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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 7 de julho de 2013

HISTÓRIA - O PIANO

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. 

Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito: "PROIBIDA A ENTRADA". 

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. 

De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão". 

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino: 
- Não pare, continue tocando . 

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa. 

O público estava perplexo. É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. 

Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido: 
- Não pare, continue tocando. 

Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas. 



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sábado, 6 de julho de 2013

COM ALTA SIGNIFICAÇÃO

           
Todos aqueles que transitam aureolados pelas quimeras nos carros reluzentes das terrestres vitórias não podem eximir-se à desencarnação que os reduz a pó no túmulo, onde se misturam com os párias e os desprezados, aos quais, jamais concederam nenhuma atenção.
            A partir dali, com os tesouros que transferiram do mundo e com eles seguem, avançam em direções diferentes, rumando para a imortalidade que a todos aguarda.
            Não te deixes, desse modo, enganar pelos vãos triunfos.
            O tesouro verdadeiro, aquele que te fará feliz, será o que obterás em relação às tuas imperfeições morais.
            Treina, portanto, realizações simples e sem destaques, a fim de que, chamado a assumir graves responsabilidades, quando ocorrer, estejas habilitado pelas conquistas humanas logradas nas realizações humildes e de alta significação.

Do livro: Entrega-te a Deus

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

NO CULTO DA CARIDADE

Emmanuel
Aprendamos a auxiliar para que a nossa dádiva não se transforme em espinho, envenenando as chagas alheias.
A caridade não surge apenas na doação de ordem material.
É serviço de cada instante e apoio de cada dia.
Não comentes o mal para que o mal não se estenda, não te refiras à sombra para que a sombra te não envolva o caminho.
Ao pé dos semelhantes cala o impulso da maldição que começa na leviandade e na crítica.
Se junto aos doentes, não te reportes à enfermidade, se respirando entre ignorantes não reproves aqueles que ainda se movimentam nas trevas.
Não insistas, destacando a perversidade e o infortúnio, embora a vida nos determine o dever de extinguir a penúria e sanar a dor.
Lembra-te de que é preciso esquecer a própria superioridade, para que a lição não se converta em orgulho e que é necessário ofuscar o nosso propósito de evidência para que o ensejo da luz favoreça os necessitados de confiança.
Não vale socorrer desesperando ou ferindo...
Quase sempre a carência do próximo prescindirá do teu ouro, desde que saibas soerguê-la ao teu próprio nível, a fim de que se dignifique para o trabalho e se restaure para o sol da esperança.
Ocultar a mão esquerda para que a mão direita não te conheça a beneficência não é simplesmente atitude de respeito e fraternidade na assistência comum, mas também apelo do Cristo à nossa humildade para que nos amparemos reciprocamente, sabendo que a fraqueza dos caídos de hoje pode ser a nossa fraqueza nos embates da alma que a vida nos oferecerá de futuro, e que apenas praticaremos o amor, em nos compreendendo e ajudando uns aos outros por verdadeiros irmãos.
Ainda mesmo que todas as circunstâncias te hostilizem, ajuda sempre.


Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos

quinta-feira, 4 de julho de 2013

MARCAS

"Desde agora ninguém me moleste, porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus." -Paulo. (GÁLATAS, 6:17.)

Todas as realizações humanas possuem marca própria.
Casas, livros, artigos, medicamentos, tudo exibe um sinal de identificação aos olhos atentos.
Se medida semelhante é aproveitada na lei de uso dos objetos transitórios, não se poderia subtrair o mesmo princípio, na catalogação de tudo o que se refira à vida eterna.
Jesus possui igualmente os sinais dEle.
A imagem utilizada por Paulo de Tarso, em suas exortações aos gálatas, pode ser mais extensa.
As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum.
Em cada situação, o homem pode revelar uma demonstração do Divino Mestre.
Jesus forneceu padrões educativos em todas as particularidades da sua passagem pelo mundo. O Evangelho no-lo apresenta nos mais diversos quadros, junto ao trabalho, à simplicidade, ao pecado, à pobreza, à alegria, à dor, a glorificação e ao martírio. Sua atitude, em cada posição da vida, assinalou um traço novo de conduta para os aprendizes.
Todos os dias, portanto, o discípulo pode encontrar recursos de salientar suas ações mais comuns com os registros de Jesus.
Quando termine cada dia, passa em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar. Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


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quarta-feira, 3 de julho de 2013

TRABALHO

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho
também.” — (João, capítulo 5, versículo 17.)

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.
Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido.
A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.
O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.
De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.
Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”.
Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.
Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.
Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando.
Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


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terça-feira, 2 de julho de 2013

GENERALIDADES SOBRE OS ANIMAIS

Eu tenho um hábito de recolher animais que vejo na rua, moro em um apartamento pequeno e os vizinhos reclamam do barulho que fazem, mas não consigo deixar de cuidar deles quando vejo algum animal perdido. Será que isso é normal? Será que sou maluca?
            As pessoas que alcançaram o entendimento de que os animais são seres que pensam, sentem e sofrem, desejam profundamente tirá-los de situações de sofrimento, pois são capazes de se verem no lugar deles e gostariam que todos sentissem o mesmo que ela. No entanto, nem todos tem esta sensibilidade e compaixão pelos animais, por isso não compartilham do mesmo ponto de vista. Ao contrário do que gostaríamos e esperamos das pessoas, alguns agem de modo crítico, classificando os que agem em favor dos animais como desequilibrados mentais ou fanáticos ou outras classificações pejorativas. Entretanto, essa compaixão não deve ser o objetivo de vida da pessoa, pois nosso mundo é imperfeito e não deve ser corrigido por uma única pessoa. Não podemos consertar o mundo, que nós mesmos deixamos assim. Se fizermos o que estiver dentro de nossos limites e possibilidades, que não causem desequilíbrios emocionais reais ou problemas com os familiares, estaremos fazendo bastante. Vivemos neste mundo onde o amor ao próximo está em via de se consolidar, requer ainda que os exemplos sejam o motor que fará com que as pessoas acordem para essa realidade, mas o exemplo precisa ser necessariamente de equilíbrio. Se nos tornarmos recolhedores compulsivos de animais que encontram os nas ruas, certamente não seremos bons exemplos às pessoas que talvez tenham o potencial para nos seguir.
            Isso vale não somente em relação ao assunto que discorremos, mas em relação a tudo na vida, pois o equilíbrio de pensamentos e atos é de importância vital. Todos os excessos são prejudiciais. Podemos dizer que colher animais abandonados é um ato louvável, mas desde que se faça de modo consciente e dentro do limite de nossas possibilidades.

Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

CRÍTICA III

     
Os críticos são especialistas em detectar e resolver os problemas que não lhes dizem respeito, mas, contrariamente, possuem uma grave dificuldade e aceitar a sua própria problemática existencial.
                A Lei Divina nos dá o livre-arbítrio para escolhermos e concretizarmos nosso programa de aprendizagem, ou seja, livre opção para elegermos o caminho a ser percorrido, para expandirmos nossa consciência. O plano de instrução nos oferecerá duas possibilidades básicas, a saber: a aprendizagem consciente e a inconsciente.
                A aprendizagem consciente é aquela em que estamos prontos para agir e resolver as coisas, mediante uma assimilação atuante ou uma participação voluntária.
                A aprendizagem inconsciente é a que entrará em vigor, automaticamente, quando desprezamos, conscientemente, a resolução e compreensão do nosso roteiro de instrução. Em resumo: o sofrimento sempre entra em ação, quando não aprendemos espontaneamente.
                O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional; portanto, sua possibilidade de integralizar novos conceitos e experiências é quase nula. Quanto mais ele projeta a culpa e a acusação ao mundo exterior, recusando cumprir sua aprendizagem conscientemente, mais sofrerá com os reflexos de suas atitudes.
                Jesus Cristo, conhecendo os traços de caráter da humanidade terrena em evolução, advertiu-os: “Ouvi-me, vós todos, e compreendei. Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem”.
                A tendência em julgar e criticar os outros, com intenção maldosa, recebe a denominação de malícia; em outras palavras, o indivíduo nessas condições vê os outros com os olhos da própria maldade.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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