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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 12 de janeiro de 2013

O ADOLESCENTE E FENÔMENOS PSÍQUICOS II


Tratando-se de ser humano em progresso com um passado a reparar, o adolescente é convidado ao testemunho evolutivo, por cujo meio se retempera no exercício do bem e das disciplinas morais, fortalecendo-se para desempenhos futuros de alto coturno.
Nesse estágio de capacitação intelectual, o intercâmbio psíquico com os desencarnados torna-se mais viável e fecundo, merecendo cuidados especiais, que orientem o sensitivo para o ministério de amor e de iluminação dele próprio, assim como do seu próximo e da sociedade como um todo.
É expressiva a relação dos adolescentes que foram convidados a atividades missionárias através da mediunidade, confirmando a existência do mundo espiritual e o seu intercâmbio incessante com as criaturas humanas que habitam o mundo físico.
É perfeitamente compreensível que, nessa fase de auto-identificação, o adolescente desperte para o patrimônio que nele se encontra latente e que se exterioriza sob o aluvião de energias pujantes, a fim de canalizá-las para a sua completude, o seu perfeito equilíbrio psicofísico.
Inúmeros fenômenos, portanto, que ocorrem no desenvolvimento do adolescente — conflitos fóbicos, transtornos neuróticos e psicóticos, insegurança, insônia, instabilidade sexual, além das conhecidas causas genéticas, psicológicas, psicossociais, também podem ter sua origem nas obsessões, que são interferências de Espíritos sem orientação no comportamento do jovem, como desforços de dívidas pretéritas ou mecanismos de burilamento interior para o próprio progresso moral.
Da mesma forma que o desabrochar da adolescência exige valiosos contributos da família, da escola, da sociedade, a religião espírita é também convidada a brindar esclarecimentos e terapias para bem conduzir a paranormalidade, as manifestações mediúnicas que fazem parte da existência e se integram em a natureza humana.
A mediunidade é faculdade da alma que o corpo reveste de células para facultar o intercâmbio entre os Espíritos e as criaturas humanas, constituindo um sexto sentido, que integrará as funções orgânicas de todos os indivíduos.
O adolescente deve enfrentar os desafios de natureza parapsicológica e mediúnica com a mesma naturalidade com que atende as demais ocorrências do período de transição, trabalhando-se interiormente para crescer moral e espiritualmente, tornando a vida mais digna de ser vivida e com um significado mais profundo, que é o da eternidade do ser.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                               
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS       


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O ADOLESCENTE E FENÔMENOS PSÍQUICOS I


Na infância, porque ainda em fase complementar da reencarnação, o espírito desfruta relativa liberdade, que lhe permite mais amplo contato com a realidade causal, aquela que diz respeito ao mundo de onde procede. Esse lugar permanece acessível ao seu trânsito, e as impressões mais fortes que
dele são trazidas se exteriorizam pelo corpo físico.
Eclodem, então, nessa oportunidade, os fenômenos paranormais, propiciando as faculdades da clarividência e da clariaudiência, particularmente, e, sob mais direta indução dos Espíritos desencarnados, outras manifestações de natureza mediúnica propriamente ditas.
Não obstante, sob a proteção dos Guias Espirituais, a criança permanece vinculada à vida plena, tornando-se instrumento dúctil de comunicações medianímicas, mesmo que de forma inconsciente, o que lhe causa, em determinadas situações, receios e desequilíbrios compreensíveis.
Considerando-se, porém, a sua falta de estrutura psicológica, porque em fase de desenvolvimento orgânico e psíquico, ela não deve ser encaminhada para experimentações paranormais, auxiliando-se-lhe, entretanto, mediante os valiosos e oportunos recursos específicos da oração, da água magnetizada, das conversações edificantes, como terapia própria para a sua faixa de idade.
No período da adolescência, porém, em pleno desabrochar das forças sexuais, a mediunidade se apresenta pujante, necessitando de educação conveniente e diretriz adequada para ser controlada e produtiva.
No momento em que a glândula pineal libera os fatores sexuais complementares, e as demais do sistema endocrínico contribuem para o desenvolvimento da libido, a primeira, que era veladora da função genésica, transforma-se num fulcro de energia portador de possibilidades de captação parapsíquica, que dá lugar a uma variada gama de manifestações.
Os conflitos comportamentais do adolescente, naturais, nesse período, abrem espaço para um mais amplo intercâmbio com os Espíritos, que se comprazem em afligir e em perturbar, considerando a ignorância da realidade em que se demoram.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                               
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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sábado, 15 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO III


                                           
Felizmente, hoje, a visão religiosa impõe que a conduta conformista deve ceder lugar ao comportamento espiritual combativo, mediante o qual o fiel se resolve por assumir atitudes coerentes diante das ocorrências, ao invés de as aceitar sem discussão, o que sempre gerou conflito na personalidade.
Nesse sentido, o Espiritismo, explicando a anterioridade do Espírito ao corpo, a sua sobrevivência à morte física, o mecanismo das reencarnações, demonstra que a luta é o clima ideal da vida e ninguém cresce sem a enfrentar.
A resignação não significa aceitar o insucesso, o desar de maneira passiva, porém compreendê-los, investindo valores para superá-los na próxima oportunidade. A realização, não conseguida neste momento, logo mais será realizada, desde que não se demore na aceitação mórbida da ocorrência infeliz.
Estimulando os potenciais internos do ser, conduz às possibilidades que podem ser aplicadas com coragem, programando e reprogramando atividades que lhe ensejem a felicidade, que é a meta da existência terrena.
A sua proposta de salvação não se restringe à vida após a vida, mas à liberação dos conflitos atuais, deixando de lado o caráter redentorista de muitas doutrinas do passado, para despertar no jovem e em todas as pessoas o interesse pela auto-superação dos atavismos e das paixões que os mantêm encarcerados nos desajustes da emoção.
A religião espírita dinamiza o interesse humano pelo seu autoaprimoramento, trabalhando-lhe o mundo íntimo, para que, consciente de si, eleve-se aos patamares superiores da existência, sem abandonar o mundo no qual se encontra em processo de renovação.
Os grandes quesitos que aturdem o pensamento são equacionados de maneira simples, através da sua filosofia otimista, impulsionando o adepto para a frente, sem saudades do passado, sem tormentos pelo futuro.
Adentrando-se pelos postulados da religião espírita, o adolescente dispõe de um arsenal valioso de informações para uma crença racional, que enfrenta o materialismo na sua estrutura, usando os mesmos argumentos que a ciência pode oferecer, ciência que, por sua vez, é, também, a Doutrina Espírita.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                               
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO II


A proposta religiosa esclarece que o ser é portador de uma destinação superior, que lhe cumpre enfrentar, movimentando os recursos que lhe jazem latentes e convocando-o para o auto-aprimoramento.
Quando o adolescente não encontra os paradigmas da religião, torna-se amargo e inapto para enfrentar desafios, fugindo com facilidade para a rebeldia ou o sarcasmo, portas de acesso à delinquência e ao desespero.
Não descartamos os males produzidos pela intolerância religiosa, pelo fanatismo de alguns dos seus membros, sacerdotes e pastores, mas essas são falhas humanas e não da doutrina em si mesma. A interpretação dos conteúdos religiosos sofre os conflitos e dramas pessoais daqueles que os expõem, mas, no seu âmago, todos preconizam o amor, a solidariedade, o perdão, a humildade, a transformação moral para melhor, a caridade, que ficam à margem quando as paixões humanas tomam posse das situações de relevo e comando, fazendo desses indivíduos condutores espirituais, que pensam pelos fiéis, conduzindo-os com a dureza dos seus estados neuróticos e frustrações Lamentáveis, tornando a religião uma caricatura perniciosa dela mesma ou um instrumento de controle da conduta e da personalidade dos seus membros.
A religião objetiva, essencialmente, conduzir ou reencaminhar a criatura ao Criador, auxiliando-a a reconhecer a sua procedência divina, que ficou separada pela rebeldia da própria conduta, graças ao livre-arbítrio, à opção de ser feliz conforme o seu padrão imediatista, vinculado ao instinto, em detrimento da sublimação dos desejos, que permitiriam alcançar a paz de consciência.
Direcionada ao adolescente, a religião marcha com ele pelos labirintos das perquirições e deve estar aberta a discutir todas as colocações que o perturbam ou o despertam, de tal forma que se lhe torne auxiliar valiosa para as decisões livres que deve assumir, de maneira a estar em paz interior.
Nas frustrações naturais, que ocorrem durante o desenvolvimento adolescente, a religião assume papel relevante, explicando a necessidade do enfrentamento com os desafios, que nem sempre ocorrem com sucesso, ao mesmo tempo explicando que a dificuldade de hoje se torna vitória de amanhã.

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DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O ADOLESCENTE E A RELIGIÃO I


A religião desempenha um papel importante na formação moral e cultural do adolescente, por propiciar-lhe a visão da imortalidade, dilatando-lhe a compreensão em torno da realidade da vida e dos seus objetivos essenciais.
A religião é portadora de significativa contribuição ética e espiritual no desenvolvimento do caráter e na afirmação da  personalidade do jovem em desenvolvimento.
Através dos seus postulados básicos, o educando nela haure a consciência de si e o começo do amadurecimento dos valores significativos, que se lhe incorporarão em definitivo, estabelecendo-lhe paradigmas de comportamento para toda a existência. Mesmo quando, na fase adulta, por esta ou aquela razão, a religião é contestada, ou colocada em plano secundário, ou mesmo combatida, nos alicerces do inconsciente permanecem os seus paradigmas que, de uma ou outra forma, conduzem o indivíduo nos momentos de decisão significativa ou quando necessita mudar de rumo, ressurgindo informações arquivadas que contribuirão para a decisão mais feliz.
O adolescente traz em si o arquétipo religioso, que remanesce das experiências de outras reencarnações, o que o leva à busca de Deus e da imortalidade do Espírito, de forma que, reencontrando a proposta da fé, assimila-a com facilidade, no início, graças aos seus símbolos, mitos e lendas, do agrado da vida infantil, depois, através das transformações dos mesmos, que passam pelo crivo da razão e se vão incorporar ao seu cotidiano, auxiliando na distinção do que deve realizar, assim como daquilo que não lhe é lícito fazer, por ferir os direitos do seu próximo, da vida e a Paternidade de Deus.
É relevante o papel da religião na individuação do ser, que não permite a dissociação de valores morais, culturais e espirituais, reunindo-os em um todo harmônico que lhe proporciona a plenitude.
Na adolescência, os ideais estão em desabrochamento, abrindo campo para os postulados religiosos que, bem direcionados, norteiam com segurança os passos juvenis, poupando o iniciante nas experiências humanas a muitos dissabores e insucessos nas diferentes áreas do comportamento, incluindo aquele de natureza sexual.
Não será por intermédio da castração psicológica, da proibição, mas do esclarecimento quanto aos valores reais e aos aparentes, aos significados do prazer imediato e à felicidade legítima, futura, predispondo-o à disciplina dos desejos, ao equilíbrio da conduta, que resultarão no bem-estar, na alegria espontânea sem condimentos de sensualidade e de servidão aos vícios.

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DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O PERDÃO NO PROCESSO DE EVOLUÇÃO DO ADOLESCENTE III


Ninguém, no mundo, que não necessite de oferecer o perdão, tanto quanto de recebê-lo.
Concedê-lo, porém, é sempre melhor, porque expressa enriquecimento interior e disposição de auxiliar crescendo, enquanto consegui-lo traduz equívoco que poderia ser evitado. A aprendizagem, todavia, em qualquer circunstância, oferece valioso contributo para uma existência tranquila.
Todas as criaturas necessitam pensar profundamente no perdão. Quando alguém é ofendido, o seu agressor tomba em nível vibratório e a vítima prossegue no padrão em que se encontra. Se reage, devolvendo o insulto, a agressão, igualmente, desce à condição de inferioridade; se permanece em tranqüilidade, demora-se no mesmo patamar. Entretanto, quando perdoa, ascende e localiza-se emocional e psiquicamente em situação melhor do que o seu opositor. Não foi por outra razão que Jesus, como Psicoterapeuta Invulgar, proclamou a necessidade do perdão como condição de plenitude para o ser.
O adolescente, descomprometido com ressentimentos anteriores, aberto às novas lições da vida, sempre encontrará, no ato de perdoar, uma forma de realizar-se, preenchendo os vazios do sentimento e superando as constrições de uma família-problema, um lar difícil, circunstâncias perturbadoras que passam a dar significado diferente à sua existência, liberando-o das reminiscências amargas e dos traumas que, por acaso, teimem por permanecer-lhe no ser.
Essa atitude de perdoar é resultado também de exercícios. Ao analisar a situação do agressor, compreendendo que ele se encontra infeliz e exterioriza essa situação mediante a agressividade, torna mais fácil a atitude da desculpa, que se encoraja em olvidar a ofensa, perdoar sinceramente. Inicia-se nas pequenas conjunturas desagradáveis que vão sendo ultrapassadas sem vínculos de mágoas, na necessidade pessoal também de ser compreendido, e, portanto, perdoado, criando um clima de legítima fraternidade que permite ao outro ser aceito conforme se apresenta, entendendo-lhe as dificuldades de amadurecimento e de atitude, dessa forma ajudando-o sem impor-lhe percalços pelo caminho.
O verdadeiro e compensador período da adolescência é aquele que guarda melhores recordações, responsáveis pela estruturação do caráter e da personalidade, devendo ser a fase na qual ocorrem as expressões de amadurecimento psicológico, superando a criança caprichosa que não sabe desculpar e abrindo campo para o desenvolvimento do indivíduo compassivo e fraterno, que está disposto a contribuir com valiosos tesouros para a dignificação humana.
Quando se ama, portanto, o perdão é um fenômeno natural, que se exterioriza como conseqüência da atitude aberta de aceitar o próximo na condição em que se apresenta, porém, exigir-se ser melhor cada dia, e mais nobre em cada oportunidade que surge.

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DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O PERDÃO NO PROCESSO DE EVOLUÇÃO DO ADOLESCENTE II


 O jovem perdoa, despoja-se de ondas perturbadoras que lhe ameaçam a casa mental, ampliando a capacidade de amor sem exigência, porque percebe que todas as pessoas se equivocam e são credoras de entendimento, quanto ele próprio o é. Isso lhe proporciona uma empatia favorável à existência terrestre, que perde as marcas agressivas que lhe pareciam ameaçar, constatando a fragilidade humana, que lhe cumpre entender e auxiliar a fortificar-se..
É certamente uma lição preciosa para o seu desenvolvimento afetivo, emocional e social. Desde que todas as pessoas são dependentes umas das outras e cometem os mesmos erros com variação de escala e de gravidade, compreende o desafio que é viver com equilíbrio, intercambiando fraternidade, que constitui suporte de vitalidade. Ninguém que viaje pelo rumo da existência terrestre sem o apoio das amizades, sem o intercâmbio fraternal, que não tombe em terrível alienação.
Dessa forma, o perdão, como fenômeno natural entre os indivíduos, fascina o jovem que desperta para a existência adulta, descobrindo que a vida é enriquecedora e que errar é experiência perfeitamente natural, porém levantar-se do erro é compromisso que não pode ser adiado sob pretexto algum. No entanto, para que a pessoa reconsidere a atitude e se erga do deslize, é indispensável que lhe seja oferecida oportunidade, que se lhe distenda a mão amiga sem recriminação ou qualquer outra exigência. Somente assim a vida se torna digna de ser vivida com elevação.
A aprendizagem do perdão pode ser comparada com a metodologia do ensino, aplicada no cotidiano. A pessoa que se dispõe a aprender qualquer coisa é levada a errar, no começo, repetir a tentativa até que as experiências se fixem no inconsciente e passem espontaneamente à consciência, de onde se irradiam para os hábitos. Assim, também, as conquistas morais, que são resultados de tentames ora com êxitos, ora com insucessos, O erro de um momento ensina como não mais se deve proceder, dessa maneira adquirindo-se o automatismo para agir com correção.
Essa tarefa educadora é reflexo do perdão que se dá e do que se recebe.

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DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O PERDÃO NO PROCESSO DE EVOLUÇÃO DO ADOLESCENTE I



            Na transição da adolescência, o jovem saudável é muito susceptível de mudança de comportamentos e de atitudes mentais. Raramente as mágoas se lhe fazem profundas, produzindo sulcos perturbadores que se transformam em conflitos para o futuro, porque tudo parece acontecer com rapidez, cedendo, um fato, lugar a outro mais recente, dessa forma, não se fixando muito as impressões negativas, exceto aquelas que se repetem ou que lhe causam choque, estupor ou castração psicológica.
Desse modo, as ocorrências desagradáveis podem ser superadas com relativa facilidade, desde que haja substitutos para as mesmas, diminuindo as impressões de descontentamento e mal-estar.
Formando a personalidade e definindo-se na eleição do que lhe apraz aceitar ou rejeitar, o perdão assume um papel de importância no seu dia-a-dia, abrindo-lhe possibilidades para os relacionamentos felizes. Há, naturalmente, exceções, quando se trata de personalidades psicopatas, temperamentos instáveis e vingativos, que acumulam o resíduo do ressentimento ao invés de coletar as experiências positivas e substituir aqueloutros que são de natureza desagradável.
O perdão aos erros alheios representa começo de maturidade no jovem, que se revela tolerante, compreensivo, dando aos outros o direito de equivocar-se e abrindo espaço para o auto-perdão. Mediante essa conduta se renova, não permanecendo em atitudes depressivas após a constatação do erro, antes se dispondo a seguir em frente, superando a situação infeliz e recuperando-se ao primeiro ensejo. Com essa atitude, a vida adquire um sabor agradável e as ocorrências passam a merecer a consideração produtiva, aquela que soma recursos que podem ser aplicados em favor do bem comum.
É uma forma de superar os melindres e complexos de inferioridade, porque o adolescente dá-se conta do quanto é importante a sua presença no mundo, pelo seu significado existencial, pelo que pode realizar e pelo próprio sentido de sua vida.

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sábado, 24 de novembro de 2012

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA III


Os grandes ideais da humanidade encontraram nos jovens o seu campo de desenvolvimento e de liderança, quando inspirados por homens e mulheres de pensamento e de ação, mas que não podiam conduzir as propostas como se faziam necessárias. Nos jovens, esses ideais floresceram e deram frutos sazonados que passaram para a posteridade como fenômenos transformadores e relevantes, que abriram as portas para o progresso e para o surgimento de novas condutas.
A revolução hyppie, como reação às calamitosas guerras e à hipocrisia vitoriana, proporcionaram à sociedade uma visão mais correta da realidade, das necessidades juvenis, dos seus direitos, das suas imensas possibilidades de realização e de crescimento.
É certo que houve excessos, alguns dos quais ainda não foram corrigidos. Mas é natural que isso aconteça, porquanto toda grande transformação social gera conflitos e danos nos momentos das mudanças, por causa do exagero dos imprevidentes e precipitados. O tempo, no entanto, se encarrega de proporcionar soluções compatíveis, que ensejam novos desafios e novas conquistas.
A conquista do amor, pelo adolescente, nele desenvolve o comportamento altruístico, no qual se destacam a empatia, o sentimento de compartilhar a preocupação e o problema do seu próximo, sem que isso propicie conflito. Ao mesmo tempo, desde o período infantil, o surgimento do autocontrole torna-se indispensável para o êxito do amor, a fim de que os excessos na solidariedade não se tornem comprometedores.
É necessário saber preservar-se, de forma que possa continuar com os valores aceitos sem o desgaste das decepções e choques que ocorrem no inter-relacionamento pessoal, particularmente na área da afetividade. A autoestima sabe selecionar o que fazer, como fazer e quando realizá-lo, de forma que o adolescente possa continuar com o entusiasmo que experimenta, quando ama, sem o exagero da paixão sem orientação, ou a frieza da indiferença que resultaria na morte do amor.
A auto-conscientização que se vem desenvolvendo desde a infância, nesse comenos, torna-se mais importante, propondo a valorização dos atributos morais, espirituais e culturais que devem ser preservados, enquanto os outros que transitam passam a receber a consideração normal, sem o apego que escraviza nem o desprezo que desnorteia.
É evidente que esse processo continuará por toda a vida, já que as etapas da consciência se desdobram paulatinamente em sentido ascensional e de profundidade, que o milagre do amor e do conhecimento consegue estimular para prosseguir.
O grande desafio do amor na vida, quando solucionado, proporciona ao adolescente a paz de que se deixa penetrar, bem como a auto-realização que passa a fazer parte do seu programa de crescimento e de felicidade.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA II



           As experiências desenvolvidas na infância, no que diz respeito à cooperação, resultado das brincadeiras que ampliaram a capacidade de trocar brinquedos e alimentos, transformam-se em sentimentos de amor, que crescem em altruísmo e solidariedade. Esse partilhar, esse expressar solidariedade, exige a contribuição valiosa e inestimável do sacrifício pessoal, sem correr o risco da competitividade, do conflito, já que proporciona a compensação de descobrir-se útil, portanto, participante do progresso que se torna inevitável.
A auto-estima acentua-se, no adolescente, que descobre ser aceito pelo seu grupo social, particularmente pelos valores íntimos de que se faz portador, pela capacidade de cooperar, de eliminar dificuldades e impulsionar para a frente todos aqueles que se lhe acercam. Essa valorização do si exterioriza-se como forma de auto-conhecimento, que expande o amor, favorecendo a lídima fraternidade.
Naturalmente surgem momentos difíceis, caracterizados por decisões que não são ideais, mas a experiência do erro demonstra que aquela é a forma menos eficaz para a colheita de resultados felizes, o que ajuda no amadurecimento das realizações.
Sem receio de novas tentativas, permite-se ampliar o círculo de relacionamentos e contribuir de alguma forma em favor das demais pessoas.
Esse tentame sócio-afetivo começa no lar, onde o adolescente redescobre a família, reaproxima-se dos pais, entendendo-lhes a linguagem e os interesses que mantiveram em oferecer o melhor, nem sempre pelos caminhos mais certos. Aparece um valioso sentimento de afetividade e de tolerância para os erros da educação, eliminando mágoas e reservas emocionais que eram mantidas, ao mesmo tempo transformando-se em motivo de contentamento geral.
Da reintegração no conjunto da família se alarga em novas motivações com os colegas e amigos, na escola, no trabalho, no clube de esportes e área de folguedos, porque os seus são sentimentos do amor que plenifica.
É característica desse período não exigir ser amado, mas compensar-se enquanto ama, efetuando uma auto-realização emocional.
A sua filosofia de vida o induz ao espírito de solidariedade mais ampla, cabendo a doação de coisas e até mesmo uma certa forma de autodoação.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA I


O despertar do sentimento do amor na adolescência é sempre enriquecedor. Uma poesia nova toma conta da existência e todas as coisas se tornam coloridas, oferecendo impressões dantes não percebidas, que se transformam em fonte de inspiração para as definições de atitudes e prosseguimento daquelas que já se incorporaram ao seu perfil humano e à sua identidade em relação à vida.
A aceitação pelo grupo social emula-o a permanecer desenvolvendo as suas tendências, que são elegidas conforme a capacidade mesma de amar ao próximo e sentir quanto poderá contribuir em favor de melhores dias e mais dignas realizações que lhe estejam ao alcance.
Nesse momento, há o descobrimento da necessidade do interrelacionamento pessoal, escolhendo melhor os indivíduos com os quais deve conviver e crescer, permitindo-se envolver por aqueles que provocam maior empatia e se lhe tornam modelares pela riqueza de valores morais e culturais de que se fazem portadores.
O sexo experimenta mais saudável orientação, deixando de ser direcionado pelos impulsos do instinto, para ser emulado pelo sentimento da afetividade.
O próximo já não se lhe apresenta como estranho, o ser distante, mas a pessoa mais perto dele, seja pelo sentimento de fraternidade, seja pelo companheirismo, tornando-se membro do seu clã, cuja presença e afetividade o compensam emocionalmente.
Sob a motivação do amor, os seus planos em relação ao futuro ganham significado e o tecido social não mais se lhe mostra esgarçado conforme ocorria antes.
Afinal, a vida física tem como finalidade precípua contribuir em favor da sociedade modificada para melhor, quando as criaturas adquirem motivações para prosseguirem no desempenho das suas atividades, libertando-se dos conflitos externos e das pressões que geram desequilíbrios, levando as massas de roldão ao desespero.

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DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS
                                                              

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

AUTO-REALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE ATRAVÉS DO AMOR III


O amor ajuda-o a tornar-se independente da família, isto é, a ter sua própria visão do mundo e dos valores humanos, a conceituar pessoas e regimes, estabelecendo as próprias diretrizes de comportamento. Porque não se trata de um ato de rebeldia, mas de crescimento, o amor se lhe desenvolve enriquecedor, permitindo-lhe a descoberta dos objetivos da vida e os meios para alcançá-los, no que se empenha com afã, atendendo aos estímulos que lhe brotam do mundo interior, das tendências que o acompanham desde a reencarnação anterior, impelindo-o para o triunfo sobre as imperfeições que lhe afeiam a conduta, enquanto descobre os altiplanos felizes do bem-estar emocional, social e espiritual.
A carreira elegida passa a adquirir uma significação relevante, não importando se ela é representativa na sociedade ou não, valorizada pela dedicação a que se entrega, por compreender que é membro ativo do conjunto e não pode falhar, porque isso implicaria em desorganização do meio onde vive.
Sentimentos antes não experimentados de ternura e de devoção brotam no adolescente, que se sente atraído para os ideais mais expressivos da humanidade: política, religião, esportes, ciência, tecnologia, artes... E ao eleger aquele a que se vai dedicar, o faz com ardor e motivação que o engrandecem, e o definem como um homem ou uma mulher de bem, candidatos ambos à renovação da sociedade.
A decisão do adolescente pelos propósitos de elevação da sociedade cria no seu grupo de companheiros uma aceitação irrestrita, porque todos preferem aqueles que são alegres, joviais, cordatos, idealistas, que ofereçam alguma contribuição para os demais, o que somente o amor pode proporcionar. As dificuldades no relacionamento infantil e juvenil propõem cidadãos, no futuro, inquietos, delinqüentes, com sérios distúrbios no ajustamento sexual e noutras formas de comportamento, como efeito da falta de amor neles mesmos e nos demais que os não atenderem convenientemente no lar, na escola, no clã de origem, em razão do seu temperamento instável e desagradável ou motivo outro qualquer...
O amor, na adolescência, é o grande definidor de rumos para toda a existência e o único tesouro que autoplenifica, auto-realiza, modelando uma vida saudável.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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domingo, 11 de novembro de 2012

AUTO-REALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE ATRAVÉS DO AMOR II


Lentamente, os sentimentos se vão definindo no adolescente e ele passa, através da socialização, a perceber o que lhe agrada aos sentidos e aquilo que lhe embeleza a emoção, dando-lhe firmeza nas decisões, interesse nas definições e eleição nos postulados que abraça, incluindo as pessoas que o cercam, que constituem os grupos nos quais se movimenta.
Há inúmeras motivações para o amor, que atraem o jovem necessitado de compreensão e de paciência, até o momento em que possa definir os rumos e atividades a desenvolver, de forma a fixar as propostas do sentimento no íntimo, sem perturbação nem ansiedade.
Os exemplos de abnegação na família, de desinteresse imediato quando se ama, de dedicação aos valores de enobrecimento, aos esforços pela conquista dos patamares elevados da nobreza e do caráter, constituem emulação para o jovem resolver-se pela faculdade de amar, ao invés de hipertrofiar esse sentimento nas baixas aspirações dos desejos infrenes e apaixonados que geram dificuldades e escravidão.
O adolescente tem necessidade de ser aceito pelo grupo de companheiros, falar-lhe o mesmo idioma, adotar os mesmos hábitos, participar dos mesmos desportos, empreender as mesmas marchas, partilhar os mesmos valores, as metas idênticas. Esse apelo surge naturalmente e ele é impelido ao meio social quase que por instinto. Se for seguro emocionalmente, terá facilidade de adaptação sem que sofra a influência determinante do conjunto, podendo selecionar aquilo que lhe interessa, deixando de lado o que se lhe apresente como destituído de valor. Se, todavia, sente-se desamado, preterido no lar, prende-se ao novo clã, assumindo uma identidade desconfiada, agressiva e violenta. Noutras vezes, por timidez, pode evitar a socialização e afastar-se, alienando-se.
Quando vitalizado pelo amor da família, tem facilidade de exteriorizar o mesmo sentimento, tornando-se membro ativo e de significação no grupo, face à empatia que desperta e provoca nos demais. Nessa fase, surge-lhe o que se denomina estágio operacional formal, no qual começa a pensar abstratamente, a formular raciocínios em torno do que poderá ser, ao invés de apenas estar como se apresenta. Surge também o perigo do egocentrismo, quando o adolescente começa a contestar os valores dos pais, da família, da sociedade, tornando-se crítico contumaz de tudo quanto observa. Amadurecendo, passa para o desenvolvimento cognitivo, que faculta a instalação do amor, que definirá os rumos da sua identidade social e pessoal.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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sábado, 10 de novembro de 2012

AUTO-REALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE ATRAVÉS DO AMOR I


O amor é sempre o alimento essencial da vida. Em todos os períodos da existência física e espiritual da criatura humana, constitui o estímulo e a sustentação dos objetivos enobrecedores, facultando alegria e propondo metas elevadas para serem alcançadas.
Na infância e na adolescência, representa o mais valioso veículo de auxílio ao desenvolvimento do ser em formação. O seu poderoso elã dá à vida significado e, nesse período inicial da existência planetária, é responsável pelo equilíbrio do desenvolvimento emocional e vital.
Embora se saiba que num corpo jovem encontra-se um espírito amadurecido ou iniciante nas atividades da evolução, em cada reencarnação o adormecimento das suas potencialidades psíquicas e emocionais faculta-lhe o desabrochar do Deus interno que nele jaz, bem como dos inesgotáveis recursos que procedem do Criador e devem encontrar campo para desenvolvimento.
Graças ao amor presente ou ausente na infância e na juventude, os futuros cidadãos responderão aos desafios existenciais, tornando-se construtores do bem ou perturbadores da ordem, porquanto o caráter é construído com a afetividade que amadurece, auxiliando a área do discernimento intelectual para o que é certo, deixando à margem o que é
incorreto. Essa capacidade de distinguir o que se deve ou não fazer, é decorrência natural da capacidade intelecto-moral. A mente apresenta os opostos e os define, mas o sentimento elege aquele ideal que deve ser vivenciado. Portanto, o amor é força dinâmica da vida a serviço do equilíbrio universal, e não terá sido por outra razão que o Apóstolo João afirmou que Deus é amor.
Quando se ama, adquire-se compreensão da vida e se amadurece, desenvolvendo o sentido de crescimento fraternal e de solidariedade. Quando porém se deseja ser amado apenas, então se permanece em infância espiritual, com atraso psicológico na área da emoção, que não discerne os deveres a serem atendidos, exigindo-se direitos aos quais não faz jus. A experiência, portanto, do amor, é relevante no processo da evolução de todos os seres, especialmente o humano. O amor aquece o coração e enriquece a vida, favorecendo com uma visão otimista, que transforma o deserto em jardim e o pântano em pomar.
O adolescente sabe receber o amor, no entanto, pela falta natural de amadurecimento emocional, nem sempre sabe direcioná-lo, mesmo que o sinta, em razão da dificuldade de distinguir o que se trata de sensação, de desejo sexual, de admiração e arrebatamento, do verdadeiro sentimento de afetividade sem exigência, sem agradecimento, sem dependência.
Não é uma peculiaridade apenas do jovem, mas de muitas criaturas que avançaram na faixa etária, mas não saíram da infância emocional.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O SER E O TER NA ADOLESCENCIA III


Quando o indivíduo é mais ele mesmo, identificado com a sua realidade espiritual, consome menos, vive melhor, cresce e amadurece mais, superando os desafios com otimismo e produzindo sempre com os olhos postos no futuro.
Para esse cometimento, é necessário que, desde cedo, na adolescência, seja elaborada uma escala de valores, a fim de definir quais os de importância e os secundários, de tal modo que a sua seja uma proposta de vida realizadora e eficiente.
Quando deseja ter mais e se afadiga por conseguir sempre os lucros de todos os empreendimentos, a sua é uma existência frustrada, ansiosa, sem justificativa, porque a sede de possuir atormenta-o e deixa-o sempre insatisfeito, porque vê aqueloutros que lhe estão à frente e lhe fazem sombra na realização como criatura triunfadora no mundo. Essa ambição igualmente tem início na juventude por falta de direcionamento espiritual e emocional, tornando o adolescente um ser fisiológico, imediatista, e não uma criatura em desenvolvimento para as altas construções da humanidade.
O jovem, que deseja ser, desenvolve a sua inteligência emocional, aprendendo a identificar os sentimentos das demais pessoas, a dominar os impulsos perturbadores e insensatos, a manter controle sobre as emoções desordenadas, a ter serenidade para enfrentar relacionamentos tumultuados e difíceis, preservando a própria identidade.
Essa inteligência emocional depende da constituição do seu cérebro, que se modelou e se equipou de recursos compatíveis com as necessidades de evolução em razão dos seus atos em reencarnações passadas, mas que pode alterar para melhor sempre que o deseje e insista na cultura dos valores éticomorais.
É necessário ter recursos para uma existência digna, porém é indispensável ser sóbrio e equilibrado, nobre e empreendedor, conhecendo-se interiormente e trabalhando-se sempre, a fim de se tornar um adulto sadio e um idoso sábio.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS
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