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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 8 de março de 2017

TEM CORAGEM I

                Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes extremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.
                Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
                Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.
                A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a algaravia de festa silencia...
                Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo...
                Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe preciosos acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, no processo da evolução.
                Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem, mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...
                Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral, não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...
                O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
                Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.
                A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
                Um dia sucede a outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 7 de março de 2017

DEUS

Passei tanto tempo te procurando.
Não sabia onde estavas, olhava para o infinito, não Te via.
E pensava comigo mesmo, será que Tu existes?
Não me contentava na busca e prosseguia,
Tentava Te encontrar nas religiões e nos templos.
Tu também não estavas.
Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não Te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
Na descrença Te ofendi.
E na ofensa tropecei,
E no tropeço caí,
E na queda senti-me fraco,
Fraco procurei socorro
No socorro encontrei amigos
Nos amigos encontrei carinho
No carinho eu vi nascer o amor
Com amor eu vi um mundo novo
E no mundo novo resolvi viver
O que recebi, resolvi doar
Doando alguma coisa muito recebi
E em recebendo senti-me feliz
E ao ser feliz, encontrei a paz
E tendo paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é que Ti estavas
E sem procurar-Te
Foi que Te encontrei.

imagem: google

segunda-feira, 6 de março de 2017

SOFRIMENTO ANIMAL

Pergunta - Nos rodeios, os animais sofrem muito para nossa diversão. Como isso é visto pela espiritualidade?
Resposta - Os seres humanos são o pináculo da evolução, em osso planeta, mas ainda não são o maior exemplo de benevolência e compaixão. Apesar de toda a nossa caminhada evolutiva até chegarmos aqui, não foi suficiente para nos sensibilizar quanto ao sofrimento que impomos aos animais, muitas vezes para nossa diversão. Nós somos um dos poucos animais que matam e ferem outros para divertir-se e não para saciar a fome do corpo. Nós nos divertimos assistindo a outros seres e sofrimento como se, de algum modo, ver a dor e o sofrimento alheio e de animais, que não podem se defender, nos fizesse algum bem. Esse comportamento não tem nada a ver com instintos, pois isso não é um comportamento comum no mundo animal, é bastante típico dos humanos. Então nos vêm à mente as perguntas: Seremos nós, seres racionais, mesmo? Será que em função de nossa racionalidade não deveríamos deixar de nos divertir com o sofrimento dos outros? Será que somos realmente tão evoluídos assim? Seríamos bons exemplos aos animais que aprendem conosco?
            A espiritualidade tem muito trabalho na tentativa de amenizar o sofrimento provocado por nós nos animais, portanto não é algo aprovado pela espiritualidade superior. Os seres de baixa vibração querem que isso continue assim porque se nutrem das energias desprendidas durante os momentos de sofrimento desses animais. Se há algum grupo que percebe vantagens nisso, são os seres da escuridão, que influenciam os humanos encarnados para continuarem a maltratar os animais e continuar com a produção dessas energias de medo e dor com as quais se “beneficiam”. A cada apresentação desses animais de rodeios para divertir o público, comparecem mais desencarnados da escuridão do que encarnados que absorvem energias das pessoas presentes e dos animais que sofrem. Apresentações como essas são verdadeiros espetáculos de horrores; deveríamos prestar mais atenção e abandonar essas práticas perniciosas não somente aos animais, mas também aos espectadores.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 4 de março de 2017

O PERDÃO COMO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO II

                Disse Joanna de Ângelis: “O amor é a administração dos impulsos”. Para administração destes impulsos se faz necessário a relação direta com o nosso próximo, percebendo os impulsos dele e controlando o nosso.
                Se o outro e diz uma palavra agressiva, percebo as perdas que isto provoca e não revido, ou melhor, abençôo-o para que ele perceba que é melhor abençoar do que amaldiçoar. Talvez eu não consiga na primeira tentativa. Devo insistir na intenção e perceberei que, da próxima vez, meu objetivo será alcançado em parte, até atingir o total controle dos impulsos.
                Na verdade, viver no reino dos céus é manter-se equilibrado pois experimentamos momentos felizes na Terra. Normalmente basta uma contrariedade para perdermos completamente a paz e a harmonia em que estávamos anteriormente.
                Eis aí o nosso desafio na busca de nós mesmos, o que só encontraremos na relação com o outro. É importante lembrar as palavras de Jesus: “Amai ao próximo como a ti mesmo, toda a lei e os profetas estão aí resumidas.”


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

sexta-feira, 3 de março de 2017

DOADORES DO SUOR

Espírito: AURA CELESTE.
Todos os dias surgem, aqui e ali, os que procuram doadores.
Devedores da fiança terrena buscam doadores de empréstimos nos institutos amoedados.
Adeptos desses ou daquele partido político buscam doadores de cargos públicos.
Estudantes buscam doadores de instrução na esfera universitária.
Mulheres buscam doadores de elegância no campo da moda.
Artistas buscam doadores de inspiração.
Por toda a parte, há doadores.
Doadores de providências, de recursos, de ideias, de estímulos, de sangue, de olhos, de informações, de palavras.
E Jesus também, caminha na Terra procurando certa categoria de doadores difíceis de encontrar, - os doadores de suor, que trabalham desinteressadamente na construção do seu reino de luz.
Irmãos, o Divino Amigo nos bate às portas do coração, pedindo serviço...
Sigamos adiante, guardando a felicidade de sermos com Ele os doadores de suor.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quinta-feira, 2 de março de 2017

COMECEMOS DE NÓS MESMOS

Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem.
Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.
Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observar crescerá em otimismo e confiança.
Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e amparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.
Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.
Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.
As boas obras começam de nós mesmos.
Educaremos, educando-nos.
Não faremos a renovação da paisagem de nossa vida, sem renovar-nos.
Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam.
Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o autoaprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo.
A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente.
Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

quarta-feira, 1 de março de 2017

A GERAÇÃO NOVA

Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem.

Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso.

Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundo inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalente a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substitui-los-ão Espíritos melhores, que farão reinar em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.

A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclisma que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.

Tudo, pois, se processará exteriormente, como deve acontecer, com a única, mas capital diferença, de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.

A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhe são peculiares.

Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém, sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.

Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.

O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme, enfim, o apego a tudo que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.

Desses vícios é que a Terra tem que ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contato com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor, que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperam que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores.

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É muito simples o modo por que se opera a transformação, sendo, como se vê, todo ele de ordem moral, sem se afastar em nada das leis da Natureza.

Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo. Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, segundo suas disposições naturais, os Espíritos encarnados formam duas categorias: de um lado, os retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará, portanto, no seio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, em relação com aquela das duas categorias que preponderar.

Por estarem muitos, apesar de suas imperfeições, maduros para a transformação, é que muitos partem, a fim de apenas se retemperarem em fonte mais pura. Enquanto se conservassem no mesmo meio e sob as mesmas influências, persistiriam nas suas opiniões e nas suas maneiras de apreciar as coisas. Uma estada no mundo dos Espíritos bastará para lhes descerrar os olhos, por isso que aí vêem o que não podiam ver na Terra. O incrédulo, o fanático, o absolutista, poderão, conseguintemente, voltar com idéias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, acharão mudadas as coisas e experimentarão a influência do novo meio em que houverem nascido. Longe de se oporem às novas idéias, constituir-se-ão seus auxiliares.

A regeneração da Humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; são com freqüência os mesmos Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.

Ana Maria Teodoro Massuci
‘A Gênese’ – Allan Kardec.

imagem: google