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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

VIVER COM ALEGRIA I

        
Encontrando o significado existencial, o espírito encarnado descobre que a sua jornada objetiva produzir-lhe o sublime ensejo da iluminação interior, libertando-se da treva da ignorância, assim como dos atavismos que o retêm no primarismo defluente do processo da evolução
            Empreendido o esforço do autoencontro, inunda-se de inefável alegria por descobrir o maravilhoso mundo de bênção que lhe está ao alcance, bastando-lhe iniciar o labor de identificar as possibilidades de que dispõe e executá-las.
            A vida é um hino de louvor ao Pai Criador, que faculta aos Seus filhos os dons da imortalidade e da relativa perfeição que lhes cabe alcançar a esforço pessoal.
            Eis porque a finalidade precípua da religião é estabelecer o vínculo de nova união profunda entre a criatura e o seu Genitor Celeste, facultando-lhe o desenvolvimento dos atributos adormecidos que o sol da verdade faz germinar e proporciona os recursos hábeis para o seu desenvolvimento.
            Iniciado esse especial empreendimento, nada mais o detém, porque, a cada instante, defronta novos painéis a serem contemplados e incorporados ao patrimônio já acumulado.
            Se as lutas se fazem mais ásperas em razão da sensibilidade mais desenvolvida ou porque as condições ambientais já não lhe são mais favoráveis, nelas encontra estímulos para treinar paciência e compaixão, proporcionando os meios eficazes para produzir as alterações necessárias, sem enfastiar-se nem perturbar-se.
            Lúcido quanto aos desafios que são próprios nas áreas por onde se movimenta, melhor entende o seu próximo, as suas aflições e agressividade, equipando-se de mais amor, embora não concordando com os seus excessos, ao tempo que mais se esforça por oferecer-lhe os instrumentos próprios para a libertação das heranças que o atormentam.
            Compreende que a inferioridade moral é chaga predominante em a natureza humana, por carregá-la cicatrizada com o bálsamo da dignidade que se soube aplicar enquanto transitava nos vales sombrios dos tormentos psicológicos.
            Um halo de gentileza e bondade envolve-o, mantendo-o pacífico e pacificador em qualquer situação, mesmo nas mais penosas, estampando na face a alegria da vida, que a todos igualmente oferece os meios que levam à plenitude.
            A alegria é tesouro da vida que deve ser buscada e vivenciada, em razão das bênçãos que proporciona. Isso, porém, não quer dizer que não ocorrem momentos de preocupação, de tristeza, de ansiedade e de receio, perfeitamente naturais no comportamento saudável que, em vez de uma linha horizontal, possui os seus ascendentes e descendentes emocionais, dentro, no entanto, dos padrões de equilíbrio.
            O ser alegre é extrovertido sem ser bulhento, é confiante sem permitir-se leviandades, é bondoso embora sabendo o que deve e pode realizar em relação a tudo quanto pode mas não deve fazer, ou deve executar mas não o pode, porque não lhe é lícito.
            Esse discernimento é filho da razão e da consciência do dever que lhe propõe o vir a ser, em lugar de o deter nas evocações do passado, onde encontra justificativas para a conduta irregular.
            Estabelecido o compromisso com o futuro feliz, é grato a Deus por todas as concessões e esparze alegria e respeito onde se encontre.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 10 de abril de 2011

FELICIDADE III

               O homem está escravizado pela insegurança perturbadora causando-lhe dores inconsoláveis e sentimentos de revolta, desamor e tristeza que nascem do reflexo cruel do personalismo viciado.
                Nesse distanciamento do Pai nasceu o orgulho, como sendo saliente sentimento de superioridade que nos vimos obrigados a gestar para encenarmos a segurança que perdemos  por desligarmos do Pai. Sentimento esse que nos transportou a todo tipo de arbitrariedades nos domínios da ilusão, ampliando mais e mais nossa frustração e desajuste consciencial.
                A retomada desse processo exigirá o compromisso de operar nas faixas da renovação interior em favor de novos padrões de existir e de ser, tornando-nos merecedores dos júbilos da alma perante a vida.
                Até agora o que compreendemos por felicidade, tem sido o resultado da Misericórdia Divina, que nunca nos desampara em nome do amor, oferecendo-nos recursos que não merecemos, a fim de que tenhamos as condições mínimas para palmilhar o caminho das conquistas interiores na busca da felicidade merecida, que ninguém poderá nos retirar do futuro glorioso que nos espera a todos.
                Jesus adverte que o Reino de Deus não surgiria com aparências exteriores; e esse estado íntimo assinalado é o reinado da paz, decorrente  das almas felizes que se fizeram escolhidas para o retorno à Casa Paternal.
                Essa ensancha de optar e renovar os caminhos nessa direção está entregue a cada um de nós, recordando que o simples fato de renascer no corpo físico é indício certo de que Deus abriu seus braços para nós.
                É preciso vencer as aparências e exterioridades, vigiar as decisões para não permitir o equívoco de procurar a felicidade nas questões efêmeras, repetindo velhas atitudes de religiosidade estéril em comportamentos moralistas e autoritários com os quais acredita-se possuir o reino dos céus.
                Confirmemos, em nome da caridade que pede a sinceridade, que o joio da atitude pernóstica e arrogante tem rondado a sementeira do Cristo com ares de trigo vicejante.
                Os túmulos caiados ressurgem nas fileiras da caridade espírita na condição daqueles que acreditam estar com suas questões espirituais resolvidas em razão de refazente sensação de paz nos movimentos abençoados das doações, que, se fortalecem a alma, não são suficientes para resolver seus problemas de consciência – única salvaguarda para a morte feliz.
                Além de caridade e estudo é necessário aprender a cultivar ideais, a desenvolver projetos de vida, a ter metas existenciais afinadas com a Proposta Educacional de Jesus e a entender com mais acerto o que é a humildade, para não cedermos às injunções dolorosas da depressão e da desistência, tão comuns, mesmo nas tarefas doutrinárias. Sedimentemos uma esteira nova de motivações em todos os campos da vida.
                Felicidade tem preço: o preço da renúncia e da abnegação de si mesmo em favor da efetiva implantação dos ideais renovadores no cérebro e no coração. A vitória sobre o nosso orgulho será o triunfo da paz nos rumos da humildade.
                É necessário incutir no coração o sentimento de humildade no resgate da condição de filhos arrependidos em busca de melhora e recuperação.
                A Proposta Educacional de Jesus utiliza-se da pedagogia do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.
                Amor e renúncia da personalidade exigente são nossos caminhos de libertação e resgate para a aquisição da condição de Filhos de Deus.
                Felicidade está vinculada ao merecimento, e merecimento é a Divina concessão da vida que responde aos nossos esforços no bem com maiores possibilidades para trabalhar e servir, aprender e amar, na conquista da harmonia interior que é o outro nome da felicidade.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

sábado, 9 de abril de 2011

FELICIDADE II

Levemos ao plano físico conceitos mais lúcidos sobre o que seja a felicidade para não se confundirem em ilusões fascinantes ou teorias doutrinárias mal interpretadas.
                Felicidade é o estado de satisfação existencial, uma questão toda interior e definitiva, bem diferente dos momentos fugazes de bem-estar e alegria que podem ser auferidos por empréstimo através do amparo espiritual, das genuflexões e da fluidoterapia espírita.
                Se algo podemos acrescer aos amigos domiciliados na carne será apontar o conhecimento de si mesmos como roteiro de equilíbrio e caminho para a tão almejada felicidade, a fim de assumirem o combate do enfrentamento íntimo.
                A felicidade dos espíritos superiores consiste em conhecerem todas as coisas.
                Saber o que se passa conosco, entender as causas de nossas reações, mergulhar nos motivos de nossas afinidades e antipatias, pesquisar as origens de nossas tendências e pendores, conhecer as raízes das emoções e pensamentos indesejáveis são conquistas interiores, fonte imensurável de realização pessoal.
                Ser feliz é uma questão de interiorização, uma investigação perseverante sobre a bagagem integral do espírito. Essa viagem interior permitirá resgatar o reencontro com a Centelha Divina. Esse passo será um laborioso trabalho de dissolver os escombros morais sob os quais encontram-se soterrados, há milênios, os valores espirituais em razão da tragédia da orfandade escolhida, a infeliz escolha de abandonar a segurança da plenitude, em comunhão com as Leis Divinas, pela opção da liberdade para construir o caminho da insatisfação e da insaciedade através do egoísmo.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FELICIDADE I

                A proposta de Jesus tem por objetivo a felicidade e sua pedagogia assenta-se no amor e na esperança. Essa felicidade tem um preço: a construção do Reino dos Céus na intimidade de cada ser.
                Para a maioria esmagadora dos homens Deus ainda é procurado por fora.
                Lamentavelmente o vazio existencial que toma conta do homem comum tem sufocado também as esperanças frágeis de muitos corações espíritas que se encontram à míngua de uma réstia de força.
                Somos testemunhas dos efeitos da negligência e da invigilância de muitos que foram bafejados pela luz do Consolador, mas que não se deixaram penetrar pelos raios da educação espiritual.
                Precisamos dilatar as concepções dos trabalhadores da seara acerca dos objetivos de sua adesão aos serviços de esclarecimento e edificação moral. Muitos discípulos têm procurado o serviço espírita imbuídos de elevadas expectativas de vantagens pessoais embaladas por sonhos de imediatismo e facilidades, raramente se comprometem com o espiritismo por dentro. Demonstram boa vontade e generosidade, todavia, as próprias organizações doutrinárias não lhes orientam coerentemente para serem eles próprios a solução de suas vidas, através do trabalho transformador em busca da felicidade individual.
                Muitos espíritas costumam verem nas tarefas um pesado ônus que assumem como se estivessem resgatando extensos débitos na busca da felicidade, deixando de efetuar a educação de si mesmos nas tarefas de amor e estudo. Passam anos ou a própria existência nessa condição do espiritismo por fora, entregues a posturas pudicas sem renovarem o sentimento, evitando o mal mas nem sempre com desejo real de afastar-se dele, entrincheirando-se nos labores da caridade como quem paga extensa conta com o próximo, mas nem sempre exercitando os sentimentos nobres com os quais faria sua redenção pessoal.
                Procuram folga e facilidade, quando o serviço do Cristo se opera na direção oposta.
                Depois desencarnam à espera de louros que não fizeram por merecer, porque plantaram o bem no próximo e nem sempre cultivaram o bem a si mesmos.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

sábado, 31 de julho de 2010

Felicidade e Progresso

Criados para a felicidade, temos constante e progressivamente nos afastado deste caminho, devido ao mal uso de nosso livre-arbítrio.


Livre-arbítrio é a possibilidade dada, pelo nosso Criador, da escolha dos caminhos a percorrer, onde podemos optar por desenvolver vícios ou virtudes.

Facilmente concluímos que desenvolvendo virtudes, nos aproximamos da felicidade e ao optarmos pelos vícios, nos afastamos dela. Acompanhando nossas escolhas, vem a nossa responsabilidade, que é proporcional ao conhecimento que tivermos das conseqüências causadas pelas mesmas. Portanto, respondemos por todo o mal que causarmos, seja ao nosso próximo, a sociedade, aos animais, as plantas ou ao planeta, proporcional à gravidade dos problemas causados.

Fomos criados por Deus simples e ignorantes (no sentido da ausência de conhecimento) para que tivéssemos o mérito das nossas conquistas e do progresso por nós alcançado. Para auxiliar-nos, Deus gravou em nosso coração suas leis, que são imutáveis e perfeitas. Enviou ao nosso planeta diversos profetas, com a missão de orientar a população deste orbe. E posteriormente solicitou a intervenção pessoal de Jesus, espírito puro que veio até a Terra exemplificar os ensinamentos de Deus, provando-nos ser possível aplicá-los em nossas vidas. Atualmente contamos com os conselhos dos espíritos superiores, através da mediunidade, seja a psicofonia ou a psicografia.

Aquele que estuda e aplica o Evangelho de Jesus, que procura viver de maneira cristã, decidido a adentrar pela “Porta Estreita”, conquista virtudes e se afasta do sofrimento. Os que procedem de forma egoísta, sem levar em consideração as Leis Divinas, desenvolvem os vícios, afastando-se da felicidade e aproximando-se do sofrimento.

O sofrimento não foi criado por Deus, é fruto da forma errônea que a humanidade tem vivido, pois “a cada um segundo suas obras”. É só abrirmos as páginas dos jornais para nos depararmos com todos os tipos de atrocidades, atitudes que muitas vezes duvidamos serem tomadas por um ser humano.

E como ainda estamos na infância espiritual, necessitamos sofrer os males que causamos aos outros, para que possamos entender que nossa atitude foi danosa. Muitos seres humanos ainda se acham acima de tudo e de todos, até mesmo de Deus, acreditando que apenas ele deva ser beneficiado. Então, deverá colher o fruto amargo de suas más atitudes, podendo ser nesta vida ou em outra posterior. Dependerá de seu amadurecimento para compreender os ensinamentos colhidos de sua vivência.

Assim, ser feliz depende de nossa boa vontade, de nossas atitudes, de nosso empenho. A felicidade é uma conquista individual, onde necessitamos conhecer os ensinamentos de Jesus e aplicá-los em nossa vida.

(Denise)