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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

NÃO DESDENHE BRILHAR

Espírito: VALÉRIUM.
Sim, era acusado de um crime e fora aprisionado pelos homens...
Tudo indicava que na máscara daquele rosto e beleza fugira.
Traços duros e irregulares.
Tez sem cor e sem viço.
Cabelos ralos e descuidados.
Testa vincada por rugas profundas.
Olhos embaciados por desesperos ocultos.
Nariz adunco e disforme.
Boca rasgada de cantos contraídos.
Maxilares proeminentes.
Ar de tristeza e preocupação.
E caminha vacilante.
Tormento à vista...
Súbito, porém, o homem sorri e um sopro de simpatia vitalizam-lhe o semblante.
Alteram-se-lhe todas as linhas para melhor qual se possante facho interior fosse aceso de inesperado.
Não era o mesmo homem. Já não parecia um criminoso...
***
Amigo, você já observou o efeito renovador de um sorriso?
Sorriso é raio de luz da alma.
E a luz, ainda mesmo no abismo, é sempre esplendor do Alto vencendo as trevas.
Não negue a dádiva do sorriso seja a quem for.
Sorri na dificuldade.
Sorria na luta.
Sorri na dor.
Sua alma é sol divino.
Não desdenhe brilhar.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

CASAMENTO E DIVÓRCIO

ANDRÉ LUIZ
Divórcio, edificação adiada; resto a pagar no balanço do espírito devedor.
Isso geralmente porque um dos cônjuges veio a esquecer que os direitos nas instituições domésticas somam deveres iguais.
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, encontra-se ou reencontra-se no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo o esquema de obrigações regenerativas.
Reincorporados, porém, na veste física se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.
O tempo, que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quando mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimentos de valores substanciais em favor da vida do espírito.
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflições e lágrimas.
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um comércio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.
Compreendamos aqueles que não puderam evitar o divórcio, porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

sábado, 28 de janeiro de 2017

O SILÊNCIO DAS RELIGIÕES

                Vivemos uma época de paradoxos: nunca se falou tanto em paz, mas nunca se ensinou tanto a guerra, a grosseria, a brutalidade, a violência.
                Vivemos em um país que se diz cristão, mas será que o cristianismo é para ser vivenciado apenas no interior das comunidades religiosas? Será que se deveriam isolar do mundo aqueles que não desejam compactuar com o estado de coisas que vivemos, ou lutar para que o mundo se torne compatível com os ensinamentos do Cristo? Se aqueles que desejam manter uma vida equilibrada, respeitosa pretenderem afastar-se do convívio com a sociedade, como interpretariam a recomendação de Jesus, registrada por dois evangelistas: “Eis que vos envio como ovelhas no meio de logos” (Mateus 10:16) e “Ide, eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos” (Lucas, 10:3).
                Diante da recomendação de Jesus, não devemos criar ilhas onde se viva cristãmente, mas devemos trabalhar no sentido de cristianizar todos os lugares.
                E o que estão fazendo as religiões no sentido de despertar as criaturas para uma mudança de atitude, a fim de que assumam sua real posição diante do Cristo? Será que o papel das religiões é levar seus fiéis a pensarem em Deus, ouvindo enternecidamente comentários sobre os ensinamentos de Jesus, somente no interior dos templos, em momentos sagrados? Mas Jesus nunca separou a vida em momentos sagrados e momentos profanos. De acordo com os Seus ensinos, os princípios éticos em orais devem permear todos os atos da vida, em todos os ambientes. Portanto, é premente a necessidade de se despertar o homem para o esforço de proceder de conformidade com esses ensinamentos, em todas as circunstâncias da vida, conforme Ele ensinou e exemplificou. Logo, as religiões devem esclarecer o homem no sentido de não esperar o Céu depois da morte, mas de construí-lo aqui, em todos os ambientes, principalmente dentro de si mesmo, desde agora.
                E como estamos procedendo nós, espíritas, nesse cenário caótico  em que vivemos? As casas espíritas estão promovendo reflexões sérias que nos levem a nos situarmos na vida como espíritos imortais temporariamente encarnados? Estamos tendo oportunidade de avaliação das propostas da televisão, do cinema, do teatro, da literatura ante nosso futuro no Mundo Espiritual? Lembremo-nos de que, se o espiritismo não nos atemoriza com o Inferno, também não nos oferece um Céu conquistado sem esforço no Bem. A verdade é que também nós estamos um tanto acomodados diante do panorama atual, pois raras vozes se erguem para denunciar esse tremendo antagonismo entre o que nos oferece a mídia, e as diretrizes de conduta ensinadas no Evangelho.
                Portanto, diante dessa ruína moral que se vê na atualidade, é de se perguntar onde estão as vozes dos condutores de almas, onde estão as vozes das religiões que silenciam diante de tanta ignomínia? Será que aguardam a volta de João Batista?

Prof. José Passini


Fonte: Jornal Espiritismo estudado – nov./2015
imagem: google

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

QUE BUSCAIS?

Cap. XVIII – Item 10
“Que buscais?” – Jesus.
(João, 1: 38)
Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembléias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido para a sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas.
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo da Verdade incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

Comentário de Haroldo Dutra Dias:

Passagem em que os filhos de Zebedeu, João Evangelista e Tiago Maior, que na época eram discípulos de João Batista, ao verem Jesus circulando pelo local, aproximam-se Dele, na expectativa de se tornarem discípulos do Mestre. A primeira palavra do Mestre a eles é: Que buscais? Um versículo do evangelho pode ser interpretado de várias formas. Aqui Emmanuel compara o apostolado inicial de João Evangelista e Tiago Maior ao apostolado atual dos lidadores da seara espírita. Enumera várias atividades à titulo de exemplificação: aquele que trabalha na educação doutrinária, o que trabalha na evangelização infantil, o que trabalha na assistência fraterna, o que trabalha na direção do movimento, todos eles recebem a pergunta judiciosa da verdade: Que buscais? Pergunta que sonda os nossos corações, no sentido da nossa real intenção, dos nossos reais desejos, projetos e sonhos, mas também da qualidade da nossa prática. Se o nosso trabalho reflete a grandeza do nosso ideal. Porque é preciso saber conjugar a sabedoria de desejar, de planejar, de sonhar, com a habilidade de executar com segurança, com disciplina, com fidelidade, a proposta do Cristo para o mundo de hoje. Que buscais? Mais um ângulo, mais uma perspectiva do grande benfeitor e comentarista do Evangelho.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PODERES OCULTOS

“E onde quer que ele entrava, fosse nas cidades, nas aldeias ou nos campos, depunham os enfermos nas praças e lhe rogavam que os deixasse tocar ao menos na orla de seu vestido; e todos os que nele tocavam, saravam.” — (MARCOS 6:56)

Não raro, surgem nas fileiras espiritualistas estudiosos afoitos a procurarem, de qualquer modo, a aquisição de poderes ocultos que lhes confira posição de evidência. Comumente, em tais circunstâncias, enchem-se das afirmativas de grande alcance.
O anseio de melhorar-se, o desejo de equilíbrio, a intenção de manter a paz, constituem belos propósitos; no entanto, é recomendável que o aprendiz não se entregue a preocupações de notoriedade, devendo palmilhar o terreno dessas cogitações com a cautela possível.
Ainda aqui, o Mestre Divino oferece a melhor exemplificação.
Ninguém reuniu sobre a Terra tão elevadas expressões de recursos desconhecidos quanto Jesus. Aos doentes, bastava tocar-lhe as vestiduras para que se curassem de enfermidades dolorosas; suas mãos devolviam o movimento aos paralíticos, a visão aos cegos. Entretanto, no dia do Calvário, vemos o Mestre ferido e ultrajado, sem recorrer aos poderes que lhe constituíam apanágio divino, em benefício da própria situação. Havendo cumprido a lei sublime do amor, no serviço do Pai, entregou-se à sua vontade, em se tratando dos interesses de si mesmo. A lição do Senhor é bastante significativa.
É compreensível que o discípulo estude e se enriqueça de energias espirituais, recordando-se, porém, de que, antes do nosso, permanece o bem dos outros e que esse bem, distribuído no caminho da vida, é a voz que falará por nós a Deus e aos homens, hoje ou amanhã.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA

                O conhecimento da imortalidade conscientiza o ser para um comportamento ético elevado em relação ao seu próximo, tudo lhe fazendo conforme o padrão que lhe constitui ideal e que, por sua vez, gostaria de receber.
                Nesse sentimento de solidariedade encontra-se a meta desafiadora que deve alcançar no processo evolutivo e de autoiluminação.
                Todo um esquema de projetos para tornar realidade apresenta-se a partir do momento em que a sua existência física adquire sentido, significado e finalidade, que não se interrompem com a morte orgânica, no seu incessante fenômeno de transformações moleculares.
                A visão imortalista enseja uma dilatação de objetivos em relação à vida, pois que, logrando um patamar de valores e realizações, outro surge atraente, propiciando novos esforços que facultam o contínuo crescimento intelecto-moral do candidato decidido.
                Questões e circunstâncias afligentes, que se apresentam no contexto social como relevantes e que respondem por incontáveis conflitos geradores de infelicidade cedem espaço a legítimas aspirações de plenitude, que se colocam acima das questiúnculas cuja importância é-lhes atribuída, em razão de não passarem de frivolidades, desperdícios de tempo e de emoção. Isso porque, a certeza da Causalidade Divina e da Sua Justiça faculta uma real conscientização de conteúdos em favor do próprio futuro, que tem começo desde então.
                O conhecimento, portanto, racional, lógico e emocional, sobre Deus, sobrevivência e função do amor ao próximo, conscientiza o ser a respeito da sua  humanidade e da destinação gloriosa que logrará no futuro.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google   

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O MELHOR III

                Enfrentarás sempre ocorrências difíceis, com as quais, desde logo, deves acostumar-te.
                Em razão da imensurável quantidade de aflitos e da precariedade dos teus recursos, não te sintas incapaz de auxiliar, descoroçoando-te.
                Uma semente, resguardada no bojo da terra, pode ser a responsável futura por toda uma área verdejante e rica de dádivas.
                Importante é o que faças e como faças, pertencendo os resultados à vida.
                A multidão que Lhe ouvira a palavra de liberdade e paz, não o bastante já alimentada em espírito, padecia de fome orgânica. Solicitado ao auxílio, Jesus excogitou de tomar os cinco pães e os dois peixes  que os discípulos possuíam, com os quais repletou os estômagos necessitados, sem perder o entusiasmo ou modificar a atitude de amor com que antes amparara a grave necessidade espiritual de que todos padeciam.
                Considera, desse modo, a sabedoria do Senhor e, sem desencorajamento, faze a tua, a parte que te cabe, com a certeza de estarem realizando o melhor.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google