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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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terça-feira, 8 de março de 2016

TRAIÇÃO CONJUGAL E PERDÃO I

                À medida que se aprofunda o conhecimento das almas humanas imbricadas na trama afetiva conflituosa da ruptura da fidelidade, mais se firma uma compreensão que nos inclina a atitudes de maior sensatez, capazes de nos autorizar a assumirmos posições mais ou menos ante os erros do amor.
                Inicialmente, ainda na presença do choque, procuramos o culpado: é o outro que traiu, ou aquele com quem ele caiu. Neles depositamos todas as emoções que emerge no clímax da nossa dor, tais como raiva, indignação, ódio, agressividade, outras... Podemo-nos fixar uma vida inteira nessa posição, imobilizando-nos no papel de vítima, guardando sentimentos de rancor, tristeza, ódio, revolta e... adoecendo.
                Se fizermos escolhas mais ricas para aprofundar o entendimento, vamos detectar que não é só o outro o culpado, simplesmente. Num movimento pendular, um dos cônjuges passa a se eleger como culpado: identifica que empurrou o outro para os braços de alguém, por meio de um conjunto de comportamentos negativos. Nessa hora, assume a culpa sozinho, e corre o risco de se fixar na posição da culpa tóxica, enveredando por descaminhos que seguem as etapas implacáveis do autojulgamento, da autocondenação e da autopunição. Às vezes, essa atitude vem antes daquela em que se foca num outro como o único culpado.
                Caso se decida a avançar na busca da verdade, registra que não há um só culpado – ele/ela ou eu – mas sim que são ambos culpados. Socializa, portanto, a causa da dor, e traz para a dimensão relacional o compartilhamento da culpa. Aqui podemos também nos fixar numa amargura interminável e improdutiva – infelizes para sempre!
                Contudo, num mergulho mai profundo em nossas consciências, percebemos qe não somos culpados, e sim responsáveis. Mudamos a maneira de atribuir significado à dor. Identificamos uma teia ancestral contribuindo, direta e indiretamente, para nossas decisões atuais.
                Por isso, passamos para a atitude da responsabilidade, ou seja, sem perder de vista o que está por trás, assumimos a nossa cota pelas escolhas que fazemos. Todavia, fazemos isso de uma forma amorosa, sem nos crucificarmos, tampouco sem nos isentarmos de encarar a parte que nos compete.
                Responsabilizar-se é a habilidade em dar resposta. Assim partimos para a reparação justa, naquilo que nos diz respeito, sem vitimização e sem a intoxicante culpabilização.
                Quando conseguimos colocar-nos nessa posição, aprendemos e crescemos com a dor, retirando da situação vivida tudo quanto a vida pode nos ensinar. Tornamo-nos mais maduros para continuar a nossa caminhada, seja recasando-nos após a reconciliação, seja restabelecendo uma nova parceria no futuro, se for o caso. Tudo isso, porém, em bases mais solidadas.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

AS ESTATUETAS

Cap. X – Item 14
O diálogo, à noite, entre as duas senhoras, continuava na copa:
– Você, minha filha, deve perdoar, esquecer... Lá diz o Evangelho que costumamos ver o argueiro no olho do vizinho, sem ver a trave dentro do nosso...
– Mas, mamãe, foi um insulto! O moço parou à frente da janela, viu as minhas estatuetas e atirou a pedra!
E Dona Balbina, senhora espírita de generoso coração, prosseguia falando à filha, Dona Rogéria:
– Ele é um pobre rapaz obsediado.
– História! É uma fera solta, isto sim!
– Mas Dona Margarida, a mãe dele, foi sempre amiga...
– Isso não vem ao caso... Cada qual é responsável pelos próprios atos. A senhora sabe que ele é maior.
– Precisamos perdoar para sermos perdoados...
– Ser bom é uma coisa, e outra coisa é ser tolo! Darei queixa à polícia... Somente não queria fazê-lo sem ouvi-la; contudo, Fábio e eu estamos decididos. Meu Fábio já anda cansado do volante... Pobre marido!... Dinheiro cavado em caminhão é duro de ganhar...
– Meu conselho, filha, é desculpar e desculpar...
– Mas o prejuízo é de dois mil cruzeiros, além da injúria!
– Mesmo assim, o perdão é o melhor remédio.
– Ah! Que será do mundo, assim, sem corrigenda, sem justiça?
Nesse instante, alguém bate à porta.
Ambas atendem.
O portador comunica:
– Um desastre! O senhor Fábio trombou uma casa e a parede caiu!
Mãe e filha correm para o local, que se encontra entulhado de multidão, e vêem a casa acidentada. É justamente a moradia de Dona Margarida, a mãe do rapaz que atirara a pedra. O caminhão, num lance estouvado, derribara uma parede lateral e penetrara, fundo, inutilizando todo o mobiliário da sala de refeições.
Apagara-se a luz no quarteirão e as duas, sem que ninguém as reconhecesse, podiam escutar Dona Margarida, que sustentava uma vela acesa, diante do guarda de trânsito:
– Peço-lhe – dizia ao fiscal – não abrir processo algum. Não quero reclamações.
– Mas, Dona Margarida – insistia o funcionário –, a senhora vai ter aqui um prejuízo para mais de quarenta contos!
– Não importa. Deus dará jeito. “Seu” Fábio e Dona Rogéria são meus amigos de muito tempo.
As duas senhoras, porém, não puderam continuar ouvindo, pois a voz irritada de Fábio elevou-se da multidão e era necessário socorrê-lo, porque o infeliz estava ébrio.
Hilário Silva

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

domingo, 12 de outubro de 2014

PAZ

Quem colhe o prêmio da paz
Na mais alta recompensa
É a pessoa que se cala
Quando recebe uma ofensa.


Fonte: Antologia da Criança – Sebastião Rios/Chico Xavier
imagem: google

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS III

                Quem perdoa ofensas adquire paz e propicia paz.
                Quem esquece o mal de que foi vítima, vitaliza o bem de que necessita.
                Nunca te faças inimigo de ninguém, nem aceites o desafio dos que se te fazem inimigos, sintonizando na faixa deles.
                Se não conseguires superar a injunção penosa, que os teus inimigos criam, ora por eles e pensa neles com paz no coração.
                O inimigo é alguém que enfermou...
                Recorda de Jesus que, mesmo vítima indébita, perdoando, rogou ao Pai que a todos perdoasse, porque “eles não sabiam o que estavam a fazer”.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: asj.org.br

domingo, 24 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS II

                Não sabes como se encontra aquele que se ergue para ferir-te, acusar-te.
                Ignoras como vive intimamente quem se fez inimigo revel.
                Desconheces a trama em que tombou o companheiro, a ponto de voltar-se contra ti.
                Ainda não experimentaste a dolorosa aflição que padece o outro – o que está contrário a ti e te flecha com petardos venenosos, amargurando-te as horas...
                É certo que nada justifica a atitude inimiga, a posição agressiva, a situação adversária.
                No entanto, se fosses ele, talvez agisses da mesma forma ou pior.
                Para evitar que isso te aconteça, exercita o perdão, preparando-te para não tombares na rampa por onde outros escorregaram...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: fabricadepoesia.blogspot.com

sábado, 23 de agosto de 2014

O PERDÃO DAS OFENSAS I

                O teu agressor, talvez, noutra circunstancia, levantará a voz em tua defesa.
                O teu adversário, possivelmente, em situação diferente, será o amigo que te distenderá a mão em socorro.
                O teu caluniador, quiçá, em posição diversa, virá em teu auxílio.
                O teu inimigo, certamente, passada a injunção de agora, ser-te-á devotado benfeitor.
                O teu acusador, superado o transe que o amargura, far-se-á o companheiro gentil da tua jornada.
                Perdoa-os, portanto, hoje que se voltaram contra tua pessoa, levantando dificuldades no caminho pelo qual avanças.
                Perdoa as suas ofensas sem impores quaisquer condições, sequer aclarando incompreensões e dirimindo equívocos.
                O perdão deve assentar-se no esquecimento da ofensa, no repúdio total ao mal, sem exigências.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: manancialvivo.blogspot.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

JESUS E TORMENTOS III

No inolvidável encontro de Jesus com a mulher de vida libertina, que Lhe lavou os pés com unguento de lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, temos a psicoterapia para todos os tormentos.
Disse Ele ao anfitrião que o censurava mentalmente por aceitar a atitude da pobre atormentada:
“Ela muito amou, e, por isso, os seus pecados lhe serão perdoados.”
Fitando-a com ternura e afeição, recomendou-lhe: “Vai-te em paz, a tua fé te salvou.”
O amor que se converte em reparação de erros é a eficiente medicação moral para todas as chagas do corpo, da mente e da alma.
Ama e tranquiliza-te, deixando os teus tormentos no passado, e, ressuscitando dos escombros, ressurge, feliz, para a reconstrução sadia da tua vida.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: maisseriedade.blogspot.com


sexta-feira, 26 de julho de 2013

CULPA, PERDÃO E AUTOPERDÃO

            
A excelência do sentimento do perdão saiu das hostes da religião e adentrou nos conceitos terapêuticos da psicologia e da medicina. Ninguém mais tem dúvidas de que a sanidade mental e o equilíbrio emocional tem raízes profundas no indivíduo que consegue exercer e receber o perdão.
                Desta forma, somos chamados diariamente a praticar o perdão no lar, no trabalho, no convívio social, nas pequenas coisas do cotidiano para que, quando necessário, possamos utilizá-lo nas grandes mágoas. É como o treinamento de um atleta de alta performance: muito exercício para atingir as grandes vitórias.
                O prefixo PER significa ao todo, total; DOAR, dar. Doar, totalmente, esforço para amar um pouco mais. Se alguém pisar no seu pé, sem querer, é relativamente fácil perdoar, mas se pisar no pé que está com a unha inflamada, cuja dor é muito superior, precisará de um esforço maior ainda...
                As vezes o perdão é quase instantâneo, também pode demorar algumas horas, dias, meses, anos, séculos, algumas reencarnações. Mas se entender que o perdão é inevitável à conquista da paz, da felicidade, peça fundamental na evolução do ser, e que sem o perdão sempre haverá pendências que mais cedo ou mais tarde deverão ser sanadas, o indivíduo, racionalmente, empreenderá todos os esforços para atingir este intento.
                No capítulo 10 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o apóstolo Paulo afirma:
                Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes. Perdoai, portanto, a fim de que Deus vos perdoe.
                Quando estamos perdoando o outro, estamos também exercendo o autoperdão; um é conseqüência do outro, porque somos com o outro como somos conosco mesmo.
                Allan Kardec indica a psicoterapia do perdão e autoperdão: arrependimento (dar-se conta que errou), expiação (desconforto e sofrimento moral pelo equívoco) e reparação (o ato final, a corrigenda do erro). O verdadeiro perdão sempre envolve atividades reparadoras.
                Mágoas, culpas e ressentimento servem como alerta, um despertador avisando que alguma coisa na nossa conduta está equivocada. Quando não trabalhados com a tolerância e o perdão, trazem como conseqüências transtornos psiquiátricos ou doenças físicas.
                Emmanuel nos diz que o remorso é um lampejo de Deus sobre o complexo de culpa eu se expressa por enfermidade da consciência.
                Como você se vê no futuro? Como afirmou Pierre Dac, líder francês da resistência nazista da Segunda Grande Guerra Mundial, o futuro é o passado em preparação.
                Val a pena investir no perdão consigo mesmo e com o outro para que o remorso e o arrependimento não sejam nossos companheiros no futuro.

Luís Roberto Scholl


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2013


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PERDÃO


Ao homem caridoso é fácil ser paciente e afável, perdoar as ofensas que lhe fazem. A misericórdia é companheira da bondade. Para uma alma elevada, o ódio e a vingança são desconhecidos. Paira acima dos mesquinhos rancores, é do alto que observa as coisas. Compreende que os agravos humanos são provenientes da ignorância e por isso não se considera ultrajada nem guarda ressentimentos. Sabe que perdoando, esquecendo as afrontas do próximo aniquila todo germe de inimizade, afasta todo motivo de discórdia futura, tanto na Terra como no espaço.
                A caridade, a mansuetude e o perdão das injúrias tornam-nos invulneráveis, insensíveis às vilanias e às perfídias: promovem nosso desprendimento progressivo das vaidades terrestres e habituam-nos a elevar nossas vistas para as coisas que não possam ser atingidas pela decepção.
                Perdoar é o dever da alma que aspira à felicidade. Quantas vezes nós mesmos temos necessidade desse perdão? Quantas vezes não o temos pedido? Perdoemos a fim de sermos perdoados, porque não poderíamos obter aquilo que recusamos aos outros. Se desejamos vingar-nos, que isso se faça com boas ações. Desarmamos o nosso inimigo desde que lhe retribuímos o mal com o bem. Seu ódio transformar-se-á em espanto e o espanto, em admiração. Despertando-lhe a consciência obscurecida, tal lição pode produzir-lhe uma impressão profunda. Por esse modo, talvez tenhamos, pelo esclarecimento, arrancado uma alma à perversidade.
                O único mal que devemos salientar e combater é o que se projeta sobre a sociedade. Quando esse se apresenta sob a forma de hipocrisia, simulação ou embuste, devemos desmascará-lo, porque outras pessoas poderiam sofrê-lo; mas será bom guardarmos silencia quanto ao mal que atinge nossos únicos interesses ou nosso amor-próprio.
                A vingança, sob todas as suas formas, a guerra, são vestígios da selvageria, herança de um mundo bárbaro e atrasado. Vingar-se é cometer duas faltas, dois crimes de uma só vez; é tornar-se tão culpado quanto o ofensor.
                Abençoemos esses que foram inflexíveis e intolerantes para conosco, que nos despojaram e nos cumularam de desgostos; abençoá-lo-emos porque das suas iniqüidades surgiu nossa felicidade espiritual. Acreditavam fazer o mal e, entretanto, facilitaram nosso adiantamento, nossa elevação, fornecendo-nos a ocasião de sofrer sem murmurar, de perdoar e de esquecer.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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