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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO II


            Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
            Primeiro atributo:
            Força – a chamada força de vontade é a base da própria vontade. Somente através da força é que poderemos vencer a inércia e o estado de acomodação em uma determinada posição prejudicial, que mesmo incômodo, gera em nós um estado de passividade.
            Todo processo de mudança requer um movimento da direção daquilo que se deseja. Se desejamos algo melhor para a nossa vida, é necessário superar a acomodação e ir em busca daquilo que queremos conquistar.
            A força da vontade é o exercício do poder que todo ser humano possui de mudar a própria vida para melhor. Todos o possuímos, pois ele é um atributo de nossa própria Essência Divina, mas poucos de nós o utilizamos, pois temos grandes dificuldades de vencer a inércia e transformamos essa dificuldade em impossibilidade.
            A força da vontade é o exercício do poder que todo ser humano possui de mudar a própria vida para melhor. Todos o possuímos, pois ele é um atributo de nossa própria Essência Divina, mas poucos de nós o utilizamos, pois temos grandes dificuldades de vencer a inércia e transformamos essa dificuldade em impossibilidade.
            Essas pessoas estão abdicando do poder que possuem em mudar a própria vida. Acreditam que não conseguem, ou não são capazes de mudar o que desejam, mas na realidade, estão apenas presas á inércia, pois é muito mais cômodo permanecer na mesma situação a queixar-se, do que exercer a força de vontade, o poder de mudar aquilo que dizem querer, mas que, em verdade, querem obter e que desejam, sem esforço algum.
            É realmente impossível realizar algo bom para nós mesmos, sem esforço, mas, se nos esforçamos, poderemos conseguir aquilo que desejamos.
            Para desenvolver a força de vontade e exercitarmos o poder de mudar a nossa vida, é necessário desenvolver a fé, a confiança em nós mesmos, em Deus, na vida, que passemos a acreditar em nossa capacidade de mudar para melhor.
            Para desenvolvermos o “Reino dos Céus” em nós mesmos, através do cultivo das questões essenciais da vida, é necessário ter a fé do tamanho de um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, para podermos superar as montanhas de dificuldades criadas por nós mesmo, pelo cultivo das negatividades egóicas.
            Aos iniciarmos o processo de mudança e com a continuidade do esforço, a pequena semente vai, lenta e gradativamente, se transformando numa grande árvore a produzir os frutos da alegria de viver, da felicidade.
            Um único cuidado é importante no uso da força: que ela não seja utilizada de forma bruta, gerando prepotência consigo mesmo e com os outros, mas sim, inteligente e amorosamente. O poder necessita ser bem direcionado pela inteligência e amor.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho

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domingo, 6 de novembro de 2011

VONTADE COMO CONDIÇÃO PARA REALIZAR A EVOLUÇÃO I


            Existem milhões de pessoas, sobre a face da Terra, querendo ter posturas diferentes, abnegadas, honestas, amorosas, caridosas, mas que não se dispõem a pagar o preço da mudança. Há outras milhões que estão doentes do corpo, em enfermidades autodegenerativas, que não estão dispostas a pagar o preço da saúde.
            Há tantos outros viciados que não estão dispostos a pagar o preço de uma vida saudável. Só o desejo da possibilidade de sermos quem não somos, não dá o ensejo de ser o que desejamos ser: é preciso um preço. Não há nenhum esforço que não envolva o pensamento, a vontade de realização e a realização.
            Jesus sempre nos conclamou a uma vida proativa, na qual devemos buscar, pelo nosso próprio esforço, aquilo que nos compete.
            Ao fazer isso, o universo se abre para nos ajudar. No entanto, são poucos os que buscam esse caminho, pois são poucos os que querem pagar o preço para se modificar.
            Para que possamos conquistar os valores essenciais, é necessário o desenvolvimento da vontade.
            O universo abre-se em favor da criatura, a partir de uma efetiva decisão interna, e não o contrário. Somos nós os detentores das nossas vidas. Precisamos de vontade para realizar toda e qualquer ação de mudança para melhor.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
                 Alírio de Cerqueira Filho                                           

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sábado, 5 de novembro de 2011

PURITANISMO DO ESPÍRITA


                O puritanismo do espírita é a vivência exterior do espiritismo. É aquele que tem códigos de identificação exterior, verdadeiros ritos e chavões doutrinários que esquecem tão logo se afastem dos locais de pregação.
                O puritanismo nem sempre é hipócrita, pode estar apenas vivendo um estágio de elaboração íntima na sua melhoria pessoal e necessita de escoras e imitações para, pouco a pouco, internalizar o que ainda permanece somente na órbita de seus pensamentos sem atingir seu modo de sentir. O problema surge quando há uma preferência por fazer amostragens de conduta espírita, teatralizando comportamentos e discursos com a única intenção de impressionar ou convencer, permanecendo nessa atitude anos após nãos sem autenticidade e sinceridade.
                Ser puro é uma questão íntima. Ser puro é a aspiração evolutiva mais elevada que se pode conceber em nosso estágio evolutivo.
                O puritanismo é algo exterior, uma fachada de atitudes que não corresponde a valores autênticos. O rigorismo, o ascetismo, o moralismo são algumas de suas manifestações. No excesso de rigor aplicado ao comportamento próprio e das demais pessoas, é o radicalismo; na recriminação sistemática às questões mundanas é o ascetismo; na adoção constante de procedimentos artificiais aceitos como linhas comportamentais de um determinado grupo, é o moralismo.
                O princípio das boas relações com o outro é estar bem consigo e o puritanismo é indício de uma má relação com a vida interior. Quase sempre as atitudes puritanas escondem imperfeições com as quais não se deseja fazer o auto-encontro. Como esse enfrentamento é difícil, através de mecanismos de defesa faz-se uma transferência para o outro, nascendo a postura que denota moralismo ou desajuste com o mundo externo.
                Esse moralismo e desajuste podem ser percebidos em ações de recriminação, preconceito e reclusão.
                Os grandes homens puros da humanidade viveram no mundo sem ser do mundo.
                O puritanismo é exterminado com coerência, adequação interior, assumindo o intransferível compromisso de enfrentar nossas mazelas.
                O orgulho é o grande patrocinador das atitudes puritanas, levando a criatura a imaginar ser alguém que, de fato, ela ainda não é. Essa imaginação especula encima de uma auto-imagem super elevada.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS II

                                                                                                                        
Considerando-se o transtorno psíquico como de procedência do ser profundo, deve-se examinar o comportamento das pessoas que lhe foram vítimas, que se lhe fizeram corifeus ou participaram das veleidades nefastas, e teremos um quadro obsessivo, derivado daquelas mentes em desalinho, interagindo sobre a consciência culpada do reencarnado.
                As descargas mentais odientas penetram nas correntes nervosas dos neurotransmissores e estimulam a eliminação de substâncias excessivas ou provocam alterações escassas, significativas nos processos psicopatológicos.
                Além disso, nos momentos de parcial desprendimento pelo sono, o enfermo, subentendo-se, o devedor, reencontra suas vítimas, seus comparsas, e foge para o corpo, transformando as lembranças infelizes em expressões de pavor, que transfere para os estados de agorafobia, de compulsão obsessiva e outros.
                Reminiscências do sepultamento em vida – por estado cataléptico não diagnosticado – geram mecanismos claustrofóbicos aterrorizantes, alterando profundamente o comportamento do ser.
                Ademais, face ao nível de culpa, abrem-se as comportas da percepção e o paciente experimenta a captação de mensagens telepáticas dos adversários espirituais, aumentando-lhe o pânico íntimo, o distúrbio mental em relação ao equilíbrio, á realidade objetiva. Perde o direcionamento da conduta, o discernimento claro, as medidas do racional, e derrapa na alienação, que o afasta do processo mantenedor da experiência evolutiva.
                 Sem desconsiderar as causas geradoras dos transtornos comportamentais, tradicionalmente adotadas pelas ciências psíquicas, não se podem descartar as de natureza espiritual, que existem no paciente por imposição do fenômeno da reencarnação, como dos espíritos desencarnados, que se lhe vinculam através da sintonia vibratória que decorre dos processos de desvario cometidos entre eles.
                Em qualquer manifestação alienadora, quando causas endógenas ou exógenas são convocadas para a sua gênese, o ser espiritual é o responsável pela problemática, encontrando-se em processo de evolução moral, carecendo, porém, de ajuda afetuosa e dos contributos da ciência e do espiritismo para a conveniente erradicação do mal, através das terapias próprias e da renovação interior, passo decisivo para a sua recuperação.

Do livro: Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                            

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TRANSTORNOS COMPORTAMENTAIS I


                Na gênese profunda dos transtornos de comportamento da criatura humana, forçoso é reconhecer a ação poderosa da hereditariedade, destacando-se como causa endógena de gravidade. Além dela, anotamos as que se derivam do quimismo cerebral em desconserto, ao lado de outros fatores que se apresentam como sendo inter-relacionamento pessoal, de traumatismos cranianos, etc.
                Certamente, todos eles encontram campo propício na fragilidade da personalidade que se desarmoniza, cedendo espaço mental a fixações negativas, obsessivo-compulsivas, fóbicas, depressivas, que se manifestam em formas neuróticas ou psiconeuróticas.
                Aprofundando, porém, a sonda da pesquisa no ser, vê-lo-emos enfraquecido pelos efeitos da conduta ancestral reprochável, quando das experiências evolutivas em reencarnações passadas. O trânsito pelas vias do progresso, onde ele evolui passando do instinto à razão e desta à intuição, é largo, decorrendo, cada etapa, dos logros da anterior, em que armazena conhecimentos e sentimentos, os quais contribuem para a marcha ascencional, ao mesmo tempo desenvolvendo-lhe as aptidões que dormem latentes no mundo íntimo. Fadado à perfeição, na consciência ultrajada impõem-lhe ressarcimento do que esbanjou, recuperação do patrimônio moral malbaratado, recomeço da atividade que necessita de reeducação.
                É natural que o processo da reencarnação encontre nos genes e cromossomos as matrizes fixadoras das necessidades de reparação da criatura, renascendo em clãs que lhe propiciarão, pelo mapa genético, os recursos orgânicos para o desiderato.
                O perispírito modela o organismo de que o espírito tem necessidade, equipando-o com os neurotransmissores cerebrais capazes de refletir os fenômenos – resgate indispensáveis para o equilíbrio.
                Dessa forma, cada ser em desenvolvimento na Terra possui o corpo que lhe é necessário para a evolução.
                A maneira como se conduza – exceção feita nos processos psiconeuróticos graves, quais o autismo, a esquisofrenia e outros equivalentes – responderá pela recuperação da saúde mental, ou permanência na alienação, ou agravamento da mazela.
                Nunca se deve esquecer que, qualquer indivíduo incurso em transtornos psíquicos de comportamento, como ocorre em outras problemáticas geradoras de sofrimentos, é o devedor em processo de resgate, é consciência culpada que busca tranqüilidade.
                Para serem bem sucedidos, os mecanismos terapêuticos deverão alcançar o ser real, espiritual propondo-lhe mudança de atitude interior e conduta de uma existência útil. Caso contrário, as recidivas contínuas levarão o paciente à deterioração psicológica com a irreversibilidade patológica.

(continua)
               
Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                             

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TUAS DORES


                Não vejas a dor como castigo divino, mas como lição a ser aprendida.
                Deus sabe da infância espiritual das criaturas humanas. Ele é Misericórdia Infinita, não castiga ninguém e perdoa incondicionalmente a tudo e a todos.
                Tuas dores são manifestações de tuas atitudes e pensamentos negativos.
                As leis divinas não são de reprimenda e condenação; ao contrário, agem de forma amorosa e instrutiva.
                Quem te pune é tu mesmo; quem te constrange são os modos de pensar e de proceder diante da vida.
                Renova tuas idéias, ligando-te à Divina Sabedoria do Universo, e terás tuas dores amenizadas cada vez mais.
                 Reeduca-te na cartilha dos valores universais e entrarás no fluxo da paz e da bonança.

Do livro: UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                    

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

PROVIDÊNCIA DIVINA


Um homem sonhou certa vez com um anjo, que lhe dizia: “amanhã vai começar a chover, sua aldeia será inundada, mas você será salvo.”
Efetivamente, no dia seguinte começou a chover. Uma equipe de socorro visitou casa por casa, evacuando os habitantes, já que havia risco de inundação. Todos  saíram, menos aquele homem, que dizia à defesa civil: “Eu sonhei com um anjo, e ele disse que seria salvo.”
Um dia depois, a água já cobria o primeiro andar das casas. Uma segunda equipe de socorro foi tentar resgatar o homem, que de novo se recusou a sair, alegando que tinha recebido o sinal de um anjo, e precisava mostrar sua fé ao mundo.
No terceiro dia, a situação já era crítica, e o homem estava sozinho, encarrapitado no telhado da casa – enquanto a água subia sem parar. Num esforço desesperado, uma equipe de resgate tentou mais uma vez retirá-lo dali, mas de novo ele se negou, chamando-os de demônios, gritando que queriam obrigá-lo a negar o sinal do anjo.
Pouco tempo depois, a água cobriu o telhado, e o homem morreu afogado. Como era um ótimo cristão, foi para o céu, e encontrou São Pedro, que o convidou para entrar. O homem recusou-se, dizendo que Deus o havia enganado; tinha enviado um anjo dizendo que ele seria salvo, quando na verdade fora o único habitante da aldeia que havia morrido.
São Pedro disse que Deus não mentia, e prometeu voltar com explicações. Entrou no paraíso e retornou meia hora depois, dizendo:
“Realmente Deus mandou um anjo para avisar-lhe que seria salvo. Mas disse que o senhor recusou, por três vezes, o socorro que Ele lhe enviou sob a forma de equipes de resgate!”

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