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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 8 de maio de 2012

O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA II


O ser humano destina-se a patamares mais elevados do que aqueles que norteiam o pensamento materialista, quais sejam, o equilíbrio interior, o domínio de si mesmo, o idealismo, a harmonia pessoal, a boa estruturação psicológica, e, naturalmente, os recursos materiais para tornar esses propósitos realizáveis.
Para tanto, o propósito de vida do jovem deve centrar-se na busca do conhecimento, na vivência das disciplinas morais, a fim de preparar-se para as lutas nem sempre fáceis do processo evolutivo, na reflexão, também na alegria de viver, nos prazeres éticos, na recreação, nos quais encontra resistência e renovação para os deveres que são parte integrante do seu processo de crescimento pessoal.
Somente quem se dispõe a administrar os desafios, consegue planar acima das vicissitudes, que passam a ter o significado que lhes seja atribuído.
Quando se dá a inversão de metas, ou seja, a necessidade de gozo e de desfrutar de todas as comodidades juvenis, antes de equipar-se de valores morais e de segurança psicológica pelo amadurecimento das experiências e vivências, inevitavelmente o sofrimento, a insatisfação, a angústia substituem os júbilos momentâneos e vãos.
O adolescente atual é Espírito envelhecido, acostumado a realizações, nem sempre meritórias, o que lhe produz anseios e desgostos aparentemente inexplicáveis, insegurança e medo sem justificativa, que são remanescentes de sua consciência de culpa, em razão dos atos praticados, que ora veio reparar, superando os limites e avançando com outro direcionamento pelo caminho da iluminação interior, que é o essencial objetivo da vida.
O projeto de uma vida familiar, de prestígio na sociedade, de realizações no campo de atividades artísticas ou profissionais, religiosas ou filosóficas, é credor de carinho e de esforço, porque deve ser fixado nos painéis da mente como desafio a vencer e não como divertimento a fruir. Todo o esforço, em contínuo exercício de fazer e refazer tarefas; a decisão de não abandonar o propósito em tela, quando as circunstâncias não forem favoráveis; o controle dos impulsos que passarão a ser orientados pela razão, ao invés de encontrarem campo na agressividade, na violência, no abuso juvenil, constituem os melhores instrumentos para que se concretize a aspiração e se torne realidade o programa da existência terrena.
O adolescente está em formação e, naturalmente, possuindo forças que devem ser canalizadas com equilíbrio para que não o transtornem, necessita de apoio e de discernimento, de orientação familiar, porque lhe falta a experiência que melhor ensina os rumos a seguir em qualquer tentame de vida.
Nesse período, muitos conflitos perturbam o adolescente, quando tem em mira o seu projeto de vida ainda não definido. Surgem-lhe dúvidas atrozes na área profissional, em relação ao que sente e ao que dá lucro, ao que aspira e ao que se encontra em moda, àquilo que gostaria de realizar e ao aspecto social, financeiro da escolha... Indispensável ter em mente que os valores imediatos sempre são ultrapassados pelas inevitáveis ocorrências mediatas, que chegarão, surpreendendo o ser com o que ele é, e não apenas em relação ao que ele tem.
Caracteriza-se aqui a necessidade da auto-realização em detrimento do imediato possuir, que nem sempre satisfaz interiormente.
Há muitas pessoas que têm tudo quanto a vida oferece aos triunfadores materiais, e, no entanto, não se encontram de bem com elas mesmas.
Outrossim, possuem tesouros que trocariam pela saúde; dispõem de haveres que doariam para fruírem de paz; desfilam nos carros de ouro dos aplausos e prefeririam as caminhadas afetivas entre carinho e segurança emocional...
Desse modo, o projeto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direcionando-lhe os passos para a felicidade.
Os haveres chegam e partem, são adquiridos ou perdidos, porém, o que se é, permanece como diretriz de segurança e mecanismo de paz, que nada consegue perturbar ou modificar.
Para esse cometimento, a boa orientação sexual faz-se indispensável na fase de afirmação da personalidade do adolescente, como ocorre nos mais diferentes períodos da vida física.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA I


            A partir de Freud o conceito de sexo sofreu uma quase radical transformação. O eminente Pai da Psicanálise procurou demonstrar que a sexualidade é algo maior do que se lhe atribuía até então, quando reduzida somente à função sexual. Ficou estabelecido que a mesma tem muito mais a ver com o indivíduo no seu conjunto, do que específica e unicamente com o órgão genital, exercendo uma forte influência na personalidade do ser.
            Naturalmente, houve excesso na proposta em pauta, nos seus primórdios, chegando-se mesmo ao radicalismo, que pretendia ser a vida uma função totalmente sexual, portanto, perturbadora e conflitiva.
Sempre se teve como fundamental que a vida sexual tinha origem na puberdade, no entanto, sempre também se constataram casos de manifestações prematuras do sexo, em razão do amadurecimento precoce das
glândulas genésicas.
A Freud coube a tarefa desafiadora de demonstrar a diferença existente entre a glândula genital, responsável pela função procriadora, e a de natureza sexual, que se encontra ínsita na criança desde o seu nascimento, experimentando as naturais transformações que culminariam na sexualidade do ser adulto. Ainda, para Freud, a função de natureza sexual é resultado da aglutinação de diversos instintos — heranças naturais do trânsito do ser pelas
fases primárias da vida, nas quais houve predominância da natureza animal, portanto, instintiva que se vão transformando, organizando e completando-se até alcançarem o momento da reprodução, igualmente ligada àquele período inicial da evolução dos seres na Terra.
No transcurso desse desenvolvimento dos denominados instintos parciais, muitos fatores ocorrem naturalmente, sendo asfixiados, transferidos psicologicamente, alterados, dando nascimento a inúmeros conflitos da personalidade. A personalidade, desse modo, é o resultado de todas essas alterações que sucedem nas faixas primeiras da vida e que são modificadas, transformadas e orientadas de forma a construir o ser equilibrado.
Trata-se, portanto, de uma força interior que se desenvolve no ser humano e quase o domina por inteiro, estabelecendo normas de conduta e de atividade, que o fazem feliz ou desventurado, saudável ou enfermo.
Para entender esse mecanismo é indispensável remontar às reencarnações anteriores por onde deambulou o Espírito, que se torna herdeiro do patrimônio das suas ações, ora atuantes, como desejos, tendências, manifestações sexuais impulsivas ou controladas.
Houvesse, o eminente vienense, recuado à ancestralidade do ser imortal, superando o preconceito que lhe hipertrofiava a visão científica, reduzindo-a, apenas, à matéria, e teria conseguido equacionar de forma mais segura os problemas do sexo e da sexualidade.
Não obstante, essa força poderosa é que, de certa forma, influencia a vida, no campo das sensações, levando a resultados emocionais que se estabelecem no psiquismo e comandam a existência humana que, mal orientada, pouco difere da animal.
É nesse período, na adolescência, que se determinam os programas, os projetos de vida que se tornarão realidade, ou não, de acordo com o estado emocional do jovem.
Convencionou-se que esses programas existenciais devem ser estruturados na visão ainda imediatista, isto é, no amealhar de uma fortuna, no desfrutar do conforto material, no adquirir bens, no ter segurança no trabalho, na liberalidade afetiva, no prazer... Muitos programas têm sido estabelecidos dentro desses limites, que pareceram dar certo no passado, mas frustraram pessoas que se estiolaram na amargura, no desconforto moral, na ansiedade mal contida.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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domingo, 6 de maio de 2012

A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO IV


Isso porque, invariavelmente, os transtornos de conduta como noutros, sempre existem interferências espirituais infelizes, produzidas por antigos desafetos que ficaram na memória do passado, mas que prosseguem vivos e atuantes, buscando vingar-se dos sofrimentos que lhes foram infligidos por aqueles que agora se lhes transformam em vítimas.
            A obsessão campeia na área do comportamento com mais vigor do que se pode imaginar, sendo, não raro, a causa de maior número de problemas emocionais e psíquicos de que padece a sociedade.
            Os fatores provindos do exterior e do interior, encarregados de os desencadear, encontram-se intimamente gravados nas causas reais desses acontecimentos perturbadores, que muitas vezes se fazem funestos.
            Porque ninguém foge da própria consciência, mesmo quando não se encontra instalada a culpa dos males que foram praticados nas existências passadas, eles permanecem nos arquivos profundos do perispírito, responsável pelas fixações no inconsciente individual, facultando a sincronização com as mentes desencarnadas perversas, mediante o fenômeno da afinidade vibratória.
            A existência humana sempre transcorre através de erros e acertos que oferecem o saldo correspondente à qualidade das ações praticadas.
            Quando essas pertencem ao quadro do bem, elevam o ser, que se reencarna sem as feridas morais trazidas do ontem, portador de recursos saudáveis para o trânsito carnal. No entanto, quando há predominância dos débitos morais, o espírito, ao reencarnar-se, imprime nos tecidos sutis da organização cerebral o esquema de valores que lhe dizem respeito, programando a jornada física.
            Tudo no universo obedece à ordem, ao equilíbrio, aos padrões divinos da justiça e da equanimidade.
            Os infratores das leis sofrem, como é compreensível, o resultado do seu desrespeito a esses códigos inalteráveis.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sábado, 5 de maio de 2012

A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO III


Herdando as suas ações anteriores, positivas e negativas, quando há predominância das prejudiciais, o espírito renasce com as tendências funestas para a depressão, bem como para todos e quaisquer problemas na área da saúde, ou, quando são nobres, enriquecido de valores que o tornam saudável.
            Eis porque se torna indispensável a vivência das atitudes espirituais elevadas, que estimulem pelo pensamento o cérebro à manutenção das monoaminas responsáveis pela harmonia e bem-estar emocional: a serotonina, a noradrenalina, a dopamina.
            Mediante as terapias médicas especializadas, os pensamentos habituais de desprezo por si mesmo, pelo mundo e pelo porvir lentamente cederão lugar à esperança, com algumas alternativas perturbadoras, até se fixarem os ideais de renovação responsáveis pela conquista da saúde.
            Nesse período de terapêutica medicamentosa, nunca esquecer que a interrupção por este ou aquele motivo irá produzir resultados danosos á recuperação, podendo levar o paciente a um estado de cronicidade do distúrbio depressivo.
            Não poucas vezes, a melhora que o enfermo experimenta durante o tratamento proporciona-lhe a idéia falsa da cura, o que lhe faculta a atitude errônea de suspender os medicamentos, que se farão necessários no próximo episódio ou recidiva.
            O contributo da psicoterapia defluente do esforço pessoal em favor da própria cura, das leituras edificantes e estimuladoras, dos objetivos enobrecedores da existência humana, o trabalho artístico em qualquer área, ensejando a instalação da beleza na névoa da depressão, a oração ungida de amor e de confiança em Deus, simultaneamente a recepção de passes e a absorção da água fluidificada são de alta magnitude, favorecendo a reconquista integral da saúde emocional.


(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO II


Quando se cultivam sentimentos agradáveis, o sistema límbico no cérebro é acionado, produzindo bem-estar, mantendo a temperatura em harmonia, afetando desse modo todas as funções orgânicas e, naturalmente, as emocionais.
            Por meio das neurocomunicações, a vida expressa-se no corpo de acordo com as paisagens ancestrais da hereditariedade, das enfermidades infectocontagiosas, dos traumas da infância, dos distúrbios orgânicos, assim como dos conflitos que atormentam o indivíduo, levando à saúde ou aos variados transtornos que lhe afetam a existência.
            O desequilíbrio das funções tireoidianas, as mudanças orgânicas pela menopausa e pela andropausa, o câncer, o abuso do álcool, as doenças cardiovasculares, a idade avançada contribuem de maneira vigorosa para a presença da depressão, que tende a agravar-se conforme o tratamento ou não que se lhe ofereça.
            Como decorrência, surgem os seus sintomas em forma de fadiga, estresse, problemas de alimentação, aumento ou perda de peso, mal-estar generalizado, dificuldade de sono contínuo com episódios de insônia, indigestão, palpitações, dores articulares, disfunção sexual, vertigens, sobretudo desinteresse pela vida.
            A depressão é perversa, porque também se esconde sob máscaras sutis, infelicitando aqueles que lhe tombam nas armadilhas.
            Merece, no entanto, ter-se em mente como preponderantes as heranças das reencarnações transatas que respondem pelos sintomas geradores do tormento depressivo.


(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

A TRAGÉDIA DA DEPRESSÃO I


A cultura contemporânea, ante o utilitarismo de que se faz portadora, emissária do consumismo e da perda de identidade do ser humano, que a todos iguala em padrões de esdrúxulo comportamento, favorece a irrupção pandêmica da depressão, conforme vem assolando em toda parte.
            Propondo o imediatismo como medida salvacionista do caos que se estabelece, em razão da ausência de objetivos relevantes para a existência, estimula a aquisição de recursos que somente proporcionam os meios para o prazer e o narcisismo, o desfrutar dos gozos exaustivos, levando ao estresse, por um lado, quando as dificuldades se apresentam, ou ao tédio, após fruídos continuamente.
            Essa conduta é estimulante aos iniciantes nos jogos dos interesses materiais, sem a experiência, que é fruto dos labores vivenciados na conquista dos ideais mais significativos da sua existência.
            Buscando as sensações fortes do dia a dia, não se preocupam com as emoções superiores da vida a serviço da iluminação pessoal, como conseqüência do conhecimento intelectual e do sentimento profundo do amor, em perfeita identificação de objetivos morais.
            O ser humano encontra-se, quando nessa condição, soterrado sob a força dos desejos primários que o vêm conduzindo pelo amplo período da evolução.
            Ademais dos fatores sociopsicológicos geradores da depressão, é possível acrescentar-se os que se derivam da perda de sentido existencial, da ausência de segurança nos padrões nobres das tradições de beleza e de objetivos dignificantes, da falta de convivência saudável com o próximo, em razão do medo de ser traído, abandonado, explorado ou simplesmente ignorado quando as suas necessidades se impuseram em relação à amizade e ao afeto.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 1 de maio de 2012

A PRECE III


A prece feita em comum é um feixe de vontades, de pensamentos, raios, harmonias e perfumes que se dirige mais poderosamente ao seu alvo. Pode adquirir uma força irresistível, uma força capaz de agitar, de abalar as massas fluídicas. Que alavanca poderosa para a alma entusiasta, que dá ao seu impulso tudo quanto há de grandioso, de puro e de elevado em si!
                A prece é o pensamento inclinado para o bem, é o fio luminoso que liga os mundos obscuros aos mundos divinos, os espíritos encarnados às almas livres e radiantes. Desdenhá-la seria desprezar a única força que nos arranca ao conflito das paixões e dos interesses, que nos transporta acima das coisas transitórias e nos une ao que é fixo, permanente e imutável no universo. Em vez de repelirmos a prece, por causa dos abusos ridículos e odiosos de que foi objeto, não será melhor nos utilizarmos dela com critério e medida? É com recolhimento e sinceridade, é com sentimento que se deve orar. Evitemos as fórmulas banais usadas em certos meios. Nessas espécies de exercícios espirituais, apenas a nossa boca se move, pois a alma conserva-se muda. No fim de cada dia, antes de nos entregarmos ao repouso, perscrutemos a nós mesmos, examinemos cuidadosamente as nossas ações. Saibamos condenar o que for mau, a fim de o evitarmos, e louvemos o que houvermos feito de bom e útil. Solicitemos da Sabedoria Suprema que nos ajude a realizar em nós e ao nosso redor a beleza moral e perfeita. Longe das coisas mundanas, elevemos os nossos pensamentos. Que nossa alma se eleve, alegre e amorosa, para o Eterno. Ela descerá então dessas alturas com tesouros de paciência e de coragem, que tornarão fácil o cumprimento dos seus deveres e da sua tarefa de aperfeiçoamento.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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