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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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terça-feira, 11 de junho de 2013

MEDO E MORTE II


Entre as várias expressões de medo ressalta o da morte, herança atávica dos arquétipos ancestrais, das religiões castradoras e temerárias, dos cultos bár­baros, das conjunturas do desconhecido, das imagens mitológicas que desenharam no tecido social as im­pressões do temor, das punições eternas para as cons­ciências culpadas, dos horrores inomináveis que o ser humano não tem condições de digerir...
O pavor da morte, às vezes patológico, afigura-se tão grave, que a criatura se mata a fim de não aguar­dar a morte...
Compreensívelmente, desde o momento da con­cepção manifesta-se o fenômeno da transformação celular ou morte biológica. Nesse processo de trans­formações incessantes, chega o momento da parada final dos equipamentos biológicos, e tal ocorrência é perfeitamente natural, não podendo responder pelos medos e pavores que têm sido cultivados.
Não é a primeira vez que ocorre a morte do corpo, na vilegiatura da evolução dos seres. O esquecimento do fenômeno, de maneira alguma, pode ser conside­rado como desconhecido pelo Espírito, que já o vi­venciou antes.
Um aprofundamento mental demonstra que a morte não dói, não apavora, mas o estado psicológi­co de cada um, em relação à mesma, transfere as im­pressões íntimas para o exterior, dando curso às ma­nifestações aparvalhantes.
A Psicologia transpessoal, lidando com o ser psí­quico, o ser espiritual, sabe-o em processo de evolu­ção, entrando no corpo — reencarnação — e dele saindo — desencarnação — da mesma forma que o corpo se utiliza de roupas, que lhe são necessárias e dispen­sáveis, conforme as ocasiões.
O simples hábito de dormir, quando se mergulha na inconsciência relativa, é uma experiência de morte que deve servir de padrão comparativo para o fim do processo biológico.
Conforme o eu profundo considere a morte, povoando-a de incertezas, gênios do mal, regiões puniti­vas ou aniquilamento, dessa forma a enfrentará. O oposto igualmente se dá. Vestindo a morte de esperança de reencontros felizes, de aspirações enobrecidas, de agradável despertar, ocorrerá o milagre da vida.
O medo da morte decorre da ignorância da reali­dade espiritual e do apego ao transitório físico.
Freud afirmava que o instinto da morte é superior ao de conservação da vida, o que é perfeitamente na­tural, tendo-se em vista que o corpo é fenômeno, e este passa, permanecendo a causa, que é a energia, a vida em si mesma.
A psicoterapia preventiva, como curadora para o medo da morte, propõe uma conduta harmônica com os níveis superiores de consciência desperta, lúcida, avançando para a transcendência do eu, até culminar na identificação com a Cósmica.


O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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segunda-feira, 10 de junho de 2013

MEDO E MORTE I


Insinua-se o medo de forma sutil, aparentemente lógica, tomando conta das paisagens da psique, como insegurança tormentosa povoada de pesadelos hórri­dos, que levam a alucinações e impulsos incontrolá­veis de fuga até mediante o concurso da morte.
Com o tempo, alternam-se as condutas no paci­ente: apatia mórbida ou pavor contínuo, ambas de gra­vidade indiscutível.
Na psicogênese, porém, dos estados fóbicos em geral, não se pode descartar a anterioridade existen­cial do ser, em Espírito, peregrino que é de inumerá­veis reencarnações, cuja história traz escrita nas te­celagens intrincadas da própria estrutura espiritual.
Comportamentos irregulares, atividades lesadoras, ações perversas ocultas que não foram desvela­das, inscrevem-se na consciência profunda como ne­cessidade de reparação, que ressurgem desde a nova concepção, quando ocorrem os fatores que os desper­tam, permitindo-lhes a imersão do inconsciente, e pas­sam a trabalhar o ser real, levando-o da insegurança inicial ao medo perturbador.
A reencarnação é método para o Espírito apren­der, agir, educar-se, recuperando-se quando erra, re­parando quando se compromete negativamente.
Inevitável a sua ocorrência, ela funciona por automatismo da Vida, impondo as cargas de uma experi­ência na seguinte, em mecanismo natural de evolução.
Inscritos os códigos de justiça na consciência in­dividual, representando a Consciência Cósmica, nin­guém se lhe exime aos imperativos, por ser fenômeno automático e imediato.
A cada ação resulta uma reação semelhante, por­tadora da mesma intensidade vibratória.
Quando re­calcado o efeito, ele assoma, predominante, propici­ando os estados de libertação ou sofrimento, confor­me seja constituído o seu campo de energia.
O autodescobrimento é a terapia salutar para que sejam identificadas as causas geradoras e, ao mesmo tempo, a conscientização de quais recursos se podem utilizar para a liberação.
Conhecendo o fator responsável pelo medo, antepor-se-lhe-á a confiança nas causas positivas, que re­sultarão em futuros equilíbrios de fácil aquisição.
A renovação pessoal pelo otimismo, a auto-estima, o hábito das ideações elevadas, da oração, da meditação, consti­tuem eficientes recursos curativos para o auto-encon­tro, a paz interior.
O medo é inimigo mórbido, que deve ser enfren­tado com naturalidade através do exercício da razão e da lógica.

(continua)

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A CRIANÇA APÓS A MORTE


Que Significado ou Valor Espiritual Pode era Vida de Alguém que Desencarnou Ainda Bebê?

                Essa curta vida teve também sua finalidade e proveito, do ponto de vista espiritual. Pode ter sido, por exemplo:

  • Uma complementação de encarnação anterior não aproveitada integralmente;
  • Uma tentativa de encarnação que encontrou obstáculos no organismo materno, nas condições ambientes ou no desajuste perispiritual do próprio reencarnante; serviu, assim, para alertar quanto às  dificuldades e ensejar melhor preparo em nova tentativa de encarnação;
  • Uma prova para os pais (a fim de darem maior valor à função geradora, testemunharem humildade e resignação), ou para o reencarnante (a fim de valorizar a reencarnação como bênção).

Qual é no Além, a Situação Espiritual de Quem Desencarnou Criança?

                É a mesma que merecia com a existência anterior ou que já tinha na vida espiritual, porque, na curta vida como criança, nada pôde fazer de bom ou de mau que alterasse a evolução, que representasse um desenvolvimento, um progresso.
                Mas pode estar melhor na sua conscientização e no seu equilíbrio espiritual e também ter reajustado, no processo de ligamento e desligamento com o corpo, algum problema espiritual de que fosse portador.

Como é Visto o Corpo Espiritual de Quem Desencarnou Criança?

                Uns se apresentam crescidos perispiritualmente e até já em forma adulta, pois, como espíritos, não têm a idade do corpo.
                Se desejam fazer-se reconhecidos pelas pessoas com quem conviveram, podem apresentar-se com a forma infantil que tiveram.
                Se vão ter de reencarnar brevemente, poderão conservar a forma infantil do seu perispírito, que facilitará o processo de nova ligação à matéria.
                E assim como há, para o espírito de adultos,  moradas no mundo fluídico, também há ali, para os espíritos que ainda conservam a forma infantil, as chamadas colônias, em que são carinhosamente acolhidos e auxiliados por “tios e tias” benfeitores e onde permanecerão, enquanto necessitarem.

Do livro: Ante os que partiram – Therezinha Oliveira

Extraído de: AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

DEPOIS DA MORTE II


Os Que Ficam na Terra Não Podem Ajudar?

                Podem, sim. As atitudes e ações de quem fica, em relação ao desencarnado, influem muito sobre ele.
                Revolta, desespero, angústia pela partida do desencarnado podem repercutir nele de modo triste, desfavorável, deprimente, desanimador.
                É por não entendermos a morte, o seu porquê e os seus efeitos, que agimos assim? Convém, então, estudarmos as informações espirituais quanto à desencarnação, para sabermos como nos comportar ante esse fato inevitável.
                Sentir saudade é natural e, por vezes, não há como evitar o pranto. Mas que não resvalemos para o choro excessivo, exigente e inconformado.
                Ante os que nos antecederam na grande viagem, podemos e devemos:

  • Orar por eles, com resignação e esperança no futuro espiritual;
  • Não guardar objetos e coisas da pessoa que desencarnou, nem os ficar contemplando e acariciando indefinidamente;
  • Ocupar-se de seus deveres e da prática de ações boas, do auxílio ao próximo, em vez de ficar remoendo improdutivamente sua dor e saudade;
  • Procurar fazer o bem que a pessoa desejaria ou deveria ter feito quando estava aqui na Terra.

Podemos Ter Notícias de Quem Desencarnou?

                Podemos rogar a Deus que nos conceda essa bênção, essa misericórdia.
                Se vierem notícias por via mediúnica, analisemos as mensagens e informações recebidas. Condizem com a realidade espiritual e a boa orientação cristã? Em caso afirmativo, agradeçamos a Deus o consolo recebido. Não correspondem á identidade do nosso querido desencarnado? Com tranqüilidade, sem revolta nem desanimar na fé, ignoremos a mensagem recebida.
                Do ponto de vista espiritual, nem sempre é considerado útil e oportuno que tenhamos notícias sobre os desencarnados. Nesse caso, é preciso saber aceitar a ausência de notícias, continuando a confiar na sabedoria e no amor de Deus por todos nós, seus filhos.
                Por vezes, as notícias vêm por meio de sonhos especiais, porque, ao dormir, desdobramo-nos espiritualmente e então podemos encontrar-nos com outros espíritos no plano invisível.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)


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terça-feira, 21 de agosto de 2012

DEPOIS DA MORTE


Após desligar-se do corpo material, o espírito conserva sua individualidade, continua sendo ele mesmo, com seus defeitos e virtudes.
                Sua situação, feliz ou não, na vida espírita será conseqüência da sua existência terrena e de suas obras. Os bons sentem-se felizes e no convívio de amigos; os maus sofrem a conseqüência de seus atos; os medianos experimentam as situações de seu pouco preparo espiritual.
                Através do perispírito conserva a aparência da última encarnação, já que assim se mentaliza. Mais tarde, se o puder e desejar, a modificará.
                Depois da fase de transição, poderá estudar e trabalhar na vida do além e preparar-se para nova existência terrena, a fim de continuar evoluindo.

O Conhecimento Espírita Garante Uma Boa Situação no Além, ao Desencarnarmos?

                O conhecimento espírita ajuda-nos muito a entender a questão da desencarnação e pode fazer com que o espírito, ao desencarnar, compreenda rapidamente o que lhe está acontecendo e saia o que deve fazer para se readaptar melhor ao plano espiritual.        
                Mas não nos assegura uma boa situação no além, se a ela não fizermos jus por nossos pensamentos, sentimentos e atos.
                Somente a prática do bem assegura ao espírito um despertar pacífico e sereno na pátria espiritual.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)


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quarta-feira, 25 de julho de 2012

SOBRE A MORTE III

Desencarnar É Um Processo Doloroso?
Não mais do que as dores e dificuldades que muitas vezes experimentamos aqui na Terra. Depende muito de como a pessoa encara os acontecimentos e das condições que ela tenha para os solucionar ou suportar.
                É comum o recém-desencarnado sentir inicialmente uma certa perturbação.

Por Que a Perturbação? Não Estamos Voltando ao Nosso Verdadeiro Mundo? Tudo Deveria Ser Muito Natural.
Deveria e assim acontece com os espíritos mais evoluídos. Mas, geralmente, prendemo-nos demais às sensações físicas durante a vida do corpo, canalizamos muito as sensações em nossos órgãos dos sentidos. Desencarnados, ainda queremos continuar a ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, sentidos corpóreos que já não temos. Por isso, de início não percebemos bem o novo plano em que passamos a viver. Temos de habituar-nos às percepções perispirituais em vez das percepções dos sentidos materiais.
                É uma readaptação ao plano do espírito. Quando nascemos na Terra, levamos algum tempo adaptando-nos ao novo corpo. Ao desencarnar, também precisamos de uma fase de readaptação ao plano espiritual.

Demora Muito Essa Readaptação ao Mundo Espiritual?
A duração vai depender da evolução do espírito. Para alguns, breves instantes bastam. Para outros, demora até o equivalente a muitos dos nossos anos terrenos.
                Quem não se preparou para a vida espiritual sentirá maior dificuldade em se readaptar ao novo plano de vida, razão por que há espíritos que se comunicam dizendo estarem perturbados, desorientados.
                Quem se preparou bem passa rapidamente pela fase e logo se sente readaptado ao plano espiritual.
                O preparo para a vida espiritual vem do cultivo de nossas faculdades de espírito e da busca do equilíbrio com as leis da vida. Para isso, nada melhor do que manter a conduta moral cristã.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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terça-feira, 24 de julho de 2012

SOBRE A MORTE II


Como Encarnamos
A ligação do espírito com a matéria dá-se por meio do perispírito e faz-se desde a concepção.
                Ligado ao ovo, o perispírito vai servir de molde para a formação do corpo material, sendo utilizados nessa formação os elementos hereditários fornecidos por pai e mãe. As células multiplicam-se em obediência às leis da matéria em conformidade com a influência que o perispírito do reencarnante exerce.
                Quando o corpo apresenta condições de vida independente do organismo materno, dá-se o nascimento físico.

A Desencarnação
A carga vital, que havíamos haurido ao encarnar, um dia se esgotará, acarretando a morte física. Esse esgotamento ocorre por velhice, por excessos e desregramentos ou porque uma doença ou acidente danifiquem o corpo material de modo irrecuperável.
                Morto o corpo, vem o desprendimento perispiritual, que começa a fazer sentir seus efeitos pelas extremidades do organismo. Desatam-se os laços fluídicos nos centros de força, sendo o centro cerebral o último a se desligar.
                Às vezes, médiuns vêem o desprendimento dos fluídos perispirituais, que vão formando um outro corpo – o fluídico – acima dos agonizantes.

Por Que Temos de Morrer? Não Poderíamos Ficar Vivendo Para Sempre na Terra?
O objetivo do espírito não é permanecer no plano terreno. Seu ambiente natural e definitivo é o plano espiritual.
                O espírito encarna em mundos corpóreos para cumprir desígnios divinos. Deus quer que o espírito cumpra uma função na vida universal e, ao mesmo tempo, vá desenvolvendo-se intelectual e moralmente.
                Cada encarnação só deve durar o tempo suficiente para que o espírito cumpra a tarefa que lhe foi designada e enfrente as provas e expiações que mais sejam necessárias à sua evolução, no momento.
                Depois de cada encarnação, o espírito desliga-se da vida terrena e retoma o seu estado natural, que é o de espírito liberto.
                No intervalo entre duas encarnações, o espírito vive de modo muito mais amplo do que quando encarnado, porque o corpo lhe limitava um tanto as percepções e atividades espirituais.
                Então, avalia os resultados da encarnação que findou e prossegue aperfeiçoando-se espiritualmente na vida do além.
                Encarnará novamente, quando isso se fizer necessário e oportuno para a continuidade de seu progresso intelectual e moral e para o cumprimento da função que Deus lhe designar na vida universal.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

SOBRE A MORTE I


Morrer É Mudar Continuando em Essência o Mesmo
Costuma-se simbolizar a morte por um esqueleto chacoalhante (o que restaria do corpo), armado de foice (com que cortaria o fio da vida), portando uma ampulheta (para contar o tempo de vida das criaturas) e vestindo um manto preto (em que a pessoa que morreu seria escondida para sempre de nós).
                Será a morte feia e terrível assim?

O Que a Morte Parece Ser
Pra os materialistas, que somente acreditam na matéria, a morte é o fim da vida nos seres, a completa e irresistível desorganização dos corpos, o fim de tudo.
                Mesmo entre os espiritualistas, grande parte encara a morte com temor. Crêem em algo além do corpo, mas apenas de modo teórico. Como não se utilizam do intercâmbio mediúnico, falta-lhes a experiência pessoal, as provas quanto à sobrevivência do espírito. Em conseqüência, a morte parece-lhes porta de entrada para o desconhecido. E nada mais assustador do que aquilo que não se conhece.

O Que a Morte Realmente É
A morte é apenas o processo pelo qual o espírito se desliga do corpo que perdeu a vitalidade e não lhe pode mais servir para a sua manifestação no mundo terreno.
                O espírito não morre quando o corpo morre. Não depende dele para existir. Antes de encarnar neste mundo, o espírito já existia e vai continuar existindo depois que o corpo morrer.
                Desligado do corpo que morreu, o espírito continuará a viver, em condições diferentes de manifestação, em outro plano de atividades: o mundo espiritual, sua pátria de origem.
                Para entendermos bem isso, recordemos como é que encarnamos e desencarnamos.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TEMOR DA MORTE II


Morre-se cada instante, em razão das contínuas transformações que ocorrem no organismo.
            Centenas de milhões de células decompõem-se e morrem, em minutos, ensejando o surgimento de outras tantas, até o momento quando a energia vital em esgotamento resultante do desgaste diminui e consome-se, ensejando a morte de toso o organismo.
            Em uma lúcida comparação, toda vez quando o sono fisiológico toma o organismo e obscurece a consciência, defronta-se uma forma de morte, sem grande variação a respeito daquela que encerra o ciclo terrestre.
            O medo da morte, de alguma forma, é atávico, procedente da caverna, quando o fenômeno biológico sucedia e o homem primitivo não o entendia, desconhecendo a razão da sua ocorrência.
            Do desconhecido sucesso às informações que foram sendo recolhidas ao largo dos milênios, os mitos e arquétipos remotos encarregaram-se de criar funestos conceitos ao seu respeito.
            Nada obstante, nesse mesmo período ocorreram as memoráveis comunicações espirituais cujas informações são encontradas em algumas excitas rupestres, assim também originando-se o culto aos espíritos, como sendo uma forma de os manterem vivos, de os tranquilizarem, de os encaminharem ao mundo de origem.
            Guardadas hoje as proporções, as cerimônias religiosas, as recomendações litúrgicas e os ritos constituem um aperfeiçoamento daqueles cultos primitivos, nos quais, durante um largo período, realizavam-se holocaustos de animais e de seres humanos, a fim de acalmar aqueles que se proclamavam deuses e responsáveis pelos acontecimentos em geral.
            Houve, sem dúvida, um grande progresso na celebração dos cultos aos mortos, permanecendo ainda, lamentavelmente, a ignorância em torno da imortalidade.
            Retornando ao convívio com aqueles que ficaram na Terra, dispõem-se de claras e significativas informações a respeito da sobrevivência  do ser, de como contribuir em seu benefício, substituindo a pompa e as extravagâncias, muito do agrado da insensatez, pelas orações ungidas de amor e de respeito pela sua memória, recordando-os com carinho, trabalhando-se em benefício do próximo, em homenagem ao que representam na afetividade.
            A reverência ao corpo fixou-se de tal maneira no comportamento humano que a arte utilizou-se desse fenômeno para preservar o carinho dos que permaneceram no mundo – afinal por pouco tempo, porque também foram convocados a seguir para o além – por intermédio dos monumentos colossais, dos mausoléus ricamente decorados, das capelas revestidas de mosaicos e de mármores de altos preços. Os artistas aumentaram esse tipo de culto, estimulando as decorações com estátuas imponentes ou comovedoras, utilizando o bronze, o ferro, o ouro e outros metais, como também pedras preciosas, pinturas faustosas para expressar a grandiosidade do desencarnado, muitas vezes em situações deploráveis no mundo espiritual, como decorrência da vida que levou na Terra.
            Ainda aí vemos uma forma de dissimular a morte, dando um aspecto festivo aos despojos já consumidos pelos fenômenos naturais.
            E todos esses recursos poderiam ser encaminhados para diminuir o sofrimento de milhões de criaturas enfermas, esfaimadas, excluídas do conjunto social.
            Infelizmente, porém, a morte é um dos fatores que empurram as pessoas fracas e despreparadas para os enfrentamentos normais da existência, para a depressão, para a revolta, para a violência.
            Ninguém conseguirá driblar a morte, por mais que o intente.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 18 de dezembro de 2011

TEMOR DA MORTE I


O temor da morte é resultado da ignorância a respeito da vida.
            Tradicionalmente renegada como sendo o fim, considerada como o momento de prestação de contas normalmente apavorante, em razão do comportamento existencial durante a jornada terrestre, quase sempre censurável, ou o aniquilamento da consciência, a morte transformou-se em hedionda realidade da qual, porém, ninguém consegue eximir-se.
            Em algumas culturas ancestrais e em diversas atuais, procura-se mascarar a morte, ora realizando-se cultos prolongados e afligentes, noutros momentos produzindo-se festas de libertação do corpo, ainda outras vezes promovendo-se cerimoniais, maquilando-se o cadáver para dar-lhe melhor aparência, como se isso fosse importante, com o objetivo de diminuir-se a dor do seu enfrentamento.
            Quando se tem consciência do significado real da morte, na condição de passaporte para a vida, a alegria da imortalidade substitui a angústia do eterno adeus, ou da promessa do juízo final, ou ainda a respeito do nunca mais.
            Se o corpo pudesse prolongar a sua permanência na Terra, como agradaria a alguns aficionados da ilusão, mas apenas temporariamente, como isso seria terrível para os portadores de enfermidades degenerativas, de distúrbios psicóticos profundos, de deformidades congênitas, de paralisias, de transtornos psicológicos destrutivos, da miséria social e econômica, das expiações em geral.
            Para quem se compraz na fantasia da ignorância, pretendendo manter a eterna juventude, desfrutar dos esgotantes prazeres, permanecer em foco onde quer que se encontre, seria aparentemente muito bom e compensador. No entanto, tudo quanto se faz repetitivo, num continuum demorado, corre o risco de tornar-se tedioso, de produzir o vazio existencial por falta de significado psicológico.
            A Divindade, ao estabelecer os limites orgânicos, em razão das energias que vitalizam a matéria, proporciona tempo e oportunidade necessários para o desenvolvimento ético-moral e espiritual do espírito humano.
            Mediante as existências sucessivas, adquirem-se os valores inalienáveis para a conquista do bem-estar, da harmonia, da individuação.
            Com a sua constituição imortal, o espírito progride e alcança os patamares superiores da vida, podendo fruir todas as bênçãos que se lhe encontram ao alcance.
            A felicidade não é deste mundo – assevera o Eclesiastes, demonstrando que, existe a plenitude, mas não a anelada pelo corpo físico no mundo material.
            A consciência da sobrevivência à disjunção molecular proporciona rela alegria de viver e de lutar, ensejando um grandioso significado à existência que se adorna de possibilidades que facultam a conquista do estado numinoso.
            Alguns objetam que esse comportamento pode proporcionar acomodação ao sofrimento, aceitação passiva das ocorrências perturbadoras, pensando-se que as futuras reencarnações tudo resolvem.
            Pelo contrário ocorre, pois que a consciência de si faculta ampliação dos horizontes mentais, enriquecimento emocional superior, esperança de alcançar-se as metas dignificantes da vida, à medida que se luta por consegui-las.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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