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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

DIFICULDADES NA TAREFA II


Nunca te facultes o desânimo ante as dificuldades na tarefa.
            Com as facilidades adquiridas pelas conquistas da ciência e da tecnologia, que tornaram o mundo uma aldeia global, conforme se referem muitos comunicadores, os obstáculos ao bem estão sendo diluídos pelos recursos advindos desses notáveis instrumentos, especialmente os de natureza virtual.
            Insiste, portanto, no programa que traçaste para a tua existência atual, porque são muitos outros aqueles que aderem a Jesus e que se permitem as modificações necessárias para a conquista do reino.
            Também já transitaste pelas mesmas veredas em sombras e equívocos lamentáveis.
            Trazes da grande noite da alma as marcas profundas dos compromissos infelizes, quando poderias tê-los vivenciado de maneira edificante.
            Convidado, porém, pelo Amor não Amado, agora deixas-te arrastar pelo seu canto e encanto, entregando-te a ele e desejando que todos também o conheçam.
            É normal, por conseguinte, que te afeiçoes à lavoura dos corações endurecidos, à transformação do solo humano em carência de fertilidade e de arroteio cuidadoso, devendo trabalhar com paciência e total confiança nos resultados que advirão após o teu esforço, mas que não te pertencem.
            Quem planta a couve espera colhê-la amanhã; quem planta a árvore frutífera igualmente anela pelos seus frutos, que nem sempre tem oportunidade de recolher; mas quem planta vidas entrega-as à correnteza do tempo, sem a preocupação de reunir qualquer tipo de benefício imediato.
            Tens a tarefa que te impuseste de produzir recursos que sejam úteis a todos que te cercam ou que venham sobre as tuas pegadas.
            Faze o melhor ao teu alcance, distribuindo sementes de luz como o Sol benfazejo que beija o charco tomado do mesmo carinho com que oscula as pétalas de delicada rosa.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

DIFICULDADES NA TAREFA I


É muito fácil semear em solo preparado. Desafiadora, no entanto, é a tarefa de arrotear o terreno dos corações, cuidar de predispô-los à semeadura do reino de Deus, quando os interesses estão voltados para a conquista dos recursos terrestres.
            Educados para ter e poder, os seres humanos lutam denodadamente pela posse, empenhado-se em conquistar prestígio, recursos endinheirados para desfrutar as comodidades, os gozos imediatos, mesmo que entorpecentes e frustrantes. Trata-se de uma velha cultura filosófica, portadora de segurança, conforme os padrões sociais de todas as épocas do passado.
            Desse modo, é natural que encontres pessoas inescrupulosas que se utilizem da tua ingenuidade para retirar proveito imediato, especialmente econômico, se podem, comprometendo-se apenas de forma aparente, sem interesse real pela transformação moral íntima para melhor.
            Te espantas ante a incredulidade conveniente de algumas dessas almas reencarnadas, que permanecem enregeladas no materialismo religioso a que se vinculam igualmente por aspirações imediatistas.
            Supões que são espíritos enfermos, e tens razão, porque o mal em que se comprazem é um estado primário da sua evolução. A astúcia de que dão mostras é filha do seu instinto felino, em razão da pobreza de inteligência para agir corretamente. A maneira como se conduzem corresponde ao seu nível de consciência de sono que lhes confere o estatuto de atraso moral e espiritual.
            Mancomunados com entidades perversas da erraticidade inferior, são excelentes instrumentos utilizados para a manutenção na Terra do estado de sofrimento em que o planeta se encontra, assim como os seus habitantes.
            Zombando de tudo e de todos, o tempo também os desgasta e os encaminha na direção da morte, por mais longa seja a sua peregrinação física, quando, então, e somente aí, ás vésperas da viagem de retorno, dão-se conta da oportunidade aplicada indevidamente, quando não o fizeram destrutivamente, despertando o desejo de recomeçar, de refazer o caminho, de recuperar-se.
            Como a imortalidade é o triunfo da vida, terão oportunidade de aprender pelo sofrimento lapidador das saliências do espírito, transitando novamente pelos mesmos caminhos, porém em condições deploráveis, que lhes constituirão bênção renovadora.
            Lamentarão os prejuízos e se predisporão à conquista dos valores eternos, aqueles que não enferrujam, que os ladrões não roubam nem as traças devoram.
            Ninguém ficará à margem da lei do progresso, sendo arrastado, quando se obstina em permanecer avançando contra a correnteza.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

EGOISMO


O egoísmo é a persistência em nós desse individualismo feroz que caracteriza o animal, como vestígio do estado de inferioridade pelo qual todos já passamos. Mas, antes de tudo, o homem é um ser social. Está destinado a viver com os seus semelhantes; nada pode fazer sem o concursos destes. Abandonado a si mesmo, ficaria impotente para satisfazer suas necessidades, para desenvolver suas qualidades.
Depois de Deus, é à sociedade que ele deve todos os benefícios da existência, todos os proventos da civilização. De tudo aproveita, mas precisamente esse gozo, essa participação dos frutos da obra comum lhe impõe também o dever de cooperar nela. Estreita solidariedade liga-o a esta sociedade, como parte integrante e mutuante. Permanecer inativo, improdutivo, inútil, quando todos trabalham, seria ultraje à lei moral e quase um roubo; seria o mesmo que lucrar  com o trabalho alheio ou recusar restituir um empréstimo que se tomou.
Como parte integrante da sociedade, o que o atingir também atinge a todos. É por essa compreensão dos laços sociais, da lei de solidariedade que se mede o egoísmo que está em nós. Aquele que souber viver em seus semelhantes e por seus semelhantes não temerá os ataques do egoísmo. Nada fará sem primeiro saber se aquilo que produz é bom ou mau para os que o rodeiam, sem indagar, com antecedência, se os seus atos são prejudiciais ou proveitosos à sociedade que integra. Se parecerem vantajosos para si só e prejudiciais para os outros, sabe que em realidade eles são maus para todos, e por isso se abstém escrupulosamente.
A avareza é uma das mais repugnantes formas do egoísmo, pois demonstra a baixeza da alma que, monopolizando as riquezas necessárias ao bem comum, nem mesmo sabe delas aproveitar-se. O avarento, pelo seu amor do ouro, pelo seu ardente desejo de adquirir, empobrece os semelhantes e torna-se também indigente; pois, ainda maior que essa prosperidade aparente, acumulada sem vantagem para pessoa alguma, é a pobreza que lhe fica, por ser tão lastimável como a do maior dos desgraçados e merecer a reprovação de todos.
Nenhum sentimento elevado, coisa alguma do que constitui a nobreza da criatura pode germinar na alma de um avarento. A inveja e a cupidez que o atormentam sentenciam-lhe uma existência penosa, um futuro mais miserável ainda. Nada lhe iguala o desespero, quando vê, de além-túmulo, seus tesouros serem repartidos ou dispersados.
Vós que procurais a paz do coração, fugi desse mal repugnante e desprezível. Mas, não caiais no excesso contrário. Não desperdiceis coisa alguma. Sabei usar de vossos recursos com critério e moderação.
O egoísmo traz em si o seu próprio castigo. O egoísta só vê a sua pessoa no mundo, é indiferente a tudo o que lhe for estranho. Por isso são cheias de aborrecimento as horas de sua vida. Encontra o vácuo por toda parte, na existência terrestre assim como depois da morte, porque, homens ou espíritos, todos lhe fogem.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TRAÇOS DO ARREPENDIMENTO


                Para muitos, arrependimento seria apenas um estado emocional, todavia, é também um estado mental consolidado, que funciona como uma âncora de segurança e um impulso para a caminhada evolutiva das almas submissas aos grilhões da culpa, adquirida no mau uso da liberdade.
                Muita vez, para alcançar semelhante estágio, a criatura precisa padecer longamente até saturar-se no cansaço espiritual, passando a nutrir algum desejo de melhora e progresso em novas linhas de crescimento para Deus.
                Três são os traços que caracterizam o arrependimento: desejo de melhora, sentimento de culpa e esforço de superação. Se tirarmos o esforço de superação dessa seqüência teremos o cruel episódio mental do remorso, ou seja, os arrependidos que nada fazem para se melhorar. As tendências mais marcantes dessas experiências interiores podem ser percebidas em algumas manifestações de dor psíquica corretiva, que se diferencia da dor psíquica expiatória. O arrependimento impulsiona, o remorso estagna.
                Desejo de Melhora – nesse estágio nos encontramos sob o jugo da vaidade e pode expressar-se por mecanismos psicológicos variados. Desejar melhora é ter que reconhecer a própria penúria moral, assumi-la livremente em razão do idealismo nobre. É doloroso o encontro com as sombras interiores, mesmo quando queremos sinceramente nos ver libertos delas.
                O impulso para crescer espiritualmente para nós é um desafio de proporções sacrificiais. Chamemos de neurose de perfeição ou perfeccionismo a necessidade obsessiva de fazer o bem com exatidão, uma profunda inaceitação de suas falhas e as dos outros. Gerando melindre e intolerância, face ao nível de exigência e cobrança para consigo e com o mundo à sua volta. A angústia decorrente do contato com o ego, o homem velho que queremos transformar, leva a ativar mecanismos de defesa para acobertar essa inferioridade que detectamos em nós; então entra em ação o orgulho, criando uma falsa imagem, uma imagem idealizada com a qual procuramos nos forrar de ter que olhar e admitir a pequenez da qual somos portadores. Essa luta nos recessos dos sentimentos e do pensamento traz à baile o conflito, a insatisfação e todo tipo de incômodo interior, deixando a vida íntima em estado de intensas comoções e mudanças. Damos o nome de sentimento de culpa a todo esse conjunto de reações emocionais, quase sempre indefiníveis para quem os sofre.
                Sentimento de Culpa – tem camuflagens e nuanças muito versáteis. Deixemos claro que em nosso estágio de aperfeiçoamento podemos torná-lo como um fator de impulsão para a melhora. Se a criatura arrependida não sentisse culpa, não garantiria a continuidade de seu progresso e desistiria, optando pela loucura ou pela queda moral. Digamos que a culpa é uma energia intrusa, porém, necessária na sustentação do desejo de melhora. Jamais tomemo-la como essencial, porque é um sentimento aprendido, um resultado de vivências anteriores e não uma virtude com a qual tenhamos sido criados. Suas manifestações podem ser percebidas na autopunição, no sentimento de desmerecimento e desvalor, nas fantasias de carma e de dor, nas posturas de vítimas da vida, na inconformação, no azedume sistemático, nas crises de autopiedade ou ainda nos hábitos da lamúria e da queixa. É só estudar com atenção e perceberemos as relações entre esses processos de culpa e o orgulho que gerencia os mecanismos de defesa como, por exemplo, a projeção, que se constitui de transferir para fora aquilo que não estamos suportando em nós mesmos, constatando nos outros o que não queremos ver em nossa intimidade.
                Esforço – é a ação que promove o equilíbrio no processo do arrependimento. Não existe arrependimento real sem reparação. Querer melhorar, sentir-se culpado e nada fazer é muito doloroso. Eis aqui a importância dos serviços de amor ao próximo que alivia e consola alguém, mas que também estabiliza os níveis energéticos de quem o realiza.
                Temos o desejo da melhora, mas o orgulho afeta a imaginação levando-nos a crer que já estamos redimidos com poucos esforços, cria uma sensação de que já somos o que devermos ser, gerando a auto-suficiência espiritual, ou seja, hábitos milenares de presunção do conhecimento aliado à crença estéril causando-nos agradável sensação de superioridade.
                Se observarmo-nos, com cuidado, veremos que desejamos o bem, mas ainda não o sentimos. Desejamos esclarecer, mas não sentimos alegria em estudar.
                O arrependimento é uma virtude por se tratar de um estado essencial para o progresso de almas que peregrinaram intensamente pelo mal.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

OS VALORES DA VIDA


            Existem três grandes valores representados pelos verbos ser, fazer e ter. a harmonia desses valores é fundamental para o equilíbrio da vida, pois determinam a forma como levamos a vida e, conseqüentemente, o grau de felicidade, ou infelicidade, que nos proporcionamos, dependendo das escolhas por nós efetuadas para viver.
            Possuem as seguintes características:
            Ser: através do ser entramos em contato com os valores intrínsecos da vida, experimentando a sensação de sermos conscientes, responsáveis pela nossa própria felicidade e plenitude. É o estado de identificação com o Ser Essencial que somos.
            Fazer: o fazer representa o movimento e atividade imanente no universo. Tem origem na energia criativa que permeia todo o universo. É com o fazer que nos tornamos co-criadores e podemos agir criativamente, quando em sintonia com o Ser Essencial que somos. Estaremos realizando harmoniosamente, as nossas atividades em família, no trabalho, no lazer, nos estudos, em sociedade.
            Ter: através do ter, nos relacionamos com as pessoas e coisas em nossa vida. Entramos em contato com as posses, bens e relacionamentos. É através do ter que usufruímos aquilo que fazemos e desenvolvemos o desapego daquilo que temos e que é fundamental para o aprimoramento do Ser.
            Quando a pessoa se encontra com as características de cada valor alinhadas entre si, todas concorrem para o mesmo fim. O aperfeiçoamento do Ser gera para si mesmo harmonia e equilíbrio, resultando num estado de felicidade e plenitude, em que a vida encontra o seu verdadeiro sentido, na qual o fazer e o ter são realizados para manter a harmonia e o equilíbrio do Ser.
            Quando acontece uma inversão de valores, estará em desarmonia. Mesmo que ela busque com essa atitude ser feliz, ocorrerá aquilo que ela não quer: a infelicidade.
            Essa postura produz muita ansiedade, inquietude. A vida deixa de ter um sentido, pois se busca a felicidade em coisas materiais, em atividades e na realização dos desejos puramente egóicos, e esta não se encontra nos valores materiais, mas nos valores espirituais do Ser.
            O fazer e o ter são apenas meios para a evolução do Ser. Quando esses níveis tornam-se fins e não meios, acontece uma ruptura com a missão transpessoal de todo ser humano, que é a evolução para alcançar a plenitude e o amor.
            Dinheiro, bens, posição social são recursos valioso que temos á nossa disposição, para exercemos o nosso papel de co-criadores.
            O problema está na forma como conseguimos o dinheiro, os bens, as posições sociais. Se conquistarmos tudo isso com o nosso esforço, sem prejudicar ninguém, sem nos apegarmos a esses valores transitórios da vida, estaremos atuando em conformidade com as leis de amor e conseguiremos viver em harmonia e felicidade.
            Ao contrário, se para ter bens materiais, lesamos outras pessoas, a comunidade, o meio ambiente e nos apegamos intensamente àquilo que sabemos ser transitório na vida, estamos vivendo uma forma contrária à lei de amor.
            A conseqüência dessa atitude é a infelicidade e a desilusão, mesmo que tenhamos tudo que o dinheiro possa comprar, porque, diferentemente daquilo que, as pessoas, numa tentativa de fuga da realidade, dizem, o dinheiro jamais irá  comprar a felicidade, pois ela é uma conquista interior, fruto da consciência tranqüila, daquele que já reconhece o verdadeiro sentido da vida.
            Essa situação é muito comum. Muitas vezes a pessoa busca fazer coisas ilícitas para ter cada vez mais dinheiro e, com isso, ser feliz, jamais encontrando a felicidade. Outras vezes, a pessoa até faz coisas lícitas do ponto de vista humano, mas, por serem contrárias à lei de amor, podem trazer muitas posses a quem as faz, mas jamais trarão a felicidade e a plenitude.
            Somente buscando ter posses que não prejudiquem os outros, fazer atividades com amor, enfim, utilizar o amor como um direcionador da nossa vida, é que seremos plenamente felizes.
            Outra dificuldade muito comum em relação ao ter, é o apego que as pessoas sentem àquilo que não têm e lhes faz muita falta. Isso acontece quando elas não possuem determinados bens ou relacionamentos, que acham imprescindíveis para conseguirem a felicidade. Desesperam-se quando não conseguem o que desejam, numa clara relação de apego ao que não têm.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MAIS UM ANINHO DE VIDA!!!!!!!

Aniversário: 6

Recados Animados de Aniversário
Hoje estou em ritmo de festa. Completo mais um ano de vida. Motivo de muita alegria, pois devemos render graças a Deus por mais uma oportunidade de crescimento, de aprendizado, de realizações, de novas conquistas, novas amizades, etc, etc, etc...
Quero compartilhar esse dia com os amigos q me visitam. E agradecer os recadinhos já recebidos.
Muita paz a todos!



                                                          

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

AMOR


                Os sentimentos são conquistas do processo da evolução do ser. Desenvolvendo-se dos instintos, libertam-se dos atavismos fisiológicos automatistas para se transformarem em emoções que alcançam a beleza, a estesia, a essência das coisas e da vida, quando superiores, ou as expressões remanescentes do período primário como a cólera, o ciúme, as paixões perturbadoras.
                Na fase inicial do desenvolvimento, o ser possui as sensações em predomínio no comportamento, que o vinculam ao primitivismo, exteriorizando-se na forma de dor e prazer, de satisfação e de desgosto... As manifestações psicológicas somente a pouco e pouco se expressam, rompendo a cadeia das necessidades físicas para se apresentarem como emoções.
                Nesse processo, o ser é prisioneiro dos desejos imediatos e grosseiros da sobrevivência, com insight de percepção da harmonia, do equilíbrio, das alegrias que não decorrem do estômago ou do sexo. Lentamente, à medida que supera o egocentrismo do seu estágio infantil, desabrocham-lhe os sentimentos de valores morais, de conquistas intelectuais, culturais, artísticas, idealísticas.
                O largo trânsito pelos imp0ulsos do instinto deixa condicionamentos que devem ser reprogramados, a fim de que as emoções superem as cargas dos desejos e do utilitarismo ancestrais.
                O primeiro, e certamente mais importante, sentimento a romper o presídio dos instintos, é o amor. De começo, mediante a vinculação atávica com os genitores, os familiares, o grupo social que o protege, as pessoas que lhe propiciam o atendimento das necessidades fisiológicas.
                Logo depois, embora o desenvolvimento se faça inevitável, apresenta-se egoístico, retributivo, ainda vinculado aos interesses em jogo.
                Somente quando canalizado pela mente e pelo conhecimento, agiganta-se, constituindo-se objetivo do mecanismo existencial, capaz de se libertar dos efeitos rigorosos dos instintos.
                Face à própria historiografia, externa-se como desejo de posse, na ambição pessoal para a eleição do parceiro sexual, fraternal, amigo.
                Em razão disso, confundo-se, ainda hoje, o amor com os jogos do sexo, em tormentosos conúbios, nos quais sobressaem as sensações que os entorpecem e exaurem com facilidade.
                O amor é o alicerce mais vigoroso para a construção de uma personalidade sadia, por ser gerador de um comportamento equilibrado, por propiciar a satisfação estética das aspirações e porque emula ao desenvolvimento das faculdades de engrandecimento espiritual que dormem nos tecidos sutis do eu profundo.
                Se desperta paixões subalternas como o ciúme, o azedume, a inveja, a ira, a insegurança que fomenta o medo, ainda se encontra no primarismo dos instintos em prevalência.
                Somente quando é capaz de embelezar a existência, proporcionando  vida psíquica e emocional enriquecedora, é que se faz legítimo, com os recursos que o libertam do ego. Predominando na fase da transição – do instinto para o sentimento – o ego é o ditador que comanda as aspirações, que se convertem em conflitos, por direcionamento inadequado das forças íntimas.
                Sendo um dínamo gerador de energia criativa e reparadora, o amor-desejo pode tornar-se, pela potencialidade que possui, instrumento sórdido de escravidão, de transtornos emocionais, de compromissos perturbadores.
                A necessidade de controlá-lo, educando as emoções, é o passo decisivo para alcançar-lhe a meta felicitadora.
                Toda vez que gera tormento de qualquer natureza, insatisfação e posse, prejudica aquele que o experimenta.
                Para libertar-se dessa constrição faz-se imprescindível racionalizá-lo, descondicionando o subconsciente, retirando os estratos nele armazenados e substituindo-os por idéias otimistas, aspirações éticas.
                Gerar pensamentos de autoconfiança e gravá-los pela repetição; estabelecer programas de engrandecimento moral e fixá-los; corrigir os hábitos viciosos de utilizar as pessoas como coisas, tendo-as como descartáveis; valorizar a experiência a vivenciar, evitando a autocompaixão, a subestima pessoal, que escondem um mecanismo de inveja em referência às pessoas felizes, constituem técnicas valiosas para chegar ao patamar das emoções gratificantes.
                O amor é o grande bem a conquistar, em cujos empenho todos devem aplicar os mais valiosos recursos e esforços. Não obstante, a larga transição no instinto pode transformá-lo em adversário, pelos prejuízos que se originam quando se apresenta em desorganizada manifestação.
                Possuidor de uma pluralidade de interesses, expande-se em relação à natureza, ao próximo, a si mesmo e ao Poder Criador, abrangendo o Cosmo.
                Quando alcança a plenitude, irradia-se em forma co-criadora, em intercâmbio com as energias divinas que mantêm o equilíbrio universal: o sentimento de amor cresce e sutiliza-se de tal forma que o espírito se identifica plenamente com a vida, fruindo a paz e a integração nela.

Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                      

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