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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 11 de dezembro de 2011

ORAÇÃO II


            Em seus ensinamentos, Jesus se refere às questões puramente espirituais, isto é, o auxílio de Deus e dos benfeitores espirituais, para resistirmos às tentações existentes em nosso próprio ego, e não para que Deus nos dê coisas que nos estarão prejudicando a evolução espiritual. Ele mesmo, quando ora ao Pai, afirma isso. Ele nos conclama a uma postura proativa, que façamos nossa parte na questão de nosso aprimoramento moral e espiritual, e Deus, que sabe o que nos é necessário, fará a parte dEle, especialmente nos repletando de energias amorosas, para que consigamos crescer até Ele.
            Para orar bem é necessário cultivar as questões essenciais da vida, utilizando a oração essencial. Isso é feito através da meditação (vigilância), pela qual adquirimos o discernimento para saber o que é melhor para nós, o que nos traz equilíbrio e harmonia.
            A partir do momento em que, pela meditação, nos autoconhecemos, percebemos os nossos sentimentos egóicos a serem transmutados, tornando-se fundamental a desidentificação do ego e a identificação consigo mesmo em essência, para que, com a identificação com o Ser Essencial que somos, nos identifiquemos como o Divino em nós, com o amor que somos.
            Ao fazermos isso, nos abrimos para absorver as energias que provêm de Deus. Essas energias são absorvidas pela nossa Essência divina, fortalecendo a nossa capacidade de transmutação dos sentimentos egóicos. Esta é a oração que faz com que o ser humano amadureça, assumindo o compromisso da sua busca do auto-encontro, do transpessoal, da auto-iluminação, onde Deus é um provedor das energias de amor que nos abastece e fortalece, sem intervir em questões que são importantes para o nosso desenvolvimento espiritual.
            Quando agimos assim, nos tornamos conscientes das nossas ações, responsáveis pelas nossas escolhas, caminhando, a passos largos, para a própria iluminação. Como filhos de Deus que somos, estamos, constantemente, sendo estimulados por Ele para este auto-encontro, o encontro do Divino em nós mesmos, no qual meditação e oração andam juntas, abrindo e consolidando o potencial transpessoal em nossas vidas.
           
PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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sábado, 10 de dezembro de 2011

ORAÇÃO I

            A oração é de suma importância para que possamos conseguir superar as nossas questões egóicas e realizar o auto-encontro.
            A oração é uma prática muito difundida pelas religiões. Todas as pessoas têm acesso a ela, mas analisando a questão dentro de um aspecto psicológico transpessoal, são poucos aqueles que sabem orar bem.
            Orar significa entrar em comunhão com Deus para absorver as energias refazedoras e podermos transmutar os sentimentos que estão em desequilíbrio.
            Somente conseguiremos entrar em comunhão com o Criador, após termos entrado em comunhão com a nossa própria essência.
            As características da oração egóica, que provém, tanto das negatividades do ego, quanto de suas máscaras. Jesus separa muito bem a oração, que é fruto da hipocrisia, da oração sincera, que em sua época designava pessoa de vida dissoluta.
            As pessoas que oram tomando uma atitude exterior, freqüentando seus cultos e fazendo as suas orações apenas com os lábios, acreditam que estão quites com a obrigação de adorar a Deus. As preces, nesses casos, são vazias de significado, pois não há nenhuma comunhão entre a pessoa que ora e o Criador, são egóicas mascaradas.
            Há pessoas que usam orar muito. Passam largo tempo solicitando, rogando, implorando a ajuda Divina para a resolução de seus problemas. Tomam essa atitude por acreditarem que tudo o que é pedido na oração, será recebido. Fazem isso numa crença cega que, basta pedir qualquer coisa, inclusive materiais, que Deus, solicito, vai atender.
            Em sua maioria são movidas pelo desespero, ansiosas por fazerem com que seus problemas desapareçam.
            Esse tipo de oração é fruto do estado de fanatismo, por deixar implícita a crença em um Deus interventor em todas as nossas mazelas, subtraindo de nós, atribulações necessárias ao nosso crescimento espiritual.
            A oração realizada assim, por estar baseada no ego, não gera um estado de harmonia e equilíbrio e pode produzir,a descrença em Deus, na vida e em si mesmos. Por mais que orem, não conseguem aquilo que pedem, pois, “Deus sabe o que nos é necessário antes de nós lho pedirmos.“
            As pessoas que assim agem, se esquecem de meditar no motivo dessas dificuldades, que muitas vezes estão acontecendo pelas próprias escolhas que fizeram e que precisam ser modificadas; outras vezes, são meios para que reflitam sobre o sentido da vida e servem para o seu próprio aprimoramento espiritual.

(continua)

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS         
            Alírio de Cerqueira Filho                

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

DESCONHECIMENTO DE SI MESMO II


                Tudo começa na mente e aí estão as matrizes das próximas ações. O exercício do bem pensar, eliminando as ideias perniciosas a que se está viciado, constitui passo decisivo para o autodescobrimento. Cada vez interrogar-se mais a respeito de quem é, e quais as possibilidades de que se pode utilizar para o desenvolvimento íntimo, significa um meio adequado para interpenetrar-se. Sistematicamente manter-se vigilante contra os hábitos prejudiciais da autocompaixão, da censura ao comportamento dos outros, da autopunição e auto desvalorização, da inveja e de outros componentes do grupo das paixões dissolventes e anestesiantes. Preencher os lugares que ficarão vagos com a eliminação desses sórdidos comparsas mentais, com a presença do altruísmo, da fraternidade, do auto-amor.
                Reconhecer-se fadado ao triunfo e avançar na sua busca, sem pieguismo ou presunção, torna-se a próxima etapa do programa de autodescobrimento. Insistentemente reagir aos pensamentos inquietadores, estabelecendo a confiança no Poder Criador, de Quem procede, e em si mesmo, gerando harmonia e coragem para os enfrentamentos, certo que está destinado á gloria estelar que alcançará o esforço pessoal.
                Aquele que se conhece, sabe de quais recursos se pode utilizar para o desempenho das tarefas e funções que lhe cumpre executar, aceitando-as como parte do processo existencial, no qual está inserido. Essa compreensão dá-lhe dignidade, enriquecendo-o, dando entusiasmo a cada conquista, como perspectiva da próxima vitória.
                Se identifica fragilidade num ou noutro ângulo do caráter e da personalidade, direciona suas resistências morais nesse rumo e fortalece-se. Errando, não se lamenta, porquanto aprendeu como fazer noutro ensejo. Não anuindo ao desequilíbrio, igualmente não se culpa por ele, nem a ninguém, porque descobre o valor da aprendizagem que enceta. Acertando, não se jacta, pois sabe que longo é o caminho pela frente.
                O autodescobrimento enseja humildade perante a vida, sem postura humilhante, porque faculta a irradiação do amor desde o centro do Si, consciente da sua realidade e origem divina.

Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                            

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

DESCONHECIMENTO DE SI MESMO I


                Aturdindo-se com as preocupações a que empresta importância demasiada – opinião dos outros, aparência, conquista das coisas externas, convívio social e disputas insignificantes – a pessoa descuida-se de si mesma e permanece ignorante da sua realidade profunda, das suas potencialidades latentes.
                Considerando, com uma óptica pessimista, que apenas a sua é uma existência trabalhosa e difícil, perde os parâmetros do equilíbrio para uma análise correta sobre os acontecimentos, descambando no abismo da autocompaixão, das depressões, da infelicidade.
                A sua auto-estima esmaece, vaticinando a ruína da jornada e não se esforçando para reverter a ordem dos pensamentos derrotistas, que vitaliza durante os largos períodos de ócio físico e mental.
                A vida apresenta-se com as mesmas características para todos os seres vivos. Ocasiões são mais severas, circunstâncias surgem penosas, enfermidades se apresentam desgastantes, problemas caracterizam períodos que devem ser enfrentados com naturalidade e valor, como se fossem impostos a resgatar pela honra de existir.
                Excetuando-se as conjunturas expiatórias da miséria sócio-econômicas, das enfermidades congênitas e degenerativas, dos comprometimentos físicos, mentais e morais decorrentes das reencarnações repletas de loucura, os acontecimentos aflitivos fazem-se experiências iluminativas para o crescimento interior. Essas provações constituem recursos propiciatórios para a evolução. Assim não ocorressem, e seria já a Terra o paraíso anelado, e a vida física se tornaria de natureza eterna a que está sujeita, atestam a limitação do seu curso e a finalidade educativa para o Eu Superior que a organiza.
                É necessário um exame profundo, sério, constante do Si, da sua constituição, dos objetivos que deve perseguir, dos meios a utilizar, de como encontrar os recursos para lográ-lo. Essa análise tem por meta a autoconscientização, mediante a qual se aplainam as arestas, e o curso do rio existencial desliza na direção do mar da paz. Para tanto, é imprescindível o auto-exame dos comportamentos mentais, emocionais e físico-sociais.

(continua)

Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis         

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CONDENAR A SI MESMO

                Crueldade é atributo da criatura que se compraz em atormentar severamente os outros, utilizando atitudes rigorosas e inflexíveis para ligar com o mundo em seu derredor.
                Toda crueldade nasce da fraqueza e da incapacidade das pessoas que não sabem relacionar-se com seu mundo interior. Isentamo-nos de responsabilidade sobre os fatos violentos, dando nome de paixão, de honra, de ordem social, para dissimular os pontos fracos e desajustados que possuímos.
                As leis religiosas do passado mantiveram a humanidade sob o jugo de uma crueldade incalculável, com a imposição do sofrimento e da mortificação, justificando-os como sendo uma das maneiras que a Divina Providência utilizada para corrigir e reparar possíveis erros do presente e do passado. O que era um absurdo, pois, na verdade, Deus é amor, misericórdia e compreensão em abundância.
                O castigo nunca evita o crime, somente a educação e o amor retificam as almas – eis a grande proposta da Divina Providência. No entanto, o homem, de tanto ser cruel consigo mesmo, aprendeu a projetar essa crueldade no mundo que o rodeia. De tanto se julgar de forma tirânica, aprendeu a ser déspota também com os outros.
                Os requintes de perversidade estão introduzidos na sociedade de forma tão sutil e imperceptível que, muitas vezes, não conseguimos identificá-los de imediato.
                Não existem mais inquisidores propriamente ditos; não obstante, ainda persiste a remanescente atmosfera dessas idéias preconcebidas. Não existem mais fogueiras e guilhotinas, mas todos podemos nos converter em controladores e juízes da moral alheia se as circunstâncias forem propícias.
                Alguns de nós usam técnicas indiretas e passivas, consideradas elegantes e sutis, mas, no seu conteúdo profundo, são frias e brutais.
                Encontramos na doutrina espírita ensinamentos essenciais que nos esclarecem que todos os estratagemas cruéis se voltarão contra a própria fonte criadora. Todo comportamento cruel está, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença ou um veredicto, mas ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como trataremos a nós mesmos.
                Julgamentos impiedosos que fazemos em relação aos outros nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Em outras palavras, a forma e o material utilizados para julgar ou condenar os outros residem dentro de nós.
                O modo de ensinar de todos os grandes mestres, sempre baseou-se no amor como método de educação das almas; por isso, Jesus não julgava, media ou sentenciava ninguém. Quem aprendeu a não condenar os outros não mais se condena.
                Cristo deixou-nos lições da compaixão, da mansuetude e do amor como forma de  vivermos bem, não somente com os outros mas também com nós mesmos.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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domingo, 4 de dezembro de 2011

O CACHORRINHO MANCO


Diante de uma vitrine atrativa, um menino perguntou o preço dos filhotes de cachorro à venda.
                - Entre 50 e 100 reais, respondeu o dono da loja.
                O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
                - Eu só tenho R$ 9,50, mas posso ver os filhotes?
                O dono da loja sorriu e chamou uma linda cadelinha que veio correndo, seguida de outros cãezinhos. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
                Imediatamente, o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
                - O que é que há com ele?
                O dono da loja explicou que o veterinário o tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
                O menino se animou e disse:
                - Esse é o cachorrinho que eu quero comprar.
                O dono da loja respondeu:
                - Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.
                O menino ficou transtornado e, olhando bem para o dono da loja, disse:
                - Eu não quero que você o dê para mim, aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. O menino com olhar muito sério continuou: Na verdade, eu lhe dou R$ 9,50 agora e R$ 5,00 por mês, até completar o preço total.
                O dono da loja contestou:
                - Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho, ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
                Então, o menino abaixou-se e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho de andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
                - Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.

Autor Desconhecido

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sábado, 3 de dezembro de 2011

FESTEJANDO MAIS UMA CONQUISTA

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Ao retornar das férias, tive essa grata surpresa: ter batido a meta de 300 seguidores. Esse fato me alegra muito, pois é o feedback para o trabalho de divulgação que venho realizando.
Espero ter contribuído para que mais pessoas possam conquistar a paz interior, através do autoconhecimento, do auto perdão e da aquisição de conhecimentos. Que Jesus possa caminhar ao lado de cada um dos leitores deste blog.

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