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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 31 de agosto de 2010

PREGUIÇA III

TERAPIA PARA A PREGUIÇA

Ás vezes, o paciente pode receber alguma inspiração superior, é um despertar terapêutico para a mudança de conduta, sempre a depender do próprio paciente.

Começam a surgir-lhe a vergonha pelo estado em que se encontra, o constrangimento pela inutilidade existencial, dando início ao labor de renovação íntima e ao desejo de reconquistar a saúde, assim como o bem-estar sem mecanismos desculpistas ou perturbadores.

Surge as preliminares do equilíbrio emocional, o natural desejo pela recuperação, passando a ver a preguiça como algo enfadonho e monótono, irritante e sem sentido, causador de aflições desnecessárias, porquanto nada de útil dela pode ser retirado.

Esse processo proporciona estímulos para a mudança de comportamento, liberando grande quantidade de energia armazenada, que se encontrava impedida de funcionar em razão dos mecanismos de fugas da realidade.

O próximo passo é a destruição da identidade do preguiçoso, de doente ou inútil, experimentando a alegria que decorre do ato de servir, dos instrumentos ativos para a produção de tudo quanto signifique realização pessoal.

Não se trata de uma simples resolução com efeitos imediatos. É necessário que as leituras edificantes passem a influenciar os painéis mentais, e as velhas histórias de autocompaixão a que se estava acostumado, fazendo parte do cardápio existencial, cedam lugar aos estímulos da boa convivência social e afetiva, motivando aos avanços constantes.

A oração e a bionergia oferecem recursos inestimáveis, ao lado de uma psicoterapia baseada em labores bem direcionados, a fim de que o paciente volte ao mundo real com nova disposição, encontrando estímulos para prosseguir no próprio trabalho realizado.

A atividade bem dirigida constitui lubrificante eficaz nos mecanismos orgânicos e nos implementos mentais, estimulando as emoções agradáveis a conseguir a saúde integral.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS


Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

domingo, 29 de agosto de 2010

HISTÓRIAS PARA REFLETIR

O Cântaro

Conta uma lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia. Usava dois grandes vasos, presos nas extremidades de um pedaço de madeira, que colocava atravessado nas costas.

Um dos vasos era mais velho que o outro, e tinha pequenas rachaduras. Cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia.

Durante dois anos, o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desempenho e tinha certeza que estava à altura da missão para o qual tinha sido criado, enquanto o outro vaso morria de vergonha, por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho.

Estava tão acanhado, que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:

- Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga, e saciar a metade da sede que espera em sua casa.

O homem sorriu, e lhe disse:

- Quando voltarmos, por favor, olhe com cuidado o caminho.

Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas.

- Vê como a natureza é mais bela do seu lado? – comentou o homem. – Sempre soube que você tinha rachaduras, e resolvi aproveitar-me disso. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado desde então.

- Já recolhi muitas rosas para decorar a minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, como poderia ter feito isso?

- Todos nós envelhecemos, mas passamos a ter diferentes qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma destas novas qualidades para obter um bom resultado.

sábado, 28 de agosto de 2010

CAUSAS PSICOLÓGICAS DAS FUGAS EXISTENCIAIS

Normalmente o sistema nervoso central consegue suportar altas cargas emocionais, diluindo-as ou transferindo-as da localização. Em face dos estímulos que proporciona ao sistema endócrino, o laboratório glandular responde mediante os hormônios específicos que são produzidos e distribuídos em rede segura por todo o organismo.


Embora seja o self o desencadeador das emoções, a maquinaria orgânica tem a finalidade de expressa-las.

As sucessivas descargas emocionais perturbadoras de tal forma sobrecarregam os nervos que transferem aquelas mais difíceis de contornadas e aceitas, para os arquivos do inconsciente, dando lugar às fugas psicológicas em que se comprazem muitos pacientes.

Tão natural e repetitivo se faz esse fenômeno, que o paciente deixa-se mascarar por fatores opressivos que terminam por vence-lo.

Departamentos seletivos da mente bloqueiam automaticamente muitas das ações desagradáveis, que são arquivadas em setores especiais, mesmo antes de analisadas devidamente, conforme seria de esperar-se. Em face dessa conduta escamoteadora surgem os mecanismos de transferência de responsabilidade, de ausência de discernimento, de fuga variadas na área psicológica.

Na vida infantil, porque não compreendendo a gravidade dos atos, a criança escapa da responsabilidade apelando para a mentira, fruto natural da sua imaginação criadora, que bem orientada encontrará o correto caminho para dar largas ao seu campo de inspiração e de ação, sem esquecimento da verdade. No entanto, a razão da falta de orientação no lar, que procura castigar o mentiroso, em si mesmo vítima de insegurança e inquietação emocional, elucidando-o quanto à maneira como deve conduzir-se, o ser cresce fisicamente, mantendo-se, porém, no estágio de infância psicológica, o que é muito lamentável.

Diante dos grandes desafios para os quais o indivíduo não se sente equipado, foge para atitudes levianas e irresponsáveis como se estivesse agindo de forma correta.

Mais grave torna-se o fenômeno, quando a necessidade da evasão faz-se mais premente, levando-o a um estágio de esquecimento dos compromissos difíceis, dando a impressão de conduta incompatível com a dignidade e bom-tom.

Muito curioso tal mecanismo de figa, tendo-se em vista que o enfermo vai defrontar-se com aquilo que gostaria de evitar, desde que se torna infeliz, inseguro no refúgio perigoso em que se homizia. Com o transcorrer do tempo aumenta a insatisfação com a existência e desce ao abismo da depressão psicológica, ensejando ao organismo pelo impacto contínuo da mente receosa, perturbação nas neurotransmissões em decorrência da ausência de serotonina e noradrenalina.

O ser humano encontra-se equipado de recursos preciosos que devem ser aplicados no quotidiano, de forma que se ampliem as possibilidades nele latentes, expressando a potencialidade divina de que se encontra constituído.

Toda vez quando se tenta evitar esforço e luta, opera-se em sentido contrário às leis da vida, que impõem movimento e ação como recursos de crescimento psicológico, moral, intelectual, espiritual.

Ninguém cresce ou se desenvolve em estado de paralisia.

Sob outro aspecto, as heranças espirituais de experiências transatas, permanecem comandando o inconsciente profundo e gerando automatismos de bloqueio para todas experiências que se apresentam na condição de ameaças à paz.

Quando se tornam mais vigorosas e ressumam com maior facilidade dos depósitos onde se encontram arquivadas, induzem ao suicídio, em mecanismo de transferência de responsabilidade para aquele a quem atribui as razões do que impropriamente considera como fracasso.

Todas as empresas experimentam períodos de progresso e de queda, em face das razões sociais, econômicas, políticas, humanas.

O mesmo ocorre com a existência física, por tratar-se de um empreendimento de alta magnitude e sujeito às mais diversas circunstâncias, especialmente as emocionais que constituem fatores de segurança e de equilíbrio.

A indiferença, que aflige aqueles que lhe padecem a postura, é um recurso de fuga psicológica de quem se sente incapaz de competir ou de aceitar o insucesso da pretensão anelada. Não se considerando em condições de compensar a perda, diminui a intensidade de sentimento afetivo e revida ao que considera como ofensa, em forma de morte da emoção.

É normal que ocorram algumas fugas psicológicas, no dia a dia da existência humana, em forma de recurso neutralizador do excessivo volume de informações que bombardeiam o indivíduo.

Saúde mental, emocional e física será sempre o resultado desse equilíbrio psicofísico que deve viger nos indivíduos que se trabalham interiormente, cultivando o otimismo e a confiança irrestrita em Deus e na vida.

Do Livro: Conflitos Existenciais - Divaldo Pereira Franco


Pelo espírito Joanna De Ângelis

DANOS DECORRENTES DA FUGA PSICOLÓGICA

O hábito de evitar-se responsabilidades e deveres que parecem insuportáveis, conduz o indivíduo a uma falsa comodidade assinalada pela conduta leviana e infantil.


Os seres humanos existem para realizar o crescimento interior, a sua individuação.

Inutilmente busca-se burlar o impositivo do progresso, que é o recurso hábil para a conquista do si profundo e de todas as suas potencialidades.

Quando resolve-se pela acomodação ao já feito, deperece-se a energia vitalizadora e empobrece-se a existência, que tem por finalidade precípua o enriquecimento pela sabedoria.

Desse modo, os mecanismos de fuga psicológica quase sempre candidatam o paciente a um estado de inconseqüências morais, fruto da constante evasão da realidade para um universo de fantasia, onde tudo se realiza magicamente, utopicamente.

Essa imaturidade emocional faz que se perca o interesse pelos nobres ideais, aqueles que exigem postura adequada e luta contínua, não dando abrigo a comportamentos alienantes ou desculpistas.

A culpa ancestral, fixada no inconsciente do indivíduo, exerce uma grande pressão sobre a conduta atual, estimulando às evasões da realidade, ao esquivar-se dos compromissos vigorosos, mantendo atormentada a sua vítima, sempre à espera de algo perturbador.

Ignorar a responsabilidade, transfere-a em tempo e lugar, para futuros enfrentamentos inevitáveis, em situações aflitivas pelo impositivo da reencarnação.

Do ponto de vista psicológico, o próprio indivíduo perde a auto-estíma e considera-se incapacitado para quaisquer realizações que lhe exijam esforço, acostumado conforme se encontra a desistir diante de qualquer mobilização de forças físicas, morais ou intelectuais.

Com o tempo, torna-se desagradável, acreditando-se não amado, sempre traído pelos amigos, deixado à margem nos empreendimentos que se realizam à sua volta, acumulando mágoas e dissabores perfeitamente injustificáveis.

Certamente, as demais pessoas não tem capacidade para uma convivência fraternal com aqueles que se fazem omissos, com quem não se pode contar nos momentos difíceis, que sempre está adiando decisões... Após algum período de tolerância, as pessoas afastam-se, procurando seus pares em espíritos combativos, corajosos e empreendedores, aos quais se afeiçoam. A busca de harmonia é inevitável no ser humano.

Sabendo-se que se trata de um logro de largo porte, o empenho de forças e de emoções constitui, sem dúvida, um fenômeno natural, que não pode ser considerado como sacrifício.

O castigo do tempo é a inexorabilidade do progresso, das transformações incessantes a que tudo e todos estão submetidos.

Os mecanismos de fuga da responsabilidade e do dever, somente atormentam aqueles que se lhes entregam inermes, quando seria mais factível e próprio lutar com tenacidade, vencendo os limites e impondo a vontade aos temores e conflitos, por cuja conduta encontraria a auto-realização, a paz.


Do Livro: Conflitos Existenciais - Divaldo Pereira Franco


Pelo espírito Joanna De Ângelis

SOLUÇÕES DAS FUGAS PSICOLÓGICAS

O ser humano deve empenhar-se pela superação dos impedimentos que lhe surgem como fenômeno perfeitamente normal e comum a todas as demais criaturas.

A necessidade dos enfrentamentos faz parte da existência humana, sem os quais o processo de crescimento interior ficaria interrompido, dando lugar a transtornos profundos de comportamento que se transformariam em patologias de difícil solução.

O ego que teme o fracasso, que é sempre um insucesso previsível e reparável, resolve evitar os processos desafiadores, mascarando a realidade e fugindo para o mundo de fantasia, constituídos de sonhos utópicos e irrealizáveis gerados pelas frustrações.

Pequenos exercícios de afirmação da personalidade e de autodescobrimento dos valores adormecidos funcionam como terapia valiosa, por estimular o paciente a novos e contínuos tentames que se vão coroando de resultados favoráveis, eliminando o sutil complexo de inferioridade e mesmo diluindo, a pouco e pouco, a culpa perturbadora.

Cada vitória serve de base para futuros cometimentos que facultarão a autoconfiança, o reconhecimento das potencialidades que respondem pelas forças morais de que é possuidor o self.

Quanto mais se transfere o encontro com a realidade elaborada pelo eu consciente atual, mais difícil torna-se a construção da identidade pessoal, que se apresenta como destituída de significados elevados, ocultando as imperfeições que fazem parte de todo processo evolutivo.

À medida que se alcançam patamares mais elevados outros surgem convidativos, demonstrando que não existe pouso definitivo para quem deseja a plenitude, sem novas metas a serem conquistadas.

Adicionando-se realizações, umas sobre as outras, ocorrerá um somatório de experiências que impulsionam o indivíduo com segurança no rumo certo da realidade.

A verdadeira saúde psicológica não anui com a precipitação nem com o destemor, que pode parecer heroísmo.

A prática das boas ações oferece encorajamento para realizações mais amplas nos relacionamentos interpessoais, na convivência social e no amadurecimento da realidade pessoal.

Sempre quando alguém predispõe-se a auxiliar, experimenta forte empatia que resulta de contínuas descargas de adrenalina estimuladora que encoraja para novas realizações e bloqueia os temores infundados.

Quando surge essa disposição real para superar as fugas psicológicas conscientes ou não, automaticamente desenvolvem-se os sentimentos íntimos, proporcionando bem-estar e alegria de viver.

Tornam-se um tormento a manutenção das fugas emocionais, o escamoteamento da própria realidade, mascarando o ser de júbilos que não existem e de satisfações que são irreais.

Assumir-se as próprias dificuldades constitui um dos passos necessários para supera-los.

Como todos os indivíduos são seres humanos em processo de crescimento, em conserto, na trajetória carnal, porque ainda portadores de imperfeições de vários tipos, a aceitação de si mesmo conforme se encontra é recurso valioso para a compreensão dos limites que caracterizam os demais, tornando-os tolerantes em relação às faltas alheias, em face das próprias condições agora conhecidas.

A culpa transforma-se em auto-perdão, o medo faz-se estímulo para o avanço contínuo e as incertezas convertem-se em convicções em torno da própria vitória: a saúde integral!

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

DIREITOS DO SER HUMANO

• Ser ele mesmo, sem sentir que é inferior ou superior.
• Mudar de opinião e renovar-se

• Cuidar de si, sem se sentir culpado

• A todos os seus sentimentos: de sentir medo, mágoa, tristeza e de esperar que esses sentimentos desapareçam.

• Cometer erros e se achar vulnerável.

• Dizer não ás coisas contrárias aos seus gostos e valores.

• De não ser responsável pelos atos e atitudes alheios.

• Conquistar amigos e ficar feliz ao encontra-los.

• Rir e de se divertir o mais saudavelmente possível

• Amar e receber amor, sem a pretensão de ser compreendido por todos.

Do Livro: Amor e Ódio - Yvonne Pereira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Acredita-se que é possível contar nos dedos das mãos as pessoas a quem se ama de forma verdadeira. Causa compaixão quem aceita essa hipótese, pois estará confinado sentimentalmente.


O amor incondicional é sempre lúcido e abrangente. Jamais exclusivo ou limitado a apenas uma pessoa. Quando o amor induz os seres ao isolamento já se pode ouvir o vento entoar uma triste canção, prenunciando dias longos e noites melancólicas.

Quando, numa relação de amor, não se auxilia o outro a caminhar por si mesmo, conduzindo-o a encontrar seu próprio curso existencial, esse amor, mesmo que pareça tranqüilo, não está de fato estabilizado.

O amor verdadeiro é direcionado para a capacidade de guiar o outro ao crescimento pessoal, em outras palavras, por um processo de transformação incessante rumo a um entendimento maior.

Quem delimita sua aptidão para amar assemelha-se à fumaça, que a tudo sufoca em seu derredor. Somente depois, quando é dissipada pelo ar, é que se avalia o mal que a asfixia causou.

Há almas que vivem relacionamentos fictícios – baseados em uma imagem que retrata o que gostaria que o outro fosse – sem perceberem que estão dando os primeiros passos em direção à ruína afetiva.

A separação inicia-se no momento em que um dos parceiros se relaciona com a imagem criada da pessoa idealizada, e não propriamente com a pessoa. De modo geral, essas irrealidades são notadas depois de ter ocorrido o infortúnio amoroso.

O que acontece, todavia, quando nos dedicamos a alguém que é infiel conosco? Será que quando amamos incondicionalmente temos que suportar incontáveis deslealdades e permanecer impassíveis?

Naturalmente, o amor não conduz à tolice ou à ingenuidade, nem induz a uma alegria artificial e a uma credulidade excessiva. Na dependência só se vêem qualidades, nunca se enxergam os defeitos. Isso a humanidade classifica como amor cego ou paixão.

Jamais você sentiria tão grande solidão e abandono se não vivesse, imprudentemente, dependendo tanto dos outros.

O mundo é cheio de pesares e, na área do afeto, a traição é uma das maiores desventuras. Não há nada pior que recordar momentos felizes em tempos de dor.

Quando tudo é desventura, aparece a verdade. Ela pode machucar, mas, em qualquer tempo, será bem-vinda. Assemelha-se a um remédio amargo, porém salutar.

Vale lembrar: para que exista um relacionamento de fato, é necessário que ambos o desejem.

Apesar da desonestidade, é possível perdoar a quem traiu, pois o amor real não coloca limites à indulgência.

No entanto, você precisa perguntar-se: o que devo fazer para harmonizar o amor por meu marido sem perder meu auto-respeito?

Por certo a vida a dois não é nenhum mar de rosas, e seria bom levar como lembrete que, em se tratando de relacionamentos afetivos, nunca há respostas genéricas ou semelhantes para um amor não correspondido.

O amor não contabiliza as fragilidades do outro, mas, com toda a certeza, não é abusivo. Por princípio íntimo, não se deve viver de auto-piedade.

Diante dessa circunstância, o que de melhor se poderia dizer a esse alguém é que decida: ou continua junto de você, sinceramente, ou longe, se quer permanecer na infidelidade.

Os vínculos entre as pessoas podem ser estabelecidos por amor ou por obrigação. No amor, há ternura, imensa confiança e devoção, e isso por si só basta. Na obrigação, nascem as desavenças e recriminações, que dilaceram a alma. Quem se obriga nas questões do amor vive em constante busca de razões ideológicas ou de justificativas filosóficas.

O que é o carma senão respostas da vida a seus atos e atitudes. Não existe fatalidade, uma vez que Deus dá o livre-arbítrio a todas as suas criaturas. Você é livre para escolher – não apenas antes do nascimento corporal, mas igualmente aqui e agora – o que fará de sua existência.

Vale esperar os terremotos do coração se acalmarem para você refletir melhor e, logo após, abrir as vidraças da alma e deixar o aroma do bom senso entrar.

O diálogo será sempre oportuno entre o casal, desde que não se converta em cobranças e insanas suscetibilidades; antes se alicerce na lealdade e honestidade e concorra para que os dois permaneçam unidos e equilibrados.

Para cada pessoa sempre existe um momento de decisão, e ela o saberá quando ele chegar. Quando você já tiver feito tudo o que estava a seu alcance, então deverá ficar ou partir. Não se deve esperar dos outros aquilo que unicamente você mesmo pode se dar.



Do Livro - CONVIVER E MELHORAR – Francisco do Espírito Santo Neto


Espíritos Lourdes Catherine e Batuíra