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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O DESAFIO DA CONVIVÊNCIA COM O QUEIXOSO I

            
               Quando o assunto é queixa nunca envolve apenas uma pessoa, mesmo sendo possível reclamarmos sozinhos. Mas, via de regra, sempre temos alguém a nos ouvir – querendo ou não.
                Desta forma, a convivência com o queixoso é realmente séria, afinal, o vício da lamentação é perigosamente contagioso e, se descuidarmos, logo estamos entregues ao mesmo comportamento que reclamamos.
                Sempre que possível, devemos evitar a companhia dos que escolheram fixar-se naquilo que não está como queremos.
                É verdade, porém, que nem sempre a situação é fácil. Muitas vezes o queixoso está dentro do próprio lar, do trabalho ou comprometido com nossos compromissos e, desta forma, somos forçados a uma convivência nem sempre sadia e em condições de proporcionar a qualidade de vida que buscamos.
                Quando a convivência é inevitável, alguns cuidados devem ser observado para que possamos administrar o que não pode ser resolvido.
                Iniciando por saber que dizer ao queixoso que ele está constantemente lamentando-se nem sempre dá certo pois, nos casos mais graves, ele está tão convencido de sua razão e infortúnio que ouve sem escutar as orientações benéficas dos que tentam conduzi-lo à razão.
                Simplesmente reclamar do queixoso nos colocaria na mesma condição e passaríamos a praticar aquilo que condenamos. O correto é ignorar as reclamações e promover, através da própria postura positivada, uma conduta contrária, de valorização do que temos em relação ao que nos falta, da mesma forma que a única maneira de se combater a escuridão é expondo-a perante a luz. Para se neutralizar as ondas da lamentação temos que produzir uma postura contrária.
                Agindo assim, logo perceberemos que o queixoso começa a constranger-se do próprio comportamento. Não que isso vá resolver o problema mas, auxilia a convivência conduzindo a um clima pacífico.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: www.corpbusiness.com.br


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sábado, 28 de dezembro de 2013

SE HÁ PROBLEMA, HÁ SOLUÇÃO

             
                Em O Consolador encontramos:
                Pergunta 196 – Como encaram os guias espirituais as nossas queixas?
                Muitas são consideradas verdadeiras preces dignas de toda carinhosa atenção dos amigos desencarnados.
                A maioria, porém, não passa de lamentação estéril, a que o homem se acostumou como a um vício qualquer, porque, se tende nas mãos o remédio eficaz com o Evangelho de Jesus e com os consoladores esclarecimentos da doutrina dos Espíritos, a repetição de certas queixas traduz má vontade na aplicação legítima do conhecimento espiritista a vós mesmos.
                O que temos que entender de uma vez por todas é que se há problema, há da mesma forma solução e nossa parte é buscar esta solução ou administração do problema. Se não pode ser resolvido, com dignidade devemos prosseguir abraçados ao bem.
                Quando afirmamos que diante de um problema não temos o que fazer, finalizamos a situação determinado que assim vai ser.
                Muitas vezes a solução de uma situação não é a que queremos mas, inevitavelmente, é a mais adequada. Daí o problema, não enxergamos a saída por apenas conseguir ver o que queremos ver. Fixados na porta fechada, não conseguimos ver a janela aberta.
                Afirmava Henry Ford, de maneira clara, que ao nos fixarmos nas lamentações ficamos impedidos de ver as soluções. A questão é escolher o que vamos querer: reclamação ou solução. As duas situações são incompatíveis.
                Podemos até não entender por que sofremos mas, se confiamos em Deus e Jesus, devemos permanecer tranqüilos, porque Eles sabem.
                Tudo o que nos acontece, evidentemente sem que seja resultado de nossa escolha, mas que está acima do que podemos modificar, simplesmente acontece, sempre coopera para o bem.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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domingo, 8 de dezembro de 2013

AUTOCONVENCIMENTO

           
          O vício da queixa, depois de certo tempo de existência, gera um autoconvencimento das realidades apresentadas pela lamentação. Passamos a ter certeza de que a causa de nossa queixa é realmente grande. E às vezes pode até ser, entretanto, não á nada que não possa ser resolvido ou administrado. Lamentar é sempre um processo de agravamento da situação atual.
                Após estarmos convencidos de que nossa vida é difícil e com grandes problemas, passamos a não perceber as situações positivas que também sempre existem. Quanto mais reclamamos de um fato ou de uma situação existente em nossa vida, o que nos desagrada se torna fixada em nós.
                Existem no mundo inúmeros heróis anônimos vencendo a vida e as próprias limitações. Pessoas vencendo as misérias, doenças e situações aparentemente sem correções, porque não se permitiram convencer da grandeza do problema. Quanto mais você reclamar de alguma coisa mais vai se autoconvencer de que ela é real.
                Lamentar determinado problema dá resistência para que ele prossiga em nós. Desta forma, se quiser vencer alguma coisa ou situação, comece não reclamando dela, mesmo que ela esteja presente na sua intimidade. Vença-a no silêncio.
                Não podemos querer viver livres para sermos felizes se nos comportarmos como escravos de nós mesmos. Bom mesmo é convencer-se de que não há do que se queixar, independente dos problemas. Isso sim é uma atitude inteligente e que gera vantagens a nosso favor.
                Passamos, muitas vezes, desde crianças ouvindo nossos pais reclamarem da vida, do trabalho diário, das dificuldades de viver em família, das mudanças do tempo e por aí vai...
                Crescemos e damos sequência na mesma toada de lamúrias, demonstrando uma completa incompreensão dos mecanismos que conduzem o crescimento da humanidade.
                Enquanto que pelas queixas nos convencemos de que temos uma vida triste, a confiança no futuro nos daria a força necessária para prosseguir e vencer e, esta confiança, apenas pode ser obtida com constante empenho de entender as leis que regem a vida e sua soberania.
                Por fim, enquanto nos queixarmos de uma coisa, mais esta coisa estará em nós. Afinal, se estamos fixados em determinado ponto, estamos da mesma forma presos nele.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sábado, 16 de novembro de 2013

SOLUÇÃO OU DIVULGAÇÃO

              
                Provavelmente, alguém poderá contestar nossas idéias dizendo que não estão reclamando ou queixando e, sim, falando dos problemas para desabafar.
                Contudo, lembramos que a lamentação é caracterizada pela inutilidade de sua existência. Quando falamos das nossas infelicidades, limitações, medos ou qualquer outro sentimento que possa ser visto como reclamação para alguém que possa ajudar, deveremos falar sem problemas.
                Claro que falar dos nossos problemas para amigos ou profissionais que possam nos ajudar nos processos de solução é fundamental.
                Quando falamos sobre o vício da reclamação, nos referimos infalivelmente ao hábito (vício) de divulgar nossos problemas e aflições para todos e que, na maioria das vezes, nada podem fazer para nos auxiliar a encontrar soluções.
                No fundo, esparramamos nossas tristezas e problemas sem benefício algum e, com esta ação, insuflamos toda a tristeza à nossa volta. Viciamos o ambiente depois somos influenciados por aquilo que viciamos.
                Falar no bem é atraí-lo. Falar no mal sem finalidade de repará-lo ou de gerar benefício, é apenas divulgação. E divulgar o mal é revivê-lo e voltar a sofrer, como se tirássemos as cascas de uma ferida que dizemos querer ver sarar.
                Geralmente, não conseguimos nos conter quando ficamos sabendo de algo sobre a vida alheia, afinal, de que vale saber se não podemos espalhar?
                Então, seja de nossa vida ou de outras pessoas, a queixa como a divulgação do mal são esforços contra a paz e o equilíbrio emocional que buscamos.
                Sendo assim, reclamar até é lícito quando aquele que ouve pode, de alguma forma, auxiliar ou gerar benefícios aos envolvidos ou aos processos de recuperação. Mesmo porque, em muitos casos onde os problemas com a reclamação são mais graves, necessitamos de ajuda profissional pois, ao reclamar constantemente, adotamos uma postura de auto-obsessão, inutilizando inúmeros recursos benéficos que recebemos e que evidentemente não vão gerar êxito.
                Buscar auxílio seja médico, psicológico ou espiritual e prosseguir reclamando, mina todo o benefício gerado pelo tratamento. Se deseja se tratar, antes fique em paz com a vida.
                Existe uma impossibilidade em experimentar a paz enquanto cultivarmos nossas tristezas no coração.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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domingo, 3 de novembro de 2013

ESCRAVO DO HÁBITO II

           
                Por mais absurdo e imoral que um comportamento seja, feito repetidamente, com o tempo nós e a maioria das pessoas à nossa volta, passa a achar aceitável e muitas vezes natural.
                Romper um hábito instalado em nós é sempre de muita dificuldade, afinal, quanto maior o tempo de nosso comprometimento com ele, gera em os raízes profundas e que geralmente resistem em nossa conduta por muito tempo.
                A dificuldade de libertar-se de algo assim tem na defesa que fazemos dos nossos vícios seu maior aliado. Sêneca contribui à nossa reflexão com a seguinte afirmação: “Justificamos nossos vícios porque os apreciamos e preferimos desculpá-los a repeli-los”.
                Ou seja, sempre temos uma razão que justifique uma conduta equivocada. Todos nós possuímos motivos, sempre frágeis e irresponsáveis, para justificar as próprias atitudes diante de nossa falência para viver.
                Diante dos nossos vícios, resta-nos apenas buscar a recuperação da própria conduta e o caminho reto, afinal, quem quiser justificar a conduta equivocada sempre terá como. Quem não tem uma história triste para contar?
                Claro que agindo assim, elevamos nossa fraqueza de comportamento acima de nossa vontade para vencer permanecendo, desta forma, na mesma condição.
                Não podemos nos libertar de um hábito simplesmente atirando-o pela janela. O mesmo trabalho que temos para sua instalação teremos no seu processo de eliminação. Libertar-se do vício da queixa descer degrau a degrau até a renovação da maneira de pensar.
                A boa notícia é que todos podemos nos libertar de qualquer situação ou comportamento pois não nasceram em nós e não são nossa condição natural.
                Comportamentos comprometidos existem enquanto são mantidos pela mesma maneira de pensar que os construiu.
                Tudo aquilo que torna-se habitual em nós nos faz escravos e, muitas vezes, de maneira inconsciente. Quem grita não percebe que grita, quem mente sempre não percebe a que constância equivocada tornou-se natural. Tudo aquilo que não dominamos acaba por nos dominar.
                Para saber se precisamos ou não realizar uma terapia antiqueixa, muitas vezes temos que perguntar as pessoas que vivem à nossa volta, pois, se nosso caso for grave, dificilmente perceberemos o abismo que cavamos com as próprias ações. Afinal, tornou-se natural.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sábado, 2 de novembro de 2013

ESCRAVO DO HÁBITO I

            
               Nossas ações repetidas, por mais simples que sejam e pela freqüência tornam-se quem somos. Geralmente, diante de atitudes comprometedoras, vícios químicos, físicos e comportamentais, agimos dizendo que podemos parar quando quisermos ou que temos o controle deles.
                Entretanto, estes comportamentos passam a ser nossa realidade e pior, muitas vezes não percebemos devido à naturalidade em que se apresentam.
                Ao apontar que o mérito não estaria na ação, Aristóteles chama atenção para o fato de que atitudes boas e elevadas, feitas ocasionalmente, não são suficientes para moldar nossa personalidade. Afinal, muitas pessoas com vida visivelmente comprometida com inúmeras viciações ou comportamento com sérios equívocos morais, em algum momento também fizeram algo de bom ou positivo.
                Em boa definição, agir adequadamente às vezes, não é suficiente para alterar aquilo que fazemos constantemente.
                Fica evidente o perigo das ações contínuas e baseadas nos equívocos pois vamos agindo sem a percepção do que está se construindo em nós.
                Quando percebemos que trata-se de um hábito, ou melhor um vício, já está forte demais para rompermos este comportamento.
                Reclamar, lamentar da vida ou das situações que a compõe são tidas como naturais, entretanto, é fundamental sabermos que ao agir assim, vamos cunhando em nós esta realidade. Romper o vício de reclamar sempre não pode ser feito de uma hora para outra, é como um programa de computador que deve ser desinstalado ou permanecerá lá.
                Conclusão, primeiro fazemos nossos hábitos e depois nossos hábitos nos fazem.

(continua)


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A QUEIXA FAZ DE VOCÊ UM CHATO

           
               De geração em geração ouvimos as pessoas esbravejarem contra a situação do país. A velha cartilha é adotada por nossos avós que cultivaram o mesmo cântico das avaliações negativas. Nossos pais correspondem com louvor ao DNA da queixa.
                E nós fazemos nossa parte para preservar a herança familiar. E um dia, para nossa surpresa, encontramos nossos herdeiros na mesma situação. Por isso, a reclamação é perigosa, afinal torna-se uma herança comportamental transmitida pela má educação geralmente oferecida pelo exemplo.
                Portanto, sabemos muito bem que reclamar faz parte da vida de todos nós. Uma queixa, de vez em quando, talvez até ajude a movimentar o organismo e a dar mais liberdade ao espírito. Mas, daí a nos transformarmos num viciado comportamental e passar a existência anunciando desgraças, desventuras e tristezas, vai uma longa distância.
                Quando a reclamação vira mania, escapa do controle, deixa de se restringir aos limites estreitos da aceitação, ultrapassa fronteiras e se transforma num tipo de praga que vais se alastrando por onde passa.
                A doença é contagiosa. Quem der ouvidos a este hábito, dia mais cedo, dia mais tarde, começa a fazer parte do time. Sem perceber, se transforma em arauto das misérias da vida.
                Devemos ficar atentos, afinal, este vício se instala sem que sintamos e, quando menos percebemos, adotamos esta personalidade automaticamente.
                A vida nunca foi e jamais será feita só de flores perfumadas e notícias boas mas, se quisermos, poderemos colocar um pouco mais de luz na escuridão e enxergar um futuro melhor, independente das dificuldades enfrentadas, baseados no fato de que nada ocorre por acaso.
                Quando sofremos e não modificamos nossa postura diante da vida é que na verdade ainda não sofremos o bastante, não chegamos em nosso limite, não ficamos saturados da situação atual. E daí, para que a consciência da necessidade da mudança se instale é questão de tempo e, neste caso, cada um tem o seu.
                Quanto mais rápido amadurecemos, mais cedo despertamos.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sábado, 5 de outubro de 2013

VOCÊ NÃO É VÍTIMA II

              
                Quantas vezes, após pedir a proteção do alto,rezar, confiar, acabamos por achar que as preces nada valem, que Deus não as ouve ou, se as ouve não nos dá atenção porque não nos atende ou responde?
                Incrédulos é o que somos! Insensatos! Deus está sempre a velar por nós, está sempre ouvindo as nossas solicitações, dando-nos respostas, porém, tais respostas nem sempre vêm na forma que desejamos, que esperamos, mas na forma de que precisamos e sempre contando com nossa sensibilidade de perceber a vida à nossa volta.
                Na verdade não sabemos pedir. Não sabemos confiar e esperar. Valorizamos demasiadamente as coisas materiais, que para a nossa ascensão espiritual nada representam, apenas significam uma experiência a mais em nosso universo material.
                Noventa por cento de nossos pedidos visam as questiúnculas de ordem material. Aprendamos a pedir mais humildade, mais tolerância, mais docilidade e seremos atendidos. Conquistando estas situações, a posse do necessário será inevitável.
                Na presença da dor imploramos ao Pai que a afaste de nós, todavia, é a dor um sinal de alerta. Um sinal amarelo que diz: “o que você está fazendo é errado”.
                A revolta que há em você diante das dificuldades da vida é uma barreira de trevas bloqueando a passagem da luz da esperança e da razão. Vigie seus pensamentos pois eles são criações que se tornarão realidades com mais ou menos tempo.
                Seja mais caridoso, compreenda mais sem exigir tanto a compreensão dos outros. Olhe para seus próprios vícios e defeitos antes de criticar o de seu semelhante, afinal, isto é prática saudável e inteligente.
                Quantas vezes nos revoltamos por algo ruim que nos acontece? Por que a revolta se ela sempre representa falta de confiança em Deus?
                Porque não confiamos plenamente Nele e as Sua justiça, porque somos demasiadamente orgulhosos e egoístas, porque desconhecemos a lei de causa e efeito, ação e reação, porque esquecemos que aqui estamos para progredir principalmente em Espírito, que em realidade é o que somos.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

VOCÊ NÃO É VÍTIMA I

               
               Uma situação que precisa ficar bem clara para realizarmos uma terapia antiqueixa, é esclarecer a ideia de que você não é vítima da vida nem das outras pessoas.
                Identificamos que a maioria das pessoas que se queixam da vida ou das situações que ela impõe, de variadas formas, agem ou trazem em seu discurso uma impressão de serem vítimas das situações vividas. Como se não merecessem as situações experimentadas e, muitas vezes, não merecem mesmo, mas precisam delas.
                Entender a sabedoria com que a vida está regulada é fundamental para assumir a responsabilidade pelos acontecimentos à nossa volta.
                Daí a grande utilidade de possuirmos o entendimento da lei natural de ação e reação, afinal, tudo que nos acontece é sempre reação ou resultado de nossas escolhas, conscientes ou movidas pelos hábitos, mas sempre a gênese do que nos acontece está depositada em nós.
                Cultivar o sentimento de vítima é ação de defesa psicológica que evidencia fraqueza de entendimento diante das leis que regem a vida em qualquer plano da existência.
                Se cremos na existência de Deus com todos Seus atributos temos, da mesma forma, que crer na certeza e solidez de Suas leis. Quando falamos que Deus está em todos os lugares, temos que entender que esta expressão apenas pode ser explicada por esta lei, ou seja, Ele está em todos os lugares vendo nossos atos representado por Suas leis, sempre justas e inabaláveis.
                Estas leis garantem que o observador não tenha que estar na presença do observado ao mesmo tempo em que faz constante a presença do Criador em nossa vida.
                Afinal, são as leis de ação e reação ou causa e efeito que garantem a estabilidade da vida em qualquer canto do universo. É assim que estranhamente no mundo pode até existir injustiça mas nunca injustiçados. Quando algo ocorre, sempre tem como BA uma situação iniciada por nós e que lhe serve de causa, seja na existência presente ou em outras experiências vividas.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

LEI DA UTILIDADE

         
              Afastar-se das queixas assenta-se em uma base singular, a de contrariar a lei da utilidade. Com ou sem razão, certos ou errados, queixar-se é sempre inútil e não devemos gastar nosso tempo ou depositar nossa atenção em nada que não seja edificante.
                Não queremos com estas afirmações diminuir os problemas que são as causas aparentes das queixas de qualquer pessoa. Realmente, em algumas fases de nossa existência, somos visitados por problemas de relativa gravidade nos mais variados setores da vida humana, entretanto, lamentar-se, além de não trazer benefício algum, rouba inúmeras possibilidades de encontrarmos soluções ou minam nossa visão diante dos melhores caminhos a seguir.
                Lamentar-se é sempre gerar, dentro de nós, um mal conselheiro para a orientação de qualquer problema. E podemos entender como esse mal conselheiro tanto a escravidão habitual que passa a dirigir nossas ações, como a atração espiritual que proporciona a aproximação de espíritos que cintilam na mesma vibração de insatisfação do queixoso.
                Muitos ainda atestam que reclamam para desabafar a pressão dos problemas, entretanto, ao terminar a reclamação, se observarmos nosso estado emocional, veremos que não solucionamos nada, muito menos melhoramos. O que ocorreu é que, ao falar, exteriorizamos o que estava em nosso íntimo, influenciamos os que estão á volta e ao ambiente, mas benefício mesmo, nenhum.
                Ao perceber-se reclamando de alguma coisa, faça a si mesmo a seguinte pergunta:
                - É útil minha queixa? Alguém ou alguma coisa irá melhorar com ela? Haverá benefício para a solução do meu problema?
                E se a resposta for negativa, esqueça, afinal você está perdendo um tempo precioso onde poderia dedicar-se a encontrar soluções pelos caminhos da inteligência e do trabalho. Reclamar é sempre cair em uma armadilha feita por nós mesmos.
                Reclamar consome nossas energias e nossas possibilidades de melhora e de solução. Antes que qualquer reclamação, pergunte a você mesmo:
                É útil falar ou manifestar o meu problema?
                Se não for... esqueça!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

O PROBLEMA DA QUEIXA II

               
               Quando você sai dirigindo seu carro, de tanto passar por determinado caminho, ele ganha familiaridade em nossa mente assim, algumas vezes, o percorremos sem nos darmos conta do trajeto.
                Com nossos comportamentos acontece o mesmo. De tanto agir de determinada forma, ele passa a ser a diretriz das nossas ações ou a base onde elas se assentam para servir de ponto de partida para as demais situações.
                Partindo daí, tudo o que pensamos ou falamos sofre a influência da queixa e é assim que lamentar torna-se uma armadilha psicológica que aprisiona quem a possui. Estabelecer uma nova proposta comportamental exige esforço e um processo de reprogramação de nossas reações em torno dos acontecimentos da vida.
                Muitas vezes, reagimos às intempéries que nos ocorrem dizendo que não agüentamos mais a vida, entretanto, o que não agüentamos mais não é a vida mas nossa postura diante dela.
                Se admitimos que a vida é obra direta de Deus e sua precisão mostra claramente sua grandeza, ela, a vida, não pode ser o problema, é apenas a oportunidade de fazermos dela um problema ou não.
                Em boa definição, a pequenez moral do homem é marcada pelas suas horas de lamentação. Quanto mais lastimamos nossa vida, mais ela ganha uma aparência amarga e triste. O queixoso depõe constantemente contra a própria vida e sempre está achando culpados para isso, seja pessoas ou situações.
                Alguém poderia contestar afirmando que não é reclamação mas, sim, a verdade! Ora, não interessa o nome que vamos dar quando divulgamos ou mesmo exaltamos as situações menos felizes de nossa vida. O que não deu certo e usamos isso para justificar nossa situação, isso nos faz mal.
                O pessimismo, que é pai de toda reclamação, reflete sempre nossa incapacidade de lidar com a vida e conosco mesmo. Ao reclamar, nos colocamos pré-dispostos a adoecer do espírito até ao corpo que, afinal, reflete nossa condição interna.
                Toda lamentação espelha uma queda moral onde, responsáveis pelas próprias ações, somos impulsionados a agir pela realidade que criamos.
                Herdeiros de nós mesmos, esta realidade deve estar sempre em nossa mente a qualquer suspeita de queixa aparecer.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PROBLEMA DA QUEIXA I

            
               Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que possuímos, afirma um antigo provérbio chinês, lembrando que esta máxima é válida para situações ou coisas, sentimentos ou posições sociais.
                O problema da queixa é que ela vai construindo uma personalidade naquele que usa da lamentação, como uma máscara sobre sua postura natural.
                Com o passar do tempo se permanecemos fazendo uso da queixa, ela é incorporada pela nossa postura natural que passa a ser queixosa.
                Uma vez que absorvemos a lamentação em nosso patrimônio comportamental ela, a queixa, começa a se exteriorizar através de nossos pensamentos e nossas palavras, passando assim a ser nossa característica pessoal, nossa marca.
                Este processo é perigoso pelo fato de que muitas vezes ele ocorre de maneira inconsciente, por automatismo. Reclamamos seguidas vezes, independente de termos razão ou não, e o que inicialmente é uma escolha ou um ato involuntário, torna-se um hábito.
                Desde a antiguidade, Sócrates asseverava de que somos escravos do hábito pelo fato de que ficamos presos àquilo que fazemos repetidas vezes.
                Por este fato, constantemente, aquele que reclama da vida ou das situações impostas por ela, não percebe que age assim pois reclamar passa a ser uma segunda natureza do indivíduo.
                Geralmente quando alguém diz a outra pessoa que ela reclama muito, que queixar-se passou a ser comum nas suas expressões, ela assusta-se crendo ser absurda tal situação.
                A reclamação é sempre uma surpresa àquele que a possui e que acabou por condicionar-se a ela.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago


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