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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O PERDÃO AO PASSADO

                Temos necessidade de perdoarmos o nosso passado, qualquer que seja ele. A forte ligação com os erros cometidos por nós, ou por outrem, paralisa o presente e compromete o futuro. Quantos casais vivem em acusações mútuas de fatos que aconteceram há dez, quinze, vinte anos ou mais, negando-se a perdoarem um ao outro.
                Prender-se ao passado é como guardar alimento perecível num armário. Em pouco tempo esta comida apodrecerá e dará mau cheiro, transmitindo doenças. Perdoemos o passado alheio pois as pessoas têm o direito de mudar e merecem crédito por isso. Quantas vezes nós mudamos de opinião ao longo dos anos.
                É importante acreditarmos nos seres humanos sabendo que eles são muito mais frágeis do que maus. E, por isso, superam algumas de suas fragilidades. Não cabe a nós fiscalizar quais dificuldades estão superadas ou o que ainda falta superar. Temos a nossa própria vida para nos ocuparmos.
                Perdoemos os nossos pecados do passado. Não tínhamos mesmo entendimento que temos hoje por isso erramos tanto. Se fosse hoje faríamos diferente, mas foi no passado e não podemos alterar o que já aconteceu. Somos senhores do presente e podemos construir o futuro. É nisso que devemos focar nossa vida.
                Perdoe seu passado e siga firme em direção ao futuro, aproveitando ao máximo o presente, que é um “presente” de Deus para nós.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O PERDÃO A DEUS

                Alguns de nós temos uma fé vacilante, uma fé interesseira pois a fé está proporcionalmente ligada ao nosso bem-estar, ao nosso conforto. Basta uma prova difícil como  esta para nossa fé ser abalada e nos revoltarmos contra Deus. Abandonamos a religião a quem éramos pouco ou nada devotados. A religião só é interessante para nós se formos eternamente felizes, os escolhidos em um reino dos céus que para nós é aqui na Terra, ou seja, sem querer materializamos o Pensamento Divino.
                A causa de todas as coisas na verdade, para nós, é um ser que deve fazer as nossas vontades, como uma criança pirracenta e egocêntrica que acha que todos os brinquedos só pertencem a ela?
                Se Deus é a causa primeira de todas as coisas, o onisciente e onipresente, Ele deve saber por que tal ou qual coisa acontece. Se nós não a compreendemos é pela nossa pequenez psicológica e por sermos pigmeus espirituais.
                Consciente do quanto somos pequenos diante da grandeza do Pai Celestial, sintamos a dor confiantes de que esta passará. Mesmo não compreendendo por que aconteceu.
                As dores morais são muito fortes mas é nesse momento que temos a oportunidade de  provar a nossa crença, como dizem os religiosos, dar o nosso testemunho. Prestemos atenção quando formos orar o Pai Nosso: “Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade aqui na Terra como nos céus”...


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O PERDÃO ÀS PESSOAS ESTRANHAS

                As vibrações que enviamos retorna na mesma velocidade que foram. Se enviarmos ódio, críticas, mágoas, isto se volta contra nós mesmos. Quando nos reunimos para falar mal dos homens de vida pública, artistas ou pessoas conhecidas, uma nuvem de energia escura se faz em torno de nós.
                Esta nuvem contém elementos energéticos negativos, doentes que, com o tempo passam a nos contaminar trazendo inicialmente alteração no humor. Ficamos mais agitados, inquietos, sem ter um local que nos acomode. Se nos avaliarmos, vamos perceber que ficaremos mais agressivos com as pessoas que nos procurarem, o que nos trará prejuízos pois ofenderemos pessoas amadas.
                O lixo mental acumulado durante o diálogo terá sua catarse à noite, com insônia ou constantes pesadelos que nos acordarão durante a madrugada, ou fará com que acordemos com a sensação de cansaço dando a impressão de que não dormimos. Aos poucos isso começará a afetar a nossa saúde física, promovendo o surgimento de estresse e de ansiedade, entre outros.
                Os diálogos acalorados de crítica ás pessoas estranhas serão alternados por momentos de pessimismo ao percebermos que não podemos fazer nada contra aquele a quem criticamos. Tal pessimismo, naturalmente, alterará o funcionamento do nosso organismo biológico provocando a redução da formação dos hormônios necessários à proteção contra doenças.
                 A redução destes hormônios nos deixará sujeitos à depressão que, por conseqüência, nos reduzirá a vontade de viver. Jesus nos convida a viver no mundo sem ser do mundo, ou seja, não nos deixar contaminar pelos escândalos que o mundo nos oferece.
                Perdoemos as pessoas estranhas tendo um olhar mais compassivo e menos condenador, pois sabemos que o nosso teto é de vidro e se estivéssemos no lugar dessas pessoas, talvez, não faríamos diferente.
                A vida merece muito mais de nós do que a fixação do mal alheio. Fixemo-nos no bem e perceberemos o quanto a felicidade nos rodeia.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O PERDÃO ÀS PESSOAS AMADAS

                É comum um casal de namorados, na fase de amor intenso, comer no mesmo prato, usar o mesmo talher e, às vezes, até usar a mesma escova de dentes.
                Quem poderia imaginar que mais tarde, já casados, eles se separariam  e se tornariam inimigos passando, inclusive, a odiar um ao outro. Quanto maior o amor que sentiam, mais ódio animará a relação de ex-marido e ex-esposa.
                A vida é assim, a qualquer momento podemos ser traídos. Traídos por quem? Pelas pessoas estranha? Não seria traição, pois não devotamos qualquer  devoção a estranhos. Podemos, sim, ser traídos pelas pessoas que mais amamos. Mas, por que isto acontece? Porque elas são humanas e o ser humano é frágil.
                Olhe para trás, veja quantas vezes já pisou na bola com as pessoas amadas e teve de pedir perdão para manter o relacionamento. O ato de pedir perdão é uma das mais belas provas de humildade.
                Esse ato demonstra como é grande a pessoa que está pedindo perdão. Mas, só terá coragem de pedir perdão quem perdoar sempre. Quem não perdoa será traído pela consciência quando precisar pedir perdão. Quando alguém nos faz mal, o fato de perdoarmos não vai liberar a pessoa de responder perante a Justiça Divina pelo mal que nos fez.
                Quando pedimos perdão não seremos libertos da dívida que contraímos ao fazer a outra pessoa sofrer. Mas então para que perdoar? A mágoa mantém algemadas as duas pessoas, quem feriu e quem foi ferida. O agressor muitas vezes nem vai se lembrar do ato cometido mas o agredido vai ficar noites acordado lembrando do ocorrido.
                É como se ele gravasse o acontecimento e assistisse ao replay, várias vezes, exaustivamente. Porque cada vez que se lembra sente tudo novamente. Daí a expressão ressentimento, ressentir, sentir de novo. Toda a adrenalina, a perna bamba, o batimento cardíaco acelerado se repete várias vezes, causando males incalculáveis àquela pessoa que foi ferida pelo agressor.
                É como se atraísse o sofrimento para si em um processo masoquista. Quando se perdoa ocorre a libertação da imagem que causou tanta violência no corpo e na alma. Mas, como perdoar algum eu não merece o nosso perdão? Não é por ela que se deve perdoar, é por você mesmo. O perdão é um processo que exige disciplina e muita força de vontade.
                Primeiro, inicie justificando o erro da pessoa que lhe fez mal. Repita diariamente, mesmo sem vontade, as seguintes frases: “Ele não fez por querer”, “Talvez esteja passando por muitos problemas”. No início você fará de má vontade mas, aos poucos, sentirá o que está verbalizando.
                Pense que a pessoa não fez por mal mas por fragilidade no coração e que, se você estivesse no lugar dela, talvez teria a mesma atitude. Fazendo isto, diariamente, com o passar de mais ou menos três meses, sentirá uma leveza tão grande. Será como se houvessem retirado um peso de 50 kg de suas costas. A vida ficará mais leve e novos horizontes se abrirão a você.
                Perdoar é como jogar no lixo alimentos que já estão estragados e que podem estragar os demais. Perdoe, sinta-se leve e seja feliz.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

sábado, 3 de setembro de 2016

O PERDÃO A SI MESMO

                O perdão é fundamental para uma vida feliz e saudável. A ciência comprova que uma culpa que carregamos por muitos anos, poderá provocar males a nossa saúde os quais vão desde gastrites, úlceras, processos alérgicos, problemas na coluna e até mesmo câncer. Aliás, não raro uma pessoa com câncer de mama ou de próstata traz em sua memória uma matriz de culpa.
                A culpa se sustenta em algo que fizemos sem intenção. Se já o fizemos é porque foi no passado e, se foi no passado, não pode ser mudado. Ditado popular “águas passadas não movem moinhos”.
                A culpa nos leva a martírios terríveis. Como não podemos mudar a realidade construída por nós, a culpa nos paralisa a alma.
                A culpa lembra-nos algo que não gostaríamos de ter feito, o culpado fica parado no tempo e teremos nossa alma em pedaços. Para nos livrarmos da culpa é necessário o autoperdão.
                Como construir o autoperdão? Primeiramente, lembrar que não é possível mudar o passado, assim não adianta lamentá-lo. Segundo, perceber que somos mais frágeis do que maus. Se somos frágeis, estamos sujeitos a errar e, portanto, a trair.
                Se somos tão pequenos, por que não podemos errar? O orgulho, a supervalorização do ego não permite que perdoemos a nós mesmos. Somos cheios de erros e de falhas. Erramos, traímos, nos arrependemos, erramos de novo.
                Parece absurdo mas é assim o ser humano, a não ser  que sejamos Deus e não o somos. Somos apenas humanos.
                 O psicólogo Carl Gustav Jung esclarece que: “A culpa pode ser redimida com a solidariedade de todos os seus participantes”. Se fizer algo que te faz culpado, faça algo exatamente o contrário.
                Se você errou com alguém, peça perdão. Se a pessoa lhe perdoar, melhor para ela, se não o fizer o problema é dela. Perdoe-se e caminhe pois a vida lhe dará a oportunidade de compensar o mal que fez.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O PERDÃO COMO TERAPÊUTICA

                Ter mágoa de alguém é como carregar algo perecível no bolso: apodrece e acaba fazendo mal à saúde. Medite sobre os alimentos perecíveis que carrega no bolso. Lembre-se que, na maioria das vezes, o que lhe aconteceu não é pessoal. Você não é vítima  da situação. A vida nos dá a oportunidade de aprender sempre.
                O raciocínio é o seguinte: se fui magoado, saberei a dor da mágoa e evitarei fazer o mesmo aos outros. Se fui traído, perceberei a dor da traição e, dessa forma, pensarei melhor da próxima vez que me sentir tentado a prejudicar outras pessoas.
                O importante é que o perdão nos deixa leves. O intestino flui normalmente, a cabeça não dói, ficamos equilibrados e dormimos a noite toda. Prestamos mais atenção nas coisas boas e nas pessoas que nos amam ao invés de focarmos nas que nos odeiam.
                Batimento cardíaco equilibrado, pressão arterial normalizada, colesterol em níveis baixos e alegria de viver é do que precisamos para termos saúde.
                                                               

Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google