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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

37 - HONRAS VÃS
“Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.” 
Jesus. (MARCOS 7:7)

A atualidade do Cristianismo oferece-nos lições profundas, relativamente à declaração acima mencionada.
Ninguém duvida do sopro cristão que anima a civilização do Ocidente.
Cumpre notar, contudo, que a essência cristã, em seus institutos, não passou de sopro, sem renovações substanciais, porque, logo após o ministério divino do Mestre, vieram os homens e lavraram ordenações e decretos na presunção de honrar o Cristo, semeando, em verdade, separatismo e destruição.
Os últimos séculos estão cheios de figuras notáveis de reis, de religiosos e políticos que se afirmaram defensores do Cristianismo e apóstolos de suas luzes.
Todos eles escreveram ou ensinaram em nome de Jesus.
Os príncipes expediram mandamentos famosos, os clérigos publicaram bulas e compêndios, os administradores organizaram leis célebres. No entanto, em vão procuraram honrar o Salvador, ensinando doutrinas que são caprichos humanos, porquanto o mundo de agora ainda é campo de batalha das ideias, qual no tempo em que o Cristo veio pessoalmente a nós, apenas com a diferença de que o Farisaísmo, o Templo, o Sinédrio, o Pretório e a Corte de César possuem hoje outros nomes, importa reconhecer, desse modo, que, sobre o esforço de tantos anos, é necessário renovar a compreensão geral e servir ao Senhor, não segundo os homens, mas de acordo com os seus próprios ensinamentos.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EDUCAÇÃO

Cap. VIII – Item 4
O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.
A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.
Egoísmo n’alma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.
Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.
Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.
A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.
Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

domingo, 21 de setembro de 2014

REPRESSÃO I

                Os espíritos transitam por uma escala vastíssima de reencarnações, através dos milênios, ocupando posições ora masculinas ora femininas, o que lhes confere, geralmente, certas características bissexuais. Ser homem ou mulher é uma transitoriedade do mundo físico.
                Além das diversidades biológicas, naturais e inerentes dos corpos masculinos e femininos, encontramos outras tantas nas áreas psíquicas, sociais e reencarnatórias. Todas essas diferenças sofrem as pressões das regras sociais da educação vigente e dos costumes de uma época, juntamente com a ação das glândulas sexuais. Isso nos leva a classificar as atitudes humanas com certas predominâncias, masculinas ou femininas.
                Os espíritos não tem sexo; portanto, em toda personalidade humana existem traços de masculinidade e de feminilidade. Isso não quer dizer que uma mulher com traços masculinos seja anormal, mas sim que existem aspectos sexuais típicos e diferentes em cada criatura.
                Na infância, os pais se encarregam de transmitir às crianças as primeiras noções sobre sexualidade, mas nem sempre guiam seus filhos para um bom entendimento das faculdades genésicas. Em muitas ocasiões, fixam preconceitos na mente infantil, os quais, mais tarde, gerarão diversos desequilíbrios da libido.
                As religiões ortodoxas e controladoras atribuem ao sexo uma proibição divina. Afirmam que todos os seres humanos nascem com o pecado original, ou seja, pelos erros sexuais cometidos por Adão e Eva, considerados como os pais da humanidade, e que todos precisam ser purificados pelo batismo. Colocam ainda a abstenção sexual como condição imprescindível para se atingir a santidade, olvidando-se de que tudo o que existe na natureza foi gerado por Deus e que a sexualidade é parte integrante de nossa criação divina.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: ensinoinfantilnumclique.wordpress.com

sexta-feira, 13 de junho de 2014

CADA ENSINAMENTO NO SEU TEMPO

                Quando colocamos uma luz muito forte diante dos olhos de alguém ela o ofusca, pois nossa visão não está preparada para um foco intensivo de luminosidade. Então ao invés de ajudar, prejudicamos.
                Assim acontece com os ensinamentos que devem ser apresentados de conformidade com estrutura intelectual das pessoas, permitindo que elas consigam absorve-los em plenitude.
                A Providência Divina, no âmago de seu laborioso programa de apoio ao homem na Terra, vem paulatinamente oferecendo as informações necessárias para que deixemos o estado de selvageria para alcançarmos a condição de angelitude. As lições estão chegando frequentemente.
                Moisés, inspirado pelos Benfeitores da Humanidade, registrou os dez mandamentos, que permanecem conosco até o momento como um manual de conduta e bússola norteadora das nossas ações. São preciosos itens que se seguidos conduzem a criatura humana à felicidade.
                Após, Jesus se apresentou ao mundo, trazendo pessoalmente a Boa Nova, ou seja o seu Evangelho, reafirmando os dez mandamentos e ampliando-os infinitamente para que pudéssemos aprofundar nossas reflexões e análises a cerca dos assuntos divinos. Colocou em nossas mãos um notável código moral, apontando com segurança ao homem a estrada da ascenção espiritual.
                Já em 1857, Allan Kardec, em confirmação ao texto do Evangelho do Cristo, informando que Seus ensinamentos seriam esquecidos e que, portanto, haveria necessidade de, no tempo certo, enviar um consolador, que ficaria eternamente conosco, codificou a Doutrina Espírita, apresentando a todos nós o mundo espiritual e sua íntima relação com o mundo físico. Os espíritos, mais intensivamente, falaram aos ouvidos humanos, mostrando que a morte não existe e que a vida continua nas “muitas moradas na casa do Pai”.
                A partir de 1927, com o advento Chico Xavier, a Terra começou a receber uma quantidade imensa de livros ditados pelos próprios Espíritos, através da psicografia desse fantástico médium. Até ao final da sua existência foram mais de quatrocentos livros versando sobre os mais variados temas.
                Outros médiuns e escritores encarnados se juntaram a ele e a literatura espiritual, hoje, é vastíssima estando ao alcance dos interessados. Detalhadamente, temos ricas informações sobre a vida fora do corpo. A morte deixou então de ser o fim de uma vida para transformar-se apenas numa metamorfose, onde trocamos a existência material pela espiritual, continuando com os nossos sonhos, ideais, anseios e desejos de felicidade junto aos seres amados.
                Com a publicação, em 1943, do livro “Nosso Lar”, pelo espírito André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier, e, das demais obras do mesmo autor espiritual, nossa estadia nas colônias lá existentes, com preparamos nossa volta ao mundo físico para novas reencarnações e uma infinidade de dados valiosíssimos que servem de base para que tracemos nossas metas aqui na Terra.
                Então, tudo vem no tempo preciso. Em hipótese alguma podemos afirmar que a Bondade Divina não tenha, com muita frequência, oferecido ao homem todos os recursos de que ele carece para realizar seu progresso espiritual.
                Façamos uma acurada reflexão e identificaremos o Amor Divino caminhado sempre conosco.
                Que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir...
 Waldenir Cuin
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2014
imagem: blogdolivroespirita.com

sexta-feira, 30 de maio de 2014

NA VIA PÚBLICA

A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender.

Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso.

Caminhe em seu passo natural dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.

Se você está num coletivo, acomode‐se de maneira a não incomodar os vizinhos.

Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda às leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis de lhe amargurarem por longo tempo.

Recebendo as saudações de alguém, responda com espontaneidade e cortesia.

Não detenha companheiros na vida pública, absorvendo‐lhes tempo e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno.

Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade e a gentileza, conquanto a pressa, frequentemente, esteja em suas cogitações.

Em meio às maiores exigências de serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto.

Rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assobios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com o acatamento que reclamamos para nós.

Você não precisa dedicar‐se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável é possível escutar com tolerância e bondade, sem ferir o interlocutor.

Pessoa alguma, em sã consciência, tem a obrigação de compartilhar perturbações ou conflitos de rua.

Perante alguém que surja enfermo ou acidentado, coloquemo‐nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providenciemos o socorro possível.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.mobilize.org.br

sábado, 17 de maio de 2014

APRESENTAÇÕES

Em se vendo objeto de apresentação, não deve enunciar seus títulos e lances autobiográficos, mas se você apresenta alguém, é justo lhe decline o valor sem afetação.

Diante de algum apontamento desairoso para com os ausentes, recorde o impositivo do respeito e da generosidade para com eles.

Nunca é impossível descobrir algo de bom em alguém ou em alguma situação para o comentário construtivo.

Qualquer criatura que se mostre necessitada de pedir‐lhe um favor, é um teste para a sua capacidade de entendimento e para os seus dotes de educação.

Um mendigo é um companheiro no caminho a quem talvez amanhã tenhamos de solicitar apoio fraterno.

A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor.

Não adianta reprimenda para o irmão embriagado, de vez que ele, por si mesmo, já se sabe doente e menos feliz.

Toda vez que você destaque o mal, mesmo inconscientemente, está procurando arrasar o bem.

Não critique, auxilie.

Para qualquer espécie de sofrimento é possível dar migalha de alívio e amparo, ainda quando semelhante migalha não passe de um sorriso de simpatia e compreensão.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.blogdodiego.net.br

sexta-feira, 2 de maio de 2014

AMBIENTE CASEIRO

A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.

A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.

Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.

Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor.

Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.

Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranqüilidade dentro de casa.

Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.

Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: larclarace.blogspot.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

SOMOS MARTA OU MARIA?


              “Enquanto caminhava, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em casa, sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!” O Senhor, porém, respondeu: “Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.” (Lucas 10:38-42)
                O Mestre Jesus, ciente de que sua passagem pela Terra seria curta, serviu-se de todos os momentos para deixar lições imorredoura. Mais dos que isso, como professor das lições do espírito, ensinou-nos a pensar, refletir, reflexionar. Por isso, todas as palavras, episódios, diálogos e até mesmo os silêncios de Jesus, não podem e nem devem deixar de ser analisados profundamente, repetidas vezes. A cada novo estudo, um novo ensinamento. Nesse ínterim, a passagem do meigo rabi à casa das irmãs de Lázaro, relata exclusivamente no Evangelho de Lucas, ganha maior profundidade e significação muito rica a lição, que nos permite descobrir e redescobrir faces dos ensinamentos de Jesus nesta nossa senda em busca do autoconhecimento e da evolução moral.
                Para um grande estudioso da doutrina, o relato de Lucas não deve ser visto apenas como uma situação relativa apenas às duas irmãs. Existem dentro de nós porções de Martas e Marias. O ativismo, a preocupação com as coisas materiais, nosso zelo com as responsabilidades no lar, no trabalho e na vida física, refletem o nosso lado Marta, ligado à vida ativa e à correria das coisas humanas. Já o nosso lado contemplativo, ligado aos íntimos momentos em que nos desnudamos e nos entregamos à espiritualização, à oração, na busca do contato com os bons espíritos, é o nosso lado Maria. Numa primeira vista, poder-se-ia dizer que é mais importante ser Maria do que Marta, mas ledo engano, ambas as personalidades nos são essenciais.
                Assim, como a maior parte da humanidade, Marta contempla sua existência numa visão de horizontalidade, fixada nos interesses materiais. Ciosa, honesta e laboriosa, preocupa-se em como cuidar da casa, providenciar suprimentos, preparar as refeições, trabalhar e outras coisas do gênero. Isso não é condenável, faz parte das atribuições do homem enquanto ser gregário. Embora isso nos dê uma sensação de realização, nos damos conta de que nos falta algo. Esse estado Marta reflete aquele que busca, que procura Jesus. Maria já se encontra numa visão vertical, de espírito que aspira a comunhão com a Divindade, que busca o aprendizado superior junto ao Mestre. O estado Maria reflete aqueles que escolheram a melhor parte, que ninguém lhes vai tirar. Simbolizam os que já encontraram Jesus, como Chico Xavier, Irmã Dulce, entre outros.
                O relato de Lucas é a clara lição do Mestre sobre a necessidade do equilíbrio que precisamos buscar diante da vida material e da vida espiritual. Destarte não condene o trabalho, a sentença de Jesus nos deve ser muito clara e deve soar em nossos ouvidos: “Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária”, Jesus não condenava o trabalho, apenas aconselhava Marta a pensar nas coisas espirituais que são eternas e colocar as prioridades em seu lugar certo. Tudo tem seu tempo certo e, assim como o tempo de cozinhar, de trabalhar, precisamos encontrar o tempo de aproveitar a presença de Jesus em nossa vida. Jesus nos adverte para que reflitamos: quantas vezes somos Martas, ligados ao materialismo do mundo moderno, na busca da riqueza, da acumulação de posses?               
                Há muitas Martas pela vida, preocupadas com seus negócios, com sua profissão, com sua casa, com seus bens materiais, sem tempo para cuidar do espírito. É importante que tenhamos nossa profissão, nosso emprego, nosso sustento, nossa casa, nossos bens materiais, mas quando isso tudo começa a ocupar demasiado espaço em nossa vida, começamos a marcar passo na jornada evolutiva e perdemos preciosas oportunidades de aprendizados e renovação. Mesmo nas lides espíritas, onde jamais isso deveria acontecer, tendo em vista a clareza e a profundidade da mensagem codificada por Allan Kardec, muitos perdem tempo em busca do que lhes será tirado, perdendo tempo em não buscar valores que lhes enriqueceriam para sempre a existência.
 Orlando Ribeiro
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2013
imagem: atendanarocha.com

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PARENTES DIFÍCEIS

Aceite os parentes difíceis na base da generosidade e da compreensão, na certeza de que as Leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa.

O parente‐problema é sempre um teste com que se nos examina a evolução espiritual.

Muitas vezes a criatura complicada que se nos agrega à família, traz consigo as marcas de sofrimento ou deficiências que lhe foram impostas por nós mesmos em passadas reencarnações.

Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento igual ao seu, porquanto cada um de nós se caracteriza pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma.

Não tente se descartar dos parentes difíceis com internações desnecessárias em casas de repouso, à custa de dinheiro, porque a desvinculação real virá nos processos da natureza, quando você houver alcançado a quitação dos próprios débitos ante a Vida Maior.

Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: extrovertidas.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EXPERIÊNCIA DOMÉSTICA

Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.

A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.

Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.

O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.

Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.

Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.

Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.

O trabalho digno é a cobertura de sua independência.

Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas ideias e empreendimentos.

Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?

Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: 7todaverdade.blogspot.com

domingo, 2 de março de 2014

30º CONGRESSO ESPÍRITA DE GOIÁS


Está acontecendo a transmissão ao vivo deste congresso através do Site (clique no link)
É necessário fazer a inscrição no site para ter acesso ao canal e a todos os estudos que esse site disponibiliza. A inscrição é gratuita.
Mais uma oportunidade de aprendizado disponibilizada pela internet. Aproveitem.


PROGRAMAÇÃO 
01/03/2014 (sáb.)
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19:30 Show com Tim e Vanessa (MG)
20:30 Palestra O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Adeilson Salles (SP) 

02/03/2014 (dom.) 
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08:30 Seminário FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE - FÓRMULA DA PAZ - Alberto Almeida (PA)
12:30 INTERVALO
14:00 Palestra O QUE VIEMOS FAZER NO MUNDO DE EXPIAÇÃO E PROVAS - Otaciro Rangel (SP)
15:45 INTERVALO
16:45 Palestra QUEM SE HABILITA A SER TRABALHADOR DO CRISTO - Rossandro Klinjey (PB)
18:30 ENCERRAMENTO

03/03/2014 (seg.) 
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08:30 Seminário NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO - Sérgio Lopes (RS)
12:30 INTERVALO
14:00 Palestra DO SIMBOLISMO HEBRAICO AOS DIAS ATUAIS - Haroldo Dutra (MG)
15:45 INTERVALO
16:45 Palestra COMO ATINGIR A PERFEIÇÃO, SENDO IMPERFEITO - Simão Pedro (MG)
18:30 ENCERRAMENTO

04/03/2014 (ter.)  
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08:30 Seminário VIVENDO COM JESUS - Divaldo Franco (BA)
12:30 INTERVALO
14:00 Painel O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Todos palestrantes
17:00 ENCERRAMENTO

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir‐se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar‐se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha‐se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranquilidade dos outros.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: umlarcomcristo.wordpress.com

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NOS DOMÍNIOS DA VOZ

Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um. A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos.

Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça.

Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo‐se que nem todas as pessoas trazem audição impecável.

A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer você que eu fale?" ou "Já cansei de repetir isso".

A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence. Converse com serenidade e respeito, colocando‐se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito.

Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma, a fim de manter a própria tranquilidade.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: sociedadedospoetasamigos.blogspot.com

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO II


A moderna visão psicológica, embora respeitando as in­junções do passado atual, busca desenvolver as possibilida­des latentes do homem, o seu vir-a-ser, centralizando a sua interpretação nos seus recursos inexplorados. Há, nele, todo um universo a conquistar e ampliar, liberando as inibições e conflitos, diante dos novos desafios que acenam com a auto-realização e o amadurecimento íntimo.
De etapa a etapa, ele avança conquistando as terras no­vas da vida e da experiência, que se sobrepõem aos alicerces fragmentários da infância, substituindo-os vagarosamente.
O devir psicológico é mais importante do que o seu pas­sado nebuloso, que o sol da razão consciente se encarregara de clarear, sem ilhas de sombra doentia na personalidade.
Extraordinariamente, em alguns casos de psicoses e neu­roses, de dificuldades no inter-relacionamento pessoal, de inibições sexuais e frustrações, pode-se recorrer a uma via­gem consciente ao passado, a fim de encontrar-se a matriz cármica e aplicar-lhe a terapia especializada, capaz de cons­cientizar o paciente e ajudá-lo na superação do fator pertur­bante. Mesmo assim, a experiência terapêutica exige os re­cursos técnicos e as pessoas especializadas para o tentame, evitando-se apressadas conclusões falsas e o mergulho em climas obsessivos que impõem mais cuidadosa análise e tra­tamento adequado.
A questão, pela sua gravidade, exige siso e cuidados es­peciais.
A nova psicologia profunda pretende desvendar as incóg­nitas das várias patologias que afetam o comportamento psi­cológico do homem, utilizando-se de uma nova linguagem e desenvolvendo os recursos da sua evolução ainda não exco­gitados.
Por enquanto, o indivíduo não se conhece, apresentando-se como se fora uma máquina com as suas complicadas fun­ções, que busca automatizar.
É indispensável, assim, que tome consciência de si. o que lhe independe da inteligência, da atividade de natureza men­tal.
A consciência expressa-se em uma atitude perante a vida, um desvendar de si mesmo, de quem se é, de onde se encon­tra, analisando, depois, o que se sabe e quanto se ignora, equi­pando-se de lucidez que não permite mecanismos de evasão da realidade. Não finge que sabe, quando ignora; tampouco aparenta desconhecer, se sabe. Trata-se, portanto, de uma to­mada de conhecimento lógico.
Esses momentos de consciência impõem exercício, até que sejam aceitos como natural manifestação de comporta­mento. Para tanto, devem ser considerados os diversos crité­rios de duração, de freqüência e de largueza, como de discer­nimento.
No painel existencial, no qual nada é fixo e tudo muda, torna-se inadiável a busca da consciência atual sem as fixa­ções do passado, de modo a multiplicar os estímulos para o futuro que chegará.
Destaca-se aí, a necessidade do equilíbrio a dificuldade inicial cede então lugar à realização plena.
O homem amargurado, que se faz vítima dos conflitos, deve aprender a resolver os desafios do momento, despreo­cupando-se das ocorrências traumáticas e gerando novas opor­tunidades. As suas propostas para amanhã começam agora, não aguardando que o tempo chegue, porque é ele quem pas­sará pelas horas e chegará àquela dimensão a que denomina futuro.
A estrutura psicológica social exerce uma função compressiva no comportamento do homem, que se deve libertar mediante o amadurecimento pessoal, que elimi­na o medo, a ira, a ambição, característicos das heranças atá­vicas, e se programa dentro das próprias possibilidades inex­ploradas.
A consciência do vir-a-ser proporciona uma mente aber­ta, com capacidade para considerar com clareza e saúde to­dos os fatos da existência, comportando-se de maneira tran­qüila, com possibilidades de conquistar o infinito.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: suhzinhaaa.blogspot.com


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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O DEVIR PSICOLÓGICO I


Por largo tempo houve uma preocupação, na área psico­lógica, para encontrar-se as raízes dos problemas do homem, o seu passado próximo — vida pré-natal, infância e juventude  a fim de os equacionar.
A grande e contínua busca produzia, não raro, um deses­perado anseio para a compreensão dos fenômenos castrado­res e restritivos da existência, no dealbar dela mesma.
Interpretações apressadas, comumente, tentavam liberar os pacientes dos seus conflitos, atirando as responsabilida­des da sua gênese aos pais desequipados, uns superproteto­res, outros agressivos, que, na sua ignorância afetiva, desen­cadeavam os complexos variados e tormentosos.
Tratava-se de uma forma simplista de desviar o problema de uma para outra área, sem a real superação ou equação do mesmo.
Os pacientes, esclarecidos indevidamente, adquiriam res­sentimentos contra os responsáveis aparentes pelas suas afli­ções, transferindo-se de postura patológica. Em reação, na busca do que passavam a considerar como liberdade, inde­pendência daqueles agentes castradores, inibidores, faziam-se bulhentos, assumindo atitudes desafiadoras, na suposição de que esta seria uma forma de afirmação da personalidade, de auto-realização. E o ressentimento inicial contra os pais, os familiares e educadores crescia, transferindo-se, automa­ticamente, para a sociedade como um todo.
A conscientização dos fenômenos neuróticos não deve engendrar vítimas novas, contra as quais sejam atiradas todas as responsabilidades. Isto impede o amadurecimento psico­lógico do paciente, que assume uma posição injusta de de­serdado da sociedade, aí se refugiando para justificar todos os seus insucessos.
Sem dúvida, desde o momento da vida extra-uterina, há um grande choque na formação psicológica do bebê, ao qual se adicionam outros inumeráveis, decorrentes da educação deficiente no lar e no grupamento social.
O mundo, com as suas complexidades estabelecidas e para ele impenetráveis, apresenta-se agressivo e odiento, exigin­do-lhe alto suprimento de habilidades para escapar-lhe ao que considera suas ciladas.
Nessas circunstâncias adversas para a formação psicoló­gica do homem, devemos convir que as suas causas prece­dem a existências anteriores, que formaram as estruturas da individualidade ora reencarnada, responsáveis pelas resistên­cias ou fragilidades dos componentes emocionais. No mes­mo clã e sob as mesmas condições, as pessoas as enfrentam de forma diversa, desvelando, nas suas reações, a constitui­ção de cada uma, que antecede ao fenômeno da concepção fetal.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna De Ângelis
imagem: mamaes.net


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sábado, 23 de junho de 2012

A EDUCAÇÃO


É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova é necessário homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.
            Não basta ensinar à criança os elementos da ciência. Aprender a governar-se, a conduzir-se como ser consciente e racional, é tão necessário como saber ler, escrever e contar: é entrar na vida armado não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral. É nisso em que menos se tem cuidado. Presta-se mais atenção em desenvolver as faculdades e os lados brilhantes da criança, do que as suas virtudes. Na escola, como na família, há muita negligência em esclarecê-la sobre os seus deveres e sobre o seu destino. Portanto, desprovida de princípios elevados, ignorando o alvo da existência, ela, no dia em que entra na vida pública, entrega-se a todas as ciladas, a todos os arrebatamentos da paixão, num meio sensual e corrompido.
            Mesmo no ensino secundário, aplicam-se a atulhar o cérebro dos estudantes com um acervo indigesto de noções e fatos, de datas e nomes, tudo em detrimento da educação moral. A moral da escola, desprovida de sanção efetiva, sem ideal verdadeiro, é estéril e incapaz de reformar a  sociedade.
            Mais pueril ainda é o ensino dado pelos estabelecimentos religiosos, onde a criança é apossada pelo fanatismo e pela superstição, não adquirindo senão idéias falsas sobre a vida presente e a futura. Uma boa educação é, raras vezes, obra de um mestre. Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, é preciso às vezes a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser suscetível. Se os pais não conseguem corrigir os filhos, como é que poderia fazê-lo o mestre que tem um grande número de discípulos a dirigir?
            Essa tarefa, entretanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Pequenos e grandes podem preenchê-la, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação. Sobretudo, é preciso nos lembrarmos de que esses espíritos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida. Com o matrimônio, aceitamos a missão de os dirigir; cumpramo-la, pois, com amor, mas com amor isento de fraqueza, porque a afeição demasiada está cheia de perigos. Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores, apliquemo-nos a desenvolver as boas, aniquilar as más. Não lhe devemos dar muitas alegrias, pois é necessário habituá-la desde logo à desilusão, para que possa  compreender que a vida terrestre é árdua e que não deve contar senão consigo mesma, com seu trabalho, único meio de obter a sua independência e dignidade. Não tentemos desviar dela a ação das leis eternas. Há obstáculos no caminho de cada um de nós; só o critério ensinará a removê-los.
            Não confieis vossos filhos a outrem, desde que não sejais a isso absolutamente coagidos. A educação não deve ser mercenária. Que importa a uma ama que tal criança fale ou caminhe antes da outra? Ela não tem nem o interesse nem o amor maternal. Mas, que alegria para uma mãe ao ver o seu querubim dar os primeiros passos! Nenhuma fadiga, nenhum trabalho detém-na. Ama! Procedei da mesma forma para com a alma dos vossos filhos. Tende ainda mais solicitude para com essa do que pelo corpo. O corpo consumir-se-á em breve e será sepultado; no entanto, a alma imortal, resplandecendo pelos cuidados com que foi tratada, pelos méritos adquiridos, pelos progressos realizados, viverá através dos tempos para vos abençoar e amar.
            A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo. Suponhamos cada família iniciada nas crenças espiritualistas sancionadas pelos fatos e incutindo-as aos filhos, ao mesmo tempo que a escola laica lhes ensinasse os princípios da ciência e as maravilhas do universo: uma rápida transformação social operar-se-ia então sob a força dessa dupla corrente.
            Todas as chagas morais são provenientes da má educação. Reformá-la, colocá-la sobre novas bases traria à humanidade conseqüências inestimáveis. Instruamos a juventude, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos ao seu coração, ensinemos-lhe a despojar-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis


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