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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 21 de agosto de 2010

MELANCOLIA

Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina – perfeita e harmônica – cuja única intenção é somente a evolução das criaturas.


Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de uma violino ferindo o peito profundamente. Mas lembre-se: ninguém pode procurar nos outros um recado que está dentro de si. Aprendamos a ler essas mensagens impronuciáveis; elas são a chave da solução dos sofrimentos. As leis divinas estão em nossa consciência.

Hoje você busca livrar-se da melancolia, apegando-se às pessoas para que cuidem de você; mas haverá um dia em que perceberá que a busca é ineficiente, pois essa pessoa terá que ser você mesma.

Não se faça de fraca e impotente; retire de seus olhos a angústia e a aflição. Você pode transformar esse processo doloroso em fator saudável de crescimento e progresso.

Você gostaria de ser poupada dessa dor aflitiva imediatamente, mas não pode se esquecer de que ela é o resultado de atitudes negativas do passado que você mesmo criou. Somente através de crescente conscientização de suas concepções errôneas, ou de falsas soluções, é que poderá atingir o entendimento exato de seu sistema de causa e efeito.

Não basta mudar um mau comportamento irrefletidamente; é preciso mudar a causa que provoca esse comportamento. Apenas assim poderá efetuar uma autêntica mudança.

De início, não espere satisfação e felicidade imediatas, porque os efeitos negativos vão continuar cruzando o seu caminho – resultado de anos vividos entre padrões inadequados. No entanto, quando descobrir esses padrões e começar a modifica-los de maneira gradativa, automaticamente terá início a redução das sensações desagradáveis e aflitivas que você experimenta.

A alma, na agonia moral, é semelhante a um pássaro de asa partida: quer voar, mas não consegue. Só com o tempo ele se equilibra: aí, então, pode alçar vôo perfeitamente.

A imensa decepção dos suicidas é perceber no Além que não podem fugir de si mesmos. Problemas são considerados desafios da vida promovendo o desenvolvimento interior. A autodestruição além de inútil, intensifica a dor já existente, por interferir no processo natural da existência terrena.

A lama humana pode ser comparada a um candelabro: acesas as chamas da verdade, dissipam-se as sombras da ilusão.

Todos temos uma tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados. Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente, mas é preciso assumirmos plena responsabilidade por tudo o que está acontecendo em nossa vida. Devemos reconhecer honestamente que está em nós a fonte que determina e controla nossas ações e reações. Somos responsáveis tanto pela nossa felicidade quanto pela nossa infelicidade.

Perceba que você nutre uma falsa crença de que está totalmente indefesa e espera que alguém, ou o destino, lhe traga uma milagrosa alegria. Acima de tudo, acredite: nenhuma destinação cruel está vitimando sua existência. Depende essencialmente de você o seu bem-estar, de seus esforços, de sua vontade de mudar, de sua autoconfiança e de um novo senso de força em sua vida interior.

Além disso, a compreensão espírita, acrescida da criação de uma nova visão interior, poderá gerar toda a satisfação que você nutria inadvertidamente.

Melhore seu íntimo; essa é a maneira mais eficiente de ser feliz. Podemos destruir o corpo, mas não temos o poder de acabar com a vida.

Quem faz a sua parte e deposita nas mãos de Deus todas as suas dificuldades alcança a tão almejada tranqüilidade.

Do Livro: Conviver e Melhorar
Francisco do Espírito Santo Neto
Espírito Lourdes Catherine e Batuíra

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DESENCARNE

A HORA FINAL


As sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta, e o desprendimento da alma opera-se gradualmente. Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte, e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numarosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.

Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres. Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.

Entretanto, em todos os casos, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugitivo para o espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluidos grosseiros. Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o perispírito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.

Outros espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a incerteza, o terror. Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.

A hora da separação é cruel para o espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento insinua-se-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo, e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.

Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro. Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria, destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono. Deixando sua residência corpórea, o espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões, depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O espírito mergulha nesse banho reparador, aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário0, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no ceio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.

A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos espíritos. Aqueles cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipara sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.

Em geral, o desprendimento da alma é menos penosos depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais. As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-se em prolongada perturbação. Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.

O conhecimento do futuro espiritual, o estudo das leis que presidem à desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.



DEPOIS DA MORTE – LÉON DENIS

domingo, 15 de agosto de 2010

CHICO XAVIER - biografia

Francisco Cândido Xavier, ou Chico Xavier, foi o médium mais famoso e estimado, no Brasil e no exterior, e com maior tempo de atividade mediúnica. Nascido na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 02 de Abril de 1910, iniciou-se no Espiritismo ao 17 anos, quando sua irmã Maria Xavier Pena, doente e desenganada pelos médicos, foi levada até a casa de uma família espírita. Após uma prece em torno do leito da irmã, da qual participou Chico, ela ficou curada.

A partir daí começou a freqüentar reuniões espíritas. Auxiliado pelo irmão José Cândido Xavier, fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em maio de 1927. Em 8 de julho do mesmo ano, psicografou pela primeira vez, recebendo uma mensagem de 17 páginas, de um Espírito Amigo, e que versava sobre Deveres Espíritas.

Mas José Xavier adoeceu, vindo a falecer em seguida, e o médium, sempre assediado por multidões súplices e sofredoras e rodeado de amigos e admiradores, chegou a trabalhar sozinho, por muito tempo, entre perseguições e preconceitos, por absoluta falta de companheiros.

No final de 1931, conheceu Emmanuel, seu luminoso guia, e a partir daí iniciou-se o que se pode chamar de "sublime ponte" entre o Céu e a Terra. Sob a sua orientação espiritual, Chico Xavier psicografou milhares de páginas de instrução, educação e consolo, ditadas por inúmeros Espíritos, e compiladas em quatrocentos e dois livros, sendo que o último, chamado "Degraus da Vida" (Cornélio Pires, Editora CEU), foi publicado em 1996.

Muitos deles foram traduzidos para outras línguas, quais o inglês, o espanhol e o esperanto.

A renda da venda dos livros, uma admirável fortuna, foi, desde o início, totalmente doada em favor de hospitais, asilos, orfanatos e outras Instituições Beneficentes, vivendo Chico Xavier de seu parco salário de humilde funcionário público.

A máxima de Jesus: "Daí de graça o que de graça recebestes" foi o lema deste formidável trabalhador cristão, no trato com o dinheiro havido de sua mediunidade abençoada.

Mesmo doente e em idade avançada, compareceu, sempre que possível, aos sábados à noite, no Grupo Espírita da Prece, para receber as centenas de pessoas que se comprimiam no local, ansiosas por uma palavra de carinho, que ele tinha sempre para todos, e por seu gesto de amor, uma característica especial: o beijo terno nas mãos que o procuravam.

Chico Xavier residiu por muitos anos em Uberaba, Minas Gerais, Brasil, desencarnando em 30/06/2002, por volta das 19:30, com a idade de 92 anos.

(Biografia exclusiva do Site Espírita André Luiz - www.institutoandreluiz.org Todos os direitos reservados.) A cópia é livre, apenas rogamos a manutenção dos créditos. Muito obrigado.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

INFORMAR E CONSCIENTIZAR

A verdade que conheceremos e nos libertará será sempre a verdade sobre nós mesmos, e a doutrina será uma senda segura para a aquisição dessa conquista na alma: a consciência de si que nos ensejará elementos para transitar na evolução com felicidade.


Conscientizar é tomar contato com os conteúdos velados da mente estabelecendo conexão com o ser divino que há em nós. Tomemos como exemplo e orgulho: sabemos que somos orgulhosos, estamos informados disso, mas não temos consciência plena de suas manifestações, dos detalhes de sua ação. Essa a diferença entre conhecer e saber.

A conscientização surge quando aprendemos a utilizar a informação para a transformação.

A informação é atividade cognitiva que só abrirá portas para a conscientização quando houver o aporte dos processos renovadores da sensibilidade humana.

O conhecimento é capaz de acionar desejos novos, excitar planos e mudanças, mas somente o sentimento é capaz de movimentar a vontade firme para manter e concretizar caminhos novos.

Para a melhora espiritual, é imperioso habituarmo-nos à constante lealdade consciencial, a fim de exercer avaliações sobre qual é nossa verdadeira condição espiritual.

Uma criatura informada poderá realizar amplos vôos nas realizações do bem, entretanto, somente os conscientizados saberão como usar essas realizações para sua libertação pessoal.

Conhecer é ter opções, mas só a conscientização oferece respostas.

Mereça Ser Feliz - Wanderley S. de Oliveira

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ESTUDA-TE A TI MESMO

Conhecer nossos defeitos e virtudes é o caminho do progresso, muitas vezes dolorido,pois não é fácil estarmos frente a frente com nossa sombra.

Quando sentimos o desejo de possuir alguma coisa, muitas vezes nos cegamos a respeito dos direitos dos que nos cercam e buscamos satisfazer este desejo custe o que custar.

Agindo assim, provocamos reações por parte dos que nos rodeiam.

Vemos constantemente os erros e defeitos dos que nos rodeiam e muitas vezes somos incapazes de percebermos os nossos erros e quando os percebemos, sempre temos uma justificativa para eles. Outras vezes nos isentamos das nossas culpas, transferindo-as para o nosso próximo.

Este comportamento confirma a nossa falta de conhecimento sobre nós mesmos.

E é esse conhecimento sobre nós mesmos a chave para o nosso progresso individual.

Conhecendo as nossas virtudes que estaremos buscando exercitá-las e conhecendo os nossos defeitos estaremos buscando modificá-los.

O conhecimento de si mesmo pode se dar naturalmente, como fruto do amadurecimento de cada um, ou poderá ser provocado pelo sofrimento renovador, despertando a criatura para valores novos do espírito.

Ney Prieto Peres, no livro Manual Prático do Espírita, nos mostra três formas através das quais nos conhecemos a nós mesmos:

A – Conhecer-se no convívio com o próximo – Esse conhecimento começa dentro da família, no nosso relacionamento com pai, mãe, irmãos, avós, etc. É aí que aprenderemos a conhecer como reagimos e por que reagimos aos apelos, as contendas, aos choques de interesses. E continua na sociedade através das reações observadas nos outros. Normalmente as que mais nos incomodam são justamente aquelas que mais expressam a nossa própria maneira de ser.

Nesse sentido, para buscarmos a perfeição, temos que tomar como diretriz uma frase contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XVII: “O dever começa precisamente no momento em que ameaçais a felicidade e a tranqüilidade de vosso próximo, e termina no limite que quereríeis alcançar para vós mesmos”.

B – Conhecer-se pela dor – Os processos de sofrimento provocam em nós o despertar da consciência e a ampliação do nosso grau de sensibilidade.

Quando enfermos, para que possamos nos curar somos obrigados a modificarmos hábitos que nos levaram a adoecer. O reconhecimento desses hábitos é uma das formas do auto-conhecimento com relação a alguns aspectos de nossa forma de vida.

Quando ficamos muitos dias doentes, presos em um leito, também somos obrigados a pensar sobre nosso modo de viver.

Quantas pessoas que estiveram a beira da morte e que alcançaram a cura, mudaram muito sua forma de viver, hoje valorizando coisas que antigamente lhes passavam despercebidas?

C – Conhecer-se pela auto-análise – A este respeito quem nos dá um grande exemplo é Santo Agostinho. Ao final de cada dia ele passava em revista o que havia feito e perguntava a si mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ninguém tinha motivo para se queixar dele.

Em caso de duvida ele se perguntava: Se outra pessoa tivesse praticado esta ação, como a qualificaria? Se a censurares nos outros, essa censura valeria também para si.

Desta forma ele foi aprimorando seu auto-conhecimento.

Além disso, para nos auxiliar em nossa auto-análise nos temos os ensinamentos de Jesus através de seus exemplos durante o tempo que esteve conosco.

Não nos deixemos seguir ao sabor do tempo, iniciemos nosso processo de auto-análise de forma permanente e sistemática, nossa auto-educação.

Saiamos da condição de conduzidos pelos envolvimentos do meio e passemos à categoria de condutores de nós mesmos, com amplo conhecimento das nossas potencialidades em desenvolvimento.

“Vamos interrogar a nossa consciência quanto à utilidade que estamos dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutamos na vida diária”. (André Luiz/Emmanuel – Opinião Espírita).



Bibliografia

Livro dos Espíritos perg 919 e 919 a

Manual Prático do Espírita – Ney Prieto Peres

sábado, 7 de agosto de 2010

RETORNO À VIDA CORPÓREA

Assim como todos nós temos a certeza de que morreremos os espíritos têm a certeza de que voltarão à vida corporal, apesar de as vezes ignorarem quando isso se dará.


Dependendo do seu grau evolutivo, o espírito se preocupa mais ou menos com a sua volta ao mundo corporal.

Ele pode retardar ou abreviar essa volta, sofrendo as conseqüências desse ato.

O espírito não pode retardar indefinidamente o retorno; ele sente a necessidade de avançar. Esse é o destino de todos.

Em relação à união da alma com o corpo:

- o espírito é sempre designado com antecedência para um determinado corpo.

- O espírito pode escolher o corpo: as imperfeições deste s ao as provas que o ajudam no seu adiantamento, se ele vencer os obstáculos.

- A escolha nem sempre depende dele (do espírito)

- A união pode ser imposta, assim como as diferentes provas, quando o espírito está apto a fazer a escolha. Seria um castigo.

No momento da encarnação o espírito sofre uma perturbação maior do que a da morte e mais longa também. Essa perturbação persiste até que a nova existência esteja nitidamente firmada.

O viajante que embarca sabe os perigos a que se expõe, mas não sabe se naufragará.

A incerteza quanto ao sucesso na vida corporal é para o espírito motivo de uma grande aflição.

Se o espírito se encontra numa esfera aonde reina a afeição os espíritos que o amam o acompanham até o derradeiro momento, e o seguem durante a sua vida.

LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LEIS DIVINAS

As Leis Divinas indicam o que se deve ou não fazer. São eternas, imutáveis, perfeitas e regulam o universo material e moral.


São proporcionais ao grau de adiantamento de cada mundo. Estão gravadas na consciência de cada ser humano.

São divididas em dez partes:

• Lei da Adoração
• Lei do Trabalho
• Lei da Reprodução
• Lei da Conservação
• Lei da Destruição
• Lei da Sociedade
• Lei do Progresso
• Lei da Igualdade
• Lei da Liberdade
• Lei da Justiça, Amor e Caridade

LEI DA ADORAÇÃO

Por meio da adoração a alma se aproxima de Deus. A adoração verdadeira está no coração, fazendo o bem e evitando o mal. Aquele que não faz o mal, mas também não faz o bem, é considerado inútil. A vida do indivíduo deve ser útil à humanidade, portanto, é necessário que se faça o bem.

Aquele que faz profissão da adoração do Cristo, mas é orgulhoso, invejoso e ciumento, é duro e implacável com os outros ou ambicioso pelos bens desse mundo, tem a religião apenas em seus lábios e não em seu coração, Deus que tudo vê, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado pelo mal que faz do que o selvagem ignorante do deserto. A intenção é a regra.

Quando nos reunimos em adoração, adquirimos mais força pela comunhão de pensamentos e sentimentos. Porém, a adoração individual não é menos eficaz. A prece é agradável a Deus quando ditada pelo coração, dita com fé, fervor e sinceridade.

A prece é um ato de adoração. É aproximar-se d’Ele, comunicar-se com Ele. Através da prece, pode-se ter em vista três coisas: louvar, pedir e agradecer. Aquele que ora com fervor é mais forte contra as tentações do mal e é assistido pelos bons espíritos.

LEI DO TRABALHO

O trabalho é uma lei da natureza, pelo próprio motivo de ele ser uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres. Tanto o espírito como o corpo trabalham.


O trabalho é uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância intelectual. Por isso ele deve ao trabalho e à sua atividade toda sua alimentação, sua segurança e seu bem-estar.

Nenhum homem está liberado do trabalho, talvez do trabalho material, mas não da obrigação de tornar-se útil, de acordo com suas possibilidades, nem de aperfeiçoar sua inteligência ou a dos outros, o que também é um trabalho.

O repouso após o trabalho é uma necessidade e serve para renovar as forças do corpo, importante para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, que deve elevar-se acima da matéria. A obrigação de cada um é sempre proporcional às suas forças.