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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 8 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR - Alteridade I


O segundo ponto é a alteridade, palavra que só agora começa a se tornar mais conhecida, principalmente nos meios espíritas.
De forma resumida podemos dizer que ela representa o respeito que devemos ter para com todos, além da disposição para aceitar e aprender com os que são e pensam diferente de nós. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, respeitando-as e procurando aprender com as diferentes opiniões. Mas vivenciar o valor da alteridade não significa deixar de discutir, debater, questionar. A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro e a sua maneira de ser e de pensar.
A alteridade nos ajuda a abrir caminhos para uma compreensão mais elevada sobre tudo. É o mais importante mecanismo para o crescimento do homem como ser social, que pode levá-lo a interagir pacífica e beneficamente com tudo que o cerca. É, sem dúvida, o veículo capaz de conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.
A postura alteritária nos leva a ver todos com bons olhos, lembrando as palavras de Jesus: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas.” (Mateus 6:22 e 23)
A pessoa que vivencia a alteridade passa a ser mais fraterna em todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir... E esse tipo de atitudes deixa o ser em paz consigo mesmo, com a humanidade, com a vida.
Aí você poderá contestar dizendo que isto torna a criatura alienada. Mas há grande diferença entre analisar – com vistas ao próprio aprendizado e também no intuito de ajudar, caso seja viável – e julgar ou criticar. As posturas de julgamento e crítica geralmente denotam uma idéia de superioridade, porque ao criticarmos o outro estamos querendo diminuí-lo, para que a nossa “grandeza” fique mais visível. Com tais atitudes, que têm como combustível o orgulho e a vaidade, estamos enviando uma vibração negativa ao objeto da nossa crítica, seja ele uma pessoa, uma instituição ou uma nação, já que as instituições e as nações são formadas por pessoas. Por exemplo, você vê alguém caminhando sobre a grama de uma praça para encurtar caminho e pensa: “Que criatura mais sem educação!”.
Nesse ato de criticar intimamente a atitude daquela pessoa, você está gerando uma vibração negativa, ou seja, “energia psíquica” de teor negativo. Parte dessa energia fica em você mesmo, seu gerador, e outra parte alcança a pessoa que pisou a grama para cortar caminho. Por outro lado, se registrar o ato errado, mas respeitando a diferença do outro não criticá-lo, estará fazendo um bem a si mesmo e deixando de fazer mal a outrem. Mas digamos que, agindo com alteridade e com afeto, você entende que deve falar-lhe, alertando-o para o erro que está cometendo, fá-lo-á então de forma a não humilhá-lo, encontrando a melhor maneira de ser, junto àquela pessoa, uma presença benéfica. Mas se esse alerta for inviável, poderá enviar-lhe uma vibração fraterna junto com a idéia de que não se deve pisar a grama, para que esse tipo de vibração, alcançando o alvo, possa induzi-lo a não mais praticar esse tipo de ações, atuar sobre ele como fator indutor.


(continua)


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quarta-feira, 7 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR - Afetividade III


Outra forma muito importante para desenvolver amorosidade é olhar para alguém e envolvê-lo numa vibração de afeto, de carinho. Isto podemos fazer sempre, em todos os momentos em que houver pessoas ao alcance da nossa visão. Mas não devem ser apenas os seres humanos os objetos da nossa afetividade e, sim, tudo que vive e até mesmo os inanimados, porque o amor é um poder que se irradia, sem escolher alvo.
Se prestarmos atenção, podemos perceber quão infinitas vezes em nosso cotidiano podemos desenvolver afetividade. Por exemplo, quando vemos uma pessoa feia ou desagradável é natural nos colocarmos internamente em posição superior a ela. Mas se a olharmos com olhar afetivo, pensando nas imensas dificuldades que deve enfrentar por causa da sua condição, lhe enviaremos uma vibração de simpatia, de fortaleza, de soerguimento.
Da mesma forma, ao nos depararmos com um tipo mau, repugnante ou facínora. Pelo olhar afetivo veremos que seu espírito é da mesma essência que o nosso, e que ele apenas está vivenciando fases primárias em suas experiências evolutivas, em patamares ainda degradantes, mas que um dia sua luz interior irá iluminá-lo por completo, assim como acontecerá também com nós outros. Então lhe enviaremos uma vibração de afeto e de indução ao bem.
Quando conseguirmos perceber as profundas implicações no uso da afetividade em nosso cotidiano, tornando-a atitude predominante, poderemos também observar como o nosso interior mudou, iluminou-se.
Sente-se afeto em várias modalidades:
a) por si mesmo;
b) por pessoas que correspondem a esse sentimento na mesma medida. Esse é o afeto das trocas, portanto, egoísta;
c) por pessoas ou alguma comunidade eletiva, como por exemplo, a religiosa. Esse ainda é um afeto egoísta, porque existe em razão de trocas;
d) por tudo e todos de forma indiscriminada, assim como as águas de uma fonte que jorram, sem pedir nada em troca. Esse é um afeto não egoísta. É abrir o coração para uma terna vibração, que traz em seu bojo a alegria. É olhar com carinho para o cachorro “vira-latas”, abandonado, sarnento, como se estivesse vendo algo muito precioso.
Quando assumimos um estado de espírito afetivo, nos tornamos pessoas mais brandas, pacificadoras, propensas à alteridade e com mais facilidade para desenvolver a humildade.
A afetividade relaxa.

(continua)


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terça-feira, 6 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR - Afetividade II


Apresentamos, assim, a afetividade como o primeiro ponto, o primeiro valor a ser considerado nesta agenda mínima, não só pelos atributos já identificados, mas também por fornecer conteúdo ou alicerce para os demais valores crescerem e se firmarem.
Mas como desenvolvê-la, já que isto é tão difícil?
O primeiro passo está em exercitá-la continuamente visando criar condicionamento. Quando conseguirmos estar sempre atentos para gerar afetividade, esse valor começará a fazer parte do nosso psiquismo e emoções. A grande dificuldade, no entanto, está em nos lembrarmos sempre desse propósito.
Para solucionar essa questão pode-se utilizar alguns recursos, inclusive lançar mão de benefícios da tecnologia, tais como:
1 – Programar o celular, o computador, ou um relógio para emitir algum som a cada meia hora e, sempre que escutá-lo, desenvolver um estado interior de afetividade.
2 – Colocar pequenos lembretes em alguns locais. Com um pouco de criatividade consegue-se isto facilmente.
3 – Adquirir um bracelete, um colar ou algo semelhante para, ao percebê-lo ou senti-lo, lembrar-se de exercitar afetividade.
Pode-se também estabelecer determinados momentos para exercitá-la, tais como, durante o banho e as refeições, à hora de dormir e antes de levantar. São momentos em que ocorre maior desligamento do corre-corre do cotidiano, facilitando a introjeção de amorosidade nos sentimentos.
Durante o banho pode-se mentalizar a energia da água a lavar também os resíduos energéticos negativos aderidos ao corpo espiritual. Em seguida desenvolver um sentimento de afeto pelos pés, as pernas, os quadris, lembrando o quanto eles são importantes. Da mesma forma, visitar com muito carinho o abdômen e o tórax com seus órgãos internos, e assim por diante até amar  todo o corpo, conscientemente. Depois, sentir amor pela própria alma, pelo espírito, por todo o ser.
E assim, envolvidos nessas vibrações de luz, direcionar essa sublime emoção para  o ambiente em torno; levá-la mentalmente a se espalhar em todas as direções, envolvendo nessa vibração tudo e todos, sem qualquer restrição.

(continua)


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domingo, 4 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR - Afetividade I


Sendo o amor o maior dos valores da alma, o primeiro ponto a ser considerado é a afetividade, caminho que nos leva a ele.
 As manifestações do amor são tão infinitas, desde as mais primárias até às mais elevadas, que fogem ao nosso entendimento. Na verdade sabemos teorizá-lo, mas não o conhecemos em sua plenitude.
Sabemos, no entanto, que nossos pensamentos, palavras, sentimentos e ações são fortemente influenciados pelos nossos estados de espírito, pelo nosso “clima interior”. Assim, cuidando desse “clima”, estaremos facilitando sobremaneira a vivência de atitudes mais condizentes com o conhecimento espiritual que já alcançamos e com o nosso momento evolutivo.
Num seminário sobre perdão e auto-perdão o médium e orador espírita Divaldo P. Franco disse:
“Dois físicos quânticos de renome estabeleceram que quando nós amamos, produzimos moléculas, micro-partículas que podem ser semelhantes a fótons e vitalizam-nos a corrente sanguínea, e quando odiamos, quando nutrimos raiva ou mágoa, geramos micro-partículas semelhantes ao elétron, e elas destroem nosso sistema imunológico, e nós adoecemos”.
Informou ainda Divaldo que o Dr. Mark Cleland, da universidade de Harvard, diz que os derivados do amor produzem linfócitos que sustentam a vida, e que o otimismo nos ajuda a viver.
Vemos então que, desenvolver amor nos sentimentos e vivenciá-lo, não reflete apenas um ensinamento de natureza religiosa, mas também a própria ciência do bem viver.
Nos últimos anos inúmeras pesquisas científicas vêm demonstrando a eficiência de valores como o amor e o perdão na geração de saúde e bem-estar. Percebemos então como os ensinamentos de Jesus, sob a ótica dessas descobertas e constatações científicas, assumem novas feições. Já podemos começar a deixar de vê-lo apenas pelas vias do misticismo, como o mártir da cruz ou o fundador de religiões, pois Ele agora nos surge na condição de cientista cósmico, de Mestre que veio nos ensinar a perfeita ciência do bem-viver. Suas lições já podem deixar de representar aqueles chavões com cheiro de obrigação religiosa ou caminho para a colônia espiritual Nosso Lar, surgindo em toda a sua plenitude como verdades que, obedecidas, promovem o bem-estar da criatura e o seu crescimento como ser cósmico e eterno.
Perdoar, amar, ser fraterno, pacífico, mais que preceitos religiosos são fatores de saúde física e psíquica, porque geram energia psíquica positiva, de boa qualidade. São também fatores de prosperidade material, até o ponto em que a programação reencarnatória permita, porque a pessoa que se habitua a desenvolver vibrações de elevado teor gera uma presença agradável, que lhe abre muitas portas.
Na verdade, há dentro de nós um universo de conhecimentos a serem buscados, de capacidades, aptidões e possibilidades infinitas que poderão nos conduzir a patamares evolutivos mais compatíveis com as características de um mundo de regeneração.

(continua)


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sábado, 3 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR - Reflexão Básica


É fácil observar como, em nosso esforço evolutivo, vimos desperdiçando forças em ações esporádicas e dispersas, que não conseguem realmente realizar a reforma ou as transformações interiores necessárias, desestimulando nossas pretensões evolutivas.
Mas se nos fixarmos numa agenda com poucos pontos essenciais, adotando-a como meta, como roteiro a ser seguido, priorizando esforços nesse sentido, fica muito mais fácil e produtivo alavancar essa reforma.
Neste opúsculo, mesmo limitado pelo pouco alcance de nossa visão espiritual, estamos propondo uma agenda mínima de ações e atitudes que ajudarão sobremodo nossa evolução espiritual.
Se adotarmos esta agenda e priorizarmos sua implementação em nossas vidas estaremos desenvolvendo, de forma mais rápida e intensa, nossos valores latentes, acendendo nossa luz, enfim, realizando a nossa reforma interna.
Tal esforço é imprescindível se quisermos compartilhar conscientemente da grande transição do nosso planeta, de “provas e expiações” para o “mundo de regeneração” de que falam os espíritos.
Em mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro-RJ, falando sobre essa transição, o espírito Joana de Angelis diz:
“Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. (...) Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem. (...) A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto. (...) Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.”
Não acha que tais advertências são por demais sérias para deixarmos nossa vidinha continuar a “correr solta”, podendo acabar nos levando a reencarnar em algum mundo primitivo, ou em algum povo dos mais atrasados do nosso planeta, até acordarmos para as reais necessidades do nosso espírito imortal?
Esta Agenda Mínima, oferta dos amigos espirituais, vem ajudar sobremaneira aqueles que realmente estão querendo transformar intenções em atitudes.
Um dos seus diferenciais é que ela prioriza a ação evolutiva a partir dos estados de espírito. Isto é muitíssimo mais fácil do que ficar vigiando cada pensamento, palavra, sentimento e ação. Apenas praticar ações virtuosas é algo superficial, não muda estruturas, mas desenvolver estados de espírito é trabalhar os valores correspondentes, em sua profundidade.
Outro diferencial é o fato dela resumir todo um processo evolutivo - que demandaria um número infinito de ações - em apenas cinco pontos. Quatro são estados de espírito e um é atributo da mente.
OBSERVAÇÃO: Nesta nova edição, estamos retirando dois dos pontos complementares, o compromisso e as atitudes, por entender que já estão implícitos no processo de crescimento interior, não precisando ser citados.


(continua)


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sexta-feira, 2 de março de 2012

AGENDA MÍNIMA PARA EVOLUIR


A evolução é lenta, caminha no compasso da natureza, mas a própria natureza tem seus ciclos e nossa humanidade está justamente vivenciando a fase de transição de um ciclo para outro.
É algo semelhante ao que acontece com a borboleta, após longo período no casulo, gestando sua metamorfose. Um dia sai completamente modificada, abre as asas e, bela e leve, irradiando alegria, parte para nova etapa.
O mesmo ocorre conosco. Se estivemos encasulados ao longo dos séculos ou milênios, em gestação evolutiva, podemos fazer agora um esforço maior para promovermos nosso “nascimento cósmico”, como seres melhorados. Podemos também permanecer no casulo, aguardando nova primavera nos ciclos do tempo. Só depende de nós.
E não se pense que pelo fato de sermos espíritas, detendo conhecimentos mais avançados, estejamos num degrau superior, porque como disse o espírito Ermance Dufaux “Espiritismo na cabeça é informação, no coração é transformação”. E é bom observar que essa transformação não acontece, ou então ocorre de forma excessivamente lenta, se não lhe dermos prioridade.
Até agora nos meios espíritas vem-se priorizando o estudo doutrinário, que é importante, mas peso maior tem em nossa evolução a vivência dos conteúdos espíritas, que são muito simples e estão ao alcance de qualquer intelecto, por mais pobre que seja.
Enquanto isso os espíritos continuam enfatizando, sempre com maior insistência, quanto à nossa mais premente necessidade nesta fase de transição, a transformação interior.
Mas por que não conseguimos realizá-la, quanto desejaríamos?
Essa transformação interna é tão difícil, por sermos o resultado de milenares elaborações no bojo do tempo e das reencarnações, que para se conseguir resultados apreciáveis é necessário:

a) dar-lhe absoluta prioridade;

b) ter um programa evolutivo fácil e objetivo.
Então, no bojo de muitas reflexões e ajuda dos irmãos maiores, fomos conseguindo anotar idéias e conclusões, construindo este programa evolutivo muito simples e de fácil aplicação.

(continua)


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quinta-feira, 1 de março de 2012

OS ADVERSÁRIOS, MESTRES OPORTUNOS III


Adversidade é lição para a vida e adversários são mestres que proporcionam o treinamento no bem, sem o concurso do aplauso ou da bajulação habituais, dificultando o trabalho honorável do servidor fiel.
            Esses irmãos infelizes que se propõem envenenar-te os sentimentos com a sua pertinaz perseguição merecem compaixão em vez de reproche ou de animosidade.
            Se é verdade que não lhes deve facultar um relacionamento pusilânime, não é justo devolveres os seus pensamentos enfermiços com outros do mesmo gênero.
            Sofres, porque gostarias de servir sem a presença desse tipo de tribulação.
            Choras, porque os teus são anseios de construção do amor em toda a parte, e no entanto sentes o amargor da calúnia que te antecede os passos, da maledicência que te aturde quando lhe tomas conhecimento, ou da zombaria depois que vais adiante.
            O melhor comportamento em tais circunstâncias é não valorizar o mal nem aquele que se te fez mau.
            Concede-lhe o privilégio de ser como se encontra, mas te impõe o dever de ser fiel ao compromisso com Jesus, que também experimentou iguais ofensas sem dar-lhes a menor importância.
            Gastas tempo e preocupação mental com esses companheiros que te vigiam e acusam, que te acompanham com insistência e infernizam os momentos em que trabalhas e quando repousas.
            Ficas indagando como conduzir-te, desde que, se silencias ao mal e ao dano que reinam, acusam-te de omisso, mas se levantas a voz e proclamas a verdade, taxam-te de intolerante e mentiroso.
            Desse modo, faze o que deves e comporta-te conforme estabelece o teu programa ante a consciência do dever.
            Esses adversários dos teus objetivos não são apenas opositores teus, mas, sem dar-se conta, daquele a quem procuras servir, que os entende e concede-lhes tempo para a reabilitação.
            Aprende, portanto, com os inimigos, fraternidade legítima, compreensão gentil, exercitando sempre a compaixão.
            Na aduana da caridade, a misericórdia e o amor dão-se as mãos, a fim de ensejarem à virtude máxima a ocasião de expressar-se.
            Constituam-te estímulo o serviço desses mestres desconhecidos, apurando-te mais, qualificando-te melhor, a fim de produzires com segurança na seara da elevação espiritual da humanidade.
            Ninguém atravessa o rio carnal sem experimentar a correnteza violenta sobre a qual navega o espírito.
            Todos os homens e mulheres afeiçoados ao bem pagaram o pesado tributo da diferença entre eles e os que os cercavam, à época em que viveram e àquela pela qual anelavam, e é graças a eles que percorres os atuais caminhos por onde segues em júbilo e dores, porém fixado na meta que te fascina.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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