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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CONTRASTES

Cap. III – Item 6
Existem contrastes exprimindo desigualdades.
Muitas criaturas encarnadas querem fugir da vida humana; contudo, as filas da reencarnação congregam milhares de candidatos ansiosos pelo renascimento...
Legiões de trabalhadores se esquivam do trabalho; no entanto, sempre há multidões de desempregados...
Numerosos alunos negligenciam os estudos; todavia, inúmeros jovens não têm qualquer oportunidade de acesso às casas de instrução, embora o desejem ardentemente...
Existem contrastes tecendo contradições.
Tudo prova a presença do Criador no Universo; todavia, mentes recheadas de conhecimento não crêem na Realidade Divina...
Todos podemos dar algo em favor do próximo; no entanto, muitos possuem em abundância e nada oferecem a ninguém...
Temos a apologia da paz onipresente; contudo, extensa maioria forja a guerra dentro de si mesma...
Existem contrastes gravando ensinamentos.
Há direitos idênticos e deveres semelhantes; contudo, há vontades diferentes, experiências diversas e méritos desiguais...
A caridade mais oculta aos homens é, no entanto, a mais conhecida por Deus...
A vida humana constitui cópia imperfeita da Vida Espiritual; todavia, a perfeição das grandes Almas desencarnadas da Terra foi adquirida no solo rude do planeta...
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

GUARDA-TE EM DEUS

Cap. VI – Item 8
Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.
Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação.
Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve das trevas.
Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que sua compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.
Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias fraquezas, sem que se Lhe desanime a paciência incomensurável, quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.
Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.
Se sozinho, busca-Lhe a companhia sublime na pessoa daqueles que te seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento, mais solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as esperanças.
Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que Nele, o Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.
Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-misericordioso que não nos esquece.
E, abraçando o próprio dever como sendo expressão de Sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontrarás na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do céu.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

domingo, 2 de novembro de 2014

CONCEITO DE IRMÃO II

                O nubente, antes de ver o parceiro, na condição da afetividade conjugal, tê-lo-á como irmão, mantendo um vínculo inquebrantável que, mesmo se rompa aquele de caráter matrimonial, deverá manter-se o primeiro.
                O patrão encontrará no auxiliar antes que o empregado, o irmão situado na posição de serviço, servidor que também ele é, e este último receberá no chefe o irmão, lutando ambos para que prevaleça o sentimento fraternal, embora, no relacionamento entre empregador e empregado, se deteriorem as conjunturas, um não prejudicando ao outro, em razão da irreversível fraternidade.
                O irmão deve amar o seu irmão em qualquer circunstância, em todo momento.
                Este que te magoa e aquele que te punge são teus irmãos.
                Alguém que triunfa e outrem que tomba, teus irmãos na luta, são lições que te convidam a avançar e a servir.
                Ama sempre e sem excogitares de situações, nas múltiplas áreas dos humanos interesses, sobrepondo a todos o afeto de irmão em relação ao teu próximo.
                Não obstante as posições evolutivas que separavam os discípulos, Jesus não amor menos a Judas, ou a Pedro, que por um momento se equivocaram, durante o ministério.
                Diante da mulher surpreendida em adultério ou de Zaqueu no alto da árvore, ou de Pilatos vacilante, ou de Herodes prepotente, a todos amou como irmãos, apesar de sabê-los em processos diferentes de evolução, amando-nos docemente até hoje, sem queixume nem reprimendas, seus irmãos da retaguarda, aos quais espera, paciente e amoroso, na condição de Irmão Maior.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 1 de novembro de 2014

CONCEITO DE IRMÃO I

                Um questionamento de profundidade faz-se necessário em torno do conceito de irmão, conforme o enunciou Jesus.
                Se despirmos das excentricidades como dos mecanismos de evasão com que, não raro, a palavra é colocada, será possível uma identificação melhor, mais válida, a respeito do profundo sentido de que se reveste.
                Partindo-se do princípio de que Deus é Pai de todos nós, o irmão é alguém inevitavelmente vinculado a cada um, a todos nós.
                Aquele que se nos faz adversário, não obstante a posição que assume, transitoriamente, é nosso irmão.
                Quem se reveste da infeliz atitude de perseguidor, apesar da colocação que esposa, mesmo que o esqueça, é nosso irmão.
                Poder-se-á renovar a paisagem humana, mediante a adoção do suporte fraternal, sendo e defrontando sempre e antes de tudo, o seu irmão.
                                                                                                                                                           

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

RECAPITULAÇÕES

“Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.”
(JOÃO, capítulo 12, versículo 43.)

Os séculos parecem reviver com seus resplendores e decadências.
Fornece o mundo a impressão de um campo onde as cenas se repetem constantemente.
Tudo instável.
A força e o direito caminham com alternativas de domínio. Multidões esclarecidas regressam a novas alucinações. O espírito humano, a seu turno, considerado insuladamente, demonstra recapitular as más experiências, após alcançar o bom conhecimento.
Como esclarecer a anomalia? A situação é estranhável porque, no fundo, todo homem tem sede de paz e fome de estabilidade. Importa reconhecer, porém, que, no curso dos milênios, as criaturas humanas, em múltiplas existências, têm amado mais a glória terrena que a glória de Deus.
Inúmeros homens se presumem redimidos com a meditação criteriosa do
crepúsculo, mas... e o dia que já se foi? Na justiça misericordiosa de suas decisões,
Jesus concede ao trabalhador hesitante uma oportunidade nova, O dia volta. Refunde-se a existência. Todavia, que aproveita ao operário valer-se tão somente dos bens eternos, no crepúsculo cheio de sombras?
Alguém lhe perguntará: que fizeste da manhã clara, do Sol ardente, dos instrumentos que te dei? Apenas a essa altura reconhece a necessidade de gloriar-se no Todo-Poderoso. E homens e povos continuarão desfazendo a obra falsa para recomeçar o esforço outra vez.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagens: google

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

JESUS E SOFRIMENTOS II

O crer é uma decisão grave, de maturidade emocional e humana.
A crença vive inata no homem, aguardando os estímulos que a façam desabrochar-se, enriquecendo de forças a vida.
Há uma crença automática, natural, herança arquetípica das gerações passadas, que induz à aceitação dos fatos, das ideias e experiências, sem análise racional. E existe aqueloutra, que é resultado da elaboração da lógica, das evidências dos acontecimentos com os quais a razão anui.
Crê-se, portanto, por instinto e por conhecimento experimental.
Quando se quer, despojado de dúvida, a crença no êxito já se encontra no bojo do desejo exteriorizado.
O receio aí não tem guarida, nem as vacilações produzem desconfiança.
A paisagem mental irisa-se de luz e os componentes da infelicidade se diluem sob os raios poderosos da vontade bem dirigida.
Querer e crer conduzem à luta, mediante a decisão de sair da furna sombria para o campo do êxito.
Após o logro feliz, devem prosseguir estes dois valores morais comandando a integridade emocional, para impedir a recidiva.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: google

sábado, 27 de setembro de 2014

SEMPRE COM DEUS III

                Ocorrem, na mesma ordem, as intervenções divinas, quando se opera pelo enobrecimento.
                O plano bem estabelecido, que periga, subitamente conquista uma ajuda imprevisível tornando-se superior investimento de êxito.
O trabalho nobre, que recebeu acurada atenção e periclita no azado instante, é sustentado por insuspeitável socorro, prosseguindo em pauta de benemerência.
O desastre, que se consumava em determinada hora apoia-se em inesperada ocorrência, que impede a derrocada, salvando a situação.
Entrega tua vida a Deus e nEle confia sem reservas.
Produze o melhor, que te seja possível, permitindo-te a alegria de servir incansavelmente.
Nenhum mal que triunfe, sejam quais forem os cuidados de que se revista.
Bem algum que não se possa fazer nas situações danosas.
Quem se entrega a Deus conscientemente, em Deus se move e age, marchado com segurança para Ele.
Na esfera das tuas aspirações superiores, quando o desânimo te ciciar descoroçoamento e abandono da tarefa, em razão das aparentes multiplicadas dificuldades, insiste, contando com o imprevisível, o insuspeitável e o inesperado que virão em teu socorro.
Os que agem mal, embora não os aguardem, não se furtarão à sua intercorrência.
Continua, portanto, contando com Deus, sempre.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SEMPRE COM DEUS II

                Na aplicação de um projeto bem organizado, com as suas implicações maléficas, no instante de tornar-se realidade, defronta o inesperado que frustra todo ou parte do esforço colocado a serviço das paixões subalternas do homem.
                O inesperado deve ser levado em conta como a ocorrência divina trabalhando pela ordem.
                É certo que sucedem, vezes sem conta, aparentes êxitos em tais acontecimentos inditosos.
                Quando tal ocorre, pode-se retirar proveitosos benefícios, que bem aplicados rendem juros de progresso, de elevação, para aqueles que padecem a penosa injunção.
                Tudo, diante das sábias Leis da Vida, obedece à superior programática, mesmo quando parecem constipações para o mal, porquanto o bom ceifeiro de um mal sempre retira um grande bem.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

SEMPRE COM DEUS I

                As mentes hábeis, que urdem planos perniciosos objetivando fruir êxito em empreendimentos infelizes, por mais cuidados e minudentes programas, não fogem ao imprevisível, exatamente pela impossibilidade de lograrem a perfeição.
                Em razão disso, o imprevisível é a presença divina, surpreendendo a infração.
                Elaboradas ações com minúcias e sofisticação, no instante de serem postas em prática, não se realizam sem a ocorrência do insuspeitável, que na sua expressão surpreendente põe por terra toda uma larga movimentação de forças.
                O insuspeitável pode ser considerado como a interferência divina sempre vigilante.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: Google

terça-feira, 16 de setembro de 2014

NUVENS

“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, a ele
ouvi.” — (LUCAS, capítulo 9, versículo 35.)

O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.
Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e
luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.
Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: “Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!”
Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: portalhiperon.blogspot.com

terça-feira, 26 de junho de 2012

DEUS SEMPRE III

            É certo que compreender Deus torna-se algo impossível na atual conjuntura do processo evolutivo.

            O efeito não tem capacidade de penetrar na sua causalidade, entendendo-a, manipulando-a, dispondo dos meios de alterar o curso dos acontecimentos. No entanto, sentir-Lhe a presença em todas as coisas é conquista da sensibilidade moral e das conquistas da inteligência que reconhece a sua incapacidade de decifrar todos os mistérios à sua volta.
            Lentamente, graças à evolução da ciência e da tecnologia, muitos mistérios de ontem tornaram-se realidade hoje, e cada dia, em razão das incursões nos diversos campos da vida, mais se compreende a funcionalidade da harmonia cósmica e dos aspectos que formam a vida.
            A medida que são identificadas novas galáxias e registradas outras nebulosas, incontáveis formações de gases, de poeira cósmica, a inteligência humana engrandece-se e o ser pensante, ao invés de apequenar-se, agiganta-se, tornando-se também deus e podendo fazer muito mais do que nunca supôs ser possível.
            Tudo isso, porém, porque Deus está presente.
            O Pai não deseja que a ignorância governe a vida, por isso mesmo encontra-se intimamente gravado no âmago do ser humano, a fim de que se autopenetre e descubra a realidade existencial interna, identificando-se com a grandeza da Criação.
            Desse modo, abre-te conscientemente ao amor de Deus, e permite que o deus que és desabroche, facultando-te contribuir em favor de todos aqueles que se encontram na retaguarda do progresso, atados ao desconhecimento e às superstições, perdidos na romagem espiritual, necessitados de ajuda e de bondade.
            Transforma a tua vida em um evangelho de feitos, de tal modo que todos identifiquem Deus em ti e desejem também alcançá-Lo, mediante a compreensão das Suas sublimes leis que, identificadas, transformam as vidas.
            Sob o comando de Deus, nunca te encontrarás a sós, jamais padecerás dificuldades e experimentarás sofrimentos antes considerados absurdos, porque a Sua inspiração te auxiliará a compreender todos os acontecimentos e a trabalhar em favor do processo de liberdade e de espiritualidade.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

DEUS SEMPRE II

Experienciando mais amiúde a sensação, as suas emoções ainda são primitivas, defluentes dos prazeres nos quais chafurda, esquecendo-se do processo inevitável da evolução, mediante a qual são superados os estágios vivenciados no rumo dos altiplanos da imortalidade.
            Distanciando-se da contemplação da harmonia cósmica diante da sua percepção, detém-se na insignificância das ocorrências existenciais, valorizando-as além do crédito que lhes deve conceder, enquanto o turbilhão de bênçãos encontra-se-lhe ao alcance para a conquista da inadiável plenitude.
            Confessa possuir capacidade intelectual para decifrar as incógnitas da vida, perdendo-se em conjunturas falsas e conclusões infantis, atribuindo tudo ao nada, e supondo-se senhor de todo o conhecimento.
            Descomprometido com a realidade, aspira o prolongamento do gozo incessante, como se a máquina orgânica de que se serve houvesse sido elaborada exclusivamente para essa finalidade, não possuindo mecanismos sutis e nobres que se desarticulam quando o pensamento vagueia e nutre-se dos tóxicos da ilusão.
            Tentando arrebentar as amarras das heranças de caracteres de existências anteriores que lhe precede à atual existência, propõe-se à conquista de coisas e de recursos que entulham espaços e estimulam os bancos na sua avareza, temendo o futuro que planeja como sendo a continuação da quimera adulta.
            E por mais que elabore mecanismos de fuga e Deus, mesmo que o ignorando.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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domingo, 24 de junho de 2012

DEUS SEMPRE I

Mesmo que não estejas consciente desse sublime compromisso, Deus sempre está contigo, desde o momento em que foste criado.
            Deus esta contigo em todos os instantes da tua vida, auxiliando-te, inspirando-te, ajudando-te no desenvolvimento espiritual e moral, a fim de que alcances as cumeadas do progresso.
            Em todos os teus passos e atividades estiveste sob o Seu comando e assim prosseguirás.
            Deus é a força geratriz do universo e de tudo quanto existe.
            Nada, ser algum, jamais poderá alienar-se da Sua misericórdia nem do Seu amor.
            A presunção, filha dileta do egotismo, não poucas vezes assoma à consciência do ser pensante que, dominado pela prepotência animal, nega-Lhe a existência, incapaz, em sua pequenez, de compreender o milagre da vida.
            Prefere ser filho do estúpido acaso onde se teria iniciado e se consumirá, a proceder da Divina Progenitura.
            Insensatez do psiquismo humano que, diante dos desafios que o propelem ao desenvolvimento dos valores que se lhe encontram em germe, rebela-se contra a força inexorável das Leis, refugiando-se no niilismo, afogando-se no pessimismo.
            Tomando atitudes de autossuficiência, impossível de ser mantida, exacerba-se na vã cultura que vem desenvolvendo ao largo dos milênios, para opor-se aos impositivos a que se encontra submetido.
            A dor é-lhe algoz imperdoável, em razão da imaturidade intelecto-moral, que aguarda uma existência vazia de enriquecimento espiritual, preferindo-a fútil e destituída de estímulos para o desenvolvimento ético e iluminativo.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

SEMENTES DE LUZ II

            Onde quer que te encontres, semeia e semeia luz, mediante as palavras e o comportamento saudáveis. Entretanto, se não puderes fazê-lo exteriormente, em razão dos impedimentos complexos, semeia pelo pensamento, esparzindo alegria de vida sã, de afetividade desinteressada.
            Não te imponhas, todavia, não te escuses ao dever de fazer o que te compete e para o que vieste.
            Jesus tem outras ovelhas que não apenas aquelas que pastoreou, quando esteve na Terra. Muitas dessas estão aguardando ouvir-lhe a voz, a fim de que, reconhecendo-a, abandonem o abismo em cuja borda se encontram, a fim de segui-lo.
            Faze a tua parte, ampliando os horizontes mentais da sociedade para bem compreendê-la.
            Há muita resistência à conceituação da fé religiosa racional e responsável.
            Uma longa adaptação às informações multimilenárias em torno da vida transcendente nos moldes das compreensões humanas impossibilitam revolução lógica da visão real sobre a imortalidade.
            As mentes anestesiadas pelas contínuas lavagens cerebrais a respeito dos gozos celestes dentro dos padrões terrenos e das suas punições cruéis conforme os sentimentos mais vis e perversos têm dificultado a compreensão do inefável amor de Deus e a Sua misericórdia...
            Fala sobre esse amor, feito de justiça, mas coroado de compaixão.
            Apresenta-lhes a sublime senda evolutiva por meio das sucessivas existências e conforta as almas com a esperança sem ilusão e rica de oportunidades de crescimento e harmonia.
            Respeita todas as crenças e crenças nenhumas, mas não te omitas, deixando de semear a luz do eterno amor.
            A humanidade, que ignora, necessita de orientação.
            Evita o mal, compreendendo que a sua existência não é real, mas fruto da ignorância e do primitivismo. O mau é um doente que requer cuidados especiais e não o revide à sua conduta insana.
            Compadece-te, desse modo, daqueles que te crucificam no ridículo, no desprezo e na agressividade.

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

terça-feira, 28 de junho de 2011

SEMENTES DE LUZ I



No turbilhão voluptuoso das paixões primárias, a sociedade, sem rumo, estertora...
Acontecimentos desastrosos e desvarios do comportamento constituem a paisagem momentânea do planeta terrestre em convulsão...
            Há glórias da ciência e grandeza da tecnologia, caracterizando as conquistas da inteligência, lamentavelmente sem a correspondente contribuição dos valores éticos e morais.
            Denominações religiosas inumeráveis e filosofias de variadas escolas pretendem orientar as vidas que se estiolam ante a devastação do desequilíbrio.
            A exaltação do corpo e a sua imposição nos campeonatos da beleza e da exibição do ego em alucinadas competições pelo brilho ilusório do mundo social e econômico empurram o ser humano para o fosso da insensatez, logo apresentando-se frustrado e deprimido, tombando na tragédia da drogadição e do suicídio...
            A transitoriedade da existência física, não compreendida quanto seria necessário, impõe o desvario pelo gozo insaciável e permanente, com total olvido da sua fragilidade.
            Os exemplos contínuos de triunfadores que permanecem infelizes, de afortunados que vivem em solidão íntima, de famosos que anelam por um pouco de carinho não conseguem despertar aqueles que se deixaram hipnotizar pelo engodo das ambições exacerbadas.
            As glórias de um momento logo cedem lugar ao esquecimento e ao anonimato a que são atirados esses iludidos, poucos momentos depois...
            Tem-se a impressão de que o caos moral instalou-se no mundo, e o desespero, usando diferentes tipos de máscaras, é presença constante nas existências em estiolamento.
            Nada obstante, as criaturas permanecem em correria louca na busca de coisa nenhuma.
            Apesar disso, Jesus permanece em plano secundário, ou recordado apenas nas ocasiões pertinentes às necessidades de emergência.
            As religiões, na sua quase totalidade, respeitáveis nos seus conteúdos preocupam-se mais co as estatísticas dos fiéis, as finanças e a opulência dos seus templos, como o luxo dos seus ministros, do que com aqueles para os quais existem.
            ...E Jesus, que não tinha uma pedra para reclinar a cabeça, embora as aves dos céus tenham os seus ninhos e as feras o seus covis.
            Lamentavelmente, o exemplo de incontáveis discípulos do seu evangelho, que se lhe dizem afeiçoados, são mais servidores do mundo de César do que da seara de amor, vinculados às fantasias e mitos ancestrais, do que à realidade  dos postulados que deveriam vivenciar.
            Há um grande vazio existencial na criatura contemporânea, que perdeu o referencial da felicidade, manipulada pela habilidade dos vendedores bem-sucedidos do prazer entorpecente e dos gozos exaustivos...
            A sua seara, nestes difíceis dias, permanece imensa e quase ao abandono, por falta de devotados trabalhadores, que ainda são poucos e raros os das últimas horas...

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

segunda-feira, 20 de junho de 2011

AS BÊNÇÃOS DE DEUS II



            Tudo são bênçãos em a natureza.
            O espírito imortal, na sua saga formosa de desenvolvimento dos tesouros inabordáveis que lhe jazem em germe, etapa após etapa acumula experiências e conhecimentos que o levam a louvar, a agradecer e a pedir a Deus ajuda para melhor integrar-se na harmonia da Criação.
            Penetrando, pouco a pouco, a sua sonda perquiridora do raciocício no organismo da vida exuberante, vai encontrando as respostas que o engrandecem e lhe facilitam o entendimento em torno dos objetivos essenciais da pequena existência terrena, ambicionando a grandeza estelar.
            Observa a ordem em todas as coisas e o equilíbrio das leis universais e morais, sentindo-se compelido a contínuas alterações de entendimento, conforme os resultados obtidos no seu empenho de crescimento intelecto-moral.
            É perfeitamente natural que, em cada época, conforme o desenvolvimento dos valores intelectivos, o ser humano, em sua ânsia de decifrar as incógnitas que encontrava em toda a parte, procurasse entender Deus r submetê-Lo ao crivo da sua dimensão ridícula.
            O esforço redundou nas conceituações primárias em torno do Criador, limitando-O à sua capacidade de compreensão, estabelecendo normas que O diminuíssem aos limites das condições precárias da razão em desenvolvimento, facultando o surgimento dos deuses, como verdadeiros inevitáveis arquétipos defluentes do seu avanço pela escala evolutiva.
            Do Deus bárbaro e vingativo, imprevidente e humanóide , lentamente passou com Jesus Cristo à condição de Sublime Pai, num conceito afetuoso e ainda humano, porém compatível com a humana capacidade de vivenciá-Lo no seu dia a dia.
            Com o advento da ciência, com o desdobramento da filosofia, rompendo as barreiras do passado e facultando a libertação de conceitos que foram deixados porque portadores de rebeldia e de pessimismo, nova compreensão da Sua magnitude tomou lugar na esfera das reflexões e o materialismo surgiu como sendo a fórmula mágica para tranqüilizar as mentes incapazes de penetrar nas abstratas concepções em torno Dele.
            Na atualidade, ainda vestido de mitos e de absurdos, dominado por paixões nacionais e políticas, crendices e ritualismos, permanece vitorioso em cultos externos que não resistem às profundas análises da lógica nem da razão, servindo de ópio para as massas, que o autoritarismo religiosos de algumas doutrinas ortodoxas ou ingênuas ainda submetem.
            Essa Inteligência criadora que precede ao big bang permanecerá por tempo indeterminado não entendida em todos os seus aspectos, pois que, se o fosse, já não seria a Causalidade, cedendo seu lugar ao ainda mesquinho ser humano que ensaia os seus primeiros passos na compreensão da sua própria realidade.
            Vivendo mais por automatismo e acreditando por condicionamentos como viver e melhor ser feliz, o ser humano em evolução não dispõe da capacidade de abarcar a Natureza da natureza, somente para satisfazer a sua ambição intelectual.
            Desse modo, mesmo quando não entende Deus, sente a Realidade em tudo e percebe-se mergulhado nesse Oceano de harmonia que o comove e não lhe permite estabelecer se Deus está nele ou se apenas é...

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

quarta-feira, 8 de junho de 2011

AS BÊNÇÃOS DE DEUS I



            Deus se encontra em toda parte, onde quer que se apresente a Sua obra.
            Desde a sinfonia galática, nos espaços infinitos, até o acelerado ritmo das micropartículas em suas órbitas.
            Quando os geneticistas conseguiram realizar o milagre da decodificação do genoma humano, surpreenderam-se com os bilhões de informações contidas em cada DNA, narrando toda a sua história do passado e guardando as marcas dos acontecimentos orgânicos para o futuro...
            Até este momento, por mais aprofundem as reflexões e pesquisas, ainda não conseguiram detectar os fatores que levam alguns genes a mutações que irão responder por diversos processos degenerativos no organismo, e por que numa sequência familiar mantendo o padrão em determinado grupo, logo, subitamente, sem causa lógica, rompe a cadeia e apresenta uma significativa alteração...
            De igual maneira, é perturbadora a formação das novas galáxias assim como o desaparecimento de outras nos buracos negros...
            Por mais penetre a investigação científica e tecnológica nos milagres da vida, mais lhes constata a anterioridade, a harmonia, a grandiosidade.
            Nas tentativas de interpretar o cosmo, têm sido elaboradas teses contínuas, algumas frutos dos resultados adquiridos com os instrumentos de pesquisa, especialmente, depois dos estudos geométricos de Kepler, no fim do século XVI, a respeito da localização dos planetas em volta do Sol, que abriram as perspectivas para melhor entender-se a Criação.
            Da mesma forma, desde o modesto telescópio construído por Galileu até o avançado Hubble, novas informações são registradas a cada momento, dando lugar às variadas teorias como as dos universos paralelos, das supercordas, da unificação, da final ou de tudo e, mais recente, da desordem ou do caos...
            ...E enquanto as mentes mais audaciosas analisam a ocorrência do big bang, especialmente nos seus três primeiros minutos, não poucos tentam impor a idéia da autocriação dispensando a presença de Deus.

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis