- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2015

HÁBITO DA SOLIDARIEDADE I

                Por mais te encontres cansado não te eximas de ser solidário com alguém.
                Talvez o problema do outro, aquele que te procura, seja menor do que o teu.
                Para ele, no entanto, por que se afigura muito grave, assim se faz.
                As tuas experiências de fé dão-te real dimensão de inúmeras ocorrências, e por isto podes ajudar mais com menos desgaste de forças e emoções.
                Quem percorre um trecho de estrada tem condições de apresentar notícias daquele caminho.
                Experiência é rota que cada qual deverá vencer mesmo que a grande esforço.
                A solidariedade, por isso mesmo, é pão de empréstimo, de que sempre o doador necessitará.
                Ninguém a pode prescindir, por mais que se pretenda isolar do convívio com o seu próximo.
                Na vida de todas as criaturas um momento surge em que a solidariedade se faz imperiosa, como socorro salvador.

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

INVESTIMENTO NOBRE II

                E mesmo que tudo transcorra em ritmo de êxitos, com resultados felizes para ti e os bens de que te fazes mordomo temporário, a morte chega e tudo fica, mudando de mãos.
                Investe no amor.
                Transforma moedas em pães, títulos financeiros em educação, juros em medicamentos, capitais em amparo às vidas que desfalecem, ou que se agitam sob os açoites da violência e da agressividade.
                Aplica hoje os tesouros que não poderás usar amanhã, removendo a miséria do teu caminho.
                Constrói dignidade naqueles que se fazem vítimas da criminalidade e do vício.
                Usa os teus recursos na recuperação das criaturas e terás tesouros indesgastáveis, que se multiplicarão no suceder do tempo.
                Cada vida que ampares, desdobrará bênçãos pelos caminhos do futuro.
                Nunca te esqueças das criaturas humanas, nos teus tormentosos programas de investimento.
                Bom investidor é todo aquele que, logrando saldos positivos no campo terrestre, semeia e aplica nas almas, pensando no inefável amor de Deus, de que Jesus se fez o exemplo perfeito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

NAMORO NO CASAMENTO

                É natural que o casamento suceda ao namoro, como evolução espontânea nas etapas de uma relação afetiva. O que é comum é que depois do casamento não haja mais namoro.
                Não é apenas uma questão de palavras. Efetivamente, depois das núpcias, o namoro declina vertiginosamente.
                Não deveríamos deixar de namorar para casar, e sim, levar o namoro para o casamento, considerando que só o enAMORamento é capaz de vitalizar a conjugalidade no avançar do tempo.
                O cotidiano, a rotina, os problemas, as dificuldades, etc, acabam por ir engessando o casamento na armadilha da mesmice, da relação burocrática e, depois, burrocrática, porque conduz o relacionamento para uma sequência de negatividades: desajustes, tédio, indiferença e morte.
                Se for verdade que o fogo devorador da paixão e motivador da aproximação da dupla afetiva cede com o passar do tempo, não menos verdadeiro é que a apatia se  constitui em um verme dilacerador dos sentimentos.
                Todo relacionamento deveria assegurar uma dose de apaixonamento muito saudável e necessária por parte de ambos os cônjuges, evitando a ameaça da insipidez que o tempo inexorável pode trazer com o avançar da idade, se houver descuido.
                Por isso, é justo se recomendar que o casal inclua o namorar no âmbito do casamento, trazendo um toque do romantismo que caracteriza a frase pré-conjugal, a fim de incrementar o matrimônio. Portanto, namorar, assegurando atitudes e palavras de amor pelo outro, sem que haja outra razão senão a da gratulação, pelo simples prazer de amar.
                Esse comportamento gera uma singular nutrição, que deixa os parceiros acesos, vivos, mantendo um tônus relacional cuja energia sustenta o cotidiano da vida sem cair no enfado, além de coroar de plenificação a interação conjugal.
                Namorar no casamento é trazer os atributos da fase de encantamento para temperar o ambiente dasafiador da convivência íntima de duas pessoas que comparecem com as suas diferenças, manifestas por meio de suas histórias de vida, suas manias, seus limites, suas virtudes. Para entretecer o entendimento das demandas do dia a dia, nem sempre fáceis e frequentemente encontradas num ambiente de aridez ou monotonia, é de ao lembrança ressaltar ao casal a necessidade do élan do romance. Isto a fim de vitalizar, suavizar e arejar a vida conjugal, viabilizando o amadurecimento e a consolidação da relação afetiva.
                Se o convite de Emmanuel ao par conjugal destaca que acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case em espírito dia por dia, de idêntica maneira é acertado afirmar que só o amor manifesto no contínuo enamoramento consegue sustentar e perenizar o acasalamento de alma para alma.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

LIÇÕES DO MOMENTO

Cap. V – Item 4
Deus é amor invariável e o amor desafivela os grilhões do espírito.
Se há repouso na consciência, a evolução da alma ergue-se, desenvolta, dos alicerces insubstituíveis do sacrifício.
Quem não se bate pelo bem, desce imperceptivelmente para as fileiras do mal.
Junto à correção sempre existe o desacerto, exaltando o mérito do dever na conduta digna.
Identifique, na dificuldade, o favor da Providência Divina para dilatar-lhe a paz, sentindo, no imprevisto da experiência mais grave, o fulcro de incitamento à perseverança na boa intenção e vendo, na tibiez de quantos imergiram na invigilância, o exemplo indelével daquilo que não deve ser feito.
Quanto maior a sombra em torno, mais valiosa a fonte de luz.
Desse modo, a alegria pura viceja entre a dor e o obstáculo; a resignação santificante nasce em meio às provas difíceis; a renúncia intrépida irrompe no seio da injustiça das emulações acirradas, e a pureza construtiva surge, não raro, em ambiente de viciação mais ampla.
Eis por que, em seu círculo pessoal, se entrecruzam mensagens importantes e diversas a lhe doarem o estímulo e a consolação, o entendimento e a claridade de que você carece para ajustar-se espiritualmente, através das lides variadas de cada instante.
O chefe irritadiço é instrumento providencial da corrigenda.
O companheiro problemático deixa-nos livre caminho à sementeira da fraternidade sem mescla.
O engano é precioso contraste a ressaltar as linhas configurativas da atitude melhor.
A tortuosidade do caminho demonstra a excelência da estrada reta.
Faça, pois, do momento que transcorre, a lição recolhida para o momento a transcorrer, verificando quantas vezes, em vinte e quatro horas, você é requisitado a auxiliar os semelhantes, e não regateie cooperação.
Na oficina de trabalho, buscam-lhe a gentileza no amparo de muitos corações que se sentem ao desabrigo.
Na via pública, esbarram-lhe o passo companheiros que vão e vêm buscando encontrar o sorriso que você pode ofertar-lhes como incentivo à esperança.
No recesso do lar, o alvorecer encontra-lhe a presença, em novas possibilidades de exaltar a confiança nos Desígnios da Altura.
Na conversação comum, requisições ostensivas auscultam-lhe a disposição de estender conhecimento e virtude, na enfermagem das chagas morais, entrevistas na modulação das vozes e nos traços dos semblantes, afora variegados ensejos de assistir o próximo, a lhe desafiarem a eficiência e a vigilância, tais como a necessidade interior estampada no silêncio do visitante, o azedume do colega menos feliz, o doente a buscar-lhe os préstimos, o sofredor a rogar-lhe compreensão, a abordagem da criancinha desvalida, a surpresa menos agradável, a correspondência a exigir-lhe a atenção ou o noticiário intranquilo que a imprensa propala.
Pureza inoperante é utopia igual a qualquer outra e, em razão disso, ignorar a poça infecta é manter-lhe a inconveniência.
Não menospreze, assim, a lição do momento, na certeza de que renovamos ideias, experiências e destinos, cada dia, segundo as particularidades das manifestações de nosso livre-arbítrio.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA V

5º CANALIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES PARA O AMOR, A COMPAIXÃO, A JUSTIÇA, A EQUANIMIDADE E A PAZ (continuação)
                O equivocado conhece o seu erro, mesmo quando o disfarça, e assim procede porque lhe sabe a procedência.
                Encobrir uma ferida não impede que ela permaneça decompondo a área, na qual de encontra instalada.
                A justiça na consciência impõe reparação do delito e das suas consequências infelizes, induzindo as vítimas a que ao assumam a postura de cobradores, já que as leis soberanas dispõem de recursos que impedem se contraiam novos, quando se corrigem velhos débitos.
                Para culminar o seu objetivo, tem ela que ser estruturada na equanimidade, que discerne como aplicá-la, sem o contributo emocional da paixão de qualquer natureza, porém com a finalidade superior de corrigir sem desforço e recuperar sem maus-tratos.
                O sentimento de equanimidade nasce da razão que discerne e da emoção que compreende, fazendo que o recurso, o método de reeducação seja o mesmo para todos os incursos nos seus códigos, não sendo severa em demasia para uns e generosa em excesso para com outros. A sua linha reta de ação abrange na mesma faixa todos os infratores, prodigalizando-lhes idêntico tratamento.
                A consciência de amor com equanimidade propõe a paz, que tira as tensões e inspira o prosseguimento da ação. Estado íntimo de harmonia, irradia-se em sucessivas ondas de tranquilidade que se exteriorizam, promovendo a absorção e fixação das energias saudáveis no organismo.
                O pensamento canalizado para a paz se torna uma onda que sincroniza com a Fonte do Poder, contribuindo para o entendimento geral e a fraternidade, que é o passo inicial do amor entre as criaturas.
                No processo de autocura, o espírito recupera as energias gastas, vitaliza, mediante a ação do pensamento, os fulcros perispirituais e predispõe-se ao resgate pelo amor, sem a intenção de negociar benefícios, antes, com a de se tornar elemento útil no concerto social, membro ativo do progresso geral e não um peso desagradável quão infeliz na economia do grupo humano onde se encontra.
                Co-autor da sua recuperação, ele haure na Fonte providencial do amor de Deus as energias sãs, saindo das sombras da enfermidade para as luzes da saúde, disposto a contribuir decisivamente em favor do mundo melhor de hoje e de amanhã, renovado, esclarecido e feliz.

Fonte: PLENITUDE         

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 8 de setembro de 2015

FATORES PROPÍCIOS PARA A AUTOCURA IV

4º CANALIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES PARA O AMOR, A COMPAIXÃO, A JUSTIÇA, A EQUANIMIDADE E A PAZ
                A preservação do pensamento otimista predispõe a um estado emocional receptivo à saúde. Fácil, pois, se torna canalizá-lo para as expressões nobilitantes do amor, da compaixão, da justiça, da equanimidade e da paz.
                O amor, que é o élan mágico que unirá todas as criaturas um dia, deve ser cultivado na condição de experiência nova, que o exercício converterá em um hábito, em um estado normal do espírito.
                A sua força restaura a confiança nos homens e na vida, porquanto, a sua presença produz estímulos, facultando que, períodicamente, o sangue receba renovação e cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgânico.
                Através da sua óptica os acontecimentos apresentam angulações antes não percebidas, permitindo que as emoções não se entorpeçam, nem se exaltem, ao mesmo tempo em que predispõe o indivíduo à compaixão, fator humanizador da criatura.
                Quando as forças conjugadas do medo e da ira, da mágoa e da vingança, do ciúme e do ódio começam a perturbar a emoção, o sentimento de compaixão pelo algoz, apresentando-o frágil e vulnerável, evita que o desequilíbrio trabalhe em favor da agressividade por parte da vítima. Esta passa a ver o seu adversário como sendo um doente da alma, que ignora a gravidade do próprio mal, e, ao invés de derrapar na animosidade, envolve-o em ondas de simpatia, de compreensão, não lhe devolvendo o malefício que dele recebeu.
                No quadro das doenças que abalam os homens, encontramos instaladas no perispírito várias matrizes de ódio, de ressentimento, de azedume, em relação a outras pessoas.
                O amor propicia a compaixão que se gostaria de receber, caso a situação fosse oposta, diminuindo a intensidade do golpe recebido e anulando-lhe os efeitos danosos. Ela fala sobre a justiça inexorável de Deus que alcança a todos e propõe a bondade para com o opositor, conscientizando-o, embora indiretamente, de que o mal é sempre pior para quem o pratica.
                A justiça, por sua vez, jaz insculpida na consciência de cada pessoa que pode ser anestesiada por algum tempo, jamais, porém, impossibilitada de manifestar-se.

(continua)          

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 14 de julho de 2015

COMO ACABAR COM A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE? II

                A criminalidade só avança onde morre o amor e nasce o egoísmo. Lá, no Livro dos Espíritos, já está escrito que “numa sociedade organizada segundo a Lei do Cristo ninguém deve morrer de fome” (questão 930). O sistema que aí está, asseado na globalização da economia, do consumo e da miséria, empurra os excluídos na vala da violência sistêmica. A soma competição/ambição/egoísmo, dá como resultados o crime, a violência, a miséria. Enquanto algumas igrejas se perdem na vinda de milagres, transformando o pão da caridade em pisos de mármore de templos suntuosos, adolescentes de dez ou onze anos, para ter seus celulares da moda, integram-se ao tráfico de drogas.
                Já ciente de que o progresso material levaria a humanidade ao estágio atual, Kardec, na questão 919, de O Livro dos Espíritos, perguntou aos Benfeitores Espirituais sobre “qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”, ao que os mentores espirituais responderam: “Um sábio da Antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo”. Ainda no Pentateuco espírita, vamos encontrar em A Gênese, no capítulo XVIII, outros tantos importantes ensinamentos sobre os graves momentos que ora enfrentamos. Kardec antevê de que passaríamos por momentos de mudanças no mundo, quando afirma que não mais as entranhas do planeta se revolveriam, “mas as entranhas da humanidade”, conforme descrito no item 7 do referido capítulo. Isto, quer dizer que a solução está no íntimo de cada criatura, interior que deve ser modificado, transformado, tocado realmente pelos ensinamentos e vivência dos ensinos de Jesus, iluminados pelos esclarecimentos da Doutrina Espírita.
                Acabar com a criminalidade, extinguir a violência, são atos muito profundos, que jamais serão responsabilidades de parlamentares e governantes. São tarefas nossas, intransferíveis, estabelecendo o Evangelho de Jesus como o Grande Roteiro de nossas almas, de nossas vidas. O amor que nos foi ensinado pelo Mestre é o único leme seguro para reajustar o barco do mundo nos mares dos vícios e dos erros é preciso readquirir forças para combater nossas tendências inferiores, a fim de que possamos deixar nascer em nós o homem novo, a fim de que sejamos a luz da candeia para arrebanhar no caminho do bem os espíritos que caminham conosco. Só assim, transformaremos a Terra na morada do Bem, do Amor e da Paz, na transição para o mundo de regeneração.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem: google

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALTRUÍSMO VII

                Por fim, após a vivência desses variados itens, a sabedoria se instala na mente e no coração do homem, libertando-o da ignorância, apontando-lhe o objetivo real da existência corporal, impulsionando-o para novos tentames, cada vez mais sedutores e agradáveis, brilhando à frente.
                Confunde-se a sabedoria com o conhecimento intelectual, o burilamento da mente, a fixação da cultura que, apesar de valiosos, são uma conquista horizontal.
                Torna-se indispensável que, ao lado dessa importante aquisição, o sentimento lúcido e profundo do amor se torne a grande vertical do processo evolutivo.
                Essa conquista vertical é a responsável pelo discernimento de como agir, facultando os recursos lógicos para tal, ao mesmo tempo dilcificando pelo afeto a aspereza ocasional do processo de execução.
                A sabedoria faz que o amor seja prudente e um sentimento generoso, doador, altruístico, evitando que se entorpeça com as manifestações do pieguismo, que disfarça os esquemas do ego enfermo. Simultaneamente, proporciona ao intelecto a serena percepção de que à razão se deve unir o sentimento humano, sereno e afável, responsável pelo arrastamento das pessoas.
                O sábio reconhece a área extensa que tem diante dele para ser conquistada, e vive mais do que fala, ensina mais pelo exemplo do que pelas palavras.
                Quando são desenvolvidos os passos que contribuem para o altruísmo e se adquire sabedoria, ilumina-se o espírito, e a vida ganha sentido, superando-se os limites de tempo e espaço, face à grande meta que se deve conquistar.
                Os sofrimentos cedem, então, lugar à paz. Porque desaparecem os fatores cármicos, vencidos pelas novas ações libertadoras, e, porque ao sejam geradas causas atuais negativas, o futuro não se desenha sombrio nem ameaçador. Assim, o altruísmo viceja na mente e no coração, não sendo mais o homem quem vive e sim o Cristo que nele passa a viver, conforme acentuou Paulo e o sentiram outros mártires, heróis e sábios de todos os tempos, que se entregaram ao altruísmo em favor da humanidade.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ALTRUÍSMO VI

                Outro fator essencial ao altruísmo é a concentração nele, sem cujo contributo a mente se desvia, abrindo brechas para que se instalem idéias pessimistas, desanimadoras.
                Centralizar o pensamento na ação altruística permite o estabelecimento de um programa eficiente, graças ao qual se delineiam técnicas e se logram recursos para executá-la.
                A concentração amplia os horizontes enquanto fortalece o íntimo, por facultar o intercâmbio de energias superiores que passam a vitalizar o indivíduo, renovando-lhe as forças quando em exaurimento, especialmente no mister altruístico.
                Desacostumados aos gestos de elevação, os homens reagem contra eles, tornando-se agressivos e ingratos, para reconhecerem os resultados positivos só posteriormente. Essa atitude não poucas vezes desanima as pessoas abnegadas e menos preparadas, que recuam ou desistem, porque não buscaram o apoio da meditação e deixaram-se intoxicar pelo bafio pestilento em expansão.
                Meditando-se, percebe-se a necessidade de maior contribuição altruística e sacrificial, compreendendo-se que a imensa carência de amor responde pela dureza dos sentimentos, e a agressividade predominante atesta a gravidade das doenças morais em desenvolvimento nas criaturas.
                A meditação amplia a visão a respeito do mal, ao tempo em que equipa o homem de lucidez, fornecendo-lhe os instrumentos próprios para cuidar desse adversário cruel.
                A arte da concentração é uma conquista valiosa e demorada, que exige cultivo e exercício, a fim de responder de maneira eficiente às necessidades emocionais do homem.
                Habituado a concentrar-se nos fenômenos que decorrem das paixões ou sensações mais fortes, tais como o desejo, o ciúme, o ódio, o ressentimento, a sensualidade, a gula, os vícios em geral, quando se trata das aspirações mais elevadas e sutis, o indivíduo justifica-se com escusas de que não consegue concentrar-se, que lhe falta capacidade para deter-se no assunto, exclusivamente por comodidade mental ou porque prefere fugir às responsabilidades que advêm da mudança de programa.
                Sem o contributo da concentração quaisquer atividades perdem o brilho e são mal executadas. É ela que propicia o enriquecimento dos detalhes, a visão particular e geral do empreendimento, revigorando o indivíduo, concedendo-lhe lucidez e inspiração.
                Todos os grandes realizadores devem à  concentração, ao esforço e à paciência o êxito que alcançaram. Esqueciam-se de tudo, quando fixados no propósito de algo realizar.
                Certamente, a tenacidade com que se mantinham era resultado da experiência que se alongava no tempo, propiciando-lhes a capacidade crescente de se afastarem mentalmente de quaisquer outros objetivos, fixando-se na ação a que se entregavam.
                A concentração ilumina o altruísmo e revigora-o nos momentos difíceis, por facultar compreender as circunstâncias dos acontecimentos e os problemas nos quais as pessoas se emaranham. Capacita-o com energia especial e irradia-se em ondas de bem-estar, que impregnam todos quantos se aproximam da pessoa que a exercita. E quanto mais o faz, tanto maior se lhe torna a capacidade de exteriorização. É, portanto, essencial ao altruísmo, propiciando a anulação das causas do sofrimento, por facultar a vigência dos sentimentos elevados da vida em plena realização do bem.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 7 de julho de 2015

ALTRUÍSMO V

                A erradicação das causas geradoras do sofrimento somente é possível através do esforço com que se empreende a tarefa, a ela dedicando-se com empenho, sem o que se malogra, adiando a oportunidade.
                O esforço bem direcionado caracteriza o grau de evolução do ser, porquanto, mais expressivo nuns do que noutros, distingui-os, demonstrando as conquistas já logradas, ao tempo em que faculta a percepção do muito a conseguir.
                Insistir, portanto, com seriedade, pela conquista do altruísmo, encetando atividades que devem ser concluídas etapa a etapa, constitui passo de segurança para a libertação do sofrimento.
                Mede-se, desse modo, o caráter de um homem, pelo esforço que empreende para crescer, para melhorar-se, a fim de enfrentar as reações que o seu ideal e empreendimento provocam.
                Aquele que cede ante o obstáculo, que desiste diante da dificuldade já perdeu a batalha sem a ter enfrentado. Não raro, o obstáculo e a dificuldade são mais parentes que reais, mais  ameaçadores do que impeditivos. Só se pode avaliá-los após o enfrentamento. Ademais, cada vitória conseguida se torna aprimoramento da forma de vencer e cada derrota ensina a maneira como não se deve tentar a luta. Essa conquista é proporcionada mediante o esforço de prosseguir sem desfalecimento e insistir após cada pequeno ou grande insucesso. O objetivo deve ser conquistado, e, para tanto, a coragem do esforço contínuo é indispensável.
                Muitas vezes será necessário parar para refletir,  recuar para renovar forças e avançar sempre. É uma salutar estratégia aquela que faculta perder agora o que é de pequena monta para ganhar resultados permanentes e de valor expressivo depois.
                O esforço estimula o desenvolvimento dos recursos que dormem no próprio homem, agigantando-se, à medida que realiza. A canalização correta do esforço dinamiza-o, já que o arrastamento para o vício, que quebra as resistências morais, é também uma forma de força arrebatadora, que poderia ser direcionada em sentido superior.
                O altruísmo não vige sem o esforço para a sua manifestação, considerando-se que parece haver uma conspiração por parte do egoísmo, a fim de impedir-lhe a presença e o predomínio na área da emoção.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 5 de julho de 2015

ALTRUÍSMO III

                O altruísmo, no processo de expansão, apresenta-se, também, com uma formulação ética.
                Entendamos essa ética, na condição de serenidade que respeita todos os comportamentos, sem impor a sua forma de ser, de encarar a vida, de manifestar-se. Além de uma ética moral, tem um caráter universal, superando os interesses e convenções geográficas, que estabelecem conceitos de conveniência, estribados em preconceitos e limites, estatuídos em leis transitórias, às vezes, necessárias, mas que não objetivam o bem comum.
                Assim, observamos éticas que apóiam estados escravocratas, limitam a liberdade de movimento, freiam a procriação, perseguem os que discordam dos seus códigos, punem e dizimam a seu bel-prazer.
                A ética da generosidade centraliza suas atenções na lei natural ou de amor, que respeita a vida em todos os seus estágios e ampara todos os seres sencientes, facultando-lhes a expansão.
                Allan Kardec recebeu dos benfeitores da humanidade as diretrizes éticas perfeitas, oriundas da lei natural, porque procedente de Deus, a irradiar-se em várias outras, que fomentam o progresso, preservam a vida e dignificam a todo, promovendo o homem através do trabalho, igual ao seu irmão na origem e diferente nas conquistas intelecto-morais, sem privilégios, porém, ao alcance de todos.
                Essa ética faculta discernir o correto do equivocado, impulsionando a criatura à aquisição de uma consciência elevada, resultado da eleição dos valores positivos, que tornam a vida digna de ser fruída.
                A sua moral é centrada na generosidade, sem a falácia da anuência ao erro ou qualquer atentado aos códigos da ordem, do dever, da justiça.
                Toda a sua estrutura de responsabilidade visa a promoção dos seres e do seu habitat, ao considerar a interdependência que existe entre eles.
                Não elege os seres em detrimento de outros, embora a sua expressão de amor varie de acordo com as respostas afetivas, o que não invalida a necessidade de superar a pertinácia dos maus e tê-los em conta como necessitados também da generosidade, qu pode e lhes deve ser dispensada.
                Normalmente, sob a ação do desejo, as demais pessoas são classificadas de acordo com o interesse que fomentam, com o lucro que proporcionam, tornando-as afáveis e amigas, antipáticas ou inimigas, insignificantes ou indiferentes. Manifestam-se, então, os sentimentos do amor possessivo, do desamor e do ódio, e de desinteresse ou indiferença. A ética da generosidade propõe a conquista dos valores que permanecem escondidos nos últimos, e a compreensão, quando os primeiros não correspondem ao modelo ao qual foram submetidos.
                Não é castradora, por apresentar-se destituída de caráter punitivo; não obstante, o seu senso crítico analisa tudo e todos de modo a produzir o melhor.
                A ética da generosidade é tranquila e, nesse conceito, pode ser considerada como a conquista da serenidade, conforme o seu significado profundo em sânscrito.
                Como efeito, é paciente, não antecipando apressadamente realizações, nem buscando resultados imediatos.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 4 de julho de 2015

ALTRUÍSMO II

                A existência do altruísmo revela-se por diversos sentimentos de grandeza moral, que dão dignidade á vida. Ente esses, a generosidade assume papel de destaque, por ser-lhe a primeira manifestação prática, portanto, a sua forma inicial de exteriorizar-se na ação.
                Costuma-se afirmar que, aquele que não abre a mão, mantém fechado o coração. E com fundamento, porquanto a generosidade tem início no sentimento que ama e deseja ajudar, a fim de concretizar-se na ação que socorre.
                Abrir a mão é o gesto de deixar verter do coração ao mundo exterior o fluxo generoso em forma de doação, a fim de alcançar, no futuro, as grandiosas formas de abnegação. A generosidade, portanto, doa, de início, coisas, objetos e utensílios, roupas e alimentos, agasalhos e teto, para depois brindar sentimentos, aprimorando a arte de servir até poder doar-se.
                Somente quem se exercita na oferta material, predispõe-se às dádivas transcendentes, aquelas que não têm preço, “não enferrujam” nem “os ladrões roubam”.
                A generosidade mais se enriquece quanto mais distribui, mais se multiplica quanto mais divide, pois que tudo aquilo que se oferece possui-se, não obstante, qualquer valor que se retenha passa-se a dever. A felicidade, desse modo, resulta da ação de doar, dos benefícios dela decorrentes.
                O homem generoso irradia simpatia e gera bem-estar onde se encontra.
                Visceral adversária do egoísmo, a generosidade arranca, pela raiz, as tenazes desse responsável pela causalidade dos sofrimentos.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 3 de julho de 2015

ALTRUÍSMO I

                O altruísmo, que é lição viva de caridade, expressão superior do sentimento de amor enobrecido, abre as portas á ação, sem a qual não teria sentido a sua existência.
                Dilatação da solidariedade, alcança o seu mais significativo mister quando reparte bênçãos e comparte aflições, trabalhado por minimizar-lhes os feitos, erradicando-lhes as causas.
                É o próprio amor ensinado por Jesus, que esquece de si mesmo para concentrar-se no bem do seu próximo, olvidando todo o mal para agigantar-se nas aspirações do progresso, da ordem e da felicidade.
                Antítese do egoísmo, cicatriza as lesões da alma, que este produz, fomentando a vigência da saúde integral.
                Estrela luminar, irradia paz envolvente, que alcança e vence as grandes distâncias emocionais e preconceituosas que separam os homens. Arrasta os corações que se deixam impregnar pela sua irradiação, assinalando, indelevelmente, os períodos das vidas com a sua presença.
                O desejo de posse, de gozo, de superioridade, que tipifica o egoísmo, na área libertadora do altruísmo, se converte em anelo de doação, de felicidade, de fraternidade.
                O próprio desejo muda de conteúdo, perdendo a face tormentosa de jogo de prazeres, para constituir-se numa aspiração de serviço.
                Os impulsos da carne, que buscam satisfazer os instintos e as paixões mais fortes, mais primárias, transformam-se em arrebatamentos de bondade e compreensão humana.
                O próximo deixa de ser usado para ser dignificado. Todos os estímulos são conduzidos para o seu crescimento e triunfo sobre as falsas necessidades, trabalhando-lhe as virtudes em despertamento, a fim de que o homem espiritual sobreponha a sua à natureza dominante do homem animal.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 11 de abril de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO VIII

                No que tange aos meios para facultarem a cessação do sofrimento, as ações meritórias, conforme já enfocadas, são preponderantes, destacando-se aquelas inabituais, que caracterizam os temperamentos nobres, os sentimentos abnegados.
                Distinguir-se através dos gestos incomuns, desconhecidos, é forma de buscar a iluminação mediante o concurso da realização de tudo quanto internamente se conjuga para esse fim.
                Quem acumula um tesouro tem em mente aplicá-lo em finalidades específicas. Se portador de sabedoria, pensa em multiplicá-lo ao tempo que o investe, escolhendo os empreendimentos mais rentáveis, seja do ponto de vista econômico, assim como de retribuição emocional. Com essa atitude promove o progresso, gera oportunidades de serviço e dignifica as vidas que antes estavam sob a ameaça do desespero e da inutilidade.
                Da mesma forma, os recursos espirituais e emocionais elevados devem ser canalizados para as atividades incomuns, superiores, as quais nem todos se atrevem realizar.
                As ações incomuns variam desde os contributos materiais valiosos, irrigados de amor e de ternura até os gestos extraordinários do silêncio ante ofensas, do perdão às agressões e do esquecimento do mal.
                Todo aquele que dilui as forças negativas que teima por obstruir-lhe o avanço, utilizando-se do detergente do amor, evita contaminar-se, e se já visitado por elas liberta-se, fazendo com isso que cessem as causas e desapareçam os sofrimentos.
                O campo mental indefeso faculta eu as farpas do mal aí proliferem, infestando a área com resíduos pestíferos, responsáveis por males incontáveis.
                A defesa, em relação aos fatores perniciosos, é somente possível quando a irradiação de energias saudáveis vitaliza a organização psíquica, que reflete as aspirações do espírito, resguardando-a das agressões externas. Não gerando pensamentos destrutivos nem acumulando vibrações perturbadoras de ódio, medo, ciúme, rancor, mágoa, concupiscência, não se faz vítima dos conteúdos internos degenerativos.
                Esse estado interior impulsiona aos atos incomuns superiores, passo próximo da iluminação.
                Somente iluminando-se o homem supera todas as dores; erradicando-lhes as causas, resguarda-se de agressões destrutivas.
                A iluminação resulta do esforço da busca íntima do ser profundo, opção de sabedoria que é, em relação ao ego que prevalece no mapeamento das aspirações humanas mais imediatas, portadoras de distúrbios vitais e fragorosas derrotas na luta, que é a breve existência corporal.
                O desenvolvimento da chama divina imanente em todos os seres merece todos os sacrifícios e empenhos, a fim de que arda em todo o seu esplendor, vencendo as teimosas sombras, que são a herança demorada das experiências nas faixas primitivas do processo inicial da evolução.
                A verdadeira iluminação promove o homem que, superando as contingências-limite da estância carnal, anula todas as causas de sofrimento, fazendo-as cessar. Já não necessita da dor para alcançar metas, pois o amor lhe constitui a razão única do existir, em sintonia com o pensamento divino que o atrai cada vez com mais vigor para a meta final.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem:google

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO V

                Sem o passo inicial, ninguém vence as distâncias.
                O egoísmo é a estaca zero, às vezes perniciosa, para ensejar os primeiros movimentos no rumo da solidariedade, do bem comum. Pior que ele é o desinteresse, a morbidez da indiferença, deixando transparecer que o amor está morto, não obstante se encontre dormindo, aguardando o estímulo correspondente para despertar.
                A vida é impossível sem o amor.
                Da mesma forma que o crime se disfarça e os sentimentos inferiores se escamoteiam sob máscaras diversas, há várias expressões positivas que surgem no homem refletindo o amor de que ele ainda não se deu conta. À medida que se agiganta, neutraliza o sofrimento e a sua vigência contribui para que cessem as causas degenerativas que facultam o sofrimento. Quando atinge elevada qualidade, em somente uma pessoa, anula a fúria e o ódio com suas incontáveis vítimas, bem como dos seus fomentadores.
                Irradiando-se, à semelhança da luz, domina todos os escaninhos e tudo arrasta na direção do fulcro gerador da energia.
                Amor é sinônimo de saúde moral e quem o possui elimina as geratrizes envenenadas que se expandem produzindo sofrimento.
                O amor é sutil e sensível, paciente e constante, não se irritando nem se impondo nunca. No entanto, quem lhe experimenta o mimetismo, jamais o esquece. Mesmo que momentaneamente lhe interrompa o fluxo, ele sempre volve.
                Na raiz de toda ação enobrecida está a seiva do amor, produzindo vida  e sustentando-a.
                Usar essa energia vital constitui dever e, com a consciência lúcida de sua magnitude, aplicá-la em prol da harmonia faz cessar o sofrimento. Ela é vibração positiva, que enseja entusiasmo e otimismo, dando colorido à existência. Reverdece a terra cansada do coração e drena o charco, no qual a pestilência das paixões deixou que se descompusessem a esperança e a alegria.
                Ninguém ama inerte.
                Dinâmico, o amor induz à ação construtiva, responsável pelo progresso.
                Objetivando sempre o bem, concentra suas forças nele e não desiste enquanto não lobriga a meta. Ainda aí permanece solidário, de modo a evitar que o ser depereça e tombe ao desânimo.
                Como o sofrimento decorre da insatisfação, da distonia, da degeneração dos tecidos e dos fenômenos biológicos desajustados, o amor age sobre as moléculas como onda vitalizante e, restaurando-lhes o equilíbrio, vence o sofrimento, interrompendo-lhe o fluxo causal.
                Quando, porém, perseveram as dores físicas, efeitos dos desarranjos orgânicos, a resignação e a coragem do amor amortecem-lhes os efeitos, tornando-os suportáveis e produzindo os heróis do sofrimento, cujo martírio de qualquer procedência, deles fazem modelos que dão força e dignidade às demais criaturas, assim embelezando a vida moral e humana na Terra.
                Sob a ação do amor, são processados novos mecanismos cármicos positivos, que interrompem aqueles de natureza perniciosa, porquanto o bem anula o mal e suas conseqüências, liberando os infratores das leis, quando eles as recompõem e corrigem os mecanismos que haviam desarticulado.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO III

                Descobrir a bondade que dorme em todos os seres e necessita ser despertada, estimulada, a fim de que frondeje, enflorescendo e produzindo frutos bons.
                Não há ninguém que não possua bondade interior, há, nos refolhos da alma, a presença de Deus como luz coagulada, aguardando os estímulos de fora, a fim de brilhar com alta potência.
                Pessoas agressivas, que se comprazem em atormentar, produzindo sofrimentos, são portadoras de muitas dores íntimas, que buscam disfarçar sob a máscara da violência, da falsa superioridade, da alucinação.
                Mesmo os animais selvagens, sob domesticação, tornam-se amigos, e recebendo a vibração do amor alteram a constituição do instinto agressivo, mudando de comportamento, o que atesta a presença do psiquismo divino em germe, em tudo e todos.
                Trata-se de uma conquista de sabedoria poder penetrar na bondade latente dos seres, buscando sintonizar com esse estado de vida, ao invés de vincular-se apenas às manifestações exteriores, às suas reações defensivas-agressivas, que são portadoras de vibrações morbíficas, portanto, desencadeadoras de muitos males que respondem pelos sofrimentos.
                Da experiência de identificar a bondade nos seres em geral vem a extraordinária conquista de descobrir a presença de Deus em toda parte, em todas as criaturas, estabelecendo vínculos emocionais de intercâmbio consciente, já que, inconscientemente, o indivíduo experimenta uma interdependência de que ninguém se exime. Fazer que o fenômeno automático do intercâmbio se torne lúcido é empreendimento válido que faculta o progresso dos homens, desenvolvendo aptidões mais eloqüentes e expressivas.
                A vida é um permanente desafio, rica de oportunidades de crescimento e penetração nos seus profundos arcanos, que se revelam cada vez mais fascinantes e grandiosos. Por isso, não cessa o desenvolvimento dos valores intelecto-morais do espírito na sua faina de evoluir.
                A dor e o sofrimento em geral são estágios mais primitivos do processo de desenvolvimento que, através das sensações e emoções afligentes, propelem o ser para outros planos, patamares mais elevados, nos quais os estímulos se apresentam de maneira diversa, mais nobremente convidativos. Em tudo e em todos jazendo a presença de Deus, é necessário saber descobrir neles a bondade que expressa a sua essência, a sua origem, igualmente presente em todas as vidas.
                Nesse estágio, cumpre acentuar o desejo de retribuir essa bondade, essa presença divina.
                A harmonia universal resulta da diversidade de formas, de expressões, de apresentações, em sutis processos de sintonia, de similaridade.
                Da mesma forma, ao ser identificado qualquer valor relevante, especialmente a bondade em pessoas e animais, nos elevados objetivos da vida  vegetal, é preciso planejar retribuir esse sentimento.
                Partindo da intenção, deixar crescer o desejo de devolver, por natural fenômeno de retribuição, a bondade, já mais desenvolvida no seu mundo interior.
                Do pensamento à palavra, à ação, passo a passo se agiganta a intenção que se converte em realidade criadora, retributiva, desenvolvendo recursos de alta magnitude em derredor. Essa movimentação de energia positiva é saudável esforço para evitar-se o sofrimento ou dele liberar-se.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ORIGENS DO SOFRIMENTO VI

                Na mesma trilha, ressalta o domínio do ódio na paisagem dos sofrimentos humanos. As suas irradiações destrutivas comburem as energias de quem o sustenta, enquanto, muitas vezes, atingem aqueles contra quem se dirigem, caso permaneçam distraídos dos deveres relevantes ou em faixas mentais equivalentes.
                Loucura do amor não atendido, o ódio revela a presença predominante dos instintos agressivos vigentes, suplantando os sentimentos que devem governar a vida.
                Jamais havendo motivo que lhe justifique a existência, o ódio é responsável pelas mais torpes calamidades sociais e humanas de que se tem conhecimento.
                Quando se instala com facilidade, expande as suas raízes como tenazes vigorosas, que estrangulam a razão, transformando-se em agressividade e violência, em constante manifestação.
                Em determinados temperamentos, é qual uma chispa insignificante em um monte de feno, produzindo um incêndio devorador. Por motivo de somenos importância, explode e danifica em derredor.
                O ódio é causador de muitos sofrimentos.
                Todo o empenho deve ser envidado para desarticulá-lo onde se apresente e instale; sem esse trabalho, ele se irradia e infelicita.
                Pestilencial, ele contamina com facilidade, travestindo-se de irritação, ansiedade, revolta e outros danosos mecanismos psicológicos reagentes.
                A frustração, por sua vez, responde por sofrimentos que seriam evitáveis, não fossem as exageradas esperanças do homem, as suas confusas idéias de automerecimento, que lhe infundem crenças falsas nas possibilidades eu não lhe estão ao alcance.
                Porque se supõe credor de títulos que não possui, a criatura se frustra, entregando-se a reações inesperadas de depressão ou cólera, fugindo da vida ou atirando-se, rebelde, contra ela e os seus valores.
                Quando o homem adquire a medida do pouco ou quase nenhum merecimento pessoal, equipa-se de harmonia e fé, de coragem e paz para enfrentar as vicissitudes e superá-las, nunca se permitindo malograr nos empreendimentos. Se esses não oferecem os resultados desejados, como é natural, insiste, persevera, até a constatação de que outro deve ser o campo de atividade a desenvolver ou até receber a resposta favorável do trabalho envidado.
                O amor é o antídoto para todas as causas do sofrimento, por proceder do Divino Psiquismo, que gera e sustenta a vida em todas as suas expressões.
                Luarizado pelo amor, o homem discerne, aspira, age e entrega-se em confiança, irradiando energia vitalizadora, graças à qual se renova sempre e altera para melhor a paisagem por onde se movimenta.
                O amor é sempre o conselheiro sábio em qualquer circunstância, orientando com eficiência e produzindo resultados salutares, que propelem ao progresso e à felicidade.
                Na raiz de qualquer tipo de sofrimento sempre será encontrado como seu autor o próprio espírito, que se conduziu erroneamente, trocando o mecanismo do amor pela dor, no processo da sua evolução.
                A fim de apressar a recuperação, eis que se inverte a ordem dos acontecimentos, sendo a dor o meio de levá-lo de volta ao amor, por cuja trilha se faz pleno.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

TUA COOPERAÇÃO III

                Doa a tua cooperação, por menor te pareça.
                Ao fazê-lo, evita o impositivo da tua paixão, a exigência da tua forma de ser, pois que isto representa uma cobrança do que supões ofertar.
                Quando alguém oferece algo a outrem, a si próprio se enriquece.
                O pólen, arrastado pelo vento, é responsável pela fecundação, sem qualquer imposição de sua parte.
                A chuva tomba, generosa e espontânea, sustentando a vida e reverdecendo o solo.
                Não te imponhas nunca.
                Jesus, cooperando com o homem, não obstante a voz imperativa que lhe caracteriza toda a mensagem, foi claro ao dizer: “Aquele que quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me”, mediante a condicional da vontade de cada um.
                No entanto, é o sublime Construtor da Terra e tudo que nela existe.
                Coopera, portanto, com a vida, esparzindo benções onde estejas, com quem te encontres, conforme surja a oportunidade.
                Retribui com amor ao amor que a vida te oferta...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 2 de novembro de 2014

CONCEITO DE IRMÃO II

                O nubente, antes de ver o parceiro, na condição da afetividade conjugal, tê-lo-á como irmão, mantendo um vínculo inquebrantável que, mesmo se rompa aquele de caráter matrimonial, deverá manter-se o primeiro.
                O patrão encontrará no auxiliar antes que o empregado, o irmão situado na posição de serviço, servidor que também ele é, e este último receberá no chefe o irmão, lutando ambos para que prevaleça o sentimento fraternal, embora, no relacionamento entre empregador e empregado, se deteriorem as conjunturas, um não prejudicando ao outro, em razão da irreversível fraternidade.
                O irmão deve amar o seu irmão em qualquer circunstância, em todo momento.
                Este que te magoa e aquele que te punge são teus irmãos.
                Alguém que triunfa e outrem que tomba, teus irmãos na luta, são lições que te convidam a avançar e a servir.
                Ama sempre e sem excogitares de situações, nas múltiplas áreas dos humanos interesses, sobrepondo a todos o afeto de irmão em relação ao teu próximo.
                Não obstante as posições evolutivas que separavam os discípulos, Jesus não amor menos a Judas, ou a Pedro, que por um momento se equivocaram, durante o ministério.
                Diante da mulher surpreendida em adultério ou de Zaqueu no alto da árvore, ou de Pilatos vacilante, ou de Herodes prepotente, a todos amou como irmãos, apesar de sabê-los em processos diferentes de evolução, amando-nos docemente até hoje, sem queixume nem reprimendas, seus irmãos da retaguarda, aos quais espera, paciente e amoroso, na condição de Irmão Maior.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 21 de outubro de 2014

COMER E BEBER

        “Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 13, versículo 26.)

O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos filhos ingratos.
O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas falaram, em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. No dia da análise minuciosa, quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver “comido e bebido” na presença do Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas.
Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos egoisticamente. Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e transmitiram o que haviam aprendido de outrem.
Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava a mente inconstante.
Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus corações. Também Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a
realidade dessas relações. Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. Ensinando   a verdade, entregou-se à redenção humana, sem cogitar de recompensa.
Entendeu as criaturas antes que essas o entendessem, concedeu-nos supremo
favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para que aprendêssemos a ciência do bem.
Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós próprios.
O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o preocupam cada dia. Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os filhos das nações nascem na Terra para uma vida mais alta.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL