o Espírito, ao encarnar, traz para a Terra. A natureza social da mediunidade condiciona o médium a todas as exigências das relações humanas. Na verdade, a sociabilidade atinge na mediunidade o seu mais alto grau, pois o médium é o individuo colocado a serviço de duas coletividades, a visível e a invisível. Sua função social transcende o plano horizontal das relações existenciais, estabelecendo as relações do plano vertical entre os homens e os Espíritos. E essas relações, até ontem consideradas sobrenaturais, são hoje reconhecidas como naturais, comuns a todas as criaturas.
Como acentua Emmanuel, os médiuns, por mais elevados que sejam, não passam de criaturas em resgate dos erros do passado. Isolá-los, negar-lhes o direito a vida normal dos homens, furtá-los a experiência da vida, seria regredirmos no tempo, esquecendo os princípios fundamentais do Espiritismo para cairmos de novo no conceito errôneo dos privilégios espirituais. Mediunidade é serviço, mas sobretudo serviço fraterno – que só pode ser realizado com proveito no ombro a ombro da vida comum.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

PÁGINA AOS MÉDIUNS

(Emmanuel)       
Médiuns espíritas!
Quando vos conscientizais relativamente a distância entre a vossa condição humana e a espiritualidade sublime da Doutrina de Luz e Amor que abraçastes, muitos de vós outros recuais ante as lutas por sustentar.
Compreendamos, no entanto, que quase todos nós, os companheiros encarnados e desencarnados, trazidos as tarefas do Espiritismo, somos seres endividados de outras épocas, empenhados ao trabalho de aperfeiçoamento gradativo com o amparo de Jesus.
Tiranos de ontem, somos agora convocados a exercícios de obediência e tolerância para as aquisições de humildade.
Autoridades absorventes que dilapidávamos os bens que se nos confiavam, em beneficio de todos, vemo-nos induzidos, na atualidade, a servir em regime de carência a fim de aprendermos moderação à frente da vida.
Inteligências despóticas que abusávamos da frase escrita ou falada, prejudicando multidões, estamos hoje entre inibições e dificuldades, nos domínios da expressão verbal, de modo a reconhecermos quanto respeito se deve à palavra.
Criaturas que infelicitávamos outras muitas, deteriorando-lhes a existência em nome do coração, achamo-nos presentemente em longos calvários do sexo a fim de aprimorarmos os impulsos do próprio amor.
Incluimo-nos em vossos problemas, conquanto desenfaixados provisoriamente dos laços físicos, porquanto as vossas lutas de hoje foram as nossas de ontem, tanto quanto os vossos conflitos de hoje serão talvez nossos amanhã, quando, pela reencarnação, estivermos na posição que atualmente ocupais.
A despeito, no entanto, de todos os obstáculos, esposemos na construção do bem o caminho da sombra para a luz.
Natural tropeceis, através de quedas e desilusões, muitas vezes necessárias a formação de nossas melhores experiências. Entretanto, não vos marginalizeis na estufa da ociosidade ou na furna da autocompaixão.
Trabalhemos compreendendo e sigamos servindo.
Fraquezas e imperfeições temo-las ainda conosco e talvez por longo tempo, de vez que burilamento espiritual não e assunto de mágica.
Convençamo-nos, porém, de que unicamente com a doação do melhor de nós mesmos, na edificação do bem de todos, é que descobriremos a senda traçada a nossa melhoria e elevação.
Recordemos.
O ouro não se desentranha da ganga simplesmente porque leiamos algum compendio de mineração diante do cascalho que o segrega, conquanto o compendio de mineração favoreça as atividades relacionadas com a extração e acrisolamento do ouro.
Purificar-se-á o metal, em verdade, tão somente no clima do cadinho esfogueante.
Um médico reitera consigo a ciência de curar, mas isso não quer dizer esteja ele inacessível a doença, embora o dever que lhe cabe na preservação do equilíbrio orgânico.
Um dia Jesus nos afirmou que os obreiros do Evangelho serão conhecidos pelos frutos. Não nos será licito esquecer que todas as árvores da Terra, por mais preciosas, se lançam frondes, flores e frutos na direção dos Céus, nenhuma delas produzira se não tiver as raízes vinculadas aos ingredientes no chão.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

CAUSAS DE INFIDELIDADE CONJUGAL IV

                Para efeito de compreensão mais detalhada, pode-se visualizar só o momento atual da convivência, para serem entrevistos alguns outros componentes que estão presentes no aqui e agora e jazem negligenciados, porque, se é verdade que a maioria das situações somente é compreensível quando se olha para trás, igualmente é justo considerar que existem ocorrências nas quais uma simples olhadela no hoje já basta para se perceber por que a relação desaguou no precipício da separação traumática.
                Focando de forma específica na relação propriamente dita, observamos alguns fatores que contribuem para o distanciamento do casal, tornando-o mais vulneráveis a tropeços no âmbito da fidelidade:
                - quantos abandonos, gerando carências afetivas;
                - quantos maus-tratos verbais, e às vezes físicos, impulsionam o outro a buscar conforto em alguém que lhe conquista o coração;
                - quantas desqualificações diminuindo a autoestima do outro, tornando-o sensível a banais seduções externas;
                - quantas insatisfações sexuais expõem o outro a buscar afirmação fora do lar;
                - quantas traições suscitam vinganças infelizes por parte do outro;
                - quantas atitudes de desamor deixam o outro na mão de quem lhe oferece algumas migalhas de carinho;
                - quantas insinuações injustas de infidelidade levam o outro a dar veracidade, como desforra;
                - quantas ofensas repetidas esmagam sentimentos, desconectando o outro da afeição conjugal;
                - quantos abusos de alcoólicos suprimem a razão e engendram lances em que o instinto assume o comando do comportamento;
                - quantos descuidos no trato das questões morais suscitam obsessões sutis que empurram para vinculações afetivas descabidas;
                - quantas interferências indébitas de sogros ou parentes ajudam a quebrar o liame, já tênue, do amor conjugal.
                Estas vicissitudes ocorrem habitualmente em arranjo múltiplo, trazendo algumas das situações mencionadas, além de outras mais remotas que se escondem por trás de fatores mais visíveis, conforme citado.
                É difícil identificar as causas de uma traição, posto se trate de uma interação que envolve duas pessoas diretamente, mais uma terceira e uma rede por trás da tríade. E que falam das suas histórias de vida carregadas de scripts, pulsões, bloqueios, crenças, valores, etc, compondo a base que sustenta a ponta do iceberg – a traição.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

domingo, 21 de fevereiro de 2016

CAUSAS DE INFIDELIDADE CONJUGAL III

                Aliam-se às causas de vidas passadas aquelas da vida atual que, a seu turno, podem dizer respeito à sua história de vida – história biográfica – e às dificuldades do relacionamento matrimonial recente – história conjugal.
                No que tange à sua biografia, vamos encontrar muitas motivações, conforme as circunstâncias de vida de  cada um, que podem induzir a comportamentos de não fidelização ao parceiro na caminhada afetiva.
                Aqui podemos mencionar algumas situações muito freqüentes:
                - Quando vítimas de abuso sexual na infância ou na adolescência;
                - quando sofrem traumas no campo afetivo, tendo presenciado traições de seus pais ou de pessoas representativas do ponto de vista psicológico;
                - quando abandonados emocionalmente por mãe ou pai, ainda crianças ou mesmo adolescentes;
                - quando foram confidentes dos pais nos relatos de traições conjugais;
                - quando tiveram como referência de modelo pai ou mãe com comportamentos reiterados no adultério;
                - quando, na idade infantil, se transformaram em cúmplices no segredo de infidelidades para que o lar não se desfizesse;
                - quando assimilaram crenças negativas de pessoas importantes acerca do casamento, da monogamia, da fidelidade;
                - quando testemunharam a cristalização da dor em um dos pais, depois de abandonado pelo outro, para conviver, prematuramente, com uma terceira pessoa;
                - quando experimentaram traição de namorado na adolescência, às vezes com uma pessoa amiga;
                - quando se sentiram descartáveis, após se sentirem trocados por outra pessoa;           - quando viveram traição em relação estável.
                É verdade que muitas outras vicissitudes podem instalar propensão às traições conscientes ou inconscientes, variando de acordo com cada situação vivida e da forma como se significou o evento experimentado. Às vezes, um fato que habitualmente traumatiza é suplantado com elaboração e transformação psicológica, dependendo do nível de consciência de quem vive a ocorrência.
                Quanto maior for a evolução do espírito, maior será a sua competência para lidar com esses conteúdos de vida.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sábado, 20 de fevereiro de 2016

CAUSAS DE INFIDELIDADE CONJUGAL II

                De outras vidas comparecem inúmeras ocorrências:
                - Quantos espíritos trazem um passado longínquo de herança na poligamia, com reminiscência das fases primitivas e tribais, época em que as nossas movimentações eram, sobretudo, instintivas, ainda despertando para conteúdos emocionais, intelectuais, morais;
                - quantos renascem com um passado poligâmico recente, experimentado em culturas e religiões que acolhem múltiplas parcerias em regime de naturalidade, obedecendo a uma ética que defende relações conjugais plurais;
                - quantos, em outras eras, encontraram na prostituição a forma de sobrevivência, diante de conjunturas constritoras;
                - quantos tiveram, em suas últimas encarnações, vivências francamente viciosas, por motivos vários;
                - quantos trazem seqüelas de dores de outra vida, ainda não superadas, que se manifestam como transtornos psiquiátricos, interferindo na confiabilidade entre consortes afetivos.
                Enfim, estas e outras tantas experiências que interferem, inconscientemente, no uso da sexualidade e da afetividade, e que inclinam a pessoa para um padrão poligâmico, caso não disponha de recursos para o analisai, vigiai e orai preconizados por Jesus e suscetível de lhe oferecer sustentação para um comportamento de fidelidade monogâmica.
                                                                                                                                         

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CAUSAS DE INFIDELIDADE CONJUGAL I

                O assunto é complexo, pelas múltiplas facetas que carrega. Talvez por causa disso Jesus se mantivesse inicialmente silencioso, quando chamado a se pronunciar sobre a questão da mulher que fora flagrada em adultério, limitando-se a escrever e olhar para a terra, como a sinalizar que esta questão diz respeito a todos nós, que habitamos o Planeta.
                Há muitos motivos que causam a ruptura da fidelidade a dois. Muito raro encontrar uma só justificativa para o abandono da responsabilidade conjugal; ao contrário, os fatores que a explicam são inúmeros, colocados em rede de influenciação. É tão complexo identificá-lo quanto julgá-los.
                Um exercício de compreensão ajuda a lidar com o adultério, bem como a restabelecer o relacionamento, se for o caso. Entretanto, independentemente de separação, o perdão se impõe como necessidade de saúde física, emocional, mental e espiritual.
                Surgem fatores causais desta vida, como de outras encarnações.

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

TEMAS DA CRÍTICA

Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio.

A vida dos outros, qual se afirma na expressão, é realmente dos outros e não nossa.

Devo compreender que o erro de outrem, hoje, talvez será o meu amanhã, já que nas trilhas evolutivas da Terra todos somos ainda portadores da natureza humana.

O tempo que se emprega na crítica pode ser usado em construção.

Toda vez que criticamos alguém, estamos moralmente na obrigação de fazer melhor que esse alguém a tarefa em pauta.

Anote: em qualquer tempo e situação os pontos de vista e as oportunidades, os recursos e os interesses, o sentimento e a educação dos outros são sempre muito diversos dos seus.

Criticar não resolve, porque o trabalho da criatura é que lhe determina o valor.

Quem ama ajuda e desculpa sempre.

Não condene, abençoe.

Lembre‐se: por vezes, basta apenas um martelo para arrasar aquilo que os séculos construíram.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O ÓBVIO, NÃO É TÃO ÓBVIO ASSIM

                Ao observar os processos de qualquer empresa, seja ela pública ou privada, e em qualquer segmento, constata-se que os erros a atrapalhar todas as operações e causar constrangimentos com clientes e prejuízos de toda ordem ocorrem porque e alguma etapa da operação o tal do óbvio não foi feito.
                É óbvio que, para o cliente, ao não receber uma mercadoria a ele enviada, a nota fiscal e seu respectivo boleto devem ser cancelados, caso contrário o cliente será cobrado por uma mercadoria que não adquiriu.
                É óbvio que, se um professor lançar a nota errada do aluno, deverá fazer a correção o mais rápido possível, caso contrário o boletim do discente sairá com nota errada.
                É óbvio que, se eu dirigir o carro de minha empresa de forma indisciplinada, poderei causar um sério acidente ou levar uma multa de trânsito.
                O mesmo se dá nos relacionamentos humanos que, não raro, azedam porque faltou a observação do óbvio por um dos envolvidos.
                É o amigo que se esquece de dar os parabéns.
                O cônjuge que não se recorda da data de casamento.
                O filho que deixa de telefonar aos pais em datas especiais.
                As lembranças seriam óbvias em se tratando de pessoas que amamos e estimamos, mas...
                Sejamos sinceros: O óbvio parece ser a parte mais complicada de se realizar, porquanto comumente é ignorado.
                Entretanto, já que falamos tanto de óbvio, vejamos como o dicionário define esta palavra: que está diante dos olhos; que salta à vista; manifesto, claro, patente.
                Interessante definição, porém, com observação um pouco mais acurada dos processos e da própria condição de seres humanos em construção cai por terra, porque nem sempre o que está diante de seus olhos está diante do meu.
                Nem sempre o que para você é elementar o é para mim, e, também, nem sempre o que para mim é fundamental o é para você.
                E por quê? Porque somos seres diferentes e com isso enxergamos a vida e as situações que a compõem de forma completamente distinta da que outras pessoas enxergam.
                Criados por Deus simples e ignorantes, estamos, à custa de tropeços, quedas e arribadas, aprendendo a lidar com o óbvio.
                Impossível, portanto, falar que o óbvio para um é o mesmo óbvio para todas as criaturas.
                Você provavelmente deve estar se perguntando: ora, se você afirma que o óbvio não é tão óbvio assim, porque depende da condição de cada criatura enxergar mais ou menos as situações da vida, como então, melhorar processos em empresas ou mesmo o relacionamento humano a fim de atingir excelência?
                Simples. Esses enganos e desenganos, que surgem e ressurgem por conta de não nos atentarmos que o óbvio para nós não o é para o outro, podem ser sanados com comunicação.
                Basta iniciar nas empresas, no recinto religiosos ou no lar um processo de compreensão de que é preciso comunicar-se de forma eficaz e clara, sem querer adivinhar ou pensar pelo outro. Sem considerar que o meu óbvio é o mesmo que o seu.
                Portanto, fundamental falar abertamente o que se espera e o que se quer, não deixando nada subentendido para que as pessoas “pesquem”.
                Seja, pois, claro em suas atitudes, fale com firmeza com sua equipe, seu esposo, seus filhos, e deixe transparente o que você quer e espera deles, porque, sejamos sinceros: é óbvio que o óbvio não existe.

Wellington Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
imagem: google

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O FILHO DO ORGULHO

Cap. VII – Item 11
O melindre – filho do orgulho – propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.
Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.
O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los. Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.
Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.
Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:
É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembléias.
O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.
O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.
O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.
A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.
O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.
O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.
O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança.
O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.
A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.
O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.
O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.
Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.
A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém? Somos sempre auxiliados.
Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.
Todos nós aí comparecemos, antes de tudo, para receber, sejam quais forem as circunstâncias.
Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranqüilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.
Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.
Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.
E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...
Cairbar Schutel

Fonte: O Espírito da Verdade         

Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

DONS

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do Alto.” — (TIAGO 1:17)

Certificando-se o homem de que coisa alguma possui de bom, sem que Deus lho conceda, a vida na Terra ganhará novos rumos.
Diz a sabedoria, desde a antiguidade:
— Faze de tua parte e o Senhor te ajudará. Reconhecendo o elevado teor da exortação, somos compelidos a reconhecer que, na própria aquisição de títulos profissionais, o homem é o filho que se esforça, durante alguns anos, para que o Pai lhe confira um certificado de competência, através dos professores humanos.
Qual ocorre no patrimônio das realizações materiais, acontece no círculo das edificações do espírito.
Indiscutivelmente, toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus.
Entretanto, para recebermos o benefício, faz-se preciso “bater” à porta para que ela se nos abra, segundo a recomendação evangélica.
Queres o dom de curar? começa amando os doentes, interessando-te pela solução de suas necessidades.
Queres o dom de ensinar? faze-te amigo dos que ministram o conhecimento em nome do Senhor, através das obras e das palavras edificantes.
Esperas o dom da virtude? disciplina-te.
Pretendes falar com acerto? aprende a calar no momento oportuno.
Desejas acesso aos círculos sagrados do Cristo? aproxima-te dEle, não só pela conversação elevada, mas também por atitudes de sacrifício, como foram as de sua vida.
As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto, cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

domingo, 14 de fevereiro de 2016

FENÔMENOS RENOVADORES II

                Os teus pensamentos seguem a linha direcional das tuas aspirações. O que anelas na emoção, elaboras na construção mental. Sucederá, portanto, conforme o queiras.
                Certamente experimentarás, no transcurso da existência física, provas e expiações decorrentes de pensamentos e atitudes passadas, ora retornando ao proscênio do ser como mecanismos de reparação, resgate, reeducação.
                Houvesses agido de forma diferente e enfrentarias outras situações cármicas.
                Não obstante tais efeitos, a lei de renovação propele-te à modificação da estrutura dos dias porvindouros, mediante a tua conduta presente.
                Revisa, quanto antes, os teus planos de ação. Submete-os a uma análise tranquila e considera as tuas possibilidades atuais, refazendo programas e estabelecendo metas novas.
                Se te parecem corretos, amplia-os. Se te manifestam insuficientes ou perturbadores, corrige-os. Renova-te, porém, alterando sempre para melhor as tuas disposições de crescimento, seja como for que te encontres.
                Não exijas que as pessoas sejam-te iguais, sempre as mesmas, com repetitivos hábitos, expressando-te idênticos sentimentos.
                Diante dos afetos que diminuíram de intensidade; dos comportamentos que se alteraram; das situações que sofreram mudanças; dos amigos que fizeram novas opções; do entusiasmo que arrefeceu ou passou para a outra área; dos desafios novos, não te insurjas pela depressão ou violência. São fenômenos, esses, de mudança que a vida impõe. Aceita-os com calma e em paz, continuando com os ideais nobres e evoluindo sempre, sem retentivas com a retaguarda nem ansiedades em relação ao futuro.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

FENÔMENOS RENOVADORES I

                A vida é um incessante mecanismo de transformações. Nada permanece inalterável. A mudança é fenômeno natural do processo renovador. Tudo quanto não se renova, morre, impondo um normal efeito de desenvolvimento. O repouso é interpretação equivocada em torno de ocorrências não detectadas.
                Desse modo, emoções, organização fisiológica, comportamentos humanos encontram-se sujeitos aos imperativos de alterações necessárias, variando de acordo com ocorrências, circunstâncias, ocasiões.
                Essas alterações na criatura humana procedem de estados diferenciados de consciência, de padrões mentais diversos, de filosofias existenciais variadas.
                Conforme se pensa, assim se procede.
                A mente, exteriorizando os níveis psicológicos, é responsável pelas atitudes, por expressar a realidade espiritual de cada um.
                O processo que precede à ação é de natureza mental. Portanto, tudo quanto se afirma, ou se nega mentalmente, passa a exercer preponderância que se materializa no campo da realidade objetiva.
                O cultivo das ideias pessimistas, geradoras de enfermidades e dissabores, angústias e tragédias, deve ser substituído pelos pensamentos saudáveis, produtivos, responsáveis pelos bens da vida.
                Ninguém há que se encontre fadado à desdita. Renovando-se, altera-se-lhe a paisagem para o futuro, mediante o que elabore na área dos desejos mentais.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

ABORTO II

                Por mais se busquem argumentos, em vãs tentativas para justificar-se o aborto, todos eles não escondem os estados mórbidos da personalidade humana, a revolta, a vingança, o campo aberto para as licenças morais, sem qualquer compromisso ou responsabilidade.
                O absurdo e a loucura chegam, neste momento a clamorosas decisões de interromper a vida do feto, somente porque os pais preferem que o filho seja portador de outra e não da sexualidade que exames sofisticados conseguem identificar em breve período de gestação, entre os povos super-civilizados do planeta...
                Não há qualquer dúvida, quanto aos direitos da mulher sobre o seu corpo, mas, não quanto à vida que vige na intimidade da sua estrutura orgânica.
                Afinal, o corpo a ninguém pertence, ou melhor nada pertence a quem quer que seja, senão à vida.
                Os movimentos em favor da liberação do aborto, sob a alegação de que o mesmo é feito clandestinamente, resultam em legalizar-se um crime para que outro equivalente não tenha curso.
                Diz-se que, na clandestinidade, o óbito das gestantes que tombam, por imprudência, em mãos incapazes e criminosas, é muito grande, e quando tal não ocorre, as consequências da técnica são dolorosas, gerando sequelas, ou dando origem a processos de enfermidades de longo curso.
                A providência seria, portanto, a do esclarecimentos, da orientação e não do infanticídio covarde, interrompendo a vida em começo de alguém que não foi consultado quanto à gravidade do tentame e ao seu destino.
                Ocorre, porém, na maioria dos casos de aborto, que a expulsão do corpo em formação, de forma nenhuma interrompe as ligações espírito-a-espírito, entre a futura mãe e o porvindouro filho.
                Sem entender a ocorrência, ou percebendo-a, em desespero, o ser espiritual agarra-se às matrizes orgânicas e, à força da persistência psíquica, sob frustração do insucesso termina por lesar a aparelhagem genital da mulher, dando gênese a doenças de etiologia mui complicada, favorecendo os múltiplos processos cancerígenos.
                Outrossim em estado de desespero, por sentir-se impedido de completar o ciclo da vida, o espírito estabelece processos de obsessão que se complicam, culminando por alienar-se a mulher de consciência culpada, formando quadros depressivos e outros, em que a loucura e o suicídio tornam-se portas de libertação mentirosa.
                Ninguém tem o direito de interromper uma vida humana em formação.
                Diante da terapia para salvar a vida da mãe, é aceitável a interrupção do processo da vida fetal, em se considerando a possibilidade de nova gestação ou o dever para com a vida já estabelecida, face à dúvida ante a vida em formação...
                Quando qualquer crime seja tornado um comportamento legal, jamais se enquadrará nos processos morais das Leis Soberanas que sustentam o universo em nome de Deus.
                Diante do aborto em delineamento, procura pensar em termos de amor e o amor te dirá qual a melhor atitude a tomar em relação ao filhinho em formação, conforme os teus genitores fizeram contigo, permitindo-te renascer.
                    

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ABORTO I

   
Consequência natural do instinto de conservação da vida é a procriação, traduzindo a sabedoria divina, no que tange à perpetuação das espécies.
                Mesmo nos animais inferiores a maternidade se expressa como um dos mais vigorosos mecanismos da vida, trabalhando para a manutenção da prole.
                Ressalvadas raras exceções, o animal dócil, quando reproduz modifica-se, liberando a ferocidade que jaz latente, quando as suas crias se encontram ameaçadas.
                O egoísmo humano, porém, condescendendo com os preconceitos infelizes, sempre que em desagrado, ergue a clava maldita e arroga-se o direito de destruir a vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

AÇÃO PESSOAL

Cumprindo o meu dever;
Fazer sempre algo mais.
No exame de mim mesmo;
Aceitar-me e servir.
Quanto aos outros;
Dar auxílio e respeito.
Nas lutas dia-a-dia;
Trabalhar e esquecer-me.
Ante o mal que apareça;
Calar, buscando o bem.
Fazer perante Deus;
O melhor que eu puder.


Emmanuel

imagem: google

domingo, 7 de fevereiro de 2016

ANIMAIS E ENERGIA

Pergunta - Nossos pensamentos de amor aos animais entram na composição da psicosfera da Terra?
Resposta - A psicosfera do planeta é uma somatória de todas as nossas energias psíquicas e dos seres que compartilham conosco desse mundo físico e do mundo espiritual de dimensões próximas. Em nosso mundo físico há provas científicas de que os animais possuem psiquismo, ou seja, eles emitem ondas de pensamento que farão parte desse conjunto de pensamentos do nosso orbe. Outras pesquisas científicas indicam que as plantas possuem algum tipo de psiquismo, mesmo que primário, mas ainda assim é psiquismo, que fará parte do conjunto dessas ondas que circundam o nosso mundo físico. Alguns especulam a possibilidade de os minerais também terem rudimentos de psiquismo e que tomam parte nessa psicosfera do planeta.
            Todos os pensamentos nossos, sejam eles bons ou ruins, farão parte dessa psicosfera planetária e darão as características ao conjunto. Em um mundo onde a maioria das pessoas pensa em fazer o bem e praticar a caridade, a psicosfera apresenta-se com uma energia leve e agradável. Onde os pensamentos são de desagravo e de ódio, o ambiente energético, criado no planeta em função desse  conjunto de ondas psíquicas, é mais pesado e denso. Essa psicosfera funcionaria omo um medidor do nosso grau de evolução espiritual e determinaria a classificação do mundo em questão nesta ou naquela categoria evolutiva. Estamos passando para um mundo chamado de regeneração onde as ondas psíquicas são mais leves e mais amorosas. Os pensamentos de amor dirigidos a quem quer que seja tomam parte na formação dessa psicosfera.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 6 de fevereiro de 2016

A DOR E O TEMPO

(J. Herculano Pires)
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor. Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade. Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer. A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, “Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto, os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão:
“Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega a sua vida perdê-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte. A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estimulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar a compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Leon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto. A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que
aperta segura”. As pessoas inquietas perguntam por que há de ser assim, por que Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador. A perfeição inclui também o livre arbítrio, pois só através dele chegamos a consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites, como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ELEVAÇÃO

(Maria Dolores)
Escuta, alma querida,
Aceita as aflições e as lágrimas da vida,
Por agentes de acesso a Esfera Superior…
Mágoa, queixa, revolta e rebeldia
Lembram muralhas sob a noite fria
Furtando o coração a luz do amor.

Se a prova te retalha a alma sincera,
Perdoa, faze o bem, trabalha e espera
Aprendendo da estrada em derredor…
Tudo o que vive e sonha, sofre e ama,
Dos astros do Infinito aos vermes sob a lama,
Dando-se a elevação do futuro melhor…
O Sol potente que nos ilumina
É um gigante em perpétua disciplina,
Varando lutas que desconhecemos,
Por mais se lhe arremesse lixo à face,
Brilha em silêncio como se explicasse
Que só o amor domina os Céus Supremos…

Corre a fonte da penha ao chão da serra,
Depois, ganhando o vale, faz da terra
Verdejante celeiro em garbos de jardim…
Pelo bem que constrói, de segundo a segundo,
Muitas vezes recolhe os detritos do mundo,
Mas beija lodo e pedra e canta mesmo assim!…

O carvão na lareira acende a chama,
O tronco mutilado não reclama,
A estrada se aprimora aguentando tratores…
No trigo triturado o pão puro se asila,
Cria-se a porcelana em fogo sobre a argila,
O roseiral podado dá mais flores!…

Assim também, alma querida e boa,
Não recuses a dor que aperfeiçoa,
Se nos espanca os sonhos, teus e meus…
Golpes, tribulações, angústias, tempestade
São recursos da vida erguendo a Humanidade
Para a Benção de Deus.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CASAMENTO E DINHEIRO II

                Há casais que articulam bem o manejo do dinheiro, traduzindo estarem em dia, não só com os aspectos econômico-financeiros e racionais, mas também em suas interações nos campos afetivo/emocional e espiritual/moral.
                São aqueles parceiros que não gastam mais do que ganham; que alternam, periodicamente, o comando da gestão financeira doméstica como forma de aprendizado para ambos: um ajuda o outro na regulação da administração monetária quando existe tendência para o descontrole; não há depreciação de valor sobre quem disponha de menor remuneração, tampouco ufanismo por quem percebe um bom salário.
                O dinheiro é uma das manifestações da força de trabalho, todavia, nem todo trabalho traz um valor quantificado pecuniariamente. Existem afazeres que não têm custo, não podendo ser dimensionados em recursos amoedados dentro da convivência conjugal e familiar.
                Estão nessa posição aqueles que mais se demoram na educação dos filhos; os que dispensam longas atenções aos pais e sogros em estado de carências diversificadas; os que cuidam da infraestrutura da casa dando suporte ao outro, que assume mais a provisão monetária; os que atendem aos afazeres fora do lar, não profissionais, mas fundamentais para uma boa administração da prole; os que desenvolvem atividades religiosas e caritativas, ensejando proteção espiritual para todo o lar.
                Identificar semelhantes trabalhos não remunerados feitos pelo outro parceiro e qualificá-los como tão importantes ou mais do que aqueles geradores de proventos econômicos, é atitude de sabedoria conjugal propiciadora de se colocar o dinheiro, perante os esposos, na sua exata posição.
                                                                                                                                               

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google