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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA - O Discípulo Impaciente

             
                Após uma exaustiva sessão matinal de orações no monastério de Piedra, o noviço perguntou ao abade:
                - Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?
                - Vou respondê-lo com outra pergunta – disse o abade. –Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?
                - Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!
                - Então, esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.
                O noviço revoltou-se:
                - O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?
                - Absolutamente. Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.

Fonte: coluna Paulo Coelho – Jornal Diário da Região – 26/01/2014

São José do Rio Preto
imagem: carmelobarata.blogspot.com

domingo, 7 de julho de 2013

HISTÓRIA - O PIANO

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. 

Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito: "PROIBIDA A ENTRADA". 

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. 

De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão". 

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino: 
- Não pare, continue tocando . 

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa. 

O público estava perplexo. É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. 

Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido: 
- Não pare, continue tocando. 

Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas. 



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domingo, 23 de junho de 2013

HISTÓRIA - O PONTO NEGRO

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago.
Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre!
A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Tranquilize-se e seja ... FELIZ!"




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domingo, 9 de junho de 2013

HISTÓRIA - O FATO


O golfista argentino Robert de Vincenzo, depois de haver vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar o carro. Neste momento, uma mulher aproximou-se. Depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que o filho estava às portas da morte, e que não tinha dinheiro para pagar o hospital. De Vincenzo deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do prêmio que havia ganho àquela tarde.
                Uma semana depois, num almoço no Professional Golf Association, contou a história a alguns amigos. Um deles perguntou se a mulher era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo. De Vincenzo concordou.
                “Você foi trapaceado”, disse o amigo. “Esta mulher é uma vigarista, e vive contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui.”
                “Então não existe nenhuma criança às portas da morte?”
                “Não.”
                “Bem, essa foi a melhor notícia que recebi durante a semana!” – comentou o tenista.

Fonte: Jornal Diário da Região – 19/05/2013

São José do Rio Preto
imagens google

Comentário
Quantas vezes estamos tão preocupados com nossos ganhos e perdas materiais, que não enxergamos as chagas morais, nossas e daqueles que nos rodeiam. Essa história é um alerta. Até quando deixaremos a ilusão da matéria se sobrepor às conquistas do nosso espírito. Temos muito a aprender!


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terça-feira, 9 de abril de 2013

HISTÓRIA - Um Caso de Chico Xavier


Eram oito horas da manhã de um sábado de maio.Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.

Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.

Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.

D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.

Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.

Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.

Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D.Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...

E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.


Texto Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de Ramiro Gama


Extraído do blog: http://acasadocaminhoemsousa.blogspot.com

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sexta-feira, 29 de março de 2013

HISTÓRIA - Não Julgueis

         
Numa época em que tudo ou quase tudo era novidade, existiam três pessoas que nunca tinham visto um espelho. O esposo de uma delas foi trabalhar em São Paulo. Depois de um longo período de trabalho, resolveu mandar um presente para a esposa. Ora, tendo ido a uma loja se deparou com um espelho. Porém, sem saber o que era, olhado para o mesmo, disse: “Que pintura bonita. Deve ser de um artista muito famoso”. Sem demoras, comprou o espelho e enviou à sua esposa. Ao receber o presente, ela ficou muito feliz. Porém, ao abri-lo disse: “Cabra safado, mentiroso. Inventou de trabalhar em São Paulo para procurar outra mulher e ainda teve a cara de pau de me enviar a foto dela”.
            Decepcionada, chamou a sua mãe para ver o presente. Ao olhar no espelho, disse sua mãe: “É verdade minha filha. Mas não se preocupe, porque além de ser velha, a amante de seu marido é muito feia”.
            O que essa história tem a ver com todos nós? Se atentarmos bem, o homem que viu o espelho e se encantou com a própria imagem, é aquele que vive dentro da gente, que só enxerga suas próprias qualidades e ignora seus defeitos. As mulheres do texto também estão dentro de nós, quando, diante de nosso irmão, que é o nosso espelho, somos incapazes de reconhecer suas qualidades e só atentamos para o seu lado negativo. Como a esposa do homem, somos céleres em emitir julgamentos falsos, condenando aquele que fracassou e menosprezando o que divide sua jornada conosco. Com uma facilidade indescritível, vestimos a toga de juízes, colocamos nossos irmãos no banco dos réus, emitindo a mais cruel e dura das sentenças.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – Nov/2012


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sábado, 16 de março de 2013

HISTÓRIA - Final Feliz


Um filho pergunta à mãe: 
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!
- Claro, mas o que ele tem?
 O filho, com a cabeça baixa, diz:
- Tumor no cérebro.
 A mãe,  furiosa, diz:
-E você  quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e vai...
Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!
A mãe, com raiva:
- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso, ele diz:
- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:
- EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!
 

Moral da história: A amizade não se resume só em horas boas, alegria e festa.
Amigo é para todas as horas, boas ou ruins,tristes ou alegres..
CONSERVEM SEUS AMIGOS! PERDOE AS DESAVENÇAS QUANDO HOUVER,
SEJA FELIZ AO LADO DELES PORQUE O VALOR QUE ELES TÊM NÃO TEM PREÇO... 

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terça-feira, 5 de março de 2013

HISTÓRIA - O Segredo do Bom Casamento


                Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos.
                Eles tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo.
                Não havia segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
                Por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
                Um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria.
                Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher.
                Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa.
                Quando ele abriu a tal caixa, viu duas bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
                Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou:
                - Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar ou brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
                O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava: somente duas bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente duas vezes por todos esses anos de vida e amor.
                - Querida! Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo, de onde veio?
                - Ah! Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas, só sobrou duas.

Autor Desconhecido

Fonte: Jornal do Espiritismo – outrubro/2012

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA - A Inveja


                Álvaro trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações.
                Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele.
                O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi.
                Álvaro não entendeu direito mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi.
                Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso.
                O patrão pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou o Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro:
                - Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
                Oito minutos depois, Juca voltou com a seguinte resposta: eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está R$ 3,50 cada, a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo, o melão R$ 4,20 a unidade e a laranja R$ 20,00 o cento, já descascada.
                Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo.
                Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou:
                - O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes?
                Álvaro se levantou e se encaminhado para a porta, falou:
                - Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença.
                Muitas vezes invejamos as posições alheias. Sem nos apercebermos que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso.
                Invejamos os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Se foi herança, precisam dar muito duro para manter a mesma condição.
                Invejamos os que se sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecemos das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não nos recordamos dos treinamentos exaustivos de bailarinos, jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas.
                O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, se esforçando sem cessar.

Momento Espírita

Fonte: Jornal do Espiritismo – outubro/2012

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA - A Dor


                Ela era uma garota que vivia a se queixar da vida. Tudo lhe parecia difícil e se dizia cansada de lutar e combater. Seu pai, que era um excelente cozinheiro, a convidou, certo dia, para uma experiência na cozinha.
                Tomou três panelas, encheu-as com água e colocou cenouras em uma, ovos em outra e pó de café na terceira. Deixou que tudo fervesse, imaginando o que é que seu pai estava fazendo com toda aquela encenação. Depois de tudo fervido, o pai colocou as cenouras e os ovos em uma tigela e o café em outra.
                - O que você está vendo? – perguntou.
                - Cenouras, ovos e café, respondeu ela.
                Ele a trouxe mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela notou como as cenouras estavam macias. Tomando um dos ovos, quebrou a casca e percebeu que estava duro. Provando um gole de café, a garota sentiu o sabor delicioso. Voltou-se para o pai, sorriu e indagou:
                - O que significa tudo isto, papai?
                - É simples, minha filha. As cenouras, os ovos e o café ao enfrentarem a mesma adversidade, a água fervendo, reagiram de formas diferentes. A cenoura entrou na água firme e inflexível. Ao ser submetida à fervura, amoleceu e se tornou frágil. O ovo era frágil. A casca fina protegia o líquido interior. Com a água fervendo, se tornou duro. O pó de café, por sua vez, é incomparável colocado na água fervente, ele mudou a água.
                Voltando-se para a filha, perguntou o homem experiente:
                - Como é você, minha filha? Quando a adversidade bate à sua porta, você reage como a cenoura, o ovo ou o café? Você é uma pessoa forte e decidida que, com a dor e as dificuldades se torna frágil, vulnerável, sem forças, como as cenouras? Ou você é como o ovo? Delicada, maleável, casca fina, que, com facilidade se rompe mas que, ao receber as notícias do desemprego, de uma falência, da morte de um ser querido, do divórcio, se torna dura, inflexível? Quanto mais sofre, mais obstinada fica, mais amarga se torna, encerrada em si mesma? Ou você é como o pó de café, quando as coisas vão ficando piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.
                Nós somos a criança da história e Deus é quem está tentando nos esclarecer sobre os mistérios da dor. Se ele nos fizesse a pergunta, qual seria a resposta que lhe daríamos. Como nós reagimos diante dos obstáculos que encontramos pelo caminho? Sabemos enfrentar as adversidades sem perder a fé? Temos consciência de que o sofrimento, quando suportado com paciência e resignação, será o nosso passaporte para a libertação, depois da morte física e durante a vida espiritual?

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2012

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sábado, 2 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA - História Inusitada


                Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e, ao lado, colocava uma placa com os dizeres:
                “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.”
                Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
                Numa bela manhã um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
                - Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
                Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e, em certo tempo, ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
                - Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”
                - As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, eu achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai vem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero”.
                - Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.”
                - E a partir desse dia tudo começou a mudar. A vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o poder das palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
                Uma repórter ironicamente questionou:                                                                                           
                - O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa  modificaram a sua vida?
                Respondeu o homem cheio de bom humor:
                - Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

Fonte: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andophato Tiago

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

HISTÓRIA - Ainda Tomaremos um Café


O professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, todos disseram que sim.
O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
"Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todas as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
                O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastarmos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito..... Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia."
                Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
                O professor respondeu: " que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo."


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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HISTÓRIA - Trocar de Vida


                Conta-se que um rei foi certa manhã ao seu jardim e encontrou as plantas murchando e morrendo. Perguntou ao carvalho que ficava junto ao portão o que significava aquilo.
                Descobriu que a árvore estava cansada de viver porque não era alta e elegante como o pinheiro. O pinheiro, por sua vez, estava desconsolado porque não produzia uvas como a videira.
                A videira, ia desistir da vida porque não podia ficar ereta e nem produzir frutos delicados como o pessegueiro. O gerânio, estava agastado porque não era alto e cheiroso como o lírio. O mesmo acontecia com todo o jardim. Chegando-se ao amor-perfeito, encontrou sua corola brilhante e erguida alegremente como sempre.
                - Muito bem meu amor-perfeito, alegro-me de encontrar no meio de tanto desânimo uma florzinha corajosa e feliz. Você não parece nem um pouco desanimado.
                - Não, não estou! Eu não sou de muita importância. Não sou grande nem forte, não tenho beleza ou perfume, mas apenas achei que se no meu lugar nosso Deus quisesse um enorme carvalho, um pinheiro, um pessegueiro ou um lírio, Ele teria plantado um deles; mas sabendo que Deus queria um amor-perfeito, estou resolvido a ser o melhor amor-perfeito que posso.”

Do livro: Mananciais do Deserto – Lettie Cowman

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sábado, 8 de dezembro de 2012

HISTÓRIA - O Lápis


                O menino olhava a avó escrevendo uma carta. À certa altura, perguntou:
                - Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
                A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
                - Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
                O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
                - Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
                - Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
                Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve  esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
                Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor.
                Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente lago mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.        Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não e a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
                Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

HISTÓRIA - Você não é Vítima


                Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Havia, porém, um súdito que em toda situação lhe dizia:
                - Meu rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é perfeito. Ele não erra.
                Dia foram caçar e uma fera atacou o rei. O súdito conseguiu salvá-lo mas não pôde evitar que ele perdesse um dedo da mão.
                Furioso, sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
                - Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido um dedo.
                O servo apenas respondeu:
                - Meu rei, apesar de todas essas coisas só posso lhe dizer que Deus é bom e que mesmo perdendo um dedo, foi para seu bem. O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
                Indignado com a resposta, o rei mandou prender o súdito.
                Tempos depois saiu o rei para outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
                Já no altar, pronto para o sacrifício, os selvagens percebem que lhe falta um dedo. Então, soltam-no, pois ele não era perfeito e não poderia ser oferecido aos deuses.
                Ao voltar para o palácio, o rei mandou soltar o súdito e o recebeu carinhosamente.
                - Meu caro, Deus foi realmente bom comigo. Escapei de ser sacrificado justamente por não ter um dedo. Mas tenho uma dúvida: Se Deus é realmente bom, por que permitiu que você, que tanto O defende, fosse preso?
                - Meu rei, se eu não estivesse preso, iria com o senhor para a caçada e como não me falta dedo algum, eu teria sido sacrificado. Por isso lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra. Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem. Esquecemos que tudo tem um propósito.
                Toda a manhã ofereça seu dia à Presença Divina que habita seu coração. Peça-lhe para inspirar seus pensamentos, guiar seus passos, apaziguar seus sentimentos. E nada tema, pois Deus nunca erra.

Terapia Antiqueixa - Roosevelt Andolphato Tiago

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

HISTÓRIA - Perfume de Gratidão



Jovem e idealista, ela partiu de sua terra natal, a Suíça, para ajudar a reconstruir a Polônia, depois da Segunda Guerra Mundial.
Ela assentou tijolos, colocou telhados, levantou paredes. Até o dia em que um homem cortou a perna e lhe descobriram os dotes para a medicina. Aí, junto a duas outras voluntárias, que tinham conhecimentos de medicina básica, foi servir num improvisado posto médico.
Certa noite, em que suas colegas tinham se deslocado para atender pessoas em outra localidade, ela ficou sozinha. Tomou o seu cobertor, enrolou-se e deitou sob a luz das estrelas.
Nada haverá de me acordar, hoje. Estou morta de cansaço.
No entanto, um pouco depois da meia-noite, um choro de criança a despertou. Ela pensou estar sonhando e não abriu os olhos. O choro voltou a lhe chegar aos ouvidos.
Meio dormindo, ainda, ouviu uma voz de mulher:
Desculpe acordá-la, mas meu filho está doente. Você precisa salvá-lo.
Bastou Elisabeth olhar, de forma rápida, para o garoto de três anos para descobrir que ele era portador de tifo.
Explicou para a mulher que não tinha remédio algum no posto. A única coisa que podia lhe oferecer era uma xícara de chá.
A mulher cravou nela os olhos, com aquele olhar que somente as mães em desespero possuem:
A senhora tem de salvar meu filho. Durante a guerra, nos campos de concentração, morreram doze dos meus filhos e este nasceu lá. Ele não pode morrer. Não agora que o pior já passou.
Elisabeth tomou uma decisão. Se aquela mulher andara tantos quilômetros para chegar até ali, se ela vira serem mortos uma dúzia de filhos na guerra e ainda tinha ânimo para rogar pela vida do único afeto que lhe restava, ela merecia todos os sacrifícios.
Tomou da criança e, com a mãe, caminhou trinta quilômetros, até encontrar um hospital. Depois de muita insistência, conseguiu que a criança fosse internada.
Mas havia uma condição: somente depois de três semanas, elas poderiam retornar para saber notícias. Afinal, o hospital estava cheio e os médicos atolados de tarefas.
Elisabeth voltou para as atividades do seu posto médico e tanto trabalho teve nas semanas seguintes, que até esqueceu o garoto.
Certa manhã, ao despertar, encontrou ao lado do seu cobertor, um lenço cheio de terra. Abrindo-o, viu, junto com a terra, um bilhete: Para a pani doutora.  Da senhora W.  Cujo último dos treze filhos você salvou, um pouco de terra abençoada da Polônia.
O menino estava vivo.
Um grande sorriso se abriu no rosto cansado de Elisabeth.
E ela compreendeu o que acontecera. A mulher andara mais de trinta quilômetros até o hospital e apanhara ali o seu filho vivo.
De Lublin, levara-o de volta até o povoado onde vivia. Pegara um punhado de terra do seu chão e tornara a andar muito para deixar, quieta, sem perturbar, na calada da noite, o seu presente de gratidão.
Elisabeth Kübler-Ross guardou o embrulhinho de terra que se tornou para ela o presente mais valioso que jamais recebera.
*   *   *
A gratidão é perfume acondicionado no frasco d’alma. As criaturas o deixam evolar-se, de forma sutil, envolvendo aqueles a quem são gratos, numa aura de bem-estar.
Naturalmente, ninguém realiza o bem esperando agradecimento mas, quando a gratidão se manifesta, é como a brisa que abençoa a tarde morna com sua presença.
Refaz corações e aumenta a disposição para novas realizações, em prol do próximo.
Redação do Momento Espírita,


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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

HISTÓRIA - Além das Aparências


                Há muitos anos, numa pobre aldeia chinesa, vivia um lavrador com seu filho. Seu único bem material, além da terra e da pequena casa de palha, era um cavalo que havia sido herdado de seu pai.
                Um belo dia, o cavalo fugiu, deixando o homem sem o animal para lavrar a terra. Seus vizinhos – que o respeitavam muito por sua honestidade e diligência – vieram até sua casa para dizer o quando lamentavam o ocorrido. Ele agradeceu a visita, mas perguntou:
                - Como vocês podem saber que o que ocorreu foi uma desgraça na minha vida?
                Alguém comentou baixinho co um amigo: ele não quer aceitar a realidade, deixemos que pense o que quiser, desde que não se entristeça com o ocorrido.
                E os vizinhos foram embora, fingindo concordar com o que haviam escutado.
                Uma semana depois, o cavalo retornou ao estábulo, mas não vinha sozinho; trazia uma bela égua como companhia. Ao saber disso, os habitantes da aldeia – alvoroçados, porque só agora entendiam a resposta que o homem lhes havia dado – retornaram à casa do lavrador, para cumprimentá-lo pela sua sorte.
                - Você antes tinha apenas um cavalo, e agora possui dois. Parabéns! – disseram.
                - Muitos obrigado pela visita pela solidariedade de vocês – respondeu o lavrador. Mas como pode saber que o que correu é uma bênção na minha vida?
                Desconcertados, e achando que o homem estava ficando louco, os vizinhos foram embora, comentando no caminho será que este homem não entende que Deus lhe enviou um presente?
                Passado um mês, o filho do lavrador resolveu domesticar a égua. Mas o animal saltou de maneira inesperada, e o rapaz caiu de mau jeito, quebrando uma perna.
                Os vizinhos retornaram à casa do lavrador – levando presentes para o moço ferido. O prefeito da aldeia, solenemente, apresentou as condolências ao pai, dizendo que todos estavam muito tristes com o que tinha acontecido.
                O homem agradeceu a visita e o carinho de todos. Mas perguntou:
                - Como vocês podem saber se o que ocorreu foi uma desgraça na minha vida?
                Esta frase deixou a todos estupefatos, pois ninguém pode ter a menor dúvida que um acidente com um filho é uma verdadeira tragédia. Ao saírem da casa do lavrador, diziam uma aos outros: o homem enlouqueceu mesmo; seu único filho pode ficar coxo para sempre, e ele ainda tem dúvidas se o que ocorreu é uma desgraça.
                Alguns meses transcorreram, e o Japão declarou guerra contra a China. Os emissários do imperador percorreram todo o país em busca de jovens saudáveis para serem enviados à frente de batalha. Ao chegarem na aldeia, recrutaram todos os rapazes, exceto o filho do lavrador, que estava com uma perna quebrada.
                Nenhum dos rapazes retornou vivo. O filho se recuperou, os dois animais deram crias que foram vendidas e renderam um bom dinheiro. O lavrador passou a visitar seus vizinhos para consolá-los e ajudá-los – já que tinham se mostrado solidários com ele em todos os momentos.
                Sempre que algum deles se queixava, o lavrador dizia: como sabe se isso é uma desgraça? Se alguém se alegrava muito, ele perguntava: como sabem se isso é uma benção? E os homens daquela aldeia entenderam que, além das aparências, a vida tem outros significados.

Coluna Paulo Coelho
Revista Bem Estar – 13/5/2012 – encarte do Jornal Diário da Região
São José do Rio Preto

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O REINO DESTE MUNDO


            Um velho ermitão foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
            - Eu invejo um homem santo, que se contenta com tão pouco – comentou o soberano.
            - Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu – respondeu o ermitão.
            - Como você me diz isto, se todo este país me pertence? – disse o rei, ofendido.
            - Justamente por isso. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.

Extraído da Revista Bem Estar – coluna do Paulo Coelho – 6/5/2012
Jornal Diário da Região – São José do Rio Preto

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

HISTÓRIA - Os Ossos do Ancestral



                Havia um rei da Espanha que se orgulhava muito de seus ancestrais, e que era conhecido por sua crueldade com os mais fracos.
                Certa vez, caminhava com sua comitiva por um campo de Aragón, onde – anos antes – havia perdido seu pai em uma batalha, quando encontrou um homem sento remexendo uma enorme pilha de ossos.
                - O que você está fazendo aí? – perguntou o rei.
                - Honrada seja Vossa Majestade – disse o homem santo. Quando soube que o rei da Espanha vinha por aqui, resolvi recolher os ossos de vosso falecido pai para entregar-vos. Entretanto, por mais que procure, não consigo achá-los: eles são iguais aos ossos dos camponeses, dos pobres, dos mendigos e dos escravos.

Extraído da Revista Bem Estar – coluna do Paulo Coelho – 6/5/2012
Jornal Diário da Região – São José do Rio Preto


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

HISTÓRIA - Troca de Plantão


                Jesus Cristo resolveu voltar a Terra e decidiu vir vestido de médico!
                Procurou um lugar para descer e escolheu, no Brasil, um Posto de Saúde do SUS.
                Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço.
                Jesus entrou, de jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico.
                Os pacientes viram e falaram: - “Olha aí, vai trocar o plantão”!
                Jesus Cristo entrou na sala e falou para o colega que este poderia ir embora pois ele iria continuar o seu trabalho.
                E, todo resoluto, gritou: - “O próximo!”
                Entrou no consultório, um homem paraplégico em sua cadeira de rodas.
                Jesus Cristo levantou-se, olhou para o aleijado e, com a palma da mão direita sobre sua cabeça, disse:
                - “Levanta-te e anda!”
                O homem levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira de rodas.
                Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou: -“E aí, como é esse doutor novo?”
                Ele respondeu: “Igualzinho aos outros... Nem examina a gente!”
                Moral a história: Tem gente que já recebeu todo tipo de ajuda, mas nem se toca, pois só vive pra reclamar ou botar defeito em tudo nesta vida!

Extraído do Jornal Espiritismo Estudado – março/2010


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