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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MAU HUMOR

            Se o mau humor te envolve à maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhe as origens a fim de eu possas liquidá-lo, tão imediatamente quanto possível.
            Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguirás os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.
            Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.
            Contratempos em família não se desfazem com frases vinagrosas.
            Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.
            Lembra-se de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.
            Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.
            Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.
            Se você deseja livrar-se dessa máscara destruidora, cultiva a paciência e aprende a sorrir.


Fonte: Calma – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

INSEGURANÇA II

                Parte do desenvolvimento da personalidade humana é construída na infância e a esta soma-se a milenar bagagem espiritual adquirida em outras encarnações. As bases de muitas indecisões diante da vida se devem à educação autoritária dada pelos pais, que escolhem sistematicamente pelos filhos desde roupas, alimentos, esportes, brinquedos, férias, até amigos, profissão e afetos. Crianças crescem deixando parentes, companheiros ou professores decidirem por elas sem levar em conta seus gostos e preferências. Essas crianças se tornarão, mais tarde, homens sem segurança, firmeza e coragem de tomar atitudes perante a vida. O direito de decidir deve ser estimulado sempre desde a infância, pois se trata de apoio vital na formação de um sólido sentimento de determinação e firmeza, que refletirá no adulto de amanhã.
                O constrangimento que se faz à nossa liberdade de consciência prejudica a busca de nós mesmos, a nossa afirmação perante a vida, bem como nos dificulta encontrar a peculiar forma de amar.
                Em razão disso tudo, indivíduos passam a usar uma máscara de bonzinho como meio de seduzir, conquistar ou conseguir disfarçar a enorme incerteza que carregam, mas periodicamente, mostram de modo claro sua insatisfação interior: explodem em raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. As relações ficam sensivelmente limitadas, pois nunca se sabe quanto a sua bondade extremada vai suportar uma opinião contrária ou algo que lhes desagrade.
                Essas estranhas bondades são peculiares das pessoas que não desenvolveram a confiança em suas idéias, intuições e vocações íntimas e nunca se afirmam em si mesmas. Não admitem sua insegurança e, por isso, a agressividade acaba quase sempre controlando suas reações. Vivem comportamentos irreais e simulados, tenteando agradar a todos e fazendo da mentira uma necessidade para viver. Pagam, porém, um preço fisiológico, ou seja, a somatização das raivas e fragilidades que mantêm fantasiadas em candura e amabilidade.
Um comportamento exagerado de um indivíduo geralmente significa o oposto do que ele demonstra e confessa.
Os inseguros não escolhem as leis que regem sua conduta. Distanciados cada vez mais de uma vida autônoma, submetem-se a princípios e a pessoas diferentes de seu modo de pensar.
Usar a nossa própria intimidade para nos guiar, lançar mão de nossas sensações, emoções e sentimentos é a chave essencial que nos dará segurança.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: www.motivo.me

sábado, 14 de junho de 2014

COMÉRCIO E INTERCÂMBIO

O Comércio é também uma escola de fraternidade.

Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.

Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar‐lhes consideração e carinho. 

A pessoa que se revela mal‐humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.

Abrir caminho, à força de encontrões, não é só deselegância, mas igualmente lastimável descortesia.

Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar entendimento e bondade humana.

Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é obrigação.

Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo‐se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.

Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver os problemas.

Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão.

O erro ou o engano dos outros talvez fossem nossos se estivéssemos nas circunstâncias dos outros. 

Afabilidade é caridade no trato pessoal.

Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.greennation.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2014

PROGRAMAÇÃO COMPORTAMENTAL III

                Se apoie na educação verbal, tenha frases positivas e prontas para responder às perguntas mais comuns do dia a dia, como: “Estou cada vez melhor”. Afinal, sempre estamos nascendo e renascendo infinitas vezes, vamos sempre melhorando passo a passo, então, independente  de nossa situação, pela Lei do Progresso, estamos cada vez melhor. Diga isso com convicção!
                Se for difícil responder assim, comece com: “estou bem, com problemas, mas muito bem!”
                Assim vamos perdendo o medo de ter problemas, afinal, é natural de nossa situação moral e espiritual mas, o importante é irmos nos convencendo que estamos bem!  E estamos mesmo, afinal tudo o que ocorre conosco coopera para o bem, pois a vida é reguladamente sábia.
                Reflita em respostas desse tipo, sempre positivas e pela insistência, vamos entrando no processo de autoconvencimento de nossa realidade atual.
                Convencer-se de nossa nova realidade é programar-se para vencer, é começar a ser hoje o que queremos ser amanhã.
                Lembre-se, você foi criado para vencer suas limitações e viciações que o mantém nesta condição que não deseja mais.
                Não somos imperfeitos, apenas estamos, pois esta situação é transitória, porém é fundamental estarmos convencidos disso verdadeiramente.
                Em boa definição, escolha uma maneira nova de se comportar para substituir uma inadequada. Identifique uma maneira de responder aos acontecimentos da vida para utilizar, no lugar das velhas respostas paralisantes e que produzem vibrações de abatimento, outras que te impelem a prosseguir e tentar mais um pouco.
                Inconscientemente, você já é programado para vencer. Sinta-se assim ou estará sempre depondo contra você mesmo!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: loucuravsloucura.blogspot.com

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PROGRAMAÇÃO COMPORTAMENTAL II

                Um comportamento que hoje nos incomoda não foi sempre totalmente ruim. Se no passado assumimos um determinado padrão comportamental, a ponto de fazer dele um condicionamento, é porque ele nos dava prazer ou nos trazia alguma vantagem, alguma forma de gratificação ou ainda, no mínimo, era nossa cultura ou educação de determinada época.
                Enquanto não estivermos logicamente convencidos de que mudar será vantajoso, não mudaremos. É a fé raciocinada apresentada pelo espiritismo.
                Só estamos dispostos a abrir mão de um prazer quando isso nos habilita a um prazer maior, no caso da queixa, veja prazer em ser diferente. Ninguém muda porque deve mudar. Mudamos porque acreditamos que há vantagem em mudar, mesmo que seja vantagem que venha a contribuir com nosso crescimento moral, de convivência, espiritual ou outro.
                Mas saber não é suficiente. O simples fato de conhecermos os inconvenientes do velho hábito não cria novos condicionamentos.
                No entanto, alguma coisa dentro de nós já mudou quando decidimos mudar, mesmo antes da modificação concluída. Surge uma sensação de desconforto associada ao velho hábito. Esta sensação irá aumentar com o tempo, gerando a progressiva racionalização do comportamento condicionado.
                O que era feito automaticamente, agora é reavaliado criticamente a cada vez. Se antes reclamávamos sem pensar, agora a cada queixa existe uma repreensão interior.
                O segundo passo é a efetiva necessidade de mudar. A sensação de desconforto associada ao velo padrão de comportamento acaba gerando no indivíduo a efetiva necessidade de ser diferente. De tanto contabilizar prejuízos à saúde física, espiritual ou financeira, aos relacionamentos e aos negócios, a pessoa finalmente sentirá vontade de mudar com maior intensidade.
                Mas se a vontade ainda não está suficientemente manifestada, dividida entre os bons propósitos e os velhos hábitos, a pessoa experimenta agir de outra maneira e isso lhe dá prazer. Porém, quando se descuida, já está seguindo os velhos hábitos voltando a reclamar e isso também lhe dá prazer, embora esse prazer venha associado ao sentimento de culpa ou repreensão. Entramos na fase das recaídas.
                Quando raciocinamos antes de agir, geralmente conseguimos seguir o novo padrão. Mas quando ligamos o piloto automático, lá estão os velhos condicionamentos nos induzindo a agir da maneira que não queremos mais.
                O terceiro passo ocorre quando um novo condicionamento assume o lugar do antigo. De recaída em recaída, racionaliza-se cada vez mais o processo e nossa vontade se fortalece até nos sentirmos suficientemente fortes para dar um basta.
                Um novo condicionamento veio substituir o antigo. A partir de agora, ao agir automaticamente seguiremos o novo padrão de comportamento. Para agir segundo o velho modelo, será necessário tomar uma decisão de novamente mudar.
                Um novo hábito veio substituir o antigo. Está criado um novo paradigma. Somos uma nova pessoa modificada em mais um ponto e a isso chamamos crescimento.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: mudancacomportamentopmf.blogspot.com