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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

TEU LIVRO

A existência na Terra é um livro que estás escrevendo.
Cada dia é uma página.
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam.
Não menosprezes o ensejo de criar uma epopeia em amor em torno de teu nome.
As boas obras são frases de luz que endereças à Humanidade inteira.
Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem.
Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos.
A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam.
Não desprezes, assim, a companhia da indulgência, através da senda que o Senhor te deu a trilhar.
Faze uma área de amor ao redor do próprio coração, porque só amor é suficientemente forte e sábio para orientar-te a escritura individual, convertendo-a em compêndio de auxílio e esperança para quantos te seguem os passos.
Vive, pois com Jesus, na intimidade do coração, não te afastes dele em tuas ações de cada dia e o livro de tua vida converter-se-á num poema de felicidade e num tesouro de bênçãos.


Fonte: Mãos Unidas – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

MEDIDAS DA ALMA

Não lastimas as dificuldades
Que nos ensinam a viver.
Ninguém aprende sem lições.
Quem suporta os próprios revezes
Com serenidade e coragem,
Entesoura resistência.
Recorda: obstáculos e provações
São medidas para a avaliação de
Nossa fé em Deus e em nós mesmos.


Emmanuel
imagem: google

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MEDITA

Não vale revidar
A ofensa recebida.
Ressentir-se é tomar
As sombras do agressor.
Vingar-se propriamente,
É corar em si mesmo.
Se alguém te insulta ou fere
Perdoa, esquece e passa.
Ninguém apaga um mal,
Criando um mal maior.
Ora, serve e caminha.
Deus tudo sabe e vê.


Emmanuel
imagem: google

sábado, 3 de dezembro de 2016

EVANGELHO E VIDA

No mundo de hoje, há boa vida e há vida boa.
Boa vida é bem-estar.
Vida boa é estar bem.
Por isso, temos criaturas de boa vida e criaturas de vida boa.
As primeiras servem a si mesmas.
As segundas respiram no auxílio incessante aos outros.
A boa vida tem rastros de sombra.
A vida boa apresenta marcas de luz.
A desordem favorece a boa vida.
A ordem garante a vida boa.
Palavra enfeitada costuma escorar boa vida.
Bom exemplo assegura vida boa.
Preguiça mora na boa vida.
Trabalho brilha na vida boa.
Ignorância escurece a boa vida.
Educação ilumina a vida boa.
Egoísmo alimenta a boa vida.
Caridade enriquece a vida boa.
Indisciplina é objetivo da boa vida.
Disciplina é roteiro da vida boa.
Vejamos as lições do Evangelho.
Madalena, obsidiada, perdera-se nos encantos da boa vida, mas encontrou em nosso Divino Mestre a necessária orientação para vida boa.
Zaqueu, afortunado, apegara-se em demasia ás posses efêmeras da boa vida, entretanto, ao contato de Nosso Senhor, aprendeu como situar os próprios bens na direção da vida boa.
Judas, o discípulo invigilante, procurando a boa vida, entregou-se à deserção, e sentindo extrema dificuldade para voltar à vida boa, foi colhido pela loucura.
Simão Pedro, o apóstolo receoso tentando conservar a boa vida, instintivamente, negou o Divino Amigo por três vezes numa só noite, entretanto, regressando, prudente, à vida boa, abraçou o sacrifício pela própria ascensão, desde o dia de Pentecostes.
Pilatos, o juiz dúbio, interessado em desfrutar boa vida, lavou as mãos quanto ao destino do Excelso Benfeitor, adquirindo o arrependimento e o remorso que o distanciaram da vida boa.
Todos os que crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho da vida boa.
Como é fácil observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida ao mantém a consciência acordada para o desempenho das próprias obrigações.
Estejamos alertas quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós.

Espírito Scheilla


Fonte: Comandos de Amor – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

QUITAÇÃO

Todas as contas a resgatar pedem relação direta entre credores e devedores.
É por isso que te vês, frequentemente, na Terra, diante daqueles a quem deves algo.
No lar ou nas linhas que o marginam, é fácil reconhecê-los, quando entregas desinteresse e dedicação, recolhendo aspereza e indiferença.
Muitas vezes, trazem nomes queridos no recinto doméstico, e assemelham-se a impassíveis verdugos, apresando-te o coração nas grades do sofrimento.
Em muitos lances da estrada, são amigos a quem te dás, sem reserva, e que te arrastam a dificuldades de longo curso.
Em várias ocasiões, são pessoas das quais enxugaste as lágrimas, situando-as na intimidade da própria vida, e que, de inesperado, te agridem a confiança com as pedras do desapreço.
Noutras circunstâncias, são companheiros de experiência que, de súbito, se transformam em adversários gratuitos de teu caminho, hostilizando-te, em toda parte.
Entretanto, se defrontado por semelhantes problemas, é indispensável te municies de amor e paciência, tolerância e serenidade, para desfazeres a trama da incompreensão.
Guarda a consciência no dever lealmente cumprido e, haja o que houver, releva os golpes com que te firam, ofertando-lhes o melhor sentimento, a melhor idéia, a melhor palavra e a melhor atitude.
Água cristalina, pingando, gota a gota, converte o vaso de vinagre em vaso de água pura.
E, se depois de todos os teus gestos de fraternidade e benevolência, ainda te perseguem ou te injuriam, abençoa-os em prece e continua, adiante, fiel a ti mesmo, na certeza de que humildade, na hora da crise, é nota de quitação.


Fonte: Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

QUANDO A PUREZA ESTIVER CONOSCO

                Quando a pureza estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo e desventura respeitável do nosso irmão. Quando a pureza morar em nossos ouvidos, receberemos a calúnia e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam sem o exato conhecimento de nossas intenções. Quando a pureza se demorar em nossa boca, a maledicência surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável do amigo que nos procura, veiculando-lhe o veneno, e saberemos fazer o silêncio bendito com que possamos impedir a extensão do mal. Quando a pureza se associar ao nosso raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz de nossa fé para a justa resistência. Quando a pureza respirar em nosso coração, o endurecimento espiritual jamais encontrará guarida em nossa alma, porque o calor de nosso carinho se irradiará em todas as direções, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos nossos irmãos que ainda se confiam à ignorância. Quando a pureza brilhar em bossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para o abençoado serviço do amor que o Mestre nos legou. “Bem-aventurados os puros de coração” – proclamou o Divino Amigo. Sim, bem-aventurados os que esposam o bem para sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando, invariavelmente, o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a miséria e a crueldade inflamem na Terra para tormento da Vida.


Fonte: Deus Conosco – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O VENCEDOR

Quem acha que perder é ser menor na vida...
Quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...
Eu... Que já não quero mais... Ser um vencedor.
Levo a vida devagar... Pra não faltar amor.
A letra da música popular é de extrema beleza e profundidade.
No mundo da vitória a qualquer custo, dos vencedores de berço e coisa e tal, é necessário pensar um pouco sobre tudo isso.
Todos queremos vencer, é certo. A natureza nos impulsiona para as vitórias sempre, para o crescimento contínuo e inevitável.
Porém, no entendimento humano da palavra vencer, e em quem julgamos serem vencedores é que está a questão fundamental.
Adianta vencer profissionalmente, ter sucesso e fama, se nos falta amor?
Adianta ser considerado um vencedor do esporte, na carreira, na arte, se, como pais, cônjuges, filhos, irmãos, somos verdadeiros derrotados?
Vale a pena vencer a qualquer custo? Esse não seria um comportamento deveras imediatista, sem considerar a vida como um todo, incluindo sua continuidade além-túmulo?
Será que vencedores são apenas aqueles que conseguem - neste país de tantas dificuldades - concluir um ensino superior?
Será esse nosso único critério de vitória? A formação intelectual, as conquistas profissionais e as riquezas acumuladas?
Seria certamente uma vitória muito pobre...
Criar um vencedor no lar, na pessoa de um filho, não é apenas lhe dar as oportunidades da formação intelectual.
Criar um vencedor é criar um homem de bem, que saiba valorizar o amor e os relacionamentos saudáveis acima de tudo.
Criar um vencedor é ensiná-lo a perder, e lidar com as derrotas da vida, procurando extrair delas sempre lição preciosa de engrandecimento moral.
Aparentes derrotas são preparações fundamentais para que as grandes vitórias sejam possíveis.
Por isso, levar uma vida devagar, pode significar dar mais atenção à família, pode significar dar-se mais aos outros.
Na vida de quem não falta amor, há sempre muitas, e inesquecíveis vitórias.

* * *

Venci... O mundo, a mim mesmo... A minha falta de visão clara sobre as coisas.
Venci a vontade de querer mais... Troquei pela vontade se "ser" mais.
Venci a inércia, a vontade de não ter vontade, e me arremessei ao mundo, de braços abertos, sem esperar nada das pessoas e nem de mim.
Não sou vencedor aos olhos do mundo. Minha vitória é secreta, quieta, segura... É minha.
Amo mais a cada dia, e cada dia me ama mais.
Vivo um amor plenamente correspondido com a vida.
Venci, sim, a mim mesmo. Minha consciência me aplaude, mas ao mesmo tempo me diz: muitas vitórias ainda te aguardam.
 

Redação do Momento Espírita com base em trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo, e em poema de autor desconhecido.

imagem: google

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

INDULGÊNCIA PERMANENTE


Escasseia, cada vez mais, no 
comportamento humano, a indulgência. 
Relevante para o êxito da criatura em 
si mesma e em relação ao próximo, 
o pragmatismo negativo dos interesses 
imediatos vem, a pouco e pouco, 
desacreditando- a, deixando-a à margem. 
Sem a indulgência no lar, diante das 
atitudes infelizes dos familiares 
ou em referência aos seus equívocos, 
instala-se a malquerença; na oficina de 
atividades comerciais, produz a 
desconfiança; no trato social propicia o 
desconforto moral e responde pelo 
competição destrutiva.. . 
Tentando substituí-la, as criaturas 
imprevidentes colocam nos lábios a 
mordacidade no trato com o semelhante, a 
falsa superioridade, a ofensa frequente, 
a hipocrisia em arremedos de tolerância. 
A indulgência para com as faltas alheias 
é perfeita compreensão da própria fragilidade, 
a refletir-se no erro de outrem, entendendo 
que todos necessitam de oportunidade para 
recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido 
comportamento de censor ou injustificável 
postura de benfeitor. 
A indulgência é um sentimento de humanidade 
que vige em todas as pessoas, aguardando 
desdobramento e vitalidade que somente o 
esforço de cada qual logra realizar. 
É calma e natural, fraterna e gentil, 
brotando como linfa cristalina alcance do 
sedento. 
Generosa, não guarda qualquer ressentimento, 
olvidando as ofensas a benefício do próprio 
agressor. 
A indulgência é um ato de amor que se 
expande e de caridade que se realiza. 
Mede-se a conquista moral de um homem pelo 
grau de indulgência que possui em relação aos 
limites e erros alheios. 
Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar 
e que, por sua vez, não necessite da 
indulgência daqueles a quem magoa ou contra 
os quais se levanta. 
A indulgência pacifica o infrator, auxiliando- 
o a crescer em espírito e abre áreas de 
simpatia naquele que a proporciona. 
Virtude do sentimento, a indulgência revela 
sabedoria da razão 
Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela 
astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, 
ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi 
indulgente para com todos, não obstante jamais 
houvesse recebido ou necessitasse da 
indulgência de quem quer que fosse. 
Lecionando o amor, toda a Sua vida é um 
hino à indulgência e uma oportunidade de 
redenção ao equivocado. 
Sê, pois, tu também, indulgente em relação 
ao teu próximo, quão necessitado te encontras 
da indulgência dos outros assim como da Vida. 
[Joanna de Ângelis] 
[Divaldo Franco] 
[Viver e Amar] 
[Editora LEAL]





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

AGASALHO

                O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:
                - Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranquilo, quando adquiria fé.
                Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida...
                Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?
                Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.
                Por que tamanho contra-senso?
                O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:
                - Filho, não te revoltes, a Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
                O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso...


Fonte – Caminhos – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A LÍNGUA

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada – favorece o juízo
Leviana – descortina a imprudência
Alegre – espalha otimismo
Triste – semeia desânimo
Generosa – abre caminho à elevação
Maledicente – cava despenhadeiros
Gentil – provoca reconhecimento
Atrevida – traz a perturbação
Serena – produz calma
 Fervorosa – impõe a confiança
Descrente – invoca a frieza


Fonte – Preces e Mensagens Espirituais – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PASSADO

Segue. Não te detenhas
Nas sombras que se foram.

Angústia e depressão?
Não desperdices tempo.

Fita a luz da manhã
Renovando-te a senda.

Faze o bem que puderes,
Prestigiando as horas.

Ama, serve e perdoa.
Foge à tristeza inútil.

O que passou pertence
Aos domínios de Deus.


Fonte: Algo Mais – Chico Xavier/Emmanuel 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

MARCAS DE DEUS

Amor sem sofrimento
É fogo para a cinza.

Ser pessoa querida
Pode ser qualquer um.

Amar sem ter o amor
É construir nos Céus.

Quem ama aceita os outros
Sem mudar-lhes a vida.

A abelha colhe o mel
Sem alterar a flor.

Amor e sacrifício
São as marcas de Deus.


Fonte: Algo Mais – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

segunda-feira, 30 de maio de 2016

AVISO

                Está sendo procurado.
                Homem considerado Galileu.
                Trinta e três anos.
                Pele clara e expressão triste.
                Cabelos longos e barba maltratada. Marcas sanguinolentas nas mãos e nos pés.
                Caminha habitualmente acompanhado de mendigos e vagabundos, doentes e mutilados, cegos e infelizes.
                Onde aparece, frequentemente, é visto entre grande séquito de mulheres, sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas.
                Quase sempre está seguido por doze pescadores e marginais.
                Demonstra respeito para com as autoridades, determinando se dê a César o que é de César, mas espalha ensinamentos contrários à Lei antiga, como sejam:
                - o perdão das ofensas;
                - o amor aos inimigos;
                - a oração em favor daqueles que nos perseguem ou caluniam;
                - a distribuição indiscriminada de dádivas com os necessitados;
                - o amparo aos enfermos, sejam eles quais forem;
                - e chega ao cúmulo de recomendar que uma pessoa espancada numa face ofereça a outra ao agressor.
                Ainda não se sabe se é um mágico, mas testemunhas idôneas afirmam que ele multiplicou cinco pães e dois peixes em alimentação para mais de cinco mil pessoas, tendo sobrado doze cestos.
                Considerado impostor por haver trazido pessoas mortas à vida, foi preso e espancado.
                Sentenciado à morte, com absoluta aprovação do próprio povo, que o condenou, de preferência à Barrabás, malfeitor conhecido, recebeu insultos e pedradas, sem reclamar, quando conduzia a cruz às costas.
                Não se defendeu, quando questionado pela Justiça, complicando-se-lhe a situação, porque seus próprios seguidores o abandonaram nas horas difíceis.
                Sob afrontas e zombarias, foi crucificado entre dois ladrões.
                Não teve parentes que lhe demonstrassem solidariedade, a não ser sua Mãe, uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz.
                Depois de morto, não se encontrou lugar para sepultá-lo, senão lodoso recanto de um túmulo por favor de um amigo.
                Após o terceiro dia do sepultamento, desapareceu do sepulcro e já foi visto por diversas pessoas que o identificaram pelas chagas sangrentas dos pés e das mãos.
                Esse é o homem que está sendo cuidadosamente procurado.
                Seu nome é Jesus de Nazaré.
                Se puderes encontrá-lo, deves segui-lo para sempre.


Fonte: Coração e vida – Chico Xavier/Maria Dolores.
imagem: google

terça-feira, 17 de maio de 2016

NOVAS ENFERMIDADES, VÍCIOS ANTIGOS...


Atualmente vive-se o surgimento de novas doenças em uma velocidade espantosa. Zika vírus, chikungunya e outros males preocupam a sociedade. Alguns estudos apontam que o zika vírus tem relação com a microcefalia, o que deixa muitos pais atônitos com a possibilidade de que seus rebentos venham nascer portadores do mal acima citado.
Recentemente um colega, grávido de trigêmeos, lotou as prateleiras de sua casa com repelentes para evitar que a esposa corresse o perigo de ser picada pelo mosquito aedes aegypt, transmissor do zika. Pernas pra que te quero e repelente no corpo, disse ele. Fato é que as novidades, sejam em qualquer campo, causam curiosidade e, a priori, assustam, principalmente as novidades que dizem respeito à saúde do corpo, algo que todos prezam tanto.
Estima-se que o ser humano acumula atualmente um novo elemento patogênico por ano. E muitos fatores colaboram para isso. O homem mudou seu estilo de vida, hoje interage muito mais com os animais em seus ambientes, além das viagens internacionais, a globalização e, também, a criação de animais exóticos, tudo isso e mais outros fatores geram condições para que se desenvolvam novos elementos patogênicos.

Novas doenças, chance de o homem exercitar sua inteligência

Cada nova doença representa para o homem de ciência desafio ao seu intelecto e oportunidade de progresso, pois deve ele – o homem de ciência – entregar-se de corpo e alma ao estudo e pesquisa para oferecer à sociedade uma resposta. E essa entrega o leva a novas descobertas, ou ao menos abre caminho para que outros desbravem os horizontes da cura para os males do corpo.
Portanto, o trabalho duro em torno da cura de uma determinada doença afia a inteligência daqueles que se debruçam em estudá-la e os leva ao progresso. Como evoluiria o homem sem os desafios naturais que o convidam a pular sempre mais alto? São nas aparentes adversidades que Deus vai dando oportunidade para o crescimento de seus filhos.
Quando o tempo passa e olhamos para trás constatamos as conquistas advindas daquele embate contra esta ou aquela patologia e entendemos o salto que foi dado pelo ser humano a mostrar que mais uma etapa foi vencida.

Enfermidade educativa

Segundo o Espiritismo a Terra pertence à categoria de mundos de provas e expiações. Habitantes de planetas deste nível já tiveram algum progresso, basta observar os avanços, principalmente nas questões pertinentes à ciência e tecnologia, entretanto o comportamento moral ainda atrasado demonstra uma inferioridade que deve, naturalmente, ser vencida.
Uma das formas de vencer a inferioridade moral, claro que não a única, é a provação por meio da enfermidade. A enfermidade não raro atua como um freio e, também, como um meio para educar o indivíduo.
Um fumante inveterado recebe o alerta médico de que é preciso parar com o vício, entretanto, faz ouvidos moucos. Então, pela lei de causa e efeito colhe um problema em seus pulmões; problema este que o educará mostrando que é necessário domar aquela inclinação ao tabaco. Seja este homem um teimoso e prossiga com seu vício os apertos orgânicos serão ainda maiores a imputar-lhe dores e sofrimento, não com o objetivo de puni-lo, mas com o único intuito de fazê-lo compreender que o corpo físico é sagrado templo do espírito imortal para suas vivências terrenas, logo, não pode ser massacrado pelo fumo.
Este homem lesará seu corpo espiritual e, por consequência da lesão no perispírito seu corpo físico, em posterior existência (quando não na mesma), apresentará alguns problemas decorrentes de seu vício de outrora. Aprenderá, por meio dos dissabores que orientam, a tratar-se com o devido respeito.
Perceba, porém, que este é apenas um dos infinitos exemplos que podem ser citados para a ilustração de como a enfermidade tem o caráter de educar, mas não o de punir.
Entretanto, para crescer pela dor e pelas enfermidades não basta apenas estar portador delas, algo mais se faz necessário.  É preciso ter resignação e aceitar a condição temporária do estar portador desta ou daquela doença. Eis a grande questão. A condição de enfermo é apenas temporária, jamais definitiva. Não somos zika, estamos com zika, não somos HIV positivo, estamos com HIV positivo. Tudo passa, e com as enfermidades não é diferente.
Jesus disse: A verdade liberta. Pois sim, conhecendo a verdade, ou seja, que estamos num mundo de provas e expiações saberemos que as aflições virão, mas é possível vencê-las.
Em O livro dos Espíritos Allan Kardec indaga aos mentores se podemos vencer as provações da existência. A resposta é clara. Dizem os sábios espirituais que podemos vencer qualquer desafio, mas é imperioso o esforço. E informam que poucos empenham-se para vencer os desafios. Uma mensagem repleta de otimista a dizer-nos:
Vão em frente, cresçam, prossigam, depende de vocês!
E nascemos para vencer e não para perder.
E as indagações, como não poderia deixar de ser na busca pela verdade, sucedem-se: Por que o homem está submetido a antigas e novas formas de doença? Por que alguns adoecem com mais facilidade do que outros?
Perguntas interessantes, mas que só terão resposta satisfatória quando analisadas sob o prisma da imortalidade da alma.
Submetido está a antigas e novas doenças porque vive num mundo de provas e expiações, em que por conta de seu pouco desenvolvimento moral ainda encontra-se subordinado a aprendizados, digamos, dolorosos.
Melhore o homem moralmente e suas existências ficarão mais leves, sem a pesada e densa equação da dor para resolver.
Quando o foco está apenas na existência atual, de fato as novas patologias chocam, pois demonstram estar reinando num mundo onde Deus deveria existir e, portanto, fazer-se soberano, haja vista seus atributos.
Mas quando mudamos o foco e enxergamos a imortalidade da alma e as existências sucessivas a coisa muda de figura, e tudo faz sentido porque tem uma explicação palatável.
Basta, como ensinam os Espíritos, o homem fazer uma reflexão profunda das razões pelas quais determinada patologia o visita. Se ele for sincero e não encontrar razões nesta existência fatalmente a causa estará no passado.
E se hoje ele passa por isso é porque Deus sabe que tem condições de resgatar esse débito e sair vencedor de sua jornada.

Oportunidade de exercitar o amor.

Um outro ponto interessante a anotar é o de que as enfermidades, sejam elas novas ou antigas, servem para despertar no homem o amor pelo seu semelhante. Ao praticar a lei de amor e caridade o ser humano faz de tudo para suavizar as dores do próximo, não caminhando por ele, mas socorrendo-lhe diante da dolorosa provação da enfermidade física.
São os casos das famílias saudáveis fisicamente mas que recebem em seu seio um indivíduo com graves problemas de saúde. Quando situações assim ocorrem vale lembrar que a prova é para toda a família e não apenas para um único indivíduo.
Ensinam os Espíritos que numa sociedade que pratica a lei de amor o forte ampara o fraco, portanto, o familiar com saúde debilitada é no momento alguém que se encontra fragilizado a requerer nossa atenção e cuidados.
Recordo-me de uma família composta por 3 filhos, marido e esposa, total de 5 pessoas. A mãe com os meninos ainda adolescentes teve trombose cerebral e ficou inválida na cama. Os papeis inverteram-se, ao invés dela cuidar dos filhos os filhos tiveram de, ainda jovens, abraçar a tarefa. Complicado é verdade. Mas, não obstante suas limitações todos encararam o dever e o cumpriram com zelo. Mais interessante: não viam a mãe como um fardo, mas, sim, como alguém necessitada ainda mais de amor.
O que está por trás disso?
Não sabemos no momento, contudo é fato que o impossível é Deus errar, logo, há alguma causa razoável para esta provação e que neste instante escapa-nos a ciência.
A provação teve pouco mais de 27 anos de duração. Após o desencarne da mãe todos sentiram-se liberados para tocarem suas vidas de maneira, digamos, um pouco mais livre.
A realidade é que tudo passa nesta vida e cabe-nos enfrentar toda e qualquer situação com coragem e certeza de que Deus não nos abandona jamais. Este, aliás, um grande alento saber que estamos sendo cuidados pela inteligência suprema. Não há nada mais competente do que isso.
Portanto, em face de qualquer enfermidade, seja nova ou antiga, utilizemos do exercício da serenidade, este bem tão precioso que nos proporcionará passar por qualquer desafio existencial de forma mais leve.
Sem serenidade não se atravessa a rua, com serenidade damos a volta ao mundo.
As doenças são novas, porém os vícios são antigos...

Wellington Balbo – Salvador BA.


imagem: google

segunda-feira, 9 de maio de 2016

JULGAMENTOS

Se alguém te surge em erro
Tranquiliza-te e cala.
Não sabes o princípio
Dos fatos que registras.
Quanta dor na criatura
Antes de haver caído!
Se vês a falta alheia,
Usa a misericórdia.
Virtude que condena
É orgulho disfarçado.
Hoje, podes julgar...
Amanhã, ninguém sabe.


Fonte: O Essencial – Chico Xavier/Emmanuel
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

CONVÍVIO

Se você realmente ama aqueles
que lhe compartilham a estrada,
auxilie-os a ser livres para
encontrarem a si mesmos, tal
qual deseja você a
independência própria para ser
você, em qualquer lugar.


Fonte: Tempo e Nós – Chico Xavier/André Luiz
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sexta-feira, 1 de abril de 2016

SERVE SEM APEGO

Usa, sem algemar-te,
Os bens de que desfrutes.
Medita nas riquezas
Que já se dispersaram.
Antigas obras de arte
Valorizam museus.
Títulos de ascendentes
São brazões sem calor.
Do que sejas ou tenhas,
Faze o melhor que possas.
Serve sem apegar-te,
Tudo pertence a Deus.

Emmanuel


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domingo, 13 de março de 2016

QUANTO MAIS

Quanto mais alto estejas,
Mais apoio a prestar.

De quanto mais disponhas,
Mais poder de servir.

Quem possui mais cultura
Pode ensinar melhor.

Não recuses doar
Do que tenhas ou sejas.

Virtude sem trabalho
Lembra riqueza morta.

Recorda: Deus te dá
Para que também dês.

Emmanuel


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MIGALHA E CARIDADE

Qualquer dádiva é grande
Nas mãos da caridade.
Um gesto de bondade
É chave de socorro.
Há florestas que nascem
De uma semente humilde.
Gotas de sedativo
Suprimem grandes dores.
Quem serve reconhece
O poder da migalha.
A simples vela acesa
Rechaça a escuridão.


Fonte: O Essencial – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

AÇÃO PESSOAL

Cumprindo o meu dever;
Fazer sempre algo mais.
No exame de mim mesmo;
Aceitar-me e servir.
Quanto aos outros;
Dar auxílio e respeito.
Nas lutas dia-a-dia;
Trabalhar e esquecer-me.
Ante o mal que apareça;
Calar, buscando o bem.
Fazer perante Deus;
O melhor que eu puder.


Emmanuel

imagem: google