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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER II

Foi só em 1931, quando atingiu a maioridade física, que o espírito de Emmanuel passou a dirigir e orientar a imensa obra da qual ele tem sido o intermediário. O próprio Chico reconhece três períodos distintos em sua vida mediúnica. A primeira, dos 4 aos 17 anos, época em que via sua mãe e estava sob a influência de entidades felizes e infelizes; a segunda, dos 17 aos 21 anos, quando conheceu o Espiritismo e psicografou mensagens dos espíritos amigos e que foram inutilizadas, a pedido deles, por se tratarem de esboços e exercícios de adestramento e, finalmente, o terceiro período, de 1931 até os dias de hoje, que se iniciou com a presença do espírito guia Emmanuel, quando este assumiu o encargo de orientar suas atividades mediúnicas.
A partir de 1932, com a publicação de Parnaso de Além Túmulo, coletânea de poesias de escritores brasileiros e portugueses desencarnados, os livros psicografados por seu intermédio começaram a ser editados pela Federação Espírita Brasileira (FEB). Foi assim com as 85 primeiras obras. As demais foram publicadas por várias outras editoras. Os direitos autorais, desde o primeiro volume, foram doados a obras de benemerência, com a transferência dessa responsabilidade às editoras.
Às vezes, faltava o necessário em sua casa, mas jamais recebeu um único centavo da obra dos espíritos.
Chico Xavier tem diferentes tipos de mediunidade: psicofonia com transfiguração; efeitos físicos e materialização; xenoglossia ou mediunidade poliglota, desdobramento; cura etc., mas a principal delas é a psicografia. Em 1958, o médium foi acometido de labirintite. Nesse mesmo período, através da imprensa, sofreu ataques de um sobrinho, que contestava suas faculdades mediúnicas e dizia inverdades sobre a conduta do tio. Foi um triste episódio para a família Xavier.
Em janeiro de 1959, aconselhado por seu médico, mudou-se para Uberaba, a convite de Waldo Vieira, àquela época ainda estudante de medicina, e que fundou a Comunhão Espírita Cristã com a finalidade de dar suporte às tarefas do médium e as suas próprias, uma vez que ele também era psicógrafo, tendo lançado 17 obras em parceria com Chico.
Em 1965 e 1966, ambos fizeram viagens ao Exterior, visitando irmãos espíritas nos Estados Unidos e na Europa, com a finalidade de difundir o Espiritismo. O livro lhe World ofthe Spirit, publicado pela Philosophical Library, de Nova Iorque, em 1966, e a fundação de núcleos espíritas em Washington e Ellon Collegue, foram frutos de suas atividades no Exterior.
Depois da última viagem, em 1966, o dr. Waldo Vieira desligou-se totalmente de suas tarefas espíritas e mudou-se para o Rio de Janeiro.
Até 19 de maio de 1975, Chico permaneceu na Comunhão Espírita Cristã, desligando-se depois dessa data, quando essa instituição foi beneficiada, em testamento, com um grande patrimônio de terras em Goiás. Reiniciou suas atividades no Grupo Espírita da Prece, em casa muito simples e humilde localizada no bairro João 23, em Uberaba, onde permaneceu em atividades mediúnicas até o declínio de suas forças físicas, depois dos 80 anos. Ainda hoje, às vésperas de completar 87 anos, recebe para os cumprimentos, em sua própria casa, as pessoas que vão em busca de consolo e instrução.
Além de presidir o Grupo Espírita da Prece, seu filho adotivo, dr. Eurípedes Higino dos Reis, o tem auxiliado nas tarefas que ainda pode realizar, porque está paralítico das pernas e tem o corpo físico naturalmente debilitado.
Após o enfarte que sofreu, em novembro de 1976, o perseverante seareiro vem se submetendo a tratamento constante para o problema cardíaco, obedecendo fielmente às prescrições médicas.
Antes, já fazia, de forma regular, tratamento no olho esquerdo, uma vez que o perdeu totalmente por doença irreversível.
Sofreu várias intervenções cirúrgicas, inclusive para correção de hérnias abdominais resultantes das sevícias da infância. Pode-se constatar, neste livro, em A Dor e o Bálsamo, que o médium não interrompeu quase nada as suas tarefas, após o enfarte. Consolando os outros, encontrou o bálsamo e a melhora para seus próprios males. Essa é uma característica de sua maneira de ser.


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER I

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, cidadezinha próxima de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, em 2 de abril de 1910.
João Cândido, seu pai, tinha temperamento de artista, gostava de serenatas ao som do violão, foi cambista de bilhetes de loteria, homem pobre de prole numerosa. Sua mãe, Maria João de Deus, filha de lavadeira humilde de Santa Luzia do Rio das Velhas era neta de índia, a avó Senhorinha, e reconhecida por sua bondade natural. A matriz genética mais característica do povo brasileiro — a do ameríndio, do português e do negro — está presente na base corpórea de Chico Xavier, esse homem simples das Minas Gerais.
Desde a primeira infância, fatos insólitos aconteciam em sua vida: aos quatro anos repetiu aos pais os ensinamentos que lhe eram ditados pelos espíritos a respeito de problemas de saúde de uma vizinha e depois do falecimento de sua mãe, ocorrido a 29 de setembro de 1915, passou a vê-la e a conversar com ela.
Os fenômenos, que ocorriam de forma tão natural e constante em sua
vida, eram rechaçados invariavelmente por aqueles que o cercavam, uma vez
que a pequena Pedro Leopoldo, como toda cidade mineira, estava impregnada
do catolicismo do início do século. Isso, como é natural, criou conflitos psicológicos muito grandes para o menino ingênuo.
Se contava que havia visto a mãe e conversado com ela, apanhava ainda mais da madrinha — a mulher perturbada sob cuja guarda ficou, durante mais de dois anos, após a morte de sua mãe — e que o surrava normalmente três vezes ao dia, sem perdão de um único dia da semana, além de outras sevícias.
Suas visões e conversas com os seres de outro mundo pontilharam sua
vida escolar — ele conseguiu fazer somente o curso primário —, suas visitas à
igreja católica, hábito no qual foi educado por sua mãe, e também seu trabalho.
Sebastião Scarzelli, seu padre confessor, passava-lhe penitências a fim de
livrá-lo dos demônios, mas as aparições continuavam.
Antes de completar nove anos, trabalhou na fábrica de tecidos para auxiliar no sustento da casa. Cidália, a segunda esposa de seu pai, anjo de bondade em suas vidas, tivera mais seis filhos; ao todo, seu João Cândido foi pai de 15.
Desde cedo, Chico esqueceu-se de si próprio para auxiliar no sustento e
educação dos irmãos. Caiu doente dos pulmões com o trabalho da tecelagem,
passou, então, a auxiliar de cozinha no Bar do Dove, depois, por alguns anos,
foi caixeiro de um pequeno armazém de propriedade do sr. José Felizardo
Sobrinho e, finalmente, aos 23 anos, entrou para o Ministério de Agricultura,
prestando serviço à Fazenda Modelo de sua cidade, aposentando-se, após 35
anos de trabalho, já em Uberaba, sem nunca ter tirado férias ou faltado ao
serviço, no cargo de escriturário.
Em maio de 1927, Maria Xavier, irmã de Chico, apresentou distúrbios
psíquicos que não foram solucionados pela Medicina. A família pediu, então, o
auxílio do sr. José Hermínio Perácio e sua esposa Carmem, espíritas convictos, que trataram da jovem, acometida de obsessão, em seu próprio lar,
reintegrando-a, depois, à vida familiar, devidamente equilibrada e com a
orientação espírita.
Com esse fato, Chico Xavier convenceu-se da realidade do Espiritismo e
reuniu um grupo de crentes para o estudo e difusão da Doutrina. Foi nessas
reuniões iniciais que ele se desenvolveu como médium escrevente, semi16
mecânico. No dia 8 de julho de 1927, recebeu as primeiras páginas
psicografadas de autoria de um espírito amigo, em uma reunião do Centro
Espírita Luiz Gonzaga, que funcionava na residência de seu irmão, José
Xavier. Desde então, até os dias de hoje, cerca de 70 anos depois, ele tem sido
a extraordinária antena psíquica do século 20, recebendo páginas literárias,
científicas, evangélicas e consoladoras de mais de 600 autores, com 402 livros
publicados até o momento (dezembro de 1996).


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÁGOA

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços, fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.
Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.
Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se numa conta desajustada que roga corrigenda.
Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.
Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita de poda, a fim de renovar a própria existência.
Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da educação pede a base da escola.
Se sofrer prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a defesa do braço.
Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura de bom senso, jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.
Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se, observando que os pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.
Seja qual for o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho, procurando servir.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PROFILAXIA

Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.
Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.
Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia nas almas frágeis e enfermiças.
Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.
O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.
Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

sábado, 26 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS II

                Grande parte das nossas dificuldades atuais são causadas por nós mesmos, na busca incessante por facilidades e confortos materiais. Para ganhar dinheiro, fama e poder, muitas vezes ofendemos, fazemos escolhas equivocadas, somos egoístas, impiedosos e orgulhosos. É justo que, no curso de uma nova existência, resgatemos nossos débitos com as criaturas e até conosco mesmo, entendendo que somos responsáveis por tudo que sentimos, pensamos e fazemos. Isso explica também as nossas provações e passamos a enxergar a Terra como um imenso território adequado para abrigar espíritos em evolução para a perfeição possível. Neste mundo de expiações e de provas, ainda há a necessidade de experiências dolorosas e desagradáveis, para que os espíritos descubram o prazer de fazer o bem e de viver como irmãos. Enquanto permanecer na rebeldia e não agradecer o benefício da aflição momentânea, a criatura irá de ações e reações, sofrendo o que fez sofrer, colhendo do que plantou, até compreender que somente dela depende libertar-se das aflições desta vida. Em suma, todas as atribulações de nossa vida terrena são consequências de nossas faltas. Quando volvemos nosso olhar para os missionários do mundo moderno, que tanto sofreram dores físicas com enfermidades terríveis, mister se faz lembrar da afirmação de Kardec de que muitas dessas aflições são provas escolhidas pelos próprios espíritos, que as pediram para apressar seu adiantamento ou para concluir processos purificatórios.
                Por último, muito embora o capítulo 5, do Evangelho Segundo o Espiritismo jamais nos permitirá ser tão conclusivos, é fundamental entender a diferença entre prova e expiação. Expiação é sofrer as consequências de nossas faltas, passar pelos mesmos sofrimentos causados a nós ou aos outros, para que desperte em nós a consciência do sofrimento que provocamos, aproveitando as oportunidades para reparar os males causados, corrigindo-nos e prosseguindo em nossa evolução em melhores condições. Já as provações são testes de avaliação do aprendizado, passando pelas mesmas dificuldades que deram origem às ações negativas para resolvê-las, sem ferir a ninguém, usando-as para o desenvolvimento das nossas qualificações intelectuais e morais. Kardec ensina que “a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado”. Por tudo isso, entender que “bem-aventurados os aflitos” é entender  Deus e reconhecer a necessidade de resignar-se; submeter-se, voluntariamente, às Suas leis, compreendendo que sendo Ele, o Absoluto na perfeição e causa de tudo que existe, por certo não comete erros ou enganos e Suas leis sábias e amorosas se obedecidas, hão de nos levar à felicidade. Esta é a resignação preconizada pelo espiritismo, uma submissão ativa, fruto do entendimento dos objetivos da vida e dos seres, assimilando a promessa de Jesus quando oferta as bem-aventuranças aos que sofrem, aos aflitos. O Mestre não espera que não choremos pela dor, mas nos pede para que tentemos sorrir pela benção da oportunidade de ressarcimento das dívidas do passado, entregando-nos à vontade do Pai. A resignação é a coragem da virtude. (Caibar Schutel)

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS I

                Poucos realmente entendem o sentido que a expressão bem-aventurado tem no discurso do Mestre Jesus, até porque é muito difícil esta compreensão para quem, com os pés fincados numa única existência e num mundo materialista como este nosso, acredita que ser bem-aventurado é sinônimo de ser feliz. Dentro do axioma “ler Kardec, para entender Jesus”, o estudo da doutrina espírita, que alarga nosso campo de visão para além desta vida e nos faz compreender e aceitar as múltiplas encarnações, nos oferece a releitura das bem-aventuranças, percebendo que Jesus deixa expresso na sua alocução a ideia clara da imortalidade da alma, ensinando, todavia, que o universo é regido pela lei de causa e efeito. Ambos os pilares doutrinários, casualidade e imortalidade da alma, ampliam o nosso entendimento e, neste contexto, obtemos a chave para abrirmos o baú dos mistérios da fé. Portanto, entendendo que as aflições não são castigos divinos e muito menos pragas lançadas aleatoriamente pelo Criador para provocar o arrependimento de suas criaturas, compreendemos perfeitamente que a justiça divina é incorruptível e se alicerça na expressão “à cada um, segundo suas obras”.
                Por intermédio do estudo do pentateuco de Kardec, fica fácil entender porque uns vivem na opulência e outros na miséria. Nada de privilégios, apenas mecanismos disponibilizados pela bondade divina, para nos reconduzir ao caminho da redenção e da reforma íntima. Quem se locupletou na avareza e amealhou fortunas escravizando seu irmão, nada mais justo que agora experimente a provação e a dor de não enriquecer. Da mesma forma, porém, o consolo de saber que o espírito que já aprendeu a usar o dinheiro em prol do progresso da sua comunidade, não mais precisará passar pela prova da pobreza, a não ser que desejar para cumprir determinada missão. Portanto, se sofro agora e me mantenho resignado e confiante de que esta prova é para meu bem, bem-aventurada esta dor, porque me proporcionará mais venturosa minha próxima reencarnação.
                De posse deste conhecimento, a imensa injustiça que vige entre os homens na Terra adquire para nós um outro contorno. Deixamos de acreditar que tudo que nos rodeia, inclusive nossos sentimentos, emoções, inteligência, criatividade, etc, provêm da própria matéria ou do cérebro ao aceitar a existência de Deus e n’Ele depositarmos nossa fé e total confiança, vamos finalmente compreender a maravilhosa resposta dada pela espiritualidade maior à Kardec, na pergunta primeira de O Livro dos Espíritos, revelando o que é Deus, reconhecendo-o como a causa primária de todas as coisas. Sendo Deus soberanamente justo, toda aflição humana é efeito de uma causa humana e, por isso, não há como atribuir a Ele a injustiça dos homens, como bem esclarece Kardec, no capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando revela que “as vicissitudes da vida têm pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa”. Concluindo, no mundo não existem vítimas e nem sofredores inocentes.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

COM VOCÊ MESMO

Cap. V – Item 13
Meu amigo, você clama contra as dificuldades do mundo, mas será que você já pensou nas facilidades em suas mãos?
Observemos:
Você concorre, em tempo determinado, para exonerar-se da multa legal, com expressiva taxa de consumo de luz e força elétricas; todavia, a usina solar que lhe fornece claridade, calor e vida, nem é assinalada comumente pela sua memória...
Você salda, periodicamente, largas contas relativas ao gasto de água encanada; no entanto, nem se lembra da gratuidade da água das chuvas e das fontes a enriquecer-lhe os dias...
Você estipendia na feira, com apreciáveis somas, todo gênero alimentício que lhe atenda ao paladar; contudo, o oxigênio – elemento mais importante a sustentar-lhe o organismo – é utilizado em seu sangue sem pesar-lhe no orçamento com qualquer preocupação...
Você resgata com a loja novos débitos, cada vez que renova o guarda-roupa, e, apesar disso, nunca inventariou os bens que deve ao corpo de carne a resguardar-lhe o Espírito...
Você remunera o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial: entretanto, nada despendeu para obter a dentadura natural completa...
Você compra a drágea medicamentosa para leve dor de cabeça; todavia, recebe de graça a faculdade de articular, instante a instante, os mais complicados pensamentos...
Você gasta quantias inestimáveis para assistir a esse ou aquele espetáculo esportivo ou à exibição de um filme; contudo, guarda sem sacrifício algum a possibilidade de contemplar o solo cheio de flores e o Céu faiscante de estrelas...
Você paga para ouvir simples melodia de um conjunto orquestral; no entanto, ouve diariamente a divina musica da natureza, sem consumir vintém...
Você desembolsa importâncias enormes para adquirir passagens e indenizar hospedarias, sempre que se desloca de casa; não obstante, passa-lhe despercebido o prêmio vultoso que recebeu com o próprio ingresso na romagem terrestre...
Não desespere e nem se lastime...
Atendamos à realidade, compreendendo que a alegria e a esperança, expressando créditos infinitos de Deus, são os motivos básicos da vida a erguer-se, a cada momento, por sinfonia maravilhosa.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google