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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


O blog A Viagem da amiga Evanir completa um ano de existência.
Quero deixar registrada minha homenagem a ela e convidar os amigos a visitá-la. Que essa data possa ser comemorada por muitos anos.
http://aviagem1.blogspot.com/

                                                       
                                                                

A RAIVA I

                Os conflitos psicológicos se instalam sempre nas pessoas imaturas, que da vida conhecem e valorizam apenas as sensações, desejando, em particular, as agradáveis, sem levar em consideração as outras, que resultam de desordens de variada natureza.
                A raiva é um fator de freqüentes conflitos, que aparece repentinamente, provocando altas descargas de adrenalina na corrente sanguínea, alterando o equilíbrio orgânico e, sobretudo, o emocional.
                Ninguém deve envergonhar-se ou conflitar-se por ser vítima da raiva, fenômeno perfeitamente normal no trânsito humano. O que se deve evitar são escamoteamento dela, pela dissimulação, mantendo-a intacta; o desdobramento dos seus prejuízos pelo remoer do fator que a gerou; a autocompaixão, por sentir-se injustiçado; o desejo de revide mediante a agressividade ou acompanhando o deperecer, o sofrimento do antagonista.
                Quando algo ou alguém se choca com o prazer, o bem estar de outrem, ou afeta o seu lado agradável, desencadeia-lhe instantaneamente a chispa da raiva, que se pode apagar ou atear incêndio, dependendo da área que atinja. O ideal será permitir que a descarga voluptuosa e abrasadora tombe sobre material não inflamável, logo desaparecendo sem deixar vestígios.
                A sensação da raiva atual tem as suas raízes em conflitos não digeridos, que foram soterrados no subconsciente desde a infância e ressurgem sempre que alguma vibração equivalente atinge o fulcro das lembranças arquivadas. Quando tal ocorre ressumam, inconscientemente, todos os incidentes desagradáveis que estavam cobertos com a leve camada de cinza do esquecimento, no entanto, vivos.
                A raiva instala-se com facilidade nas pessoas que perderam a auto-estima e se  comprazem no cuidado pela imagem que projetam e não pelo valor de si mesmas. Nesses casos, a insegurança interior faculta a irrascibilidade e vitaliza a dependência do apoio alheio. Instável, porque em conflito, não racionaliza as ocorrências desagradáveis, preferindo reagir – lançamento de uma cortina de fumaça para ocultar a sua deficiência – a agir, afirmando a sua autenticidade.
                Toda vez que a raiva é submetida a pressão e não digerida, produz danos no organismo físico e no emocional. No físico, mediante distúrbios do sistema vagosimpático, tais como indigestão, diarréia, acidez, disritmia, inapetência ou gluteneria – como autopunição. No emocional, nervosismo, amargura, ansiedade, depressão.
                Muitas raivas que são ingeridas a contragosto e não eliminadas desde a infância, em razão de métodos castradores da educação, ou agressividade do grupo social, ou necessidades sócio-econômicas, podem desencadear tumores malignos e outros de graves efeitos no organismo, alterando a conduta por completo.
                O Poder Supremo criou a vida como bênção e o ser para fruí-la. Nas Leis Soberanas não existe um só item punitivo ou gerador de violência, tudo contribuindo para a harmonia geral, inclusive as ocorrências que parecem desconcertantes.

(continua)
               
Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR        
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis         

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

AS DUAS FACES DA CULPA

                A culpa nos paralisa no tempo e ficamos soterrados sob os escombros de nossos desacertos. Ela interrompe nossas oportunidades de crescimento no presente em virtude de nossa obstinação neurótica em comportamentos do passado.
                A culpa se estrutura nas crenças antigas do pecado irreparável e nos alicerces do perfeccionismo.
                Só quando aceitarmos que a vida perfeita é uma impossibilidade humana, quando aprendermos que há limites em nosso grau evolutivo, quando nos conscientizarmos de que não temos todas as respostas para o que acontece, quando aceitarmos que somos passíveis de falhas ou enganos, quando abandonarmos o complexo de onipotência, é que a culpa terá acesso restrito em nosso mundo íntimo.
                O arrependimento se distingue da culpa. O arrependimento se manifesta quando tomamos ciência de que sabíamos fazer algo melhor e não o fizemos, enquanto que a culpa é prepotência daquele que crê que deveria ter agido melhor, que deveria ter previsto anteriormente os problemas atuais, porém não o fez propositadamente, porque seu senso crítico era inexpressivo, não possuía consciência individual e coletiva, nem auto-reflexão; em outras palavras, sua consistência evolutiva era limitada.
                A raiz da culpa é o nosso imenso orgulho e as expectativas absurdas de como nós e os outros deveriam ser, de como deveríamos nos comportar diante dos fatos e acontecimentos.
                Quem se arrepende abandona a culpa, pois não mais aprova os velhos comportamentos e atos imaturos. Todavia, não se autocastiga pelo fato de não ser perfeito, nem causa a própria ruína física ou emocional, abandonando-se num mar de lamentação e pesar. Ao contrário: assume a responsabilidade de seus erros e evita repeti-los; ao mesmo tempo, abranda seu julgamento e perdoa a si mesmo.
                Os que tem consciência de culpa estão apenas vivendo experiências evolutivas. O que chamamos de imperfeição no mundo são apenas as lições não aprendidas, que precisam ser recapituladas para que possamos melhorar nossas ações.
                Tudo aquilo que nos parece negativo é apenas um caminho preparatório para alcançarmos um bem maior e definitivo.
                Mesmo os comportamentos que acreditamos nos levar aos caminhos do mal não devem ser vistos como perdição eterna, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser experiências compensatórias e de aprimoramento a longo prazo.
                Use os erros e desacertos para seu crescimento interior. Aprenda com suas culpas e eleve-se para a Vida Maior.
                Em se tratando de culpa, cada qual deve fazer uma auto-análise, visto que a falta é sempre proporcional a cada consciência.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

HISTÓRIA - ADOÇÃO

Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família.
Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.
Logo uma menina falou:
- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.
Logo outro aluno perguntou-lhe:
- O que significa "ser adotado"?
- Significa - disse a menina - que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!


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domingo, 8 de janeiro de 2012

APARÊNCIAS


Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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sábado, 7 de janeiro de 2012

ÂNSIA DE SABER


Ante a volumosa massa de informações que chegam ao teu conhecimento a cada instante, afliges-te porque gostarias de poder absorvê-las ao máximo, tornando-te bem mais esclarecido e  conhecedor das ocorrências que têm lugar no planeta.
            Em realidade, grande número dessas notícias é constituído de tragédias e de vulgaridades, de notícias insensatas e mexericos entre pessoas que brilham sob os holofotes da fama, nas mais variadas colocações.
            É verdade que labores de engrandecimento cultural e moral, científico e filosófico, novas conquistas da tecnologia e maravilhosos conhecimentos a respeito da vida, do planeta, do cosmo são trazidos a lume, fascinando as mentes e os corações.
            Nada obstante, como afirma velho ditado popular: não se pode abarcar o mundo com os braços, e os limites naturais, em razão das circunstâncias, não o permitem.
            Há prioridades na existência humana que não podem ser postergadas, e aquelas que dizem respeito à autoiluminação destacam-se tomando o tempo e preenchendo os espaços emocionais.
            O saber é muito importante no processo de desenvolvimento do espírito, facultando-lhe a aquisição da cultura que proporciona entendimento das incógnitas existenciais, dos fenômenos psicológicos, atendendo a ânsia natural para conhecer sempre mais. No entanto, não menos importante é a aplicação desse conhecimento, a fim de que não se transforme o indivíduo em uma fonte  de sabedoria que permanece adormecida, sem alcançar a finalidade para a qual existe.
            Aplicar o conhecimento adquirido na vivência diária é o objetivo essencial das informações que se acumulam, a fim de que possam tornar a existência mais dinâmica e, ao mesmo tempo, rica de valores emocionais.
            Nesse mister, todo o esforço para a conquista dos tesouros íntimos deve ser empreendido, descobrindo-se quem se é, de onde se veio e para onde se ruma, de maneira que a renovação ética e emocional sempre para melhor se faça incessantemente.
            O conhecimento liberta, mas a ação correta dignifica.
            O conhecimento dá confiança, no entanto a experiência resulta da prática daquilo que se sabe.
            Quando não se vivenciam as lições da sabedoria, de maneira alguma ocorre o desenvolvimento do espírito, que permanece lúcido e inútil.
            Desse modo, não te aflijas pelo que desconheces, mas rejubila-te pelo que sabes e aplicas na vivência de cada momento, tornando-te alguém capaz de modificar as estruturas arcaicas do mundo através da tua própria transformação moral edificante e abençoada.
            De alguma forma, a sociedade está referta de pessoas-bibliotecas, refugiadas nos gabinetes de estudos e pesquisas, distantes das necessidades humanas que as solicitam.
            Escondem-se par mais intelectualizar-se, evitando a convivência com os sofredores que as necessitam.
            Cultivam, dessa maneira, o narcisismo asfixiante, transformando-se em expoentes do saber, indiferentes, no entanto, com os problemas que assolam a sociedade.
                           
Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ORGULHO II


O ensino dos espíritos patenteia-nos a triste situação dos orgulhosos na vida de além-túmulo. Os humildes e pequenos deste mundo acham-se aí exaltados; os soberbos e os vaidosos aí são apoucados e humilhados. É que uns levaram consigo o que constitui a verdadeira supremacia: as virtudes, as qualidades adquiridas pelo sofrimento; ao passo que outros tiveram de largar, no momento da morte, todos os seus títulos, todos os bens de fortuna e seu vão saber, tudo o que neste mundo lhes formava a glória; e sua felicidade esvaiu-se como fumo. Chegam ao espaço pobres, esbulhados; e este súbito desnudamento, contrastando com o passado esplendor, desconsola-os e sobremodo os mortifica. Avistam, então, na luz, esses a quem haviam desprezado e pisoteado aqui na Terra. O mesmo terá de suceder nas reencarnações futuras. O orgulho e a voraz ambição não se podem abater e suprimir senão por meio de existências atribuladas, de trabalho e de renúncia, no decorrer das quais a alma orgulhosa reflete, reconhece a sua fraqueza e, pouco a pouco, vai-se permeando a melhores sentimentos.
                Com um pouco de reflexão e sensatez evitaríamos esses males. Por que consentir que o orgulho nos invada e domine, quando apenas basta refletir sobre o pouco que somos? Será o corpo, os nossos adornos físicos que nos inspiram a vaidade? A beleza é de pouca duração; uma só enfermidade pode destruí-la. Dia por dia, o tempo tudo consome e, dentro em pouco, só ruínas restarão: o corpo tornar-se-á então algo repugnante. Será a nossa superioridade sobre a natureza? Se o mais poderoso, o mais bem dotado de nós, for transportado pelos elementos desencadeados; se se achar insulado e exposto às cóleras do oceano; se estiver no meio dos furores do vento, das ondas ou dos fogos subterrâneos, toda a sua fraqueza então se patenteará!
                Assim, todas as distinções sociais, os títulos e as vantagens da fortuna medem-se pelo seu justo valor. Todos são iguais diante do perigo, do sofrimento e da morte. Todos os homens, desde o mais altamente colocado até o mais miserável, são construídos da mesma argila. Revestidos de andrajos ou de suntuosos hábitos, os  seus corpos são animados por espíritos da mesma origem e todos reunir-se-ão na vida futura. Aí somente o valor moral é que os distingue. O que tiver sido grande na Terra pode tornar-se um dos últimos no espaço; o mendigo, talvez, aí, venha a revestir uma brilhante roupagem. Não desprezemos, pois, a ninguém. Não sejamos vaidosos com os favores e vantagens que fenecem, pois não podemos saber o que nos está reservado para o dia seguinte.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis
Imagens: Google

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