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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 8 de janeiro de 2012

APARÊNCIAS


Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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sábado, 7 de janeiro de 2012

ÂNSIA DE SABER


Ante a volumosa massa de informações que chegam ao teu conhecimento a cada instante, afliges-te porque gostarias de poder absorvê-las ao máximo, tornando-te bem mais esclarecido e  conhecedor das ocorrências que têm lugar no planeta.
            Em realidade, grande número dessas notícias é constituído de tragédias e de vulgaridades, de notícias insensatas e mexericos entre pessoas que brilham sob os holofotes da fama, nas mais variadas colocações.
            É verdade que labores de engrandecimento cultural e moral, científico e filosófico, novas conquistas da tecnologia e maravilhosos conhecimentos a respeito da vida, do planeta, do cosmo são trazidos a lume, fascinando as mentes e os corações.
            Nada obstante, como afirma velho ditado popular: não se pode abarcar o mundo com os braços, e os limites naturais, em razão das circunstâncias, não o permitem.
            Há prioridades na existência humana que não podem ser postergadas, e aquelas que dizem respeito à autoiluminação destacam-se tomando o tempo e preenchendo os espaços emocionais.
            O saber é muito importante no processo de desenvolvimento do espírito, facultando-lhe a aquisição da cultura que proporciona entendimento das incógnitas existenciais, dos fenômenos psicológicos, atendendo a ânsia natural para conhecer sempre mais. No entanto, não menos importante é a aplicação desse conhecimento, a fim de que não se transforme o indivíduo em uma fonte  de sabedoria que permanece adormecida, sem alcançar a finalidade para a qual existe.
            Aplicar o conhecimento adquirido na vivência diária é o objetivo essencial das informações que se acumulam, a fim de que possam tornar a existência mais dinâmica e, ao mesmo tempo, rica de valores emocionais.
            Nesse mister, todo o esforço para a conquista dos tesouros íntimos deve ser empreendido, descobrindo-se quem se é, de onde se veio e para onde se ruma, de maneira que a renovação ética e emocional sempre para melhor se faça incessantemente.
            O conhecimento liberta, mas a ação correta dignifica.
            O conhecimento dá confiança, no entanto a experiência resulta da prática daquilo que se sabe.
            Quando não se vivenciam as lições da sabedoria, de maneira alguma ocorre o desenvolvimento do espírito, que permanece lúcido e inútil.
            Desse modo, não te aflijas pelo que desconheces, mas rejubila-te pelo que sabes e aplicas na vivência de cada momento, tornando-te alguém capaz de modificar as estruturas arcaicas do mundo através da tua própria transformação moral edificante e abençoada.
            De alguma forma, a sociedade está referta de pessoas-bibliotecas, refugiadas nos gabinetes de estudos e pesquisas, distantes das necessidades humanas que as solicitam.
            Escondem-se par mais intelectualizar-se, evitando a convivência com os sofredores que as necessitam.
            Cultivam, dessa maneira, o narcisismo asfixiante, transformando-se em expoentes do saber, indiferentes, no entanto, com os problemas que assolam a sociedade.
                           
Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ORGULHO II


O ensino dos espíritos patenteia-nos a triste situação dos orgulhosos na vida de além-túmulo. Os humildes e pequenos deste mundo acham-se aí exaltados; os soberbos e os vaidosos aí são apoucados e humilhados. É que uns levaram consigo o que constitui a verdadeira supremacia: as virtudes, as qualidades adquiridas pelo sofrimento; ao passo que outros tiveram de largar, no momento da morte, todos os seus títulos, todos os bens de fortuna e seu vão saber, tudo o que neste mundo lhes formava a glória; e sua felicidade esvaiu-se como fumo. Chegam ao espaço pobres, esbulhados; e este súbito desnudamento, contrastando com o passado esplendor, desconsola-os e sobremodo os mortifica. Avistam, então, na luz, esses a quem haviam desprezado e pisoteado aqui na Terra. O mesmo terá de suceder nas reencarnações futuras. O orgulho e a voraz ambição não se podem abater e suprimir senão por meio de existências atribuladas, de trabalho e de renúncia, no decorrer das quais a alma orgulhosa reflete, reconhece a sua fraqueza e, pouco a pouco, vai-se permeando a melhores sentimentos.
                Com um pouco de reflexão e sensatez evitaríamos esses males. Por que consentir que o orgulho nos invada e domine, quando apenas basta refletir sobre o pouco que somos? Será o corpo, os nossos adornos físicos que nos inspiram a vaidade? A beleza é de pouca duração; uma só enfermidade pode destruí-la. Dia por dia, o tempo tudo consome e, dentro em pouco, só ruínas restarão: o corpo tornar-se-á então algo repugnante. Será a nossa superioridade sobre a natureza? Se o mais poderoso, o mais bem dotado de nós, for transportado pelos elementos desencadeados; se se achar insulado e exposto às cóleras do oceano; se estiver no meio dos furores do vento, das ondas ou dos fogos subterrâneos, toda a sua fraqueza então se patenteará!
                Assim, todas as distinções sociais, os títulos e as vantagens da fortuna medem-se pelo seu justo valor. Todos são iguais diante do perigo, do sofrimento e da morte. Todos os homens, desde o mais altamente colocado até o mais miserável, são construídos da mesma argila. Revestidos de andrajos ou de suntuosos hábitos, os  seus corpos são animados por espíritos da mesma origem e todos reunir-se-ão na vida futura. Aí somente o valor moral é que os distingue. O que tiver sido grande na Terra pode tornar-se um dos últimos no espaço; o mendigo, talvez, aí, venha a revestir uma brilhante roupagem. Não desprezemos, pois, a ninguém. Não sejamos vaidosos com os favores e vantagens que fenecem, pois não podemos saber o que nos está reservado para o dia seguinte.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis
Imagens: Google

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ORGULHO I


De todos os males o orgulho é o mais temível, pois deixa em sua passagem o germe de quase todos os vícios. É uma hidra monstruosa sempre a procriar e cuja prole é bastante numerosa. Desde que penetra as almas, como se fossem praças conquistadas, ele de tudo se assenhoreia, instala-se à vontade e fortifica-se até se tornar inexpugnável.
                Ai de quem se deixou apanhar pelo orgulho! Melhor fora ter deixado arrancar do próprio peito o coração do que deixá-lo insinuar-se. Não poderá libertar-se desse tirano senão a preço de terríveis lutas, depois de dolorosas provações e de muitas existências obscuras, depois de bastantes insultos e humilhações, porque nisso somente é que está o remédio eficaz para os males que o orgulho engendra.
                Este cancro é o maior flagelo da humanidade. Dele procedem todos os transtornos da vida social, as rivalidades das classes e dos povos, as intrigas, o ódio, a guerra. Inspirador de loucas ambições, o orgulho tem coberto de sangue e ruínas este mundo, e é ainda ele que origina os nossos padecimentos de além túmulo, pois seus efeitos ultrapassam a morte e alcançam nossos destinos longínquos. O orgulho não nos desvia somente do amor de nossos semelhantes, pois também nos estorva todo aperfeiçoamento, engodando-nos com a superestima nosso valor ou cegando-nos sobre os nossos defeitos. Só o exame rigoroso de nossos atos e pensamentos pode induzir-nos a frutuosa reforma. E como se submeterá o orgulhoso a esse exame? De todos os homens ele é quem menos se conhece. Enfatuado e presumido, coisa alguma pode desenganá-lo, porque evita o quanto serviria para esclarecê-lo, aborrece-o a contradição e só se compraz no convívio dos aduladores.
                Assim como o verme estraga um belo fruto, assim o orgulho corrompe as obras mais meritórias. Não raro as torna nocivas a quem as pratica, pois todo o bem realizado com ostentação e com secreto desejo de aplausos e lauréis depõe contra o próprio autor. Na vida espiritual, as intenções, as causas ocultas que nos inspiraram reaparecem como testemunhas; acabrunham o orgulhoso e fazem desaparecer-lhe os ilusórios méritos.
                O orgulho encobre-nos toda a verdade. Para estudar frutuosamente o universo e suas leis, é necessário, antes de tudo, a simplicidade, a sinceridade, a inteireza do coração e do espírito, virtudes estas desconhecidas ao orgulhoso, é-lhe insuportável que tantos entes e tantas coisas o tornem subalterno. Para si, nada existe além daquilo que está ao seu alcance; tampouco admite que seu saber e sua compreensão sejam limitados.
                O homem simples, humilde em sentimentos, rico em qualidades morais, embora seja inferior em faculdades, apossar-se-á mais depressa da verdade do que o soberbo ou presunçoso da ciência terrestre que se revolta contra a lei que o rebaixa e derrui o seu prestígio.

(continua)    
     
Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

SILENCIOSA EXPIAÇÃO II


                A reforma íntima é um período de transição em que deixamos de ser donos daquilo que não nos convém para aprendermos a nos apropriar daquilo que sempre foi nosso, mas nunca optamos por tomar conta. Nessa transição, o ser sente-se ostensivamente inseguro e infeliz.
                É um sofrimento muito sutil, que dificulta para a maioria das criaturas uma identificação plena do que ocorre consigo mesmo. Somente as incursões constantes e perseverantes na auto-análise ensejarão o discernimento e a constatação de semelhante prova da vida íntima. É tão sutil que muitos corações acostumam-se com os traços expiatórios descritos, supondo serem imperfeições integrantes da sua personalidade, quando, em verdade, são reflexos e efeitos que podem ser educados e extirpados no tempo utilizando-se adequadamente as forças íntimas que dormitam a espera da vontade ativa e consciente.
                A intensidade dessa expiação tomará graus diversos, conforme os compromissos e qualidades de cada individualidade, nunca ultrapassando o limite das forças de resistência e de sua capacidade de superar. Para uns será um período curto e inesquecível. Para outros terá um prolongamento em ração de sua rebeldia em aceitar os convites de renovação a que é chamado. Outros tantos, mesmo aceitando os alvitres da reforma, necessitam de um esticamento face ao volume de matéria mental mórbida, acumulada em milênios de repetição no erro, que vai escoando lentamente de seu psiquismo.
                Passado o conflito, vem a calmaria. Passada a dor é tempo de maiores responsabilidade no trabalho. Essa exoneração é apenas o começo de uma longa caminhada, e sem ela o homem não se habilita aos requisitos para assumir com proveito as oportunidades na marcha do progresso, ante a coletividade na qual está inserido. Primeiro cuida de si, mesmo estando servindo ao próximo, posteriormente terá mais êxito e experiência para penetrar no desconhecido mundo do outro e auxiliar-lhe com o consolo e o roteiro, fazendo da caridade um ato de libertação e amor.
                Ao descrevermos a silenciosa expiação, objetivamos esclarecer que algumas disciplinas tornam-se insubstituíveis e urgentes, a fim de amenizar o ardor da batalha interior. Queremos recordar a menosprezada terapêutica da prece. Menosprezada, porque não é usada com a utilidade e proveito que se poderia.
                A prece é um bombardeio de luz rompendo o campo tóxico da aura e alcançando o corpo espiritual nesse caso das expiações interiores. É uma limpeza provocada por impulsos mento-eletro-magnéticos na corrente dos chacras e nos nervos sutis, restaurando o equilíbrio e causando uma agradável sensação de sossego na intimidade. Alívio, esse é o melhor efeito da oração. Mas a prece também descortina forças sublimes no superconsciente, energias ainda ignoradas por nós e que são capazes de tonificar o corpo e a alma. Além disso, ela recolhe no universo do fluido cósmico a matéria rarefeita que resulta do pensamento dos espíritos superiores, armazenando farto suprimento de flocos de saúde e vitalidade.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SILENCIOSA EXPIAÇÃO I


                Todo esforço de transformação interior gera reações penosas no controle dos impulsos do automatismo. Renovar é uma operação mental de contrariar a rotina, o habitual, gerando incômodos e dores variadas. São as dores psíquicas, dores íntimas. Efeitos naturais da ação transformadora, constituindo verdadeira expiação.
                A mudança interior significa o desapego de símbolos, mitos, costumes, ações e emoções. Essa ação leva a sentimentos de perda que se assemelham a verdadeiras amputações psíquicas e afetivas, causando, inicialmente muita insatisfação, insegurança e revolta. Essa mudança tem como propósito a harmonia com o Pai que nos criou.
                Alguns quadros mentais, incluindo doenças, podem conjugar-se aos efeitos do processo de reforma íntima, agravando ainda mais os episódios de sofrimento daqueles que optou por tomar conta de seu patrimônio espiritual. Independente da natureza patológica da dor, chamemos de pressões psíquicas essas dores aparentemente inexplicáveis e catalogadas por muitos psiquiatras como desajustamentos ou fragmentação da personalidade.
                Alguns sintomas desse mecanismo que ocasiona a dor-evolução:
- estado íntimo de desconforto e desassossego quase permanente
- sensação de perda de controle sobre a existência.
- preocupação inútil sem causas justificáveis.
- desordem nos raciocínios.
- conflitos afetivos  sem participação da vontade
- tendências acentuadas para a culpa
- processos físicos de drenagem de energias
- ansiedade de origem desconhecida
- medos incontroláveis de situações irreais.
- irritações sem motivos claros
- angústia perante o porvir com aflição e sofrimento por antecipação
- excesso de imaginação ante fatos corriqueiros da vida
- barreiras emocionais na relação interpessoal.
                Perda do controle de si, causando um desespero mudo na vida interior! Um desespero silencioso e cansativo! Nisso se resume esses sintomas.

(continua)

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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