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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

INDIVIDUAÇÃO OU INDIVIDUALISMO?

A palavra conceito quer dizer idéia que temos de algo ou alguém. Analisamos a vida e os fatos pela ótica individual de nossas conceituações. Nosso entendimento não ultrapassa esse limite.

Alguns desses conceitos resultam da vivência. Foram estruturados pelo uso de todos os nossos sentidos, adquirindo significados. Chamamo-los experiência. Outros são fruto da capacidade de pensar e adquirir conhecimento. Determinam os pensamentos predominantes na vida mental. Quando criamos fixação emocional a esse padrão do pensar, nasce o preconceito.

A experiência leva ao discernimento. O discernimento é a porta para a compreensão. A compreensão identifica a verdade.

O preconceito conduz ao julgamento. O julgamento sustenta os rótulos. Os rótulos distanciam da realidade.

A atitude construtiva na Obra da Criação depende da habilidade de relativizar. Até mesmo a experiência, por mais preciosa, necessita ser continuamente repensada, evitando a estagnação em clichês.

A vida é regida pela suprema Lei da Impermanência. Certo e errado são critérios sociais mutáveis sob a perspectiva sistêmica. Apesar disso, são referências úteis à maioria dos habitantes da Terra. Funcionam como estacas disciplinadoras. Porém, em certa etapa do amadurecimento espiritual, constituem amarras psicológicas na descoberta da realidade pessoal, cuja riqueza está nos significados únicos construídos a partir dos ditames conscienciais.

Jung chamou de individuação o processo paulatino de expressar nossa singularidade, isto é, a Marca de Deus em nós; o ato de talhar a individualidade, aquele ser distinto e único que está latente dentro de nós.

Na individuação o critério certo/errado é substituído por algumas perguntas: convém ou não? Quero ou não? Serve ou não? Necessito ou não? Questões cujas respostas vêm do coração. Somente aprendendo a linguagem dos sentimentos poderemos escutar as mensagens da alma destinadas ao ato de individuar-se. E sentimento é valor moral aferível exclusivamente por nós mesmos no átrio sagrado da intimidade consciencial.

Somos aquilo que sentimos. As máscaras não destroem essa realidade. Quando aprendemos o auto-amor, abandonamos o crítico interno que existe em nós e passamos a exercer a generosidade do autoperdão, ou seja, a aceitação incondicional da criatura ainda imperfeita que somos. Nossa integração com a verdade depende do conhecimento dessa realidade particular: escutar a alma! Ela se manifesta na consciência cujos sentimentos constituem o espelho. Através das sensações, no seu sentido mais amplo, a alma se manifesta.

Escutando a alma, conectados à sua sabedoria interior, desligamos dos padrões, normas, ambientes, pessoas filosofias contrárias à nossa felicidade e inadequadas ao caminho particular de aprimoramento.

Saber o que nos convém, saber o que é útil exige dilatado discernimento aliado ao tempo. Quando usamos os rótulos certo/errado, fomentamos a culpa e a punição. Quando sabemos o que nos convém, agimos e escolhemos com responsabilidade na condição de autores do nosso destino. Quando amadurecemos, percebemos que certo e errado se tornam formas de entender, experiências diversificadas.

O caminho de ascensão para todos nós é o mesmo, apenas muda a maneira de caminhar. Cada criatura tem seu passo, seu ritmo, sua história.

Refletindo sobre conceitos, teçamos algumas ilações para que não nos confundamos: grande distância separa o processo da individuação da atitude de individualismo.

Na individuação temos: a necessidade, a alma, a consciência, a descoberta e criatividade, o preparo e o amadurecimento, experimentamos a realização pessoal, é fruto do amor, floresce o crescimento espiritual.

No individualismo temos: a prevalência do interesse pessoal, a personalidade, o ego, a imitação e a disputa, a precipitação, a insaciedade, é a leira do egoísmo, é a sementeira do egoísmo.

O individualista também caminha em seu processo de individuação. Evidentemente, com menos consciência de suas reais necessidades, permitindo larga soma de interesses particularistas.

Do Livro: ESCUTANDO SENTIMENTOS – a atitude de amar-nos como merecemos


Wanderley de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

domingo, 10 de outubro de 2010

PREVINA-SE

Equilibre sua justiça, subtraindo-lhe as inclinações para a vingança.

Acautele-se com o seu desassombro, para não cair em temeridade.

Analise sua firmeza, para que se não transforme em petrificação.

Ilumine suas diretrizes, a fim de que se não convertam em despotismo.

Examine sua habilidade, evitando-lhe a internação em velhacaria.

Estude sua dor para que não seja revolta.

Controle seus melindres, de modo que se não instalem na casa sinistra do ódio.

Vele por sua franqueza, a fim de que a sua palavra não destile veneno.

Vigie seu entusiasmo para que não constitua imponderação.

Cultive seu zelo nobre, mas não faça dele uma cartilha escura de violência.



Do Livro: Agenda Cristã – Chico Xavier


Espírito Emmanuel

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

RESSENTIMENTO I

                                                         Causas Psicológicas do Ressentimento
Subjacente nos refolhos do inconsciente coletivo e individual da criatura humana, a necessidade do poder impõe-se como fator primacial para a auto-realização, para o desenvolvimento da inteligência e da vontade, para a conquista pelo sentimento ou mediante a astúcia de tudo quanto o ego ambiciona.

Esta ânsia de poder, inerente ao ser humano, é geradora de inúmeros conflitos quando não resolvida de maneira equilibrada.

A luta pelo poder constitui o motivo essencial da existência humana, na busca de seu bem-estar, da sua felicidade.

Examinando-se o exclusivo sentido do poder, toda vez quando o indivíduo se sente defraudado na sua ambição desmedida, rebela-se, permitindo que o ego seja atingido e subestimado, gerando sentimentos controvertidos de ódio, de rancor, de ressentimento.

A frustração sexual mascara o seu conflito quando o indivíduo sente-se rejeitado, desenvolvendo-o com mais vigor, já que sua existência é uma herança dos seus instintos básicos, que dá lugar à exagerada exacerbação que se converte em ressentimento.

O sentimento de inferioridade, de abandono, abre espaço para o ressentimento que anela pela subjugação de quem o desprezou.

Alojando-se na mente e na emoção, a fracassada possibilidade de manipulação de outrem transforma-se em surda e covarde expressão de vingança disfarçada, que deseja o desforço mediante a infelicidade daquele a quem considera como seu opositor.

Transferindo-se da emoção para a memória, faz-se verdugo cruel que perde o discernimento, a faculdade de logicar, para fixar-se naquilo que considera ofensa, cada vez mais enredando-se nos fluidos deletérios da revolta que termina por acomete-lo de perturbações emocionais e fisiológicas que se desenvolvem e se estimulam pela vitalização contínua.

É compreensível o surgimento de uma certa frustração e mesmo de desagrado diante de confrontos e de agressões promovidos por outrem, dando lugar a mágoas, que são uma certa aflição de caráter transitório, não, porém, à instalação do ressentimento.

A emoção que é sofrimento deixa de sê-lo no momento em que dela formamos uma idéia clara e nítida.

Enquanto fixada em algum dos instintos básicos, a emoção é geradora de sofrimento, em face dos impositivos de que se reveste, como fenômeno sem controle, como capricho decorrente de imaturidade psicológica.

O sentido do existir proporciona uma visão profunda do amor, que a tudo e a todos compreende, agigantando-se ao largo das experiências vivenciadas no quotidiano, que proporcionam crescimento emocional e conseqüente controle das paixões.

O ser humano, em face da sua procedência espiritual, é portador do anjo e do demônio em latência, desenvolvendo as manifestações elevadas do espírito, ao mesmo tempo em que supera as heranças do primarismo.

Assim, a vida possui um sentido de existência, que se fundamenta no amor, superando o vazio e a falta de significado, frutos do estado de tédio e de insatisfação.

Em decorrência da inevitabilidade do sofrimento, o caminho único a ser percorrido é a sua superação, quando se passa a formar a seu respeito uma idéia clara e nítida, racionalizando-lhe as ocorrências.

O ressentimento permanece como um especial arquétipo, sombra densa dominando os sentimentos humanos, aumentando o comportamento conflitivo, quando seria ideal libera-lo da conduta, mesmo quando iniciando os passos do equilíbrio e da afirmação dos seus valores éticos, dos quais decorrem o bem-estar, a saúde em várias expressões, alcançando o numinoso.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS


Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

RESSENTIMENTO II

Efeitos Pernicioso e Transtornos Emocionais do Ressentimento


Os sentimentos violentados que se transformam em conflitos não resolvidos, escravizam a criatura, que passa a vivenciá-los de acordo com o que lhe parece real, jamais conforme exercício de evolução.

Logo advêm transtornos de breve ou longa duração, tal a depressão como resultado da amargura que domina as paisagens íntimas, devorando os parcos ideais de viver ou transformando-se em mecanismo de vingança, transferindo a culpa que perturba como de responsabilidade de outrem, daquele que gerou a situação, nunca, porém de si mesmo. Outras vezes, desenvolve a ansiedade pelo desejo mórbido de desforço, mediante o qual supõe erradamente seria resolvido o conflito justificado.

Esse comportamento tem a ver com o estágio da consciência adormecida ou não de quem se acredita vítima da injunção que toma corpo superior à qualidade do fato ocorrido.

Os indivíduos biliosos já se fazem caracterizar pela debilidade da organização fisiológica, responsável por transtornos funcionais dos equipamentos de que se constitui, tendo maior facilidade em aceitar os desafios existenciais como provocações e instigações à sua aflição.

Portadores de diversos complexos, entre os quais se destaca a inferioridade que se atribuem, acreditando sempre que tudo de desagradável que lhes sucede é desconsideração de pessoas ou de grupos, mantém-se sempre armados, disparando petardos violentos contra todos, por decorrência de suspeitas incoerentes que lhes denotam a insegurança.

Não amando, consideram-se desamados, e sempre estão em vigilância rigorosa em torno de tudo quanto lhes diz respeito, desde que procedente dos demais, nunca, porém, deles originado.

A um passo de distúrbios graves, facilmente acolhem o ressentimento em que se comprazem, alterando o comportamento já doentio e mergulhando cada vez mais no poço sem fundo da amargura.

Neurotizando-se com mais vigor, não são capazes de uma catarse honesta, de uma busca de esclarecimento, de um apaziguamento interior, e mais revoltam-se quando são confrontados pela sensatez que os convida a uma revisão do acontecimento, a uma mudança de atitude. Acumulam motivos e transtornam-se emocionalmente, considerando-se perseguidos e vinculando-se a mais graves compulsões de desforço.

É nesse clima de fixação mental, cultivando fel da amargura, que se deixam tombar nas malhas nefastas de vinculações psíquicas com outras mentes em desalinho na esfera espiritual em que se movimentam, iniciando-se ligações obsessivas de grave porte.

Estabelecida a sintonia, o hóspede psíquico passa a realizar um processo hipnótico bem urdido, ampliando a idéia da ocorrência na mente do hospedeiro, aumentando-lhe a carga vibratória com o acumular de outras ocorrências já superada, que agora ressumam com teor de gravidade, mais afligindo o desditoso que se entrega de maneira masoquista ao fenômeno de que não se dá conta.

Nesse processo, apresenta-se a mistura dos sentimentos da vítima e do novo algoz, induzindo a desequilíbrio grave.

É natural que a incidência do transtorno obsessivo sobre o orgulho do ego ferido na sua soberania, resulte em alta carga de descompensação emocional que o sistema nervoso central tem dificuldade de administrar, emitindo ondas fragmentárias ou aceleradas para as glândulas de secreção endócrina que descarregarão as suas substâncias no sistema imunológico,desarticulando-lhe as defesas.

O avanço para distúrbios mais profundos é inevitável, porque o paciente bloqueia o discernimento e qualquer convite para o equilíbrio, para a revisão do comportamento, nele produz reação violenta ou falsa passividade que significa indiferença pela terapia de que necessita.

Ei-los que transitam pelo mundo infelizes, cabisbaixos, sucumbidos ou exaltados, rancorosos, despejando dardos violentos a qualquer contrariedade, justificando a insânia coletiva e desejando agravamento das ocorrências infelizes até a consumação geral pelo caos que gostariam tivesse vigência imediata.

Tudo poderia ser resolvido com imensa facilidade, com uma boa dose de compreensão, de tolerância e de compaixão.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS


Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

terça-feira, 5 de outubro de 2010

RESSENTIMENTO III

Terapia Libertadora


O ser, em si mesmo, não é portador de maldade, mas foram as experiências do processo de evolução que despertaram essa face negativa que pode e deve ser corrigida pela aplicação dos recursos do altruísmo, da bondade, da moralidade e da cooperação com as demais criaturas do mundo.

O processo de evolução gera prazeres mesmo no cultivo do mal, no entanto, são transitórios, servindo de medida para comparação com as conquistas do bem e as alegrias dele derivadas com sabor duradouro.

A Psicologia Positiva proporciona a libertação natural do excruciante padecer que ressuma do ressentimento, desde que o paciente predisponha-se à reflexão, à mudança de comportamento mental para a posterior alteração de conduta emocional.

Desvalorizando o que considera ofensivo, logo descobre o prazer de ser livre, de poder amar sem exigir compensação, de conviver sem qualquer estado preconcebido de autodefesa.

Ninguém vive a atacar outrem, exceto quando em desarmonia consigo, o que deixa de merecer consideração em face do distúrbio do agressor.

A mudança de atitude mental e emocional rompe os liames da indução obsessiva, facilitando maior claridade para o raciocínio, então livre dos impulsos dominadores, do algoz.

As ações meritórias, não somente são gratificantes para a emoção, como é compensador de dívidas transatas, de agressões à vida em outras paragens do tempo e do espaço, quando em diferente vilegiatura carnal.

Persistindo o gravame, ei-lo incapaz de recuperar-se, necessitando de urgente socorro psicoterapêutico proporcionado por especialistas, a fim de que não se converta em um processo irreversível.

Em qualquer circunstância o indivíduo deve contribuir com a sua vontade, sem a qual todo o empenho de outra pessoa serão inócuos, quando não mais desagradáveis para o padecente.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS


Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

sábado, 2 de outubro de 2010

SEMEADURA

Sua generosidade chamará a bondade alheia em seu socorro.

Sua simplicidade solucionará problemas para muita gente.

Sua complexidade provocará muita dissimulação no próximo. Sua indiferença fará manifesta frieza nos outros.

Seu desejo sincero de paz garantirá tranqüilidade no caminho.

Seu propósito de guerrear dará frutos da inquietação.

Sua franqueza contundente receberá frases rudes.

Sua distinção edificará maneiras corretes naqueles que o seguem.

Sua espiritualidade superior incentivará sublimes construções espirituais.

Diariamente, semeamos e colhemos. A vida é também um solo que recebe e produz eternamente.

Do Livro: Agenda Cristã – Chico Xavier


Espírito Emmanuel

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SEM TAIS ARMAS

Sem boas maneiras

Você viverá desamparado da confiança dos outros.

Sem fortaleza,

Sucumbirá aos primeiros obstáculos do caminho.

Sem fé positiva,

Vagueará sem rumo.

Sem devotar-se ao bem,

Experimentará terrível endurecimento.

Sem exemplos nobres, passará inutilmente pelo mundo.

Sem trabalho digno,

O tédio apodrecerá suas energias.

Sem esforço próprio,

Jamais alcançará as portas do Alto.

Sem esperança,

Suas noites terrestres serão mais escuras.

Sem compreensão,

Dolorosa lhe será a jornada, através das sombras.

Sem espírito de renúncia,

Você não educará ninguém.

Do Livro: Agenda Cristã - psicografia Chico Xavier
Espírito Emmanuel