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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 3 de junho de 2016

PERANTE A CONSCIÊNCIA II

                O que fizeste não mais podes impedir ou evitar.
                Disparado o dardo, ele segue o rumo.
                Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.
                Se a tua foi uma ação reprovável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.
                Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina o equilíbrio e põe-te em vigília.
                Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
                Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
                Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
                Erradica da mente as ideias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas. Substitui-as vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes. Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares, impulsionando-te à ação correspondente.
                Toda realização inicia-se a mente. Desenhada no plano mental, vem materializar-se ao primeiro ensejo.
                Pensa, portanto, com correção, liberando-te das ideias malsãs que te gerarão consciência de culpa.
                Sempre que errares, recomeça com o entusiasmo inicial. A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre a consciência e a conduta têm um preço: a perseverança no dever. Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e a Consciência Divina regar-te-á à paz.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PERANTE A CONSCIÊNCIA I

                Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha destaque.
                Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.
                Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando, com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.
                Considerando a própria fragilidade, o indivíduo permite-se comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações para, logo cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez. De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
                Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. Ao contrário, não obstante cobradora inclemente, desenvolve mecanismos inconscientes de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...
                Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

CONTA DE SI

“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” — Paulo. (ROMANOS 14:12.)

É razoável que o homem se consagre à solução de todos os problemas
alusivos à esfera que o rodeia no mundo; entretanto, é necessário saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.
Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas
de si mesmas. Homens existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas instituições.
Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo?
A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da
economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita.
O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem o homem a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina?
Cumpre-nos, então, esclarecer que os companheiros da intimidade doméstica,
a posse do lar, as finalidades do agrupamento em que se trabalha, pertencem ao Supremo Senhor, mas o homem, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a fonte de suas atividades comuns. Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada espírito, em relacionando o esforço que lhe compete, será compelido a esclarecer a sua qualidade de ação nos menores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO I

                A culpa assinala a consciência que se abre em chaga viva até a reparação do erro, a recomposição do campo energético agredido. O arrependimento sincero ou os propósitos honestos de reabilitação não bastam para conceder o reequilíbrio no psiquismo e na emoção do delinquente. Por isso, quanto mais esclarecido e lúcido o infrator, tanto maior o grau da sua responsabilidade.
                O erro retém o seu autor nas próprias malhas, que este deve desfazer mediante a correção do que foi praticado. Esse labor faculta dignificação, promovendo o indivíduo.
                Liberado do mal praticado, adquire experiência e abanca, estrada fora, no rumo de novos patamares para a felicidade, sem retentivas na retaguarda.
                Nem mesmo o perdão que a vítima concede ao seu malfeitor libera-o da consciência de culpa. Ajuda-o, naturalmente, a sentir-se melhor consigo próprio e com aquele a quem prejudicou, estimulando-se, ele mesmo, para reparar o dano causado. Mediante a concessão do amor e não o ódio em forma de revide, torna-se-lhe mais factível a vitória, a recuperação moral, assim liberando-se do sofrimento.
                A ilusão da posse, a presença das paixões primitivas, o egoísmo, agasalhados enquanto ao corpo, transferem as chagas que geram para além da sepultura.
                Desde que o homem é espírito e este energia, as suas mazelas permanecem impregnadas, produzindo as ulcerações alucinantes onde quer que este se encontre: no corpo ou fora dele.
                Não provocando real alteração em ninguém, a morte apenas transfere os seres de posição e situação vibratória, mantendo-os conforme são.
                É natural que a troca de indumentária imposta pelo cessar do fenômeno biológico não lhe arranque as estratificações na área da energia, portanto, na sede da consciência.
                O desencarnado desperta além das vibrações moleculares do corpo com as mesmas aptidões, ansiedades, engodos, necessidades cultivadas, boas ou más, voltando a assumir a postura equivalente ao grau de evolução em que estagie.
                As sensações que lhe são predominantes da individualidade permanecem-lhe, quando atrasado, sensual, amante dos prazeres, vinculado aos pensamentos sinistros, licenciosos, egoísticos, fazendo-o experimentar a mesma densidade vibratória que lhe era habitual durante a conjuntura  orgânica. Rematerializa-se e passa a viver como se estivesse encarcerado no corpo somático sofrendo-lhe todos os limites, conjunturas, condicionamentos, doenças, desgastes...  A mente, escrava das sensações, elabora formas ideoplásticas que o aturdem e infelicitam, tornando-lhe o sofrimento de difícil descrição.
                Tenta o contato com os familiares e amigos que ficaram, e eles não se apercebem, o que lhe inflige dores morais superlativas, levando-o à loucura, à agressividade, ao desalento.
                Em alguns momentos esbraveja e exaure-e, entregando-se aos paroxismos do desespero e desmaia, para logo recomeçar, sem termo, até quando brilha na consciência entenebrecida o amor, que o desperta para outro tipo de sofrimento, o do remorso, do arrependimento que o conduz ao renascimento, para recuperação sob os estigmas da cruz que traz insculpida na existência.
                Enquanto não lhe chega esse socorro, une-se em magotes de desesperados, construindo regiões dantescas, onde se homiziam e prosseguem sob o açodar das penas que o automatismo das leis de Deus, neles próprios, como em todos nós inscritas, impõem.
                O sofrimento, nessas regiões, decorre dos atentados perpetrados com a anuência da razão.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 20 de setembro de 2015

DA SEGURANÇA ÍNTIMA

Se cumpres o teu dever e
não aspiras a outro prêmio
que não seja a consciência
tranquila, quem te poderá
fazer o mal, se procuras
somente o bem?

Pense nisso, atendendo a
isso, e verificarás que a
segurança íntima reside em ti
mesmo, qual acontece à paz
da alma, que vem a ser
patrimônio de cada um.


Emmanuel

imagem: google

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MOMENTOS DE CONSCIÊNCIA

                O jovem imaturo deslumbrava-se com as constelações cintilantes no firmamento e planejava conquista-las. Quando os primeiros momentos de compreensão mais ampla afloraram-lhe à mente, percebeu a impossibilidade de conseguir as galáxias e achou possível conquistar a Terra  que lhe servia de mãe gentil.
                As lutas amadureceram-no e as dificuldades aumentaram-lhe a visão da realidade, facultando-lhe compreender a impossibilidade de lograr o anelado e, amando a pátria onde nascera, acreditou que a poderia conquistar.
                Empenhou-se no embate arriscado, ganhou posição social e poder, porém, a soma de decepções e amarguras fê-lo desistir do intento e ele pensou em conquistar a comunidade na qual se movimentava.
                Injunções políticas favoreceram-no com os cargos elevados e, quando o destaque parecia havê-lo premiado, as artimanhas da hostilidade dos grupos beligerantes derrubaram-no.
                Mais amadurecido ainda e pensativo, voltou-se para a família e, enquanto a velhice acercava-se, ele se empenhou em conquistar o clã.
                Os interesses díspares no lar e na prole expulsaram-no, porque ele já pesava na economia domestica, superado, no conceito dos jovens sonhadores e ambiciosos quanto ele próprio o fora um dia...
                Nesse momento ele teve consciência da sua realidade, e só então entendeu a importância de conquistar-se a si mesmo.


Fonte: Momentos de Saúde e Consciência – Divaldo P. Franco/Joanna de  Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

DEPRESSÃO III

                Possíveis trajetórias da depressão: diante de um sentimento de dor, fatalmente experimentamos emoções, ou seja, reações energéticas provenientes dos instintos naturais. São denominadas emoções básicas, conhecidas comumente como medo e raiva. Essas reações energéticas nascem como impulso de defesa para nos proteger da ameaça de dor que uma agressão pode nos causar. Se a emoção for de raiva, o organismo enfrenta a fonte da dor; quando é de medo, contorna e foge do perigo. Ambas aceleram o sistema nervoso simpático e, consequentemente, a glândula supra-renal para que produza energia suficiente para a luta ou para a fuga. Se essas emoções forem julgada moralmente como negativas, elas poderão ser transformadas em sentimento de culpa, levando-nos a uma auto-condenação. Quando reprimidas, quer dizer, quando não expressadas convenientemente nem aceitas, nós as negamos, distorcendo os fatos, para não tomarmos consciência. Tanto a repressão sistemática quanto os compulsivos julgamentos negativos dessas emoções naturais geram a depressão.
                Não são simplesmente as privações pueris, as distribuições de esmolas e o ato de bater no peito que transformarão o íntimo de nossas almas. Para verdadeiramente repararmos nossas faltas, é preciso, acima de tudo, que façamos uma viagem interior, mediante uma crescente consciência, para identificar os atos e acontecimentos incorretos que praticamos/vivenciamos e associá-los com os sentimentos e as emoções que os influenciaram. A partir daí, equilibrá-los.
                Reparar nossas faltas com nós mesmo e com os outros é a fórmula feliz de evitar o sofrimento.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google