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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

COMPREENSÃO II

                O mundo está repleto de pessoas surdas que conversam; de convivências mudas que se expressam.
                Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma larga fatia de problemas, que permanecem.
                Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe, em disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes, ele não aguarda muito e somente fala por falar.
                Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse.
                Se ele resolve confiar em ti e se desvela, respeita-lhe a problemática e ajuda-o, caso tenhas como fazê-lo.
                Por tua vez, vence o medo de te revelares. Certamente, não abdicarás da prudência nem do equilíbrio; no entanto, é saudável dialogar, descerrar painéis  escondidos pelo ego ou mascarados para refletirem imagens irreais.
                Na tua condição de criatura humana frágil, a convivência honesta com outras pessoas contribuirá eficazmente para a tua harmonização íntima.
                Assim, torna-te compreensivo, paciente, um terapeuta fraternal.
                Não cries estereótipos, nem fixes pessoas a imagens que resultam de momentos.
                Todos estamos em contínuas transformações, e nem sempre se é hoje o que ontem aparentava-se. Novas experiências e lições vieram juntar-se à pessoa de antes, qual ocorre contigo. É o inexorável imperativo do progresso em ação.
                Compreendendo o teu próximo e relacionando-te com ele, serás mais bondoso para contigo; percebendo-lhe a fragilidade, serás mais atencioso para com os teus limites e buscarás crescer, amando e amando-te mais.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

COMPREENSÃO I

                A compreensão é faculdade que melhor contribui para o êxito do relacionamento humano, por facultar a outrem a vigência dos seus valores positivos e perturbadores. Ela reflete o grande desenvolvimento espiritual pelo que concede a quem lhe busca apoio, orientação, quando em conjunturas difíceis.
                A compreensão abre o leque da fraternidade ensejando recursos terapêuticos necessários, conforme o caso que lhe chegue ao conhecimento. Sem anuir a todas as propostas, ou sem rejeição adrede estabelecida, favorece a percepção do que se apresenta, na forma como se manifesta.
                Levado pelo instinto gregário, e porque sociável o ser humano necessita de convívio, intercâmbio saudável, a fim de receber e propiciar estímulos que levam ao desenvolvimento.
                Por inúmeros fatores, a compreensão humana em torno das limitações e problemas dos outros diminui, escasseia, tornando-se necessária e sendo rara.
                Na imperiosa ânsia de estabelecer comunicação, os indivíduos buscam-se para o relacionamento e anseiam por desvelar-se uns aos outros. No entanto, grassa nos corações um grande medo de se deixarem identificar. O que são, constitui-lhes tesouro afligente e temem vê-lo atirado fora. A forma de ser diferente da imagem que exteriorizam e receiam perde-la, naturalmente, porque não esperam receber compreensão.

(continua)

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis  
imagem: google     

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

APATIA II

                Elimina, do teu vocabulário, as frases pessimistas habituais, substituindo-as por equivalentes ideais.
                Não digas: não posso, não suporto mais, desisto. Faze uma mudança de paisagem mental e corrige-a por outras: tudo posso, quando quero, suporto tudo quanto é para o meu bem e prosseguirei ao preço do sacrifício, para a vitória que persigo.
                O homem transita pelos caminhos que elege, nos quais se compraz.
                A apatia é doença da alma, que a todos cumpre combater com as melhores disposições.
                Na luta competitiva da vida terrestre, não há lugar para o apático.
                Receando o labor bendito ou dele fugindo, mediante mecanismos de evasão inconsciente, a criatura se deixa envenenar pela psicosfera mórbida da auto-piedade, procurando inspirar compaixão antes que despertar e motivar o amor.
                Nos estados apáticos, dão-se início os processos de auto-obsessão quanto da submissão obsessiva a espíritos inconsequentes, que se comprazem em explorar, psíquica, emocional e organicamente os que se lhes fazem vítimas espontâneas...
                Reage com vigor à urdidura da apatia, do desinteresse.
                Ora e vence o adversário sutil, que em ti procura alojamento, utilizando-se de justificativas falsas.
                A lei do trabalho é impositivo das leis naturais que promovem o progresso e fomentam a vida.
                Não é por outra razão que a tradição evangélica nos informa: “Ajuda-te e o céu te ajudará”, conclamando-nos à luta contra a apatia e os seus sequazes, que se fazem conhecidos como desencanto, depressão, cansaço e equivalentes.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

APATIA I

                Se a atitude violeta, precipitada, pode levar a desastres de consequências lamentáveis, a apatia é sempre fator de desconserto e atraso na máquina do progresso.
                Quase sempre a apatia tem origem no programa cármico do espírito em prova. É decorrência de graves aflições e erros que não foram necessariamente corrigidos pelo espírito e ressumam do imo dalma como expressão deprimente, paralisante.
                O apático é alguém que perde a batalha antes de enfrentá-la...
                Encontra-se em processo de evolução com o objetivo de vencer as injunções penosas, devendo investir grandes esforços pelo superá-las.
                No estado de debilidade de forças a que se entrega e no qual se deixa paralisar, aprisionado nas teias da indolência, deve e pode romper todos os vínculos e reorganizar-se, iniciando o esforço, a princípio mentalmente, para depois tornar em ações a programática a que se deve submeter, engajando-se no compromisso reabilitador.
                Facilmente, aquele que padece a constrição da apatia acomoda-se à situação, e, apesar de penosa, constitui-lhe uma forma de bem-estar, que leva à inércia, ao desequilíbrio.
                Vida é ação.
                Ação é movimento a ser empreendido para o bem e o progresso, de cujo esforço resultam as conquistas que impulsionam à felicidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 3 de dezembro de 2016

EVANGELHO E VIDA

No mundo de hoje, há boa vida e há vida boa.
Boa vida é bem-estar.
Vida boa é estar bem.
Por isso, temos criaturas de boa vida e criaturas de vida boa.
As primeiras servem a si mesmas.
As segundas respiram no auxílio incessante aos outros.
A boa vida tem rastros de sombra.
A vida boa apresenta marcas de luz.
A desordem favorece a boa vida.
A ordem garante a vida boa.
Palavra enfeitada costuma escorar boa vida.
Bom exemplo assegura vida boa.
Preguiça mora na boa vida.
Trabalho brilha na vida boa.
Ignorância escurece a boa vida.
Educação ilumina a vida boa.
Egoísmo alimenta a boa vida.
Caridade enriquece a vida boa.
Indisciplina é objetivo da boa vida.
Disciplina é roteiro da vida boa.
Vejamos as lições do Evangelho.
Madalena, obsidiada, perdera-se nos encantos da boa vida, mas encontrou em nosso Divino Mestre a necessária orientação para vida boa.
Zaqueu, afortunado, apegara-se em demasia ás posses efêmeras da boa vida, entretanto, ao contato de Nosso Senhor, aprendeu como situar os próprios bens na direção da vida boa.
Judas, o discípulo invigilante, procurando a boa vida, entregou-se à deserção, e sentindo extrema dificuldade para voltar à vida boa, foi colhido pela loucura.
Simão Pedro, o apóstolo receoso tentando conservar a boa vida, instintivamente, negou o Divino Amigo por três vezes numa só noite, entretanto, regressando, prudente, à vida boa, abraçou o sacrifício pela própria ascensão, desde o dia de Pentecostes.
Pilatos, o juiz dúbio, interessado em desfrutar boa vida, lavou as mãos quanto ao destino do Excelso Benfeitor, adquirindo o arrependimento e o remorso que o distanciaram da vida boa.
Todos os que crucificaram Jesus pretendiam guardar-se nas ilusões da boa vida, no entanto, o Senhor preferiu morrer na cruz da extrema renúncia para ensinar-nos o caminho da vida boa.
Como é fácil observar, nas estradas terrestres, há muita gente de boa vida e pouca gente de vida boa, porque a boa vida obscurece a alma e a vida ao mantém a consciência acordada para o desempenho das próprias obrigações.
Estejamos alertas quanto à posição que escolhemos, porquanto, pelo tipo de nossa experiência diária, sabemos com segurança em que espécie de vida seguimos nós.

Espírito Scheilla


Fonte: Comandos de Amor – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A ALMA DOS ANIMAIS

Pergunta - Por que alguns animais domésticos são tão agressivos e outros tão dóceis?
Resposta - Como dissemos, recebemos corpos que são os mais adequados ao nosso grau de desenvolvimento espiritual. Se somos dóceis, significa que já atingimos um grau de entendimento e desenvolvimento espiritual relativamente elevado. Então recebemos corpos concordantes com nossas energias e vontades. Se formos seres antissociais, receemos, do mesmo modo, corpos concordantes com as nossas atitudes e vontades. Se somos espíritos relativamente elevados, quando comparados a outros encarnados na mesma espécie, receberemos corpos que determinem menor agressividade por não terem, por exemplo, grande produção hormonal de testosterona ou estrógenos, que estão diretamente ligados a ações agressivas.
            Muitas vezes ouvimos pessoas dizendo que determinada pessoa age como um animal, dando a entender que é agressiva, mas observando os nossos irmãos animais domésticos, muitas vezes nos deparamos com atitudes de docilidade e benevolência dificilmente vistas em pessoas. Isso nos dá a ideia de como os animais não estão tão distantes de nós em termo de comportamento. Temos notícia de uma cadela que vive na África que cuidou e amamentou uma criança, evitando que morresse de fome até que fosse encontrada. Há notícias de um pequeno cão que lutou com outro maior para salvar seu dono do ataque de outro cão agressivo, mesmo arriscando a própria vida. Esse comportamento é indicativo de compaixão maior do que a que encontramos entre os seres humanos. Esses mais agressivos estão aprendendo a não mais serem, enquanto os dóceis já aprenderam e estão tentando consolidar o aprendizado.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O PERDÃO E O CIÚME

                Ciúme, palavra que tem origem no latim Zelumen ou do grego Zelus, traduzido para o português Zelo, significa “querer o bem do outro, pelo outro, para o outro”. O ciúme é erroneamente interpretado como prova de amor.
                O ciumento, por causa da baixa autoestima, se acha inferior à pessoa amada podendo perdê-la e tem a impressão de que foi excluído da relação, passando a ter uma sensação permanente de angústia, instabilidade, insegurança, vivendo em constante estado de tensão, com medo de ser traído, abandonado ou os dois ao mesmo tempo. Com isso, começa a   vasculhar bolsas, bolsos, agendas, celulares, passa a seguir ou manda alguém seguir o outro. É o momento de buscar ajuda.
                Do ponto de vista psicológico, o ciúme é conhecido como “síndrome de Otelo”. O ciumento ou ciumenta passa a agredir fisicamente chegando a cometer homicídios passionais, suicídio ou os dois, tornando-se um perigo para si ou para pessoa que diz amar.
                Do ponto de vista psiquiátrico ou neuropsiquiátrico é um tipo de disritmia cerebral. O ciúme não é um sentimento que leva a uma relação apetitosa, é um sofrimento para quem o sente e para quem é objeto desse ciúme. Quando ele surge na vida do casal, é o momento de parar e conversar sobre a relação. Deve ser encarado como um sintoma, um sinal amarelo e não uma prova de amor.
                Os doutores Ana Freud, Heinz Hartman e Erik Erison, da corrente da Psicologia do ego, afirmam que se deve resolver os problemas de frente.
                Maslow propõe uma existência saudável, com boa alimentação, exercícios físicos, atividade de voluntariado, pois isso eleva a autoestima e amadurece a forma de encarar o amor ao próximo, que passa a ser como o perfume, ou seja, você deixa o aroma e passa, não se consegue reter o indivíduo mas o bem que ele faz a você e você a ele.
                Existe ciúme entre irmãos, amigos, chefe e subordinado, professor e aluno, colegas de trabalho, mas aquele que mais conhecemos é na vida conjugal. É uma herança da Idade Média a mentalidade de posse entre os nubentes. Ela é capaz de tornar o relacionamento um verdadeiro inferno.
                O ciúme, quanto mais intenso, mais perigoso se torna por isso é importante se proceder a uma autoanálise, ou seja, analisar a relação com o próximo pois quem ama liberta. O amor deve ser incondicional, a exemplo de Jesus que nunca exigiu nada de nós para nos amar. “Amai ao próximo como a ti mesmo”, disse-nos Ele.
                Se você ama ao próximo mais do que a si mesmo, você não o ama, você almeja possuí-lo e isso é ciúme. A maior referência de amor é o amor a si próprio. Nos crimes passionais é comum o parceiro suicidar-se após assassinar o “seu amor”.
                O raciocínio do homicida passional é: “se ele ou ela não pode ser meu, também não será de mais ninguém. Matei por amor”. Será possível frase mais dicotômica que esta? Portanto, devemos amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google