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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 31 de março de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Como funciona isso de o animal apresentar câncer em função da absorção de energias de seus donos?
Resposta - O ambiente psíquico nos meios humanos é geralmente denso e suas energias circulam entre nós. Quando nos relacionamos com outras pessoas, fazemos trocas energéticas e não raramente as acumulamos em nosso ambiente. Quando essas energias ambientais são positivas, somos promotores de saúde e bem-estar, mas quando acumulamos energias densas demais podemos ser coautores de enfermidades em quem estiver no ambiente. Os animais são muito sensíveis e absorvem inadvertidamente parte dessas energias, por serem desprovidos delas. Seria como se fossem esponjas secas e os ambientes humanos, lugares alagados. Quando seres humanos estão envoltos por energias muito densas, por causa de sua sensibilidade os animais podem ser capazes de adquirir alguns transtornos. Eles são sensíveis às energias do ambiente e as absorvem facilmente, contaminando-se. Essa contaminação é capaz de causar prejuízos à saúde deles, e até infecções, distúrbios orgânicos e câncer. Os animais não seriam, como querem alguns, antenas que absorvem as energias que deveriam atingir os seus donos. Na verdade, essas energias já atingiram seus donos e também os animais e não somente os animais. O que faz parecer que somente eles são atingidos é o fato de serem tão sensíveis a essas energias, enquanto os humanos são mais resistentes a elas, por serem próprias de seu grupo.
                                                                                                                 

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quarta-feira, 30 de março de 2016

REAÇÃO LIVRE

(J.Herculano Pires)
Muita gente pergunta em que consiste o livre arbítrio na reencarnação, desde que esta é condicionada pelo carma, pela lei de ação e reação. Há nas correntes filosóficas existenciais o principio da facticidade, segundo o qual já nascemos feitos no mundo, determinados pelo nosso corpo e pelo meio em que surgimos. Mas apesar disso os filósofos da existência consideram a criatura humana como a única dotada de liberdade, o único ser livre da Terra. Porque a partir desse dado inicial o homem é livre para pensar e agir, sem o que não teria responsabilidade.
Muito antes dessa descoberta dos existencialistas O Livro dos Espíritos já estabelecia o livre arbítrio como característica da espécie humana. A questão 843 desse livro mostra que a liberdade humana é progressiva, desenvolvendo-se em fases sucessivas desde o nascimento até a madureza. O condicionamento físico do homem, abrangendo as condições orgânicas, a hereditariedade, o meio e a cultura, não lhe tira a capacidade de discernir e escolher. As predisposições instintivas o inclinam em diversos rumos, mas nem por isso o obrigam a fazer isto ou aquilo. Assim como o motorista, limitado pelas condições do carro que dirige, não perde a sua liberdade, o homem continua, como Espírito, livre para pensar, querer e agir no condicionamento da sua reencarnação.
É por isso que o modo de reagir da criatura é o mais importante diante das vicissitudes da vida.
Essas dificuldades agem sobre o homem como consequências do passado, mas é através da sua maneira de reagir que o homem vai superar o passado e abrir novas perspectivas para a sua vida no presente e no futuro. Se reagir mal continuará enleado no seu carma. Se reagir bem libertar-se-á dele. Nosso comportamento, portanto, diante das questões mais graves que o mundo nos propõe é o que vai decidir o nosso destino. Poderíamos querer mais ampla liberdade do que essa, a de construir por nós mesmos o nosso futuro?


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 29 de março de 2016

O MAIS IMPORTANTE

(André Luiz)
Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.
Crises e problemas apareceram.
Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.
Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.
Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de autorealização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momento mais oportuno.
Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção da vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.
Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.
Se você esta doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxilio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.
Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu desprendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.
Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.
Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução. Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

segunda-feira, 28 de março de 2016

CASAMENTO E SEPARAÇÃO II

                        Se é verdade que o espiritismo postula e favor do casamento como relação duradoura entre dois seres, também considera a separação, em muitas ocorrências, como medida justa e mais adequada, evitando danos e lesões maiores, de conseqüências lamentáveis para os cônjuges. Assim como para os filos, que experimentam, às vezes, efeitos desastrosos, assistindo a crueldades conjugais, quando não são chamados, infelizmente, a participar ativamente do litígio, ora como juízes, ora como promotores ou advogados de defesa, diante dos conflitos matrimoniais.
                Há separações absolutamente despropositadas, que surgem como fugas ao enfrentamento de dificuldades cotidianas; busca de aventuras extraconjugais; manifestações descartáveis com foco no império do erotismo de um momento; desistência covarde perante responsabilidades comezinhas; interesses materiais se sobrepondo aos espirituais; opções pelas aparências, em detrimento dos princípios essenciais à evolução; enfim, o império do corpo prevalecendo sobre os valores da alma.
                De igual modo, existem fracassos prognosticados, antes mesmo da consagração das bodas, face ao móvel do casamento ter se centrado exclusivamente num interesse econômico; ou somente por uma atração corpórea; ou motivado unicamente por interesses de projeção social; ou por representar concessões a chantagens mesquinhas; ou por outros motivos em que não se levou em conta a Lei de Amor.
                Por isso, Allan Kardec foi peremptório: O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.
                No momento em que a separação se torna inevitável, é plausível todo esforço para manter um clima amistoso ou, pelo menos, de um companheirismo civilizado, evitando posições de inimizades sempre indesejáveis, mormente quando existem filhos oriundos da relação.
                Separando-se, o casal dispõe do desafio do desatamento de laços, em vez do rompimento. No desatamento há respeito recíproco, mesmo perante divergências; da ruptura derivam agressões e mágoas, culpas e ódios que se arrastarão para o futuro, exigindo reparações justas nesta ou em outra encarnação.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sábado, 26 de março de 2016

CASAMENTO E SEPARAÇÃO I

                A relação conjugal é processual, ou seja, se comporta como algo vivo, crescendo ou definhando, conforme bem ou mal alimentada, cabendo ao tempo definir o seu futuro de acordo com a dinâmica do relacionamento.
                Portanto, o casamento se afirma consolidando-se em bodas sucessivas, ou se desestabiliza, experimentando estágios progressivos de adoecimento em direção à separação.
                Importante, pois avaliar como está a saúde da convivência a dois, e, se não hígida, perceber qual tipo de tratamento necessita: ambulatorial? De enfermaria? UTI? Sala cirúrgica? Igualmente, é preciso identificar se o casamento agoniza ou se já morreu!
                À medida que a relação adoece e não é tratada, ela vai se agravando em complexidade, e aquilo que se prendia a um pequeno ajuste ambulatorial, por falta de atenção adequada, passa a requerer um internamento em enfermaria. E se assim prosseguir, sem cuidados específicos, haverá necessidade de intervenções heróicas, verdadeiras cirurgias conjugais para tentar redirecionar o desacasalamento que se estabelece de forma gradual.
                Caso se descure dos cuidados ao casamento, é inevitável a morte com todas as dores inerentes a uma separação, especialmente a dor dos filhos, se tiverem surgido na paisagem familiar.
                Infelizmente, quando se busca ajuda especializada, habitualmente a relação está por um fio, quando não morta. Em diversas oportunidades, cabe apenas ao profissional a difícil tarefa de mediar uma separação menos traumática.
                                                                                                                         

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quarta-feira, 23 de março de 2016

SEPARAÇÕES

Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e, em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.

É preciso aguentar a separação, quando necessária, como as árvores toleram a poda.

Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.

Em vários casos, os destinos assemelham‐se às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.

Não servir de constrangimento para ninguém.

Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos é possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novo companheiros que se nos associam à luta edificante.

Nunca pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos possa dar.

Não menosprezar a quem quer que seja.

Saibamos orar em silêncio, uns pelos outros.

Apenas Deus pode julgar o íntimo de cada um.



Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

terça-feira, 22 de março de 2016

NÃO BASTA ENVERNIZAR A CORRUPÇÃO, É URGENTE EXTINGUI-LA

Por mais respeitáveis sejam as organizações sociais ou programas sociais de governo, se os militantes e governantes não se identificam com a probidade, falseá-las-ão e lhes desnaturarão o objetivo para explorá-los em proveito próprio. Quando os governantes forem honrados e íntegros moralmente, farão boas instituições e elas serão duráveis, porque todos terão interesse em sua conservação. Segundo Allan Kardec “a questão social não tem o seu ponto de partida na forma de tal ou tal instituição; está inteiramente no aperfeiçoamento moral dos indivíduos e do povo. Aí está o princípio, a verdadeira chave da felicidade da sociedade, porque então os homens não pensarão mais em se prejudicarem uns aos outros. Não basta colocar um verniz sobre a corrupção, é preciso extingui-la”. [1]

Nessas reflexões de Rivail comentaremos sobre a célebre “Operação Lava Jato” que desvendou aos olhos dos brasileiros um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais (algo acima de R$ 40 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões em “propinas”) . É considerado pela Polícia Federal como a maior investigação de corrupção da história do país. Os inquéritos estão provocando uma "revolução" na sociedade brasileira e têm sido muito bem conduzidos por aguerridos patriotas, sóbrios e incorruptíveis.  As sentenças têm sido decisivas e vão alcançando altos executivos, alguns já condenados a passar 15 ou 20 anos na prisão.

Há mais de uma década, na cidade mexicana de Mérida, mais de 110 países assinaram a Convenção Nações Unidas contra a Corrupção. [2] O referido acordo prevê a cooperação para a recuperação de somas de dinheiro desviado dos países e a criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos de putrefação da honra. Não é com alegria que vemos no Brasil a improbidade, a falcatrua, a propina com o status de “normalidade” arruinando econômica, política e socialmente toda uma nação.  Temos observado a crise que desafia o bom ânimo do povo em face dessa enxurrada de denúncias de crimes ao erário público. Em razão disso, brotou no cenário brasileiro uma espécie de escárnio das massas, ganhando preciosos espaços o frisson coletivo e paradoxalmente a omissão generalizada. Em contrapartida , diante das recentes e inovadoras penalidades aplicadas estamos atravessando o apogeu de um ciclo esperançoso de transformação visceral que tem atingido afirmativamente  a população.

O Brasil passa por processo de profunda transição. Sem sombra dúvida há uma  intervenção de Jesus em nossa Pátria, apontando para um amanhã próspero em favor do povo. Nesses novos tempos, muitos Espíritos rebeldes ainda estão tendo oportunidade de escolher viver o bem ou o mal. No livro  “O Céu e o Inferno”, Allan Kardec reporta-se a Espíritos comprometidos com o erro, o vício, o crime, a desonestidade, enquanto encarnados. Inúmeros deles descrevem, em manifestações mediúnicas, seus tormentos morais, piche fervente em suas consciências, reunidos, por afinidade, em correspondência à natureza de seus crimes, em tenebrosos vales de sofrimento. [3]

Os que permanecerem no mal, não reencarnarão mais na Terra e após rigorosa seleção dos valores morais serão expurgados para outras instâncias planetárias. Nesse processo da separação do joio e do trigo, dessa filtragem espiritual, não mais nos depararemos com a violência, com os escândalos, com a ironia, com o cinismo, com a mentira, com a corrupção.

Ainda assim, os figurantes (massa de manobra) da desordem reagirão, bradando por confrontos entre classes sociais, falarão de paz, de justiça social como armas para a agressão entre compatriotas. Entretanto Jesus permanecerá com a rédeas nas mãos e no comando do povo e a vitória será do Evangelho. Não por acaso consta na composição do hino nacional o fragmento “se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta”. Sim, os legítimos representantes da pátria “verde e amarelo” não abdicarão da luta pela probidade, pelo decoro, pela liberdade e pela honra. Hoje mais do que nunca, o povo caminha no rumo seguro da vitória sobre o mal e os maus. Ante a Lei de Causa e Efeito os pervertidos pela corrupção (sejam aves de rapina ou acintosas serpentes) serão condenados (mormente os que ainda não foram punidos) para o bem de todos e felicidade geral da Nação.

O Espiritismo auxiliará eficazmente nas reconstruções de ordem sociopolítica e econômica, porque propõe a substituição dos impulsos antigos do egoísmo pelos da fraternidade universal. O Codificador faz menção, em Obras Póstumas, sobre o regime político que deverá vigorar no futuro, ou seja, a aristocracia intelecto-moral. Sim! Aristocracia - do grego aristos (melhor) e cracia (poder) significa poder dos melhores. Poder dos melhores implica que os governantes tenham dado uma direção moral às suas inteligências. [4] Com base nas lições de Jesus, na questão 919 d’O Livro dos Espíritos, os Benfeitores informam que a perfeição moral só se alcança com a prática do bem, sacrificando-se o interesse pessoal em benefício do semelhante, de modo abnegativo, sem esperar recompensas.[5]

Ora, os filhos do Brasil não podem se ajoelhar diante da putrefação moral e da corrupção que deteriora a estabilidade da sociedade. Urge orar, solicitar a Jesus pedindo-lhe que interceda a favor dos bons cidadãos (juízes, delegados, agentes policiais, advogados, procuradores, jornalistas, religiosos e outros) e das futuras gerações de brasileirinhos. O cidadão do futuro se forma no presente. Um país de justiça e liberdade se constrói com lealdade, honradez, amor e muito trabalho.

Referências bibliográficas:

[1] Kardec Allan. Obras Póstumas, preâmbulo, RJ: Ed. FEB 1999
[2] Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, adotada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em 31 de outubro de 2003 foi assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003
[3] Kardec Allan. O Céu e o Inferno, RJ: Ed. FEB 1970
[4] Kardec Allan. Obras Póstumas, preâmbulo, RJ: Ed. FEB 1999
[5] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 919 RJ: Ed FEB 2000

Jorge Hessen

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segunda-feira, 21 de março de 2016

A PAIXÃO DE JESUS

Cap. XIX – Item 7
O Espiritismo não nos abre o caminho da deserção do mundo.
Se é justo evitar os abusos do século, não podemos chegar ao exagero de querer viver fora dele. Usufruamos a vida que Deus nos dá, respirando o ar das demais criaturas, nossas irmãs.
Para seguir a própria consciência, podemos dispensar a virtude intocável que forja a santidade ilusória.
Não sejamos sombras vivas, nem transformemos nossos lares em túmulos enfeitados por filigranas de adoração.
Nossa fé não é campo fechado à espontaneidade.
Encarnados e desencarnados precisamos ser prudentes, mas isso não significa devamos reprimir expansões sadias e não nos abracemos uns aos outros. A abstinência do mal não impõe restrições ao bem.
Assim como a virtude jactanciosa é defeito quanto qualquer outro, a austeridade afetada é ilusão semelhante às demais.
Não façamos da vida particular uma torre de marfim para encastelar os princípios superiores, ou estrado de exibição para entronizar o ponto de vista.
A convicção espírita não é insensível ou impertinente.
A inflexibilidade, no dever, não exige frieza de coração. Fujamos ao proselitismo fanatizante, mas nem por isso cultivemos nos outros a aversão por nossa fé.
Se o papel de vítima é sempre o melhor e o mais confortável, nem por isso, a título de representá-lo, podemos forçar a nossa existência, transformando em verdugos, à força, as criaturas que nos rodeiam.
Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a servidores cristãos.
Nem caridade vaidosa que agrave a aspereza do próximo, nem secura de coração que estiole a alegria de viver.
Quem transpira gelo, dentro em breve caminhará em atmosfera glacial.
A crença aferrolhada no orgulho desencadeia desastres tão grandes quanto aqueles criados pelo materialismo.
Não sejamos companhias entediantes.
Um sorriso de bondade não compromete a ninguém.
A fé espírita reside no justo meio-termo do bem e da virtude.
Nem o silêncio perpétuo da meia-morte, que destrói a naturalidade, nem a fala medrosa da inibição a beirar o ridículo.
Nem olhos baixos de santidade artificiosa, nem anseio inexperiente de se impor a todo preço.
Nem cumplicidade no erro, na forma de vício, nem conivência com o mal, na forma de aparente elevação.
Fé espírita é libertação espiritual. Não ensina a reserva calculada que anula a comunicabilidade, constrangendo os outros, nem recomenda a rigidez de hábitos que esteriliza a vida simples. Nem tristeza sistemática, nem entusiasmo pueril.
Abstenhamo-nos da falsa idéia religiosa, suscetível de repetir os desvios de existências anteriores, nas quais vivemos em misticismo acabrunhante.
Desfaçamos os tabus da superioridade mentirosa, na certeza de que existe igualmente o orgulho de parecer humilde.
O Espiritismo nos oferece a verdadeira confiança, raciocinada e renovadora; eis por que o espírita não está condenado a atividade inexpressiva ou vegetante. Caridade é dinamismo do amor. Evangelho é alegria. Não é sistema de restringir as idéias ou tolher as manifestações, é vacinação contra o convencionalismo absorvente.
Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior de nossa emancipação.
Ewerton Quadros

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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sábado, 19 de março de 2016

A VIDEIRA

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.” — Jesus. (JOÃO 15:1.)

Deus é o Criador Eterno cujos desígnios permanecem insondáveis a nós outros. Pelo seu amor desvelado criam-se todos os seres, por sua sabedoria movem-se os mundos no Ilimitado.
Pequena e obscura, a Terra não pode perscrutar a grandeza divina, O Pai,
entretanto, envolve-nos a todos nas vibrações de sua bondade gloriosa.
Ele é a alma de tudo, a essência do Universo.
Permanecemos no campo terrestre, de que Ele é dono e supremo dispensador.
No entanto, para que lhe sintamos a presença em nossa compreensão limitada, concedeu-nos Jesus como sua personificação máxima.
Útil seria que o homem observasse no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação.
Dentro de nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus Cristo. De sua seiva divina procedem todas as nossas realizações elevadas, nos serviços da Terra.
Alimentados por essa fonte sublime, compete-nos reconhecer que sem o Cristo
as organizações do mundo se perderiam por falta de base. NEle encontramos o pão vivo das almas e, desde o princípio, o seu amor infinito no orbe terrestre é o fundamento divino de todas as verdades da vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
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sexta-feira, 18 de março de 2016

SAÚDE E BEM-ESTAR II

                Não te atenhas aos atavismos infelizes, revivendo-os, comentando-os, reestruturando-os nos campos mental e verbal. Eles não te abandonarão, enquanto não os deixares.
                Queixas-te de insucessos, dissabores, enfermidades, desamor; no entanto, aferras-te a eles de tal forma que perdes o senso de avaliação da realidade, rotulando-te como infeliz e estacionando aí, sem qualquer esforço de renovação.
                Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.
                Esforça-te por desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.
                Planeja o teu presente, estabelece metas para o futuro e põe-te a trabalhar sem desfalecimento, sem autocomiseração, sem amargura.
                Podes e deves alterar para melhor o clima que respiras, o ambiente no qual te encontras.
                Não basta pedires a Deus ajuda, porém, deves fazer a tua parte, sem o que, pouco ou nada conseguirás. Saúde ou doença, bem ou mal-estar dependem de ti.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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quinta-feira, 17 de março de 2016

SAÚDE E BEM-ESTAR I

                O planejamento de qualquer projeto responde pela qualidade da futura realização. Previsões e detalhes, cálculos e referenciais, organograma e execução constituem a base do labor, do qual decorrem os êxitos ou os insucessos.
                Da planificação até a concretização do empreendimento, quaisquer alterações têm que ser estudadas, a fim de serem introduzidas sem prejuízo para o conjunto ou excesso de gastos não previstos.
                A criatura humana torna-se o que pensa, o que sustenta mentalmente e desenvolve até a fixação.
                Lamentavelmente, porém, expressiva maioria de indivíduos somente acalenta ideias negativas, lucubra pessimismo, agasalha mal-estares. Como resultado enfraquecem-se-lhe as resistências morais, debilitam-se-lhe os valores espirituais e alimenta-se da própria insânia.
                Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, ser alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que os atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles outros que são danosos.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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quarta-feira, 16 de março de 2016

BRILHE TUA LUZ III

                Não te detenhas, ante os impedimentos massivos, na tarefa de auxílio espiritual.
                Junta a tua a outras candeias que estejam ardendo na noite das aflições, derramando parca luminosidade.
                Vi ao teu próximo e clarifica-o com a mensagem do Cristo, chamando-o à ação e à responsabilidade.
                Não obstante o evangelho houvesse sido pregado para a aturdida multidão, o Mestre não se poupou esforços no ministério de atender e iluminar uma a uma as criaturas que dEle se acercavam.
                Tem confiança irrestrita na Sua governança e faze a tua parte sem precipitação nem pessimismo, não temendo a mole humana, nem tombando na marginalização por indiferença ou timidez.
                Espiritualiza-te, e deixa que a tua luz brilhe confortadora, apontando os rumos da paz para os que seguem contigo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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segunda-feira, 14 de março de 2016

BRILHE TUA LUZ II

                São respeitáveis as movimentações exteriores do clima religiosos da Terra. Todavia, é de vital importância a transformação moral do homem ante a presença da fé, na mente e no coração.
                Quem diz crer e não produz para o bem do seu próximo, é insensato.
                Se  se utiliza da vida e não reparte bênçãos, torna-se dilapidador da oportunidade.
                Se se enclausura na vaidade da salvação individual, faz-se parasita inconsequente.
                Se impõe a sua forma de ser, estribado em presunçosas convicções, transforma-se em prepotente.
                Somente quando nele brilha a luz do Cristo, exteriorizando em atos o odor da caridade e do amor, é que se encontra em condições de provar que o caminho da felicidade leva ao próximo, numa viagem para fora, após haver-se penetrado pela busca interior, mediante a introspecção e a prece que ora o sustentam nos cometimentos libertadores.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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domingo, 13 de março de 2016

QUANTO MAIS

Quanto mais alto estejas,
Mais apoio a prestar.

De quanto mais disponhas,
Mais poder de servir.

Quem possui mais cultura
Pode ensinar melhor.

Não recuses doar
Do que tenhas ou sejas.

Virtude sem trabalho
Lembra riqueza morta.

Recorda: Deus te dá
Para que também dês.

Emmanuel


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sábado, 12 de março de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Como pode ser isso de haver pessoas de baixo padrão moral trabalhando com a recuperação da saúde de animais no Mundo espiritual?
Resposta - Disse Jesus: Quem precisa de médicos são os enfermos. Essas pessoas que não possuem boa índole, mas pretendem modificar sua conduta, merecem a atenção dos espíritos benevolentes tanto quanto as pessoas de moral elevada, pois são espíritos necessitados.
            Não somente nós, mas também os animais possuem corpos físicos e corpos espirituais. As energias que circulam pelos corpos espirituais são mais sutis, enquanto que as do físico são necessariamente mais densas em função de nossa própria densidade orgânica. Quanto mais sutil for a energia, maior sua ação nos corpos fluídicos ou espirituais. Quanto mais densa for a energia empregada nas terapias energéticas, mais ação tem sobre os corpos físicos. É sabido que em homeopatia os medicamentos agem a nível físico enquanto estão mais concentrados e, à medida que são mais diluídos, passam a agir sobre os corpos espirituais. Precisamos ver sempre o lado positivo, até mesmo nas coisas que aparentemente não o possuem. As pessoas cuja índole precisa ser trabalhada para o bem possuem maior teor de energias densas que se moduladas adequadamente, podem se constituir em reformadores celulares ao transferirem energias vitais aos tecidos lesados de animais ou pessoas enfermas. Por serrem animais encarnados, mesmo estando desdobrados no Plano espiritual, seus cordões prateados transferem as energias captadas e as distribuem nos corpos físicos que as aproveitam como remédios. Os encarnados que se prestam a auxiliar os animais desse modo também possuem os cordões prateados, ligados aos seus corpos físicos. A partir deles, transferem essa energia, repassando aos enfermos, que podem ser animais ou humanos. Pessoas de boa índole possuem menor densidade e menor quantidade de energias regeneradoras e quando as tem agem melhor por ação direta ao corpo físico do enfermo pela imposição de mãos.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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sexta-feira, 11 de março de 2016

O QUE DEUS JUNTOU

(J. Herculano Pires)
É a lei do amor que une as almas. Os casamentos de interesse ou conveniência ligam apenas os corpos, quando os ligam. “O juramento pronunciado ao pé do altar se torna um perjúrio, se foi dito como simples formula”. Disso resulta que há casamentos indissolúveis porque determinados pela lei do amor, que é lei de Deus, mas também existem casamentos insustentáveis porque feitos segundo as leis variáveis dos homens, obedecendo a interesses e conveniências puramente humanos ou a ilusões passageiras dos sentidos.
Essa a razão principal da separação de casais. O que Deus juntou pelo amor permanece unido pela própria força do amor. E se alguém o separar estará cometendo uma ação contraria a vontade divina. Mas o que os homens juntaram por interesse não tem estabilidade. Por isso os próprios homens criaram leis humanas que preservem a sociedade da desagregação produzida
pelas separações inevitáveis. Kardec ensina: “O divórcio e uma lei humana, cuja finalidade é separar legalmente o que já estava separado de fato. Não é contrario a lei de Deus, pois só reforma o que os homens fizeram”.
Os que acusam o Espiritismo de divorcista não conhecem a posição verdadeira da doutrina ante esse problema. Manter a união legal de um casal já de fato separado é atentar contra a moral da sociedade, pois os casais separados se renovam com a formação de dois novos casais, ambos ilegítimos, dos quais resultarão naturalmente os filhos ilegítimos. Isso e um mal social, uma doença da sociedade, para a qual só existe um remédio que é o divórcio, legalizando a separação e permitindo a legitimidade dos novos lares constituídos. O Espiritismo é realista, vê as coisas como elas são e não como queríamos que fossem.
Mas, o Espiritismo só admite o divórcio nos casos extremos, ensinando que as obrigações morais assumidas na vida terrena tem a sanção da lei divina de causa e efeito, de ação e reação. Jesus mesmo permitiu o divórcio, como vemos em Mateus, 19:3-9. Por causa dessa permissão evangélica a legislação do divórcio no Estado de Nova York só admite como motivo o adultério.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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quinta-feira, 10 de março de 2016

DIVÓRCIO E LAR

(Emmanuel)
Indubitavelmente o divórcio e compreensível e humano, sempre que o casal se encontre a beira da loucura ou da delinquência.
Quando alguém se aproxima, reconhecidamente, da segregação no cárcere ou no sanatório especializado em terapias da mente, através de irreflexões com que assinala a própria insegurança, é imperioso se lhe estenda recurso adequado ao reequilíbrio.
Feita a ressalva, e atentos que devemos estar aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida, é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo. Para que se atenda a isso é justo anotar que muitas vezes o matrimônio, a feição de organismo vivo e atuante, adoece por desídia de uma das partes.
Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente – e muito principalmente – ao amparo mútuo.
Considerado o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negocio e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que se comprometeu com ela ao buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?
E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?
Dois corações que se entregam um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.
Todos sabemos que do equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.
Por isso mesmo, no dialogo a que somos habitualmente impelidos, no intercambio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que carecemos na sustentação da tranquilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será licito esquecer.
* * *
Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.
Considera as próprias atitudes e, através de criterioso autoexame, indaga por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometeste, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheira ou do companheiro que elegeste para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranquilidade, amor e compreensão.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
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quarta-feira, 9 de março de 2016

TRAIÇÃO CONJUGAL E PERDÃO II

                Para efeito didático, resumiríamos da seguinte forma a sequência das abordagens, da mais imatura para as mais profundas:
1.       O outro é o culpado (o parceiro ou o amante).
Consequência não desejável: fixação na mágoa, no ódio, na vingança.
Abordagem desejada: perdão ao outro.
2.       Eu sou o culpado.
Consequência não desejável: fixação na culpa tóxica, autopunição.
Abordagem desejada: perdão a si mesmo.
                Aqui pode estar invertida a sequência acima, pois pode ser que, inicialmente, a pessoa se sinta culpada, para somente depois deslocar a culpa para os outros.
3.       Nós somos culpados.
Conseqüência não desejável: fixação no sofrimento como resultado do complexo culpa/mágoa.
Abordagem desejada: perdão a si e ao outro.
4.       Nós somos responsáveis.
Conseqüência não desejável: fixação na fuga, adiando a reparação.
Abordagem desejável: autoperdão e perdão ao outro, por meio da reparação responsável, consciente e lúcida.
                Com essa atitude diante da vida, culminamos por concluir que todos nós somos, no fundo, inocentes, imaturos, aprendizes da vida, fazendo ensaios evolutivos mais ou menos desengonçados, amadurecendo quando procuramos reparar, em nós e nos outros, os prejuízos causados nas nossas movimentações infelizes na vida.
                Necessário entender que a traição é uma atitude primeiramente da pessoa em relação a si mesma, uma vez que, antes de trair alguém, trai-se a si mesmo, pois há um compromisso de fidelidade para consigo próprio, em face da própria consciência. Primeiro, lesa-se a si mesmo, para depois se refletir na direção do outro, conseqüente e dialeticamente.
                Talvez por isso Jesus, ao propor o caminho da reparação, tenha asseverado: “Reconcilia-te”, fazendo menção à autorreconciliação, a fim de, posteriormente, como conseqüência imediata, se ir ao encontro do outro, quando complementa: “com o teu adversário”.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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terça-feira, 8 de março de 2016

TRAIÇÃO CONJUGAL E PERDÃO I

                À medida que se aprofunda o conhecimento das almas humanas imbricadas na trama afetiva conflituosa da ruptura da fidelidade, mais se firma uma compreensão que nos inclina a atitudes de maior sensatez, capazes de nos autorizar a assumirmos posições mais ou menos ante os erros do amor.
                Inicialmente, ainda na presença do choque, procuramos o culpado: é o outro que traiu, ou aquele com quem ele caiu. Neles depositamos todas as emoções que emerge no clímax da nossa dor, tais como raiva, indignação, ódio, agressividade, outras... Podemo-nos fixar uma vida inteira nessa posição, imobilizando-nos no papel de vítima, guardando sentimentos de rancor, tristeza, ódio, revolta e... adoecendo.
                Se fizermos escolhas mais ricas para aprofundar o entendimento, vamos detectar que não é só o outro o culpado, simplesmente. Num movimento pendular, um dos cônjuges passa a se eleger como culpado: identifica que empurrou o outro para os braços de alguém, por meio de um conjunto de comportamentos negativos. Nessa hora, assume a culpa sozinho, e corre o risco de se fixar na posição da culpa tóxica, enveredando por descaminhos que seguem as etapas implacáveis do autojulgamento, da autocondenação e da autopunição. Às vezes, essa atitude vem antes daquela em que se foca num outro como o único culpado.
                Caso se decida a avançar na busca da verdade, registra que não há um só culpado – ele/ela ou eu – mas sim que são ambos culpados. Socializa, portanto, a causa da dor, e traz para a dimensão relacional o compartilhamento da culpa. Aqui podemos também nos fixar numa amargura interminável e improdutiva – infelizes para sempre!
                Contudo, num mergulho mai profundo em nossas consciências, percebemos qe não somos culpados, e sim responsáveis. Mudamos a maneira de atribuir significado à dor. Identificamos uma teia ancestral contribuindo, direta e indiretamente, para nossas decisões atuais.
                Por isso, passamos para a atitude da responsabilidade, ou seja, sem perder de vista o que está por trás, assumimos a nossa cota pelas escolhas que fazemos. Todavia, fazemos isso de uma forma amorosa, sem nos crucificarmos, tampouco sem nos isentarmos de encarar a parte que nos compete.
                Responsabilizar-se é a habilidade em dar resposta. Assim partimos para a reparação justa, naquilo que nos diz respeito, sem vitimização e sem a intoxicante culpabilização.
                Quando conseguimos colocar-nos nessa posição, aprendemos e crescemos com a dor, retirando da situação vivida tudo quanto a vida pode nos ensinar. Tornamo-nos mais maduros para continuar a nossa caminhada, seja recasando-nos após a reconciliação, seja restabelecendo uma nova parceria no futuro, se for o caso. Tudo isso, porém, em bases mais solidadas.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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domingo, 6 de março de 2016

EM MATÉRIA AFETIVA

Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.

Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.

Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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sexta-feira, 4 de março de 2016

UMA REFLEXÃO SOBRE A NOVA ERA

                “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.  Jesus
                O nosso planeta já passou por inúmeras mudanças ao longo dos tempos.
                Desde sua criação, tivemos constantes mudança, mas todas em torno de guerras, o forte mandando no mais fraco. Desde o início dos tempos, sempre tivemos o orgulho a vaidade e toda sorte de comportamentos não edificantes dominando o planeta.
                Tantos já falaram em destruição do planeta, já criaram tantos deuses, como também já acabaram com DEUS inúmeras vezes.
                De tempos em tempos a espiritualidade nos dá um conforto, nos impulsiona para frente com o envio de profetas, espíritos iluminados, cientistas e filósofos, ou seja, pessoas que nos mostram sempre a possibilidade de um mundo melhor.
                Tivemos Sócrates, Platão, Moisés, osso Mestre Jesus, Francisco de Assis, bem como tantos cientistas, poetas e outros desconhecidos para nos mostrarem que o Amor sempre vence e vencerá.
                No final do século XIX tivemos Kardec, com a implantação do espiritismo, nos apresentando um caminho, chamado por Jesus de O Consolador. Nesse momento nos foi mostrado que uma nova fase estaria por chegar.
                Passamos pela fase de planeta primitivo, onde reinava os clãs, as tribos, não existia qualquer espaço para a inteligência formal, nem sentimentos mais profundos. Nessa fase nós estávamos mais próximos da animalidade do que da racionalidade.
                Depois entramos na fase de mundo de expiação e provas, na qual vivemos ainda hoje. Um planeta de sofrimento, a ponto de nos dizer Jesus: “A felicidade não é desse mundo”. Um mas de ilusões e paixões, um planeta onde, já em plena atividade intelectual, ainda com comportamento animalesco, egocêntrico e dependente do material, em círculos contínuos de idas e vindas em sucessivas reencarnações expiatórias.
                A marcha da evolução não para, e nós estamos para adentrar a Nova Era, esse novo período, falado por muitos espiritualistas como sendo uma nova fase de evolução. Um novo momento, uma nova energia dando oportunidade para espíritos preparados começarem a reencarnar, dando ao nosso planeta uma outra dimensão. No entanto, como no dizer de Jesus, nem todos poderão participar desse banquete, somente aqueles que estiverem vestidos com a roupa nupcial. Esta roupa não seria uma evolução compatível com o novo estado de espiritualização do planeta? Não seria um posicionamento nosso dentro de padrões éticos e morais condizentes com o novo momento?
                Não significa que estaremos no terceiro milênio dentro de um paraíso, mas sim, numa nova fase: muito ainda a caminhar; ainda sofrimento, mas não nos moldes atuais; ainda lutas, mas não dentro de injustiças como aparentemente podemos ver. As lutas estarão num outro contexto de evolução. O espiritismo já vem anunciando há muito tempo o advento dessa nova era.
                A preocupação atual da humanidade tem sido o prazer momentâneo, a conquista tecnológica, a busca da disputa em todos os níveis. Isso ainda poderá nos levar a dolorosos processos cármicos. Está na hora de mudar o foco para algo maior, mais profundo em nossas vidas. O momento, então, precisa ser de reflexão, de busca interior para o profundo do ser. Momento de renovação.
                Aquele que estiver preparado, com profunda base moral no trabalho e na caridade, será o herdeiro dessa nova era. Seriam os espíritas? Ateus? Outra religião ou religiosos? Nada disso importa. Na verdade, serão “aqueles que fizerem a vontade de meu Pai”, como nos alertou Jesus.

Wagner Ideali

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
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