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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 28 de julho de 2012

O TORMENTO DO EGOÍSMO II


O egoísmo é virose perigosa que ataca a sociedade contemporânea, qual ocorreu em todas as épocas da história da humanidade.
            Combatido pela ética e pela moral, tem sido motivo de cuidados especiais por todas as doutrinas religiosas, especialmente pelo cristianismo, que nele encontra um perverso adversário da solidariedade, do amor e da autêntica caridade.
            O espiritismo, na sua condição de restaurador do pensamento de Jesus, tem-no na condição de cheiro desagradável, que necessita de terapia preventiva muito bem elaborada e tratamento persistente depois que se encontra instalado.
            Não ceder espaço ao egoísmo, sob qualquer forma em que se manifeste, deve ser a atitude do cristão sincero, do espírita consciente das suas responsabilidades.
            Evitar agasalhá-lo em qualquer dos seus disfarces é uma forma segura de acautelar-se da sua vigorosa opressão.
            Não foram poucos os missionários do bem que se permitiram tombar nas artimanhas nefastas do egoísmo, conforme hoje sucede em todos os segmentos da sociedade.
            O altruísmo, que lhe é o oposto, constitui-lhe estímulo vigoroso para a união do eixo psicológico fragmentado, fazendo que o bem e o mal encontrem a emoção comum do amor que lhes é a meta a conquistar.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O TORMENTO DO EGOÍSMO I


Desde o momento em que houve a separação do self com o ego, que o eixo de equilíbrio ficou fragmentado.
            O esforço de crescimento intelecto-moral do ser humano deve ser o logro da perfeita identificação desses dois modelos que funcionam como princípio explicativo da realidade material com a sua consequente fusão harmônica proporcionadora do equilíbrio emocional.
            Infelizmente, porém, remanescendo os instintos agressivos em predomínio na psique humana, o ego assume a diretriz do comportamento, trazendo sempre à tona os conflitos de insegurança, de insatisfação, de morbidez que são decorrência dos períodos ancestrais percorridos antes do surgimento das emoções superiores.
            Em razão dessa governança perturbadora, o ego está sempre vigilante e dominador, em luta contínua para manter-se, assessorado pelo medo de perder a posição que desfruta.
Disfarçando-se  com habilidade, torna-se agressivo, porque é receoso, exibe as qualidades que não possui, exatamente para superar o complexo de inferioridade em que estorcega, reconhecendo a sua incapacidade para vôos mais altos no conhecimento e na emoção, atribuindo-se direitos e privilégios que teme lhe sejam retirados, pouco, no entanto, preocupando-se com os deveres que lhe dizem respeito.
            É o ego que se cerca de presunção e de avareza, de ciúme e de desfaçatez, de suspeitas constantes e de censuras aos outros, de forma que não se torne conhecido, permanecendo na obscuridade dos seus propósitos enfermiços.
            Pode manifestar-se gentil  com certa autenticidade, ocultando, porém, interesses mesquinhos, quais os de autopromoção e de exibicionismo, reagindo sempre quando não recebendo a resposta a que aspira nas suas artimanhas. Faz-se, então, adversário soez e persistente de todos aqueles que lhe não concedem o valor que se atribui, podendo tornar-se violento e insano.
            Identificando, logo se permite exteriorizar todas as mazelas que lhe são peculiares, tecendo redes de intrigas, fomentando a maledicência, esforçando-se pela divisão dos grupos, quando então mais fácil se lhe torna o domínio.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

AGORA

                Teu agora é a melhor chance que Deus te deu para fazeres nova avaliação de teu conceito de fidelidade, de amizade, de respeito, de amor, de finanças e de prosperidade, de morte física ou moral, de desilusão, de desapego.
                Hoje é o tempo de mudança, agora é a melhor hora para mudar.
                No ranking de mudança, o tempo sempre introduz novidades; quer dizer, a cada instante traz algo que não era feito antes. Ele ocupa a posição número um, sendo considerado o grande inovador no mundo.
                A existência humana nada mais é do que uma rede tecida através do tempo pelos fios de hábitos. Essa rede é geralmente muito tênue para ser notada, e muitas vezes forte demais para ser rompida.
                Reflete, reelabora e refaze teus ideais, idéias e crenças. Hoje é teu melhor momento para ouvires a voz da renovação.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

A SAÚDE INTEGRAL III

Mediante um contingente de provações ou novas experiências sob o talante dos sofrimentos, porém, com excelentes possibilidades de recuperação, ou através das expiações que encarceram os calcetas nos limites impostos ao corpo ferido pelos dardos perversos dos atos transatos, o espírito cresce e desenvolve os seus potenciais, porque é irreversível a Lei de Evolução.
                Eis porque o binômio saúde-doença faz parte dos mais intricados processos de ação espiritual dos ser, apresentando-se como medida de coerção, de corrigenda ou concessão de alegria, de compensação, de realização feliz.
                Habitando hoje um corpo geneticamente bem modelado, utilizando-se de um cérebro rico de possibilidades ainda não utilizadas sequer numa terça parte, o espírito dispõe de instrumentos de incomparável potencial para expressar-se na Terra e crescer na direção de Deus.
                A concepção do cérebro triúno, como efeito natural do próprio desenvolvimento do agente de utilização dos seus inimagináveis recursos, atende às necessidades da evolução do espírito, que poderá recorrer aos seus intrincados mecanismos de delicadíssima tessitura para alcançar os patamares mais elevados da felicidade.
                A saúde, portanto, integral, somente será possível, quando o espírito desvestir-se da inferioridade que ainda o retém nas torpes paixões e nos interesses meramente materiais, sutilizando as suas aspirações e trabalhado os metais preciosos dos sentimentos para permanecer em harmonia com as vibrações cósmicas que a tudo envolvem numa Sinfonia de excelsa beleza.
                Através das construções mentais saudáveis, das ações corretas e das transformações morais necessárias, o ser, etapa a etapa, vai-se libertando das injunções penosas, experimentando os sofrimentos que haja instalado em si mesmo, e utilizando dos inestimáveis recursos médicos e psicoterapêuticos, conseguirá recuperar-se dos distúrbios afligentes, enquanto gera novos fatores que trabalharão pela sua paz e alegria de  viver.
                A saúde integral encontra-se, pois, ao alcance de quantos desejem sinceramente autovencer-se, seguindo os procedimentos morais e espirituais que a vida oferece, e toda vez que se engane e se perturbe, recorrendo aos métodos das Ciências correspondentes, que são recursos oferecidos pelo Criador, que não deseja a morte do pecador, mas sim, a do pecado, isto é, que sempre ampara aquele que erra, nele trabalhando a correção do fator de perturbação e de insânia de que se faça instrumento.
                Nesse comenos, a vinculação religiosa dignificante constitui mecanismo de amparo à saúde, porque enriquece de emoções superiores os arcanos do ser, trabalhando-lhe o perispírito para que transfira para os painéis do corpo,da emoção e da mente, a música sublime do Amor que tudo inunda e mantém.
                                                                                                                       
Do livro: TRIUNFO PESSOAL - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis



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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A SAÚDE INTEGRAL II


                Enquanto se demora nas faixas mais primevas, a marcha se faz lenta, porque são muitos os impedimentos a vencer. No entanto, quando desabrocha a razão e se desenvolvem os painéis da consciência, com maior celeridade os acontecimentos têm curso e os avanços se tornam muito mais significativos. Há, por isso mesmo, um incessante enriquecimento de valores que tornam a existência digna e bela.
                Apesar disso, a obstinação nos instintos primários, quando a razão e o sentimento se desenvolvem, ficando subjugados pelas paixões, atos vergonhosos de crueldade e de insensatez são realizados, gerando conseqüências que transferem de uma para outra existência, em razão de a vida ser apenas uma, quer se esteja no corpo somático ou fora dele.
                A Lei de Causa e Efeito, que é Lei da Natureza, imprime os seus códigos em nome da Divina Justiça e a criatura sofre os efeitos malsãos dos seus impulsos não controlados, das suas ações infelizes, da sua persistente rebeldia em não aceitar os convites superiores da ordem e do dever.
                Graças a essa Lei, cada qual faz de si o que lhe apraz, com direito a realizar o que lhe pareça próprio, espontaneamente, porém, retornando pelo mesmo caminho para recolher a desditosa sementeira, quando forem maus os seus atos ou coletar as flores e frutos de alegria, quando os produzirem mediante o adubo do amor.
                Dessa maneira, os distúrbios de toda procedência – sejam orgânicos, emocionais, mentais – e as ocorrências se apresentem como felicidade ou desdita, alegria ou tristeza, famílias cruéis ou ditosas, afetividade compreendida ou rejeitada, infortúnios ou bênçãos, resultam das próprias realizações do ser eterno que se é, não havendo lugar para as fugas espetaculares que se pretendam, escapando-se aos resultados das opções anteriores.
               
Do livro: TRIUNFO PESSOAL - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 3 de julho de 2012

SUBPERSONALIDADES

                O desconhecimento da nossa intimidade e as crenças inadequadas e inconscientes que sustentamos sobre nó e sobre a natureza humana influenciam sobremaneira a capacidade de compreendermos claramente os vários fenômenos psicológicos e emocionais presentes nas atividades de nossa casa mental.
                Por isso, para entendermos o funcionamento da vida íntima, precisamos silenciar nosso interior e não sentir medo de olhar para dentro de nós mesmos, sondando as nossas profundezas.
                Precisamos enxergar muito além da chamada visão normal e ultrapassar as fronteiras da imposição das autoridades intelectuais egocêntricas. Em última instância, fazer um constante exercício no reino do pensamento reflexivo.
                A personalidade que nós apresentamos aos outros como real é, muitas vezes, uma subpersonalidade, uma variante às vezes muito diferente da realidade interna.
                Julgamentos, pontos de vista, idéias e pensamentos, positivos ou negativos, são forças ativas de indução que formam estruturas energéticas – animadas de intensa atividade -, que se movimentam cm nosso halo mental. Essas estruturas energéticas podem ser denominadas subpersonalidades, personalidades parciais, ou formas-pensamento. São aspectos do ego, também conhecido como persona.
                Elas giram em torno do seu criador, estando sempre prontas para o influenciar, de forma determinante, sempre que houver condições receptivas. Assemelhem-se a verdadeiros discursos internos.
                As várias personalidades ocultas nos impedem de ver com lucidez os recados da alma e a limitação egóica em que vivemos.
                Quando estamos identificados com determinada subpersonalidade, todas as nossas percepções são definidas por ela. Passamos a ter uma visão de mundo com limites particularmente fixados.
                É preciso sair de todo e qualquer nivelamento psicológico, não se deixar dominar pelas convenções sociais que impermeabilizam a mentalidade dos seres humanos.
                Muitas das subpersonalidades são criadas na fase infantil, e, em determinadas épocas, podem ter uma função útil e defensiva.
                A manipulação é um entre os muitos padrões comportamentais adquirido nessa ou em outras existências. A subpersonalidade manipuladora é uma das inúmeras facetas do ego, construídas ao longo da vida.
                Somos naturalmente aprisionados ou libertos pelas nossas próprias criações, de acordo com as correntes mentais que idealizamos.
                Precisamos distinguir os traços característicos dessas personalidades parciais, visto que, se nos identificarmos fortemente com qualquer uma delas, poderemos nos debilitar ou prejudicar nosso crescimento espiritual e emocional.
                As subpersonalidades podem ser: narcisista, magoada, aconselhadora, ferina, manipuladora, impecável, sistemática, sabe-tudo, candura, salvadora, mártir, melindrada, super-heroína, sempre-certa e tantas outras.
                É importante acolhermos nossas subpersonalidades, sejam quais forem, com aceitação e cordialidade. Elas podem nos mostrar as tarefas que ficaram inacabadas, o que temos que fazer para não perpetuar padrões do passado, além de indicar-nos as lições de transformação íntima que precisamos efetuar.
                O desenvolvimento de uma criatura sadia exige consciência de si, ou seja, consciência reflexiva sobre si própria, sobre sua condição e seus processos interiores. Essa autoconsciência é que nos dá a habilidade para diferenciar e identificar nossos conteúdos psíquicos, e alterá-los, melhorá-los ou renová-los.
                É o reencontro daquele que busca com a criatura que se procura. É incontestável que todos nós um dia ficaremos frente a frente com a realidade maior, pois ela, por sua vez, também nos busca e vem ao nosso encontro.
                Ao estabelecermos uma conexão com o self, ou si-mesmo, experimentaremos uma abundante e ilimitada visão de acesso à sabedoria, alegria, afetividade, coragem, lucidez, compreensão, amor, respeito, liberdade, desapego, compaixão, individualidade e perdão.
                Devemos reconhecer que o primeiro passo para a renovação das atitudes é deixarmos de olhar o mundo através de uma máscara, ou persona – personalidade que nós apresentamos aos outros como real -, e nos ligarmos à amplitude do centro, ou self. E distinguir a sensação entre o relacionamento com o eu pequeno e o eu real, ou seja, a alma.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

ACEITAÇÃO

                Auto-aceitação é um dos desafios que recebemos na vida. Ou vivemos como pessoas libertas do jugo alheio, ou aceitamos ser manipulados e viver afastados ou separados daquilo que sentimos e pensamos.
                Quando aceitamos a nós mesmos, eliminamos as amarras de doentia dependência que nos vinculam aos outros, cujos costumes, crenças e valores não são os nossos. E reconhecemos que podemos viver e nos relacionar respeitando o modo de ser deles, da mesma forma que devemos respeitar a nossa individualidade e liberdade de pensamento, sem nenhum receio de discriminação ou isolamento.
                Uma das maiores preocupações de certas pessoas é o que os outros poderão pensar a respeito delas. Fixam seu estado de ânimo na volubilidade das atitudes alheias, nas opiniões ou pontos de vista instáveis da coletividade.
                O valor e a importância que essas criaturas atribuem a si próprias oscilam de conformidade com o juízo mutável e vacilante das massas, visto que elas se estruturam sobre um padrão de personalidade ciclotímico – caracterizado por períodos de alegria exagerada e hiperatividade, intercalados com outros de depressão, angústia e inércia.
                Quanto mais no preocuparmos com a impressão que causam,os aos outros, menos descobriremos quem realmente somos. A propósito, o ardor do empenho que fazemos para ser valorizados é proporcional à desvalorização que sentimos por nós.
                O que as pessoas pensam de nós é um problema delas; não podemos nos ver tal como os outros nos vêem, pois isso nos levará a viver alienados, ignorando os fatores psicológicos ou sentimentos e emoções que nos fazem agir perante a vida de acordo com nossos impulsos internos.
                Querer parecer impecável diante dos outros é tarefa desgastante e desnecessária. Por mais que nos consumamos energeticamente no esforço de agradá-los, nunca faremos o suficiente para que eles nos vejam melhores ou piores do que realmente somos.
                A esfera intelectual explica aquilo que sentimos, todavia ela pode racionalizar os sentimentos, criar álibis e disfarces que nos afastem da nossa verdade interior. Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser; mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.
                Os bons dicionaristas definem reputação como conceito de que goza uma pessoa em seu grupo social. Reputar significa computar, contar, achar, julgar, considerar. Ou mesmo, avaliar e ter em conta o bom nome de alguém, ou julgar as pessoas como certas ou erradas.
                Devemos dar mais importância e atenção à nossa consciência do que à nossa reputação. A consciência está ligada à soberania da Vida Superior, enquanto a reputação é condicionada ao caráter instável e temperamento vacilante dos seres humanos.
                Milhões de criaturas crêem em coisas bem diferentes, porque ensinamentos diversos lhes foram transmitidos quando crianças. Coisas dessemelhantes foram ensinadas a crianças budistas, cristãs, xintoístas, muçulmanas e hinduístas. Se essas mesmas crianças forem chinesas, francesas, indianas, russas ou vietnamitas, cada uma delas crescerá com a firme convicção racial e religiosa de que estão certas e as outras, erradas. Ainda entre as mesmas religiões, há pontos de vista divergentes sobre os tratados teológicos ou doutrinários e, portanto, há dissensões.
                A reputação está vinculada à moral social, às regras, valores, raça, tradição e costumes de uma era, época ou povo, enquanto a consciência está interligada às leis eternas e naturais de todos os tempos.
                Quando as pessoas nos disserem alguma coisa sobre algo ou alguém, deveremos pensar de nós para nós mesmos: Será isso verdade para quem? Que tipo de prova existe? Há elementos mais claros e específicos para fazer essa avaliação? Será que as pessoas envolvidas crêem apenas por força da religião, tradição, autoritarismo ou revelação mística? Há elementos mais objetivos para apreciar essa atitude?
                O espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa, pois na verdade, são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres.
                Cada individualidade traz consigo uma experiência única e particular na área sexual e, portanto, uma estrutura psicológica também específica, com particularidades masculinas e femininas. Em determinadas situações evolutivas, encarnamos como homem; em outras, como mulher. Em vista disso, a alma atravessa imensos estágios de aprendizagem e desenvolvimento na noite dos tempos, constituindo em sua intimidade o fenômeno da bissexualidade. Dessa maneira, homens e mulheres nada mais são do que espíritos imortais usando temporariamente uma vestimenta masculina ou feminina.
                Ao julgarmos algo ou alguém, quase sempre emitimos pareceres ilusórios, não fundamentados em bases, razões e motivos sólidos. Pronunciamos uma sentença prematura de condenação ou de absolvição, sem conhecimento prévio de tudo o que vem ocorrendo na intimidade humana.
                Não nos damos conta de que um julgamento arbitrário é o declínio do entendimento, da empatia, da complacência e da aceitação para com a nossa diversidade existencial, bem como para a das outras pessoas. O julgamento é o naufrágio da compreensão.
                Ao alterarmos a nossa visão efêmera para uma visão de eternidade, mudamos a concepção de mundo cartesiano e simplista em que vivemos, alterando assim as conclusões equivocadas a respeito das pessoas e da vida. O normal, o anormal, o moral, o imoral, o natural e o não natural são relativos, mesmo quando se trata da configuração ou da aparência externa da matéria.
                O mestre deixou claro que, para Deus, não havia eleitos – o reino dos céus era uma conquista comum a todos aqueles que cultivassem o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Essa convicção é que levou Paulo da Tarso a afirmar aos cristãos da igreja da Galácia: Deus não faz acepção de pessoas.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

FILHOS DA LUZ

                A ordem e a plenitude do universo nos são reveladas à proporção que nos tornamos lúcidos para percebê-las. A mente, quando se expande e capta novos conceitos, jamais volta ao seu tamanho anterior.
                A vida exterior é o retrato plasmado do reino interior; portanto, nós criamos, com nossas convicções, idéias e pensamentos, o céu ou o inferno em que vivemos.
                Nossa intimidade nos aproxima ou nos afasta das belezas exteriores, por sintonia e atração.
                Tudo que nos rodeia foi estimulado por nossa mentalidade, que detalha nossa posição diante do mundo, utilizando crenças e pontos de vista correspondentes à nossa estrutura mental, aos padrões de pensamento, às idéias que usamos para compreender nossa existência e realidade.
A capacidade intelectual/emocional é a matriz  - da leitura de mundo e do modo de compreensão – pela qual a pessoa consegue avaliar sua vida interna e externa. Portanto, a nossa clareza de raciocínio e a nossa capacidade de percepção constituem subprodutos mentais, emocionais e espirituais de tudo que vivenciamos e adquirimos na vastidão dos tempos.
Certas criaturas são caracterizadas por processos e atividades psicológicas obscuras e empobrecidas; são escravas da mentalidade alheia. Sua capacidade de sentir e de agir depende, invariavelmente, do humor das pessoas, pois seu equilíbrio emocional está preso ao estado psíquico dos outros. Passam grande parte do tempo tentando mudar o temperamento daqueles com quem convivem, supondo com isso garantir momentos de paz e satisfação pessoal. São denominadas reféns emocionais – ainda não acenderam o próprio archote para iluminar a casa mental.
Quando alcançamos o conhecimento superior, nosso estado de consciência se amplia e a visão interna é imediatamente iluminada.
Quando tomarmos consciência da capacidade de materializarmos fora o que somos por dentro, compreenderemos que cada um de nós vive no mundo de luz ou de trevas que criou para si. A propósito, há tantos mundos quanto o número de pessoas.
O meio ambiente do homem é um espelho onde é refletida sua mentalidade. Jamais enxergaremos algo diferente de nós, visto que nosso interior filtrará dos fatos e dos acontecimentos, iguais para todos, somente aquilo com que temos afinidade.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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terça-feira, 12 de junho de 2012

O SUAVE ENCANTAMENTO DE SERVIR III


Allan Kardec, o eminente codificador do espiritismo, compreendeu essa necessidade, dedicando-se a apresentar soluções fundamentais para o problema da miséria socioeconômica, conforme se pode ler em O Livro dos Espíritos, no capítulo referente à lei do trabalho, que é fomentador do progresso, com a conseqüente lei do repouso, que proporciona renovação de forças e alegria de viver.
            O repouso, no entanto, não significa falta de ação, conforme pensam algumas pessoas imprevidentes, que optam pela ociosidade, especialmente quando concluem uma fase da vida laboral e ativa, aposentando-se e deixando de trabalhar.
            Normalmente, nessa eleição mórbida, a pessoa candidata-se à depressão, à inutilidade.
            Pode-e concluir uma tarefa e repousar enquanto se movimenta noutra.
            A simples mudança de atividade constitui renovação de entusiasmo e de energia, porque o importante é encontrar-se estimulado para viver e para agir.
            O serviço, portanto, de autoiluminação, na sua grandeza e significação, torna-se essencial, após o hábito saudável das outras expressões de trabalho.
            A mente ativa e o corpo ágil pela movimentação contínua proporcionam os recursos interiores para o prolongamento da existência dentro do clima de bem-estar e de autorrealização, assim como de cooperação social.
            De igual maneira, a mente necessita de contínuo exercício, a fim de mais facilmente ampliar a sua capacidade de raciocínio, estimulando o cérebro a proceder à tarefa dos registros que lhe dizem respeito.
            Mente preguiçosa,candidatura à demência.
            O trabalho, portanto, de qualquer natureza é bênção de Deus que fomenta a v ida e desenvolve o ser, auxiliando-o na ascensão aos rumos elevados da imortalidade.
            Quase todos aqueles que se permitiram essa fuga da realidade terrestre perderam-se em penosos conflitos que os afligiam e que acreditavam ser interferência demoníaca. Sem nenhuma dúvida, nas mentes ociosas, os espíritos frívolos e perversos encontram campo fácil para perturbações variadas.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

O SUAVE ENCANTAMENTO DE SERVIR II

Mede-se a grandeza de um cidadão pelos esforços que empreende para melhorar-se, trabalhando em favor de uma futura sociedade mais justa e mais feliz.
            As suas conquistas são distribuídas imparcialmente, de maneira que todos se beneficiam.
            Por mais singelo seja o serviço que tem como meta auxiliar o próximo, transforma-se em contribuição valiosa para o desenvolvimento moral da humanidade.
            Avalia-se a estrutura moral de um povo pela maneira como os seus governantes se utilizam da oportunidade de tornar a vida dos seus governados menos penosa e mais rica de possibilidades de desenvolvimento.
            Quando isso não ocorre, o abismo que separa as classes sob o ponto de vista econômico e social gera a miséria vergonhosa, na qual contorcem-se aqueles que não tiveram oportunidade de pertencer aos grupos de privilegiados que os exploram.
            A sociedade, portanto, é o resultado dos fatores que são proporcionados ao indivíduo como célula básica do grupo que a constitui.
            Quanto mais amplas forem as possibilidades de trabalho e remuneração justa, melhores os efeitos no conjunto geral.
            Dessa forma, ninguém se pode eximir de produzir no bem, na solidariedade, cada qual contribuindo com a quota que lhe esteja ao alcance.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 10 de junho de 2012

O SUAVE ENCANTAMENTO DE SERVIR I


Quando se serve, em qualquer forma de solidariedade, há um suave e doce encantamento que enternece o indivíduo, dando-lhe sentido existencial e dignidade humana.
            O ser humano deve descobrir o objetivo essencial da sua existência, especialmente no que diz respeito ao seu comportamento durante o elevado período de discernimento e de consciência.
            Todos os impulsos que nele ocorrem induzem-no ao crescimento, à conquista dos valores transcendentais, que aguardam o momento de desenvolver-se, rompendo a couraça que os envolve. A sua é a fatalidade do bem, em cujo curso encontra a real alegria que o propele n o rumo da felicidade.
            Ninguém alcança os altiplanos da vida sem os esforços iniciais no sopé da montanha.
            Por essa razão, o esforço em favor da conquista relevante do ser psicológico deve ter como fundamental significado a tarefa de servir.
            Quando alguém não consegue descobrir a finalidade da jornada humana, continua com entorpecimento emocional e paralisia mental, porque tudo no universo é dinâmico e ativo.
            O serviço em favor do próximo, por exemplo, enriquece aquele que coopera com os tesouros da sabedoria e da compreensão dos próprios limites, como também os dos demais, facultando a conquista da elevação moral, que se expressa como despertamento para a realidade profunda do ser espiritual que se é.
            Avançando na direção das horas, compreende que é abençoado pelo ensejo de melhor aplicá-las, de forma que deixe rastro luminoso pelo caminho, dando significado interior ao ato de viver.
            Entende que, além do fenômeno biológico do existir, a reencarnação confere-lhe a honra de produzir, de alterar o rumo das ações sempre para melhor, superando os impedimentos que o detêm na retaguarda do progresso.
            A vida é uma nobre canção de serviço em todos os ângulos sob os quais seja observada.
            Em consequência, o ato de servir é manifestação do amor que se alonga do emocional para a realidade prática da ação edificante.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

GENEROSIDADE

                A criatura generosa é alguém que aprendeu a auxiliar os outros sem se ver obrigada a tomar para si os infortúnios que não lhe pertencem. Socorre os sofredores sem emaranhar-se na sua problemática emocional. Procura ser condescendentes com as aflições alheias, mas não se envolve nela. Ou melhor, não tenta carregar a cruz do mundo nas atividades que visam abrandar as dores terrenas.
                O generoso não vive dilemas, pois aprendeu que não é necessário sofrer como um mártir, mas somente ser solidário e estar disposto a cooperar com as pessoas e apoiá-las sempre em tudo o que estiver ao alcance de suas possibilidades físicas e psicológicas.
                Para auxiliar não precisamos passar todo o tempo obcecados por pessoas de quem gostamos, ou pensando de modo compulsivo na melhor maneira de ajudá-las. Há criaturas tão absorvidas nos problemas alheios que não lhes sobra tempo para perceber e solucionar os seus.
                Outras há que se tornam incapazes de viver a própria vida, sentindo-se responsáveis por todos os conflitos de parentes e amigos, não permitindo que eles se responsabilizem por seus atos. Carregam o fardo dos outros, não lhes dando a oportunidade de aprender por si mesmos a resolver as próprias dificuldades existenciais nem a compreender que, com o decorrer do tempo, a prática dessas experiências lhes proporcionaria viver com mais segurança e autonomia.
                Uma das ferramentas básicas que podemos utilizar em benefício das pessoas é manter certa distância psíquica delas. Isso não quer dizer que, ao nos distanciarmos emocionalmente, deixaremos de nos importar com elas, ou de amá-las, mas de abandonarmos a angústia de viver envolvimentos neuróticos, na ânsia de tudo resolver, decidir e compreender.
                Desligar-se ou distanciar-se não é recusar a ajuda afetuosa, nem viver uma aceitação passiva e resignada, mas evitar relacionamentos desgastantes e perturbadores. É deixarmos de nos alimentar de sentimentos e emoções desvairados e de relações patológicas que nos desviam de problemas prioritários para resolver. Cada ser humano é responsável por si mesmo; por isso, precisamos perceber os problemas que não são nossos, cuja solução não nos pertence. A ansiedade e a preocupação não ajudam em nada.
                Esse distanciamento psíquico pode ser a solução benéfica que tanto buscamos. No entanto, nem sempre nos é fácil utilizar a boa vontade desvinculada da área emocional; estamos ainda presos a antigos conceitos e velhos hábitos que nos amarram às crises e aos infortúnios de outrem.
                Essa nova conduta quase sempre nos mostra o conflito enquadrado num contexto totalmente diferente, dentro do qual é possível encontrarmos respostas surpreendentes para problemas que pareciam insolúveis.
                Ser generoso é entender que o silêncio momentâneo é, muitas vezes, a melhor ajuda. É saber confiar na ação do Poder Superior e reconhecer que as experiências da vida, certas ou erradas, são as que geram amadurecimento e crescimento espiritual. Aliás, as verdadeiras experiências são a soma dos próprios erros e desenganos que acumulamos ao longo da vida.
                Generosidade não é tão-somente uma habilidade adquirida por pessoas privilegiadas; é também uma capacidade latente em todo ser humano. Nós a desenvolvemos gradativamente, acompanhando os ritmos da vida. Um dia, a benevolência será vivenciada por toda a humanidade.
                As pessoas generosas fazem o bem espontaneamente; são criaturas que progrediram, uma vez que já lutaram outrora e triunfaram. Por isso, os bons sentimentos não lhes custam nenhum esforço, e suas ações parecem todas simples: o bem tornou-se para elas um hábito. Deve-se honrá-las, como velhos guerreiros que conquistaram suas posições.
                A generosidade é o oposto do egoísmo. Enquanto o generoso desfruta liberdade, repartindo o que pode e o que tem, o egoísta vive isolado, querendo segurar tudo e todos ao seu redor.
                Egoísmo não é viver a própria vida ao nosso modo, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.
                O mundo onde moramos depende de nossa colaboração, há que nenhum feito, sentimento ou pensamento passam despercebidos neste sistema de humanidade interdependente do qual fazemos parte. Todos temos que contribuir; ninguém está livre do devotamento à família, amigos e desconhecidos.
                O nosso altruísmo e as atitudes de amor influenciam os atos dos outros e, por conseqüência, criamos na Terra um ambiente renovado que igualmente nos afeta – de forma mental, emocional, social e espiritual. Por outro lado, não podemos nos esquecer de que cada pessoa carrega dentro de si a solução para seus males.
                Cada um de nós tem a potencialidade de sustentar seus semelhantes na mesma caminhada evolutiva. Sempre que tivermos a atitude de nutrir alguém, esse ato terá como resultado a nossa autonutrição.
                Se o Criador nos deu uma vida social é porque, juntos, podemos amparar os passos vacilantes uns dos outros, enquanto que, sozinhos, podemos tropeçar mais facilmente diante das perigosas trilhas da jornada terrena.
                A generosidade não consiste em doar de forma abundante e descontrolada, mas em como e quando doar adequadamente.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED

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domingo, 27 de maio de 2012

SOLIDARIEDADE AOS TAREFEIROS ESPÍRITAS

                Convencionou-se em nossas fileiras doutrinárias o amor ao próximo como sadio programa de vida e equilíbrio. Uma idéia correta, mas não completa. Incluindo também o amor a Deus e a si.
                Quem ama descobre os caminhos da autêntica liberdade.
                Faz-se luz e amor a outros, contudo, todo espírita sincero deve indagar de si mesmo, se está adquirindo sua própria luz como conquista inalienável.
                O decantado encontro consigo mesmo é penoso, sacrificial.
                O mau entendimento dessa questão moral tem ocasionado uma campanha intensa pelos exercícios de caridade organizada e distraído o espírito de resgatar-se a si próprio.
                Quase sempre essas tarefas constituem campos de treinamento do hábito de amar e da sensibilização do afeto para com o outro, sem apontar caminhos para como estabelecer o auto-encontro, o amor a si.
                Benevolência, indulgência e perdão são movimentos íntimos da alma, caminhos da caridade para com o outro, mas acima de tudo é luz que se acende no coração e com a qual devemos iluminar o próprio destino.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho        
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux          

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sábado, 26 de maio de 2012

RESPEITO III


São muitos os provérbios humilhantes e os insultos irônicos endereçados às mulheres, estes acompanhados de risos sarcásticos e depreciativos. O sexismo – atitude de discriminação fundamentada no sexo – leva mulheres ingênuas, inseguras e dependentes a aceitar essas críticas mordazes como naturais, porquanto o modelo de educação em que organizaram seu mundo íntimo baseou-se nesses valores e crenças distorcidos.
                A mulher precisa descobrir que não depende de ninguém para viver a própria existência, pois tem dentro de si uma extraordinária capacidade de fazer mudanças positivas. Ela, como o homem, tem um mundo diante de si, e todos podem crescer até onde permite sua capacidade, seu dom, seu talento nato. Todos nós estamos em constante mutação e nos transformamos todo o tempo nos aspectos físicos, mental, emocional e espiritual. Nada na natureza permanece estático; tudo flui através dos processos da vida, dentro e em torno de nós.
                Em muitas ocasiões, a mulher, em vez de reverter a situação desgostosa em que vive, tenta mudar de forma superficial, apenas substituindo o cônjuge por outro, mas sem renovar seu modo de sentir, pensar e agir. Como não se preocupa em erradicar os velhos padrões ou crenças inadequados de seu mundo interior, corre o risco de atrair outro parceiro igual ou muito parecido com o que acaba de deixar. A lei de atração perpetua tanto alegria como tristeza para nossas vidas.
                Não devemos jamais deixar que uma empresa, associação ou ligação afetiva, profissional ou de amizade, venha eclipsar nossa vida a ponto de desrespeitarmos quem somos.
                Neste novo milênio, cabe à mulher recuperar sua dignidade e o respeito por si mesma. Descobrir, verdadeiramente, que o respeito anda de mãos dadas com a auto-estima e o bem-estar. Deve iniciar o processo – que muitas já o fizeram – de valorizar suas forças individuais e únicas, usando a energia interior para descobrir capacidades inatas e novos talentos adormecidos.
                Constituições modernas já estabeleceram, há muito tempo, leis e direitos que firmam a igualdade entre os sexos. No entanto, essas leis e direitos só terão valor e significado quando forem totalmente assimilados e colocados em prática por todos aqueles que os validaram.
                É possível que determinadas pessoas discordem e não aceitem nossas ponderações, mas nem por isso tudo está perdido. A diversidade de opinião e a forma de olhar o mundo dependem da singularidade evolutiva de cada criatura.
                O equilíbrio vai sendo pouco a pouco atingido. A visão machista gradativamente se desfaz, nascendo em seu lugar a amizade, o respeito e a cooperação entre seres humanos. Na estrutura social do porvir, pouco importará o sexo do indivíduo, pois todos são igualmente valorizados e jamais oprimidos.
                Num futuro breve, quando a mulher se legitimar pelo que é e por onde quer chegar, adquirirá o respeito – dos outros e de si mesma. Acreditar que alguém exista só para nos servir é uma visão egocêntrica e degradante da atual humanidade. Enquadrar pessoas em papéis sexuais nitidamente definidos – subserviência, inferioridade, subordinação -, usando-as como objetos que podem ser controlados e descartados, é imensamente cruel e impiedoso. O amor cristão não considera os papéis sexuais, e sim encoraja todos os seres a exprimir a liberdade, o respeito e o amor uns pelos outros.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

RESPEITO II

                À medida que a criança cresce e se desenvolve no convívio familiar, ela reproduz ou copia tudo o que vê, ouve e observa. Os adultos servem de padrões, quer dizer, são modelos e exemplos. Por meio da identificação com os pais, tios, avós ou irmãos mais velhos, ou mesmo da imitação de seus atos e atitudes, a criança, de forma consciente ou inconsciente, modela-se firmemente no ambiente doméstico.
                Socialização é o processo de adaptação do indivíduo ao gripo social; é o desenvolvimento das relações na vida grupal, caracterizado pelo espírito de coletividade e pelo sentimento de cooperação e solidariedade.
                Particularmente na criança, a socialização se inicia a partir do momento em que o recém-nascido é conduzido para casa pelos pais. No entanto, não devemos esquecer que, desde a sua concepção, a alma, já ligada ao diminuto embrião humano, sofre forte influência do ambiente em que vive.
                De acordo com Jean Piaget, cada criança, na fase da socialização doméstica, assimila e modela tudo o que a sensibiliza de acordo com sua individualidade – utilizando sua personalidade única e peculiar, o que irá distingui-la de todas as outras pessoas. Acontecimentos caseiros, atos e opiniões dos adultos, considerações sobre ética, religião, costumes, moral e filosofia, proibições e preconceitos, permissões e intolerâncias, tudo vai-se modelando na argila plástica, que é a mentalidade infantil, e delineando a criança dentro de preceitos, regras de conduta e de princípios que variam culturalmente, de família para família, e interiormente, de criança para criança. Mesmo nos gêmeos idênticos, o desenvolvimento psicossocial ocorrerá de forma diferenciada devido à bagagem espiritual que cada alma traz consigo – produto de suas vidas sucessivas.
                Consulta Kardec a espiritualidade maior, na terceira parte, capítulo IX, de O Livro dos Espíritos: De onde se origina a inferioridade moral da mulher em certos países? E os obreiros do bem respondem: Do império injusto e cruel que o homem tomou sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre os homens pouco avançados, do ponto de vista moral, a força faz o direito.
                A formação machista que as crianças recebem na infância as influencia durante toda a vida. Homens são treinados para ser fortes, corajosos, agressivos, seguros, bem-sucedidos e auto-suficientes. Para os estudiosos do comportamento humano, o estereótipo do macho iniciou-se nas eras pré-históricas, quando os nossos antepassados do sexo masculino tiveram que abandonar o medo e disputar a comida com os animais.
                Machismo é um conjunto de normas, costume, leis e atitudes baseado em regras socioculturais do homem, que tem por finalidade explícita e/ou implícita criar e manter a submissão da mulher em todos os níveis: afetivo, sexual, procriativo, profissional.
                Quando a mulher, nos seus mais diversos relacionamentos, romper com essa visão de que deve ser submissa, reclusa, frágil e dependente do homem, ela recuperará toda a estrutura de poder e o senso de iniciativa.
                A guerra dos sexos, na maioria das vezes, tenta impor, com ou sem armas, a supremacia do homem sobre a mulher por meio da violência, clara ou dissimulada, salvaguardando interesses falocratas de mentalidades medievais.
                O machista atua como tal, sem poder explicar seus atos ou perceber suas atitudes externas, porque não se dá conta das estruturas preconceituosas que internalizou nesta ou em outras existências. Ele se limita apenas a reproduzir ou pôr em prática tudo aquilo que viveu culturalmente no lar, na escola, no templo religioso, na cidade, no mais, enfim em qualquer lugar ou situação que o tenha influenciado.
                Muitas mulheres, de forma inconsciente, compartilham do machismo na medida em que não notam as estruturas psicológicas de hegemonia masculina que regulam suas relações afetivas e sociais. E podem reproduzi-las, sem perceber, na educação dos filhos, sejam eles homens ou mulheres, contribuindo dessa forma para que a idéia machista se perpetue automaticamente.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED


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quinta-feira, 24 de maio de 2012

RESPEITO I


                De que maneira as pessoas nos tratam? Sentimo-nos constantemente usados ou desrespeitados? Às vezes, permitimos que os outros nos tracem metas ou objetivos sem antes nos  consultar? Sabemos distinguir quando estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de perfeitos?
                A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do que sentimos.
                Nossos sentimentos são parte importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do cotidiano.
                Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros como eles devem nos tratar.
                Se nós não nos aceitarmos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos amará?
                Será dado respeito ao que se respeita e não ao que não tem ou pensa ter. Assim funciona tudo em nossa vida íntima – temos o que damos. Devemos esperar dos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.
                Examinemos nossos sentimentos e atitudes e nos perguntemos: por que permito que me tratem com desconsideração? O que estimula os outros a se  comportarem com desprezo em relação à minha pessoa?
                Se nós não nos auto-responsabilizamos pela forma como somos tratados, continuaremos impotentes para mudas o contexto penoso em que estamos vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer desilusão ou sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas nossas próprias ilusões e desenganos.
                Quando renunciamos ao controle de nós mesmos, com toda a certeza outros indivíduos tomarão as rédeas de nossa vida.
                Somos iguais perante os olhos da divindade. Todos tendem ao mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. Dizeis frequentemente: o sol brilha para todos. Com isso dizeis uma verdade maior e mais geral do que pensais.
                Realmente o sol brilha para todos, pois Deus não deu, a nenhum homem, superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte.
                Não somos nem melhores nem piores que ninguém. Ao recusarmos o respeito a nós mesmos, estamos abdicando do direito de exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentiremos diminuídos diante do mundo e destituídos da habilidade de dar e receber amor.
                O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal. Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma.
                O autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmos. Quando ele se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são sempre idéias claras, providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura no imo de nossa alma.
                Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir, dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos prontos, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento, todo o apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos reservou.
                Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

PERANTE A DOR


                Nossas dores podem ser analisadas como fonte de aprendizagem ou cárcere de lamentação. Elas surgem para que possamos perceber o que precisamos melhorar ou reformular interiormente.
                Dificuldades e conflitos são materializações de atos e atitudes íntimas que precisam ser reavaliados. Portanto, não tomemos postura de vítima perante as dores; antes busquemos em nós mesmos as causas que as motivaram.
                Quem vive se justificando diante do sofrimento não quer renovar-se, e quem se acomoda transforma as dificuldades em conflito, fazendo da existência um verdadeiro tormento.
                Talvez a falta de flexibilidade seja a causa primária de muitos de nossos desajustes. A vítima não quer ver a realidade, o equívoco e os limites humanos; simplesmente veste o manto da infelicidade e culpa o mundo que a rodeia.
                Criaturas flexíveis e abertas utilizam-se de atitudes experimentais, jamais definitivas. Fazem novas leituras de mundo e reavaliem idéias e ideais, sempre que surjam novos fatos ou acontecimentos.
                Eis a regra de ouro diante da dor: jamais se imobilizar no tempo e nunca fechar as cortinas da janela da alma, pois isso leva a uma vida de ilusões e vazia de experiências. O amanhã existe para que não fiquemos presos no hoje.
                Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus.
                A vontade de Deus nada nos apresenta que não seja educativo e facundo para o nosso crescimento e renovação interior. Examinemos cuidadosamente nossas aflições; nelas estão contidos os avisos e lembretes de que necessitamos para harmonizar a nossa existência.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

SOB O COMANDO DE DEUS III


Quando, agora, portador da capacidade de compreender o executar os planos divinos que se encontram intimamente gravados no ser que és, o que ocorra em forma de desafio e de luta é decorrência natural da necessidade de mais cresceres e de maneira segura entenderes a grandeza da vida na sua plenitude.
            Não te detenhas na reclamação ou na lamentação, cultivando ressentimento e mal-estar, porque todo esforço direcionado para o bem transforma-se em conquista indispensável para o encontro com a felicidade.
            O fato de estares nas mãos de Deus não impede que vivencies as experiências iluminativas que todos os seres enfrentam no sua processo de desdobramento interno para a vitória sobre os próprios limites.
            Persiste no cumprimento rigoroso dos deveres, sentindo o comando de Deus em tudo, trabalhando com afinco as tendências positivas e superando as perturbadoras, certo da vitória final.
            O Senhor não concede carga excessiva àqueles que ama, nada obstante faculta a bênção da oportunidade de conduzi-la a cada qual, que assim poderá descobrir os nobres significados da viagem carnal.
            Saindo da ignorância para o conhecimento, da treva para a luz, armazena as informações das experiências vivenciadas, não mais afligindo-se ante os novos cometimentos nem se detendo na marcha direcionada para a plenitude.
            Aquele que não consegue enfrentar os desafios demora-se em estagnação, quando o impositivo existencial é avançar sempre.
            Desse modo, alegra-te com a dificuldade que te amplia os horizontes, após conquistada a chance de realização.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

SOB O COMANDO DE DEUS II


Sob o comando de Deus, desde quando foste criado, desdobraram-se-te as oportunidades de autocrescimento e de autoiluminação, e foste superando as fases iniciais mais grosseiras, que, no entanto, mantiveram-te a essência, quando ainda princípio inteligente do universo necessitavas das condições propiciatórias ao desenvolvimento dos tesouros em germe.
            Submetido a provas e a dores cruéis, adquiriste o discernimento, superando os impositivos do instinto, que te mantinham na animalidade, e alcançaste o patamar superior da consciência, conseguindo compreender as leis que regem a vida e discernir qual o melhor comportamento para cresceres no rumo das estrelas.
            Lentamente desenvolveste a capacidade de pensar, aplicando a mente na construção do mais eficiente para ti mesmo, despertando para o sol do amor que te arrancou da solidão, oferecendo-te a fraternidade e as bênçãos da harmonia que já começas a fruir.
            A agressividade defensiva inicial transformou-se em precaução, ensejando-te a vigilância, a fim de cuidares da preservação da vida, preparando o porvir que te aguarda, sempre sob o superior comando de Deus.
            Nunca te faltaram a inspiração para o bem, o apoio dos mensageiros da vida superior, que velam pelo teu desenvolvimento, tornando-se emissários do Pai em todos os momentos das tuas múltiplas existências passadas e durante a atual.
            Eles intercederam por ti, contribuindo em teu favor com ternura e bondade em todas as situações que vivenciaste.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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