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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MEDIUNIDADE E SERVIÇO

(J. Herculano Pires)
Agora, que as clausuras religiosas começam a se abrir e o isolamento sacerdotal se converte em vivencia social, seria curioso se os espíritas instituíssem um sistema de segregação para os médiuns; tanto mais que o Espiritismo é uma doutrina aberta, só comparável ao Cristianismo primitivo dos tempos em que Jesus e os seus discípulos viviam no meio do povo, servindo
à Deus no serviço aos homens.             
A mediunidade não e privilégio, não é concessão especial, mas faculdade humana natural. Todos a possuímos, em maior ou menor grau, conforme as nossas necessidades. Assim como devemos empregar a nossa inteligência e as nossas habilidades ao serviço do próximo, assim também devemos utilizar a nossa mediunidade na boa orientação das relações sociais. O médium isolado seria um contra senso, como a lâmpada sob o alqueire de que nos fala o Evangelho. Sua função não é esconder a luz que possui, mas irradia-la em benefício de todos.
A missão mediúnica é semelhante a todas as demais missões que o Espírito, ao encarnar, traz para a Terra. A natureza social da mediunidade condiciona o médium a todas as exigências das relações humanas. Na verdade, a sociabilidade atinge na mediunidade o seu mais alto grau, pois o médium é o individuo colocado a serviço de duas coletividades, a visível e a invisível. Sua função social transcende o plano horizontal das relações existenciais, estabelecendo as relações do plano vertical entre os homens e os Espíritos. E essas relações, até ontem consideradas sobrenaturais, são hoje reconhecidas como naturais, comuns a todas as criaturas.
Como acentua Emmanuel, os médiuns, por mais elevados que sejam, não passam de criaturas em resgate dos erros do passado. Isolá-los, negar-lhes o direito a vida normal dos homens, furtá-los a experiência da vida, seria regredirmos no tempo, esquecendo os princípios fundamentais do Espiritismo para cairmos de novo no conceito errôneo dos privilégios espirituais. Mediunidade é serviço, mas sobretudo serviço fraterno – que só pode ser realizado com proveito no ombro a ombro da vida comum.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

PÁGINA AOS MÉDIUNS

(Emmanuel)       
Médiuns espíritas!
Quando vos conscientizais relativamente a distância entre a vossa condição humana e a espiritualidade sublime da Doutrina de Luz e Amor que abraçastes, muitos de vós outros recuais ante as lutas por sustentar.
Compreendamos, no entanto, que quase todos nós, os companheiros encarnados e desencarnados, trazidos as tarefas do Espiritismo, somos seres endividados de outras épocas, empenhados ao trabalho de aperfeiçoamento gradativo com o amparo de Jesus.
Tiranos de ontem, somos agora convocados a exercícios de obediência e tolerância para as aquisições de humildade.
Autoridades absorventes que dilapidávamos os bens que se nos confiavam, em beneficio de todos, vemo-nos induzidos, na atualidade, a servir em regime de carência a fim de aprendermos moderação à frente da vida.
Inteligências despóticas que abusávamos da frase escrita ou falada, prejudicando multidões, estamos hoje entre inibições e dificuldades, nos domínios da expressão verbal, de modo a reconhecermos quanto respeito se deve à palavra.
Criaturas que infelicitávamos outras muitas, deteriorando-lhes a existência em nome do coração, achamo-nos presentemente em longos calvários do sexo a fim de aprimorarmos os impulsos do próprio amor.
Incluimo-nos em vossos problemas, conquanto desenfaixados provisoriamente dos laços físicos, porquanto as vossas lutas de hoje foram as nossas de ontem, tanto quanto os vossos conflitos de hoje serão talvez nossos amanhã, quando, pela reencarnação, estivermos na posição que atualmente ocupais.
A despeito, no entanto, de todos os obstáculos, esposemos na construção do bem o caminho da sombra para a luz.
Natural tropeceis, através de quedas e desilusões, muitas vezes necessárias a formação de nossas melhores experiências. Entretanto, não vos marginalizeis na estufa da ociosidade ou na furna da autocompaixão.
Trabalhemos compreendendo e sigamos servindo.
Fraquezas e imperfeições temo-las ainda conosco e talvez por longo tempo, de vez que burilamento espiritual não e assunto de mágica.
Convençamo-nos, porém, de que unicamente com a doação do melhor de nós mesmos, na edificação do bem de todos, é que descobriremos a senda traçada a nossa melhoria e elevação.
Recordemos.
O ouro não se desentranha da ganga simplesmente porque leiamos algum compendio de mineração diante do cascalho que o segrega, conquanto o compendio de mineração favoreça as atividades relacionadas com a extração e acrisolamento do ouro.
Purificar-se-á o metal, em verdade, tão somente no clima do cadinho esfogueante.
Um médico reitera consigo a ciência de curar, mas isso não quer dizer esteja ele inacessível a doença, embora o dever que lhe cabe na preservação do equilíbrio orgânico.
Um dia Jesus nos afirmou que os obreiros do Evangelho serão conhecidos pelos frutos. Não nos será licito esquecer que todas as árvores da Terra, por mais preciosas, se lançam frondes, flores e frutos na direção dos Céus, nenhuma delas produzira se não tiver as raízes vinculadas aos ingredientes no chão.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 6 de fevereiro de 2016

A DOR E O TEMPO

(J. Herculano Pires)
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor. Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade. Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer. A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, “Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto, os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão:
“Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega a sua vida perdê-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte. A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estimulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar a compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Leon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto. A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que
aperta segura”. As pessoas inquietas perguntam por que há de ser assim, por que Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador. A perfeição inclui também o livre arbítrio, pois só através dele chegamos a consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites, como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ELEVAÇÃO

(Maria Dolores)
Escuta, alma querida,
Aceita as aflições e as lágrimas da vida,
Por agentes de acesso a Esfera Superior…
Mágoa, queixa, revolta e rebeldia
Lembram muralhas sob a noite fria
Furtando o coração a luz do amor.

Se a prova te retalha a alma sincera,
Perdoa, faze o bem, trabalha e espera
Aprendendo da estrada em derredor…
Tudo o que vive e sonha, sofre e ama,
Dos astros do Infinito aos vermes sob a lama,
Dando-se a elevação do futuro melhor…
O Sol potente que nos ilumina
É um gigante em perpétua disciplina,
Varando lutas que desconhecemos,
Por mais se lhe arremesse lixo à face,
Brilha em silêncio como se explicasse
Que só o amor domina os Céus Supremos…

Corre a fonte da penha ao chão da serra,
Depois, ganhando o vale, faz da terra
Verdejante celeiro em garbos de jardim…
Pelo bem que constrói, de segundo a segundo,
Muitas vezes recolhe os detritos do mundo,
Mas beija lodo e pedra e canta mesmo assim!…

O carvão na lareira acende a chama,
O tronco mutilado não reclama,
A estrada se aprimora aguentando tratores…
No trigo triturado o pão puro se asila,
Cria-se a porcelana em fogo sobre a argila,
O roseiral podado dá mais flores!…

Assim também, alma querida e boa,
Não recuses a dor que aperfeiçoa,
Se nos espanca os sonhos, teus e meus…
Golpes, tribulações, angústias, tempestade
São recursos da vida erguendo a Humanidade
Para a Benção de Deus.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

RESPEITO PELOS OUTROS

(J. Herculano Pires)
Todos somos naturalmente egocêntricos, pois o egocentrismo é a base da individualidade e consequentemente da personalidade. A pessoa humana é um ego conscientemente definido. E é necessário que seja assim, pois do contrário não seriamos um ser, uma consciência estruturada e capaz de agir.
Mas o egoísmo é uma deformação do egocentrismo, uma doença do ego. Essa doença se manifesta por vários sintomas bem conhecidos: a arrogância, a avareza, o comodismo, a ganância e sobretudo a falta de respeito pelos outros.
A facilidade com que interferimos na vida alheia, com que xingamos, insultamos, caluniamos, julgamos os outros, é o maior flagelo que assola o mundo. Essa falta de respeito pelos outros é o fruto espinhento do egoísmo que gera os conflitos no lar, na sociedade, nas nações e na vida internacional.
Os espíritas, incumbidos da missão de restabelecer o Cristianismo na Terra, são os que mais necessitam de compreender esse problema. O primeiro dever dos espíritas, no tocante ao respeito pelo próximo, refere-se a própria doutrina que nos foi dada pelos Espíritos Superiores através do trabalho missionário de Allan Kardec. No entanto, a todo momento vemos espíritas que pretendem, sem o mínimo de conhecimento doutrinário exigível, reformar a doutrina e superar Kardec.
No item 4 do capitulo XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Erasto nos adverte: “Cuidado, que entre os chamados para o Espiritismo muitos se desviaram da senda! Atentai, pois, no vosso caminho e buscai a verdade!”
Amor e respeito não querem dizer anulação do discernimento e da personalidade, querem dizer compreensão. Precisamos amar, compreender e respeitar os outros, mas sempre nos lembrando do respeito que devemos ao Espírito da Verdade e a doutrina que ele nos legou. O primeiro sinal de obsessão num espírita, num adepto da doutrina, é a sua leviandade na aceitação das fábulas que desfiguram o ensino dos Espíritos do Senhor, a falta de respeito para com o Espírito da Verdade.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 12 de dezembro de 2015

PROGRESSO E VIDA

(Emmanuel)
Quem lance na Terra ligeiro olhar para a retaguarda de oito lustros se espantará certamente em verificando o progresso dentro do qual a vida planetária vai marchando aceleradamente, para o futuro melhor.
Ainda assim reconhecerá que as exigências de ordem espiritual não se alteraram muito no curso do tempo.
O homem de hoje dispõe fartamente da televisão pela qual consegue, se o deseja, contemplar de perto as ocorrências do mundo, no entanto não possui autoconhecimento bastante para analisar-se de modo construtivo.
Inventa computadores que o auxiliam efetuando prodígios de informação e de cálculo, mas ainda não conhece, nas engrenagens perfeitas em que se expressam, as leis de causa e efeito que lhe presidem a experiência e o destino.
Utiliza a energia nuclear, todavia ignora ainda toda a extensão dos poderes do espírito.
Realiza voos espaciais aplicando os princípios da Astronáutica, entretanto é compelido a receber aulas de relacionamento humano a fim de harmonizar-se com os vizinhos que não lhe adotem o modo de pensar ou de crer.
Vacina-se contra a poliomielite, mas não consegue, por enquanto, imunizar-se contra os perigos do ódio e do ressentimento, da discórdia e do desespero.
Desfruta os recursos do subsolo, até mesmo do próprio mar, e descobre minas de nitrogênio nos céus que o rodeiam, no entanto não sabe manejar, senão muito imperfeitamente, os valores da alma.
* * *
Compreendamos que a Humanidade atual efetua proezas admiráveis em todos os domínios da natureza física, mas é necessário que os nossos corações se adaptem as leis do bem que Jesus nos legou, de modo a irmanar-nos e a respeitar-nos uns aos outros, sem o que o lazer na Terra ser-nos-á fator desencadeante de tédio e delinquência e a grandeza exterior se nos erguerá em soberbo palácio – onde prosseguiremos sofrendo a míngua de amor.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

INSTINTO E VIRTUDE

(J. Herculano Pires)
          Seria o amor materno uma virtude ou apenas um instinto que tanto se manifesta na Humanidade quanto nos animais? Kardec propôs essa questão aos Espíritos Superiores e podemos encontra-la, com a resposta dada, na pergunta 890 de O Livro dos Espíritos.

Os Espíritos respondem que o amor materno é instinto nos animais e também na criatura humana, mas nos animais é limitado as necessidades de conservação e desenvolvimento da prole, desaparecendo em seguida. E acrescentam: “Na criatura humana persiste por toda a vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes, pois sobrevivem a

própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vede que há nele alguma coisa mais do que no animal”.

Nas sessões mediúnicas, quando nos defrontamos com Espíritos endurecidos, vemos quase sempre que eles são socorridos pelas mães que se desvelam no mundo espiritual a ampará-los e desviá-los do erro. E o amor materno acompanhando-os além da tumba. São fatos assim que nos dão a segurança da verdade espírita, pois de Kardec até hoje os princípios doutrinários são confirmados em todas as experiências sérias e bem dirigidas.

Na mensagem de Emmanuel temos também o problema do amor fraterno, que é essencial para a evolução humana. Esse amor, que abrange todas as criaturas, depende da nossa capacidade de superação do egoísmo, de nos elevarmos acima de nós mesmos para podermos perdoar e aceitar os outros. É o caso da esposa abandonada pelo marido que a deixa em dificuldades para criar e educar os filhos. Emmanuel lembra a carga de forças negativas procedentes de existências anteriores e a fragilidade da criatura humana para vencê-las em certas circunstâncias. Daí aconselhar a mulher que não condene o transfuga, para não aumentar essa carga, auxiliando-o a vencê-la com os seus bons pensamentos e sentimentos de amor.

A mãe está biológica e espiritualmente mais ligada aos filhos do que o pai. Nela, portanto, o instinto natural e a virtude moral se conjugam de maneira mais profunda. Grande é a responsabilidade paterna pelos filhos, mas a responsabilidade materna é ainda maior.

 

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

CRIANÇAS EM DIFICULDADES

(Chico Xavier)
“Nossa reunião publica do dia 4 de setembro de 1972 foi integrada por grande número de senhoras, sendo precedida por longo diálogo em que algumas delas formulavam perguntas em torno de crianças em dificuldades, conquanto filhas de pais ainda vivos na Terra.
“Como agir diante dos pequeninos em tenra infância, sob o impacto das questões que aparecem na área dos casais desquitados? Como socorrer as criancinhas abandonadas pelos pais nas mãos abnegadas, entretanto em penúria, de mães largadas pelos companheiros?
“Que fazer dos pequeninos nascidos de dedicadas mães solteiras em luta pela própria manutenção? Como agir a mulher diante dos filhinhos necessitados de proteção e assistência, quando os maridos ou companheiros se fazem alcoólatras inveterados?
“Indagações quais essas foram feitas em grande número. E os argumentos alusivos ao assunto foram os mais diversos.
 “Ao término da reunião nosso caro Emmanuel escreveu a mensagem “Palavras as mães”.
Palavras às mães
(Emmanuel)
Se o Senhor te concedeu filhos ao coração de mulher, por mais difícil se te faça o caminho terrestre, não largues os pequeninos à ventania da adversidade.
É possível que o companheiro haja desertado das obrigações que ele próprio aceitou, bandeando-se para a fuga sob a compulsão de enganos, dos quais um dia se desvencilhara.
Não lhe condenes, porém, a atitude. Abençoa-o e, quanto possível, ampara os filhos inexperientes que te ficaram nos braços fatigados de espera.
Quem poderá, no mundo, calcular a extensão das forças negativas que assediam, muitas vezes, a criatura enfrascada no corpo físico, induzindo-a a transitório esquecimento dos encargos que abraçou? Quem conseguirá, na Terra, medir a resistência espiritual da pessoa empenhada ao resgate complexo de compromissos múltiplos a lhe remanescerem das existências passadas?
Se foste sentenciada a indiferença e, em muitas ocasiões, até mesmo a extremada penúria, ao lado de pequeninos a te solicitarem proteção e carinho, permanece com eles e, esposando o trabalho por escudo de segurança e tranquilidade, conserva a certeza de que o Senhor te proverá com todos os recursos indispensáveis a precisa sustentação.
Natural preserves a própria independência e que não transformes a maternidade em cativeiro no qual te desequilibres ou em que venhas a desequilibrar os entes amados, através do apego doentio. Mas enquanto os filhos ainda crianças te pedirem apoio e ternura, de modo a se garantirem na própria formação da qual consigam partir em demanda ao mar alto da experiência, dispensando-te a cobertura imediata, auxilia-os, quanto puderes, ainda mesmo a preço de sacrifício, a fim de que marchem, dentro da segurança necessária, para as tarefas a que se destinam.
Teus filhos pequeninos!… Recorda que as Leis da Vida aguardam do homem a execução dos deveres paternais que haja assumido diante de ti; entretanto, se és mãe, não olvides que a Previdência Divina, com relação ao homem, no que se reporta a conhecimento e convívio, determinou que os filhos pequeninos te fossem confiados nove meses antes.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 7 de novembro de 2015

CONDIÇÕES DA LIBERDADE

(J. Herculano Pires)
O princípio da liberdade é um anseio natural do homem e constitui o fundamento de todas as realizações duradouras. Sabemos que o homem é, na Terra, entre os seres visíveis que a povoam, o único realmente dotado de livre arbítrio. Mas a liberdade eé condicionada pela responsabilidade, sendo que a responsabilidade, por sua vez, não pode existir sem liberdade.
Estamos diante do que poderíamos chamar a dialética da autonomia. Da interação de liberdade e responsabilidade surge a síntese da independência, tanto em plano individual como no coletivo.
Questão 825 de O Livro dos Espíritos:
“Pergunta: Há posições no mundo em que o homem possa gabar-se de gozar de liberdade absoluta? – Resposta: Não, porque vós todos necessitais uns dos outros, assim os pequenos como os grandes”. Esse problema foi amplamente analisado por Kardec no estudo “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, publicado em Obras Póstumas. Ali encontramos esta proposição: “Do ponto de
vista do bem social a fraternidade figura em primeira linha, é a base. Sem ela não poderá haver igualdade nem liberdade verdadeiras. A igualdade decorre da fraternidade e a liberdade é uma consequência das duas”.
Temos assim duas condições sociais para a liberdade, que são os princípios de igualdade e fraternidade, é uma condição moral que é a responsabilidade. A essas condições Emmanuel propõe os corolários da obediência e do serviço. Sem obediência as leis divinas, que nos mandam servir ao próximo por amor, não há liberdade. Por outro lado, a liberdade absoluta não existe, é apenas um sofisma. Vivemos no relativo e não no absoluto.
Mas o que são as leis divinas? Um código de moral escrito? Para o Espiritismo as leis divinas são as próprias leis naturais, criadas por Deus. Existem desde os planos inferiores da Natureza. Os sofistas modernos pedem a liberdade dos instintos animais do homem, mas o Espiritismo nos adverte da existência dos instintos espirituais que constituem as exigências da consciência. E entre esses acentua a presença da lei de adoração que nos impulsiona a todos em direção a Deus.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

HONRARÁS A LIBERDADE

(Emmanuel)
Honrarás a liberdade, não para voltar às brumas do passado em cujos desvarios já nos submergimos muitas vezes, e que te impeliram a tomar novo corpo no plano físico, mas frequentemente para resgatar as consequências infelizes dos atos impensados.
Estimarás a liberdade para cultivar a consciência tranquila pelo exato desempenho dos compromissos que esposaste.
Muitos companheiros da Humanidade se farão ouvir, diante de ti, alinhando teorias brilhantes em se referindo a independência e progresso, quase sempre para justificar o desgovernado predomínio do instinto sobre a razão, como se progresso e independência constituíssem retorno ao primitivismo e a animalidade.
Ouvirás a todos eles com tolerância e bondade, observando, porem, as ciladas que se lhes ocultam sob o luxo verbalistico, a maneira de armadilhas recobertas de flores, e seguirás adiante de coração atento a execução dos encargos que a vida te reservou.
Sabes que a inteligência, quando se propõe desregrar-se no esquecimento dos princípios que lhe ditam comportamento digno, inventa facilmente vocábulos cintilantes, de modo a disfarçar a própria deserção.
Aceitaras o trabalho no grupo doméstico ou na equipe de ação edificante aos quais te vinculas, na produção do bem geral, doando o melhor de ti mesmo em abnegação aos companheiros que te compartilham a experiência, na certeza de que unicamente nas lutas e sacrifícios em que somos obrigados a viver e a conviver, uns a frente dos outros, é que conseguiremos a carta de alforria no cativeiro que nos aprisiona aos resultados menos felizes das existências passadas.
Orarás e vigiarás, segundo os ensinamentos de Jesus, e honraraás a liberdade qual ele mesmo a dignificou, amando aos semelhantes sem exigir o amor alheio e prestando auxilio sem pensar em recebê-lo.
Serás, enfim, livre para obedecer as Leis Divinas e sempre mais livre para ser cada vez mais útil e servir cada vez mais.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 20 de outubro de 2015

PETIÇÃO A JESUS

(Maria Dolores)
Senhor!        
Perante os que se vão
Sob nuvens de pó e rajadas de vento,
Dá-me o dom de sentir
No próprio coração
A chaga e o sofrimento
Que carregam consigo
Por fardos de aflição…
Faze, Divino Amigo,
Ante a dor que os invade,
Que eu lhes seja migalha de conforto
Na travessia da necessidade.

Agradeço-te os olhos que me deste,
Espelhos claros com que me permites
Fitar fontes e flores
Ante o céu sem limites…
Mas rogo-te, Senhor,
Ajuda-me a estender a luz em que me elevas
Cooperando contigo, embora humildemente,
No socorro constante aos que jazem nas trevas.

Rendo-te graças pela minha voz
Que te pode louvar
E engrandecer-te sem qualquer barreira
De inibição, de forma, de lugar…
Entretanto, Jesus, aspiro a estar contigo,
Em singela tarefa que me dês
No apostolado com que recuperas
Nossos irmãos atados à mudez.

Agradeço os ouvidos
Em que o discernimento se me apura
Ao escutar o verbo e a música da vida
Na ascensão a cultura.
Consente-me, porém, o privilégio
De repartir o amor com que me assistes
Revigorando a quantos se fizeram
Retardados ou tristes.

Agradeço-te as mãos que me cedeste
Para dar-me ao trabalho que te peço
Na atividade do cotidiano
Em demanda ao progresso.
Aprova-me, no entanto, o propósito ardente
De partilhar contigo o serviço fecundo
Com que amparas a todos os enfermos
Que vivem sob a inércia entre as provas do mundo!

Agradeço-te o lar que me descansa
No calor da ternura em que me aqueço,
Meu veludoso ninho de esperança,
Meu tesouro sem preço…
Mas deixa-me seguir-te, lado a lado,
No concurso espontâneo, dia a dia,
A fim de que haja abrigo a todos os que passam
Suportando sem teto a chuva e a noite fria!

Rendo-te graças, incessantemente,
Por tudo o que, em teu nome, o caminho me traz,
– A compreensão, a luz, o estimulo, o consolo,
O apoio, a diretriz, a experiência, a paz…
Não me largues, porém, no exclusivismo vão
De tudo o que me dês, ajuda-me, Senhor,
A dividir também com os outros que te esperam
A mensagem de fé e a presença de amor!


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 4 de outubro de 2015

ELES TODOS TE OUVEM

(J. Herculano Pires)
Em mensagem, que está no Evangelho Segundo o Espiritismo, Sanson adverte que os nossos mortos amados necessitam de nossos bons pensamentos, de nossas preces, mas não do nosso desespero que só serve para fazê-los sofrer, e acentua: “Mães, sabei que vossos filhos bem amados estão perto de vos”. Emmanuel exclama: “Eles todos te ouvem o coração na Vida Superior”.
Ao longo de mais de um século os princípios espíritas se confirmaram e continuam a se confirmar através das mensagens dos Espíritos que sempre nos assistem. Hoje a Parapsicologia, no capítulo das investigações sobre telepatia e ultimamente sobre as comunicações mediúnicas, comprovou cientificamente a relação mental entre vivos e mortos, referendando a comprovação já feita anteriormente pela Metapsíquica e pela Ciência Psíquica Inglesa.
Estamos todos na Terra para uma breve experiência de vida material, mas a nossa vida verdadeira é a espiritual. Os que partem antes de nós concluíram a sua tarefa e estão livres dos tormentos da vida terrena. Mas como nos amam, continuam ligados a nós pelo pensamento, pelo sentimento, pelo amor que nos dedicam. Já não se trata mais de uma questão de crença, mas de uma certeza milhões de vezes comprovada. Precisamos compreender isso para não os perturbarmos na vida espiritual com o desespero do nosso amor egoísta. Eles vivem e nos esperam para o reencontro.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 3 de outubro de 2015

MORTOS AMADOS

(Emmanuel)
Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando por que…
Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim a feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranquilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.
Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, a procura do amor sem adeus.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google 


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DIA DE JUÍZO

(J. Herculano Pires)
Todos erramos. Até mesmo os santos erraram. Por isso disse Jesus: “Não julgueis para não serdes julgados”. Simeão nos aconselha a esquecer o mal e pensar apenas no bem que pode ser feito. Por mais inúteis que nos julguemos e por piores que nos consideremos, há sempre diante de nós uma oportunidade de fazer o bem. Pensando no mal, perdemo-la; pensando no bem, podemos aproveitá-la.
No doloroso episodio que Chico Xavier nos relata, e que provocou a mensagem de Emmanuel, temos um exemplo vivo dessa realidade. Chico não perguntou de que crime o rapaz era acusado. Sofreu com ele e com os pais na pratica da caridade. Alguns companheiros de reunião, entretanto, não pensaram assim, não sentiram esse impulso de solidariedade humana. E o simples fato de censurarem o médium produziu um constrangimento do bem.
O dia do juízo chega para todos nos. Para aquele rapaz já havia chegado e ele cumpria o veredicto da lei. Sabendo disso e compreendendo que Deus quer a salvação de todos, mesmo dos piores criminosos, nosso dever é o do bom samaritano que socorreu o próximo sem indagar de seus antecedentes. Lemos no Eclesiastes que Deus fez tempo para tudo e Emmanuel lembra-nos que existe o “tempo justo de exame”. Por outro lado, o que mais erra é o que mais necessita de perdão, o que menos amor revela em sua conduta é o que de mais amor necessita.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PROVA E JULGAMENTO

(Emmanuel)
Decerto que o Senhor nos terá advertido contra os riscos do julgamento, observando-nos a inclinação espontânea para projetar-nos em assuntos alheios.
Habitualmente, perante os nossos irmãos em experiências difíceis, estamos induzidos a imaginar neles o que sentimos e pensamos acerca de nos próprios.
Encontramos determinada criatura acusada desse ou daquele delito; para logo, frequentemente, passarmos a mentalizar como teria sido a falta praticada, fantasiando minudencias infelizes a fim de agravá-la, quando muitas vezes a pessoa indiciada tudo promoveu de modo a poupar a suposta vítima, resistindo-lhe as provocações ate as últimas consequências.
Surpreendemos irmãos considerados em desvalia moral; e de imediato, ao registrar-lhes o abatimento, ideamos quadros reprováveis de conduta sobre as telas de inquietude em que terão entrado, emprestando-lhes ao comportamento, o comportamento talvez menos digno que teríamos adotado na problemática de ordem espiritual em que se acharam envoltos, quando, na maioria das ocasiões, são almas violadas por circunstâncias cruéis, à feição de aves desprevenidas, sob o laço do caçador.
Abstenhamo-nos de julgar os irmãos supostamente caídos.
O Senhor suscitou a formação de juízes na organização social do mundo para que esses magistrados estudem os processos em que nos tornemos passíveis de corrigenda ou segregação, conforme o grau de periculosidade que venhamos a apresentar na convivência uns com os outros.
Por outro lado, os princípios de causa e efeito dispõem da sua própria penalogia ante a Divina Justiça.
Cada qual de nós traz em si e consigo os resultados das próprias ações.
Ninguém foge as leis que asseguram a harmonia do Universo.
Diante dos companheiros que consideres transviados, auxilia-os quanto possas. E onde não consigas estender braços de apoio, silencia e ora por eles.
Todos somos alunos na grande escola da vida.
Consideremos que toda escola afere o valor dos ensinos professados em tempo justo de exame.
Os irmãos apontados à apreciação dos júris públicos são companheiros em prova.

Hoje será o dia deles, entretanto, é possível que amanhã o nosso também venha a chegar.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 15 de setembro de 2015

AO ENCONTRO DO FILHO

(Chico Xavier)
“Na certeza de que os Amigos Espirituais nos observam, creio que a palavra de nosso caro Emmanuel foi suscitada por um acontecimento que nem todos em nossa reunião publica perceberam.
“Dentre os visitantes estava um casal de amigos que viera não só ao contato de nossos trabalhos, mas igualmente ao encontro de um filho que chegou de cidade próxima a fim de revê-los.
Tratava-se de um rapaz detido na prisão de comunidade vizinha que, com permissão generosa das autoridades, vinha escoltado por dois guardas para ver os genitores, especialmente a mãezinha, portadora de moléstia grave.
“Num banco ao nosso redor, vi quando a senhora abraçou o jovem e exclamou: “Ah, meu filho, meu filho!” Notando que as lágrimas dos pais e do filho se confundiam, não consegui também conter as minhas. Lembrei-me da bondade de meus pais para comigo e pensei que eu poderia estar na posição daquele filho sequioso de perdão e de afeto e confesso que chorei. Penso, porém, que alguma coisa de muito grave estará nos registros do que haja acontecido, porque pequeno grupo de pessoas não gostou da nossa simpatia pelo moço.

“Observando isso procurei conter-me para que os pais sofredores não tivessem conhecimento da reduzida movimentação de censura que se fizera. E o fato passou sem maiores comentários. Ao fim da reunião nosso caro Emmanuel escreveu, por nosso intermédio, a página que lhe envio.”

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google