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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM II

                É no recôndito de nossa casa que convivemos com espíritos afins, mas também om antigos antagonistas de outras vidas, com o propósito do reajuste mútuo e do sufocamento do egoísmo. Se no ambiente de trabalho desenvolvemos nossas habilidades, é na nossa casa que desenvolvemos as potencialidades do coração. Sejamos pais, filhos, cônjuges, nosso dever é realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para harmonizar o lar e atrair os bons e sábios espíritos. O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos pede que não sejamos só bons ou só caridosos, mas que sejamos bons e caridosos. A beneficência atrai o amor necessário para que possamos enfrentar qualquer problema de forma equilibrada. Com mais paz e compreensão no lar, podemos, então, alçar voos mais altos, ultrapassando as fronteiras de nossa casa, passando a atuar na sociedade. Por intermédio do E.S.E., os espíritos nos acenam para o fato de que a piedade é a irmã da caridade. Então, é lógico inferir que devemos ser solidários e caridosos para com o próximo. E, ao invés de ver as desgraças e as infelicidades da vida como castigos de Deus, passemos a encará-las como oportunidades de praticar o bem, a benevolência e a caridade. Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Bezerra de Menezes, Chico Xavier, por certo deem ter se condoído com as dores dos seus semelhantes, só que foram além da comiseração e partiram para a ação. A bondade de Deus permitiu que estes missionários viessem reencarnar entre nós para ajudar nosso mundo e, principalmente, para nos darem o exemplo do trabalho em favor do ser humano. Ao contrário de nossos heróis de infância, eles não possuíam poderes extraordinários como visão de raio X, a capacidade de poder voar ou a super força, mas se tornaram poderosos instrumentos de bondade e compaixão pelo semelhante, algo que todos nós podemos ser, pois que não exige privilégios de qualquer natureza. Apenas boa vontade. Esses espíritos de luz vieram acender uma pequena centelha que existe em nós. Se a alimentarmos, colocando mãos à obra na caridade desinteressada, haveremos de nos tornar melhores e ajudar a tornar o mundo melhor. Emmanuel afirma: “A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade”. Para ajudar os outros, não é preciso ganhar na loteria ou se aposentar, como bem nos lembra Leon Denis, no já citado texto sobre caridade, “há males sobre os quais uma amizade sincera, uma ardente simpatia ou uma afeição operam melhor que todas as riquezas”. Portanto não há no mundo quem não possa ofertar um pouco de si a quem quer que seja.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

sábado, 11 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM I

                Uma das revelações mais fantásticas que o estudo da doutrina espírita nos permite é a de compreender que Deus criou o homem simples e ignorante, porém perfectível. Não importa quantas encarnações, mas o fato é de que todos chegaremos à perfeição. Até mesmo estes irmãos sanguinários que a mídia nos serve todos os dias nas telas das TVs, nas páginas dos jornais e, principalmente, na internet. E tudo isso seria de fácil aceitação por parte de todas as outras doutrinas e vertentes religiosas, simplesmente com o uso da razão. Oras, basta observar que temos provas científicas sobre a evolução humana, os museus estão repletos de documentos, fósseis e tudo o mais que provam que o homem vem evoluindo paulatinamente ao logo dos milênios. Um dia, aquele ser percebeu que diante dos dinossauros, era melhor viver em grupos, pois somente trabalhando em equipe poderia caçar o seu sustento e se proteger das grandes feras. Daí sugiram as pequenas tribos que se multiplicaram ao longo da existência humana, virando as cidades que conhecemos. Desenvolvendo sua inteligência, descobriu o fogo, os metais, a roda, entendeu que, ao invés de ir para lá e para cá, poderia plantar e colher, até que deduziu que poderia construir sua casa e deixar as cavernas. Este foi o início da família.
                Com um olhar um pouco mais apurado, havermos de observar que ao longo dessa evolução, a espiritualidade esteve presente, representada por espíritos de escol, cuja missão era alavancar o progresso do homem e do planeta. Assim, o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, nos mostra como as ideias de Sócrates e Platão eram adiantadas demais para a época; a personalidade autoritária, porém necessária, de Moisés para disciplinar o povo; a doçura de Jesus, com sua doutrina de amor; até chegar ao Espiritismo Consolador. A partir de então, como Allan Kardec sabiamente definiu, o homem começou a vislumbrar a grande verdade da vida: a de que “Fora da caridade não há salvação”. É fato de que precisamos fazer o bem, praticar a caridade, para que nos transformemos em artífices da paz, sendo auxiliares na construção do Reino de Deus na Terra. Não é à toa que um dos luminares do espiritismo, Leon Denis, dedicou um capítulo inteiro à caridade em um de seus livros, “Depois da Morte”, vaticinando que a perfeição do homem resume-se nestas duas palavras: caridade e verdade. E para nos tornarmos verdadeiramente caridosos, não existe outro ponto de partida que não seja o nosso próprio lar. É no cadinho do nosso lar que se apura a evolução. É na família que exercitamos a bondade, a tolerância, a compreensão, a educação, a gentileza e todos as virtudes que, por certo, nos serão necessárias na vida profissional.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov./2015
imagem: google

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

NÃO DESDENHE BRILHAR

Espírito: VALÉRIUM.
Sim, era acusado de um crime e fora aprisionado pelos homens...
Tudo indicava que na máscara daquele rosto e beleza fugira.
Traços duros e irregulares.
Tez sem cor e sem viço.
Cabelos ralos e descuidados.
Testa vincada por rugas profundas.
Olhos embaciados por desesperos ocultos.
Nariz adunco e disforme.
Boca rasgada de cantos contraídos.
Maxilares proeminentes.
Ar de tristeza e preocupação.
E caminha vacilante.
Tormento à vista...
Súbito, porém, o homem sorri e um sopro de simpatia vitalizam-lhe o semblante.
Alteram-se-lhe todas as linhas para melhor qual se possante facho interior fosse aceso de inesperado.
Não era o mesmo homem. Já não parecia um criminoso...
***
Amigo, você já observou o efeito renovador de um sorriso?
Sorriso é raio de luz da alma.
E a luz, ainda mesmo no abismo, é sempre esplendor do Alto vencendo as trevas.
Não negue a dádiva do sorriso seja a quem for.
Sorri na dificuldade.
Sorria na luta.
Sorri na dor.
Sua alma é sol divino.
Não desdenhe brilhar.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O MELHOR II

                Subitamente identificas cansaço n'alma, amargura, inquietação.
                Levanta, porém, o ânimo e revitaliza o moral.
A consciência que desperta para o bem, mais sofre o espicaçar das aflições e incertezas, quando, diante de atos cruéis, surpreendentes, ou de situações muito complexas, ao considerar o que poderia fazer e como acionou a máquina da atitude correta.
                É natural, portanto, que o teu repouso seja menos fácil e a tua quietude, por momentos, improvável.
                Os que se sentem muito tranquilos, na Terra, quiçá estejam intoxicados pelos vapores da indiferença.
                Convidado, intempestivamente, a ajudar, a tomar uma atitude em relação a alguém, a assumir uma posição, não te deixes impregnar pelos fluidos e vibrações de quem te busca. Recolhe-te à oração silenciosa, e indaga ao coração o que gostarias de receber, caso fosses o necessitado.
                Certamente, terás a resposta de como seria o procedimento ideal.
                Todavia, se não for possível realizar a ação ideal, não cruzes os braços, lamentando impossibilidades.
                Faze da maneira mais correta ao teu alcance, envolvendo em simpatia aquele que s socorre de ti e permanecendo de consciência harmonizada.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 26 de novembro de 2016

ENDINHEIRADOS, MÃOS À OBRA!

                Christopher Catrambone, um milionário empresário americano dono de uma companhia que oferece seguros em zonas de conflitos, criou sua própria fundação de resgate de imigrantes. Desde  2014 sai com sua família pelo Mediterrâneo para salvar estrangeiros que se arriscam a atravessar o mar para chegar à Europa. Sem receio de investir toda fortuna e confiante de que se algum dia seu arrependimento em ter gasto todo dinheiro e tempo nas operações de resgate dos imigrantes.
                A tradição da filantropia americana vem de longe. Cremos que Andrew Carnegie seja seu maior ícone e, de certo modo, definidor conceitual. Imigrante pobre, Carnegie fez fortuna na siderurgia americana, na segunda metade do século XIX. Em 1901, aos 66 anos, vendeu suas indústrias ao banqueiro J.P. Morgan e tornou-se o maior filantropo americano. Uma de suas tantas proezas, não certamente a maior, foi construir mais de 3 mil bibliotecas nos Estados Unidos. Em 1889, escreveu o artigo “The Gospel of Weath”, defendendo que os rios deveriam viver com comedimento e tirar da cabeça a ideia de legar sua fortuna aos filhos. Melhor seria doar o dinheiro para alguma causa, ou várias delas, à sua escolha, ainda em vida.
                Em 2009 Bill Gates lançou, junto com Warren Buffett, o mais impressionante movimento de incentivo à filantropia já visto: The Giving Pledge. A campanha tem mais de 120 signatários para participar, basta ser um bilionário e assinar uma carta prometendo doar, em vida, mais da metade de sua fortuna a projetos humanitários. Para boa parte dessas pessoas, doar 50% é pouco. Larry Elisson, criador da Oracle, comprometeu-se em doar 95% de sua fortuna, hoje avaliada em US$ 56 bilhões. O próprio Buffett foi além: vai doar 99%. Como bem observou o filósofo alemão Peter Sloterdijk, parece que, ao contrário do que acreditávamos no século XX, não são os pobres, mas os ricos que mudarão o mundo.
                Sloterdijk obviamente não conhece bem o brasil. Aqui na suposta “Pátria do Evangelho” a grandeza d’alma dos milionários em prol do altruísmo é pura miragem, ressalvando-se as infrequentes exceções. Nos Estados Unidos, o valor das doações individuais à filantropia chega a US$ 330 bilhões por ano. No Brasil, os números são imprecisos, mas estima-se que o montante não passa de US$ 6 bilhões por ano. Apenas 3% do financiamento a nossas ONGs vem de doações individuais, contra mais de 70% no caso americano. Há, segundo a tradicional lista da revista Forbes, 54 bilionários no Brasil. Nenhum aderiu, até o momento, ao movimento da Giving Pledge.
                Explicações não faltam para essa disparidade. Há quem goste de debitar a mesquinhez dos endinheirados brasileiros na conta de nossa “formação cultural”. Por essa tese, estaríamos atados a nossas raízes ibéricas, sempre esperando pelas esmolas do Estado, indispostos a buscar formas de cooperação entre os cidadãos para construir escolas, museus e bibliotecas, ou simplesmente para consertar os brinquedos e plantar flores na praça do bairro. É possível que haja alguma verdade nisso. O rei Dom João III, lá por volta de 1530, dividiu o país em capitanias hereditárias e as repartiu entre fidalgos e amigos da corte portuguesa. Fazer o quê? Enquanto isso, os peregrinos do Mayflower desembarcaram nas costas da Nova Inglaterra (EUA), movidos pela fé e pelo amor ao trabalho, para construir um novo país.

(continua)

Jorge Hessen


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

terça-feira, 15 de novembro de 2016

ESPERA E AMA SEMPRE

Espírito: MEIMEI.
Quanta aflição desaparecerá no nascedouro, se souberes sorrir em silêncio! Quanta amargura esquecida, se desculpares o fel!
Rogas a paz do Senhor, mas o Senhor igualmente espera por teu concurso na paz dos outros.
Reflete nas necessidades de teu irmão, antes de lhe apreciares o gesto impensado. Em muitas ocasiões, a agressividade com que te fere é apenas angústia e a palavra ríspida com que te retribui o carinho são tão somente a chaga do coração envenenado-lhe a boca.
Auxilia mil vezes, antes de reprovar uma só.
O charco emite corrente enfermiço por não haver encontrado mãos que o secassem e o deserto provoca sede e sofrimento por não ter recebido o orvalho da fonte.
Deixa que a piedade se transforme no teu coração em socorro mudo, para que a dor esmoreça.
Não estendas a fogueira do mal com o lenho seco da irritação e do ódio!
Espera e ama sempre!
Em silêncio, a árvore podada multiplica os próprios frutos e o céu assaltado pela sombra noturna descerra a glória dos astros!...
Lembra-te do Cristo, o Amigo silencioso.
Sem reivindicações e sem ruído, escreveu os poemas imortais do perdão e do amor, da esperança e da alegria no coração da Terra.
Busquemos NELE o nosso exemplo na luta diária e, tolerando e ajudando hoje, na estreita existência humana, recolheremos amanhã as bênçãos da luz silenciosa que nos descerrará os caminhos da Vida Eterna.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Aproximar‐se do assistido, encontrando nele uma criatura humana, tão humana e tão digna de estima quanto os nossos entes mais caros.

Em tempo algum, agir sobrepondo instruções profissionais aos princípios da caridade genuína.

Amparar sem alardear superioridade.

Compreender que todos somos necessitados dessa ou daquela espécie, perante Deus e diante uns dos outros.

Colocar‐nos na situação difícil de quem recebe socorro.

Dar atenção à fala dos companheiros em privação, ouvindo‐os com afetuosa paciência, sem fazer simultaneamente outra cousa e sem interrompê‐los com indagações descabidas.

Calar toda observação desapiedada ou deprimente diante dos que sofrem, tanto quanto sabemos silenciar sarcasmo e azedume junto das criaturas amadas.

Confortar os necessitados sem exigir‐lhes mudanças imediatas.

Ajudar os assistidos a serem independentes de nós.

Respeitar as ideias e opiniões de quantos pretendemos auxiliar.

Nunca subordinar a prestação de serviço ou benefício à aceitação dos pontos de vista que nos sejam pessoais.

Conservar discrição e respeito ao lado dos companheiros em pauperismo ou sofrimento, sem traçar comentários desprimorosos em torno deles, quando a visita for encerrada.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CURA E CARIDADE

Espírito: EMMANUEL.
Cada vez que nos reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum.
Enxameiam, aflitos, por toda parte, aguardando medicação.
Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada.
Há os que tremem desnudos, requisitando a internação em roupa conveniente.
Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção de bom ânimo.
Há os que arrojaram nos tormentos da culpa, rogando tranquilizantes do
esquecimento.
Há os que se conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor.
Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a bênção do reconforto.
Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por recursos de apoio.
E há, ainda, aqueles outros que se envenenaram de egoísmo e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional.
Ajuda, sim, aos doentes do corpo, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra, aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida.
Todos podemos ser instrumentos do bem, uns para com os outros.
Não esperes que o companheiro se acame prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio.
Auxilia-o, hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível é tratamento indolor da necessidade humana.
Os emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio.
Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

MINISTÉRIOS

“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO 4:10)

Toda criatura recebe do Supremo Senhor o dom de servir como um ministério essencialmente divino.
Se o homem levanta tantos problemas de solução difícil, em suas lutas sociais, é que não se capacitou, ainda, de tão elevado ensinamento.
O quadro da evolução terrestre apresenta divisão entre os que denominais “magnatas” e “proletários”, porqüanto, de modo geral, não se entendeu até agora no mundo a dignidade do trabalho honesto, por mais humilde que seja.
É imprescindível haja sempre profissionais de limpeza pública, desbravadores de terras insalubres, chefes de fábricas, trabalhadores de imprensa.
Os homens não compreenderam, ainda, que a oportunidade de cooperar nos trabalhos da Terra transforma-os em despenseiros da graça de Deus.
Chegará, contudo, a época em que todos se sentirão ricos. A noção de “capitalista” e “operário” estará renovada. Entender-se-ão ambos como eficiente servidores do Altíssimo.
O jardineiro sentirá que o seu ministério é irmão da tarefa confiada ao gerente da usina.
Cada qual ministrará os bens recebidos do Pai, na sua própria esfera de ação, sem a idéia egoística de ganhar para enriquecer na Terra, mas de servir com proveito para enriquecer em Deus.
                
Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem:google

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

CARIDADE DO CENTRO ESPÍRITA

                A função primordial do Centro Espírita: ensinar, educar, divulgar, estudar... são caracteres da verdadeira caridade, sem prejuízo daquela a que todos nos envolvemos com mais facilidade que é a caridade material.
                Já é ponto pacífico no movimento espírita o entendimento da importância da divulgação e estudo de nossa Doutrina, como providência prioritária, para bem dotar a criatura humana de recursos que a auxiliem a vencer os desafios existenciais. Também, já é do conhecimento e prática dos espíritos a envolvimento e trabalho com as entidades assistenciais, inspiradas em nome do espiritismo, todas prestadoras de grandes serviços ao Brasil.
                Ao lado, porém, de todo esse trabalho executado ao longo de  décadas de dedicação e boa vontade, trago aos leitores alguns pontos para reflexão, extraídos do magnífico livro “Tramas do Destino”, do Espírito Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, relativos ao binômio Centro Espírita e assistência social. Acompanhe comigo (são trechos de diversos capítulos, em transcrições parciais do citado livro).
                São os seguintes pontos:
1.       Pensa-se muito em estômagos a saciar, corpos a cobrir, doenças a curar... Sem menosprezar-lhes a urgência, o Consolador tem por meta principal o Espírito, o ser em sua realidade imortal, donde procedem todas as conjunturas e situações, que se exteriorizam pelo corpo e mediante os contingentes humanos, sociais, terrenos.
2.       A assistência social no Espiritismo é valiosa, no entanto, se previnam os trabalhadores da última hora contra os excessos, a fim de que a exaustão com os labores externos não exaura as forças do entusiasmo nem derrube as fortalezas da fé, ao peso da extenuação e do desencanto nos serviços de fora.
3.       Evangelizar, instruir, guiar, colocando o azeite na lâmpada do coração, para que a claridade do espírito luza na noite do sofrimento, são tarefas urgentes, basilares, na reconstrução do Cristianismo.
4.       A caridade material merece consideração e carinho, dedicação e esforço de todos nós, que devemos conjugar forças para seu cumprimento. Mas a caridade mora, de profundidade, a tarefa do socorro espiritual, não contabilizada, nem difundida é urgentíssima, impondo-nos a necessidade de atenção e zelo.
5.       Que temos feito do valioso patrimônio da fé? Qual a nossa real posição perante a vida? Quais os esforços que envidamos para modificar a situação vingente?
6.       Dependerá do desejo salutar de nossa parte preservar e manter os estados vigentes do relaxamento moral e social, ou modificar as paisagens terrenas, iniciando a empresa em nós mesmos, desde agora...
7.       Estes dias resultam dos dias passados que se caracterizaram por sementeira infeliz.
8.       O futuro, no entanto, encontra-se aqui, a depender de nós todos e de cada um em particular.
9.       Multiplicam-se admiráveis locais de socorro humano, material, iniciados a expensas do Consolador, onde a técnica vem substituindo o amor, com a saturação do serviço pelo excesso e repetição gerando irritação e mal-estar e fazendo que se falhe nas horas do socorro moral, nos atos de paciência e humildade, nos ministérios espirituais da palavra esclarecedora, do passe reconfortador...
10.   Multiplicam-se os métodos de simplificação, ensejando frieza ao ministério e ausência de calor humano, falta de afeição espiritual ao sofredor.
11.   O tempo encolhe e a pressa lhe toma o lugar, não havendo, já, em muitas Entidades, lugar nem tempo para Jesus ou para os obsidiados, os ignorantes do espírito, os impertinentes, tais as preocupações, os compromissos sociais, as campanhas e movimentos pela aquisição argentária.
12.   Sem qualquer restrição à prática da caridade material, inadiável e sempre presente a todo tempo e em qualquer lugar, a excelente caridade moral, a luminosa caridade espiritual, que beneficiam o paciente e edificam o benfeitor, fortalecendo-os e alegrando-os no Senhor, com quem deverão manter fortes vínculos de perfeita comunhão interior, constituem-se em imperativo primordial e insubstituível.
Por isso, mãos à obra no trabalho de estudo e divulgação espírita. Investimento no estudo doutrinário, esforço na divulgação do livro, motivação ao próprio espírita para que se engaje mais e torne-se, também, um multiplicador desta mensagem forte de esperança e renovação do quadro social de nosso sofrido planeta.

Orson Peter Carrara


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – set/2015
imagem: google

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PRÁTICA DO BEM

“Porque assim é a vontade de Deus que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO 2:15)
À medida que o espírito avulta em conhecimento, mais compreende o valor
do tempo e das oportunidades que a vida maior lhe proporciona, reconhecendo, por fim, a imprudência de gastar recursos preciosos em discussões estéreis e caprichosas.
O apóstolo Pedro recomenda seja lembrado que é da vontade de Deus se faça o bem, impondo silêncio à ignorância e à loucura dos homens.
Uma contenda pode perdurar por muitos anos, com graves desastres para as forças em litígio; todavia, basta uma expressão de renúncia para que a concórdia se estabeleça num dia.
No serviço divino, é aconselhável não disputar, a não ser quando o esclarecimento e a energia traduzem caridade. Nesse caminho, a prática do bem é a bússola do ensino.
Antecedendo qualquer disputa, convém dar algo de nós mesmos. Isso é útil e convincente.
O bem mais humilde, é semente sagrada.
Convocado a discutir, Jesus imolou-se.
Por se haver transformado ele próprio em divina luz, dominou-nos a treva da ignorância humana.
Não parlamentou conosco. Ao invés disso, converteu-nos.
Não reclamou compreensão. Entendeu a nossa loucura, localizou-nos a
cegueira e amparou-nos ainda mais.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 21 de junho de 2016

HISTÓRIAS DO CHICO... QUE NUNCA PARAM DE NOS ENCANTAR!

Em seu livro "Mediunidade", Divaldo Franco conta que Chico Xavier, além da tradicional sopa distribuída na casa espírita de que participava, tinha o hábito de realizar visitas a famílias necessitadas, sem horário definido e fazendo-o, por vezes, mesmo à noite.

O médium, ainda em Pedro Leopoldo, costumava visitar pessoas que ficavam embaixo de uma velha ponte, numa estrada abandonada. Iam ele, sua irmã Luiza e mais duas ou três pessoas muito pobres de sua comunidade. E, na medida que eles aumentavam a frequência de visitas, os necessitados foram se avolumando, e mal conseguiam alimentos suficientes para o grupo. Afinal, as doações eram custeadas com seus próprios salários.

O esposo de Luíza, que era fiscal da prefeitura, recolhia na xepa das feiras-livres legumes e outros alimentos, e que eram doados para distribuir anonimamente, nos sábados, à noite, aos necessitados da ponte.

Um dia, porém, o pequeno grupo não tinha absolutamente nada. Decidiu-se, então, não irem, pois aquela gente estava com fome e nada teriam para oferecer. E eles próprios estavam vivendo com extremas dificuldades.

Foi quando apareceu-lhe o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, que sugeriu colocassem algumas garrafas com água, que seria magnetizada para ser distribuída, havendo, ao menos, alguma coisa para dar.

Feito isto, o líquido teria adquirido um suave perfume, e então o Chico tomou as moringas e, com suas amigas, após a reunião convencional do sábado, dirigiram-se à ponte.

Quando lá chegaram encontraram umas 200 pessoas, entre crianças, adultos, enfermos em geral, pessoas com graves problemas espirituais, necessitados.

“Lá vem o Chico”, gritou alguém, enquanto o médium, constrangido e angustiado, pretendeu explicar a ocorrência.

Levantou-se e falou: “Meus irmãos, hoje nós não temos nada”, e narrou a dificuldade. As pessoas ficaram logo ofendidas, tomando atitudes de desrespeito e ele começou a chorar. Neste momento, uma das assistidas levantou-se e disse: “Alto lá! Este homem e estas mulheres vêm sempre aqui nos ajudar e hoje, que eles não têm nada para nos dar, vamos nós dar-lhes alguma coisa. Vamos dar-lhes a nossa alegria, vamos cantar, vamos agradecer”!

Neste momento, apareceu um caminhão carregado e o motorista procurava por Chico Xavier. Quando ele atendeu, o motorista perguntou se ele se lembrava de um certo Dr. Fulano de Tal? 

Chico recordava-se de um senhor de boa posição financeira, morador de São Paulo, que um ano antes estivera em Pedro Leopoldo e lhe contara o drama de vivia.

Seu filho falecera e o desespero atormentava o casal. Durante a reunião, o jovem veio trazido pelo Dr. Bezerra de Menezes e escreveu uma consoladora mensagem. Ambos ficaram muito gratos e garantiram que haveriam de retribuir a ajuda.

Foi quando o motorista lhe narrou: “Estou trazendo este caminhão de alimentos mandado pelo Dr. Fulano de Tal, que me deu o endereço do Centro onde deveria entregar a carga, mas tive um problema na estrada e atrasei; quando cheguei, estava tudo fechado”.

“Olhei para os lados - prosseguiu o motorista - e apareceu-me um senhor de idade com barbas brancas, e perguntou o que eu desejava. Disse que estava procurando Chico Xavier e ele me falou que, debaixo de uma ponte caída, estaria seu grupo. Este homem insistiu, ainda, para que dissesse ao Sr. que foi ele quem o orientou”.

“E qual o seu nome?”, perguntou o médium.

“Bezerra de Menezes”, respondeu o motorista.

Suas amigas ficaram espantadas, mas Chico limitou-se a dizer: “É um velho amigo”...

imagem: google

segunda-feira, 6 de junho de 2016

MARCOS INDELÉVEIS

Cap. XVIII – Item 16
“As obras que eu faço, em nome de meu pai, essas testificam em mim.” – Jesus.
(João, 10: 25)
Cada trecho do solo demonstra o seu valor na riqueza ou na fertilidade que apresenta...
Cada vegetal é tido na importância de seu cerne, de sua essência, de seus frutos...
Cada animal é conhecido pelas peculiaridades de importância em sua existência...
O sol constitui para todos os seres fonte inexaurível de vida, calor e luz.
A água significa o sangue do organismo terrestre.
O fogo, no crepitar da lareira ou na devastação do incêndio, demonstra realmente o seu papel inconfundível no campo imenso da criação.
O juiz é respeitado pela integridade de seus sentimentos ou temido pelas manifestações de venalidade a que se acolhe.
O professor é acatado, consoante o grau de competência que lhe é próprio.
O médico adquire confiança, conforme a sua atitude ao pé dos enfermos.
O coração materno revela a sua íntima excelsitude, no trato natural com os rebentos de seu carinho.
O filho oferece ao mundo, na experiência diária, a extensão de seu amor para com os próprios pais.
A criança, em suas expressões infantis, apresenta invariavelmente o esboço de caráter que plasmou em si mesma através das vidas passadas.
O usurário cria, em torno de si, gelada atmosfera de reprovação pelos sentimentos que nutre no imo do próprio ser.
O leviano carrega consigo constantemente os prejuízos da ociosidade ou do vício, complicando-se na intemperança dos próprios dias.
O céptico representa, onde estiver, a aridez da mente hipertrofiada pelo orgulho infeliz.
O crente, leal a si mesmo, evidencia o poder de sua fé, nas posições assumidas perante os chamamentos do mundo.
Enfim, todas as criações do excelso Pai testemunham-lhe a glória no campo infinito da vida e cada espírito se afirma bem ou mal, aproveitando-as para subir à luz ou delas abusando para descer às trevas.
Como aprendizes do evangelho, portanto, cumpre-nos indagar à própria consciência:
– ”Que tenho executado na vida como aplicação das bênçãos de Deus?”
Não nos esqueçamos, segundo a lição do senhor, que somente as obras que fizermos, em nome do pai, é que serão marcos indeléveis de nosso caminho, a testificarem de nós.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google 

segunda-feira, 21 de março de 2016

A PAIXÃO DE JESUS

Cap. XIX – Item 7
O Espiritismo não nos abre o caminho da deserção do mundo.
Se é justo evitar os abusos do século, não podemos chegar ao exagero de querer viver fora dele. Usufruamos a vida que Deus nos dá, respirando o ar das demais criaturas, nossas irmãs.
Para seguir a própria consciência, podemos dispensar a virtude intocável que forja a santidade ilusória.
Não sejamos sombras vivas, nem transformemos nossos lares em túmulos enfeitados por filigranas de adoração.
Nossa fé não é campo fechado à espontaneidade.
Encarnados e desencarnados precisamos ser prudentes, mas isso não significa devamos reprimir expansões sadias e não nos abracemos uns aos outros. A abstinência do mal não impõe restrições ao bem.
Assim como a virtude jactanciosa é defeito quanto qualquer outro, a austeridade afetada é ilusão semelhante às demais.
Não façamos da vida particular uma torre de marfim para encastelar os princípios superiores, ou estrado de exibição para entronizar o ponto de vista.
A convicção espírita não é insensível ou impertinente.
A inflexibilidade, no dever, não exige frieza de coração. Fujamos ao proselitismo fanatizante, mas nem por isso cultivemos nos outros a aversão por nossa fé.
Se o papel de vítima é sempre o melhor e o mais confortável, nem por isso, a título de representá-lo, podemos forçar a nossa existência, transformando em verdugos, à força, as criaturas que nos rodeiam.
Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a servidores cristãos.
Nem caridade vaidosa que agrave a aspereza do próximo, nem secura de coração que estiole a alegria de viver.
Quem transpira gelo, dentro em breve caminhará em atmosfera glacial.
A crença aferrolhada no orgulho desencadeia desastres tão grandes quanto aqueles criados pelo materialismo.
Não sejamos companhias entediantes.
Um sorriso de bondade não compromete a ninguém.
A fé espírita reside no justo meio-termo do bem e da virtude.
Nem o silêncio perpétuo da meia-morte, que destrói a naturalidade, nem a fala medrosa da inibição a beirar o ridículo.
Nem olhos baixos de santidade artificiosa, nem anseio inexperiente de se impor a todo preço.
Nem cumplicidade no erro, na forma de vício, nem conivência com o mal, na forma de aparente elevação.
Fé espírita é libertação espiritual. Não ensina a reserva calculada que anula a comunicabilidade, constrangendo os outros, nem recomenda a rigidez de hábitos que esteriliza a vida simples. Nem tristeza sistemática, nem entusiasmo pueril.
Abstenhamo-nos da falsa idéia religiosa, suscetível de repetir os desvios de existências anteriores, nas quais vivemos em misticismo acabrunhante.
Desfaçamos os tabus da superioridade mentirosa, na certeza de que existe igualmente o orgulho de parecer humilde.
O Espiritismo nos oferece a verdadeira confiança, raciocinada e renovadora; eis por que o espírita não está condenado a atividade inexpressiva ou vegetante. Caridade é dinamismo do amor. Evangelho é alegria. Não é sistema de restringir as idéias ou tolher as manifestações, é vacinação contra o convencionalismo absorvente.
Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior de nossa emancipação.
Ewerton Quadros

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

domingo, 13 de março de 2016

QUANTO MAIS

Quanto mais alto estejas,
Mais apoio a prestar.

De quanto mais disponhas,
Mais poder de servir.

Quem possui mais cultura
Pode ensinar melhor.

Não recuses doar
Do que tenhas ou sejas.

Virtude sem trabalho
Lembra riqueza morta.

Recorda: Deus te dá
Para que também dês.

Emmanuel


imagem: google

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MIGALHA E CARIDADE

Qualquer dádiva é grande
Nas mãos da caridade.
Um gesto de bondade
É chave de socorro.
Há florestas que nascem
De uma semente humilde.
Gotas de sedativo
Suprimem grandes dores.
Quem serve reconhece
O poder da migalha.
A simples vela acesa
Rechaça a escuridão.


Fonte: O Essencial – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Dizem que é bom ter animal em casa porque quando ele adoece é que alguma coisa de ruim iria acontecer a alguém da família, mas “caiu nele”. Isso é verdade?
Resposta - Deus não faria isso com os animais, isto é, não deixaria que os animais fossem colocados ao nosso lado somente para servirem de meio para evitar que soframos. Se nós, que somos humanos e, portanto, falhos e imperfeitos, não quereríamos que um filho fosse submetido a algum sofrimento para proteger outro filho, que dirá da bondade infinita do Criador do Universo, que vê todos os Seu filhos com o mesmo Amor e confere a cada um a mesma importância. Os animais que se enfermam em contato com essas energias deletérias do ambiente doméstico em desequilíbrio são vítimas de nossas imprudências. Deveríamos ter animais em casa como companheiros e irmãos que precisam de nosso carinho e não de nossas energias mais densas.
            Quando, por serem mais sensíveis, adoecem antes, não significa que ela, a energia, deixou de estar no ambiente, ameaçando os presentes. É preciso tentar modifica-la antes que prejudique os familiares do mesmo modo como agiu sobre a pobre vítima animal.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

CARIDADE

Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto – é o prato de sopa fraterna.
Para o triste – é a palavra consoladora.
Para o mau – é a paciência com que nos compete ajudá-lo.
Para o desesperado – é o auxílio do coração.
Para o ignorante – é o ensino despretenciosos.
Para o ingrato – é o esquecimento.
Para o enfermo – é a visita pessoal.
Para o estudante – é o concurso no aprendizado.
Para a criança – é a proteção construtiva.
Para o velho – é o braço irmão.
Para o inimigo – é o silêncio.
Para o amigo – ó estímulo.
Para o transviado – é o entendimento.
Para o orgulhoso – é a humildade.
Para o colérico – é a calma.
Para o preguiçoso – é o trabalho sem imposição.
Para o impulsivo – é a serenidade.
Para o leviano – é a tolerância.
Para o maledicente – é o comentário bondoso.
Para o deserdado da Terra – é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, é o gênio de mil mãos, ajudando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o espírito do Senhor, aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.


Fonte: Amor e Sabedoria – Clóvis Tavares/Emmanuel
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

MENSAGEM DO HOMEM TRISTE

             Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silencio porque vagueio na rua.
Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu-me na boca. É possível tenhas suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina. Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.
Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar-me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, eu nem de leve me passou pela mente a idéia de furto: apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com fome, quando retorno à casa.
Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste: afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhes que não tomo qualquer alimento, há três dias.
A ti, porém, que me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Meimei
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

HÁBITO DA SOLIDARIEDADE III

                Apura a tua percepção e verificarás que os lamentos demasiados nem sempre decorrem da enfermidade ou do problema que se tem, mas da necessidade de chamar a atenção, requerendo apoio e amizade.
                Há muita carência, no mundo, sendo, entretanto, a mais grave e urgente, a de afeto, de interesse humano...
                A questão assume tão grave proporção que, não raro, quando alguém se preocupa com outrem e dá-lhe assistência, os sentimentos de um ou de ambos perturbam-se, dando origem a desvios da fraternidade, tombando-se em delíquios morais, que mais agravam as circunstâncias e as dificuldades.
                Mantém o hábito da solidariedade sem exigência ou solicitação alguma.
                Ajuda, portanto, sem vinculação servil, a fim de permaneceres livre, no amor e na ação solidária, crescendo para Deus ao lado do teu próximo necessitado, necessitados que somos quase todos, da divina solidariedade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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