- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

TECNOLOGIA E RESPONSABILIDADE

    
           Ao evangelho de Jesus, desvestido das indumentárias luxuosas e equivocadas com que o sombrearam através dos séculos, cabe a tarefa de oferecer o amor como solução para os graves problemas que aturdem e desorientam as massas.
            Administradas as notáveis conquistas da inteligência pela suavidade dos sentimentos enobrecidos, que a todas as criaturas unirá como irmãs, as lições insubstituíveis do Sermão da montanha preencherão o vazio existencial e reunirão os seres humanos numa grande família, apesar das suas diferenças compreensíveis, dando lugar ao mundo de regeneração que se aproxima.
            Respeitando, desse modo, os incomparáveis tesouros da ciência e da tecnologia, aguardamos a ocorrência dos valores sublimes do amor, gerando a bioética que preserva a vida em qualquer circunstância e a torna mais digna de ser exercida.

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


x_3c9af347

domingo, 11 de agosto de 2013

O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

Emmanuel                                       
Muitas vezes, disse-nos o Senhor: - “O Reino de Deus está próximo.”
E até hoje milhares de criaturas aguardam-lhe a vinda, através de espetaculosos eventos exteriores.
Muitos esperam-no, por intermédio de cataclismos inomináveis e mentalizam telas fantasmagóricas, incompatíveis com a Divina Misericórdia que nos preside os destinos...
Trovões ribombando no firmamento...
Maremotos e terremotos...
Raios destruidores a se derramarem do céu...
Multidões amotinadas promovendo devastações e ruínas...
Fluidos comburentes na atmosfera, transformando-a em fogo devorador...
Bombas fulminantes aniquilando nações inteiras...
E contam, quase sempre, com o absurdo e com o fantástico, para que se sintam no portal da grande transformação.
Sem dúvida que semelhantes flagelos podem sobrevir a qualquer momento na experiência das criaturas e no campo da natureza, contudo, longe de significarem o Reino Divino apenas revelam imperativos de nova luta e com serviço mais áspero para quantos se enfileiram nos quadros evolutivos da Humanidade.
O Reino de Deus está próximo, sim, mas, antes de tudo, em nossa capacidade de construí-lo por dentro de nós, através do céu que possamos oferecer à alma do próximo.
Atendamos ao cumprimento do dever que a vida nos atribui, colaborando quanto possível pela vitória do bem a atender o amor que o Mestre nos legou e alcançaremos, com a urgência possível, o clima celestial para nós e para os outros.
É por isso que Jesus igualmente foi positivo e justo quando afirmou: “Quando se vos disser o Reino de Deus permanece ali ou acolá não acrediteis, porque, em verdade, o Reino de Deus está dentro de vós.”

Fonte: Irmão – Chico Xavier/Espíritos Diversos

Comentários Haroldo Dutra Dias


Emmanuel faz referência a um versículo do Evangelho que pode ser encontrado em Marcos (1:15), Mateus (4:17) e Lucas (17:21): O reino de Deus não vem de modo visível, nem dirão, vede aqui ou vede ali, pois o reino de Deus está dentro de nós. Marcos diz: está completado o tempo e está próximo o reino de Deus, arrependei-vos e crede no evangelho. O evangelho de Marcos é uma transcrição da memória e da experiência de Pedro, é um evangelho dinâmico. Marcos conta um caso após o outro, uma ação após a outra. É como se você presenciasse um filme de ação bastante movimentado. No evangelho de Marcos, vamos encontrar Jesus agindo, agindo, agindo aqui e acolá, dando um evangelho colorido. E desse texto fundamental do capítulo 1, o reino de Deus está próximo, Emmanuel sutilmente conecta esse versículo com o do capítulo 17 de Lucas, para dizer que se o Reino de Deus está próximo, ele não é encontrado fora, mas dentro de nós. Assim, se nesse momento de transição nós podemos esperar alguns cataclismos, algumas dificuldades individuais e coletivas, é preciso considerar que a misericórdia divina preside os destinos individuais e coletivos. De modo que seria muito importante interpretarmos essa lição como de transformação pessoal: o reino de Deus que está próximo é aquele que vai se implantar no coração de cada um de nós. Essa ligação que Emmanuel faz de duas passagens do evangelho, mostra a sutileza, a metodologia e a beleza do seu comentário. É por essa razão que nós espíritas devemos evitar as interpretações catastróficas e precisamos, nesse momento de transição planetária, confiarmos na misericórdia divina, que sempre abre caminhos infinitos ao progresso. E se o nosso coração estiver receptivo, se a nossa alma esvaziar-se da teimosia a bondade de Deus reservará caminhos menos ásperos para todos nós. Porque se edificarmos o reino de Deus na intimidade do coração, não necessitaremos de nenhum mister para acordar o nosso espírito.


x_3c9af347

sábado, 10 de agosto de 2013

LEVANTAI OS OLHOS

"Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa." - Jesus. (JOÃO, 4:35.)

O mundo está cheio de trabalhos ligados ao estômago.
A existência terrestre permanece transbordando emoções relativas ao sexo.
Ninguém contesta o fundamento sagrado de ambos, entretanto, não
podemos estacionar numa ou noutra expressão.
Há que levantar os olhos e devassar zonas mais altas. É preciso cogitar da colheita de valores novos, atendendo ao nosso próprio celeiro.
Não se resume a vida a fenômenos de nutrição, nem simplesmente à continuidade da espécie.
Laborioso serviço de iluminação espiritual requisita o homem.
Valiosos conhecimentos reclamam-no a esferas superiores.
Verdades eternas proclamam que a felicidade não é um mito, que a vida não constitui apenas o curto período de manifestações carnais na Terra, que a paz é tesouro dos filhos de Deus, que a grandeza divina é a maravilhosa destinação das criaturas; no entanto, para receber tão altos dons é indispensável erguer os olhos, elevar o entendimento e santificar os raciocínios.
É imprescindível alçar a lâmpada sublime da fé, acima das sombras.
Irmão muito amado, que te conservas sob a divina árvore da vida, não te fixes tão-somente nos frutos da oportunidade perdida que deixaste apodrecer, ao abandono... Não te encarceres no campo inferior, a contemplar tristezas, fracassos, desenganos!... Olha para o alto! ... Repara as frondes imortais, balouçando-se ao sopro da Providência Divina!
Dá-te aos labores da ceifa e observa que, se as raízes ainda se demoram presas ao solo, os ramos viridentes, cheios de frutos substanciosos, avançam no Infinito, na direção dos Céus.


Fonte: Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel


x_3c9af347

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ESFORÇO E ORAÇÃO

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E,
chegada já a tarde, estava ali só.” — (MATEUS, capítulo 14, versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer.
E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


x_3c9af347

terça-feira, 6 de agosto de 2013

GENERALIDADES SOBRE OS ANIMAIS

Por que o ser humano que tem tanta inteligência não sabe expressar o amor incondicional como os animais?
            É difícil encontrar alguém que tenha amor incondicional pelos animais na mesma proporção que eles têm por nós. Eles quando se associam aos seres humanos o fazem por simples afinidade e pureza de sentimentos de confiança,sem visar alguma vantagem ou benefício próprio em detrimento do outro. Quando um animal sente afinidade por alguém, podemos dizer que é sincero. Não existem interesses escusos. Prova disso é o encontro de animais que acompanham pessoas moradoras de rua e que são seus companheiros. Quando nos associamos a algum animal, dificilmente o fazemos com desinteresse e pureza de sentimentos. Em geral os queremos por perto para nos fazer companhia, proteger a casa ou outros motivos. O sentimento nosso para com eles surge no decorrer do tempo e da convivência, enquanto que o sentimento deles é espontâneo e instantâneo. Acredito que a inteligência do ser humano se configure como um impedimento para manifestar nossos sentimentos de forma integral, como fazem os animais, pois à medida que pensamos, também dividamos e desconfiamos. Os animais simplesmente amam e não questionam a origem desse amor, amam a nós como somos, sem preconceitos.


Fonte: A Espiritualidade dos Animais – Marcel Benedeti


x_3c9af347

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ILUSÃO III

       
Todos os seres humanos nascem com reações emocionais. Encontramos nos bebes emoções de raiva, quando estão impedidos de andar, pegar, brincar, ou seja, movimentar-se livremente. Verificamos também emoções de medo, quando ficam sem apoio, quando se sentem abandonados ou diante de barulhos fortes.
                Na infância, se as emoções forem impedidas de se manifestar, irão ocasionar sérios danos no desenvolvimento psicoemocional do adulto, constituindo-se-lhe um obstáculo para atingir a auto-segurança.
                A raiva ou o medo são emoções que proporcionam um certo estado de alerta, que nos mantêm despertos. Sem eles, ficamos impotentes e não conseguimos proteger nossa integridade física nem a psicológica das ameaças que enfrentamos na vida. São eles que nos orientam para a defesa ou para a fuga em situações de risco.
                Obviamente, não estamos fazendo alusão às emoções patológicas e irracionais, mas àquelas que,naturais, são essenciais ao crescimento e desenvolvimento dos seres humanos.
                Nossos sentidos são tudo o que temos para perceber os recados da vida; contê-los seria o mesmo que destruir o elo com nossa intimidade.
                Não sentir é viver em constante ilusão, distanciado do verdadeiro significado da vida. A repressão das emoções inibe o ritmo e a pulsação interna, limita a vitalidade e reduz a percepção. Quando reprimimos uma emoção, por certo estaremos reprimindo muitas outras. Ao reprimirmos nossas emoções básicas (medo e raiva), certamente estaremos reprimindo também as emoções da afetividade. Infelizmente, não conseguiremos lidar com as dificuldades e encontrar soluções, se perdermos o contato com as leis da natureza, aliás criadas por Deus e que nos regem a todos. É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


x_3c9af347

domingo, 4 de agosto de 2013

ILUSÃO II

      
Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro. O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio. São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais.se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio.
                Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido. São os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos sociais e, inquestionavelmente, são necessários à harmonia da comunidade.
                As emoções são simplesmente emoções. É importantíssimo aprendermos a perdoar e sermos compreensivos, desde que façamos isso agindo por livre escolha, não por medo ou por autonegação emocional. Na maioria dos casos, damos a outra face, não por uma capacidade de livre expressão e consciência, mas usando falsas atitudes de compreensão e espontaneidade.
                Para que nossos atos e comportamentos sejam verdadeiros, as emoções devem ser percebidas como são e totalmente reconhecidas pela nossa personalidade, a fim de que nossa expressão seja natural, fácil e apropriada às situações.
                Identificar uma emoção é diferente de suportá-la. Na identificação, nós a reconhecemos e, a partir daí, agimos ou não; suportar a emoção significa ignorá-la ou simplesmente tentar eliminá-la.
                Censurar as emoções é ilusão; seria o mesmo que censurar a próprias natureza. Habitualmente, os pais costumam repreender o filho dizendo que não deveria ter raiva ou medo. Por certo, condenam as crianças por essas emoções e as obrigam a escondê-las, porém eles não conseguem extirpá-las. Ao punirem seus filhos, por estes expressarem suas emoções naturais, talvez não estejam usando o melhor método educativo. Não seria melhor ensinar-lhes os códigos do bom comportamento social, deixando que seu modo de ser flua com naturalidade e equilíbrio, sem anular a personalidade ou torná-los submissos?

(continua)

Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed        


x_3c9af347