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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 23 de março de 2012

A VITÓRIA DA VERDADE


Entre emoções que surgem no ser humano durante o seu processo de crescimento intelectual e racional, o medo assinala-o profundamente desde os primeiros momentos tribais, ou mesmo antes.
            Esse sentimento que surge de maneira irracional desenvolverá outros equivalentes ou piores, como o pavor, o pânico, o terror.
            Logo depois, ao apresentar-se a ira como preservadora da existência física, abre-se o elenco em forma de raiva, de ódio, de ressentimento, de vingança.
            Só mais tarde surgiu o amor em forma de proteção do grupo, de preservação da unidade do clã, que se manifestou em facetas variadas, como a da amizade, da ternura, do devotamento, do afeto profundo, da renúncia, da abnegação.
            É compreensível, portanto, que haja predominância em a natureza humana das emoções primitivas, levando o indivíduo à autopreservação, mediante a imposição do medo aos outros, do ódio que nele se encontra em potencial, até quando o sofrimento demonstrar a sua fragilidade, fazendo-o refugiar-se no seio do amor.
            O amor é a mais bela expressão da verdade que se conhece, porque somente ele é possuidor dos valores que dignificam e enobrecem, que edificam e sustentam as vidas, dando-lhes estabilidade sob todos os aspectos considerada.
            No passado remoto, no próximo como no presente, os líderes do amor deixaram pegadas luminosas que mantiveram os povos e as civilizações confiantes na vitória do bem e conduziram milhões de vidas no rumo da paz, da fraternidade, do desenvolvimento cultural e principalmente moral.
            A doçura da compaixão, a força do perdão, o poder da misericórdia sempre superam as baionetas, os carros de guerra, todos os tipos de armas de destruição, a voracidade dos criminosos, a luxúria dos gozos pelas forças mortíferas da loucura, terminando por instaurar definitivamente o reino do amor na Terra.
            Os poderosos sempre consideraram o amor como fraqueza dos sentimentos, e não existe emoção mais grandiosa do que essa, porquanto é o amor que governa os dominadores e os dominados, e mesmo entre os mais ferozes adversários do ser humano, neles vige a dúlcida voz da ternura, expressando a sua realidade sob as duras camadas da insanidade mental semelhado-se ao diamante estelar aguardando que se lhe retire a ganga que o oculta.
            O amor é a expressão sublime da verdade, porque é o mesmo em todos os tempos e sempre atual em todas as épocas.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quinta-feira, 22 de março de 2012

PACIÊNCIA


                A paciência é a qualidade que nos ensina a suportar com calma todas as impertinências. Consiste em extinguirmos toda sensação, tornando-nos indiferentes, inertes para as coisas mundanas, procurando nos horizontes futuros as consolações que nos levam a considerar fúteis e secundárias todas as tribulações da vida material.
                A paciência conduz à benevolência. Como se fossem espelhos, as almas reenviam-nos o reflexo dos sentimentos que nos inspiram. A simpatia produz o amor; a sobranceria origina a rispidez.
                Aprendamos a repreender com doçura e, quando for necessário, aprendamos a discutir sem excitação, a julgar todas as coisas com benevolência e moderação. Prefiramos os colóquios úteis, as questões sérias, elevadas; fujamos às dissertações frívolas e bem assim de tudo o que apaixona e exalta.
                Acautelemo-nos da cólera, que é o despertar de todos os instintos selvagens amortecidos pelo progresso e pela civilização, ou, mesmo, uma reminiscência de nossas vidas obscuras. Em todos os homens ainda subsiste uma parte de animalidade que deve ser por nós dominada à força de energia, se não quisermos ser submetidos, assenhoreados por ela. Quando nos encolerizamos, esses instintos adormecidos despertam e o homem torna-se fera. Então, desaparece toda a dignidade, todo o raciocínio, todo o respeito a si próprio. A cólera cega-nos, faz-nos perder a consciência dos atos e, em seus furores, pode induzir-nos ao crime.
                Está no caráter do homem prudente o possuir-se sempre a si mesmo, e a cólera é um indício de pouca sociabilidade e muito atraso. Aquele que for suscetível de exaltar-se, deverá velar com cuidado as suas impressões, abafar em si o sentimento de personalidade, evitar fazer ou resolver qualquer coisa quando estiver sob o império dessa terrível paixão.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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quarta-feira, 21 de março de 2012

REFÉNS DO PRECONCEITO

   
                Ainda que não desejemos estabelecer julgamentos, nosso estágio evolutivo caracteriza-se por um seqüestro emocional, no qual somos reféns de processos mentais que ainda não adquirimos completo controle. Quando ativamos o mecanismo mental de julgar, gravamos no psiquismo um modo de agir que aplicamos, igualmente, a nós próprios. E quando Jesus estabeleceu o não julgamento, Ele, naturalmente, queria poupar-nos deste cárcere que detonamos contra a nossa própria felicidade. Aliás, muitos sentimentos de culpa e repressão que patrocinam a auto-descaridade tem origem nesse intruncado engenho da auto-sugestão mental.
                A angústia nasce quando não se sabe como fazer, ante o que já sabe que deve fazer.
                Julgar seria o hábito de interpretar as atitudes alheias conferindo-lhes juízos de apreciação pessoal. Esses juízos são formulados através de sentenças que estipulam o que entendemos sobre a ação do outro. Impossível para nós fazer esses julgamentos sem influência dos valores e imperfeições que definem nossa personalidade, acrescidos dos interesses pessoais e das expectativas que criam a conveniência no ato de julgar. Assim compreende-se claramente porque não devemos julgar, pois falharemos na forma, na proporção e na conclusão. Além do que a pior conseqüência desse ato, em nosso desfavor, será a instalação do mecanismo mental de aplicar a nós próprios as censuras e recriminações destinadas ao outro, com as mesmas molduras éticas e sentimentos.
                Julgar é situar a mente na inflexibilidade, analisar é buscar a compreensão do subjetivismo do próximo.
                Julgar é concluir. Analisar é perquirir.
                Nos julgamentos temos certezas. Na análise encontramos a relativização.
                Nos julgamentos temos sentenças. Na análise temos alteridade.
                O desejo inferior de reduzir o valor alheio é das causas mais comuns na atitude de julgar, enquanto a ação de analisar conduz-nos à lealdade em relação aos sentimentos que experimentamos com quem tenhamos conflitos.
                O compromisso impostergável para a saúde dos relacionamentos reside na capacidade de resistir aos apelos do pessimismo e do descrédito, no que tange a quem é alvo dos nossos julgamentos.
                Essa polarização mental no arbítrio de juízos sobre o outro ativa o remanescente de vivências similares arquivadas na subconsciência. Mediante semelhante quadro, o juiz intransigente que acusa e decide extermina lavouras férteis na vida de relações. A vigília permanente sobre a dinâmica dos sentimentos torna-se imperiosa e emergente para não deflagrar a mane emocional que encharcará a tela dos pensamentos de planos infelizes, na direção do separatismo e da desconfiança, da dissidência e do esfriamento do amor, além das mentalizações que passam a gravitar na órbita da animosidade contida e da desafeição.
                Transformemos os julgamentos em reflexões acicatando o comodismo no qual preferimos estagiar na obtenção de folgas para o raciocínio, quando deveríamos erigir momentos seletos, sob a tutela do estado de oração, na busca incansável  das respostas que surgirão das perquirições e meditações de profundez desejável ao crescimento pessoal.
                O exercício de priorizar, em cada aferição do próximo, alguma virtude ou atitude feliz será uma medida de segurança nessas incursões pelo mundo desconhecido de nós próprios.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho              
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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terça-feira, 20 de março de 2012

JUSTIÇA DIVINA


            Tudo o que nos acontece está relacionado ao nosso gênero de provas, ou a expiações pelas quais nos reeducamos, através da dor, para aprender a amar.
            Tudo o que nos acontece está dentro dos mecanismos da vida e concorre para a nossa evolução. Muitas pessoas se perguntam porque Deus permite as injustiças sociais?
            Deus supervisiona tudo o que acontece com todas as Suas Criaturas.
            Deus criou leis imutáveis e todas as vezes que as transgredimos, sofremos as conseqüências dessa transgressão, mas num mecanismo que as próprias leis da vida possuem de nos trazer de volta ao cumprimento da lei do amor, que dá origem a todas as outras leis Divinas.
            O responsável pelas injustiças é o próprio ser humano que, usando inadequadamente o seu livre-arbítrio, produz injustiças de toda ordem. Dentro do mecanismo da Lei de Causa e Efeito, percebemos que existem injustiças, mas não existem injustiçados, aqueles que estão sofrendo a ação das injustiças produzidas pelo próprio homem, estão incursos nos mecanismos das expiações.
            É claro que esse fato não isenta aqueles que estão produzindo as injustiças, da responsabilidade pelas suas ações. Quem está passando por uma situação de injustiça, está sofrendo conseqüências de atos praticados por si mesmo.
            A injustiça sofrida hoje, convida a pessoa a refletir sobre o abuso de ontem, levando-a a refletir que não se devem praticar injustiças contra outrem, pois estas geram sofrimentos acerbos para quem é submetido a ela. É o processo da reeducação pela dor. Todos esses processos acabem por ajudar a humanidade a evoluir.
            No universo só existe a unidade do bem, do bom e do belo. A dualidade bem/mal é apenas uma ilusão. O mal, o desamor, a sombra significam ausência transitória do bem, do amor e da luz.
            Tudo ocorre para a unidade. É por isso que Deus permite ao ser humano, na sua simplicidade e ignorância, seguir, se desejar. O caminho do mal, pois Ele sabe que esse mal não é permanente e que dele sempre surgirá o bem. Tudo que ainda há de mal na Terra, é necessário para que fortaleçamos a nossa posição no bem.
            Cada vez mais pessoas se levantam para o bem, a paz, a solidariedade e o amor sejam implantados no seio de toda a sociedade.
            São abalos morais que geram as revoluções sociais que ora estão em curso. Com o objetivo de transformação da Terra em planeta de regeneração.
            Mais cedo ou mais tarde, cada um de nós tomará consciência de si mesmo e todos nos levantaremos para ir ao encontro do Pai amoroso que nos receberá com muito amor e compaixão.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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segunda-feira, 19 de março de 2012

ESTAR E SER


                Um conflito preponderante no comportamento das pessoas imaturas psicologicamente é o medo das críticas. Filho excedente da insegurança, esse fator negativo na conduta humana é responsável por vários dissabores, entre os quais o insucesso nos empreendimentos, ou mesmo a falta de estímulo para tentá-los.           
                Bloqueando-se, pelo injustificável receio das opiniões alheias, o indivíduo recua ante possibilidades enriquecedoras de crescimento interior, de realização, deixando de ser feliz para estar sob tormentos crucificadores. Como efeito, a sua é uma conduta confusa. Fugindo de suas dúvidas, torna-se crítico mordaz dos outros, num processo de transferência de valores internos; procura sempre agradar na presença e faz-se censor na ausência; insatisfeito, é rude com as pessoas que dele dependem, e bajulador em relação aos que acredita superiores; oculta os sentimentos, a fim de poupar-se a comentários desagradáveis, apresentando-se dúbio e melífluo. As suas opiniões têm por meta atender a todos, concordando com ambos litigantes, quando for o caso. Parece um diplomata hábil, não fossem os temores íntimos.
                Seus sentimentos, que poderiam expressar-se, gratificando-se com eles nos confrontos naturais, no êxito ou no insucesso, permanecem-lhe como adversários que devem ser escondidos, sejam quais forem, a fim de não ser descoberta a sua personalidade.
                Gosta de opinar em assuntos que desconhece, como uma compensação ao conflito, estando sempre no que parece, evitando assumir o que é;
                Todos que transitam em experiências humanas, durante o seu curso estão, mas são a soma das mesmas. Conscientizar-se de que se é o que se está constitui desequilíbrio comportamental. O que se está, deixa-se, passa; o que se é, permanece.
                Pode-se nascer enfermo ou sadio, o que significaria ser. Não obstante, através de uma boa programação mental, o ser doente pode transformar-se em apenas estar por um período, sofrer um tipo de conjuntura e deficiência, sendo saudável. Da mesma forma o sadio, face à desorientação de conduta mental, transfere para o estar com saúde, apesar das chuvas de ansiedade.
                Os sentimentos merecem análise cuidadosa, para se fazerem positivos. Sob controle e direcionamento, as emoções se tornam agentes de compensação, de alívio de tensões, de estímulos preciosos para as realizações plenificadoras.
                A autocrítica sincera, os exercícios mentais encorajadores, as conversações edificantes, a naturalidade diante das censuras, proporcionam recursos valiosos para o descobrimento do si, dos seus potenciais disponíveis e ainda não utilizados.
                Uma plena conscientização de que todas as pessoas estão sob o exame de outras – que as criticam por inveja, por despeito, por preguiça mental, por espírito derrotista de competição, embora diversas o façam com sincero desejo de auxiliar, pelo direito de submeterem à prova o que se credencia ao conhecimento público – é de grande utilidade.
                Para ser objeto de crítica, basta destacar-se, sobressair, tornar-se um alvo. É confortador alguém ver-se sob petardos, significando haver rompido o escudo da mesmice, do igual a todos, do não chamar a atenção. É ser alguém, ser especial e até ser único.
                Jamais se agradará a todos os indivíduos. Os padrões de preferência variam ao infinito, nas pessoas que constituem a humanidade. Há uma diferença muito expressiva de óptica emocional, de comportamentos, de aptidões, mesclados aos sentimentos nobres como inferiores, que influem na análise de cada objeto, pessoa ou acontecimento.
                Como se está visto, assim também se vê. Como se está analisando, da mesma forma se analisa. Essa diferente gama de observações, no conjunto se organiza em um painel de comportamento geral.
                Muito saudavelmente age aquele que está em permanente esforço para ser melhor, para conquistar novos patamares, reunindo os tesouros da auto-iluminação. Esse não teme obstáculos, não receia os outros, nem se teme. Renova-se, melhorando o grupo social e o mundo onde está, mas que não lhe pertence, não o detém, nem nele pára. Segue adiante. O seu é o rumo do infinito. Não se ofende, a ninguém magoa; não se limita, a outrem não obstaculiza; não desanima, aos demais não perturba. Está sempre vigilante com seus defeitos e ativo nas ações.
                Psicologicamente, quando se está mal, tem-se a possibilidade de transferir-se para o bem-estar. Se, no entanto, se é mau, a luta para mudança de situação é gigantesca, demorada, até ocorrer uma transformação de profundidade. Quando se está bem, de maneira equivalente é preciso esforço para ser bom, permanecendo útil, agradável, produtivo.
                Os pessimistas e frustrados asseveram que o mundo e a sociedade são maus, responsáveis pelas suas aflições e desditas, quando apenas estão enfermos, em razão daqueles que aqui se hospedam e os constituem, por enquanto, estarem distônicos e fora dos compromissos, diante apenas de alguns que são atrasados, ignorantes e insensíveis. Com o esforço conjugado de todos, porém, ter-se-á uma vida que é bênção e uma humanidade que é boa.

Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis        

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domingo, 18 de março de 2012

PARAISO PERDIDO


                Para que esperarmos que os outros nos digam e ensinem o que está inscrito dentro de nós? Basta observarmos atentamente a voz sapiencial da própria alma.
                Quando deixamos de lado o nosso verdadeiro âmago, esquecemos quem somos  realmente e passamos a viver distanciados de onde saímos – da Casa Paterna.
                Vivemos adormecidos, sem a consciência clara de quem somos, o que e por que fazemos as coisas; vivemos arrastados pelos instintos, praticamente inconscientes, apartados do eu, essência que preside nossa vida interna e externa.
                Para abolirmos o cativeiro da ignorância – que nos impede de desvendar o livro sagrado, ou a imago Dei, que reside em nós – é preciso integrar a compreensão do mundo exterior com o divino existente no reino interior.
                Só se alcança a luz do espírito entesourando os valores e as experiências provenientes da própria busca íntima.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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sábado, 17 de março de 2012

HISTÓRIA - Começando Onde Devia Ter Começado


     Conta-se que as palavras a seguir estão escritas no túmulo de um bispo anglicano, em uma catedral na Inglaterra:
                “Quando eu era jovem, a minha imaginação não tinha limites, sonhava mudar o mundo.
                Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, então restringi um pouco minhas ambições, e resolvi mudar apenas meu país.
                Mas o país também me parecia imutável.
                No ocaso da vida, em uma última e desesperada tentativa, quis mudar minha família, mas eles não se interessavam nem um pouco, dizendo que eu sempre repeti os mesmos erros.
                Em meu leito de morte, enfim descobri: se eu tivesse começado por corrigir meus erros e mudar a mim mesmo, meu exemplo poderia transformar minha família. O exemplo de minha família talvez contagiasse a vizinhança, e assim eu teria sido capaz de melhorar meu bairro, minha cidade, o país e – quem sabe? – mudar o mundo”.

Extraído da revista Bem Estar de 22/05/2011 – encarte do jornal Diário da Região de São José do Rio Preto

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