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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 24 de setembro de 2016

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS II

                Não te permitas, desse modo, deslizes morais.
                Instaura o período da vigilância pessoal e vitaliza o dever na mente para exercê-lo nos sentimentos junto ao próximo.
                Os que partem da Terra, fortemente imantados aos vícios, retornam ávidos, sedentos, ansiosos, tentando continuar o infeliz programa, ora interrompido, utilizando-se de áulicos afins que lhes cedam os órgãos físicos... em consequência, a caravana das vítimas-inermes, padecendo as rudes obsessões espirituais, é muito grande.
                Liberta-te das paixões inferiores, trabalhando as aspirações e plasmando o futuro mediante a ação correta.
                Muda os clichês mentais viciosos e renova as paisagens íntimas.
                Faze a oração do silêncio, reflexionando sobre os reais valores da vida.
                Vincula-te ao amor ao próximo, contribuindo de alguma forma para o bem de alguém, para o bem geral.
                Sentindo açuladas as tendências negativas, desperta e reage, não te deixando hipntizar pelos espíritos perturbadores.
                Sintoniza com Jesus, e Ele, o Amigo Incondicional e Libertador, virá em teu socorro, favorecendo-te com a paz e a alegria.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O FILHO DE DEUS

(J. Herculano Pires)
O chamado “Dogma de Cristo” é uma criação da teologia cristã, mas não dos Evangelhos, onde a posição de Jesus é bem clara, considerando-se ele mesmo como filho de Deus e nosso irmão, pois também se chamava a si próprio de filho do homem. O Natal de Jesus, portanto, não é o Natal de Deus. A visão mediúnica do Cosmos, descrita por Chico Xavier no texto Como Consideramos Jesus, dá-nos a ideia grandiosa do Criador através da sua obra.
A posição espírita no assunto é considerada herética pelas religiões cristãs, que chegam mesmo a negar ao Espiritismo a sua natureza cristã. Com mais razão, com mais lógica, os espiritistas consideram herética a doutrina que faz de Jesus a encarnação de Deus. Mas nem por isso os espiritistas deixam de participar das comemorações do Natal, que consideram como o dia da fraternidade humana por excelência, traduzida em caridade efetiva na assistência aos necessitados. Assim, o principio do amor supera as divergências teológicas, unindo todos os cristãos na adoração espiritual do Cristo e no cumprimento da sua lei única: a de amarmos a Deus sobre todas
as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
O fundamento do Universo é uma lei única: a lei do amor. Dela derivam todas as leis conhecidas e desconhecidas. Deus é amor, definiu João no seu Evangelho. E Jesus resumiu toda a Lei e os Profetas na lei áurea do amor. É o poder do amor que faz as galáxias girarem no infinito e as constelações atômicas girarem no finito.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google


quarta-feira, 1 de junho de 2016

NEM TODOS CONSOLADOS II

            Jesus reportou-se, sem dúvida, àqueles que choram sob o açodar das injustiças humanas, sem qualquer rebeldia;
            àqueles que sofrem as contingências afligentes, sem acalentar os sentimentos de vingança;
aos que expungem os débitos pretéritos, sem desespero;
aos que sentem a alma punginda, e no entanto, transformam a agonia lacrimejante em esperanças estelares;
aos que, padecendo, não infligem aflições e a ninguém;
àqueles que, perseguidos, jamais se deixam consumir pelo desejo do desforço;
aos que, esfaimados e sedentos de amor e paz, laboram pela felicidade do próximo...
...Estes serão consolados.                                                 
            O choro é reação do sentimento, da emoção, nem sempre credor de respeito e solidariedade.
            Por isso, bem-aventurados todos os que choram, tocados pelo espírito do bem e da misericórdia, sofrendo para não fazer sofrer, burilando-se sem macerar ninguém, porquanto, assim, serão realmente consolados.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 31 de maio de 2016

NEM TODOS CONSOLADOS I

                “Bem-aventurados os que choram” -, disse Jesus.
                Nem todos, porém.
                A ira indômita, quando não logra atingir o alvo contra o qual investe, explode em choro convulsivo.
                A inveja inditosa, irradiando a vibração deletérica, não se detém, e irrompe em lágrimas abundantes.
                O ciúme irrefreado, açoitando o coração invigilante, derrama lágrimas ardentes.
                O ódio, que se volta virulento contra os que lhe tombam nas ciladas, ferve em lágrimas comburentes.
                As paixões inferiores, preferindo as situações perniciosas, extrapolam os estados íntimos, exteriorizando-se em choro de revolta e azedume com que diminuem a insânia das causas donde se originam...
                Há lágrimas que não traduzem humildade nem esperança.
                Choros que fomentam vinganças ultrizes e engendram males de largo curso.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 30 de maio de 2016

AVISO

                Está sendo procurado.
                Homem considerado Galileu.
                Trinta e três anos.
                Pele clara e expressão triste.
                Cabelos longos e barba maltratada. Marcas sanguinolentas nas mãos e nos pés.
                Caminha habitualmente acompanhado de mendigos e vagabundos, doentes e mutilados, cegos e infelizes.
                Onde aparece, frequentemente, é visto entre grande séquito de mulheres, sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas.
                Quase sempre está seguido por doze pescadores e marginais.
                Demonstra respeito para com as autoridades, determinando se dê a César o que é de César, mas espalha ensinamentos contrários à Lei antiga, como sejam:
                - o perdão das ofensas;
                - o amor aos inimigos;
                - a oração em favor daqueles que nos perseguem ou caluniam;
                - a distribuição indiscriminada de dádivas com os necessitados;
                - o amparo aos enfermos, sejam eles quais forem;
                - e chega ao cúmulo de recomendar que uma pessoa espancada numa face ofereça a outra ao agressor.
                Ainda não se sabe se é um mágico, mas testemunhas idôneas afirmam que ele multiplicou cinco pães e dois peixes em alimentação para mais de cinco mil pessoas, tendo sobrado doze cestos.
                Considerado impostor por haver trazido pessoas mortas à vida, foi preso e espancado.
                Sentenciado à morte, com absoluta aprovação do próprio povo, que o condenou, de preferência à Barrabás, malfeitor conhecido, recebeu insultos e pedradas, sem reclamar, quando conduzia a cruz às costas.
                Não se defendeu, quando questionado pela Justiça, complicando-se-lhe a situação, porque seus próprios seguidores o abandonaram nas horas difíceis.
                Sob afrontas e zombarias, foi crucificado entre dois ladrões.
                Não teve parentes que lhe demonstrassem solidariedade, a não ser sua Mãe, uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz.
                Depois de morto, não se encontrou lugar para sepultá-lo, senão lodoso recanto de um túmulo por favor de um amigo.
                Após o terceiro dia do sepultamento, desapareceu do sepulcro e já foi visto por diversas pessoas que o identificaram pelas chagas sangrentas dos pés e das mãos.
                Esse é o homem que está sendo cuidadosamente procurado.
                Seu nome é Jesus de Nazaré.
                Se puderes encontrá-lo, deves segui-lo para sempre.


Fonte: Coração e vida – Chico Xavier/Maria Dolores.
imagem: google

terça-feira, 10 de maio de 2016

VIOLÊNCIA E JESUS

                Diante da agressividade que te vigia, impiedosa, exerce o equilíbrio, guardando serenidade.
                Em todos os trâmites da vida, Jesus é o modelo e guia em quem encontramos a diretriz de segurança.
                Acicatado pela impiedade farisaica, Ele preconizou o amor indistinto.
                Perseguido pela malta irresponsável, Ele recomendou o perdão.
                Instado a aceitar a justiça arbitrária, Ele propôs a resignação e a humildade.
                Antes, porém, em todos os Seus passos, vemos Sua vida assinalada pela total abnegação, com que estabeleceu, na Terra, o primado do Espírito Imortal.
                Quando a fome angustiava a multidão, Ele transformou peixes e pães em abundante repasto para todos.
                Quando defrontou a mulher equivocada, que lhe foi trazida para lapidação, Ele ensinou misericórdia.
                Insulado, na soledade, buscou Deus.
                Abandonado pelos comensais do seu afeto, volveu a demonstrar fidelidade ao amor.
                Traído por um amigo, distendeu a Sua magnanimidade como lição de complacência.
                Nunca receitou a violência.
                A violência, nos quadros do Cristianismo, não vige, em página alguma.
                Quando hoje, a Terra em aturdimento estertora sob os guantes da agressividade e da violência, que se transformam em lobos ferozes, apavorando os homens, Jesus prossegue o modelo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 29 de abril de 2016

JESUS E VOCÊ

Cap. VI – Item 6
Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.
Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. Comece imediatamente a própria sublimação.
Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.
Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social.
Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.
Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente.
Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.
Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.
Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs.
Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.
Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil.
Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.
Jesus nada pôde escrever. Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.
Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.
Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo.
Sigamo-lo pois.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 7 de abril de 2016

AS VARAS DA VIDEIRA

“Eu sou a videira, vós as varas.” — Jesus. (JOÃO 15:5.)

Jesus é o bem e o amor do princípio. Todas as noções generosas da Humanidade nasceram de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou aos discípulos, nesta passagem do Evangelho de João, que seu espírito sublime representa a árvore da vida e seus seguidores sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora do tronco, os galhos se secariam, caminhando para o fogo da purificação.
Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza, todas as obras humanas estão destinadas a perecer.
A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos da vida planetária. No centro
de toda expressão nobre da existência pulsa seu coração amoroso, repleto da seiva do perdão e da bondade.
Os homens são varas verdes da árvore gloriosa. Quando traem seus deveres, secam-se porque se afastam da seiva, rolam ao chão dos desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para a renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino Mestre, refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no passado, apesar do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 19 de março de 2016

A VIDEIRA

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.” — Jesus. (JOÃO 15:1.)

Deus é o Criador Eterno cujos desígnios permanecem insondáveis a nós outros. Pelo seu amor desvelado criam-se todos os seres, por sua sabedoria movem-se os mundos no Ilimitado.
Pequena e obscura, a Terra não pode perscrutar a grandeza divina, O Pai,
entretanto, envolve-nos a todos nas vibrações de sua bondade gloriosa.
Ele é a alma de tudo, a essência do Universo.
Permanecemos no campo terrestre, de que Ele é dono e supremo dispensador.
No entanto, para que lhe sintamos a presença em nossa compreensão limitada, concedeu-nos Jesus como sua personificação máxima.
Útil seria que o homem observasse no Planeta a sua imensa escola de trabalho; e todos nós, perante a grandeza universal, devemos reconhecer a nossa condição de seres humildes, necessitados de aprimoramento e iluminação.
Dentro de nossa pequenez, sucumbiríamos de fome espiritual, estacionados na sombra da ignorância, não fosse essa videira da verdade e do amor que o Supremo Senhor nos concedeu em Jesus Cristo. De sua seiva divina procedem todas as nossas realizações elevadas, nos serviços da Terra.
Alimentados por essa fonte sublime, compete-nos reconhecer que sem o Cristo
as organizações do mundo se perderiam por falta de base. NEle encontramos o pão vivo das almas e, desde o princípio, o seu amor infinito no orbe terrestre é o fundamento divino de todas as verdades da vida.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 20 de outubro de 2015

PETIÇÃO A JESUS

(Maria Dolores)
Senhor!        
Perante os que se vão
Sob nuvens de pó e rajadas de vento,
Dá-me o dom de sentir
No próprio coração
A chaga e o sofrimento
Que carregam consigo
Por fardos de aflição…
Faze, Divino Amigo,
Ante a dor que os invade,
Que eu lhes seja migalha de conforto
Na travessia da necessidade.

Agradeço-te os olhos que me deste,
Espelhos claros com que me permites
Fitar fontes e flores
Ante o céu sem limites…
Mas rogo-te, Senhor,
Ajuda-me a estender a luz em que me elevas
Cooperando contigo, embora humildemente,
No socorro constante aos que jazem nas trevas.

Rendo-te graças pela minha voz
Que te pode louvar
E engrandecer-te sem qualquer barreira
De inibição, de forma, de lugar…
Entretanto, Jesus, aspiro a estar contigo,
Em singela tarefa que me dês
No apostolado com que recuperas
Nossos irmãos atados à mudez.

Agradeço os ouvidos
Em que o discernimento se me apura
Ao escutar o verbo e a música da vida
Na ascensão a cultura.
Consente-me, porém, o privilégio
De repartir o amor com que me assistes
Revigorando a quantos se fizeram
Retardados ou tristes.

Agradeço-te as mãos que me cedeste
Para dar-me ao trabalho que te peço
Na atividade do cotidiano
Em demanda ao progresso.
Aprova-me, no entanto, o propósito ardente
De partilhar contigo o serviço fecundo
Com que amparas a todos os enfermos
Que vivem sob a inércia entre as provas do mundo!

Agradeço-te o lar que me descansa
No calor da ternura em que me aqueço,
Meu veludoso ninho de esperança,
Meu tesouro sem preço…
Mas deixa-me seguir-te, lado a lado,
No concurso espontâneo, dia a dia,
A fim de que haja abrigo a todos os que passam
Suportando sem teto a chuva e a noite fria!

Rendo-te graças, incessantemente,
Por tudo o que, em teu nome, o caminho me traz,
– A compreensão, a luz, o estimulo, o consolo,
O apoio, a diretriz, a experiência, a paz…
Não me largues, porém, no exclusivismo vão
De tudo o que me dês, ajuda-me, Senhor,
A dividir também com os outros que te esperam
A mensagem de fé e a presença de amor!


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CRISTO E CÉSAR III

                É urgente que faças uma revisão de conceitos e, quiçá, de atitudes.
                Não te fascines pela ilusão, nem te atormentes sem necessidade.
                Recupera-te, restaurando a tua paz.
                Do que vale conquistar o mundo e perder-se?
                Cristo e César prosseguem em litígio, no foro íntimo de cada ser.
                Já conheces os resultados das induções e situações do mundo com César.
                Não desperdices a oportunidade de viver o estágio espiritual com Jesus, desde hoje.

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google


terça-feira, 22 de setembro de 2015

CRISTO E CÉSAR II

                Desertam companheiros das lides edificantes, a cada momento, permutando a simplicidade eu dá paz pelos atavios que embaraçam.
                Emocionalmente, a princípio, para depois fisicamente completar a distância, medra o desinteresse pela fé renovadora em muitos discípulos honestos e bem intencionados da Doutrina Espírita, vencidos pelos vapores tóxicos da psicosfera negativa onde se veem obrigados a movimentar-se, na azáfama do dia-a-dia.
                Lamentando o tempo, que passa rápido, diversos aprendizes do Evangelho se transferem para os campos das sensações e emoções mais fortes, parecendo extenuados pelo desequilíbrio e arrojando-se nos cipoais das ásperas aflições futuras.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CRISTO E CÉSAR I

                As injunções dos relacionamentos humanos operam contínuas transformações nas paisagens íntimas da criatura, nem sempre saudáveis.
                As constituições de ordem sócio-econômica produzem estados emocionais variados, raramente salutares.
                As comunicações massificadoras revolvem os clichês mentais, e fixam painéis dificilmente edificantes.
                O aturdimento humano, na atualidade, é inegável.
                O predomínio dos títulos de César faz-se inexorável, conspirando contra a positiva alternativa dos valores apresentados por Cristo, a respeito de Deus.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O CEGO DE JERICÓ

“Dizendo: Que queres que te faça? E ele respondeu: — Senhor, que eu veja.” — (LUCAS 18:41)

O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.
Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando... Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.
Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo, recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se dele e interroga com amor:
— Que queres que te faça?
Á frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão ampla, o pedinte sincero responde apenas isto:
Senhor, que eu veja!
O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as circunstâncias da vida.
Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó, esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos compete atingir. E, quando surge a oportunidade de nosso encontro espiritual com o Cristo, além de sentirmos que o mundo se volta contra nós,induzindo-nos à indiferença, é muito raro sabermos pedir sensatamente.
Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no versículo de Lucas, porquanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas. Basta lhe peçamos o dom de ver, com a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. Que o Senhor, portanto, nos faça enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e possuiremos o necessário à nossa alegria imortal.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O SAL E A LUZ DO MUNDO II

             O bom cristão deve viver sendo bom no meio dos maus, justo no meio dos injustos, probo no meio da iniquidade, prudente no meio dos insensatos, altruísta no meio dos egoístas, virtuoso no meio de todos os vícios. Para se o sla da terra, é necessário que trabalhemos para dar sabor à vida dos nossos semelhantes, contribuindo para uma vida digna para todos. Temos de nos esforçar para que todos tenham o suficiente para viver com dignidade. Somos também responsáveis pela preservação do Planeta, limpando nossos quintais para que não haja a proliferação da dengue, cuidando das árvores para que o ar continue puro. O bom cristão deve ter sempre atitudes morais corretas, para ser exemplo vivo de tudo o que Jesus ensinou. Como o sal faz na carne, combater a podridão dos vícios, da devassidão e das imperfeições no espírito. Viver o Evangelho fazendo nossa “reforma íntima”, cumprindo a nossa missão na Terra, que é fazer o próximo feliz e construir o Paraíso na Terra.
                Bezerra de Menezes nos adverte que “a vós, que sois o sal da Terra, cabe a tarefa de desenvolver este postulado doutrinário de renovação do mundo, iniciando esta renovação em vós próprios, trabalhando os metais do mundo íntimo para que se tornem maleáveis ao amor e nele insculpam a promessa de Jesus de que a felicidade, não sendo deste mundo, pode ser alcançada através dele”.
                Precisamos estar mesclados com o mundo. Como o sal faz com os alimentos, o cristão deve refrear o processo de deterioração do mundo. O mundo está pervertido, o mundo está apodrecendo. Desde os tempos mais remotos que a espiritualidade está nos afirmando: O mundo está  sem sabor! E nós? Vamos teimar em continuar buscando os sabores do mundo? Que sabores? Desde aquela época, Jesus está nos alertando: o mundo não tem sabor algum! E aqui um espaço para falarmos aos nossos jovens. É preciso que os jovens entendam que os sabores do mundo não preenchem o vazio da alma. A fama, a riqueza, as diversões não tem sabor. Basta ver que os ídolos, tão famosos, tão ricos, continuam morrendo drogados, prostituídos, depressivos, embriagados. São infelizes, porque não vivem para o seu semelhante.
                Se você não é sal, as baladas, as diversões, só conseguem aumentar o vazio do espírito. O que resta depois da balada? Cansaço e um monte de histórias fúteis.
                Nós podemos fazer a diferença no mundo. Podemos sim. É preciso que assumamos a nossa condição e ser o Sal da Terra, amando o próximo, tornando-o melhor, destacando seu sabor; sendo exemplo do Bem, exercendo uma boa influência – as crianças nos imitam; divulgando o evangelho de Jesus; buscando todos os dias afastar-se do mal e dos vícios, para assegurar a proteção da espiritualidade. Entre o dever e o prazer, lembremo-nos de Bezerra de Menezes, quando foi questionado por um espírito sofredor acerca da diferença entre eles: enquanto ele estava cheio de trevas e de dores, o Dr. Bezerra apresentava-se pleno de luz. O médico dos pobres lembrou ao irmão de infortúnio que entre eles havia apena uma diferença: - “Enquanto você procura as trevas eu procuro a luz”. Quando asseverou que somos a luz do mundo, quando Jesus já dizia também que o mundo está em trevas, sem nenhum esforço. E se as trevas são a ausência de luz e, atualmente, precisamos fazes muito esforço para dissipar as trevas de nossa vida (as obsessões), é porque ainda não há luz suficiente dentro de nós. A única luz é a que emana de Deus e é refletida por nós. Somos todos mandados ao mundo para pregar a palavra de Jesus, auxiliando na renovação dos homens e do planeta. Somos também o sal e a luz do mundo como o eram os Cristãos dos tempos apostólicos.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2015
imagem: google

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O SAL E A LUZ DO MUNDO I

                Quem já leu ou costuma ler o magnífico texto enunciado por Jesus, no conhecido Sermão da Montanha, vai se lembrar que a exortação do Mestre começa pelas bem-aventuranças e conclui com duas citações metafórica. Primeiro, Jesus, nosso modelo e guia, nos revela o caráter de quem quer ser seu verdadeiro seguidor, ser um cristão de fato, dizendo que bem-aventurados são os pobres de espírito; os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores e os  que sofrem perseguição por causa da justiça. Preste atenção que estas são, nada mais, nada menos, que é o Mestre falando das suas próprias qualidades. Mas, mão basta ter as qualidades, pois a fé sem obras é vazia portanto, Ele nos exorta ao trabalho, não à ocupação profissional, importante para nos manter na vida terrena, mas à tarefa espiritual de construirmos o Reino de Deus na Terra. Por isso, Jesus arremata as bem-aventuranças com duas metáforas extraordinárias.
                Estava Jesus às margens do Rio Jordão, tendo ao seu redor os doze apóstolos comprometidos em sua missão. Pela primeira vez, O Mestre havia repartido com eles o pão e o vinho, que, na simbologia do Oriente determinavam o iniciar de uma amizade, de uma relação duradoura, forte e profunda. Ao chegar próximo do Mar de Galiléia, sob uma tenda de pescadores, Cristo praticamente lançava sua doutrina de paz, amor e esperança para os tristes, cujos pilares seriam o amor, a honestidade, a misericórdia e perdão. Voltando-se para seus pupilos, o meigo Rabi afirma que seus seguidores são “Sal e a Luz do mundo”.
                “Vós sois o sal da Terra. Se o sal se tiver tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas oras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. (Mateus 5:13-16)
                Prestemos atenção nas palavras de Jesus. Ele não fala eu somos COMO o sal ou COMO a Luz; mas sim, Ele afirma que SOMOS o SAL e a LUZ. Não é comparação, pe personificação. Uma metáfora fantástica, baseada, primeiro, no sal, depois, na luz. A humanidade usa o sal há muito tempo, desde o início da civilização. Na época de Jesus, existia um ditado romano que dizia que “Não existe nada mais útil que o sal e o sol”. Não existia geladeira naquela época e para conservar as carnes e os alimentos, era utilizado o sal. A palavra salário é proveniente da palavra latina salarium, que era o pagamento feito aos soldados romanos para que estes comprassem sal. Na Idade Média, o status social de um indivíduo era medido pela quantidade de sal que possuía e colocava na mesa quando chegavam visitas. Conservação e realce do sabor, as duas principais virtudes do sal. Por isso, Jesus disse que os seus seguidores seriam o sal da Terra.
                 Mas, para seguir Jesus é preciso não se deixar corromper pela corrupção que grassa na sociedade e buscar conservar-se puro. O bom cristão deve viver sendo bom no meio dos maus, justo no meio dos injustos, probo no meio da iniquidade, prudente no meio dos insensatos, altruísta no meio dos egoístas, virtuoso no meio de todos os vícios. Para ser o sal da terra, é necessário que trabalhemos para dar sabor à vida dos nossos semelhantes, contribuindo para uma vida digna para todos. Temos de nos esforçar para que todos tenham o suficiente para viver com dignidade somos também responsáveis pela preservação do Planeta, limpando nossos quintais para que não haja a proliferação da dengue, cuidando das árvores  para que o ar continue puro.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2015
imagem: google

domingo, 2 de agosto de 2015

JESUS, MESTRE, GUIA E MODELO II

                Visão espírita sobre Jesus – Ao estudarmos o espiritismo temos um entendimento bem mais claro e profundo sobre Jesus Cristo, reconhecendo-o como governador planetário, Espírito superior e nosso irmão maior que, ao trazer a mensagem da Boa Nova, ou evangelho, mostrou, não apenas através do ensino, mas também dos exemplos, que o amor é a base da vida e que tudo pode ser resumido em amar o próximo como a nós mesmos e fazer ao outro somente o que gostaríamos que o outro nos fizesse.
                É por esse motivo que nós, espíritas, damos mais importância aos ensinos morais trazidos por Jesus, do que aos fatos da sua vida, isso porque o fundamental é compreender seus ensinos e exemplos, para coloca-los em prática na nossa própria vida, ou seja, saindo da teoria e indo para a prática, mostrando que somos verdadeiros cristãos, fazendo com que a cooperação, a fraternidade, a solidariedade, o amor, a bondade, a justiça, a humildade e outras virtudes sejam a nossa marca registrada no convívio social.
                Com Jesus aprendemos a ser mais pacientes, mais compreensivos, mais operosos no campo do bem, aprendemos igualmente a crescer em amor, reconhecendo que todas as pessoas  são nossas irmãs. E com a amplitude que o espiritismo dá a essas lições com a imortalidade da alma, entendemos que os laços que nos unem são de longo tempo, através das reencarnações.
                O espiritismo nos mostra que vivemos melhor colocando Jesus em nosso coração, procurando no amor a solução de todas as questões existenciais.
                Em nota à resposta dos Espíritos Superiores na questão 625 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec comenta sobre Jesus, apontado pelos Espíritos como o Espírito mais perfeito que Deus concedeu ao homem conhecer:
                “Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do Espírito Divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra. Se alguns dos que pretenderam instruir os homens na lei de Deus algumas vezes os desviavam para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram com leis divinas o que era apenas lei humana, instituídas para servir às paixões e dominar os homens.”

Marcos de Mário


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – novembro/2014
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sábado, 1 de agosto de 2015

JESUS, MESTRE, GUIA E MODELO I

                Nem todas as pessoas, mesmo ligada a uma doutrina religiosa, conhecem realmente Jesus e seu significado para o homem e a humanidade. Envolto em mistérios, explicações místicas, debates históricos e confundido, muitas vezes, com Deus, Ele permanece distante do corintiano da vida, quando, na verdade, deveria estar presente nos corações e nas mentes de todos nós. O espiritismo, no devido tempo, como Consolador Prometido, veio desmistificar Jesus e revelar realmente quem Ele é, sua missão e sua importância.
                Mas antes do espiritismo, o próprio Jesus revelou-se, como transcrito pelo apóstolo Mateus e seu Evangelho:
“E veio Jesus para os lados de Cesareia de Felipe, e interrogou seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que é o Filho do Homem? Eles responderam: uns dizem que é João Batista, mas outros que é Elias, e outros que Jeremias ou algum dos Profetas. Disse-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que sou eu? Respondendo, Simão Pedro disse: Tu és o Cristo filho do Deus vivo. E respondendo Jesus lhe disse: Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 16:13-17)
                A designação “Tu és o Cristo” significa que Jesus é o Messias, o Ungido, aquele que é Abençoado por Deus, o Enviado Divino. A palavra Cristo é um título, portanto Ele confirmou que era aquele anunciado pelos antigos profetas judeus, daí também nos referirmos a Ele como Jesus, o Cristo, ou seja, Jesus, o Messias, ou ainda Jesus, o Enviado. O termo Cristo teve origem nas traduções gregas dos evangelhos, que precisarem interpretar várias palavras e expressões hebraicas a respeito de Jesus.
                Jesus, o mestre – Em seus magistrais diálogos com as pessoas, quando nunca perdia o ensejo de ensinar, Jesus recusou todos os títulos que lhe quiseram outorgar, aceitando apenas o de Mestre, porque, de fato, era essa sua missão na Terra: ensinar os homens sobre a lei divina, a realidade imortal da vida, o amor como fonte de tudo o que existe e fonte também das relações humanas.
                Na questão 625 de O Livro dos Espíritos, recebemos a informação que Jesus é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo. Essa informação é corroborada pela universalidade do ensino dos espíritos que, através de diversos médiuns, em datas e locais diferentes, estabelecem Jesus como espírito perfeito e governador planetário.
                Apesar da sua grandiosidade Jesus mantém-se próximo a cada um dos seus irmãos em humanidade, quer estejam encarnados ou desencarnados, pois suas marcas são o amor e a humildade, a benevolência e a solidariedade. Por isso sempre esteve no meio da multidão, ensinado na praça pública, atendendo os necessitados do corpo e da alma. E assim continua, velando por todos.

(continua)

Marcos de Mário


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – novembro/2014
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terça-feira, 14 de julho de 2015

COMO ACABAR COM A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE? II

                A criminalidade só avança onde morre o amor e nasce o egoísmo. Lá, no Livro dos Espíritos, já está escrito que “numa sociedade organizada segundo a Lei do Cristo ninguém deve morrer de fome” (questão 930). O sistema que aí está, asseado na globalização da economia, do consumo e da miséria, empurra os excluídos na vala da violência sistêmica. A soma competição/ambição/egoísmo, dá como resultados o crime, a violência, a miséria. Enquanto algumas igrejas se perdem na vinda de milagres, transformando o pão da caridade em pisos de mármore de templos suntuosos, adolescentes de dez ou onze anos, para ter seus celulares da moda, integram-se ao tráfico de drogas.
                Já ciente de que o progresso material levaria a humanidade ao estágio atual, Kardec, na questão 919, de O Livro dos Espíritos, perguntou aos Benfeitores Espirituais sobre “qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”, ao que os mentores espirituais responderam: “Um sábio da Antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo”. Ainda no Pentateuco espírita, vamos encontrar em A Gênese, no capítulo XVIII, outros tantos importantes ensinamentos sobre os graves momentos que ora enfrentamos. Kardec antevê de que passaríamos por momentos de mudanças no mundo, quando afirma que não mais as entranhas do planeta se revolveriam, “mas as entranhas da humanidade”, conforme descrito no item 7 do referido capítulo. Isto, quer dizer que a solução está no íntimo de cada criatura, interior que deve ser modificado, transformado, tocado realmente pelos ensinamentos e vivência dos ensinos de Jesus, iluminados pelos esclarecimentos da Doutrina Espírita.
                Acabar com a criminalidade, extinguir a violência, são atos muito profundos, que jamais serão responsabilidades de parlamentares e governantes. São tarefas nossas, intransferíveis, estabelecendo o Evangelho de Jesus como o Grande Roteiro de nossas almas, de nossas vidas. O amor que nos foi ensinado pelo Mestre é o único leme seguro para reajustar o barco do mundo nos mares dos vícios e dos erros é preciso readquirir forças para combater nossas tendências inferiores, a fim de que possamos deixar nascer em nós o homem novo, a fim de que sejamos a luz da candeia para arrebanhar no caminho do bem os espíritos que caminham conosco. Só assim, transformaremos a Terra na morada do Bem, do Amor e da Paz, na transição para o mundo de regeneração.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
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sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALTRUÍSMO VII

                Por fim, após a vivência desses variados itens, a sabedoria se instala na mente e no coração do homem, libertando-o da ignorância, apontando-lhe o objetivo real da existência corporal, impulsionando-o para novos tentames, cada vez mais sedutores e agradáveis, brilhando à frente.
                Confunde-se a sabedoria com o conhecimento intelectual, o burilamento da mente, a fixação da cultura que, apesar de valiosos, são uma conquista horizontal.
                Torna-se indispensável que, ao lado dessa importante aquisição, o sentimento lúcido e profundo do amor se torne a grande vertical do processo evolutivo.
                Essa conquista vertical é a responsável pelo discernimento de como agir, facultando os recursos lógicos para tal, ao mesmo tempo dilcificando pelo afeto a aspereza ocasional do processo de execução.
                A sabedoria faz que o amor seja prudente e um sentimento generoso, doador, altruístico, evitando que se entorpeça com as manifestações do pieguismo, que disfarça os esquemas do ego enfermo. Simultaneamente, proporciona ao intelecto a serena percepção de que à razão se deve unir o sentimento humano, sereno e afável, responsável pelo arrastamento das pessoas.
                O sábio reconhece a área extensa que tem diante dele para ser conquistada, e vive mais do que fala, ensina mais pelo exemplo do que pelas palavras.
                Quando são desenvolvidos os passos que contribuem para o altruísmo e se adquire sabedoria, ilumina-se o espírito, e a vida ganha sentido, superando-se os limites de tempo e espaço, face à grande meta que se deve conquistar.
                Os sofrimentos cedem, então, lugar à paz. Porque desaparecem os fatores cármicos, vencidos pelas novas ações libertadoras, e, porque ao sejam geradas causas atuais negativas, o futuro não se desenha sombrio nem ameaçador. Assim, o altruísmo viceja na mente e no coração, não sendo mais o homem quem vive e sim o Cristo que nele passa a viver, conforme acentuou Paulo e o sentiram outros mártires, heróis e sábios de todos os tempos, que se entregaram ao altruísmo em favor da humanidade.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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