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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 10 de maio de 2013

LAPIDANDO NOSSA ESSÊNCIA


Que todos nós temos muitas mazelas a eliminar e que isso nos aponta a condição pouco evoluída que nos encontramos, não é segredo e tampouco novidade. Mas é importante lembrar que o Cristo nos deixou a orientação quanto ao caminho para alcançarmos esta perfeição moral: “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Então, qual é a dificuldade de buscarmos esta transformação moral, que também podemos chamar de reforma íntima?
                Infelizmente trazemos, de muito tempo, uma série de vícios infelizes e daninhos, os quais muitas vezes fazem com que não aproveitemos a oportunidade reencarnatória. Quanta mágoa, ódio, inveja, desejo de vingança e muitos outros sentimentos inferiores ainda fazem parte do nosso dia a dia e, sem dúvida, vencê-los não é fácil. Todavia, se estudarmos todos os vícios, veremos que dentro de cada um, encontramos ele: o egoísmo.
                Na questão 913 de O Livro dos Espíritos, Kardec questiona a espiritualidade sobre qual seria o vício mais radical. A resposta é enfática e clara, pois orientam os benfeitores que quem quiser desde esta vida ir se aproximando da transformação moral, deve expurgar de seu coração todo o sentimento de egoísmo, visto que ele neutraliza todas as outras qualidades. Mas como lidar com o egoísmo? Aplicando em nossas vidas o antagonismo deste mal, ou seja, a caridade.
                Sim, a caridade tão discutida dentro dos centros espíritas é, sem dúvida nenhuma, nosso remédio seguro e eficaz contra as moléstias do egoísmo. Mas quando se lê caridade, a primeira idéia que se tem é de levar o pão a quem tem fome, o agasalho a quem está com frio, o calçado ao pé descalço e etc. realmente, estes atos de solidariedade e amor ao próximo são caridade, mas desde que sejam aplicados com humildade, sem permitir que o auxiliado sinta-se humilhado ou inferiorizado. Este tipo de caridade é necessária e importante, mas a caridade em sua essência vai muito além, ser caridoso é saber ouvir, esperar, compreender, ser fraterno. É amar.
                Ainda em O Livro dos Espíritos, questão 886, encontramos o que é caridade segundo entendia Jesus: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. É fundamentalmente neste conceito de caridade que devemos nos ater, primeiro porque foi o nosso Mestre e Governador do orbe que orientou.
                Além disso, vivenciando a bondade, a tolerância e a compreensão para com todos, isso mesmo, não só com os que nos agradam, estaremos dando os primeiros passos rumo a nossa transformação que deve começar imediatamente, o que se torna mais fácil com as orientações e esclarecimentos que encontramos dentro da Doutrina Espírita, embora demande esforço e comprometimento íntimo.
                Precisamos fazer com que nossa fé se torne ativa, para que ela possa assim como orientou Kardec, “encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade”, o que com certeza não resolverá nossos problemas, porém, nos auxiliará a enxergar estes mesmos problemas, como oportunidades de aprendizado e crescimento. E mudando a forma de ver as coisas, podemos mudar todo o sentido de nossas existências.
                Aproveitemos todo o conhecimento obtido por meio das palestras públicas, da literatura edificante e principalmente dos estudos em grupo que as casas espíritas oferecem, pois assim, alimentamos esta fé raciocinada, a qual nos dará todo suporte para caminharmos firmes e confiantes, buscando ser cada dia mais caridosos e comprometidos co as orientações de Jesus, o que lapidará naturalmente nossas más inclinações, permitindo que conquistemos a arte sublime de amar e que nos conduzirá a transformação moral.

Junior Pinheiro

Fonte: Jornal Verdade e Vida – fev/mar-2013

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

A CONQUISTA DO SELF


Todos necessitamos de viajar para dentro, a fim de nos descobrirmos, desidentificando-nos daquilo que nos oculta aos outros e a nós próprios.
Retraídos, em atitude defensiva, por falso apoio de raciocínios incompletos, preferimos não permitir que pessoa alguma volte a magoar-nos, como outras o fizeram no passado.
Colecionamos, desse modo, ressentimentos e temores que nos levam a um comportamento de autopi­edade, marchando para um estado patológico de autodestruição.
Um enfrentamento consciente com nossas mágo­as irá demonstrar-nos que elas não são verdadeiras, nem têm sentido, sendo fruto da imaturidade e da presunção do ego que se atribui merecimentos que não tem.
Normalmente, o que consideramos desrespeito dos outros em relação a nós, resulta de nossa óptica equivocada ao observar os fatos, de precipitação ou mesmo de certo grau de paranóia.
Constituído por estímulos, o nosso relacionamen­to é malsucedido, porque não sabemos produzir o en­contro, quando nos acercamos de alguém.
Evitando abrir-nos à relação, permanecemos sus­peitosos e a nossa estimulação é negativa, provocan­do uma resposta de rejeição.
Em processo de mudanças constantes, as pes­soas são imprevisíveis, o que é muito bom, pois que esse fenômeno proporciona novos descobrimentos e correções de conceitos.
Quando nos apresentamos a alguém com since­ridade, esse alguém se nos desvela com fidelidade. Um estímulo revigorante e dignificador provoca uma correspondência equivalente.
Ao nos darmos a alguém, conhecido ou não, ofer­tamos uma parte, algo valioso de nós.
Se a outra pessoa não souber responder, não há problema para nós, porque verdadeiramente somos o que expressamos, de que nos não podemos arre­pender, nem nos devemos sentir magoados.
Aceitar o mau humor alheio é sintonizar com ele, permitir que nos digam e imponham como devemos agir e nos comportar.
A nossa contribuição à sociedade é preservar-lhe a saúde na forma do inter-relacionamento pessoal, educando os rudes e medicando os enfermos, os anti-sociais.
A mágoa é conseqüência da imaturidade psico­lógica e a atitude retraída, desconfiada, resulta de predominância da nossa natureza animal sobre a na­tureza espiritual.
A conquista do self com todos os seus atributos e possibilidades constitui a meta primordial da existência terrena, em cuja busca devemos investir todo o potencial humano, emocional, moral, intelectual.
Considerando-nos em constante processo de crescimento, que decorre das experiências vividas e dos conhecimentos hauridos, a nossa busca do ser espiritual que somos, torna-se-nos imprescindível.
A vigilância em torno das armadilhas do ego, há­bil disfarçador de propósitos, constitui-nos um moti­vo para superá-lo, a fim de fruirmos felicidade real.
Nesse sentido, a desidentificação dos apegos e paixões surge como passo decisivo no programa de libertação. Para o desiderato, o amor-próprio deve ser revisto, a fim de ser substituído pelo auto-amor pro­fundo, sem resquícios egoísticos, geradores do per­sonalismo doentio que nos leva a conflitos perfeita­mente evitáveis.
A reencarnação tem como objetivo a autoconquis­ta, que propicia a realização intelecto-moral recomenda­da por Allan Kardec como indispensável à sabedoria, que sintetiza a aquisição do conhecimento com o amor.
Quando essa meta não é alcançada, reencarna-se o ser e desencarna para retornar, em verdadeira roda de samsara, até quando as Leis estabelecem ex­piações lenificadoras que interrompem o círculo vici­oso, para fomentar o progresso.
Surge o imperativo da dor em lugar do amor, ex­pressão inevitável para o progresso constante dos Estatutos Divinos.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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terça-feira, 7 de maio de 2013

SAUDAÇÕES

Toda saudação deve basear-se em pensamentos de paz e alegria.
Pense no seu contentamento quando alguém lhe endereça palavras de afeto e simpatia, e faça o mesmo para com os outros.
Mobilize o capital do sorriso e observará que semelhante investimento lhe trará preciosos rendimento de colaboração e felicidade.
Uma frase de bondade e compreensão opera prodígios na construção do êxito.
Auxilie aos familiares com a sua palavra de entendimento e esperança.
Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece o dia, à maneira do Sol:  esquecendo a sombra e brilhado de novo.

Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz


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segunda-feira, 6 de maio de 2013

ENTUSIASMO


Com entusiasmo confia e seve, luta e ama, alegra-se e mantém-te em paz.
            Com entusiasmo ajuda o teu próximo, compreendendo-lhe a posição, quando se te faça inamistoso, agressivo, perturbador.
            Torna-te exemplo de paz e o teu entusiasmo se transformará em uma sinfonia que sensibilizará outros corações em expectativa e em incerteza a respeito da vida.
            Canta com entusiasmo a sublime balada que se encontra na fé em Deus, e as ocorrências funestas serão transformadas em bênçãos de harmonia pelo teu percurso de crescimento espiritual.

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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domingo, 5 de maio de 2013

CHAMAMENTO E SERVIÇO

Cada criatura na Terra guarda consigo o título adequado com que a vida lhe assinala a tarefa pessoal e intransferível.
O professor que ensina.
O médico que redime a saúde.
O sacerdote que orienta os interesses do espírito.
O juiz que preserva o direito.
O artista que plasma o sentimento.
O construtor que levanta o templo do lar.
O operário que atende ao trabalho a que se destina.
O semeador que assegura a bênção do pão.
Aqui é o título do pai de família, definindo os sacrifícios que um homem é constrangido a fazer no reduto doméstico, além é a missão de amor conferida à mulher na posição de mãe e esposa, irmã e enfermeira, educadora e socorrista, amparando corações abatidos e sustentando almas frágeis.
Não julgues que os chamados para a edificação do Reino de Deus atinja simplesmente as pessoas categorizadas no plano da atividade religiosa.
A conscrição do Evangelho abrange a todos.
Todos somos convidados pelos desígnios do Senhor, a expressar-nos, através dos acontecimentos e circunstâncias da marcha humana, para o ministério que a Humanidade exige de nós, em favor do concerto da paz, em seus mecanismos, que devem gerar o progresso e o bem para todas as criaturas.
Satisfaze, desse modo, ao serviço imediato que a hora te apresenta, na certeza
de que as obrigações retamente cumpridas são os únicos degraus para a verdadeira ascensão.
Não procures os cimos do mundo ao preço de mentira e de astúcia, porque ninguém trai os imperativos da vida.
Debalde o despotismo guardará o poder e em vão a sovinice conservará o ouro
da Terra, de vez que amanhã o toque simples da enfermidade ou da morte, situará o ímpio e o onzenário no lugar que lhes é próprio.
Atende com amor e perseverança ao chamamento do Céu, que te confiou essa
ou aquela obra a fazer, ainda mesmo que isso te imponha temporais de lágrimas ao campo do coração, porquanto, somente com o dever irrepreensivelmente executado candidatar-te-ás à eleição para as obras sublimes da Vida Maior.
Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreende.

Emmanuel

Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos

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sábado, 4 de maio de 2013

EM SILÊNCIO


"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:6.)

Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não
dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...
Vai e serve.
Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.

Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


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sexta-feira, 3 de maio de 2013

INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS SAGRADOS


“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação.” — (2ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 1, versículo 20.)

Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Sua luz imperecível brilha sobre os milênios terrestres, como o Verbo do princípio, penetrando o mundo, há quase vinte séculos.
Lutas sanguinárias, guerras de extermínio, calamidades sociais não lhe modificaram um til nas palavras que se atualizam, cada vez mais, com a
evolução multiforme da Terra. Tempestades de sangue e lágrimas nada mais fizeram que avivar-lhes a grandeza. Entretanto, sempre tardios no aproveitamento das oportunidades preciosas, muitas vezes, no curso das existências renovadas, temos desprezado o Caminho, indiferentes ante os patrimônios da Verdade e da Vida.
O Senhor, contudo, nunca nos deixou desamparados.
Cada dia, reforma os títulos de tolerância para com as nossas dívidas; todavia, é de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal e reeducar a nós mesmos, ao contacto do Mestre Divino. Ele é o Amigo Generoso, mas tantas vezes lhe olvidamos o conselho que somos suscetíveis de atingir obscuras zonas de adiamento indefinível de nossa iluminação interior para a vida eterna.
No propósito de valorizar o ensejo de serviço, organizamos este humilde trabalho interpretativo, sem qualquer pretensão a exegese.
Concatenamos apenas modesto conjunto de páginas soltas destinadas a meditações comuns.
Muitos amigos estranhar-nos-ão talvez a atitude, isolando versículos e conferindo-lhes cor independente do capítulo evangélico a que pertencem. Em certas passagens, extraímos daí somente frases pequeninas, proporcionando-lhes fisionomia especial e, em determinadas circunstâncias, as nossas considerações desvaliosas parecem contrariar as disposições do capítulo em que se inspiram.
Assim procedemos, porém, ponderando que, num colar de pérolas, cada qual tem valor específico e que, no imenso conjunto de ensinamentos da Boa Nova, cada conceito do Cristo ou de seus colaboradores diretos adapta-se a determinada situação do Espírito, nas estradas da vida. A lição do Mestre, além disso, não constitui tão-somente um impositivo para os misteres da adoração. O Evangelho não se reduz a breviário para o genuflexório. É roteiro imprescindível para a legislação e administração, para o serviço e para a obediência. O Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. Toda a Terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho, ao mesmo tempo. Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas é que temos naufragado mil vezes, por nossa própria culpa. Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino.
Muitos discípulos, nas várias escolas cristãs, entregaram-se a perquirições teológicas, transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra; no entanto, espera o Cristo venhamos todos a converter-lhe o evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece, em livro escolar no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.
Embora esclareça nossos singelos objetivos, noto, antecipadamente, ampla perplexidade nesse ou naquele grupo de crentes.
Que fazer? Temos imensas distâncias a vencer no Caminho, para adquirir a Verdade e a Vida na significação integral.
Compreendemos o respeito devido ao Cristo, mas, pela própria exemplificação do Mestre, sabemos que o labor do aprendiz fiel constitui-se de adoração e trabalho, de oração e esforço próprio.
Quanto ao mais, consola-nos reconhecer que os Textos Sagrados são dádivas do Pai a todos os seus filhos e, por isso mesmo, aqui nos reportamos às palavras sábias de Simão Pedro: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.”
EMMANUEL
Pedro Leopoldo, 2 de setembro de 1948.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


Comentários Haroldo Dutra Dias:
Declaração de princípio, os textos sagrados são patrimônio da humanidade. O roteiro para a interpretação de toda a escritura. É a vida de Jesus. É na sua exemplificação que nós encontramos a chave para entender o que Ele e seus colaboradores disseram.
Cada frase do Evangelho representa um norte para determinada situação do espírito nas estradas da vida.



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