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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 9 de março de 2015

FORÇA MENTAL

“Se queres vencer os pensamentos sombrios que te povoam a mente, ocupa o teu cérebro com ideias nobres.” (Irmão José, psicografia de Carlos A. Baccelli)

                Não conseguiremos ser alegres guardando a tristeza no coração e não lograremos encontrar a paz que almejamos cultivando a guerra no âmago. 
                A vida sempre refletirá em nossa direção aquilo que a ela ofertarmos. Ninguém se iluda acreditando que conquistará virtudes permanecendo com os braços cruzados, deitado na rede cômoda da inércia. Nosso patrimônio se erguerá em decorrência dos esforços que empreendermos para edificá-lo.
                Somos individualidades a caminho da perfeição. Como filhos de Deus, fomos criados simples e ignorantes, tendo à nossa frente um longo caminho a percorrer. Contamos sim com o carinho e atenção de muitos que se prestam a nos ajudar, mas nossas pernas precisam se movimentar com rapidez e determinação para que cheguemos ao objetivo traçado; a felicidade.
                Sabemos disso não esperemos pelas benesses alheias, façamos a nossa parte e aguardemos as surpresas do tempo. Todo apoio que chegar será sempre bem vindo, mas não contemos com ele, sigamos em frente com muita coragem.
                Aprendamos a cultivar pensamentos de alegria, otimismo, determinação e força de vontade. Evitemos a todo custo manter em nossas mentes ideias sombrias e infelizes.
                As grandes realizações humanas como as terríveis tragédias sociais nasceram de ideias pequenas que foram crescendo. As primeiras foram impulsionadas pelos nobres ideais e as segundas empurrados pelo pessimismo deletério. Todas elas são filhas das mentes dos homens e os resultados todos conhecem.
                É certo que diante da nossa apagada evolução espiritual temos muito mais propensão ao que é negativo, infeliz e nocivo do que ao que eleva, dignifica e enaltece, mas já é tempo de exercitarmos o desejo de mudar a direção dos nossos pensamentos, mesmo a custo de enormes sacrifícios para que possamos diminuir a avalanche de resultados infelizes e comprometedores que a humanidade vem registrando nos últimos tempos.
                A usina produz energia que acende uma lâmpada, que movimenta motores fabris e que mata também, dependendo, obviamente, da dosagem empregada, assim é a nossa mente, eterna produtora de pensamentos e ideias, que ajudam, constroem e realizam, mas que ferem, maltratam e agridem, isso naturalmente, de acordo com as nossas vocações e interesses.
                Façamos, então, uma censura mental, controlando o teor dos nossos pensamentos. Na base dos nossos desejos e aspirações coloquemos a nobreza de ideal, a fraternidade, o amor ao próximo, a esperança, a coragem, a determinação, a alegria, o otimismo e todas as demais virtudes que nos aproximam da angelitude e evitemos o ódio, a mágoa, o rancor, a intolerância, a violência, a vingança e tanto mais, distanciando da animalidade. Agindo assim nos sentiremos melhores e ajudaremos a sublimar o ambiente em que vivemos.
                Se a maior enchente do mundo teve inicio com pequenas gotas d’água e se um incêndio devastador começa com minúsculas chamas, cultivemos pensamentos equilibrados, mesmo que modestos, e mais adiante veremos a grandiosidade do resultado.
                Doença ou saúde, tristeza ou alegria, guerra ou paz, tudo vai depender do que desejamos produzir mentalmente, a escolha, evidentemente, será somente nossa. Reflitamos.

Waldenir Cuin

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem - google

domingo, 8 de março de 2015

NO REINO DA AÇÃO

Cap. X – Item 1
Não condene.
Ajude ao outro.
Cultive serenidade.
Use os próprios recursos para fazer o bem.
Proceda com bondade, sem exibição de virtude.
Seja qual for o problema, faça o melhor que você puder.
Não admita a supremacia do mal.
Fuja de todo pensamento, palavra, atitude ou gesto que possam agravar as complicações de alguém.
Ouça com paciência e fale amparando.
Recorde que amanhã você talvez esteja precisando também de auxilio e, em toda situação indesejável, mesmo que o próximo demonstre necessidade de reprimenda, observe, conforme a lição de Jesus, se você está em condições de atirar a pedra.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 5 de março de 2015

ENTRA E COOPERA

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor: — Levanta-te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.” — (ATOS 9:6)

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste-se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo.
Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando-lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração.
O Mestre ensina os discípulos e consola-os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir-se em seu instrumento fiel e justo.
Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer-se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens.
Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão-somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos.
Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer. Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porquanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 4 de março de 2015

CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO III

                Cerrada a porta de uma afeição, agredido por um amigo ou desconhecido, deve-se sempre seguir adiante no rumo das outras, das inúmeras portas abertas que nos aguardam, e da compreensão fraternal para com o revel, considerando-o um enfermo ignorante do mal que o consome.
                A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os insucessos que ocorreram no passado.
                Assim, libertar-se do acontecimento negativo, qual madeira podre que se arremessa nas águas do rio do esquecimento, é atitude de saudável sabedoria.
                Tal comportamento credencia o homem a ser perdoado pelo seu irmão, que o libera do pagamento dos seus momentos infelizes, não irradiando contra ele pensamentos destrutivos – idéias anestesiantes – que sempre são assimilados pelo fenômeno da sintonia através da consciência de culpa.
                Quando alguém se liberta do lixo mental, acumulado pela ignorância e pela futilidade, começa o seu restabelecimento espiritual, e toda uma atividade nova se lhe apresenta favorável, abrindo-lhe espaço para a saúde.
                Nesse grupo de tentames edificantes está o autoperdão.
                Considerando a própria fragilidade, o indivíduo deve conceder-se a oportunidade de reparar os males praticados, reabilitando-se perante si mesmo e perante aqueles a quem haja prejudicado.
                A perfeita consciência do autoperdão não se apóia em mecanismos de falsa tolerância para com os próprios erros, que seria negligência moral, conivência e imaturidade, antes representa uma clara identificação de crescimento mental e moral, que propicia direcionamento correto dos atos para a saúde pessoal e geral.
                O arrependimento, puro e simples, se não acompanhado da ação reparadora, é tão inócuo e prejudicial quanto a falta dele.
                Assim, o complexo de culpa é igualmente danoso, porque não soluciona o mal praticado, sendo, ademais, responsável pelo agravamento dos seus maus resultados.
                O autoperdão compreende a posição mental correta a respeito do erro e a satisfação íntima ante a possibilidade de interromper o curso dos males causados, como arrancar-lhes as raízes encravadas em quem lhes padece a constrição.será possível lograr o cometimento através de uma análise meticulosa dos fatores que levaram á ação reprochável, examinando outras alternativas que não foram utilizadas e que não teriam produzido efeitos negativos, para depois predispor-se à oportuna reconsideração da atitude, liberando-se da desconfortável injunção de culpa conflituosa.
                Se, ante a resolução de auto-renovação, não se encontra a receptividade por parte da vítima, não constitua, esta recusa, um novo motivo para atrito, senão estímulo para continuar-se com o propósito salutar, revestindo-se de mais paciência e tolerância, a fim e enfrentar-se a reação do outro, igualmente enfermo e sem disposição, por enquanto, para liberar-se do mal que o entorpece.
                O autoperdão ajuda o amadurecimento moral, porque propicia clara visão da responsabilidade, levando o indivíduo a cuidadosas reflexões, antes de tomar atitudes agressivas ou negligentes, precipitadas ou contraditórias no futuro.
                Quando alguém se perdoa, aprende também a desculpar, oferecendo a mesma oportunidade ao seu próximo.
                O bem-estar que experimenta faculta-lhe a alegria de propiciá-lo ao outro, o ofendido, gerando uma aura de simpatia a sua volta, que se converte em clima de liberação do sofrimento.
                A cessação real do sofrimento, portanto, dá-se quando, erradicadas as suas causas, desaparecem-lhe os naturais fenômenos das conseqüências.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 3 de março de 2015

CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO II

                Insculpidas na consciência, as divinas leis propelem a realização do bem que jaz em germe.
                A demora pela definição é resultado de um período normal para o amadurecimento que faculta eleger o que deve, daquilo que não convém realizar.
                A cura de uma enfermidade impõe a extinção das suas causas. Alguém que haja sido mordido ou picado por uma áspide ou um inseto venenoso deve, de início, bloquear, mediante garrote, a expansão do tóxico, para combatê-lo depois.
                Diante de uma pessoa que foi atingida por uma seta envenenada, recomenda antiga sabedoria hindu, arranca-se-lhe a flecha primeiro, para depois tomar-se outra providência qualquer..
                As setas morais venenosas, cravadas no cerne da alma, enquanto não sejam retiradas, continuam resistindo aos antídotos aplicados nos seus danos, por prosseguirem contaminando suas vítimas.
                Educar a mente, disciplinando a vontade, constitui o passo inicial para extirpar as causas das aflições, infundindo responsabilidades atuais, geradoras, por sua vez, de novos resultados saudáveis, para propiciarem o futuro bem-estar a que se está fadado.
                A recomendação de Jesus sobre o amor é de eficácia incontestável, por ser, este sentimento, gerador de valores responsáveis pela felicidade humana. O amor dulcifica o ser e incita-o às atitudes edificantes da vida. Mediante a sua vigência, pensa-se antes de tomar-se decisões, considerando-se quais as que são mais compatíveis com a ética e os anseios do próprio coração. Jamais desejando para o seu próximo o que não gostaria de experimentar, assumem-se compromissos de prosperidade, sem prejuízo de natureza alguma para si ou para os outros.
                A própria lucidez gerada pelo amor induz ao perdão indiscriminado para todas as pessoas, por conseqüência, para si mesmo.
                O olvido do mal, com abandono de propósitos de vingança, é inadiável para alguém liberar-se de expressiva soma de sofrimentos. As idéias deprimentes, acalentadas como resultados do ressentimento ou do desejo de retribuição malévola, geram enfermidades que dilaceram os tecidos orgânicos e desconsertam os equipamentos emocionais. Enquanto vigem, demoram-se os sofrimentos dominadores.
                Por sua vez, o remorso e o arrependimento das ações infelizes, a tristeza e os desgostos delas derivados constituem fatores mentais dissolventes que se instalam nas engrenagens da alma, provocando distúrbios psicológicos, físicos e morais de demorado curso.
                O perdão para as faltas alheias luariza a paisagem íntima, clareando as sombras da angústia insistente que bloqueia a alegria de viver, produzindo sofrimentos injustificáveis.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 2 de março de 2015

CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO I

                Na condição de enfermidade, o sofrimento, para ser curado, encontra diversos meios eficazes. Alguns o atenuam, outros são inóquos, e raros se apresentam como de eficiência incontestável.
                A cura real, porém, somente se concretizará se a terapia extirpar-lhe as causas. Enquanto não se extingam as suas fontes geradoras, ele se manifestará inevitavelmente.
                Desde que o mau uso da razão o origina, é indispensável agir no fulcro do seu desencadeamento, de modo a fazer cessar a energia que o aciona e vitaliza.
                Nos reinos irracionais, nos quais o sofrimento resulta do fenômeno evolutivo através do desgaste natural das formas por desestruturação das moléculas e células, o concurso do amor humano atenua-lhe a intensidade, alterando o campo e proporcionando lenitivo de equilíbrio ou saúde.
                O homem, que pensa, é responsável pela preservação da vida, que se manifesta em outros matizes e faz parte do conjunto que lhe sustenta a existência, possibilitando a evolução de todos os seres e princípios vitais.
                Desse modo, os atentados e a desconsideração à ecologia se refletem na vida humana, qual ocorre com sua preservação e cuidados. São as ações respondendo pelos seus efeitos.
                A fim de que se possa fazer cessar o sofrimento, torna-se imprescindível a aquisição de uma consciência responsável, capaz de remontar-lhe às origens, analisá-las e trabalhá-las com direcionamento adredemente planejado.
                A educação do pensamento, a disciplina dos hábitos e a segurança das metas são os recursos hábeis para o logro, sem os quais todas as terapias e técnicas se tornam paliativas, sem resultarem solucionadoras.
                Em alguns casos o sofrimento, em si mesmo, ainda é a melhor terapia para o progresso humano. Enquanto sofre, o homem menos s e compromete, demorando-se em reflexão, de onde partem as operações de reequilíbrio. É comum a mudança de comportamento para pior, quando diminuem os fatores afligentes. Uma sede de comprometimento parece assaltar o indivíduo imaturo, que parte para futuras situações penosas, complicando os parcos recursos de que dispõe. Desse modo, a duração do sofrimento muito contribui para uma correta avaliação dos atos a que ele se deve entregar. Porque se origina no primitivismo pessoal, pensamentos e ações reprocháveis induzem-no a uma existência infeliz, da qual se liberta somente quando se resolve por escalar a montanha do esforço direcionado para a evolução, a serenidade, a harmonia, trabalhando os metais grosseiros da individualidade e moldando-os no calor do sacrifício.
Sem esse, não há elevação moral, nem compreensão das finalidades da existência terrena.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 1 de março de 2015

PALAVRA E JESUS III

                Utiliza-te da palavra a fim de inspirares imagens felizes.
                O que digas, como digas, gerará clichês mentais e incidirá em ondas-pensamento, produzindo resultados conforme a intensidade emocional com que vistas a expressão verbal, favorecendo ou infelicitando aquele a quem a diriges, a ti mesmo responsabilizando.
                Faze da palavra um veículo da esperança, da paz, da saúde e do bem.
                Há demasiado verbo aplicado com o ácido da critica, com o azedume da inveja e do pessimismo, com a labareda do ódio produzindo o mal.
                Seja tua a palavra de vida, de vida abundante.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google