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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 10 de agosto de 2013

LEVANTAI OS OLHOS

"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." - Jesus. (JOÃO, 4:35.)

O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não
podemos estacionar numa ou noutra expressão.
Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas. É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão-somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono... Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!... Olha para o alto! ... Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ESFORÇO E ORAÇÃO

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E,
chegada já a tarde, estava ali só.” — (MATEUS, capítulo 14, versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer.
E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


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terça-feira, 6 de agosto de 2013

GENERALIDADES SOBRE OS ANIMAIS

Por que o ser humano que tem tanta inteligência não sabe expressar o amor incondicional como os animais?
            É difícil encontrar alguém que tenha amor incondicional pelos animais na mesma proporção que eles têm por nós. Eles quando se associam aos seres humanos o fazem por simples afinidade e pureza de sentimentos de confiança,sem visar alguma vantagem ou benefício próprio em detrimento do outro. Quando um animal sente afinidade por alguém, podemos dizer que é sincero. Não existem interesses escusos. Prova disso é o encontro de animais que acompanham pessoas moradoras de rua e que são seus companheiros. Quando nos associamos a algum animal, dificilmente o fazemos com desinteresse e pureza de sentimentos. Em geral os queremos por perto para nos fazer companhia, proteger a casa ou outros motivos. O sentimento nosso para com eles surge no decorrer do tempo e da convivência, enquanto que o sentimento deles é espontâneo e instantâneo. Acredito que a inteligência do ser humano se configure como um impedimento para manifestar nossos sentimentos de forma integral, como fazem os animais, pois à medida que pensamos, também dividamos e desconfiamos. Os animais simplesmente amam e não questionam a origem desse amor, amam a nós como somos, sem preconceitos.


Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ILUSÃO III

       
Todos os seres humanos nascem com reações emocionais. Encontramos nos bebes emoções de raiva, quando estão impedidos de andar, pegar, brincar, ou seja, movimentar-se livremente. Verificamos também emoções de medo, quando ficam sem apoio, quando se sentem abandonados ou diante de barulhos fortes.
                Na infância, se as emoções forem impedidas de se manifestar, irão ocasionar sérios danos no desenvolvimento psicoemocional do adulto, constituindo-se-lhe um obstáculo para atingir a auto-segurança.
                A raiva ou o medo são emoções que proporcionam um certo estado de alerta, que nos mantêm despertos. Sem eles, ficamos impotentes e não conseguimos proteger nossa integridade física nem a psicológica das ameaças que enfrentamos na vida. São eles que nos orientam para a defesa ou para a fuga em situações de risco.
                Obviamente, não estamos fazendo alusão às emoções patológicas e irracionais, mas àquelas que,naturais, são essenciais ao crescimento e desenvolvimento dos seres humanos.
                Nossos sentidos são tudo o que temos para perceber os recados da vida; contê-los seria o mesmo que destruir o elo com nossa intimidade.
                Não sentir é viver em constante ilusão, distanciado do verdadeiro significado da vida. A repressão das emoções inibe o ritmo e a pulsação interna, limita a vitalidade e reduz a percepção. Quando reprimimos uma emoção, por certo estaremos reprimindo muitas outras. Ao reprimirmos nossas emoções básicas (medo e raiva), certamente estaremos reprimindo também as emoções da afetividade. Infelizmente, não conseguiremos lidar com as dificuldades e encontrar soluções, se perdermos o contato com as leis da natureza, aliás criadas por Deus e que nos regem a todos. É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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domingo, 4 de agosto de 2013

ILUSÃO II

      
Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro. O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio. São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais.se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio.
                Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido. São os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos sociais e, inquestionavelmente, são necessários à harmonia da comunidade.
                As emoções são simplesmente emoções. É importantíssimo aprendermos a perdoar e sermos compreensivos, desde que façamos isso agindo por livre escolha, não por medo ou por autonegação emocional. Na maioria dos casos, damos a outra face, não por uma capacidade de livre expressão e consciência, mas usando falsas atitudes de compreensão e espontaneidade.
                Para que nossos atos e comportamentos sejam verdadeiros, as emoções devem ser percebidas como são e totalmente reconhecidas pela nossa personalidade, a fim de que nossa expressão seja natural, fácil e apropriada às situações.
                Identificar uma emoção é diferente de suportá-la. Na identificação, nós a reconhecemos e, a partir daí, agimos ou não; suportar a emoção significa ignorá-la ou simplesmente tentar eliminá-la.
                Censurar as emoções é ilusão; seria o mesmo que censurar a próprias natureza. Habitualmente, os pais costumam repreender o filho dizendo que não deveria ter raiva ou medo. Por certo, condenam as crianças por essas emoções e as obrigam a escondê-las, porém eles não conseguem extirpá-las. Ao punirem seus filhos, por estes expressarem suas emoções naturais, talvez não estejam usando o melhor método educativo. Não seria melhor ensinar-lhes os códigos do bom comportamento social, deixando que seu modo de ser flua com naturalidade e equilíbrio, sem anular a personalidade ou torná-los submissos?

(continua)

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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sábado, 3 de agosto de 2013

ILUSÃO I

          
               As ilusões que criamos servem-nos, de certa forma, de defesas contra nossas realidades amargas. Embora possam, por um lado, nos poupar das dores momentaneamente, por outro, nos tornam prisioneiros da irrealidade. Para possuir uma mente sã, é preciso que tenhamos a capacidade de aceitação da realidade, jamais fugindo dela.
                Muitos de nós conservam a ilusão de que a posse material proporciona a felicidade; de que o poder e a fama garantem o amor; de que a força bruta lhes daria uma integral gratificação na vida. Quase sempre, desenvolvemos essas ilusões na infância com nossos pais, professores, outros parentes, como sendo reais ensinamentos, quando, em verdade, não passam de crenças distorcidas de indivíduos que tinham o dinheiro e o sexo como divindades supremas.
                Mesmo quando crescidos e maduros, sentimos medo de abandoná-las. Não será fácil renunciarmos  a essas ilusões, se não nos conscientizarmos de que a alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a mente os percebe. Enquanto usarmos nossa mente, sem que elar esteja ligada a nossos sentidos mais profundos, ficaremos agarrados a esses valores ilusórios.
                Às vezes, na denominada educação ou norma social, assimilamos as ilusões dos outros como sendo realidades. Aprendemos, desde a mais tenra idade, que certas emoções são ruins, enquanto outras são boas. Importa considerar, no entanto, que as emoções são amorais e que senti-las é muito diferente do agir com base nelas, eis quando passam a ser uma questão moral/social.

(continua)

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A VIDA NO ALÉM III


O espírito adiantado possui fontes de sensações e de percepções infinitamente mais extensas, mais intensas do que as do homem terrestre.  Quanto à diferença de percepção nas impressões, já podemos fazer uma idéia pelos sonhos chamados “emotivos”. A alma, quando está desprendida, embora parcialmente, não somente percebe, mas também sente com uma intensidade mais viva que no estado de vigília. Cenas, imagens, quadros que, quando estamos acordados, nos impressionam fracamente, tornam-se no sonho causas de alta satisfação ou de vivo sofrimento. Isso nos dá uma idéia do que pode ser a vida do espírito e seus modos de sensação quando, livre do envoltório carnal, sua memória e sua consciência recuperam a plenitude de suas vibrações. Compreendemos desde então como a reconstituição das lembranças do passado pode se tornar uma fonte de tormentos. A alma traz em
si mesma seu próprio juiz, a marca gravada e infalível de suas obras, boas ou más.
Isso foi constatado em acidentes que podiam ter causado a morte. Em certas quedas, durante a trajetória do corpo humano a partir de um ponto elevado acima do solo, ou então na asfixia por submersão, a consciência superior da vítima passa em revista toda a vida passada com uma rapidez espantosa. Ela a revê completamente
em poucos segundos, nos seus mínimos detalhes.
Tudo o que o espírito fez, quis, pensou reflete-se nele. Semelhante a um espelho, a alma reflete todo o bem e todo o mal realizados. Essas imagens nem sempre são subjetivas; pela intensidade da vontade, podem revestir um caráter substancial. Elas vivem e se manifestam, para nossa felicidade ou nosso castigo.
Tendo se tornado transparente no além, a alma julga a si mesma, assim como é julgada por todos aqueles que a contemplam. Apenas em presença de seu passado, vê reaparecer todos os seus atos e suas conseqüências, todos os seus erros, até
mesmo os mais ocultos. Para o criminoso não há descanso nem esquecimento; sua consciência, como um justiceiro impiedoso, o persegue incessantemente. Em vão procura escapar às suas obsessões; seu suplício só poderá acabar se o remorso se
converter em arrependimento e se ele aceitar novas provas terrestres, o único meio de reparação e de regeneração.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS


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