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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 30 de abril de 2016

DE ONDE SURGE A MALDADE? I

                O significado do termo maldade tem conexão com a qualidade daquele ou daquilo que é mau, com a ação maligna, a iniquidade e a crueldade. Mas por que alguns têm atrativo pela perversidade? O tema sempre inquietou os pensadores dos mais diversos campos do saber e da ação humana: filosofia, ciência, arte, religião.
                Historicamente, segundo alguns modelos previsíveis, os males humanos pareciam não mais destinados a preocupar os pensadores, pois que a maldade parecia ser circunscrita. Para alguns estudiosos o holocausto, durante a Segunda Grande Guerra, reacendeu-se o debate sobre os limites da barbárie, da perversidade humana, lançando no universo intelectual europeu e mundial uma onda de pessimismo e ceticismo.
                Hanna Arendit, filósofa judia, que estudou as questões do mal, escreveu o livro Eichmann em Jerusalém, que analisa o julgamento do verdugo nazista, mentor da morte de milhares de pessoas. Tendo como referencial o caso Eichmann, a autora justifica que o mal pode tornar-se banal e difundir-se pela sociedade como um fungo, porém apenas em sua superfície. Para Arendt, as raízes do mal não estão definitivamente instaladas no coração do homem e por não conseguirem penetrá-lo profundamente a ponto de fazer nele morada, podem ser extirpadas.
                Para muitos, o mal seria mais forte que o bem, e que os Espíritos do mal estariam conseguindo sobrepujar os Benfeitores espirituais, frustrando-lhes os desígnios superiores. Em que pese a antiga tradição de tais assertivas, elas são insustentáveis e falsas; diríamos mesmo absurdas. Admitir o triunfo do maligno a prejuízo da humanidade é o mesmo que negar ao Senhor da Vida os atributos da onisciência e da onipotência, sem os quais não poderia ser o Senhor da Vida.
                O mal não advém dos Estatutos do Todo-Poderoso como concebem alguns incautos, especialmente aqueles que vivem distanciados do entendimento da Boa Nova. O mal é transitório, não tem raízes. Para o Espiritismo o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão temporária, transitória, pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal. No capítulo em que trata da escala espírita, o Codificador, ao situar os Espíritos imperfeitos na terceira ordem, traça como seus caracteres gerais “Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes”. (Livro dos Espíritos – 89)

(continua)

Jorge Hessen


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2015
imagem: google

sexta-feira, 29 de abril de 2016

JESUS E VOCÊ

Cap. VI – Item 6
Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.
Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. Comece imediatamente a própria sublimação.
Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.
Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social.
Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.
Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente.
Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.
Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.
Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs.
Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.
Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil.
Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.
Jesus nada pôde escrever. Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.
Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.
Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo.
Sigamo-lo pois.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 28 de abril de 2016

LUCROS

“E o que tens ajuntado para quem será?” — Jesus. 
(LUCAS 12:20)

Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar. O espírito de lucro alcança os setores mais singelos. Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa. A atualidade conta com mães numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de experimentarem a mina lucrativa. Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante.
Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os que saíram do berço, a
verdade aguarda o homem e interroga:
— Que trouxeste?
O infeliz responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por
assegurar a posição tranqüila de si mesmo e dos seus.
Examinada, porém, a bagagem, verifica-se, quase sempre, que as vitórias são derrotas fragorosas. Não constituem valores da alma, nem trazem o selo dos bens eternos.
Atingida semelhante equação, o viajor olha para trás e sente frio. Prende-se,
de maneira inexplicável, aos resultados de tudo o que amontoou na Crosta da Terra. A consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas!
“E o que tens ajuntado para quem será?”

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 27 de abril de 2016

POSSES II

                Aprende a repartir, a fim de melhor compartires.
                O que tens passa, deixas de possuir; mas, o que és, permanece, não se consome.
                Reflete em torno da transitoriedade da existência física e compreenderás que é urgente aproveitá-la com propriedade.
                A sucessão inexaurível do tempo demonstra a fragilidade das coisas diante dele e a sua inexorabilidade, no que diz respeito à consumpsão de tudo quanto é terreno.
                Somente as conquistas intelecto-morais têm sabor de eternidade.
                Desse modo, enriquece-te das aquisições espirituais, que te alargarão os horizontes do entendimento, da vida, melhor apresentando-te o significado e o objetivo da existência carnal.
                Portador de uma visão correta a respeito de como deves proceder, irás libertando-te de incontáveis fatores degenerativos que se te fixaram à personalidade e são responsáveis por problemas, doenças, insatisfações que te afligem.
                Não mais disputarás vaidades, nem te afetarão agressões, que são de nenhuma importância. Tuas aspirações serão mais elevadas.
                Não te sentirás maior ou menor de acordo com o jogo das enganosas referência, das inúteis competições do palco terrestre. Tuas conquistas não serão mensuradas por aplausos ou apupos.
                Viverás tranquilo e disporás de tudo quanto é necessário, sem o tormento dispensável do supérfluo.
                A vida te dá tudo, bastando o esforço para consegui-lo. Também toma-o, sem que ninguém possa reter os bens que lhe não pertencem.
                Saúde, paz, alegria, trabalho e autorrealização sejam-te as raras moedas de que necessitas para a jornada humana, que te abrirão as portas do futuro no rumo da imortalidade – a tua meta final e única.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google   

segunda-feira, 25 de abril de 2016

POSSES I

                O verdadeiro possuidor é sempre o melhor doador. O que se tem, deve-se. Quando se oferece, possui-se. Na contabilidade da vida, a verdadeira posse apresenta-se como o bem que se esparze e proporciona alegria, ao invés de significar o recurso que se armazena, permanecendo inútil.
                A verdadeira doação enriquece aquele que a faz, certamente beneficiando quem a recebe.
Convencionalmente, a pessoa que economiza e guarda valores amoedados torna-se rica. Quase sempre, porém, amesquinha-se, apaixonando-se pelos haveres de que se faz prisioneira.
Há, em consequência, sistemas que se encarregam de amealhar e ensinar a poupar, gerando as cirandas de investimentos que permitem auferir lucros e vantagens.
Os que assim se tornam ricas, vivem em constante ansiedade em relação às oscilações do câmbio, das bolsas, dos títulos, pobres de sentimentos elevados, vítimas de ganância financeira.
                A riqueza, em si mesma, não é boa nem má, dependendo de quem a usa e de como é utilizada.
                Com facilidade gera o apego e o medo de perdê-la; empobrece outros indivíduos, enquanto dorme nos cofres da usura, permitindo que a miséria generalize-se.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis  
imagem: google     

sábado, 23 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA


                Aproveita com sabedoria tuas horas e ganha os teus minutos na ação edificante, sem pessimismo nem receio de qualquer porte.
                Os espinhos do passado, cravados nas carnes da alma, abrir-se-ão em flores de paz, mais tarde.
                Quando a fonte generosa tem os minadouros esgotados, diz-lhe a nuvem passante: “Espera!”
                Quando o fruto verde estua, fala-lhe o sol amigo: “Espera!”
                Quando o sofrimento domina, canta-lhe a fé: “Espera!”
                Vem a chuva e a fonte se enriquece; o calor chega e o fruto amadurece; a fé arde e o sofrimento pacifica...
                Em nossa área de evolução tudo segue marcha equivalente.
                Espera!                                                                                              
                Transfere as tristezas da Terra e confia nas alegrias do reino, desde hoje até mais tarde.
                Não temas nunca!
                A sós se encontra quem se afasta do amor de Deus e nem assim este se detém em abandono.
                Conserva o otimismo e ajuda os corações em agonia maior, tu que sabes das agonias silenciosas do coração.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: http://www.glitter-graphics.com/myspace/text_generator.php 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PALAVRAS DE ESTÍMULO I

                A experiência da dor e da soledade, cimentando os compromissos, da redenção a benefício nosso, é dádiva de Deus, que nos cumpre valorizar sem qualquer amargura.
                Não são os que fruem, nem os que se utilizam do corpo para o prazer, os que transitam ditosos.
                Houve tempo em que assim pensando – usufruir até a exaustão – utilizamo-nos da vida para os atuais processos de recuperação afligente...
                Hoje, os teus são os compromissos com o amor silencioso e a ação renovadora de espalhar a mensagem espírita quanto te permitam as possibilidades, sem esquecimento das tarefas normais, nas quais tens empenhado a existência.
                Ora e serve, estuda e medita, sem cansaço, para servires sem desfalecimento.
                Se a árvore temesse a pode, decretar-se-ia à inutilidade prematura...
                Se os metais evitassem a fornalha, candidatar-se-iam ao aniquilamento pelo desgaste ante a umidade...
                Se o solo se negasse à chuva abundante, terminaria em deserto infeliz...
                É sempre a bigorna da aflição trabalhando hoje em dor, a fim de evitar destruição amanhã pela dor.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 20 de abril de 2016

CONVÍVIO

Se você realmente ama aqueles
que lhe compartilham a estrada,
auxilie-os a ser livres para
encontrarem a si mesmos, tal
qual deseja você a
independência própria para ser
você, em qualquer lugar.


Fonte: Tempo e Nós – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

terça-feira, 19 de abril de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Meu cachorrinho morreu. Sei que o espiritismo é uma doutrina de consolação, mas até mesmo em relação aos animais há como me consolar?
Resposta - Uma pessoa nos contou sobre um caso envolvendo Chico Xavier e seu cão. Ele tinha em sua casa cerca de cem animais, entre cães e gatos. Nesta grande família que vivia sob seus cuidados havia um preferido. Seu nome era Dom Pedrito. Era um cão sem raça definida, muito brincalhão e simpático que o distraía com suas peripécias. Certo dia, Dom Pedrito distraiu-se e saiu para o meio da rua sem perceber que um automóvel vinha em sua direção. Não tendo tempo de desviar do veículo, chocou-se com ele e desencarnou rapidamente.
         O médium, ao receber a má notícia, entrou em depressão e adoeceu. Seu abatimento foi tal que se acamou por várias semanas. Os amigos vinham visita-lo, tentando animá-lo.
        Foi necessário que o tempo passasse para sair desta fase, mas ele não esquecia o amigo desencarnado. Depois de algum tempo, o amigo espiritual Emmanuel manifesta-se para ele e avisa que um cão o seguia, quando ele andava por uma via pública e explicou que era o Dom Pedrito que retornara ao lar.
      Chico, feliz, recolheu o cão e voltou para casa onde encontrou um amigo a quem relatou o ocorrido. Segundo este amigo, Chico explicou que era a quinta vez que o Dom Pedrito voltava para ele.
       Veja, se Chico Xavier com toda sua compreensão da espiritualidade sofreu com a perda de um amigo animal, que já tinha retornado antes para ele quatro vezes, não se sinta diferente por sofrer com uma separação traumática como é a desencarnação.
            Mas tenha em mente que eles voltam para nós, quando tiverem que voltar.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PARENTESCO E AFINIDADE

(J. Herculano Pires)
Pensamos geralmente que a herança biológica é a determinante dos temperamentos e caracteres. O Espiritismo nos mostra que a natureza humana é espiritual e não material. Assim, o que determina a condição do homem é a sua essência e não a sua forma, o seu Espírito e não o seu instrumento de manifestação corpórea. As famílias são aglomerados de Espíritos afins que estabelecem, nas encarnações sucessivas, a linha da hereditariedade biológica.
Cada espírito que se encarna traz em si mesmo a sua personalidade já formada em encarnações anteriores. As semelhanças de características psíquicas e morais entre pais, filhos e outros descendentes não provém da carne, mas do Espírito. Cada ser humano é o que ele é por si mesmo. Há, portanto, um paralelismo cartesiano entre hereditariedade e afinidade. Admitindo-se isso, que hoje é considerado com atenção em grandes centros de pesquisas cientificas, é fácil compreendermos a necessidade de independência não apenas social, mas também afetiva, para os filhos que se emanciparam e especialmente para os que constituíram a sua própria família.
As afinidades espirituais não implicam dependência e sujeição, porque cada Espírito é o responsável direto pela sua evolução. Os pais são responsáveis pelos filhos no tocante à orientação que lhes fornecem pelos exemplos e pela educação. Mas não podem querer sujeitá-los as suas ideias e formas de vida.
Afinidade não quer dizer identidade. Gostamos de nos reunir com pessoas afins porque nos entendemos melhor com elas, mas nem por isso pensamos e vivemos exatamente da mesma maneira. Se assim fosse, a evolução teria de estagnar. Nossos filhos mais afins, mais ligados a nós, podem tomar caminhos diferentes do nosso. E devemos respeitar-lhes o desejo de novas experiências, sem que isso importe em rompimento conosco. Cada Espírito deve ter a jurisdição de si mesmo.
É por isso que Emmanuel nos lembra o amor sem apego, sem intenções de sujeição, para que não criemos problemas a liberdade de ação e de experiências dos filhos casados. Devemos ampará-los, auxiliá-los e não torturá-los com as nossas exigências egoístas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 17 de abril de 2016

FILHOS CASADOS

(Emmanuel)
Tema que provavelmente se nos afigurara corriqueiro, mas sempre da mais alta importância nas questões de relacionamento – os filhos casados.
Muito comum na Terra, quando na mordomia do lar, esquecermo-nos de que os nossos filhos cresceram em tamanho físico e em responsabilidades espirituais. E quase sempre, conquanto involuntariamente, passamos a influenciá-los, de modo negativo, para lá da orbita do apreço que lhes devemos.
Reflitamos nisto, aprendendo a liberá-los de nossas exigências fantasiadas de amor.
Estejamos decididos a auxiliá-los, doando-lhes a oportunidade de serem eles mesmos nas escolhas que façam e nas experiências que busquem.
É preciso recordar que nem sempre conseguirão afinar-se com as nossas inclinações e propósitos.
Desejarão outras companhias e outros hábitos. Estimarão tentar outro tipo de existência, diverso daquele em que nos acostumamos a trabalhar e a viver.
Decerto que nos amam, tanto quanto os amamos, entretanto, aspiram a seguir por vias diferentes das nossas.
Agradeçamos aqueles que se harmonizem conosco, reconfortando-nos com a ternura da presença constante, mas saibamos agradecer também o esforço daqueles outros que procuram ser bons e retos sem nós. Muitas vezes, quando alguns deles se nos afastam da convivência é porque permanecem atendendo a dificuldades e provas nas quais a nossa intervenção resultaria simplesmente em ação indébita, complicando as questões em foco ao invés de resolvê-las.
Compadece-te de teus filhos casados, procurando respeitá-los na desvinculação de que necessitem para serem felizes.
O amor verdadeiro não cria problemas.
Recordemos, nós todos, os Espíritos encarnados ou desencarnados, que os nossos filhos no mundo, qual nos ocorre, são, acima de tudo, filhos de Deus e precisam, tanto quanto nós, de apoio na liberdade para conseguirem efetivamente viver.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 15 de abril de 2016

CASAMENTO E CICLOS VITAIS III

G)Casal e envelhecimento
A conjugalidade avança com o tempo para experimentar novos horizontes em termo de união afetivo-sexual. Portanto, com a queda da vitalidade e dos hormônios, própria do envelhecimento, o casal vai aprendendo a transmutar a libido mediante uma comunhão sexual cada vez mais de natureza psíquica.
A freqüente intimidade sexual no casal jovem, em franca comunhão fisiopsíquica vai, com o amadurecimento dos anos, cedendo gradualmente nesse padrão quantitativo, até culminar na terceira e quarta idades. Instala-se, então, uma interação qualitativa cada vez menos física e mais psicoespiritual, quando o casal consegue manter um crescente amor vitalizando o matrimônio.
A sublimação da energia sexual fica a serviço da integração emocional, intelectual e espiritual, que assume caráter de relevância na convivência do casal idoso.
H)Casal e viuvez
Num relacionamento saudável, a perda da companhia física, seja num casal jovem ou idoso, é sempre dolorosa, mesmo quando se tem consciência de que estamos de passagem, reencarnados.
O tempo do luto psicológico tem que ser observado por quem ficou no corpo, cabendo a essa pessoa respeitar o período de elaboração da perda, evitando novas aproximações afetivas prematuras para uma nova conjugalidade, que são usadas para negar um sofrimento legítimo.
Perigoso também, tratar a ausência do outro como dor interminável, apegando-se ao sofrimento da perda de forma lamentável, retardando a restauração da emocionalidade que permitirá, em momento próprio, a possibilidade de outro relacionamento saudável.
Na atualidade, com inigualável profundidade, a doutrina espírita se apresenta com força científica e filosófica para consolar espiritualmente dores dessa magnitude, assinalando, com fatos, a sobrevivência e comunicação do espírito, e dando feição de concretude à imortalidade do amor, assim como facultando o exercício do indispensável desapego.
                Naturalmente que outras tantas circunstâncias, anômalas ou não, podem surgir no fluir do tempo de convivência conjugal, que vão interferir e aferir a maturidade do casal. Entre elas, a morte de um filho, separação do casal, relacionamento extraconjugal, nascimento de filho com necessidades especiais, doença grave em um dos cônjuges, colapso financeiro por desemprego, etc.
                Pelo exposto, é preciso um exercício de humildade da parte do casal em BC ajuda, quando necessário, para esses eventos freqüentes na vida conjugal. Seja por intermédio de amigos, de parentes conselheiros, profissionais especializados, religiosos, ou outros, conforme a situação assim o requeira, como agentes facilitadores e cúmplices na ultrapassagem desses períodos delicados e por vezes difíceis, acumulando experiência e adquirindo novas competências.
                O espiritismo, em todas as vicissitudes e ciclos de vida, será matéria-prima essencial para ajudar os parceiros na superação de si mesmos, visando a inadiável evolução intelectual e moral que a todos se impõe mediada pelo casamento e pela família.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quinta-feira, 14 de abril de 2016

CASAMENTO E CICLOS VITAIS II

D)     O casal e a adolescência dos filhos
Nesta situação, novos atributos serão solicitados dos mais para lidar com o período de diferenciação psicológica e espiritual dos filhos. Comumente, nesse período de transição, ocorrem confrontos de autoridade, bem como a busca de aliança de filhos com um dos pais com o qual tenham maior identificação, gerando conflitos entre o casal quanto à administração das novas regras para esse período da vida de seus filhos.
Há pais que sentem muita dificuldade para desempenhar suas funções com os adolescentes, não obstante possam ter tido bom desempenho na infância desses mesmos filhos.
Justifica-se, por vezes, o auxílio da hebiatria, - especialidade médica que cuida da adolescência – ou da ciência psicológica atuante na juventude.
E)      Casal novamente sem filhos
Agora, com os filos morando noutra cidade, embora dependentes financeiramente, ou então já efetivamente emancipados, o lar experimenta a crise do ninho vazio.
É a antítese da fase em que surgiu o primeiro filho. O espaço físico e emocional se amplia, e de repente os pais como que deixam de ser pais, pois há um esvaziamento das funções parentais, e o casal se ressente, sobretudo quando os parceiros compensavam a fragilidade ou o esquecimento da interação conjugal com os cuidados no papel de pais. Muitos casais conflitados vêem-se forçados ao encontro face a face, sem poderem se esconder atrás dos filhos.
As crises se tornam comuns nessa época, caso não exista um bom manejo do casal, no reacasalamento, perante a nova conjuntura existencial doméstica que se apresenta desafiadora.
O espiritismo é de fundamental importância nesse momento, para auxiliar o casal no redesenho da vida conjugal, bem como no aproveitamento do tempo, inclusive por meio de um engajamento melhor no movimento espírita.
Quando indicado, um bom terapeuta de casal ou de família poderá ser útil.
F)      Casal e menopausa
O climatério é um período delicado para a mulher, que se reflete na vida afetivo-sexual, considerando-se a mudança no padrão hormonal feminil com repercussão no organismo de uma forma geral. Às vezes, essa mudança afeta o próprio psiquismo da mulher, e principalmente a sua libido e conseqüente atividade sexual.
O diálogo entre os parceiros atenderá muitas demandas da esposa, inclusive inseguranças emocionais oriundas do fantasma do envelhecimento que atormenta a mente feminil.
Indispensável o suporte pelo menos do ginecologista, que sugerirá outros profissionais, se necessário.

(continua)

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

CASAMENTO E CICLOS VITAIS I

                No transcurso do tempo de acasalamento, os casais vivem etapas variadas, que requisitam habilidades para enfrentar as diversas vicissitudes que cada fase apresenta.
                Ao longo do tempo de convivência, o par é desafiado a recasar-se muitas vezes, tais são os cenários novos eu se apresentarão pela frente, em diversas ocasiões inteiramente diferentes entre si, reclamando maestria na manutenção e crescimento do relacionamento, dentro da dança matrimonial.
                Para cada ciclo despontam demandas novas, exigindo competências específicas do casal e de cada parceiro em si, dando novos contornos para a viagem no navio do casamento, sempre ameaçado por naufrágios, encalhes e colisões, caso não existam conhecimentos mínimos para uma boa navegação conjugal.
                Surgem desse modo algumas fases que podem ou não obedecer à seguinte sequência:
A)     Recém casados
Durante a após as núpcias, tudo ainda é festa e encantamento. O casal vive muitas fantasias, resultado das idealizações recíprocas.
B)      Casal sem filhos
Depois surge a vida real, com suas exigências cotidianas, como contas a pagar, administração da casa, o sincronismo dos horários das refeições, o deslocamento ao trabalho, etc.
C)      O casal e o nascimento do primeiro filho
Aparece o pequeno “rei” que ocupa, soberano, grande espaço não só físico mas também psicológico, exigindo a redistribuição do tempo e do campo vital, requisitando, do casal, o desempenho de novo papel, o de pais.
É nessa oportunidade que se vê frequentemente não só o triângulo edipiano, mas, sobretudo, o reencontro de almas, muitas vezes numa reedição de triangulações amorosas do passado reencarnatório, acordando memórias inúmeras vezes conflitantes nas relações da família.
Aqui o conhecimento espírita é de excelência para o casal dispor de outro semblante acerca da dinâmica familiar.
Nessa fase, além do pediatra, às vezes é de bom tom o apoio de um terapeuta de família ou de um profissional da área psicológica, quando aparecem conflitos ameaçando a estabilidade do casamento.

(continua)

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
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terça-feira, 12 de abril de 2016

QUESTÕES A MEDITAR

Você dominará sempre as palavras que não disse, entretanto, se subordinará àquelas que pronuncie.

Zele pela tranquilidade de sua consciência, sem descurar de sua apresentação exterior.

No que se refere à alimentação, é importante recordar a afirmativa dos antigos romanos: "há homens que cavam a sepultura com a própria boca".

Tanto quanto possível, em qualquer obrigação a cumprir, esteja presente, pelo menos dez minutos antes, no lugar do compromisso a que você deve atender.

A inação entorpece qualquer faculdade.

O sorriso espontâneo é uma bênção atraindo outras bênçãos.

Servir, além do próprio dever, não é bajular e sim ganhar segurança.

Cada pessoa a quem você preste auxílio, é mais uma chave na solução de seus problemas.

É natural que você faça invejosos, mas não inimigos.

Cada boa ação que você pratica, é uma luz que você acende, em torno dos próprios passos.

Quem fala menos ouve melhor, e quem ouve melhor aprende mais.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AMOR: O MAIOR MANDAMENTO ENSINADO POR JESUS II

                Somente o amor fará com que extirpemos de nosso coração o egoísmo, pois ele impede nosso progresso moral. E para que consigamos vencer esse mal é preciso muita coragem. É preciso ter mais coragem para vence-se a si mesmo do que para vencer os outros. Isso porque o egoísmo é uma chaga tão ultrajante que é capaz de derrocar todas às inteligências. O egoísmo é a negação do amor.
                O amor é a caridade em ação e é impossível desvincular a palavra amor de caridade, pois caminham juntas e amar ao próximo como ensinou Jesus é dar de seu sentimento puro e único em favor do semelhante.
                Com o tempo devemos compreender que a caridade material, essa de dar coisas materiais, se dá com a consequência da espiritualidade e moralização do homem. Então entendemos que a caridade é uma disposição íntima ativa e dinâmica, que se manifesta das mais variadas formas: em pensamentos de amor e bondade, em conselhos úteis, em doar horas de nosso tempo e favor de ouvir alguém, em alimento e recursos na hora certa, em força que reanima!
                O comportamento caridoso é aquele que não espera ou exige reconhecimento, gratidão  ou qualquer tipo de recompensa e é justamente esse desapego dos resultados que caracteriza o indivíduo caridoso, pois ele se disponibiliza ao outro pela simples satisfação que isso lhe proporciona. A nossa felicidade verdadeira está em fazer os outros felizes.
                Na pergunta 886, de O Livro dos Espíritos, observamos a instrução dos espíritos frente ao posicionamento do verdadeiro cristão: “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como entendia Jesus? Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
                E o que é ser benevolente? É ter boa vontade para com os outros. É se deixar guiar pela amabilidade, pela generosidade e solidariedade, pelo interesse para com o bem-estar do outro, indistintamente.
                O que é ser indulgente? É a capacidade de aceitar e tolerar as atitudes alheias, julgando com bem menos severidade seus erros e equívocos. Suportando as diferenças uns dos outros.
                O que é perdão? É libertar-se, desvincular da raiva e do ressentimento que mentalmente os prendem ao outro, é sobrepor o amor ao orgulho ferido, sem mágoas no coração.
                A caridade, portanto, é o amor em ação. Mas, não esse amor da qual hoje a sociedade moderna nos insufla, esse não é o amor. É o amor como ensinado por Paulo na passagem aos Coríntios do Evangelho: “Se eu falar a língua dos homens e dos anjos, e não tiver a caridade, não tiver o amor, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine... se não tiver a caridade, o amor, eu nada sou.”
                O amor sem externar ação da caridade, seja das mais variadas formas, não é o verdadeiro amor!
                Sejamos nós, autores da ação íntima do verdadeiro germe do amor, distantes de instintos perturbadores e das sensações superficiais, das quais muitos buscam na atualidade e comprometem-se pelos prazeres mundanos. Sejamos a chama da ação do amor ao próximo, assim como ensinou Jesus.

Juliana P. C. Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2015
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sábado, 9 de abril de 2016

AMOR: O MAIOR MANDAMENTO ENSINADO POR JESUS I

                “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus XXII)
                Eis a Lei que resume toda máxima e preceitos do cristo, a qual, no capítulo XV, do Evangelho Segundo o Espiritismo, também bem nos complementar as informações: “Não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo conta Deus’. Com um Deus imparcial, soberanamente justo, bom e misericordioso, ela fez do amor de Deus e da caridade para com o próximo a condição indeclinável da salvação e nosso progresso, dizendo: “Amai a Deus sobre todas as coisas e o vosso próximo como a vós mesmos; nisto estão toda a lei e os profetas; não existe outra lei. Sobre esta crença, assentou o princípio da igualdade dos homens perante Deus e o da fraternidade universal”.
                E Jesus, o modelo a ser seguido, pautou toda Sua doutrina na Lei de Amor, pois o Amor é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. “No seu ponto de partida o homem só tem instintos, mais avançado e corrompido, só tem sensações, mais instruído e purificado, tem sentimentos. O amor é o requinte dos sentimentos.”
                O instinto é a germinação, são embriões do sentimento, e todos nós possuímos a centelha desse fogo sagrado, que é o Amor depositado em nossos corações. Esse germe do Amor se desenvolve e cresce com nossa moralidade e inteligência.
                Portanto, estamos ainda muito distantes desse amor sublime e verdadeiro tal qual ensinou e exemplificou Jesus, uma vez que encarnados muitas vezes levamos aos instintos materiais ou sensações, por ações físicas o que acreditamos ser amor! Somente mais instruídos e purificados, entenderemos o verdadeiro sentido do Amor. Daí a máxima deixada por Lázaro no Evangelho: “Feliz aquele eu ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo.”
                Então, percebemos como estamos cada dia mais adoentados da alma que reflete patologicamente no corpo. Quantas doenças existentes entre nós causadas pela angústia, cólera, raiva, ódio, intolerância e incompreensão são advindas porque não temos purificado em nós o sentimento do Amor.
                Arrastamos por anos em nossa existência atual pensamentos de vingança, nutrimos o ódio, a inveja dando lugar ao egoísmo nas relações humanas. Nunca estivemos tão sozinhos, solitários individualistas por nossa própria opção.
                Mas, para praticar a Lei de Amor como Deus a que, é necessário que amemos pouco a pouco e indistintamente a todos nossos irmãos. Essa tarefa é longa e difícil, mas será realizada pois, faz parte de nossa doutrina e cedo ou tarde seremos arrastados pelo progresso da humanidade.

(continua)

Juliana P. C. Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2015
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

PERIGO

Cap. IX – Item 1      
Cada vez que a irritação te assoma aos escaninhos da mente, segues renteando sinal de perigo.
Mesmo que tudo pareça conspirar em teu prejuízo, não convertas a emoção em bomba de cólera a explodir-te na boca.
Desequilíbrio que anotes é apelo da vida a que lhe prestes cooperação.
Quando as águas, em monte, investem furiosas sobre a faixa de solo que te serve de habitação, levantas o dique, capaz de governar-lhe os impulsos.
Diante do fogo que te ameaça, recorres, de pronto, aos extintores de incêndio.
Toda vez que o curto-circuito reponta na rede elétrica, desligas a tomada de força para que a energia descontrolada não opere a destruição.
Assim também, quando a prova te visite, não transfigures a língua em chicote dos semelhantes.
Se agressões verbais te espancam os ouvidos, ergue a muralha do dever fielmente executado, em que te defendas contra o assalto da injúria.
Se a calúnia te alanceia, guarda-te em paz, no refúgio de prece.
Se a dignidade ofendida, dentro de ti, surge transformada em aceso estopim para a deflagração de revolta, deixa que o silêncio te emudeça, até que a nuvem da crise te abandone a visão.
Sobretudo à frente de qualquer companheiro encolerizado, não lhe agraves a distonia.
Ninguém cura um louco, zurzindo-lhe o crânio.
Se alguém te lança em rosto o golpe da intemperança de espírito ou se te arroja a pedrada do insulto, desculpa irrestritamente, e se volta a ferir-te, é indispensável te reconheças na presença de um enfermo em estado grave, a pedir-te o amparo do entendimento e o socorro da compaixão.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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quinta-feira, 7 de abril de 2016

AS VARAS DA VIDEIRA

“Eu sou a videira, vós as varas.” — Jesus. (JOÃO 15:5.)

Jesus é o bem e o amor do princípio. Todas as noções generosas da Humanidade nasceram de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou aos discípulos, nesta passagem do Evangelho de João, que seu espírito sublime representa a árvore da vida e seus seguidores sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora do tronco, os galhos se secariam, caminhando para o fogo da purificação.
Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza, todas as obras humanas estão destinadas a perecer.
A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos da vida planetária. No centro
de toda expressão nobre da existência pulsa seu coração amoroso, repleto da seiva do perdão e da bondade.
Os homens são varas verdes da árvore gloriosa. Quando traem seus deveres, secam-se porque se afastam da seiva, rolam ao chão dos desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para a renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino Mestre, refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no passado, apesar do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

AMOR ACIMA DE TUDO II

                Observa se te encontras na condição de cumpridor da recomendação do mestre. Nessa síntese perfeita, defrontas todas as necessidades para a tua atual existência e a solução para todos os teus problemas.
                Avalia com serenidade a tua conduta em relação a Deus,  ao próximo e a ti mesmo.
                Caso te encontres em falta com algum dos postulados da triado superior, propõe-te corrigir a deficiência, alterar a conduta para a plenificação.
                Certamente descobrirás a necessidade de amar o Pai Celeste e o próximo conforme as tuas possibilidades. No entanto, tens restrições ou paixões com referência a ti mesmo.
                Em uns períodos detestas-te, enquanto que noutros justificas-te, confessando-te vítima dos outros.
                Necessário que te ames com retidão.
                Dedica-te à meditação salutar em torno das tuas deficiências, para corrigi-las, e dos teus valores, para ampliá-los. Usa de severidade sem crueza e de amor sem pieguismo, para te colocares em rota de equilíbrio, de crescimento.
                Amar-se é maneira de aprimorar-se em espírito, em emoção e em corpo. Sem nenhum desprezo por qualquer componente do conjunto harmônico que és, ama-te, lutando com tenacidade para te superares cada dia mais, estabelecendo novas diretrizes e alvos promissores que lograrás, sendo generoso, ativo e perseverante no bem, em relação a ti mesmo.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        

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terça-feira, 5 de abril de 2016

AMOR ACIMA DE TUDO I

                Jesus recomendou que o amor deve ser a pedra angular de todas as construções. Considerou-o como o mandamento maior e sintetizou toda a Lei e os profetas no amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
                Nessa diretriz de aspecto tríplice estão presentes todas as realizações humanas, suas ambições e metas.
                O amor a Deus significa o respeito e a ação preservadora da vida em todas as suas expressões, tornando-se o ser parte integrante dEle, consciente do conjunto cósmico.
                A responsabilidade perante a Natureza, não a agredindo nem a vilipendiando, antes contribuindo para o seu desenvolvimento e harmonia, expressa o amor que contribui para a obra divina, homenageando-lhe o Autor.
                O amor ao próximo é consequência daquele que se dedica ao Genitor, demonstrando a fraternidade que a todos deve unir, por Lhe serem filhos diletos que marcham de retorno ao Seu seio.
                Sem esse sentimento para com o seu irmão, eis que se desnorteia na solidão e enfraquece-se, descoroçoando-se nas atividades iluminativas.
                O amor a si mesmo sem a paixão ególatra eleva-o à culminância da plenitude, auxiliando-o no desenvolvimento dos ignorados tesouros que lhe jazem adormecidos.
                Esse amor se manifesta como forma de preservar e dignificar a existência física, harmonizando-se com o conjunto geral, tornando-se um polo de irradiação de alegria, paz e bem-estar que a todos impregna.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA III

                Harmoniza-te em Jesus e esparze esperança, constituindo-te fortaleza contra o mal, lição viva de confiança, lentamente transformando o meio onde te encontras situado, de modo a vencer pela resistência pacífica a onda de provações necessárias para a humanidade neste momento de transição histórica.
                O egoísmo é o inimigo poderoso contra o qual todos devem voltar-se com disposição de ânimo e decisão.
                Insculpindo nalma as bênçãos da caridade, serão superados todos os fatores perturbantes que afetam o homem, e a violência como a agressividade serão banidas da Terra em definitivo.
                Entrega-te, portanto, a Jesus e nEle confia, “não fazendo ao teu próximo, o que não desejares que ele te faça”.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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domingo, 3 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA II

                Não somes ao volume dos desequilíbrios vigentes as reações negativas que traduzam desassossegos internos.
                Estabelece as diretrizes de paz interior, a esforço de prece e sacrifício, de modo a poderes minimizar a problemática afligente.
                Evita o comentário perniciosos e não difundas a informação malsã.
                Apaga o fogo da ira com a água da resignação.
                Asserena as ansiedades pessoais, impedindo-te o desespero.
                O servidor do Cristo está, na Terra, para o excelente mister de produzir a harmonia entre todos.
                Agredido, não ataca; acossado, não investe contra, porfia; sofrendo, não promove a revolta, vence-a.
                Estância de paz, torna-se veículo do otimismo, contribuindo valiosamente para a mudança da paisagem em agonia da atualidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sábado, 2 de abril de 2016

REAÇÃO PACÍFICA I

                Estes são dias de desequilíbrio.
                O medo galvaniza os homens.
                A onda dos crimes cresce cada hora. No entanto, a agressividade e a violência que dominam as preocupações do mundo hodierno, a par das causas de natureza extrínseca, tem, no próprio homem, o caldo de cultura em que se desenvolvem, assustadoramente.
                Enquanto os especialistas dos diversos ramos do conhecimento tentam deter os efeitos da violência, que irrompe, voluptuosa, em toda parte, mergulhando o pensamento nos fatores causais sócio-econômicos, sócio-políticos, sócio-culturais, psicológicos e de outras ordens, o egoísmo é a grande geratriz dos males que afligem a Terra...
                Em consequência, o evangelho de Jesus vivido pelo espiritismo, em espírito e verdade, é o anti-corpo de urgência para a calamidade virulenta que ameaça as estruturas sociais da atualidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sexta-feira, 1 de abril de 2016

SERVE SEM APEGO

Usa, sem algemar-te,
Os bens de que desfrutes.
Medita nas riquezas
Que já se dispersaram.
Antigas obras de arte
Valorizam museus.
Títulos de ascendentes
São brazões sem calor.
Do que sejas ou tenhas,
Faze o melhor que possas.
Serve sem apegar-te,
Tudo pertence a Deus.

Emmanuel


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